
#Protagonistas
Seis perguntas a Marisa Liz
A cantora acaba de lançar o segundo disco a solo, onde celebra a inquietação e a confusão. Quisemos saber mais sobre a colaboração com Camané, a inspiração brasileira e quem gostava que ouvisse este álbum. Eis as seis respostas de Marisa Liz.
Relatos de um Coração Confuso... Que coração é este que ouvimos no novo disco?
MARISA LIZ — Um coração cheio de emoções intensas, com batimentos inquietos, curiosos, tímidos, inseguros, corajosos, inundado de amor, sonhos, girassóis e tempestades. Um coração fora do tempo, dentro do tom, fora do tom, dentro do tempo. Coração confuso. Coração humano. Um coração em crescimento.

Relatos de um Coração Confuso é o segundo disco a solo de Marisa Liz
O álbum nasce depois de uma viagem ao Rio de Janeiro. O que é que esse encontro com o Brasil trouxe às canções?
M.L. — O meu encontro com o Brasil já vem de longe, bem como a importância da cultura brasileira no meu crescimento. Desde as músicas que ouvia nas novelas e, mais tarde, através de conselhos e discos partilhados. Foi crescendo uma paixão, um amor muito grande pela música brasileira, como por outras culturas. No caso do Brasil, tive uma ligação mais longa, profunda, que persiste e me altera musicalmente. Este disco parte de uma confusão na qual só tinha o título e o próprio título deixava-me confusa. (Risos) Foi o Paulinho Moska que me ajudou a iniciar o caminho. Ajudou-me a ver a confusão como algo que não tem de ser negativo, mostrou-me que eu tinha aí o meu disco, nessa confusão, nesse não saber, nessa indecisão. Isso tornou-se o caminho e não o problema. Com toda a pesquisa emocional que fiz para este disco, tentei que a interpretação destas canções, baseadas nas minhas emoções, no meu coração confuso, nas histórias que já vivi, amores e desamores, muitos deles comigo mesma… Tentei que essas canções tivessem uma sonoridade e uma identidade que fosse o mais parecida possível àquilo que sou enquanto pessoa, e não estivessem ligadas a um país, a uma língua, a um nome. Estes compositores envolveram-se de uma forma desprendida de ego, desprendida de uma sensação de difícil ou complicado. E entraram de uma forma bonita, com uma beleza rara, entraram no meu cérebro, no meu coração, em tudo o que estava confuso. Juntos fomos construindo este caminho. Portanto, o Brasil teve, e tem, um impacto gigante neste disco e na minha vida.
Como surgiu a escolha de Camané e o que a voz dele acrescentou a Gente Aberta?
M.L. — Há muito tempo que tinha vontade de cantar com o Camané, que tinha curiosidade em partilhar música com ele, mas estava à espera da canção, como sempre acontece. Pelo menos comigo, a maior parte das vezes, aconteceu a canção aparecer primeiro. Tenho uma admiração profunda pela autenticidade e pela forma como o Camané se expressa, com aquilo que é naquilo que ele canta. Como interpreta as histórias de uma forma sincera e emocional, na minha opinião. E, quando gravei esta música, a voz do Camané surgiu na minha cabeça. Pensei que seria a oportunidade, que seria esta a canção que nós íamos cantar juntos, se ele aceitasse. E ele aceitou, para grande sorte minha.

Gente Aberta surge de uma vontade de incluir sempre uma versão nos seus trabalhos discográficos, sendo esta canção um dos maiores hinos do cantor e compositor brasileiro Erasmo Carlos. O que é que uma canção de outro artista precisa de ter para passar a fazer sentido na voz da Marisa?
M.L. — Uma história, uma melodia, um conjunto de sensações que me faça sentido e me transmita curiosidade de cantar, de entrar, de interpretar, de viver. Para mim, a música sempre foi, e acho que sempre será, uma revolução emocional que preciso de sentir. Uma revolução — e evolução, espero eu — que me ajude a desbravar emoções e caminhos que, ao longo da vida, vou tendo uma perspectiva diferente. E desde sempre, desde a minha infância, que as canções têm um poder. A arte em geral, mas a música em particular, tem um poder de transformação muito grande em mim. Faz-me querer ter mais autoconsciência. Sempre que ouço uma canção que me desperta emocionalmente, surge uma vontade de a conhecer de uma forma diferente e de a trazer para mim, para nós. Uma coisa é ouvir uma canção, outra coisa é cantar uma canção. Em resumo, e respondendo à pergunta, uma canção precisa de ter intensidade e eu preciso de sentir admiração.
O que é que este disco mostra de si que talvez ainda não tivesse ficado tão evidente no primeiro trabalho a solo?
M.L. — Creio que vai ser evidente. Este disco mostra aquilo que eu aprendi desde o primeiro. Nota-se uma confiança, uma necessidade de me expressar de forma livre, completamente livre, sem pré-conceitos. Tinha o conceito que era um não saber, e esse não saber foi muito livre. Houve uma aprendizagem durante todo este processo, mais uma vez, uma revolução emocional que eu espero que aconteça novamente, e fique mais evidente, com tudo o que preciso de interiorizar, exteriorizar, sentir.
A que personalidade portuguesa, ou do mundo, daria este disco a ouvir?
M.L. — Ao meu pai, se ele cá estivesse.

