#Protagonistas

Seis perguntas a Patrícia Rebelo

Há uma semana, a criadora de conteúdos digitais Patrícia Rebelo apresentava o seu primeiro livro, no qual aborda a vida quotidiana com PHDA. Hoje, responde às seis perguntas do MOTIVO sobre o que representa esta conquista, como olha para o diagnóstico e onde espera que o livro a leve. Eis as suas seis respostas.

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31 de out. de 2026, 09:27

Uma semana depois do lançamento do livro, como te sentes?

PATRÍCIA REBELO — Sinto que ainda não me caiu a ficha. É surreal saber que tenho um livro publicado e que está disponível para qualquer pessoa o ler. Quando me enviam mensagens com o livro, ou partilham comigo como se sentiram, fico mesmo emocionada! Ainda estou a tentar processar este feito.



Escrever este livro, vê-lo publicado, representa o quê para ti?

P.R. — Representa que consegui. Que a menina pequenina que estava sempre distraída e que, muitas vezes, ouvia “tens potencial mas…”, afinal, conseguiu. Não foi um processo fácil, duvidei muito de mim pelo caminho, mas quando o entreguei senti “uau! consegui mesmo”. De alguma forma, este livro também é uma conquista daquela menina.

Temos vindo a ouvir falar mais de PHDA, mas ainda com pouca profundidade. Escreveste este livro com ambição de acrescentar profundidade ao tema?

P.R. — O meu propósito ao escrever o livro, e abordar a PHDA, foi trazer um testemunho na primeira pessoa. Quis mostrar o que é viver com PHDA para lá dos sintomas e das listas de características que tantas vezes encontramos. Falar das dificuldades, das contradições, das frustrações, mas também das particularidades e da forma como olhamos para o mundo. Não escrevi um manual nem pretendo que a minha experiência represente a de todas as pessoas com PHDA. Quis, simplesmente, partilhar a minha história e espero que outras pessoas se possam reconhecer nela.

Escreveste: "Depois do diagnóstico, comecei a perceber que viver com PHDA não é uma questão de 'corrigir' nada". Como se combate a ideia de que este diagnóstico é "corrigível"?

P.R. — Combate-se com informação. A PHDA não é um defeito de personalidade, falta de vontade ou algo que se resolva com mais disciplina e organização. É uma condição do neurodesenvolvimento que influencia a forma como pensamos, sentimos e funcionamos. Podemos aprender estratégias, encontrar ferramentas e procurar formas de tornar o dia a dia mais fácil, mas isso não significa que tenhamos de passar a vida a tentar corrigir quem somos.



Falas muito de maternidade. O que é que a tua filha, Serena, disse quando viu o livro escrito pela mãe?

P.R. — Disse que gostava muito das cores da capa. (Risos) Acho que, quando for mais velha, vai perceber o impacto que é ter um livro publicado. Gostava muito que, um dia, tivesse curiosidade em lê-lo e que pudesse conhecer um bocadinho mais da mãe através destas páginas.

Entre o caos e a calma, onde esperas que este livro te leve?

P.R. — Antes de me levar, gostava que este livro chegasse a quem precisa. A quem se sente estragado, a quem cresceu a achar que havia alguma coisa errada consigo, a quem sente que funciona de maneira diferente e nunca conseguiu perceber porquê. Gostava que alguém lesse o meu livro e sentisse que não está sozinho, que aquilo que sente tem lugar e merece ser compreendido. Se conseguir fazer uma pessoa sentir-se menos sozinha já terá valido a pena.

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Seis perguntas a Patrícia Rebelo

Há uma semana, a criadora de conteúdos digitais Patrícia Rebelo apresentava o seu primeiro livro, no qual aborda a vida quotidiana com PHDA. Hoje, responde às seis perguntas do MOTIVO sobre o que representa esta conquista, como olha para o diagnóstico e onde espera que o livro a leve. Eis as suas seis respostas.

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31 de out. de 2026, 09:27

Uma semana depois do lançamento do livro, como te sentes?

PATRÍCIA REBELO — Sinto que ainda não me caiu a ficha. É surreal saber que tenho um livro publicado e que está disponível para qualquer pessoa o ler. Quando me enviam mensagens com o livro, ou partilham comigo como se sentiram, fico mesmo emocionada! Ainda estou a tentar processar este feito.



Escrever este livro, vê-lo publicado, representa o quê para ti?

P.R. — Representa que consegui. Que a menina pequenina que estava sempre distraída e que, muitas vezes, ouvia “tens potencial mas…”, afinal, conseguiu. Não foi um processo fácil, duvidei muito de mim pelo caminho, mas quando o entreguei senti “uau! consegui mesmo”. De alguma forma, este livro também é uma conquista daquela menina.

