
#Protagonistas
FRANCISCO SOARES: “Se não houver sustentabilidade financeira, não conseguimos ajudar pessoas”
A Ivory Therapy nasceu de um lugar pouco comum para uma marca: um ponto de rutura pessoal. Entre comunidade, propósito e quase insolvência, o projeto foi obrigado a transformar-se para sobreviver. Hoje, cruza moda, terapia e impacto social. No futuro, quer tornar-se uma plataforma global de saúde mental. O MOTIVO conversou com Francisco Soares, cofundador da marca, sobre os primeiros anos, os momentos críticos e a forma como um projeto com propósito aprende a ser, também, um negócio.
A Ivory Therapy acaba de celebrar o quarto aniversário. Fazendo um balanço destes primeiros anos, o que destacas?
FRANCISCO SOARES — A Ivory nasce de um momento difícil, ligado à minha primeira experiência mais séria com problemas de saúde mental. Fui-me verdadeiramente abaixo com 21 anos e, na altura, tive muita resistência em pedir ajuda. Havia aquela ideia, ainda muito presente, de que tinha de ser forte, que não precisava de psicólogo. Quando comecei o processo terapêutico, mergulhei completamente no tema. Nos primeiros dois anos da Ivory, o foco foi, quase exclusivamente, a comunidade e a mensagem. Não pensava na saúde financeira da empresa. Queria chegar às pessoas, espalhar a mensagem. Só mais tarde percebi que isso não era sustentável. Os últimos dois anos foram muito diferentes, mais focados no negócio. E foi aí que conseguimos crescer mais. Quando começámos a olhar para a Ivory como uma empresa, conseguimos chegar a mais pessoas.

A Ivory Therapy é conhecida pelas mensagens e pelo design. A compra de uma peça de roupa dá acesso a uma sessão de terapia online gratuita
Houve um momento crítico que tenha mudado esse mindset?
F.S. — Sim, claramente. Março de 2025 foi um ponto de viragem. Estávamos numa situação muito complicada, com cerca de 70 mil euros em dívidas, e sem conseguir cumprir várias obrigações imediatas. Foi aí que percebi que tinha mesmo de mudar. Até então, associar dinheiro a um projeto com propósito era difícil para mim. Havia um desconforto em “ganhar dinheiro” com algo ligado à saúde mental, mas tive de ultrapassar isso. Hoje, é muito claro: se não houver sustentabilidade financeira, não conseguimos ajudar pessoas. Não há impacto sem estrutura.
Como é que a empresa está estruturada hoje?
F.S. — Neste momento, somos 19 pessoas, incluindo uma equipa de psicólogos. Há um ano, éramos três. Temos várias vertentes: vendas online, presença física em lojas pop-up ou mercados, soluções de saúde mental para empresas e sessões de terapia. Este ano lançámos esta nova área que referi, focada em empresas, com ações de sensibilização e acesso a acompanhamento psicológico.

Francisco Soares, à esquerda, cofundou a Ivory Therapy com o irmão, Afonso Soares, à direita
O Instagram continua a ser central na vossa estratégia?
F.S. — É muito importante, o que acarreta um risco. É assustador depender tanto de uma plataforma que pode mudar, de um dia para o outro. Já apanhámos um grande susto com a nossa página de Instagram e estivemos quase a começar tudo de novo. Foi também por isso, começámos a construir alternativas, como a recolha de e-mails. Hoje, temos cerca de 60 mil seguidores e perto de 30 mil contactos diretos. Ao mesmo tempo, reforçámos muito a presença física. Neste momento, o físico representa uma parte muito significativa das vendas, cerca de 70%. E isso mostra uma coisa: num mundo digital, as pessoas continuam a valorizar o contacto humano.
O que explica esse crescimento no físico?
F.S. — A ligação emocional. Quem vende Ivory acredita no projeto. Não está só a vender roupa. E quem compra também se identifica com a mensagem. Isso cria uma conexão muito forte. Há pessoas que viajam de propósito para comprar Ivory. Recebemos muitas mensagens de pessoas que descobriram a marca num mercado e que ficaram marcadas pela experiência. Isso não acontece da mesma forma no online.

