#Protagonistas

O medo também faz parte do percurso dos empreendedores

Bruna Santana, Carina Caldeira, Francisco Soares, Isabel Silva e Mendes Pinheiro responderam todos à mesma pergunta: Qual é o papel do medo no seu percurso? Quisemos saber que influência tem na tomada de decisões, que peso carrega nas escolhas que fazem e que estratégias têm para que o medo não assuma o protagonismo.

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1 de jun. de 2026, 10:45

A entrevista com José Borralho, autor do livro Medo — Como transformar as ameaças em forças, deixou-nos a pensar no lugar que o medo ocupa no trabalho, na liderança e nas decisões que definem uma carreira. Falámos sobre fracasso, julgamento, exposição, vulnerabilidade e sobre a forma como tantas escolhas profissionais são feitas entre o impulso de avançar e a vontade de ficar em terreno seguro.

Ao longo dos últimos meses, fizemos a mesma pergunta a cinco empreendedores que passaram pelo MOTIVO: que papel tem o medo no seu percurso? As respostas não apontam todas na mesma direção, e ainda bem. Para uns, o medo é sinal de responsabilidade. Para outros, é combustível, limite, aviso, memória ou herança de crenças antigas. Em comum, há a ideia de que o medo não desaparece. Aprende-se a escutá-lo, a relativizá-lo, a atravessá-lo ou, pelo menos, a não deixar que ocupe demasiado espaço.

Eis as respostas de Bruna Santana, Carina Caldeira, Francisco Soares, Isabel Silva e Mendes Pinheiro.


Bruna Santana, fundadora da Bruna Santana Hair Artists



"O medo faz parte. Sempre esteve presente, sobretudo nos momentos de decisão. Mas aprendi a não o deixar liderar. Muitas vezes, é precisamente quando ele aparece que sabemos que estamos a sair do lugar comum, e foi nesses momentos que mais cresci."


Carina Caldeira, fundadora do The Glitter Dream



"Acho que o medo tem um papel muito importante no meu percurso enquanto empreendedora, mas nunca o vi como algo negativo. Para mim, muitas vezes o medo vem acompanhado de responsabilidade. E quando temos pessoas a depender de nós, decisões para tomar e um projeto para fazer crescer, é impossível não sentirmos esse peso de vez em quando. No meu caso, o medo dá-me mais combustível e força, porque acredito mesmo que os medos existem para serem vencidos. Nunca tive medo de arriscar nos negócios, mas também porque gosto de tomar decisões ponderadas e pensadas. Sou muito intuitiva e sonhadora, adoro criar, pensar grande e querer tudo “para ontem”, mas a responsabilidade de liderar um projeto e ter pessoas que dependem de mim também me obrigou a ganhar mais equilíbrio, mais pés no chão e mais consciência nas decisões. Outra coisa que me ajuda muito é aconselhar-me com pessoas de referência e com mais experiência quando tenho dúvidas. Acho importante percebermos que pedir opinião ou orientação não nos tira visão nem liderança, pelo contrário. Em suma, acredito mesmo que sair da zona de conforto é fundamental para crescer. E quando sinto medo, tento analisá-lo, perceber os riscos e combatê-lo em vez de fugir dele. Porque, muitas vezes, é precisamente do outro lado do medo que estão as maiores conquistas."

Francisco Soares, fundador da Ivory Therapy



"O medo está sempre presente, mas eu tento relativizá-lo. Faço muitos exercícios mentais. Pensar que a vida é limitada ajuda-me a perceber que não faz sentido viver com medo do julgamento. Se vamos morrer, porque é que não fazemos aquilo que queremos? Isso ajuda-me a arriscar mais."


Isabel Silva, fundadora da DoBem



"O medo faz parte e, de certa forma, ainda bem que existe. O medo é natural quando estamos a fazer algo pela primeira vez. Lido com ele através de hábitos diários. O treino, a alimentação, o sono e momentos de pausa são fundamentais para manter o equilíbrio. Sem esses pilares, o medo cresce e torna-se mais difícil de gerir. Também procuro fazer um exercício de reflexão diária, identificando o que correu bem, mesmo nos dias mais difíceis. Esse processo ajuda-me a manter a perspetiva e a continuar com confiança."


