#Protagonistas

Seis perguntas a Alexandre Guimarães

Estamos habituados a ouvi-lo aos comandos das manhãs da Antena 3, mas o radialista já ultrapassou os limites do estúdio. Já se estreou como repórter televisivo em emissões da RTP1, dá cursos de condução de entrevistas, é um apaixonado por desporto e uma referência da nova geração de comunicadores. É por tudo isso que, hoje, Alexandre Guimarães responde às seis perguntas do MOTIVO.

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7 de nov. de 2026, 09:14

Qual o balanço que fazes das novas manhãs da Antena 3?

ALEXANDRE GUIMARÃES — O melhor possível. O que tentamos fazer ali é tornar o caminho para o trabalho de quem nos ouve mais leve e informado. E esse conceito de infotainment é um equilíbrio desafiante na produção editorial, porque o serviço público tanto é um privilégio como se torna numa responsabilidade. Tanto queremos entregar a leveza de um humor quase gratuito, como há uma ambição de enriquecer a manhã nos conteúdos culturais e de atualidade. Este puzzle terá dias melhores e outros menos bons, mas todos têm o mesmo objetivo: tornar melhor a manhã de quem está no carro. Pela energia que sinto no estúdio, e a facilidade em preencher momentos menos densos, acredito estar perante uma fase these are the days do meu percurso.


Alexandre Guimarães começou o percurso na rádio há cerca de 10 anos, na Mega Hits. Hoje é uma das principais vozes da Antena 3


Como tem sido voltar a partilhar estúdio com a Catarina Palma?

A.G. — É engraçado porque, pautadamente, ouço as minhas referências em momentos nostálgicos brincarem com "e nós que já trabalhámos juntos há x anos?". Imaginar o Manuel Luís Goucha a dizer: "Eu e a Teresa Guilherme já nos conhecemos há tanto tempo e fizemos tal e coisa noutro canal". Quando comecei, essas frases eram, para mim, uma meta. Estar no ar, numa indústria com poucos lugares disponíveis, o tempo suficiente para ser possível cruzares-te em diferentes locais de trabalho, que também não há muitos, era um objetivo meu. E, de repente, aqui estamos. A Catarina estava na sala de produção da Mega Hits quando lá entrei pela primeira vez, acabado de sair da faculdade, há praticamente uma década. Produzimos rubricas e fizemos emissões em festivais juntos. Estarmos os dois nas manhãs de uma rádio nacional é especial.

Na rádio, o que é que ainda gostavas de fazer?

A.G. — Relativamente a formatos, depois de já ter passado por todos os horários de programas diários e ter feito dois programas de autor focados em entrevistas, gostava de experimentar um conteúdo de entrevista longa em direto. Fiz sempre gravado, também porque era mais focado no digital, e não só focado em artistas. Acredito, convictamente, que todos temos algo a dizer. Dentro do que já fiz, sinto que deve ser uma enorme epopeia pertencer a algo tão marcante como um painel capaz de atravessar anos e gerações. Tenho a certeza que qualquer pessoa que faça rádio já olhou para umas Manhãs da Comercial, não tanto pela liderança nas audiências, mas pela longevidade e coesão do grupo, e pensou pelo menos uma vez: "Fogo, deve ser mesmo porreiro fazer parte de algo do género".


Alexandre Guimarães costuma partilhar as suas aventuras desportivas no Instagram


O desporto é outra parte importante da tua vida. Se não fosses radialista, gostavas de ser atleta profissional de alguma modalidade?

A.G. — Logo à partida, só aceitaria se fosse possível fazê-lo sem a rotina que a realidade implica, por isso já estou a aldrabar. Sou muito mais feliz desde que deixei de ser sedentário, mas, de treinar para me sentir bem, até fazer bidiários e comer doces só no Natal, existe uma grande distância. Além disto, sou mais curioso do que disciplinado. Joguei futebol, andebol, rugby, fiz natação e só não experimentei mais desportos em criança porque não havia perto de casa. Eu quero é sentir que experimentei tudo. Sou genuinamente curioso com a vida. Não é aleatório ter tornado a minha vida fazer perguntas aos outros.

