
#Protagonistas
MÓNICA SANTOS: "Para continuar relevante é preciso observar, antecipar e ter coragem para experimentar"
A Fun Cosmetics assinala 20 anos num momento de transformação profunda da indústria da beleza. Com uma faturação superior a 11 milhões de euros e novas apostas em áreas como beauty tech, animal care e sexual wellness, a empresa entra num novo ciclo de crescimento. Para a CEO e fundadora, Mónica Santos, a mudança é clara: a beleza deixou de ser apenas estética para se tornar parte de uma visão mais ampla de bem-estar.
A Fun Cosmetics está a celebrar 20 anos num momento de forte transformação. Que fatores explicam a capacidade da empresa para se manter relevante num mercado tão competitivo e em constante mudança?
MÓNICA SANTOS — Acredito que a nossa capacidade de nos mantermos relevantes vem sobretudo de nunca termos parado de questionar o mercado. Desde o primeiro dia que a Fun Cosmetics não quis ser apenas um distribuidor de marcas. Sempre quisemos trazer novas ideias, novas tendências e novas formas de pensar a beleza para Portugal. Ao longo destes vinte anos aprendemos a equilibrar dois aspetos muito importantes: acompanhar de perto aquilo que se passa no mercado internacional da beleza e, ao mesmo tempo, manter uma ligação muito próxima com os nossos parceiros, clientes e pontos de venda. A indústria da beleza vive, hoje, ciclos de inovação cada vez mais rápidos. As tendências nascem nas redes sociais, nas comunidades digitais e espalham-se à escala global em muito pouco tempo. Para continuar relevante é preciso observar, antecipar e ter coragem para experimentar. Costumo dizer que a beleza é uma das indústrias mais fascinantes porque está sempre em movimento. E uma empresa que quer continuar relevante tem de ter exatamente essa mesma energia.

Na celebração do 20º aniversário, a Fun Cosmetics apresenta-se ao mercado com o lema "Inovating beauty"
A empresa tem vindo a reforçar a aposta em áreas como beauty tech, animal care e sexual wellness. Que tendências estão a impulsionar este movimento e que oportunidades identificam nestes segmentos?
M.S. — O consumidor mudou muito nos últimos anos. Hoje, procura muito mais do que um produto. Procura experiências, bem-estar e soluções que façam sentido no seu estilo de vida. A beleza deixou de ser apenas estética e passou a estar muito ligada ao autocuidado, à saúde da pele e ao equilíbrio emocional. É neste contexto que vemos crescer áreas como o beauty tech. Marcas como a Geske mostram bem como a tecnologia pode ajudar a personalizar rotinas de skincare e tornar a experiência de cuidado da pele mais inteligente e informada. Também temos assistido a um crescimento muito interessante em áreas como o animal care, com marcas como a Bugalugs, porque os consumidores querem oferecer aos seus animais o mesmo nível de qualidade que procuram para si. Outro território que começa a ganhar uma nova relevância é o sexual wellness, que é cada vez mais encarado como parte natural do bem-estar. No fundo, todos estes segmentos refletem uma tendência maior: a beleza está cada vez mais integrada numa visão mais ampla de bem-estar e lifestyle.
"A estratégia passa por continuar a antecipar tendências internacionais e transformá-las em oportunidades concretas"
Com uma faturação superior aos 11 milhões de euros, e um objetivo de crescimento de cerca de 20% até ao final de 2026, quais são as prioridades estratégicas da Fun Cosmetics para este novo ciclo de crescimento?
M.S. — Os resultados de 2025, em que ultrapassámos os 11 milhões de euros de faturação, foram um marco importante para a empresa e para toda a equipa. Mais do que um ano de crescimento, foi sobretudo um ano de preparação. Investimos bastante na estrutura da empresa, não apenas em infraestrutura, mas também na reorganização interna, na melhoria de processos e procedimentos e na implementação de novas ferramentas e automatizações. Este trabalho foi fundamental para garantir que a Fun Cosmetics está preparada para responder ao crescimento que antecipamos para os próximos anos. Uma das nossas prioridades continua a ser reforçar a liderança da marca essence em volume no mercado português. A essence representa muito bem aquilo em que acreditamos: inovação constante, proximidade com o consumidor e democratização da beleza. Ao mesmo tempo, estamos a apostar em novas áreas de inovação no nosso portfólio. A tecnologia aplicada à beleza com marcas como Geske e StylPro, o segmento de animal care com a Bugalugs e o crescimento do sexual wellness são áreas onde vemos um enorme potencial. A nossa estratégia passa por continuar a antecipar tendências internacionais e transformá-las em oportunidades concretas no mercado português.