Mendes Pinheiro, fundador do estúdio A43



"Todos nós temos medos, mas os medos são, muitas das vezes, feitos pelas nossas crenças. Aquilo que alguém nos disse, e que nós acreditámos, e que acaba por nos limitar. E sim, o medo existe, toda a gente tem medo. Mas eu costumo dizer: se nos acontecesse uma tragédia grande, o que é que nos pode acontecer de pior? Morrermos? Isso já é certo. Portanto, nós sabemos que um dia, mais tarde ou mais cedo, isso vai acontecer. O medo tem um papel fundamental, mas eu acho que é importante, e tenho a certeza que é muito importante, nós sentirmos que o medo não é nada mais, nada menos, do que aquilo que alguém semeou na nossa cabeça e que nos limitou durante muitos anos. Quando nós nos apercebermos que essa limitação existe, conseguimos sair dela e ter a noção que aquilo é o nosso passado e que agora o futuro pode viver-se sem essa limitação. Creio que isto é uma parte fundamental de nós nos conhecermos para que amanhã possamos ser melhores que hoje."


LER TAMBÉM:


(C) Foto de Etienne Girardet na Unsplash
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O medo também faz parte do percurso dos empreendedores

Bruna Santana, Carina Caldeira, Francisco Soares, Isabel Silva e Mendes Pinheiro responderam todos à mesma pergunta: Qual é o papel do medo no seu percurso? Quisemos saber que influência tem na tomada de decisões, que peso carrega nas escolhas que fazem e que estratégias têm para que o medo não assuma o protagonismo.

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1 de jun. de 2026, 10:45

A entrevista com José Borralho, autor do livro Medo — Como transformar as ameaças em forças, deixou-nos a pensar no lugar que o medo ocupa no trabalho, na liderança e nas decisões que definem uma carreira. Falámos sobre fracasso, julgamento, exposição, vulnerabilidade e sobre a forma como tantas escolhas profissionais são feitas entre o impulso de avançar e a vontade de ficar em terreno seguro.

Ao longo dos últimos meses, fizemos a mesma pergunta a cinco empreendedores que passaram pelo MOTIVO: que papel tem o medo no seu percurso? As respostas não apontam todas na mesma direção, e ainda bem. Para uns, o medo é sinal de responsabilidade. Para outros, é combustível, limite, aviso, memória ou herança de crenças antigas. Em comum, há a ideia de que o medo não desaparece. Aprende-se a escutá-lo, a relativizá-lo, a atravessá-lo ou, pelo menos, a não deixar que ocupe demasiado espaço.

Eis as respostas de Bruna Santana, Carina Caldeira, Francisco Soares, Isabel Silva e Mendes Pinheiro.


Bruna Santana, fundadora da Bruna Santana Hair Artists



"O medo faz parte. Sempre esteve presente, sobretudo nos momentos de decisão. Mas aprendi a não o deixar liderar. Muitas vezes, é precisamente quando ele aparece que sabemos que estamos a sair do lugar comum, e foi nesses momentos que mais cresci."


Carina Caldeira, fundadora do The Glitter Dream



"Acho que o medo tem um papel muito importante no meu percurso enquanto empreendedora, mas nunca o vi como algo negativo. Para mim, muitas vezes o medo vem acompanhado de responsabilidade. E quando temos pessoas a depender de nós, decisões para tomar e um projeto para fazer crescer, é impossível não sentirmos esse peso de vez em quando. No meu caso, o medo dá-me mais combustível e força, porque acredito mesmo que os medos existem para serem vencidos. Nunca tive medo de arriscar nos negócios, mas também porque gosto de tomar decisões ponderadas e pensadas. Sou muito intuitiva e sonhadora, adoro criar, pensar grande e querer tudo “para ontem”, mas a responsabilidade de liderar um projeto e ter pessoas que dependem de mim também me obrigou a ganhar mais equilíbrio, mais pés no chão e mais consciência nas decisões. Outra coisa que me ajuda muito é aconselhar-me com pessoas de referência e com mais experiência quando tenho dúvidas. Acho importante percebermos que pedir opinião ou orientação não nos tira visão nem liderança, pelo contrário. Em suma, acredito mesmo que sair da zona de conforto é fundamental para crescer. E quando sinto medo, tento analisá-lo, perceber os riscos e combatê-lo em vez de fugir dele. Porque, muitas vezes, é precisamente do outro lado do medo que estão as maiores conquistas."

