
#Protagonistas
ADRI SILVA: "A credibilidade leva anos a construir e desfaz-se num só post”
Construiu uma comunidade digital em torno de lifestyle, moda, beleza, viagens e, mais recentemente, leitura, transformando gostos pessoais em territórios de conteúdo. Depois de uma primeira parceria de sucesso, Adri Silva volta agora a colaborar com a COOLAND, com uma nova coleção de capas para Kobo e Kindle. Em entrevista ao MOTIVO, a criadora de conteúdos fala sobre comunidades digitais, empreendedorismo, credibilidade e a diferença entre uma parceria que faz sentido e uma campanha que parece apenas publicidade.
A nova parceria com a COOLAND nasce da tua ligação à leitura e ao uso de e-readers. Quando é que percebeste que esse hábito tinha passado de algo pessoal a território de conteúdo?
ADRI SILVA — Sempre adorei ler. Desde miúda que os livros eram os meus presentes preferidos. Nos últimos anos, descobri que há uma comunidade online enorme à volta dos livros, pessoas a partilhar leituras, novidades, reviews. Comecei a seguir e, sem grande plano, acabei por fazer o mesmo nas minhas redes. O feedback foi imediato. Muitos dos meus seguidores têm o mesmo gosto que eu, e percebi que tiravam dicas reais das minhas partilhas. Foi aí que deixou de ser só um hábito meu e passou a ser conteúdo.

Esta é a segunda vez que a criadora de conteúdos trabalha com a COOLAND
Já tinhas lançado uma primeira coleção com a COOLAND em 2025 e regressas agora com novos padrões. O que é que esta continuidade diz sobre a relação entre criadores, marcas e comunidade?
A.S. — Para mim, prova o potencial de uma comunidade construída 100% no digital. Já não são só interações online. Traduzem-se em compra, em decisão real, mas isto só acontece quando a parceria está mesmo alinhada com o criador e com o conteúdo que ele partilha. É essa coerência que dá impacto à marca. Quando não existe, nota-se logo.
Quando aceitas desenvolver uma parceria com uma marca, que critérios pesam mais?
A.S. — Tem de ser algo que eu use, consuma e goste de verdade. E tem de fazer sentido dentro da minha narrativa e para a minha comunidade. Quando essas duas coisas batem certo, os resultados aparecem naturalmente.
Esta coleção transforma referências do teu universo pessoal em produtos palpáveis. Como se desenha uma colaboração que tenha a tua identidade sem parecer apenas merchandising?
A.S. — A marca tem de respeitar o criador. Se não respeitar, o criador não acredita no produto e isso vê-se na forma como o comunica. Gosto das colaborações em que tenho liberdade para dar a minha opinião e os meus inputs, porque no fundo, queremos o mesmo: que a coleção corra bem. É aí que deixa de ser merchandising e passa a ser algo meu.

Ao todo, a parceria de Adri Silva com a COOLAND tem disponíveis capas com 7 padrões
Muitos criadores trabalham hoje como marcas próprias. Sentes que a tua comunidade espera apenas recomendações ou também quer participar naquilo que constróis?
A.S. — Acho que querem acompanhar o processo. Quando criei a Famm — uma marca que desenvolvi do zero entre 2022 e 2024 — partilhei tudo. Desde a criação, ao desenvolvimento das coleções e às dificuldades que houve pelo meio. E foi precisamente essa parte, os bastidores e os desafios, que mais lhes interessou. As pessoas gostam de sentir que fazem parte do processo, não só de receber a recomendação no fim.
Este tipo de colaborações entre marcas e influenciadores são cada vez mais comuns. O que distingue uma parceria credível de uma ação que parece apenas publicidade?
A.S. — A diferença está na honestidade. Uma parceria credível é aquela em que o criador realmente usaria o produto mesmo que ninguém lhe estivesse a pagar. Quando há essa verdade por trás, o público sente. Quando não há, também sente e perde-se a confiança, que é a coisa mais difícil de recuperar. Eu prefiro recusar uma parceria a comunicar algo em que não acredito, porque a credibilidade leva anos a construir e desfaz-se num só post.
Enquanto figura reconhecida no meio digital, e com um percurso construído com muito mérito, como olhas para o mercado atualmente?
A.S. — Olho com otimismo. Estamos numa altura em que o trabalho de criador é, finalmente, valorizado. Há cada vez mais gente a criar e a falar sobre os mais variados temas, e isso só me parece positivo, sobretudo para quem, como eu, já anda neste mundo há tantos anos.
"Sigo muito a minha intuição sobre o que quero, ou não, publicar"
Tens conteúdos de lifestyle, moda, viagens, bem-estar e, cada vez mais, leitura. Como decides que temas entram no teu universo e quais ficam de fora?
A.S. — Tento que tudo o que partilho acompanhe um bocadinho daquilo que estou a viver. Crio conteúdo há mais de dez anos e, quem me segue, já viveu comigo várias fases. Há temas mais privados que guardo para mim, como a família, por exemplo. Quanto ao resto, não é nada esquematizado. Vou percebendo o que está a ser mais pedido e sigo muito a minha intuição sobre o que quero, ou não, publicar.
Olhando para o futuro, gostarias de desenvolver mais produtos com marcas ou criar, novamente, algo totalmente teu?
A.S. — Com a Famm, já tive o gosto de criar uma marca própria e foi um projeto muito gratificante. Permitiu-me explorar outras áreas e ganhar know-how em indústrias que me eram completamente desconhecidas. Continuar a colaborar com marcas é sempre um privilégio, e encaro esses projetos com gratidão e responsabilidade. Acho interessante unir forças, perspetivas e ideias por um objetivo comum.
(C) João Paulo e Diogo Gandra

