Ninguém estava à espera do MOTIVO

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Diretor do MOTIVO

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22 de jul. de 2026, 15:00

#Motivação
Opinião

O MOTIVO nasceu porque eu sentia falta de um lugar onde certas histórias tivessem lugar, e onde pudessem ser contadas de outra forma. Histórias de marcas e empresas que (ainda) não faturam milhões ao ano. Histórias de marcas e empresas que não começam no lançamento de um produto. Histórias de pessoas que construíram negócios, falharam, mudaram de direção, insistiram, venderam, contrataram, despediram, cresceram ou estabilizaram. Interessava-me perceber o que estava por detrás daquilo que nos chega às mãos. As escolhas, a estratégia, os medos, os conflitos e o trabalho que raramente cabe num comunicado de imprensa.

Trabalho há anos em comunicação. Conheço os dois lados da caixa de entrada. Sei o que é receber propostas sem interesse editorial e sei o que é tentar convencer um jornalista de que um projeto merece atenção. Sei como as marcas querem aparecer e como os meios precisam de escolher. O MOTIVO nasceu, também, dessa posição. Perto o suficiente das empresas para compreender o que fazem, com a distância necessária para fazer perguntas.

Criar um projeto é fácil durante os primeiros dias. Escolhe-se um nome, desenha-se uma identidade, escreve-se um manifesto e imagina-se tudo o que poderá acontecer. A dificuldade começa quando é preciso publicar outra vez. E depois outra. Quando o entusiasmo inicial deixa de servir como método. Quando uma entrevista demora semanas a chegar, um contacto não responde e o artigo que parecia simples exige uma tarde inteira de pesquisa.

É aí que uma ideia começa, verdadeiramente, a transformar-se num projeto.

O MOTIVO ainda é novo. Durante este tempo, tenho feito quase tudo: escolher temas, pesquisar, entrevistar, escrever, editar, publicar, pensar títulos, preparar conteúdos para as redes sociais, contactar marcas, enviar propostas e explicar vezes sem conta o que estamos a tentar fazer.

Tenho aprendido que lançar algo com as características do MOTIVO é, em grande parte, aprender a insistir sem perder o critério. É enviar perguntas e pedir cinco vezes as respostas. É apresentar uma proposta e aceitar o silêncio. É publicar uma história em que se acredita, mesmo quando os números iniciais não correspondem ao trabalho que deu. É perceber que a consistência tem muito menos glamour do que a inspiração.

E também confirmei que uma audiência se constrói artigo a artigo. Dia a dia.

Vivemos rodeados de projetos lançados com entusiasmo e abandonados quando o crescimento não acontece à velocidade esperada. As redes sociais habituaram-nos a confundir visibilidade imediata com relevância. Um projeto como o MOTIVO constrói-se de outra maneira. Precisa de tempo para encontrar a voz, perceber o que interessa aos leitores, errar, corrigir e ganhar confiança. Precisa de provar que não desaparece depois das primeiras semanas.

Ainda estou a perceber tudo o que o MOTIVO poderá ser. Quero que cresça, que chegue a mais pessoas, que entre em conversas importantes e que se torne um espaço reconhecido para compreender as decisões por detrás das marcas e dos negócios. Quero, também, que mantenha curiosidade, exigência e liberdade.

Criei o MOTIVO porque continuo a acreditar que existe espaço para outras perguntas, outras histórias e um olhar mais atento sobre a forma como as ideias se transformam em projetos, empresas e marcas. Esse continuará a ser o meu MOTIVO.


Xavier Pereira é fundador e diretor do MOTIVO e assina mensalmente o espaço Motivo Próprio.

Ninguém estava à espera do MOTIVO

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22 de jul. de 2026, 15:00

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O MOTIVO nasceu porque eu sentia falta de um lugar onde certas histórias tivessem lugar, e onde pudessem ser contadas de outra forma. Histórias de marcas e empresas que (ainda) não faturam milhões ao ano. Histórias de marcas e empresas que não começam no lançamento de um produto. Histórias de pessoas que construíram negócios, falharam, mudaram de direção, insistiram, venderam, contrataram, despediram, cresceram ou estabilizaram. Interessava-me perceber o que estava por detrás daquilo que nos chega às mãos. As escolhas, a estratégia, os medos, os conflitos e o trabalho que raramente cabe num comunicado de imprensa.

Trabalho há anos em comunicação. Conheço os dois lados da caixa de entrada. Sei o que é receber propostas sem interesse editorial e sei o que é tentar convencer um jornalista de que um projeto merece atenção. Sei como as marcas querem aparecer e como os meios precisam de escolher. O MOTIVO nasceu, também, dessa posição. Perto o suficiente das empresas para compreender o que fazem, com a distância necessária para fazer perguntas.