Já tiveram uma parceria de sucesso com a inflluencer Luisinha Oliveira e preparam-se para lançar uma nova colaboração, desta vez, com a Rebeca Caldeira. Que papel têm estas parcerias?
F.S. — Têm um papel importante na normalização da conversa sobre saúde mental. Quando alguém com visibilidade fala sobre inseguranças, ajuda outras pessoas a perceber que não estão sozinhas. Acresce que estas parcerias não são, claramente, feitas por dinheiro. São pessoas que se identificam mesmo com o projeto e isso faz toda a diferença.
Como é que vês o futuro da Ivory?
F.S. — Sem dúvida que, no futuro, vejo a Ivory como uma plataforma de impacto. A roupa é um meio, não é o fim. Queremos ser uma referência em saúde mental. Estamos a preparar um mental health summit e queremos criar espaços físicos que sejam experiências, quase como um museu de saúde mental. O objetivo é simples: quando as pessoas pensarem em saúde mental, pensarem na Ivory.

#Protagonistas
FRANCISCO SOARES: “Se não houver sustentabilidade financeira, não conseguimos ajudar pessoas”
A Ivory Therapy nasceu de um lugar pouco comum para uma marca: um ponto de rutura pessoal. Entre comunidade, propósito e quase insolvência, o projeto foi obrigado a transformar-se para sobreviver. Hoje, cruza moda, terapia e impacto social. No futuro, quer tornar-se uma plataforma global de saúde mental. O MOTIVO conversou com Francisco Soares, cofundador da marca, sobre os primeiros anos, os momentos críticos e a forma como um projeto com propósito aprende a ser, também, um negócio.
A Ivory Therapy acaba de celebrar o quarto aniversário. Fazendo um balanço destes primeiros anos, o que destacas?
FRANCISCO SOARES — A Ivory nasce de um momento difícil, ligado à minha primeira experiência mais séria com problemas de saúde mental. Fui-me verdadeiramente abaixo com 21 anos e, na altura, tive muita resistência em pedir ajuda. Havia aquela ideia, ainda muito presente, de que tinha de ser forte, que não precisava de psicólogo. Quando comecei o processo terapêutico, mergulhei completamente no tema. Nos primeiros dois anos da Ivory, o foco foi, quase exclusivamente, a comunidade e a mensagem. Não pensava na saúde financeira da empresa. Queria chegar às pessoas, espalhar a mensagem. Só mais tarde percebi que isso não era sustentável. Os últimos dois anos foram muito diferentes, mais focados no negócio. E foi aí que conseguimos crescer mais. Quando começámos a olhar para a Ivory como uma empresa, conseguimos chegar a mais pessoas.

A Ivory Therapy é conhecida pelas mensagens e pelo design. A compra de uma peça de roupa dá acesso a uma sessão de terapia online gratuita
Houve um momento crítico que tenha mudado esse mindset?
F.S. — Sim, claramente. Março de 2025 foi um ponto de viragem. Estávamos numa situação muito complicada, com cerca de 70 mil euros em dívidas, e sem conseguir cumprir várias obrigações imediatas. Foi aí que percebi que tinha mesmo de mudar. Até então, associar dinheiro a um projeto com propósito era difícil para mim. Havia um desconforto em “ganhar dinheiro” com algo ligado à saúde mental, mas tive de ultrapassar isso. Hoje, é muito claro: se não houver sustentabilidade financeira, não conseguimos ajudar pessoas. Não há impacto sem estrutura.
Como é que a empresa está estruturada hoje?
F.S. — Neste momento, somos 19 pessoas, incluindo uma equipa de psicólogos. Há um ano, éramos três. Temos várias vertentes: vendas online, presença física em lojas pop-up ou mercados, soluções de saúde mental para empresas e sessões de terapia. Este ano lançámos esta nova área que referi, focada em empresas, com ações de sensibilização e acesso a acompanhamento psicológico.