#Protagonistas
ADRI SILVA: "A credibilidade leva anos a construir e desfaz-se num só post”
Construiu uma comunidade digital em torno de lifestyle, moda, beleza, viagens e, mais recentemente, leitura, transformando gostos pessoais em territórios de conteúdo. Depois de uma primeira parceria de sucesso, Adri Silva volta agora a colaborar com a COOLAND, com uma nova coleção de capas para Kobo e Kindle. Em entrevista ao MOTIVO, a criadora de conteúdos fala sobre comunidades digitais, empreendedorismo, credibilidade e a diferença entre uma parceria que faz sentido e uma campanha que parece apenas publicidade.
A nova parceria com a COOLAND nasce da tua ligação à leitura e ao uso de e-readers. Quando é que percebeste que esse hábito tinha passado de algo pessoal a território de conteúdo?
ADRI SILVA — Sempre adorei ler. Desde miúda que os livros eram os meus presentes preferidos. Nos últimos anos, descobri que há uma comunidade online enorme à volta dos livros, pessoas a partilhar leituras, novidades, reviews. Comecei a seguir e, sem grande plano, acabei por fazer o mesmo nas minhas redes. O feedback foi imediato. Muitos dos meus seguidores têm o mesmo gosto que eu, e percebi que tiravam dicas reais das minhas partilhas. Foi aí que deixou de ser só um hábito meu e passou a ser conteúdo.

Esta é a segunda vez que a criadora de conteúdos trabalha com a COOLAND
Já tinhas lançado uma primeira coleção com a COOLAND em 2025 e regressas agora com novos padrões. O que é que esta continuidade diz sobre a relação entre criadores, marcas e comunidade?
A.S. — Para mim, prova o potencial de uma comunidade construída 100% no digital. Já não são só interações online. Traduzem-se em compra, em decisão real, mas isto só acontece quando a parceria está mesmo alinhada com o criador e com o conteúdo que ele partilha. É essa coerência que dá impacto à marca. Quando não existe, nota-se logo.
Quando aceitas desenvolver uma parceria com uma marca, que critérios pesam mais?
A.S. — Tem de ser algo que eu use, consuma e goste de verdade. E tem de fazer sentido dentro da minha narrativa e para a minha comunidade. Quando essas duas coisas batem certo, os resultados aparecem naturalmente.
Esta coleção transforma referências do teu universo pessoal em produtos palpáveis. Como se desenha uma colaboração que tenha a tua identidade sem parecer apenas merchandising?
A.S. — A marca tem de respeitar o criador. Se não respeitar, o criador não acredita no produto e isso vê-se na forma como o comunica. Gosto das colaborações em que tenho liberdade para dar a minha opinião e os meus inputs, porque no fundo, queremos o mesmo: que a coleção corra bem. É aí que deixa de ser merchandising e passa a ser algo meu.