Mónica Santos revela que 2025 foi "sobretudo, um ano de preparação"
Como já referiu, ao longo destas duas décadas, o mercado da beleza mudou profundamente. Quais foram, na sua perspetiva, as transformações mais marcantes?
M.S. — Se tivesse de destacar algumas transformações, diria que foram três: a digitalização da descoberta, a democratização da inovação e o poder crescente do consumidor. Atualmente, as tendências nascem muitas vezes nas redes sociais e nas comunidades digitais. Vivemos aquilo que muitos especialistas chamam de fast beauty cycles, em que as novidades surgem e ganham escala global em muito pouco tempo. Outra transformação muito importante foi a democratização da beleza. Durante muitos anos, a inovação estava muito associada às marcas premium. Hoje, vemos marcas acessíveis a lançar produtos altamente inovadores, com formulações avançadas e uma ligação muito forte ao consumidor. Também começamos a assistir ao crescimento do beauty tech, onde a tecnologia começa a desempenhar um papel cada vez mais relevante na forma como as pessoas cuidam da pele. Mas talvez a mudança mais significativa seja o novo papel do consumidor. Falamos muito de marcas orientadas pela comunidade, onde os consumidores não são apenas compradores, mas participantes ativos na construção das tendências. Para as empresas do setor, isto significa operar num ambiente muito mais dinâmico e estar permanentemente atento ao que se passa no mercado global.
"As marcas procuram alguém que saiba traduzir a estratégia global para a realidade do mercado local"
A Fun Cosmetics trabalha com várias marcas internacionais reconhecidas. O que procuram hoje as marcas globais num parceiro de distribuição local?
M.S. — As marcas procuram muito mais do que um distribuidor. Procuram um parceiro que compreenda profundamente o mercado local e que saiba construir a marca junto do consumidor. Claro que a capacidade logística continua a ser fundamental, mas também é essencial ter know-how em marketing, comunicação digital, gestão de categorias e desenvolvimento de marca. Outro fator muito importante é a implementação forte no ponto de venda. O retalho continua a ser um espaço essencial para a experiência de marca e exige acompanhamento constante, desde a visibilidade e exposição até às ativações que aproximam o consumidor do produto. Ao longo destes 20 anos, a Fun Cosmetics construiu, também, algo que considero essencial neste setor: relações sólidas e de confiança com parceiros, fornecedores e clientes. No fundo, aquilo que as marcas procuram é alguém que saiba traduzir a estratégia global da marca para a realidade do mercado local.

Sendo uma mulher a liderar uma empresa relevante no mercado da beleza em Portugal, que reflexão faz sobre liderança feminina?
M.S. — Nunca olhei para a liderança como uma questão de género, mas sim de visão, responsabilidade e capacidade de decisão. Liderar uma empresa significa tomar decisões todos os dias, assumir riscos e mobilizar pessoas em torno de um objetivo comum. Acredito que muitas mulheres trazem para a liderança uma combinação muito interessante de intuição, pragmatismo e capacidade de relação, que é extremamente valorizada nas organizações. No meu caso, procuro liderar com exigência, proximidade e paixão pelo que faço. Acredito muito no exemplo, no trabalho consistente e na construção de relações de confiança. Mais do que falar de liderança feminina ou masculina, gosto de pensar em liderança com propósito.