Francisco Soares, fundador da Ivory Therapy



"O medo está sempre presente, mas eu tento relativizá-lo. Faço muitos exercícios mentais. Pensar que a vida é limitada ajuda-me a perceber que não faz sentido viver com medo do julgamento. Se vamos morrer, porque é que não fazemos aquilo que queremos? Isso ajuda-me a arriscar mais."


Isabel Silva, fundadora da DoBem



"O medo faz parte e, de certa forma, ainda bem que existe. O medo é natural quando estamos a fazer algo pela primeira vez. Lido com ele através de hábitos diários. O treino, a alimentação, o sono e momentos de pausa são fundamentais para manter o equilíbrio. Sem esses pilares, o medo cresce e torna-se mais difícil de gerir. Também procuro fazer um exercício de reflexão diária, identificando o que correu bem, mesmo nos dias mais difíceis. Esse processo ajuda-me a manter a perspetiva e a continuar com confiança."


Mendes Pinheiro, fundador do estúdio A43



"Todos nós temos medos, mas os medos são, muitas das vezes, feitos pelas nossas crenças. Aquilo que alguém nos disse, e que nós acreditámos, e que acaba por nos limitar. E sim, o medo existe, toda a gente tem medo. Mas eu costumo dizer: se nos acontecesse uma tragédia grande, o que é que nos pode acontecer de pior? Morrermos? Isso já é certo. Portanto, nós sabemos que um dia, mais tarde ou mais cedo, isso vai acontecer. O medo tem um papel fundamental, mas eu acho que é importante, e tenho a certeza que é muito importante, nós sentirmos que o medo não é nada mais, nada menos, do que aquilo que alguém semeou na nossa cabeça e que nos limitou durante muitos anos. Quando nós nos apercebermos que essa limitação existe, conseguimos sair dela e ter a noção que aquilo é o nosso passado e que agora o futuro pode viver-se sem essa limitação. Creio que isto é uma parte fundamental de nós nos conhecermos para que amanhã possamos ser melhores que hoje."


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O medo também faz parte do percurso dos empreendedores

Bruna Santana, Carina Caldeira, Francisco Soares, Isabel Silva e Mendes Pinheiro responderam todos à mesma pergunta: Qual é o papel do medo no seu percurso? Quisemos saber que influência tem na tomada de decisões, que peso carrega nas escolhas que fazem e que estratégias têm para que o medo não assuma o protagonismo.

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1 de jun. de 2026, 10:45

A entrevista com José Borralho, autor do livro Medo — Como transformar as ameaças em forças, deixou-nos a pensar no lugar que o medo ocupa no trabalho, na liderança e nas decisões que definem uma carreira. Falámos sobre fracasso, julgamento, exposição, vulnerabilidade e sobre a forma como tantas escolhas profissionais são feitas entre o impulso de avançar e a vontade de ficar em terreno seguro.

Ao longo dos últimos meses, fizemos a mesma pergunta a cinco empreendedores que passaram pelo MOTIVO: que papel tem o medo no seu percurso? As respostas não apontam todas na mesma direção, e ainda bem. Para uns, o medo é sinal de responsabilidade. Para outros, é combustível, limite, aviso, memória ou herança de crenças antigas. Em comum, há a ideia de que o medo não desaparece. Aprende-se a escutá-lo, a relativizá-lo, a atravessá-lo ou, pelo menos, a não deixar que ocupe demasiado espaço.

Eis as respostas de Bruna Santana, Carina Caldeira, Francisco Soares, Isabel Silva e Mendes Pinheiro.


Bruna Santana, fundadora da Bruna Santana Hair Artists



"O medo faz parte. Sempre esteve presente, sobretudo nos momentos de decisão. Mas aprendi a não o deixar liderar. Muitas vezes, é precisamente quando ele aparece que sabemos que estamos a sair do lugar comum, e foi nesses momentos que mais cresci."


