#Protagonistas

Skoola: o projeto que usa a música para transformar a educação

Num ecossistema onde a educação tradicional ainda dita o ritmo, há projetos que escolhem caminhos mais livres, mais híbridos, mais próximos do mundo real. A Skoola é um desses casos. Entre a música, a arte e o desenvolvimento pessoal, constrói-se como uma plataforma que vai além da aprendizagem técnica e procura, acima de tudo, criar possibilidades.

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24 de mar. de 2026, 08:35

É ao entrarmos pela Escola Preparatória Manuel da Maia, em Campo de Ourique, Lisboa, que descobrimos o mundo da Skoola. Vemos instrumentos musicais, aparelhos tecnológicos, microfones e um espaço amplo, pronto para receber crianças e adolescentes que queiram fazer música. Mariana Duarte Silva é a fundadora desta academia que, há cinco anos, tem ajudado a transformar vidas e contribuído para alargar horizontes de miúdos quando, muitas vezes, a vista pouco alcança.


Mariana Duarte Silva é apaixonada por música e está ligada à indústria, com vários projetos, há vários anos


Mariana não identifica um momento específico que tenha dado origem ao projeto. “Foi um processo gradual”, explica. A experiência acumulada ao longo dos anos, primeiro no management de artistas, e depois na criação do Village Undergroud Lisboa, aliada à vivência da maternidade, foi consolidando uma ambição. “Fui-me apercebendo de uma vontade quase instintiva de ‘resolver o mundo’ com as ferramentas que fui adquirindo”. Entre essas ferramentas, destaca uma em particular: “juntar pessoas, criar em conjunto, construir pontes e encontrar soluções através da criatividade, da arte e, sobretudo, da música”.

Foi precisamente no contexto do Village Underground que a ideia começou a ganhar forma. “Comecei a imaginar que ali podia nascer uma escola de música. E devo ter acreditado nisso com tanta força que acabou mesmo por acontecer”. A partir daí, os acordes foram-se fazendo ouvir.

Mais do que preparar para o futuro, a Skoola propõe uma exposição a possibilidades. “Existe uma vontade clara de mostrar caminhos possíveis no mundo real”, afirma. A lógica não contempla um currículo rígido, em vez disso, passa por uma experiência alargada: “é importante que os participantes percebam que não existe apenas o palco: há todo um universo de bastidores — produção, iluminação, som, vídeo, dança — áreas onde também podem encontrar o seu lugar”. No fundo, trata-se de “partilhar experiências humanas diversas” e reforçar uma ideia essencial: cada jovem pode encontrar o próprio caminho.


Ao longo do ano, a Skoola faz várias performances abertas ao público


Num momento em que muitos projetos educativos enfrentam o desafio de crescer sem perder identidade, a Skoola encontra o seu equilíbrio nos facilitadores, nos membros da direção artística e nos elementos de produção. “A consistência vem sobretudo da equipa”, sublinha Mariana. A diversidade de percursos artísticos convive com princípios comuns: valorização da curiosidade, criação em grupo e centralidade da arte. E há um aspeto que se sobrepõe a todos os outros: “o critério principal é sempre o lado humano e a forma como se relacionam com os outros. Só depois vêm as competências técnicas e artísticas”.

O crescimento da Skoola tem sido acompanhado por um ecossistema de parcerias que viabiliza, e amplifica, o seu impacto. “As marcas têm sido absolutamente cruciais”, reconhece Mariana. A Fundação EDP, por exemplo, acompanha o projeto desde 2022 e esteve na base da expansão para Castelo Branco, onde nasceu o espetáculo “Marcas Invisíveis”, envolvendo dezenas de jovens e membros da comunidade. Já a Fundação BNP Paribas garantiu um apoio plurianual, essencial para a estabilidade financeira. A isto somam-se parcerias com empresas como a Jerónimo Martins, Grupo Amélia, Stone Capital, Banco Invest, Fundação Millennium bcp ou MOP, além de apoios pontuais de outras entidades e de pessoas individuais que financiam bolsas de estudo.


