Quando ainda só existe na nossa cabeça

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Diretor do MOTIVO

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22 de set. de 2026, 13:49

#Motivação
Opinião

O primeiro evento do MOTIVO está prestes a ser lançado, mas antes disso, foi um simples documento Word, cheio de tópicos e caminhos possíveis. Durante semanas, foi só isso: algumas páginas, uma ideia que eu repetia em conversas, reuniões, nomes que queria convidar, um espaço que ainda não estava fechado e muitas notas no telemóvel. Desde o início, eu conseguia, e consigo, imaginar a sala, as pessoas em palco, o ritmo, até algumas das perguntas. Só que imaginar é muito diferente de conseguir fazer com que os outros vejam o mesmo.

Creio que esta será a parte mais desafiante de fazer algo pela primeira vez. Quando já existe uma edição anterior, podemos mostrar fotografias, números, vídeos, dizer quantas pessoas estiveram, quem participou, quem apoiou. Na primeira vez, não existe nada disso. Temos uma ideia e pedimos às pessoas que confiem nela. A um orador, a uma marca, a um parceiro, a alguém que tem de decidir se vale a pena entrar num projeto que ainda não aconteceu. E, muitas vezes, a resposta demora. Outras vezes, nem chega.

Passei o último ano a entrevistar pessoas que criaram empresas, marcas e projetos. Pergunto muitas vezes como começaram, como convenceram os primeiros clientes, quando perceberam que a ideia podia resultar. Agora, percebo melhor algumas respostas. Existe uma fase em que fazemos mais perguntas do que temos respostas. Em que mandamos um e-mail, esperamos, reformulamos uma proposta, fazemos outra chamada e continuamos. Um “não” numa manhã não impede que, à tarde, estejamos novamente a explicar a ideia a outra pessoa. Faz parte.

Também descobri que organizar um evento é um exercício permanente de equilíbrio entre aquilo que imaginámos e aquilo que conseguimos fazer. Há ideias que ficam pelo caminho, outras que melhoram porque alguém fez uma pergunta que ainda não tínhamos feito. A tentação é querer fechar tudo muito depressa porque ter questões em aberto nos dá ansiedade. E, depois, percebemos que certos projetos só vão ficando prontos enquanto avançamos.

Para mim, este evento que nos preparamos para lançar, também é uma forma de perceber até onde pode ir o MOTIVO. O projeto nasceu para falar de marcas, empresas, comunicação, modelos de trabalho, pessoas e ideias. Ao longo do tempo, essas conversas têm trazido outras possibilidades. E os eventos sempre fizeram parte do plano. Tirar algumas perguntas do ecrã, fazê-las numa sala e perceber o que acontece quando as respostas deixam de chegar por Zoom, por telefone ou e-mail e passam a acontecer à nossa frente.

Amanhã, vamos apresentar o primeiro evento do MOTIVO. Ainda tenho uma lista grande de temas para fechar e, provavelmente, vou continuar a tê-la durante algum tempo. Entretanto, já deixou de ser aquele Word inicial. Começou a ter uma data, um lugar, pessoas, parceiros e uma conceito próprio. Durante meses, esteve apenas na minha cabeça. Amanhã, chega, finalmente, aos outros.


Xavier Pereira assina, todos os meses, o espaço Motivo Próprio. Leia também:

Quando ainda só existe na nossa cabeça

Diretor do MOTIVO

22 de set. de 2026, 13:49

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O primeiro evento do MOTIVO está prestes a ser lançado, mas antes disso, foi um simples documento Word, cheio de tópicos e caminhos possíveis. Durante semanas, foi só isso: algumas páginas, uma ideia que eu repetia em conversas, reuniões, nomes que queria convidar, um espaço que ainda não estava fechado e muitas notas no telemóvel. Desde o início, eu conseguia, e consigo, imaginar a sala, as pessoas em palco, o ritmo, até algumas das perguntas. Só que imaginar é muito diferente de conseguir fazer com que os outros vejam o mesmo.