Carina Caldeira, fundadora do The Glitter Dream



"Acho que o medo tem um papel muito importante no meu percurso enquanto empreendedora, mas nunca o vi como algo negativo. Para mim, muitas vezes o medo vem acompanhado de responsabilidade. E quando temos pessoas a depender de nós, decisões para tomar e um projeto para fazer crescer, é impossível não sentirmos esse peso de vez em quando. No meu caso, o medo dá-me mais combustível e força, porque acredito mesmo que os medos existem para serem vencidos. Nunca tive medo de arriscar nos negócios, mas também porque gosto de tomar decisões ponderadas e pensadas. Sou muito intuitiva e sonhadora, adoro criar, pensar grande e querer tudo “para ontem”, mas a responsabilidade de liderar um projeto e ter pessoas que dependem de mim também me obrigou a ganhar mais equilíbrio, mais pés no chão e mais consciência nas decisões. Outra coisa que me ajuda muito é aconselhar-me com pessoas de referência e com mais experiência quando tenho dúvidas. Acho importante percebermos que pedir opinião ou orientação não nos tira visão nem liderança, pelo contrário. Em suma, acredito mesmo que sair da zona de conforto é fundamental para crescer. E quando sinto medo, tento analisá-lo, perceber os riscos e combatê-lo em vez de fugir dele. Porque, muitas vezes, é precisamente do outro lado do medo que estão as maiores conquistas."

Francisco Soares, fundador da Ivory Therapy



"O medo está sempre presente, mas eu tento relativizá-lo. Faço muitos exercícios mentais. Pensar que a vida é limitada ajuda-me a perceber que não faz sentido viver com medo do julgamento. Se vamos morrer, porque é que não fazemos aquilo que queremos? Isso ajuda-me a arriscar mais."


Isabel Silva, fundadora da DoBem



"O medo faz parte e, de certa forma, ainda bem que existe. O medo é natural quando estamos a fazer algo pela primeira vez. Lido com ele através de hábitos diários. O treino, a alimentação, o sono e momentos de pausa são fundamentais para manter o equilíbrio. Sem esses pilares, o medo cresce e torna-se mais difícil de gerir. Também procuro fazer um exercício de reflexão diária, identificando o que correu bem, mesmo nos dias mais difíceis. Esse processo ajuda-me a manter a perspetiva e a continuar com confiança."


Mendes Pinheiro, fundador do estúdio A43



"Todos nós temos medos, mas os medos são, muitas das vezes, feitos pelas nossas crenças. Aquilo que alguém nos disse, e que nós acreditámos, e que acaba por nos limitar. E sim, o medo existe, toda a gente tem medo. Mas eu costumo dizer: se nos acontecesse uma tragédia grande, o que é que nos pode acontecer de pior? Morrermos? Isso já é certo. Portanto, nós sabemos que um dia, mais tarde ou mais cedo, isso vai acontecer. O medo tem um papel fundamental, mas eu acho que é importante, e tenho a certeza que é muito importante, nós sentirmos que o medo não é nada mais, nada menos, do que aquilo que alguém semeou na nossa cabeça e que nos limitou durante muitos anos. Quando nós nos apercebermos que essa limitação existe, conseguimos sair dela e ter a noção que aquilo é o nosso passado e que agora o futuro pode viver-se sem essa limitação. Creio que isto é uma parte fundamental de nós nos conhecermos para que amanhã possamos ser melhores que hoje."


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O medo também faz parte do percurso dos empreendedores

Bruna Santana, Carina Caldeira, Francisco Soares, Isabel Silva e Mendes Pinheiro responderam todos à mesma pergunta: Qual é o papel do medo no seu percurso? Quisemos saber que influência tem na tomada de decisões, que peso carrega nas escolhas que fazem e que estratégias têm para que o medo não assuma o protagonismo.

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1 de jun. de 2026, 10:45

A entrevista com José Borralho, autor do livro Medo — Como transformar as ameaças em forças, deixou-nos a pensar no lugar que o medo ocupa no trabalho, na liderança e nas decisões que definem uma carreira. Falámos sobre fracasso, julgamento, exposição, vulnerabilidade e sobre a forma como tantas escolhas profissionais são feitas entre o impulso de avançar e a vontade de ficar em terreno seguro.