Na Skoola, a linguagem comum é a música, independentemente do estilo e dos gostos musicais


Apesar da dimensão e reconhecimento crescentes, é no contacto direto com os jovens que o projeto encontra o maior desafio, e também o maior propósito: “O lado humano, da vulnerabilidade”, resume Mariana. É que entre os participantes que frequentam a Skoola, podem existir crianças sinalizadas pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, ou provenientes de contextos desafiantes, a criar letras e melodias ao lado de outras crianças sem problemáticas sociais identificadas.

Antes do início de mais uma tarde de produção musical na Skoola, quisemos saber o que a fundadora diria à Mariana que, há cinco anos, soltava as primeiras notas musicais desta academia. Se pudesse voltar atrás, a mensagem seria simples: “Vai em frente, mulher!”. Com uma nota de contexto: “Portugal está atrasado no que toca a filantropia, mecenato e responsabilidade cultural”. Ainda assim, a convicção mantém-se intacta, porque há urgência do outro lado, e o refrão poderia ser: “Há miúdos à tua espera para sair de casa e fazer música”. Miúdos que já preparam o concerto de verão, marcado para dia 23 maio, às 17h, na Reitoria da Universidade NOVA de Lisboa. Os bilhetes, sob a forma de donativo, podem ser adquiridos aqui.

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Skoola: o projeto que usa a música para transformar a educação

Num ecossistema onde a educação tradicional ainda dita o ritmo, há projetos que escolhem caminhos mais livres, mais híbridos, mais próximos do mundo real. A Skoola é um desses casos. Entre a música, a arte e o desenvolvimento pessoal, constrói-se como uma plataforma que vai além da aprendizagem técnica e procura, acima de tudo, criar possibilidades.

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24 de mar. de 2026, 08:35

É ao entrarmos pela Escola Preparatória Manuel da Maia, em Campo de Ourique, Lisboa, que descobrimos o mundo da Skoola. Vemos instrumentos musicais, aparelhos tecnológicos, microfones e um espaço amplo, pronto para receber crianças e adolescentes que queiram fazer música. Mariana Duarte Silva é a fundadora desta academia que, há cinco anos, tem ajudado a transformar vidas e contribuído para alargar horizontes de miúdos quando, muitas vezes, a vista pouco alcança.


Mariana Duarte Silva é apaixonada por música e está ligada à indústria, com vários projetos, há vários anos


Mariana não identifica um momento específico que tenha dado origem ao projeto. “Foi um processo gradual”, explica. A experiência acumulada ao longo dos anos, primeiro no management de artistas, e depois na criação do Village Undergroud Lisboa, aliada à vivência da maternidade, foi consolidando uma ambição. “Fui-me apercebendo de uma vontade quase instintiva de ‘resolver o mundo’ com as ferramentas que fui adquirindo”. Entre essas ferramentas, destaca uma em particular: “juntar pessoas, criar em conjunto, construir pontes e encontrar soluções através da criatividade, da arte e, sobretudo, da música”.

Foi precisamente no contexto do Village Underground que a ideia começou a ganhar forma. “Comecei a imaginar que ali podia nascer uma escola de música. E devo ter acreditado nisso com tanta força que acabou mesmo por acontecer”. A partir daí, os acordes foram-se fazendo ouvir.

Mais do que preparar para o futuro, a Skoola propõe uma exposição a possibilidades. “Existe uma vontade clara de mostrar caminhos possíveis no mundo real”, afirma. A lógica não contempla um currículo rígido, em vez disso, passa por uma experiência alargada: “é importante que os participantes percebam que não existe apenas o palco: há todo um universo de bastidores — produção, iluminação, som, vídeo, dança — áreas onde também podem encontrar o seu lugar”. No fundo, trata-se de “partilhar experiências humanas diversas” e reforçar uma ideia essencial: cada jovem pode encontrar o próprio caminho.


Ao longo do ano, a Skoola faz várias performances abertas ao público


Num momento em que muitos projetos educativos enfrentam o desafio de crescer sem perder identidade, a Skoola encontra o seu equilíbrio nos facilitadores, nos membros da direção artística e nos elementos de produção. “A consistência vem sobretudo da equipa”, sublinha Mariana. A diversidade de percursos artísticos convive com princípios comuns: valorização da curiosidade, criação em grupo e centralidade da arte. E há um aspeto que se sobrepõe a todos os outros: “o critério principal é sempre o lado humano e a forma como se relacionam com os outros. Só depois vêm as competências técnicas e artísticas”.