Creio que esta será a parte mais desafiante de fazer algo pela primeira vez. Quando já existe uma edição anterior, podemos mostrar fotografias, números, vídeos, dizer quantas pessoas estiveram, quem participou, quem apoiou. Na primeira vez, não existe nada disso. Temos uma ideia e pedimos às pessoas que confiem nela. A um orador, a uma marca, a um parceiro, a alguém que tem de decidir se vale a pena entrar num projeto que ainda não aconteceu. E, muitas vezes, a resposta demora. Outras vezes, nem chega.

Passei o último ano a entrevistar pessoas que criaram empresas, marcas e projetos. Pergunto muitas vezes como começaram, como convenceram os primeiros clientes, quando perceberam que a ideia podia resultar. Agora, percebo melhor algumas respostas. Existe uma fase em que fazemos mais perguntas do que temos respostas. Em que mandamos um e-mail, esperamos, reformulamos uma proposta, fazemos outra chamada e continuamos. Um “não” numa manhã não impede que, à tarde, estejamos novamente a explicar a ideia a outra pessoa. Faz parte.

Também descobri que organizar um evento é um exercício permanente de equilíbrio entre aquilo que imaginámos e aquilo que conseguimos fazer. Há ideias que ficam pelo caminho, outras que melhoram porque alguém fez uma pergunta que ainda não tínhamos feito. A tentação é querer fechar tudo muito depressa porque ter questões em aberto nos dá ansiedade. E, depois, percebemos que certos projetos só vão ficando prontos enquanto avançamos.

Para mim, este evento que nos preparamos para lançar, também é uma forma de perceber até onde pode ir o MOTIVO. O projeto nasceu para falar de marcas, empresas, comunicação, modelos de trabalho, pessoas e ideias. Ao longo do tempo, essas conversas têm trazido outras possibilidades. E os eventos sempre fizeram parte do plano. Tirar algumas perguntas do ecrã, fazê-las numa sala e perceber o que acontece quando as respostas deixam de chegar por Zoom, por telefone ou e-mail e passam a acontecer à nossa frente.

Amanhã, vamos apresentar o primeiro evento do MOTIVO. Ainda tenho uma lista grande de temas para fechar e, provavelmente, vou continuar a tê-la durante algum tempo. Entretanto, já deixou de ser aquele Word inicial. Começou a ter uma data, um lugar, pessoas, parceiros e uma conceito próprio. Durante meses, esteve apenas na minha cabeça. Amanhã, chega, finalmente, aos outros.


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22 de set. de 2026, 13:49

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O primeiro evento do MOTIVO está prestes a ser lançado, mas antes disso, foi um simples documento Word, cheio de tópicos e caminhos possíveis. Durante semanas, foi só isso: algumas páginas, uma ideia que eu repetia em conversas, reuniões, nomes que queria convidar, um espaço que ainda não estava fechado e muitas notas no telemóvel. Desde o início, eu conseguia, e consigo, imaginar a sala, as pessoas em palco, o ritmo, até algumas das perguntas. Só que imaginar é muito diferente de conseguir fazer com que os outros vejam o mesmo.

Creio que esta será a parte mais desafiante de fazer algo pela primeira vez. Quando já existe uma edição anterior, podemos mostrar fotografias, números, vídeos, dizer quantas pessoas estiveram, quem participou, quem apoiou. Na primeira vez, não existe nada disso. Temos uma ideia e pedimos às pessoas que confiem nela. A um orador, a uma marca, a um parceiro, a alguém que tem de decidir se vale a pena entrar num projeto que ainda não aconteceu. E, muitas vezes, a resposta demora. Outras vezes, nem chega.

Passei o último ano a entrevistar pessoas que criaram empresas, marcas e projetos. Pergunto muitas vezes como começaram, como convenceram os primeiros clientes, quando perceberam que a ideia podia resultar. Agora, percebo melhor algumas respostas. Existe uma fase em que fazemos mais perguntas do que temos respostas. Em que mandamos um e-mail, esperamos, reformulamos uma proposta, fazemos outra chamada e continuamos. Um “não” numa manhã não impede que, à tarde, estejamos novamente a explicar a ideia a outra pessoa. Faz parte.