Ao longo dos últimos meses, fizemos a mesma pergunta a cinco empreendedores que passaram pelo MOTIVO: que papel tem o medo no seu percurso? As respostas não apontam todas na mesma direção, e ainda bem. Para uns, o medo é sinal de responsabilidade. Para outros, é combustível, limite, aviso, memória ou herança de crenças antigas. Em comum, há a ideia de que o medo não desaparece. Aprende-se a escutá-lo, a relativizá-lo, a atravessá-lo ou, pelo menos, a não deixar que ocupe demasiado espaço.

Eis as respostas de Bruna Santana, Carina Caldeira, Francisco Soares, Isabel Silva e Mendes Pinheiro.


Bruna Santana, fundadora da Bruna Santana Hair Artists



"O medo faz parte. Sempre esteve presente, sobretudo nos momentos de decisão. Mas aprendi a não o deixar liderar. Muitas vezes, é precisamente quando ele aparece que sabemos que estamos a sair do lugar comum, e foi nesses momentos que mais cresci."


Carina Caldeira, fundadora do The Glitter Dream



"Acho que o medo tem um papel muito importante no meu percurso enquanto empreendedora, mas nunca o vi como algo negativo. Para mim, muitas vezes o medo vem acompanhado de responsabilidade. E quando temos pessoas a depender de nós, decisões para tomar e um projeto para fazer crescer, é impossível não sentirmos esse peso de vez em quando. No meu caso, o medo dá-me mais combustível e força, porque acredito mesmo que os medos existem para serem vencidos. Nunca tive medo de arriscar nos negócios, mas também porque gosto de tomar decisões ponderadas e pensadas. Sou muito intuitiva e sonhadora, adoro criar, pensar grande e querer tudo “para ontem”, mas a responsabilidade de liderar um projeto e ter pessoas que dependem de mim também me obrigou a ganhar mais equilíbrio, mais pés no chão e mais consciência nas decisões. Outra coisa que me ajuda muito é aconselhar-me com pessoas de referência e com mais experiência quando tenho dúvidas. Acho importante percebermos que pedir opinião ou orientação não nos tira visão nem liderança, pelo contrário. Em suma, acredito mesmo que sair da zona de conforto é fundamental para crescer. E quando sinto medo, tento analisá-lo, perceber os riscos e combatê-lo em vez de fugir dele. Porque, muitas vezes, é precisamente do outro lado do medo que estão as maiores conquistas."

Francisco Soares, fundador da Ivory Therapy



"O medo está sempre presente, mas eu tento relativizá-lo. Faço muitos exercícios mentais. Pensar que a vida é limitada ajuda-me a perceber que não faz sentido viver com medo do julgamento. Se vamos morrer, porque é que não fazemos aquilo que queremos? Isso ajuda-me a arriscar mais."


Isabel Silva, fundadora da DoBem



"O medo faz parte e, de certa forma, ainda bem que existe. O medo é natural quando estamos a fazer algo pela primeira vez. Lido com ele através de hábitos diários. O treino, a alimentação, o sono e momentos de pausa são fundamentais para manter o equilíbrio. Sem esses pilares, o medo cresce e torna-se mais difícil de gerir. Também procuro fazer um exercício de reflexão diária, identificando o que correu bem, mesmo nos dias mais difíceis. Esse processo ajuda-me a manter a perspetiva e a continuar com confiança."


Mendes Pinheiro, fundador do estúdio A43



"Todos nós temos medos, mas os medos são, muitas das vezes, feitos pelas nossas crenças. Aquilo que alguém nos disse, e que nós acreditámos, e que acaba por nos limitar. E sim, o medo existe, toda a gente tem medo. Mas eu costumo dizer: se nos acontecesse uma tragédia grande, o que é que nos pode acontecer de pior? Morrermos? Isso já é certo. Portanto, nós sabemos que um dia, mais tarde ou mais cedo, isso vai acontecer. O medo tem um papel fundamental, mas eu acho que é importante, e tenho a certeza que é muito importante, nós sentirmos que o medo não é nada mais, nada menos, do que aquilo que alguém semeou na nossa cabeça e que nos limitou durante muitos anos. Quando nós nos apercebermos que essa limitação existe, conseguimos sair dela e ter a noção que aquilo é o nosso passado e que agora o futuro pode viver-se sem essa limitação. Creio que isto é uma parte fundamental de nós nos conhecermos para que amanhã possamos ser melhores que hoje."


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