O crescimento da Skoola tem sido acompanhado por um ecossistema de parcerias que viabiliza, e amplifica, o seu impacto. “As marcas têm sido absolutamente cruciais”, reconhece Mariana. A Fundação EDP, por exemplo, acompanha o projeto desde 2022 e esteve na base da expansão para Castelo Branco, onde nasceu o espetáculo “Marcas Invisíveis”, envolvendo dezenas de jovens e membros da comunidade. Já a Fundação BNP Paribas garantiu um apoio plurianual, essencial para a estabilidade financeira. A isto somam-se parcerias com empresas como a Jerónimo Martins, Grupo Amélia, Stone Capital, Banco Invest, Fundação Millennium bcp ou MOP, além de apoios pontuais de outras entidades e de pessoas individuais que financiam bolsas de estudo.


Na Skoola, a linguagem comum é a música, independentemente do estilo e dos gostos musicais


Apesar da dimensão e reconhecimento crescentes, é no contacto direto com os jovens que o projeto encontra o maior desafio, e também o maior propósito: “O lado humano, da vulnerabilidade”, resume Mariana. É que entre os participantes que frequentam a Skoola, podem existir crianças sinalizadas pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, ou provenientes de contextos desafiantes, a criar letras e melodias ao lado de outras crianças sem problemáticas sociais identificadas.

Antes do início de mais uma tarde de produção musical na Skoola, quisemos saber o que a fundadora diria à Mariana que, há cinco anos, soltava as primeiras notas musicais desta academia. Se pudesse voltar atrás, a mensagem seria simples: “Vai em frente, mulher!”. Com uma nota de contexto: “Portugal está atrasado no que toca a filantropia, mecenato e responsabilidade cultural”. Ainda assim, a convicção mantém-se intacta, porque há urgência do outro lado, e o refrão poderia ser: “Há miúdos à tua espera para sair de casa e fazer música”. Miúdos que já preparam o concerto de verão, marcado para dia 23 maio, às 17h, na Reitoria da Universidade NOVA de Lisboa. Os bilhetes, sob a forma de donativo, podem ser adquiridos aqui.

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Skoola: o projeto que usa a música para transformar a educação

Num ecossistema onde a educação tradicional ainda dita o ritmo, há projetos que escolhem caminhos mais livres, mais híbridos, mais próximos do mundo real. A Skoola é um desses casos. Entre a música, a arte e o desenvolvimento pessoal, constrói-se como uma plataforma que vai além da aprendizagem técnica e procura, acima de tudo, criar possibilidades.

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24 de mar. de 2026, 08:35

É ao entrarmos pela Escola Preparatória Manuel da Maia, em Campo de Ourique, Lisboa, que descobrimos o mundo da Skoola. Vemos instrumentos musicais, aparelhos tecnológicos, microfones e um espaço amplo, pronto para receber crianças e adolescentes que queiram fazer música. Mariana Duarte Silva é a fundadora desta academia que, há cinco anos, tem ajudado a transformar vidas e contribuído para alargar horizontes de miúdos quando, muitas vezes, a vista pouco alcança.


Mariana Duarte Silva é apaixonada por música e está ligada à indústria, com vários projetos, há vários anos


Mariana não identifica um momento específico que tenha dado origem ao projeto. “Foi um processo gradual”, explica. A experiência acumulada ao longo dos anos, primeiro no management de artistas, e depois na criação do Village Undergroud Lisboa, aliada à vivência da maternidade, foi consolidando uma ambição. “Fui-me apercebendo de uma vontade quase instintiva de ‘resolver o mundo’ com as ferramentas que fui adquirindo”. Entre essas ferramentas, destaca uma em particular: “juntar pessoas, criar em conjunto, construir pontes e encontrar soluções através da criatividade, da arte e, sobretudo, da música”.

Foi precisamente no contexto do Village Underground que a ideia começou a ganhar forma. “Comecei a imaginar que ali podia nascer uma escola de música. E devo ter acreditado nisso com tanta força que acabou mesmo por acontecer”. A partir daí, os acordes foram-se fazendo ouvir.