O ano encaminha-se para o fim. Diz-nos, quais são, para ti, os três melhores álbuns de 2026?

A.G. — Logo no início do ano, o xtinto, rapper de Ourém, lançou Em sonhos, é sabido, não se morre e tem sido um enorme companheiro durante este ano. Lá fora, o que mais me impactou pelo talento, qualidade instrumental, da gravação e pela originalidade foi o This Music May Contain Hope, da Raye. Para os treinos, recorri quase sempre ao Fred Again… Tanto ao USB como ao 9 months & 50 hours, em colaboração com os Latin Mafia. Menções honrosas aos versos mais frescos e disruptivos em Jon, do coletivo nacional SMORRA e para o Semitrópico dos Napa.


Um dos artistas que Alexandre Guimarães entrevistou na última edição do festival Vodafone Paredes de Coura foi Salvador Sobral


E para 2027, dos nomes que já foram anunciados, quais os concertos que mais queres ver?

A.G. — Começamos logo em janeiro com ProfJam no Coliseu dos Recreios, num espetáculo que promete visitar toda a carreira do rapper de Telheiras. Tenho muita vontade também para o concerto do Salvador Sobral no CCB, já o vi lá e tornou-se daqueles que, sempre que anunciar, vou imediatamente comprar bilhete, nem preciso de ouvir o disco. No âmbito de festivais e de artistas que posso ver pela primeira vez, quero estar presente em sombr, no NOS Alive. E, por favor, algum promotor que traga a Raye. Se quiserem falar com o Jack Harlow, também não me importava nada. Fora da indústria musical, estou muito curioso para o espetáculo a solo de stand up do Carlos Contente e, finalmente, estrear-me a ver ao vivo um Grande Prémio de Fórmula 1, no Algarve.

#Protagonistas

Seis perguntas a Alexandre Guimarães

Estamos habituados a ouvi-lo aos comandos das manhãs da Antena 3, mas o radialista já ultrapassou os limites do estúdio. Já se estreou como repórter televisivo em emissões da RTP1, dá cursos de condução de entrevistas, é um apaixonado por desporto e uma referência da nova geração de comunicadores. É por tudo isso que, hoje, Alexandre Guimarães responde às seis perguntas do MOTIVO.

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7 de nov. de 2026, 09:14

Qual o balanço que fazes das novas manhãs da Antena 3?

ALEXANDRE GUIMARÃES — O melhor possível. O que tentamos fazer ali é tornar o caminho para o trabalho de quem nos ouve mais leve e informado. E esse conceito de infotainment é um equilíbrio desafiante na produção editorial, porque o serviço público tanto é um privilégio como se torna numa responsabilidade. Tanto queremos entregar a leveza de um humor quase gratuito, como há uma ambição de enriquecer a manhã nos conteúdos culturais e de atualidade. Este puzzle terá dias melhores e outros menos bons, mas todos têm o mesmo objetivo: tornar melhor a manhã de quem está no carro. Pela energia que sinto no estúdio, e a facilidade em preencher momentos menos densos, acredito estar perante uma fase these are the days do meu percurso.


Alexandre Guimarães começou o percurso na rádio há cerca de 10 anos, na Mega Hits. Hoje é uma das principais vozes da Antena 3


Como tem sido voltar a partilhar estúdio com a Catarina Palma?