#Protagonistas
MÓNICA SANTOS: "Para continuar relevante é preciso observar, antecipar e ter coragem para experimentar"
A Fun Cosmetics assinala 20 anos num momento de transformação profunda da indústria da beleza. Com uma faturação superior a 11 milhões de euros e novas apostas em áreas como beauty tech, animal care e sexual wellness, a empresa entra num novo ciclo de crescimento. Para a CEO e fundadora, Mónica Santos, a mudança é clara: a beleza deixou de ser apenas estética para se tornar parte de uma visão mais ampla de bem-estar.
A Fun Cosmetics está a celebrar 20 anos num momento de forte transformação. Que fatores explicam a capacidade da empresa para se manter relevante num mercado tão competitivo e em constante mudança?
MÓNICA SANTOS — Acredito que a nossa capacidade de nos mantermos relevantes vem sobretudo de nunca termos parado de questionar o mercado. Desde o primeiro dia que a Fun Cosmetics não quis ser apenas um distribuidor de marcas. Sempre quisemos trazer novas ideias, novas tendências e novas formas de pensar a beleza para Portugal. Ao longo destes vinte anos aprendemos a equilibrar dois aspetos muito importantes: acompanhar de perto aquilo que se passa no mercado internacional da beleza e, ao mesmo tempo, manter uma ligação muito próxima com os nossos parceiros, clientes e pontos de venda. A indústria da beleza vive, hoje, ciclos de inovação cada vez mais rápidos. As tendências nascem nas redes sociais, nas comunidades digitais e espalham-se à escala global em muito pouco tempo. Para continuar relevante é preciso observar, antecipar e ter coragem para experimentar. Costumo dizer que a beleza é uma das indústrias mais fascinantes porque está sempre em movimento. E uma empresa que quer continuar relevante tem de ter exatamente essa mesma energia.

Na celebração do 20º aniversário, a Fun Cosmetics apresenta-se ao mercado com o lema "Inovating beauty"
A empresa tem vindo a reforçar a aposta em áreas como beauty tech, animal care e sexual wellness. Que tendências estão a impulsionar este movimento e que oportunidades identificam nestes segmentos?
M.S. — O consumidor mudou muito nos últimos anos. Hoje, procura muito mais do que um produto. Procura experiências, bem-estar e soluções que façam sentido no seu estilo de vida. A beleza deixou de ser apenas estética e passou a estar muito ligada ao autocuidado, à saúde da pele e ao equilíbrio emocional. É neste contexto que vemos crescer áreas como o beauty tech. Marcas como a Geske mostram bem como a tecnologia pode ajudar a personalizar rotinas de skincare e tornar a experiência de cuidado da pele mais inteligente e informada. Também temos assistido a um crescimento muito interessante em áreas como o animal care, com marcas como a Bugalugs, porque os consumidores querem oferecer aos seus animais o mesmo nível de qualidade que procuram para si. Outro território que começa a ganhar uma nova relevância é o sexual wellness, que é cada vez mais encarado como parte natural do bem-estar. No fundo, todos estes segmentos refletem uma tendência maior: a beleza está cada vez mais integrada numa visão mais ampla de bem-estar e lifestyle.
"A estratégia passa por continuar a antecipar tendências internacionais e transformá-las em oportunidades concretas"
Com uma faturação superior aos 11 milhões de euros, e um objetivo de crescimento de cerca de 20% até ao final de 2026, quais são as prioridades estratégicas da Fun Cosmetics para este novo ciclo de crescimento?
M.S. — Os resultados de 2025, em que ultrapassámos os 11 milhões de euros de faturação, foram um marco importante para a empresa e para toda a equipa. Mais do que um ano de crescimento, foi sobretudo um ano de preparação. Investimos bastante na estrutura da empresa, não apenas em infraestrutura, mas também na reorganização interna, na melhoria de processos e procedimentos e na implementação de novas ferramentas e automatizações. Este trabalho foi fundamental para garantir que a Fun Cosmetics está preparada para responder ao crescimento que antecipamos para os próximos anos. Uma das nossas prioridades continua a ser reforçar a liderança da marca essence em volume no mercado português. A essence representa muito bem aquilo em que acreditamos: inovação constante, proximidade com o consumidor e democratização da beleza. Ao mesmo tempo, estamos a apostar em novas áreas de inovação no nosso portfólio. A tecnologia aplicada à beleza com marcas como Geske e StylPro, o segmento de animal care com a Bugalugs e o crescimento do sexual wellness são áreas onde vemos um enorme potencial. A nossa estratégia passa por continuar a antecipar tendências internacionais e transformá-las em oportunidades concretas no mercado português.