Mais do que preparar para o futuro, a Skoola propõe uma exposição a possibilidades. “Existe uma vontade clara de mostrar caminhos possíveis no mundo real”, afirma. A lógica não contempla um currículo rígido, em vez disso, passa por uma experiência alargada: “é importante que os participantes percebam que não existe apenas o palco: há todo um universo de bastidores — produção, iluminação, som, vídeo, dança — áreas onde também podem encontrar o seu lugar”. No fundo, trata-se de “partilhar experiências humanas diversas” e reforçar uma ideia essencial: cada jovem pode encontrar o próprio caminho.


Ao longo do ano, a Skoola faz várias performances abertas ao público


Num momento em que muitos projetos educativos enfrentam o desafio de crescer sem perder identidade, a Skoola encontra o seu equilíbrio nos facilitadores, nos membros da direção artística e nos elementos de produção. “A consistência vem sobretudo da equipa”, sublinha Mariana. A diversidade de percursos artísticos convive com princípios comuns: valorização da curiosidade, criação em grupo e centralidade da arte. E há um aspeto que se sobrepõe a todos os outros: “o critério principal é sempre o lado humano e a forma como se relacionam com os outros. Só depois vêm as competências técnicas e artísticas”.

O crescimento da Skoola tem sido acompanhado por um ecossistema de parcerias que viabiliza, e amplifica, o seu impacto. “As marcas têm sido absolutamente cruciais”, reconhece Mariana. A Fundação EDP, por exemplo, acompanha o projeto desde 2022 e esteve na base da expansão para Castelo Branco, onde nasceu o espetáculo “Marcas Invisíveis”, envolvendo dezenas de jovens e membros da comunidade. Já a Fundação BNP Paribas garantiu um apoio plurianual, essencial para a estabilidade financeira. A isto somam-se parcerias com empresas como a Jerónimo Martins, Grupo Amélia, Stone Capital, Banco Invest, Fundação Millennium bcp ou MOP, além de apoios pontuais de outras entidades e de pessoas individuais que financiam bolsas de estudo.


Na Skoola, a linguagem comum é a música, independentemente do estilo e dos gostos musicais


Apesar da dimensão e reconhecimento crescentes, é no contacto direto com os jovens que o projeto encontra o maior desafio, e também o maior propósito: “O lado humano, da vulnerabilidade”, resume Mariana. É que entre os participantes que frequentam a Skoola, podem existir crianças sinalizadas pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, ou provenientes de contextos desafiantes, a criar letras e melodias ao lado de outras crianças sem problemáticas sociais identificadas.

Antes do início de mais uma tarde de produção musical na Skoola, quisemos saber o que a fundadora diria à Mariana que, há cinco anos, soltava as primeiras notas musicais desta academia. Se pudesse voltar atrás, a mensagem seria simples: “Vai em frente, mulher!”. Com uma nota de contexto: “Portugal está atrasado no que toca a filantropia, mecenato e responsabilidade cultural”. Ainda assim, a convicção mantém-se intacta, porque há urgência do outro lado, e o refrão poderia ser: “Há miúdos à tua espera para sair de casa e fazer música”. Miúdos que já preparam o concerto de verão, marcado para dia 23 maio, às 17h, na Reitoria da Universidade NOVA de Lisboa. Os bilhetes, sob a forma de donativo, podem ser adquiridos aqui.

#Protagonistas

Skoola: o projeto que usa a música para transformar a educação

Num ecossistema onde a educação tradicional ainda dita o ritmo, há projetos que escolhem caminhos mais livres, mais híbridos, mais próximos do mundo real. A Skoola é um desses casos. Entre a música, a arte e o desenvolvimento pessoal, constrói-se como uma plataforma que vai além da aprendizagem técnica e procura, acima de tudo, criar possibilidades.

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24 de mar. de 2026, 08:35

É ao entrarmos pela Escola Preparatória Manuel da Maia, em Campo de Ourique, Lisboa, que descobrimos o mundo da Skoola. Vemos instrumentos musicais, aparelhos tecnológicos, microfones e um espaço amplo, pronto para receber crianças e adolescentes que queiram fazer música. Mariana Duarte Silva é a fundadora desta academia que, há cinco anos, tem ajudado a transformar vidas e contribuído para alargar horizontes de miúdos quando, muitas vezes, a vista pouco alcança.