Francisco Soares, à esquerda, cofundou a Ivory Therapy com o irmão, Afonso Soares, à direita
O Instagram continua a ser central na vossa estratégia?
F.S. — É muito importante, o que acarreta um risco. É assustador depender tanto de uma plataforma que pode mudar, de um dia para o outro. Já apanhámos um grande susto com a nossa página de Instagram e estivemos quase a começar tudo de novo. Foi também por isso, começámos a construir alternativas, como a recolha de e-mails. Hoje, temos cerca de 60 mil seguidores e perto de 30 mil contactos diretos. Ao mesmo tempo, reforçámos muito a presença física. Neste momento, o físico representa uma parte muito significativa das vendas, cerca de 70%. E isso mostra uma coisa: num mundo digital, as pessoas continuam a valorizar o contacto humano.
O que explica esse crescimento no físico?
F.S. — A ligação emocional. Quem vende Ivory acredita no projeto. Não está só a vender roupa. E quem compra também se identifica com a mensagem. Isso cria uma conexão muito forte. Há pessoas que viajam de propósito para comprar Ivory. Recebemos muitas mensagens de pessoas que descobriram a marca num mercado e que ficaram marcadas pela experiência. Isso não acontece da mesma forma no online.

Já tiveram uma parceria de sucesso com a inflluencer Luisinha Oliveira e preparam-se para lançar uma nova colaboração, desta vez, com a Rebeca Caldeira. Que papel têm estas parcerias?
F.S. — Têm um papel importante na normalização da conversa sobre saúde mental. Quando alguém com visibilidade fala sobre inseguranças, ajuda outras pessoas a perceber que não estão sozinhas. Acresce que estas parcerias não são, claramente, feitas por dinheiro. São pessoas que se identificam mesmo com o projeto e isso faz toda a diferença.
Como é que vês o futuro da Ivory?
F.S. — Sem dúvida que, no futuro, vejo a Ivory como uma plataforma de impacto. A roupa é um meio, não é o fim. Queremos ser uma referência em saúde mental. Estamos a preparar um mental health summit e queremos criar espaços físicos que sejam experiências, quase como um museu de saúde mental. O objetivo é simples: quando as pessoas pensarem em saúde mental, pensarem na Ivory.

#Protagonistas
FRANCISCO SOARES: “Se não houver sustentabilidade financeira, não conseguimos ajudar pessoas”
A Ivory Therapy nasceu de um lugar pouco comum para uma marca: um ponto de rutura pessoal. Entre comunidade, propósito e quase insolvência, o projeto foi obrigado a transformar-se para sobreviver. Hoje, cruza moda, terapia e impacto social. No futuro, quer tornar-se uma plataforma global de saúde mental. O MOTIVO conversou com Francisco Soares, cofundador da marca, sobre os primeiros anos, os momentos críticos e a forma como um projeto com propósito aprende a ser, também, um negócio.
A Ivory Therapy acaba de celebrar o quarto aniversário. Fazendo um balanço destes primeiros anos, o que destacas?
FRANCISCO SOARES — A Ivory nasce de um momento difícil, ligado à minha primeira experiência mais séria com problemas de saúde mental. Fui-me verdadeiramente abaixo com 21 anos e, na altura, tive muita resistência em pedir ajuda. Havia aquela ideia, ainda muito presente, de que tinha de ser forte, que não precisava de psicólogo. Quando comecei o processo terapêutico, mergulhei completamente no tema. Nos primeiros dois anos da Ivory, o foco foi, quase exclusivamente, a comunidade e a mensagem. Não pensava na saúde financeira da empresa. Queria chegar às pessoas, espalhar a mensagem. Só mais tarde percebi que isso não era sustentável. Os últimos dois anos foram muito diferentes, mais focados no negócio. E foi aí que conseguimos crescer mais. Quando começámos a olhar para a Ivory como uma empresa, conseguimos chegar a mais pessoas.