Mónica Santos revela que 2025 foi "sobretudo, um ano de preparação"
Como já referiu, ao longo destas duas décadas, o mercado da beleza mudou profundamente. Quais foram, na sua perspetiva, as transformações mais marcantes?
M.S. — Se tivesse de destacar algumas transformações, diria que foram três: a digitalização da descoberta, a democratização da inovação e o poder crescente do consumidor. Atualmente, as tendências nascem muitas vezes nas redes sociais e nas comunidades digitais. Vivemos aquilo que muitos especialistas chamam de fast beauty cycles, em que as novidades surgem e ganham escala global em muito pouco tempo. Outra transformação muito importante foi a democratização da beleza. Durante muitos anos, a inovação estava muito associada às marcas premium. Hoje, vemos marcas acessíveis a lançar produtos altamente inovadores, com formulações avançadas e uma ligação muito forte ao consumidor. Também começamos a assistir ao crescimento do beauty tech, onde a tecnologia começa a desempenhar um papel cada vez mais relevante na forma como as pessoas cuidam da pele. Mas talvez a mudança mais significativa seja o novo papel do consumidor. Falamos muito de marcas orientadas pela comunidade, onde os consumidores não são apenas compradores, mas participantes ativos na construção das tendências. Para as empresas do setor, isto significa operar num ambiente muito mais dinâmico e estar permanentemente atento ao que se passa no mercado global.
"As marcas procuram alguém que saiba traduzir a estratégia global para a realidade do mercado local"
A Fun Cosmetics trabalha com várias marcas internacionais reconhecidas. O que procuram hoje as marcas globais num parceiro de distribuição local?
M.S. — As marcas procuram muito mais do que um distribuidor. Procuram um parceiro que compreenda profundamente o mercado local e que saiba construir a marca junto do consumidor. Claro que a capacidade logística continua a ser fundamental, mas também é essencial ter know-how em marketing, comunicação digital, gestão de categorias e desenvolvimento de marca. Outro fator muito importante é a implementação forte no ponto de venda. O retalho continua a ser um espaço essencial para a experiência de marca e exige acompanhamento constante, desde a visibilidade e exposição até às ativações que aproximam o consumidor do produto. Ao longo destes 20 anos, a Fun Cosmetics construiu, também, algo que considero essencial neste setor: relações sólidas e de confiança com parceiros, fornecedores e clientes. No fundo, aquilo que as marcas procuram é alguém que saiba traduzir a estratégia global da marca para a realidade do mercado local.

Sendo uma mulher a liderar uma empresa relevante no mercado da beleza em Portugal, que reflexão faz sobre liderança feminina?
M.S. — Nunca olhei para a liderança como uma questão de género, mas sim de visão, responsabilidade e capacidade de decisão. Liderar uma empresa significa tomar decisões todos os dias, assumir riscos e mobilizar pessoas em torno de um objetivo comum. Acredito que muitas mulheres trazem para a liderança uma combinação muito interessante de intuição, pragmatismo e capacidade de relação, que é extremamente valorizada nas organizações. No meu caso, procuro liderar com exigência, proximidade e paixão pelo que faço. Acredito muito no exemplo, no trabalho consistente e na construção de relações de confiança. Mais do que falar de liderança feminina ou masculina, gosto de pensar em liderança com propósito.