A.G. — É engraçado porque, pautadamente, ouço as minhas referências em momentos nostálgicos brincarem com "e nós que já trabalhámos juntos há x anos?". Imaginar o Manuel Luís Goucha a dizer: "Eu e a Teresa Guilherme já nos conhecemos há tanto tempo e fizemos tal e coisa noutro canal". Quando comecei, essas frases eram, para mim, uma meta. Estar no ar, numa indústria com poucos lugares disponíveis, o tempo suficiente para ser possível cruzares-te em diferentes locais de trabalho, que também não há muitos, era um objetivo meu. E, de repente, aqui estamos. A Catarina estava na sala de produção da Mega Hits quando lá entrei pela primeira vez, acabado de sair da faculdade, há praticamente uma década. Produzimos rubricas e fizemos emissões em festivais juntos. Estarmos os dois nas manhãs de uma rádio nacional é especial.

Na rádio, o que é que ainda gostavas de fazer?

A.G. — Relativamente a formatos, depois de já ter passado por todos os horários de programas diários e ter feito dois programas de autor focados em entrevistas, gostava de experimentar um conteúdo de entrevista longa em direto. Fiz sempre gravado, também porque era mais focado no digital, e não só focado em artistas. Acredito, convictamente, que todos temos algo a dizer. Dentro do que já fiz, sinto que deve ser uma enorme epopeia pertencer a algo tão marcante como um painel capaz de atravessar anos e gerações. Tenho a certeza que qualquer pessoa que faça rádio já olhou para umas Manhãs da Comercial, não tanto pela liderança nas audiências, mas pela longevidade e coesão do grupo, e pensou pelo menos uma vez: "Fogo, deve ser mesmo porreiro fazer parte de algo do género".


Alexandre Guimarães costuma partilhar as suas aventuras desportivas no Instagram


O desporto é outra parte importante da tua vida. Se não fosses radialista, gostavas de ser atleta profissional de alguma modalidade?

A.G. — Logo à partida, só aceitaria se fosse possível fazê-lo sem a rotina que a realidade implica, por isso já estou a aldrabar. Sou muito mais feliz desde que deixei de ser sedentário, mas, de treinar para me sentir bem, até fazer bidiários e comer doces só no Natal, existe uma grande distância. Além disto, sou mais curioso do que disciplinado. Joguei futebol, andebol, rugby, fiz natação e só não experimentei mais desportos em criança porque não havia perto de casa. Eu quero é sentir que experimentei tudo. Sou genuinamente curioso com a vida. Não é aleatório ter tornado a minha vida fazer perguntas aos outros.

O ano encaminha-se para o fim. Diz-nos, quais são, para ti, os três melhores álbuns de 2026?

A.G. — Logo no início do ano, o xtinto, rapper de Ourém, lançou Em sonhos, é sabido, não se morre e tem sido um enorme companheiro durante este ano. Lá fora, o que mais me impactou pelo talento, qualidade instrumental, da gravação e pela originalidade foi o This Music May Contain Hope, da Raye. Para os treinos, recorri quase sempre ao Fred Again… Tanto ao USB como ao 9 months & 50 hours, em colaboração com os Latin Mafia. Menções honrosas aos versos mais frescos e disruptivos em Jon, do coletivo nacional SMORRA e para o Semitrópico dos Napa.


Um dos artistas que Alexandre Guimarães entrevistou na última edição do festival Vodafone Paredes de Coura foi Salvador Sobral


E para 2027, dos nomes que já foram anunciados, quais os concertos que mais queres ver?

A.G. — Começamos logo em janeiro com ProfJam no Coliseu dos Recreios, num espetáculo que promete visitar toda a carreira do rapper de Telheiras. Tenho muita vontade também para o concerto do Salvador Sobral no CCB, já o vi lá e tornou-se daqueles que, sempre que anunciar, vou imediatamente comprar bilhete, nem preciso de ouvir o disco. No âmbito de festivais e de artistas que posso ver pela primeira vez, quero estar presente em sombr, no NOS Alive. E, por favor, algum promotor que traga a Raye. Se quiserem falar com o Jack Harlow, também não me importava nada. Fora da indústria musical, estou muito curioso para o espetáculo a solo de stand up do Carlos Contente e, finalmente, estrear-me a ver ao vivo um Grande Prémio de Fórmula 1, no Algarve.