Criar um projeto é fácil durante os primeiros dias. Escolhe-se um nome, desenha-se uma identidade, escreve-se um manifesto e imagina-se tudo o que poderá acontecer. A dificuldade começa quando é preciso publicar outra vez. E depois outra. Quando o entusiasmo inicial deixa de servir como método. Quando uma entrevista demora semanas a chegar, um contacto não responde e o artigo que parecia simples exige uma tarde inteira de pesquisa.

É aí que uma ideia começa, verdadeiramente, a transformar-se num projeto.

O MOTIVO ainda é novo. Durante este tempo, tenho feito quase tudo: escolher temas, pesquisar, entrevistar, escrever, editar, publicar, pensar títulos, preparar conteúdos para as redes sociais, contactar marcas, enviar propostas e explicar vezes sem conta o que estamos a tentar fazer.

Tenho aprendido que lançar algo com as características do MOTIVO é, em grande parte, aprender a insistir sem perder o critério. É enviar perguntas e pedir cinco vezes as respostas. É apresentar uma proposta e aceitar o silêncio. É publicar uma história em que se acredita, mesmo quando os números iniciais não correspondem ao trabalho que deu. É perceber que a consistência tem muito menos glamour do que a inspiração.

E também confirmei que uma audiência se constrói artigo a artigo. Dia a dia.

Vivemos rodeados de projetos lançados com entusiasmo e abandonados quando o crescimento não acontece à velocidade esperada. As redes sociais habituaram-nos a confundir visibilidade imediata com relevância. Um projeto como o MOTIVO constrói-se de outra maneira. Precisa de tempo para encontrar a voz, perceber o que interessa aos leitores, errar, corrigir e ganhar confiança. Precisa de provar que não desaparece depois das primeiras semanas.

Ainda estou a perceber tudo o que o MOTIVO poderá ser. Quero que cresça, que chegue a mais pessoas, que entre em conversas importantes e que se torne um espaço reconhecido para compreender as decisões por detrás das marcas e dos negócios. Quero, também, que mantenha curiosidade, exigência e liberdade.

Criei o MOTIVO porque continuo a acreditar que existe espaço para outras perguntas, outras histórias e um olhar mais atento sobre a forma como as ideias se transformam em projetos, empresas e marcas. Esse continuará a ser o meu MOTIVO.


Xavier Pereira é fundador e diretor do MOTIVO e assina mensalmente o espaço Motivo Próprio.

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22 de jul. de 2026, 15:00

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O MOTIVO nasceu porque eu sentia falta de um lugar onde certas histórias tivessem lugar, e onde pudessem ser contadas de outra forma. Histórias de marcas e empresas que (ainda) não faturam milhões ao ano. Histórias de marcas e empresas que não começam no lançamento de um produto. Histórias de pessoas que construíram negócios, falharam, mudaram de direção, insistiram, venderam, contrataram, despediram, cresceram ou estabilizaram. Interessava-me perceber o que estava por detrás daquilo que nos chega às mãos. As escolhas, a estratégia, os medos, os conflitos e o trabalho que raramente cabe num comunicado de imprensa.

Trabalho há anos em comunicação. Conheço os dois lados da caixa de entrada. Sei o que é receber propostas sem interesse editorial e sei o que é tentar convencer um jornalista de que um projeto merece atenção. Sei como as marcas querem aparecer e como os meios precisam de escolher. O MOTIVO nasceu, também, dessa posição. Perto o suficiente das empresas para compreender o que fazem, com a distância necessária para fazer perguntas.

Criar um projeto é fácil durante os primeiros dias. Escolhe-se um nome, desenha-se uma identidade, escreve-se um manifesto e imagina-se tudo o que poderá acontecer. A dificuldade começa quando é preciso publicar outra vez. E depois outra. Quando o entusiasmo inicial deixa de servir como método. Quando uma entrevista demora semanas a chegar, um contacto não responde e o artigo que parecia simples exige uma tarde inteira de pesquisa.

É aí que uma ideia começa, verdadeiramente, a transformar-se num projeto.

O MOTIVO ainda é novo. Durante este tempo, tenho feito quase tudo: escolher temas, pesquisar, entrevistar, escrever, editar, publicar, pensar títulos, preparar conteúdos para as redes sociais, contactar marcas, enviar propostas e explicar vezes sem conta o que estamos a tentar fazer.