Temos vindo a ouvir falar mais de PHDA, mas ainda com pouca profundidade. Escreveste este livro com ambição de acrescentar profundidade ao tema?

P.R. — O meu propósito ao escrever o livro, e abordar a PHDA, foi trazer um testemunho na primeira pessoa. Quis mostrar o que é viver com PHDA para lá dos sintomas e das listas de características que tantas vezes encontramos. Falar das dificuldades, das contradições, das frustrações, mas também das particularidades e da forma como olhamos para o mundo. Não escrevi um manual nem pretendo que a minha experiência represente a de todas as pessoas com PHDA. Quis, simplesmente, partilhar a minha história e espero que outras pessoas se possam reconhecer nela.

Escreveste: "Depois do diagnóstico, comecei a perceber que viver com PHDA não é uma questão de 'corrigir' nada". Como se combate a ideia de que este diagnóstico é "corrigível"?

P.R. — Combate-se com informação. A PHDA não é um defeito de personalidade, falta de vontade ou algo que se resolva com mais disciplina e organização. É uma condição do neurodesenvolvimento que influencia a forma como pensamos, sentimos e funcionamos. Podemos aprender estratégias, encontrar ferramentas e procurar formas de tornar o dia a dia mais fácil, mas isso não significa que tenhamos de passar a vida a tentar corrigir quem somos.



Falas muito de maternidade. O que é que a tua filha, Serena, disse quando viu o livro escrito pela mãe?

P.R. — Disse que gostava muito das cores da capa. (Risos) Acho que, quando for mais velha, vai perceber o impacto que é ter um livro publicado. Gostava muito que, um dia, tivesse curiosidade em lê-lo e que pudesse conhecer um bocadinho mais da mãe através destas páginas.

Entre o caos e a calma, onde esperas que este livro te leve?

P.R. — Antes de me levar, gostava que este livro chegasse a quem precisa. A quem se sente estragado, a quem cresceu a achar que havia alguma coisa errada consigo, a quem sente que funciona de maneira diferente e nunca conseguiu perceber porquê. Gostava que alguém lesse o meu livro e sentisse que não está sozinho, que aquilo que sente tem lugar e merece ser compreendido. Se conseguir fazer uma pessoa sentir-se menos sozinha já terá valido a pena.

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Há uma semana, a criadora de conteúdos digitais Patrícia Rebelo apresentava o seu primeiro livro, no qual aborda a vida quotidiana com PHDA. Hoje, responde às seis perguntas do MOTIVO sobre o que representa esta conquista, como olha para o diagnóstico e onde espera que o livro a leve. Eis as suas seis respostas.

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31 de out. de 2026, 09:27

Uma semana depois do lançamento do livro, como te sentes?

PATRÍCIA REBELO — Sinto que ainda não me caiu a ficha. É surreal saber que tenho um livro publicado e que está disponível para qualquer pessoa o ler. Quando me enviam mensagens com o livro, ou partilham comigo como se sentiram, fico mesmo emocionada! Ainda estou a tentar processar este feito.



Escrever este livro, vê-lo publicado, representa o quê para ti?

P.R. — Representa que consegui. Que a menina pequenina que estava sempre distraída e que, muitas vezes, ouvia “tens potencial mas…”, afinal, conseguiu. Não foi um processo fácil, duvidei muito de mim pelo caminho, mas quando o entreguei senti “uau! consegui mesmo”. De alguma forma, este livro também é uma conquista daquela menina.

Temos vindo a ouvir falar mais de PHDA, mas ainda com pouca profundidade. Escreveste este livro com ambição de acrescentar profundidade ao tema?

P.R. — O meu propósito ao escrever o livro, e abordar a PHDA, foi trazer um testemunho na primeira pessoa. Quis mostrar o que é viver com PHDA para lá dos sintomas e das listas de características que tantas vezes encontramos. Falar das dificuldades, das contradições, das frustrações, mas também das particularidades e da forma como olhamos para o mundo. Não escrevi um manual nem pretendo que a minha experiência represente a de todas as pessoas com PHDA. Quis, simplesmente, partilhar a minha história e espero que outras pessoas se possam reconhecer nela.

Escreveste: "Depois do diagnóstico, comecei a perceber que viver com PHDA não é uma questão de 'corrigir' nada". Como se combate a ideia de que este diagnóstico é "corrigível"?

P.R. — Combate-se com informação. A PHDA não é um defeito de personalidade, falta de vontade ou algo que se resolva com mais disciplina e organização. É uma condição do neurodesenvolvimento que influencia a forma como pensamos, sentimos e funcionamos. Podemos aprender estratégias, encontrar ferramentas e procurar formas de tornar o dia a dia mais fácil, mas isso não significa que tenhamos de passar a vida a tentar corrigir quem somos.