Ao todo, a parceria de Adri Silva com a COOLAND tem disponíveis capas com 7 padrões
Muitos criadores trabalham hoje como marcas próprias. Sentes que a tua comunidade espera apenas recomendações ou também quer participar naquilo que constróis?
A.S. — Acho que querem acompanhar o processo. Quando criei a Famm — uma marca que desenvolvi do zero entre 2022 e 2024 — partilhei tudo. Desde a criação, ao desenvolvimento das coleções e às dificuldades que houve pelo meio. E foi precisamente essa parte, os bastidores e os desafios, que mais lhes interessou. As pessoas gostam de sentir que fazem parte do processo, não só de receber a recomendação no fim.
Este tipo de colaborações entre marcas e influenciadores são cada vez mais comuns. O que distingue uma parceria credível de uma ação que parece apenas publicidade?
A.S. — A diferença está na honestidade. Uma parceria credível é aquela em que o criador realmente usaria o produto mesmo que ninguém lhe estivesse a pagar. Quando há essa verdade por trás, o público sente. Quando não há, também sente e perde-se a confiança, que é a coisa mais difícil de recuperar. Eu prefiro recusar uma parceria a comunicar algo em que não acredito, porque a credibilidade leva anos a construir e desfaz-se num só post.
Enquanto figura reconhecida no meio digital, e com um percurso construído com muito mérito, como olhas para o mercado atualmente?
A.S. — Olho com otimismo. Estamos numa altura em que o trabalho de criador é, finalmente, valorizado. Há cada vez mais gente a criar e a falar sobre os mais variados temas, e isso só me parece positivo, sobretudo para quem, como eu, já anda neste mundo há tantos anos.
"Sigo muito a minha intuição sobre o que quero, ou não, publicar"
Tens conteúdos de lifestyle, moda, viagens, bem-estar e, cada vez mais, leitura. Como decides que temas entram no teu universo e quais ficam de fora?
A.S. — Tento que tudo o que partilho acompanhe um bocadinho daquilo que estou a viver. Crio conteúdo há mais de dez anos e, quem me segue, já viveu comigo várias fases. Há temas mais privados que guardo para mim, como a família, por exemplo. Quanto ao resto, não é nada esquematizado. Vou percebendo o que está a ser mais pedido e sigo muito a minha intuição sobre o que quero, ou não, publicar.
Olhando para o futuro, gostarias de desenvolver mais produtos com marcas ou criar, novamente, algo totalmente teu?
A.S. — Com a Famm, já tive o gosto de criar uma marca própria e foi um projeto muito gratificante. Permitiu-me explorar outras áreas e ganhar know-how em indústrias que me eram completamente desconhecidas. Continuar a colaborar com marcas é sempre um privilégio, e encaro esses projetos com gratidão e responsabilidade. Acho interessante unir forças, perspetivas e ideias por um objetivo comum.
(C) João Paulo e Diogo Gandra

#Protagonistas
ADRI SILVA: "A credibilidade leva anos a construir e desfaz-se num só post”
Construiu uma comunidade digital em torno de lifestyle, moda, beleza, viagens e, mais recentemente, leitura, transformando gostos pessoais em territórios de conteúdo. Depois de uma primeira parceria de sucesso, Adri Silva volta agora a colaborar com a COOLAND, com uma nova coleção de capas para Kobo e Kindle. Em entrevista ao MOTIVO, a criadora de conteúdos fala sobre comunidades digitais, empreendedorismo, credibilidade e a diferença entre uma parceria que faz sentido e uma campanha que parece apenas publicidade.
A nova parceria com a COOLAND nasce da tua ligação à leitura e ao uso de e-readers. Quando é que percebeste que esse hábito tinha passado de algo pessoal a território de conteúdo?
ADRI SILVA — Sempre adorei ler. Desde miúda que os livros eram os meus presentes preferidos. Nos últimos anos, descobri que há uma comunidade online enorme à volta dos livros, pessoas a partilhar leituras, novidades, reviews. Comecei a seguir e, sem grande plano, acabei por fazer o mesmo nas minhas redes. O feedback foi imediato. Muitos dos meus seguidores têm o mesmo gosto que eu, e percebi que tiravam dicas reais das minhas partilhas. Foi aí que deixou de ser só um hábito meu e passou a ser conteúdo.

Esta é a segunda vez que a criadora de conteúdos trabalha com a COOLAND
Já tinhas lançado uma primeira coleção com a COOLAND em 2025 e regressas agora com novos padrões. O que é que esta continuidade diz sobre a relação entre criadores, marcas e comunidade?
A.S. — Para mim, prova o potencial de uma comunidade construída 100% no digital. Já não são só interações online. Traduzem-se em compra, em decisão real, mas isto só acontece quando a parceria está mesmo alinhada com o criador e com o conteúdo que ele partilha. É essa coerência que dá impacto à marca. Quando não existe, nota-se logo.
Quando aceitas desenvolver uma parceria com uma marca, que critérios pesam mais?
A.S. — Tem de ser algo que eu use, consuma e goste de verdade. E tem de fazer sentido dentro da minha narrativa e para a minha comunidade. Quando essas duas coisas batem certo, os resultados aparecem naturalmente.
Esta coleção transforma referências do teu universo pessoal em produtos palpáveis. Como se desenha uma colaboração que tenha a tua identidade sem parecer apenas merchandising?
A.S. — A marca tem de respeitar o criador. Se não respeitar, o criador não acredita no produto e isso vê-se na forma como o comunica. Gosto das colaborações em que tenho liberdade para dar a minha opinião e os meus inputs, porque no fundo, queremos o mesmo: que a coleção corra bem. É aí que deixa de ser merchandising e passa a ser algo meu.