#Protagonistas

Seis perguntas a Alexandre Guimarães

Estamos habituados a ouvi-lo aos comandos das manhãs da Antena 3, mas o radialista já ultrapassou os limites do estúdio. Já se estreou como repórter televisivo em emissões da RTP1, dá cursos de condução de entrevistas, é um apaixonado por desporto e uma referência da nova geração de comunicadores. É por tudo isso que, hoje, Alexandre Guimarães responde às seis perguntas do MOTIVO.

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7 de nov. de 2026, 09:14

Qual o balanço que fazes das novas manhãs da Antena 3?

ALEXANDRE GUIMARÃES — O melhor possível. O que tentamos fazer ali é tornar o caminho para o trabalho de quem nos ouve mais leve e informado. E esse conceito de infotainment é um equilíbrio desafiante na produção editorial, porque o serviço público tanto é um privilégio como se torna numa responsabilidade. Tanto queremos entregar a leveza de um humor quase gratuito, como há uma ambição de enriquecer a manhã nos conteúdos culturais e de atualidade. Este puzzle terá dias melhores e outros menos bons, mas todos têm o mesmo objetivo: tornar melhor a manhã de quem está no carro. Pela energia que sinto no estúdio, e a facilidade em preencher momentos menos densos, acredito estar perante uma fase these are the days do meu percurso.


Alexandre Guimarães começou o percurso na rádio há cerca de 10 anos, na Mega Hits. Hoje é uma das principais vozes da Antena 3


Como tem sido voltar a partilhar estúdio com a Catarina Palma?

A.G. — É engraçado porque, pautadamente, ouço as minhas referências em momentos nostálgicos brincarem com "e nós que já trabalhámos juntos há x anos?". Imaginar o Manuel Luís Goucha a dizer: "Eu e a Teresa Guilherme já nos conhecemos há tanto tempo e fizemos tal e coisa noutro canal". Quando comecei, essas frases eram, para mim, uma meta. Estar no ar, numa indústria com poucos lugares disponíveis, o tempo suficiente para ser possível cruzares-te em diferentes locais de trabalho, que também não há muitos, era um objetivo meu. E, de repente, aqui estamos. A Catarina estava na sala de produção da Mega Hits quando lá entrei pela primeira vez, acabado de sair da faculdade, há praticamente uma década. Produzimos rubricas e fizemos emissões em festivais juntos. Estarmos os dois nas manhãs de uma rádio nacional é especial.

Na rádio, o que é que ainda gostavas de fazer?

A.G. — Relativamente a formatos, depois de já ter passado por todos os horários de programas diários e ter feito dois programas de autor focados em entrevistas, gostava de experimentar um conteúdo de entrevista longa em direto. Fiz sempre gravado, também porque era mais focado no digital, e não só focado em artistas. Acredito, convictamente, que todos temos algo a dizer. Dentro do que já fiz, sinto que deve ser uma enorme epopeia pertencer a algo tão marcante como um painel capaz de atravessar anos e gerações. Tenho a certeza que qualquer pessoa que faça rádio já olhou para umas Manhãs da Comercial, não tanto pela liderança nas audiências, mas pela longevidade e coesão do grupo, e pensou pelo menos uma vez: "Fogo, deve ser mesmo porreiro fazer parte de algo do género".


Alexandre Guimarães costuma partilhar as suas aventuras desportivas no Instagram


O desporto é outra parte importante da tua vida. Se não fosses radialista, gostavas de ser atleta profissional de alguma modalidade?

A.G. — Logo à partida, só aceitaria se fosse possível fazê-lo sem a rotina que a realidade implica, por isso já estou a aldrabar. Sou muito mais feliz desde que deixei de ser sedentário, mas, de treinar para me sentir bem, até fazer bidiários e comer doces só no Natal, existe uma grande distância. Além disto, sou mais curioso do que disciplinado. Joguei futebol, andebol, rugby, fiz natação e só não experimentei mais desportos em criança porque não havia perto de casa. Eu quero é sentir que experimentei tudo. Sou genuinamente curioso com a vida. Não é aleatório ter tornado a minha vida fazer perguntas aos outros.