A Ivory Therapy é conhecida pelas mensagens e pelo design. A compra de uma peça de roupa dá acesso a uma sessão de terapia online gratuita
Houve um momento crítico que tenha mudado esse mindset?
F.S. — Sim, claramente. Março de 2025 foi um ponto de viragem. Estávamos numa situação muito complicada, com cerca de 70 mil euros em dívidas, e sem conseguir cumprir várias obrigações imediatas. Foi aí que percebi que tinha mesmo de mudar. Até então, associar dinheiro a um projeto com propósito era difícil para mim. Havia um desconforto em “ganhar dinheiro” com algo ligado à saúde mental, mas tive de ultrapassar isso. Hoje, é muito claro: se não houver sustentabilidade financeira, não conseguimos ajudar pessoas. Não há impacto sem estrutura.
Como é que a empresa está estruturada hoje?
F.S. — Neste momento, somos 19 pessoas, incluindo uma equipa de psicólogos. Há um ano, éramos três. Temos várias vertentes: vendas online, presença física em lojas pop-up ou mercados, soluções de saúde mental para empresas e sessões de terapia. Este ano lançámos esta nova área que referi, focada em empresas, com ações de sensibilização e acesso a acompanhamento psicológico.

Francisco Soares, à esquerda, cofundou a Ivory Therapy com o irmão, Afonso Soares, à direita
O Instagram continua a ser central na vossa estratégia?
F.S. — É muito importante, o que acarreta um risco. É assustador depender tanto de uma plataforma que pode mudar, de um dia para o outro. Já apanhámos um grande susto com a nossa página de Instagram e estivemos quase a começar tudo de novo. Foi também por isso, começámos a construir alternativas, como a recolha de e-mails. Hoje, temos cerca de 60 mil seguidores e perto de 30 mil contactos diretos. Ao mesmo tempo, reforçámos muito a presença física. Neste momento, o físico representa uma parte muito significativa das vendas, cerca de 70%. E isso mostra uma coisa: num mundo digital, as pessoas continuam a valorizar o contacto humano.
O que explica esse crescimento no físico?
F.S. — A ligação emocional. Quem vende Ivory acredita no projeto. Não está só a vender roupa. E quem compra também se identifica com a mensagem. Isso cria uma conexão muito forte. Há pessoas que viajam de propósito para comprar Ivory. Recebemos muitas mensagens de pessoas que descobriram a marca num mercado e que ficaram marcadas pela experiência. Isso não acontece da mesma forma no online.

Já tiveram uma parceria de sucesso com a inflluencer Luisinha Oliveira e preparam-se para lançar uma nova colaboração, desta vez, com a Rebeca Caldeira. Que papel têm estas parcerias?
F.S. — Têm um papel importante na normalização da conversa sobre saúde mental. Quando alguém com visibilidade fala sobre inseguranças, ajuda outras pessoas a perceber que não estão sozinhas. Acresce que estas parcerias não são, claramente, feitas por dinheiro. São pessoas que se identificam mesmo com o projeto e isso faz toda a diferença.
Como é que vês o futuro da Ivory?
F.S. — Sem dúvida que, no futuro, vejo a Ivory como uma plataforma de impacto. A roupa é um meio, não é o fim. Queremos ser uma referência em saúde mental. Estamos a preparar um mental health summit e queremos criar espaços físicos que sejam experiências, quase como um museu de saúde mental. O objetivo é simples: quando as pessoas pensarem em saúde mental, pensarem na Ivory.

#Protagonistas
FRANCISCO SOARES: “Se não houver sustentabilidade financeira, não conseguimos ajudar pessoas”
A Ivory Therapy nasceu de um lugar pouco comum para uma marca: um ponto de rutura pessoal. Entre comunidade, propósito e quase insolvência, o projeto foi obrigado a transformar-se para sobreviver. Hoje, cruza moda, terapia e impacto social. No futuro, quer tornar-se uma plataforma global de saúde mental. O MOTIVO conversou com Francisco Soares, cofundador da marca, sobre os primeiros anos, os momentos críticos e a forma como um projeto com propósito aprende a ser, também, um negócio.
A Ivory Therapy acaba de celebrar o quarto aniversário. Fazendo um balanço destes primeiros anos, o que destacas?
FRANCISCO SOARES — A Ivory nasce de um momento difícil, ligado à minha primeira experiência mais séria com problemas de saúde mental. Fui-me verdadeiramente abaixo com 21 anos e, na altura, tive muita resistência em pedir ajuda. Havia aquela ideia, ainda muito presente, de que tinha de ser forte, que não precisava de psicólogo. Quando comecei o processo terapêutico, mergulhei completamente no tema. Nos primeiros dois anos da Ivory, o foco foi, quase exclusivamente, a comunidade e a mensagem. Não pensava na saúde financeira da empresa. Queria chegar às pessoas, espalhar a mensagem. Só mais tarde percebi que isso não era sustentável. Os últimos dois anos foram muito diferentes, mais focados no negócio. E foi aí que conseguimos crescer mais. Quando começámos a olhar para a Ivory como uma empresa, conseguimos chegar a mais pessoas.