Tenho aprendido que lançar algo com as características do MOTIVO é, em grande parte, aprender a insistir sem perder o critério. É enviar perguntas e pedir cinco vezes as respostas. É apresentar uma proposta e aceitar o silêncio. É publicar uma história em que se acredita, mesmo quando os números iniciais não correspondem ao trabalho que deu. É perceber que a consistência tem muito menos glamour do que a inspiração.

E também confirmei que uma audiência se constrói artigo a artigo. Dia a dia.

Vivemos rodeados de projetos lançados com entusiasmo e abandonados quando o crescimento não acontece à velocidade esperada. As redes sociais habituaram-nos a confundir visibilidade imediata com relevância. Um projeto como o MOTIVO constrói-se de outra maneira. Precisa de tempo para encontrar a voz, perceber o que interessa aos leitores, errar, corrigir e ganhar confiança. Precisa de provar que não desaparece depois das primeiras semanas.

Ainda estou a perceber tudo o que o MOTIVO poderá ser. Quero que cresça, que chegue a mais pessoas, que entre em conversas importantes e que se torne um espaço reconhecido para compreender as decisões por detrás das marcas e dos negócios. Quero, também, que mantenha curiosidade, exigência e liberdade.

Criei o MOTIVO porque continuo a acreditar que existe espaço para outras perguntas, outras histórias e um olhar mais atento sobre a forma como as ideias se transformam em projetos, empresas e marcas. Esse continuará a ser o meu MOTIVO.


Xavier Pereira é fundador e diretor do MOTIVO e assina mensalmente o espaço Motivo Próprio.

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O MOTIVO nasceu porque eu sentia falta de um lugar onde certas histórias tivessem lugar, e onde pudessem ser contadas de outra forma. Histórias de marcas e empresas que (ainda) não faturam milhões ao ano. Histórias de marcas e empresas que não começam no lançamento de um produto. Histórias de pessoas que construíram negócios, falharam, mudaram de direção, insistiram, venderam, contrataram, despediram, cresceram ou estabilizaram. Interessava-me perceber o que estava por detrás daquilo que nos chega às mãos. As escolhas, a estratégia, os medos, os conflitos e o trabalho que raramente cabe num comunicado de imprensa.

Trabalho há anos em comunicação. Conheço os dois lados da caixa de entrada. Sei o que é receber propostas sem interesse editorial e sei o que é tentar convencer um jornalista de que um projeto merece atenção. Sei como as marcas querem aparecer e como os meios precisam de escolher. O MOTIVO nasceu, também, dessa posição. Perto o suficiente das empresas para compreender o que fazem, com a distância necessária para fazer perguntas.

Criar um projeto é fácil durante os primeiros dias. Escolhe-se um nome, desenha-se uma identidade, escreve-se um manifesto e imagina-se tudo o que poderá acontecer. A dificuldade começa quando é preciso publicar outra vez. E depois outra. Quando o entusiasmo inicial deixa de servir como método. Quando uma entrevista demora semanas a chegar, um contacto não responde e o artigo que parecia simples exige uma tarde inteira de pesquisa.

É aí que uma ideia começa, verdadeiramente, a transformar-se num projeto.

O MOTIVO ainda é novo. Durante este tempo, tenho feito quase tudo: escolher temas, pesquisar, entrevistar, escrever, editar, publicar, pensar títulos, preparar conteúdos para as redes sociais, contactar marcas, enviar propostas e explicar vezes sem conta o que estamos a tentar fazer.

Tenho aprendido que lançar algo com as características do MOTIVO é, em grande parte, aprender a insistir sem perder o critério. É enviar perguntas e pedir cinco vezes as respostas. É apresentar uma proposta e aceitar o silêncio. É publicar uma história em que se acredita, mesmo quando os números iniciais não correspondem ao trabalho que deu. É perceber que a consistência tem muito menos glamour do que a inspiração.

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Vivemos rodeados de projetos lançados com entusiasmo e abandonados quando o crescimento não acontece à velocidade esperada. As redes sociais habituaram-nos a confundir visibilidade imediata com relevância. Um projeto como o MOTIVO constrói-se de outra maneira. Precisa de tempo para encontrar a voz, perceber o que interessa aos leitores, errar, corrigir e ganhar confiança. Precisa de provar que não desaparece depois das primeiras semanas.

Ainda estou a perceber tudo o que o MOTIVO poderá ser. Quero que cresça, que chegue a mais pessoas, que entre em conversas importantes e que se torne um espaço reconhecido para compreender as decisões por detrás das marcas e dos negócios. Quero, também, que mantenha curiosidade, exigência e liberdade.

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