Ao todo, a parceria de Adri Silva com a COOLAND tem disponíveis capas com 7 padrões
Muitos criadores trabalham hoje como marcas próprias. Sentes que a tua comunidade espera apenas recomendações ou também quer participar naquilo que constróis?
A.S. — Acho que querem acompanhar o processo. Quando criei a Famm — uma marca que desenvolvi do zero entre 2022 e 2024 — partilhei tudo. Desde a criação, ao desenvolvimento das coleções e às dificuldades que houve pelo meio. E foi precisamente essa parte, os bastidores e os desafios, que mais lhes interessou. As pessoas gostam de sentir que fazem parte do processo, não só de receber a recomendação no fim.
Este tipo de colaborações entre marcas e influenciadores são cada vez mais comuns. O que distingue uma parceria credível de uma ação que parece apenas publicidade?
A.S. — A diferença está na honestidade. Uma parceria credível é aquela em que o criador realmente usaria o produto mesmo que ninguém lhe estivesse a pagar. Quando há essa verdade por trás, o público sente. Quando não há, também sente e perde-se a confiança, que é a coisa mais difícil de recuperar. Eu prefiro recusar uma parceria a comunicar algo em que não acredito, porque a credibilidade leva anos a construir e desfaz-se num só post.
Enquanto figura reconhecida no meio digital, e com um percurso construído com muito mérito, como olhas para o mercado atualmente?
A.S. — Olho com otimismo. Estamos numa altura em que o trabalho de criador é, finalmente, valorizado. Há cada vez mais gente a criar e a falar sobre os mais variados temas, e isso só me parece positivo, sobretudo para quem, como eu, já anda neste mundo há tantos anos.
"Sigo muito a minha intuição sobre o que quero, ou não, publicar"
Tens conteúdos de lifestyle, moda, viagens, bem-estar e, cada vez mais, leitura. Como decides que temas entram no teu universo e quais ficam de fora?
A.S. — Tento que tudo o que partilho acompanhe um bocadinho daquilo que estou a viver. Crio conteúdo há mais de dez anos e, quem me segue, já viveu comigo várias fases. Há temas mais privados que guardo para mim, como a família, por exemplo. Quanto ao resto, não é nada esquematizado. Vou percebendo o que está a ser mais pedido e sigo muito a minha intuição sobre o que quero, ou não, publicar.
Olhando para o futuro, gostarias de desenvolver mais produtos com marcas ou criar, novamente, algo totalmente teu?
A.S. — Com a Famm, já tive o gosto de criar uma marca própria e foi um projeto muito gratificante. Permitiu-me explorar outras áreas e ganhar know-how em indústrias que me eram completamente desconhecidas. Continuar a colaborar com marcas é sempre um privilégio, e encaro esses projetos com gratidão e responsabilidade. Acho interessante unir forças, perspetivas e ideias por um objetivo comum.
(C) João Paulo e Diogo Gandra

#Protagonistas
ADRI SILVA: "A credibilidade leva anos a construir e desfaz-se num só post”
Construiu uma comunidade digital em torno de lifestyle, moda, beleza, viagens e, mais recentemente, leitura, transformando gostos pessoais em territórios de conteúdo. Depois de uma primeira parceria de sucesso, Adri Silva volta agora a colaborar com a COOLAND, com uma nova coleção de capas para Kobo e Kindle. Em entrevista ao MOTIVO, a criadora de conteúdos fala sobre comunidades digitais, empreendedorismo, credibilidade e a diferença entre uma parceria que faz sentido e uma campanha que parece apenas publicidade.
A nova parceria com a COOLAND nasce da tua ligação à leitura e ao uso de e-readers. Quando é que percebeste que esse hábito tinha passado de algo pessoal a território de conteúdo?
ADRI SILVA — Sempre adorei ler. Desde miúda que os livros eram os meus presentes preferidos. Nos últimos anos, descobri que há uma comunidade online enorme à volta dos livros, pessoas a partilhar leituras, novidades, reviews. Comecei a seguir e, sem grande plano, acabei por fazer o mesmo nas minhas redes. O feedback foi imediato. Muitos dos meus seguidores têm o mesmo gosto que eu, e percebi que tiravam dicas reais das minhas partilhas. Foi aí que deixou de ser só um hábito meu e passou a ser conteúdo.