#Protagonistas
MÓNICA SANTOS: "Para continuar relevante é preciso observar, antecipar e ter coragem para experimentar"
A Fun Cosmetics assinala 20 anos num momento de transformação profunda da indústria da beleza. Com uma faturação superior a 11 milhões de euros e novas apostas em áreas como beauty tech, animal care e sexual wellness, a empresa entra num novo ciclo de crescimento. Para a CEO e fundadora, Mónica Santos, a mudança é clara: a beleza deixou de ser apenas estética para se tornar parte de uma visão mais ampla de bem-estar.
A Fun Cosmetics está a celebrar 20 anos num momento de forte transformação. Que fatores explicam a capacidade da empresa para se manter relevante num mercado tão competitivo e em constante mudança?
MÓNICA SANTOS — Acredito que a nossa capacidade de nos mantermos relevantes vem sobretudo de nunca termos parado de questionar o mercado. Desde o primeiro dia que a Fun Cosmetics não quis ser apenas um distribuidor de marcas. Sempre quisemos trazer novas ideias, novas tendências e novas formas de pensar a beleza para Portugal. Ao longo destes vinte anos aprendemos a equilibrar dois aspetos muito importantes: acompanhar de perto aquilo que se passa no mercado internacional da beleza e, ao mesmo tempo, manter uma ligação muito próxima com os nossos parceiros, clientes e pontos de venda. A indústria da beleza vive, hoje, ciclos de inovação cada vez mais rápidos. As tendências nascem nas redes sociais, nas comunidades digitais e espalham-se à escala global em muito pouco tempo. Para continuar relevante é preciso observar, antecipar e ter coragem para experimentar. Costumo dizer que a beleza é uma das indústrias mais fascinantes porque está sempre em movimento. E uma empresa que quer continuar relevante tem de ter exatamente essa mesma energia.

Na celebração do 20º aniversário, a Fun Cosmetics apresenta-se ao mercado com o lema "Inovating beauty"
A empresa tem vindo a reforçar a aposta em áreas como beauty tech, animal care e sexual wellness. Que tendências estão a impulsionar este movimento e que oportunidades identificam nestes segmentos?
M.S. — O consumidor mudou muito nos últimos anos. Hoje, procura muito mais do que um produto. Procura experiências, bem-estar e soluções que façam sentido no seu estilo de vida. A beleza deixou de ser apenas estética e passou a estar muito ligada ao autocuidado, à saúde da pele e ao equilíbrio emocional. É neste contexto que vemos crescer áreas como o beauty tech. Marcas como a Geske mostram bem como a tecnologia pode ajudar a personalizar rotinas de skincare e tornar a experiência de cuidado da pele mais inteligente e informada. Também temos assistido a um crescimento muito interessante em áreas como o animal care, com marcas como a Bugalugs, porque os consumidores querem oferecer aos seus animais o mesmo nível de qualidade que procuram para si. Outro território que começa a ganhar uma nova relevância é o sexual wellness, que é cada vez mais encarado como parte natural do bem-estar. No fundo, todos estes segmentos refletem uma tendência maior: a beleza está cada vez mais integrada numa visão mais ampla de bem-estar e lifestyle.
"A estratégia passa por continuar a antecipar tendências internacionais e transformá-las em oportunidades concretas"
Com uma faturação superior aos 11 milhões de euros, e um objetivo de crescimento de cerca de 20% até ao final de 2026, quais são as prioridades estratégicas da Fun Cosmetics para este novo ciclo de crescimento?
M.S. — Os resultados de 2025, em que ultrapassámos os 11 milhões de euros de faturação, foram um marco importante para a empresa e para toda a equipa. Mais do que um ano de crescimento, foi sobretudo um ano de preparação. Investimos bastante na estrutura da empresa, não apenas em infraestrutura, mas também na reorganização interna, na melhoria de processos e procedimentos e na implementação de novas ferramentas e automatizações. Este trabalho foi fundamental para garantir que a Fun Cosmetics está preparada para responder ao crescimento que antecipamos para os próximos anos. Uma das nossas prioridades continua a ser reforçar a liderança da marca essence em volume no mercado português. A essence representa muito bem aquilo em que acreditamos: inovação constante, proximidade com o consumidor e democratização da beleza. Ao mesmo tempo, estamos a apostar em novas áreas de inovação no nosso portfólio. A tecnologia aplicada à beleza com marcas como Geske e StylPro, o segmento de animal care com a Bugalugs e o crescimento do sexual wellness são áreas onde vemos um enorme potencial. A nossa estratégia passa por continuar a antecipar tendências internacionais e transformá-las em oportunidades concretas no mercado português.