O ano encaminha-se para o fim. Diz-nos, quais são, para ti, os três melhores álbuns de 2026?

A.G. — Logo no início do ano, o xtinto, rapper de Ourém, lançou Em sonhos, é sabido, não se morre e tem sido um enorme companheiro durante este ano. Lá fora, o que mais me impactou pelo talento, qualidade instrumental, da gravação e pela originalidade foi o This Music May Contain Hope, da Raye. Para os treinos, recorri quase sempre ao Fred Again… Tanto ao USB como ao 9 months & 50 hours, em colaboração com os Latin Mafia. Menções honrosas aos versos mais frescos e disruptivos em Jon, do coletivo nacional SMORRA e para o Semitrópico dos Napa.


Um dos artistas que Alexandre Guimarães entrevistou na última edição do festival Vodafone Paredes de Coura foi Salvador Sobral


E para 2027, dos nomes que já foram anunciados, quais os concertos que mais queres ver?

A.G. — Começamos logo em janeiro com ProfJam no Coliseu dos Recreios, num espetáculo que promete visitar toda a carreira do rapper de Telheiras. Tenho muita vontade também para o concerto do Salvador Sobral no CCB, já o vi lá e tornou-se daqueles que, sempre que anunciar, vou imediatamente comprar bilhete, nem preciso de ouvir o disco. No âmbito de festivais e de artistas que posso ver pela primeira vez, quero estar presente em sombr, no NOS Alive. E, por favor, algum promotor que traga a Raye. Se quiserem falar com o Jack Harlow, também não me importava nada. Fora da indústria musical, estou muito curioso para o espetáculo a solo de stand up do Carlos Contente e, finalmente, estrear-me a ver ao vivo um Grande Prémio de Fórmula 1, no Algarve.

#Protagonistas

Seis perguntas a Alexandre Guimarães

Estamos habituados a ouvi-lo aos comandos das manhãs da Antena 3, mas o radialista já ultrapassou os limites do estúdio. Já se estreou como repórter televisivo em emissões da RTP1, dá cursos de condução de entrevistas, é um apaixonado por desporto e uma referência da nova geração de comunicadores. É por tudo isso que, hoje, Alexandre Guimarães responde às seis perguntas do MOTIVO.

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7 de nov. de 2026, 09:14

Qual o balanço que fazes das novas manhãs da Antena 3?

ALEXANDRE GUIMARÃES — O melhor possível. O que tentamos fazer ali é tornar o caminho para o trabalho de quem nos ouve mais leve e informado. E esse conceito de infotainment é um equilíbrio desafiante na produção editorial, porque o serviço público tanto é um privilégio como se torna numa responsabilidade. Tanto queremos entregar a leveza de um humor quase gratuito, como há uma ambição de enriquecer a manhã nos conteúdos culturais e de atualidade. Este puzzle terá dias melhores e outros menos bons, mas todos têm o mesmo objetivo: tornar melhor a manhã de quem está no carro. Pela energia que sinto no estúdio, e a facilidade em preencher momentos menos densos, acredito estar perante uma fase these are the days do meu percurso.


Alexandre Guimarães começou o percurso na rádio há cerca de 10 anos, na Mega Hits. Hoje é uma das principais vozes da Antena 3


Como tem sido voltar a partilhar estúdio com a Catarina Palma?