Esta é a segunda vez que a criadora de conteúdos trabalha com a COOLAND
Já tinhas lançado uma primeira coleção com a COOLAND em 2025 e regressas agora com novos padrões. O que é que esta continuidade diz sobre a relação entre criadores, marcas e comunidade?
A.S. — Para mim, prova o potencial de uma comunidade construída 100% no digital. Já não são só interações online. Traduzem-se em compra, em decisão real, mas isto só acontece quando a parceria está mesmo alinhada com o criador e com o conteúdo que ele partilha. É essa coerência que dá impacto à marca. Quando não existe, nota-se logo.
Quando aceitas desenvolver uma parceria com uma marca, que critérios pesam mais?
A.S. — Tem de ser algo que eu use, consuma e goste de verdade. E tem de fazer sentido dentro da minha narrativa e para a minha comunidade. Quando essas duas coisas batem certo, os resultados aparecem naturalmente.
Esta coleção transforma referências do teu universo pessoal em produtos palpáveis. Como se desenha uma colaboração que tenha a tua identidade sem parecer apenas merchandising?
A.S. — A marca tem de respeitar o criador. Se não respeitar, o criador não acredita no produto e isso vê-se na forma como o comunica. Gosto das colaborações em que tenho liberdade para dar a minha opinião e os meus inputs, porque no fundo, queremos o mesmo: que a coleção corra bem. É aí que deixa de ser merchandising e passa a ser algo meu.

Ao todo, a parceria de Adri Silva com a COOLAND tem disponíveis capas com 7 padrões
Muitos criadores trabalham hoje como marcas próprias. Sentes que a tua comunidade espera apenas recomendações ou também quer participar naquilo que constróis?
A.S. — Acho que querem acompanhar o processo. Quando criei a Famm — uma marca que desenvolvi do zero entre 2022 e 2024 — partilhei tudo. Desde a criação, ao desenvolvimento das coleções e às dificuldades que houve pelo meio. E foi precisamente essa parte, os bastidores e os desafios, que mais lhes interessou. As pessoas gostam de sentir que fazem parte do processo, não só de receber a recomendação no fim.
Este tipo de colaborações entre marcas e influenciadores são cada vez mais comuns. O que distingue uma parceria credível de uma ação que parece apenas publicidade?
A.S. — A diferença está na honestidade. Uma parceria credível é aquela em que o criador realmente usaria o produto mesmo que ninguém lhe estivesse a pagar. Quando há essa verdade por trás, o público sente. Quando não há, também sente e perde-se a confiança, que é a coisa mais difícil de recuperar. Eu prefiro recusar uma parceria a comunicar algo em que não acredito, porque a credibilidade leva anos a construir e desfaz-se num só post.
Enquanto figura reconhecida no meio digital, e com um percurso construído com muito mérito, como olhas para o mercado atualmente?
A.S. — Olho com otimismo. Estamos numa altura em que o trabalho de criador é, finalmente, valorizado. Há cada vez mais gente a criar e a falar sobre os mais variados temas, e isso só me parece positivo, sobretudo para quem, como eu, já anda neste mundo há tantos anos.
"Sigo muito a minha intuição sobre o que quero, ou não, publicar"
Tens conteúdos de lifestyle, moda, viagens, bem-estar e, cada vez mais, leitura. Como decides que temas entram no teu universo e quais ficam de fora?
A.S. — Tento que tudo o que partilho acompanhe um bocadinho daquilo que estou a viver. Crio conteúdo há mais de dez anos e, quem me segue, já viveu comigo várias fases. Há temas mais privados que guardo para mim, como a família, por exemplo. Quanto ao resto, não é nada esquematizado. Vou percebendo o que está a ser mais pedido e sigo muito a minha intuição sobre o que quero, ou não, publicar.
Olhando para o futuro, gostarias de desenvolver mais produtos com marcas ou criar, novamente, algo totalmente teu?
A.S. — Com a Famm, já tive o gosto de criar uma marca própria e foi um projeto muito gratificante. Permitiu-me explorar outras áreas e ganhar know-how em indústrias que me eram completamente desconhecidas. Continuar a colaborar com marcas é sempre um privilégio, e encaro esses projetos com gratidão e responsabilidade. Acho interessante unir forças, perspetivas e ideias por um objetivo comum.