Mónica Santos revela que 2025 foi "sobretudo, um ano de preparação"
Como já referiu, ao longo destas duas décadas, o mercado da beleza mudou profundamente. Quais foram, na sua perspetiva, as transformações mais marcantes?
M.S. — Se tivesse de destacar algumas transformações, diria que foram três: a digitalização da descoberta, a democratização da inovação e o poder crescente do consumidor. Atualmente, as tendências nascem muitas vezes nas redes sociais e nas comunidades digitais. Vivemos aquilo que muitos especialistas chamam de fast beauty cycles, em que as novidades surgem e ganham escala global em muito pouco tempo. Outra transformação muito importante foi a democratização da beleza. Durante muitos anos, a inovação estava muito associada às marcas premium. Hoje, vemos marcas acessíveis a lançar produtos altamente inovadores, com formulações avançadas e uma ligação muito forte ao consumidor. Também começamos a assistir ao crescimento do beauty tech, onde a tecnologia começa a desempenhar um papel cada vez mais relevante na forma como as pessoas cuidam da pele. Mas talvez a mudança mais significativa seja o novo papel do consumidor. Falamos muito de marcas orientadas pela comunidade, onde os consumidores não são apenas compradores, mas participantes ativos na construção das tendências. Para as empresas do setor, isto significa operar num ambiente muito mais dinâmico e estar permanentemente atento ao que se passa no mercado global.
"As marcas procuram alguém que saiba traduzir a estratégia global para a realidade do mercado local"
A Fun Cosmetics trabalha com várias marcas internacionais reconhecidas. O que procuram hoje as marcas globais num parceiro de distribuição local?
M.S. — As marcas procuram muito mais do que um distribuidor. Procuram um parceiro que compreenda profundamente o mercado local e que saiba construir a marca junto do consumidor. Claro que a capacidade logística continua a ser fundamental, mas também é essencial ter know-how em marketing, comunicação digital, gestão de categorias e desenvolvimento de marca. Outro fator muito importante é a implementação forte no ponto de venda. O retalho continua a ser um espaço essencial para a experiência de marca e exige acompanhamento constante, desde a visibilidade e exposição até às ativações que aproximam o consumidor do produto. Ao longo destes 20 anos, a Fun Cosmetics construiu, também, algo que considero essencial neste setor: relações sólidas e de confiança com parceiros, fornecedores e clientes. No fundo, aquilo que as marcas procuram é alguém que saiba traduzir a estratégia global da marca para a realidade do mercado local.

Sendo uma mulher a liderar uma empresa relevante no mercado da beleza em Portugal, que reflexão faz sobre liderança feminina?
M.S. — Nunca olhei para a liderança como uma questão de género, mas sim de visão, responsabilidade e capacidade de decisão. Liderar uma empresa significa tomar decisões todos os dias, assumir riscos e mobilizar pessoas em torno de um objetivo comum. Acredito que muitas mulheres trazem para a liderança uma combinação muito interessante de intuição, pragmatismo e capacidade de relação, que é extremamente valorizada nas organizações. No meu caso, procuro liderar com exigência, proximidade e paixão pelo que faço. Acredito muito no exemplo, no trabalho consistente e na construção de relações de confiança. Mais do que falar de liderança feminina ou masculina, gosto de pensar em liderança com propósito.