Mariana Duarte Silva é apaixonada por música e está ligada à indústria, com vários projetos, há vários anos


Mariana não identifica um momento específico que tenha dado origem ao projeto. “Foi um processo gradual”, explica. A experiência acumulada ao longo dos anos, primeiro no management de artistas, e depois na criação do Village Undergroud Lisboa, aliada à vivência da maternidade, foi consolidando uma ambição. “Fui-me apercebendo de uma vontade quase instintiva de ‘resolver o mundo’ com as ferramentas que fui adquirindo”. Entre essas ferramentas, destaca uma em particular: “juntar pessoas, criar em conjunto, construir pontes e encontrar soluções através da criatividade, da arte e, sobretudo, da música”.

Foi precisamente no contexto do Village Underground que a ideia começou a ganhar forma. “Comecei a imaginar que ali podia nascer uma escola de música. E devo ter acreditado nisso com tanta força que acabou mesmo por acontecer”. A partir daí, os acordes foram-se fazendo ouvir.

Mais do que preparar para o futuro, a Skoola propõe uma exposição a possibilidades. “Existe uma vontade clara de mostrar caminhos possíveis no mundo real”, afirma. A lógica não contempla um currículo rígido, em vez disso, passa por uma experiência alargada: “é importante que os participantes percebam que não existe apenas o palco: há todo um universo de bastidores — produção, iluminação, som, vídeo, dança — áreas onde também podem encontrar o seu lugar”. No fundo, trata-se de “partilhar experiências humanas diversas” e reforçar uma ideia essencial: cada jovem pode encontrar o próprio caminho.


Ao longo do ano, a Skoola faz várias performances abertas ao público


Num momento em que muitos projetos educativos enfrentam o desafio de crescer sem perder identidade, a Skoola encontra o seu equilíbrio nos facilitadores, nos membros da direção artística e nos elementos de produção. “A consistência vem sobretudo da equipa”, sublinha Mariana. A diversidade de percursos artísticos convive com princípios comuns: valorização da curiosidade, criação em grupo e centralidade da arte. E há um aspeto que se sobrepõe a todos os outros: “o critério principal é sempre o lado humano e a forma como se relacionam com os outros. Só depois vêm as competências técnicas e artísticas”.

O crescimento da Skoola tem sido acompanhado por um ecossistema de parcerias que viabiliza, e amplifica, o seu impacto. “As marcas têm sido absolutamente cruciais”, reconhece Mariana. A Fundação EDP, por exemplo, acompanha o projeto desde 2022 e esteve na base da expansão para Castelo Branco, onde nasceu o espetáculo “Marcas Invisíveis”, envolvendo dezenas de jovens e membros da comunidade. Já a Fundação BNP Paribas garantiu um apoio plurianual, essencial para a estabilidade financeira. A isto somam-se parcerias com empresas como a Jerónimo Martins, Grupo Amélia, Stone Capital, Banco Invest, Fundação Millennium bcp ou MOP, além de apoios pontuais de outras entidades e de pessoas individuais que financiam bolsas de estudo.


Na Skoola, a linguagem comum é a música, independentemente do estilo e dos gostos musicais


Apesar da dimensão e reconhecimento crescentes, é no contacto direto com os jovens que o projeto encontra o maior desafio, e também o maior propósito: “O lado humano, da vulnerabilidade”, resume Mariana. É que entre os participantes que frequentam a Skoola, podem existir crianças sinalizadas pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, ou provenientes de contextos desafiantes, a criar letras e melodias ao lado de outras crianças sem problemáticas sociais identificadas.

Antes do início de mais uma tarde de produção musical na Skoola, quisemos saber o que a fundadora diria à Mariana que, há cinco anos, soltava as primeiras notas musicais desta academia. Se pudesse voltar atrás, a mensagem seria simples: “Vai em frente, mulher!”. Com uma nota de contexto: “Portugal está atrasado no que toca a filantropia, mecenato e responsabilidade cultural”. Ainda assim, a convicção mantém-se intacta, porque há urgência do outro lado, e o refrão poderia ser: “Há miúdos à tua espera para sair de casa e fazer música”. Miúdos que já preparam o concerto de verão, marcado para dia 23 maio, às 17h, na Reitoria da Universidade NOVA de Lisboa. Os bilhetes, sob a forma de donativo, podem ser adquiridos aqui.

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