Também descobri que organizar um evento é um exercício permanente de equilíbrio entre aquilo que imaginámos e aquilo que conseguimos fazer. Há ideias que ficam pelo caminho, outras que melhoram porque alguém fez uma pergunta que ainda não tínhamos feito. A tentação é querer fechar tudo muito depressa porque ter questões em aberto nos dá ansiedade. E, depois, percebemos que certos projetos só vão ficando prontos enquanto avançamos.

Para mim, este evento que nos preparamos para lançar, também é uma forma de perceber até onde pode ir o MOTIVO. O projeto nasceu para falar de marcas, empresas, comunicação, modelos de trabalho, pessoas e ideias. Ao longo do tempo, essas conversas têm trazido outras possibilidades. E os eventos sempre fizeram parte do plano. Tirar algumas perguntas do ecrã, fazê-las numa sala e perceber o que acontece quando as respostas deixam de chegar por Zoom, por telefone ou e-mail e passam a acontecer à nossa frente.

Amanhã, vamos apresentar o primeiro evento do MOTIVO. Ainda tenho uma lista grande de temas para fechar e, provavelmente, vou continuar a tê-la durante algum tempo. Entretanto, já deixou de ser aquele Word inicial. Começou a ter uma data, um lugar, pessoas, parceiros e uma conceito próprio. Durante meses, esteve apenas na minha cabeça. Amanhã, chega, finalmente, aos outros.


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Creio que esta será a parte mais desafiante de fazer algo pela primeira vez. Quando já existe uma edição anterior, podemos mostrar fotografias, números, vídeos, dizer quantas pessoas estiveram, quem participou, quem apoiou. Na primeira vez, não existe nada disso. Temos uma ideia e pedimos às pessoas que confiem nela. A um orador, a uma marca, a um parceiro, a alguém que tem de decidir se vale a pena entrar num projeto que ainda não aconteceu. E, muitas vezes, a resposta demora. Outras vezes, nem chega.

Passei o último ano a entrevistar pessoas que criaram empresas, marcas e projetos. Pergunto muitas vezes como começaram, como convenceram os primeiros clientes, quando perceberam que a ideia podia resultar. Agora, percebo melhor algumas respostas. Existe uma fase em que fazemos mais perguntas do que temos respostas. Em que mandamos um e-mail, esperamos, reformulamos uma proposta, fazemos outra chamada e continuamos. Um “não” numa manhã não impede que, à tarde, estejamos novamente a explicar a ideia a outra pessoa. Faz parte.

Também descobri que organizar um evento é um exercício permanente de equilíbrio entre aquilo que imaginámos e aquilo que conseguimos fazer. Há ideias que ficam pelo caminho, outras que melhoram porque alguém fez uma pergunta que ainda não tínhamos feito. A tentação é querer fechar tudo muito depressa porque ter questões em aberto nos dá ansiedade. E, depois, percebemos que certos projetos só vão ficando prontos enquanto avançamos.

Para mim, este evento que nos preparamos para lançar, também é uma forma de perceber até onde pode ir o MOTIVO. O projeto nasceu para falar de marcas, empresas, comunicação, modelos de trabalho, pessoas e ideias. Ao longo do tempo, essas conversas têm trazido outras possibilidades. E os eventos sempre fizeram parte do plano. Tirar algumas perguntas do ecrã, fazê-las numa sala e perceber o que acontece quando as respostas deixam de chegar por Zoom, por telefone ou e-mail e passam a acontecer à nossa frente.

Amanhã, vamos apresentar o primeiro evento do MOTIVO. Ainda tenho uma lista grande de temas para fechar e, provavelmente, vou continuar a tê-la durante algum tempo. Entretanto, já deixou de ser aquele Word inicial. Começou a ter uma data, um lugar, pessoas, parceiros e uma conceito próprio. Durante meses, esteve apenas na minha cabeça. Amanhã, chega, finalmente, aos outros.


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