#Protagonistas
MÓNICA SANTOS: "Para continuar relevante é preciso observar, antecipar e ter coragem para experimentar"
A Fun Cosmetics assinala 20 anos num momento de transformação profunda da indústria da beleza. Com uma faturação superior a 11 milhões de euros e novas apostas em áreas como beauty tech, animal care e sexual wellness, a empresa entra num novo ciclo de crescimento. Para a CEO e fundadora, Mónica Santos, a mudança é clara: a beleza deixou de ser apenas estética para se tornar parte de uma visão mais ampla de bem-estar.
A Fun Cosmetics está a celebrar 20 anos num momento de forte transformação. Que fatores explicam a capacidade da empresa para se manter relevante num mercado tão competitivo e em constante mudança?
MÓNICA SANTOS — Acredito que a nossa capacidade de nos mantermos relevantes vem sobretudo de nunca termos parado de questionar o mercado. Desde o primeiro dia que a Fun Cosmetics não quis ser apenas um distribuidor de marcas. Sempre quisemos trazer novas ideias, novas tendências e novas formas de pensar a beleza para Portugal. Ao longo destes vinte anos aprendemos a equilibrar dois aspetos muito importantes: acompanhar de perto aquilo que se passa no mercado internacional da beleza e, ao mesmo tempo, manter uma ligação muito próxima com os nossos parceiros, clientes e pontos de venda. A indústria da beleza vive, hoje, ciclos de inovação cada vez mais rápidos. As tendências nascem nas redes sociais, nas comunidades digitais e espalham-se à escala global em muito pouco tempo. Para continuar relevante é preciso observar, antecipar e ter coragem para experimentar. Costumo dizer que a beleza é uma das indústrias mais fascinantes porque está sempre em movimento. E uma empresa que quer continuar relevante tem de ter exatamente essa mesma energia.

Na celebração do 20º aniversário, a Fun Cosmetics apresenta-se ao mercado com o lema "Inovating beauty"
A empresa tem vindo a reforçar a aposta em áreas como beauty tech, animal care e sexual wellness. Que tendências estão a impulsionar este movimento e que oportunidades identificam nestes segmentos?
M.S. — O consumidor mudou muito nos últimos anos. Hoje, procura muito mais do que um produto. Procura experiências, bem-estar e soluções que façam sentido no seu estilo de vida. A beleza deixou de ser apenas estética e passou a estar muito ligada ao autocuidado, à saúde da pele e ao equilíbrio emocional. É neste contexto que vemos crescer áreas como o beauty tech. Marcas como a Geske mostram bem como a tecnologia pode ajudar a personalizar rotinas de skincare e tornar a experiência de cuidado da pele mais inteligente e informada. Também temos assistido a um crescimento muito interessante em áreas como o animal care, com marcas como a Bugalugs, porque os consumidores querem oferecer aos seus animais o mesmo nível de qualidade que procuram para si. Outro território que começa a ganhar uma nova relevância é o sexual wellness, que é cada vez mais encarado como parte natural do bem-estar. No fundo, todos estes segmentos refletem uma tendência maior: a beleza está cada vez mais integrada numa visão mais ampla de bem-estar e lifestyle.
"A estratégia passa por continuar a antecipar tendências internacionais e transformá-las em oportunidades concretas"
Com uma faturação superior aos 11 milhões de euros, e um objetivo de crescimento de cerca de 20% até ao final de 2026, quais são as prioridades estratégicas da Fun Cosmetics para este novo ciclo de crescimento?
M.S. — Os resultados de 2025, em que ultrapassámos os 11 milhões de euros de faturação, foram um marco importante para a empresa e para toda a equipa. Mais do que um ano de crescimento, foi sobretudo um ano de preparação. Investimos bastante na estrutura da empresa, não apenas em infraestrutura, mas também na reorganização interna, na melhoria de processos e procedimentos e na implementação de novas ferramentas e automatizações. Este trabalho foi fundamental para garantir que a Fun Cosmetics está preparada para responder ao crescimento que antecipamos para os próximos anos. Uma das nossas prioridades continua a ser reforçar a liderança da marca essence em volume no mercado português. A essence representa muito bem aquilo em que acreditamos: inovação constante, proximidade com o consumidor e democratização da beleza. Ao mesmo tempo, estamos a apostar em novas áreas de inovação no nosso portfólio. A tecnologia aplicada à beleza com marcas como Geske e StylPro, o segmento de animal care com a Bugalugs e o crescimento do sexual wellness são áreas onde vemos um enorme potencial. A nossa estratégia passa por continuar a antecipar tendências internacionais e transformá-las em oportunidades concretas no mercado português.