A.G. — É engraçado porque, pautadamente, ouço as minhas referências em momentos nostálgicos brincarem com "e nós que já trabalhámos juntos há x anos?". Imaginar o Manuel Luís Goucha a dizer: "Eu e a Teresa Guilherme já nos conhecemos há tanto tempo e fizemos tal e coisa noutro canal". Quando comecei, essas frases eram, para mim, uma meta. Estar no ar, numa indústria com poucos lugares disponíveis, o tempo suficiente para ser possível cruzares-te em diferentes locais de trabalho, que também não há muitos, era um objetivo meu. E, de repente, aqui estamos. A Catarina estava na sala de produção da Mega Hits quando lá entrei pela primeira vez, acabado de sair da faculdade, há praticamente uma década. Produzimos rubricas e fizemos emissões em festivais juntos. Estarmos os dois nas manhãs de uma rádio nacional é especial.

Na rádio, o que é que ainda gostavas de fazer?

A.G. — Relativamente a formatos, depois de já ter passado por todos os horários de programas diários e ter feito dois programas de autor focados em entrevistas, gostava de experimentar um conteúdo de entrevista longa em direto. Fiz sempre gravado, também porque era mais focado no digital, e não só focado em artistas. Acredito, convictamente, que todos temos algo a dizer. Dentro do que já fiz, sinto que deve ser uma enorme epopeia pertencer a algo tão marcante como um painel capaz de atravessar anos e gerações. Tenho a certeza que qualquer pessoa que faça rádio já olhou para umas Manhãs da Comercial, não tanto pela liderança nas audiências, mas pela longevidade e coesão do grupo, e pensou pelo menos uma vez: "Fogo, deve ser mesmo porreiro fazer parte de algo do género".


Alexandre Guimarães costuma partilhar as suas aventuras desportivas no Instagram


O desporto é outra parte importante da tua vida. Se não fosses radialista, gostavas de ser atleta profissional de alguma modalidade?

A.G. — Logo à partida, só aceitaria se fosse possível fazê-lo sem a rotina que a realidade implica, por isso já estou a aldrabar. Sou muito mais feliz desde que deixei de ser sedentário, mas, de treinar para me sentir bem, até fazer bidiários e comer doces só no Natal, existe uma grande distância. Além disto, sou mais curioso do que disciplinado. Joguei futebol, andebol, rugby, fiz natação e só não experimentei mais desportos em criança porque não havia perto de casa. Eu quero é sentir que experimentei tudo. Sou genuinamente curioso com a vida. Não é aleatório ter tornado a minha vida fazer perguntas aos outros.

O ano encaminha-se para o fim. Diz-nos, quais são, para ti, os três melhores álbuns de 2026?

A.G. — Logo no início do ano, o xtinto, rapper de Ourém, lançou Em sonhos, é sabido, não se morre e tem sido um enorme companheiro durante este ano. Lá fora, o que mais me impactou pelo talento, qualidade instrumental, da gravação e pela originalidade foi o This Music May Contain Hope, da Raye. Para os treinos, recorri quase sempre ao Fred Again… Tanto ao USB como ao 9 months & 50 hours, em colaboração com os Latin Mafia. Menções honrosas aos versos mais frescos e disruptivos em Jon, do coletivo nacional SMORRA e para o Semitrópico dos Napa.


Um dos artistas que Alexandre Guimarães entrevistou na última edição do festival Vodafone Paredes de Coura foi Salvador Sobral


E para 2027, dos nomes que já foram anunciados, quais os concertos que mais queres ver?

A.G. — Começamos logo em janeiro com ProfJam no Coliseu dos Recreios, num espetáculo que promete visitar toda a carreira do rapper de Telheiras. Tenho muita vontade também para o concerto do Salvador Sobral no CCB, já o vi lá e tornou-se daqueles que, sempre que anunciar, vou imediatamente comprar bilhete, nem preciso de ouvir o disco. No âmbito de festivais e de artistas que posso ver pela primeira vez, quero estar presente em sombr, no NOS Alive. E, por favor, algum promotor que traga a Raye. Se quiserem falar com o Jack Harlow, também não me importava nada. Fora da indústria musical, estou muito curioso para o espetáculo a solo de stand up do Carlos Contente e, finalmente, estrear-me a ver ao vivo um Grande Prémio de Fórmula 1, no Algarve.

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