A Ivory Therapy é conhecida pelas mensagens e pelo design. A compra de uma peça de roupa dá acesso a uma sessão de terapia online gratuita
Houve um momento crítico que tenha mudado esse mindset?
F.S. — Sim, claramente. Março de 2025 foi um ponto de viragem. Estávamos numa situação muito complicada, com cerca de 70 mil euros em dívidas, e sem conseguir cumprir várias obrigações imediatas. Foi aí que percebi que tinha mesmo de mudar. Até então, associar dinheiro a um projeto com propósito era difícil para mim. Havia um desconforto em “ganhar dinheiro” com algo ligado à saúde mental, mas tive de ultrapassar isso. Hoje, é muito claro: se não houver sustentabilidade financeira, não conseguimos ajudar pessoas. Não há impacto sem estrutura.
Como é que a empresa está estruturada hoje?
F.S. — Neste momento, somos 19 pessoas, incluindo uma equipa de psicólogos. Há um ano, éramos três. Temos várias vertentes: vendas online, presença física em lojas pop-up ou mercados, soluções de saúde mental para empresas e sessões de terapia. Este ano lançámos esta nova área que referi, focada em empresas, com ações de sensibilização e acesso a acompanhamento psicológico.

Francisco Soares, à esquerda, cofundou a Ivory Therapy com o irmão, Afonso Soares, à direita
O Instagram continua a ser central na vossa estratégia?
F.S. — É muito importante, o que acarreta um risco. É assustador depender tanto de uma plataforma que pode mudar, de um dia para o outro. Já apanhámos um grande susto com a nossa página de Instagram e estivemos quase a começar tudo de novo. Foi também por isso, começámos a construir alternativas, como a recolha de e-mails. Hoje, temos cerca de 60 mil seguidores e perto de 30 mil contactos diretos. Ao mesmo tempo, reforçámos muito a presença física. Neste momento, o físico representa uma parte muito significativa das vendas, cerca de 70%. E isso mostra uma coisa: num mundo digital, as pessoas continuam a valorizar o contacto humano.
O que explica esse crescimento no físico?
F.S. — A ligação emocional. Quem vende Ivory acredita no projeto. Não está só a vender roupa. E quem compra também se identifica com a mensagem. Isso cria uma conexão muito forte. Há pessoas que viajam de propósito para comprar Ivory. Recebemos muitas mensagens de pessoas que descobriram a marca num mercado e que ficaram marcadas pela experiência. Isso não acontece da mesma forma no online.

Já tiveram uma parceria de sucesso com a inflluencer Luisinha Oliveira e preparam-se para lançar uma nova colaboração, desta vez, com a Rebeca Caldeira. Que papel têm estas parcerias?
F.S. — Têm um papel importante na normalização da conversa sobre saúde mental. Quando alguém com visibilidade fala sobre inseguranças, ajuda outras pessoas a perceber que não estão sozinhas. Acresce que estas parcerias não são, claramente, feitas por dinheiro. São pessoas que se identificam mesmo com o projeto e isso faz toda a diferença.
Como é que vês o futuro da Ivory?
F.S. — Sem dúvida que, no futuro, vejo a Ivory como uma plataforma de impacto. A roupa é um meio, não é o fim. Queremos ser uma referência em saúde mental. Estamos a preparar um mental health summit e queremos criar espaços físicos que sejam experiências, quase como um museu de saúde mental. O objetivo é simples: quando as pessoas pensarem em saúde mental, pensarem na Ivory.