Mónica Santos revela que 2025 foi "sobretudo, um ano de preparação"
Como já referiu, ao longo destas duas décadas, o mercado da beleza mudou profundamente. Quais foram, na sua perspetiva, as transformações mais marcantes?
M.S. — Se tivesse de destacar algumas transformações, diria que foram três: a digitalização da descoberta, a democratização da inovação e o poder crescente do consumidor. Atualmente, as tendências nascem muitas vezes nas redes sociais e nas comunidades digitais. Vivemos aquilo que muitos especialistas chamam de fast beauty cycles, em que as novidades surgem e ganham escala global em muito pouco tempo. Outra transformação muito importante foi a democratização da beleza. Durante muitos anos, a inovação estava muito associada às marcas premium. Hoje, vemos marcas acessíveis a lançar produtos altamente inovadores, com formulações avançadas e uma ligação muito forte ao consumidor. Também começamos a assistir ao crescimento do beauty tech, onde a tecnologia começa a desempenhar um papel cada vez mais relevante na forma como as pessoas cuidam da pele. Mas talvez a mudança mais significativa seja o novo papel do consumidor. Falamos muito de marcas orientadas pela comunidade, onde os consumidores não são apenas compradores, mas participantes ativos na construção das tendências. Para as empresas do setor, isto significa operar num ambiente muito mais dinâmico e estar permanentemente atento ao que se passa no mercado global.
"As marcas procuram alguém que saiba traduzir a estratégia global para a realidade do mercado local"
A Fun Cosmetics trabalha com várias marcas internacionais reconhecidas. O que procuram hoje as marcas globais num parceiro de distribuição local?
M.S. — As marcas procuram muito mais do que um distribuidor. Procuram um parceiro que compreenda profundamente o mercado local e que saiba construir a marca junto do consumidor. Claro que a capacidade logística continua a ser fundamental, mas também é essencial ter know-how em marketing, comunicação digital, gestão de categorias e desenvolvimento de marca. Outro fator muito importante é a implementação forte no ponto de venda. O retalho continua a ser um espaço essencial para a experiência de marca e exige acompanhamento constante, desde a visibilidade e exposição até às ativações que aproximam o consumidor do produto. Ao longo destes 20 anos, a Fun Cosmetics construiu, também, algo que considero essencial neste setor: relações sólidas e de confiança com parceiros, fornecedores e clientes. No fundo, aquilo que as marcas procuram é alguém que saiba traduzir a estratégia global da marca para a realidade do mercado local.

Sendo uma mulher a liderar uma empresa relevante no mercado da beleza em Portugal, que reflexão faz sobre liderança feminina?
M.S. — Nunca olhei para a liderança como uma questão de género, mas sim de visão, responsabilidade e capacidade de decisão. Liderar uma empresa significa tomar decisões todos os dias, assumir riscos e mobilizar pessoas em torno de um objetivo comum. Acredito que muitas mulheres trazem para a liderança uma combinação muito interessante de intuição, pragmatismo e capacidade de relação, que é extremamente valorizada nas organizações. No meu caso, procuro liderar com exigência, proximidade e paixão pelo que faço. Acredito muito no exemplo, no trabalho consistente e na construção de relações de confiança. Mais do que falar de liderança feminina ou masculina, gosto de pensar em liderança com propósito.