Falas muito de maternidade. O que é que a tua filha, Serena, disse quando viu o livro escrito pela mãe?

P.R. — Disse que gostava muito das cores da capa. (Risos) Acho que, quando for mais velha, vai perceber o impacto que é ter um livro publicado. Gostava muito que, um dia, tivesse curiosidade em lê-lo e que pudesse conhecer um bocadinho mais da mãe através destas páginas.

Entre o caos e a calma, onde esperas que este livro te leve?

P.R. — Antes de me levar, gostava que este livro chegasse a quem precisa. A quem se sente estragado, a quem cresceu a achar que havia alguma coisa errada consigo, a quem sente que funciona de maneira diferente e nunca conseguiu perceber porquê. Gostava que alguém lesse o meu livro e sentisse que não está sozinho, que aquilo que sente tem lugar e merece ser compreendido. Se conseguir fazer uma pessoa sentir-se menos sozinha já terá valido a pena.

#Protagonistas

Seis perguntas a Patrícia Rebelo

Há uma semana, a criadora de conteúdos digitais Patrícia Rebelo apresentava o seu primeiro livro, no qual aborda a vida quotidiana com PHDA. Hoje, responde às seis perguntas do MOTIVO sobre o que representa esta conquista, como olha para o diagnóstico e onde espera que o livro a leve. Eis as suas seis respostas.

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31 de out. de 2026, 09:27

Uma semana depois do lançamento do livro, como te sentes?

PATRÍCIA REBELO — Sinto que ainda não me caiu a ficha. É surreal saber que tenho um livro publicado e que está disponível para qualquer pessoa o ler. Quando me enviam mensagens com o livro, ou partilham comigo como se sentiram, fico mesmo emocionada! Ainda estou a tentar processar este feito.



Escrever este livro, vê-lo publicado, representa o quê para ti?

P.R. — Representa que consegui. Que a menina pequenina que estava sempre distraída e que, muitas vezes, ouvia “tens potencial mas…”, afinal, conseguiu. Não foi um processo fácil, duvidei muito de mim pelo caminho, mas quando o entreguei senti “uau! consegui mesmo”. De alguma forma, este livro também é uma conquista daquela menina.

Temos vindo a ouvir falar mais de PHDA, mas ainda com pouca profundidade. Escreveste este livro com ambição de acrescentar profundidade ao tema?

P.R. — O meu propósito ao escrever o livro, e abordar a PHDA, foi trazer um testemunho na primeira pessoa. Quis mostrar o que é viver com PHDA para lá dos sintomas e das listas de características que tantas vezes encontramos. Falar das dificuldades, das contradições, das frustrações, mas também das particularidades e da forma como olhamos para o mundo. Não escrevi um manual nem pretendo que a minha experiência represente a de todas as pessoas com PHDA. Quis, simplesmente, partilhar a minha história e espero que outras pessoas se possam reconhecer nela.

Escreveste: "Depois do diagnóstico, comecei a perceber que viver com PHDA não é uma questão de 'corrigir' nada". Como se combate a ideia de que este diagnóstico é "corrigível"?

P.R. — Combate-se com informação. A PHDA não é um defeito de personalidade, falta de vontade ou algo que se resolva com mais disciplina e organização. É uma condição do neurodesenvolvimento que influencia a forma como pensamos, sentimos e funcionamos. Podemos aprender estratégias, encontrar ferramentas e procurar formas de tornar o dia a dia mais fácil, mas isso não significa que tenhamos de passar a vida a tentar corrigir quem somos.



Falas muito de maternidade. O que é que a tua filha, Serena, disse quando viu o livro escrito pela mãe?

P.R. — Disse que gostava muito das cores da capa. (Risos) Acho que, quando for mais velha, vai perceber o impacto que é ter um livro publicado. Gostava muito que, um dia, tivesse curiosidade em lê-lo e que pudesse conhecer um bocadinho mais da mãe através destas páginas.

Entre o caos e a calma, onde esperas que este livro te leve?

P.R. — Antes de me levar, gostava que este livro chegasse a quem precisa. A quem se sente estragado, a quem cresceu a achar que havia alguma coisa errada consigo, a quem sente que funciona de maneira diferente e nunca conseguiu perceber porquê. Gostava que alguém lesse o meu livro e sentisse que não está sozinho, que aquilo que sente tem lugar e merece ser compreendido. Se conseguir fazer uma pessoa sentir-se menos sozinha já terá valido a pena.

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