#Protagonistas
Seis perguntas a Marisa Liz
A cantora acaba de lançar o segundo disco a solo, onde celebra a inquietação e a confusão. Quisemos saber mais sobre a colaboração com Camané, a inspiração brasileira e quem gostava que ouvisse este álbum. Eis as seis respostas de Marisa Liz.
Relatos de um Coração Confuso... Que coração é este que ouvimos no novo disco?
MARISA LIZ — Um coração cheio de emoções intensas, com batimentos inquietos, curiosos, tímidos, inseguros, corajosos, inundado de amor, sonhos, girassóis e tempestades. Um coração fora do tempo, dentro do tom, fora do tom, dentro do tempo. Coração confuso. Coração humano. Um coração em crescimento.

Relatos de um Coração Confuso é o segundo disco a solo de Marisa Liz
O álbum nasce depois de uma viagem ao Rio de Janeiro. O que é que esse encontro com o Brasil trouxe às canções?
M.L. — O meu encontro com o Brasil já vem de longe, bem como a importância da cultura brasileira no meu crescimento. Desde as músicas que ouvia nas novelas e, mais tarde, através de conselhos e discos partilhados. Foi crescendo uma paixão, um amor muito grande pela música brasileira, como por outras culturas. No caso do Brasil, tive uma ligação mais longa, profunda, que persiste e me altera musicalmente. Este disco parte de uma confusão na qual só tinha o título e o próprio título deixava-me confusa. (Risos) Foi o Paulinho Moska que me ajudou a iniciar o caminho. Ajudou-me a ver a confusão como algo que não tem de ser negativo, mostrou-me que eu tinha aí o meu disco, nessa confusão, nesse não saber, nessa indecisão. Isso tornou-se o caminho e não o problema. Com toda a pesquisa emocional que fiz para este disco, tentei que a interpretação destas canções, baseadas nas minhas emoções, no meu coração confuso, nas histórias que já vivi, amores e desamores, muitos deles comigo mesma… Tentei que essas canções tivessem uma sonoridade e uma identidade que fosse o mais parecida possível àquilo que sou enquanto pessoa, e não estivessem ligadas a um país, a uma língua, a um nome. Estes compositores envolveram-se de uma forma desprendida de ego, desprendida de uma sensação de difícil ou complicado. E entraram de uma forma bonita, com uma beleza rara, entraram no meu cérebro, no meu coração, em tudo o que estava confuso. Juntos fomos construindo este caminho. Portanto, o Brasil teve, e tem, um impacto gigante neste disco e na minha vida.
Como surgiu a escolha de Camané e o que a voz dele acrescentou a Gente Aberta?
M.L. — Há muito tempo que tinha vontade de cantar com o Camané, que tinha curiosidade em partilhar música com ele, mas estava à espera da canção, como sempre acontece. Pelo menos comigo, a maior parte das vezes, aconteceu a canção aparecer primeiro. Tenho uma admiração profunda pela autenticidade e pela forma como o Camané se expressa, com aquilo que é naquilo que ele canta. Como interpreta as histórias de uma forma sincera e emocional, na minha opinião. E, quando gravei esta música, a voz do Camané surgiu na minha cabeça. Pensei que seria a oportunidade, que seria esta a canção que nós íamos cantar juntos, se ele aceitasse. E ele aceitou, para grande sorte minha.

Gente Aberta surge de uma vontade de incluir sempre uma versão nos seus trabalhos discográficos, sendo esta canção um dos maiores hinos do cantor e compositor brasileiro Erasmo Carlos. O que é que uma canção de outro artista precisa de ter para passar a fazer sentido na voz da Marisa?
M.L. — Uma história, uma melodia, um conjunto de sensações que me faça sentido e me transmita curiosidade de cantar, de entrar, de interpretar, de viver. Para mim, a música sempre foi, e acho que sempre será, uma revolução emocional que preciso de sentir. Uma revolução — e evolução, espero eu — que me ajude a desbravar emoções e caminhos que, ao longo da vida, vou tendo uma perspectiva diferente. E desde sempre, desde a minha infância, que as canções têm um poder. A arte em geral, mas a música em particular, tem um poder de transformação muito grande em mim. Faz-me querer ter mais autoconsciência. Sempre que ouço uma canção que me desperta emocionalmente, surge uma vontade de a conhecer de uma forma diferente e de a trazer para mim, para nós. Uma coisa é ouvir uma canção, outra coisa é cantar uma canção. Em resumo, e respondendo à pergunta, uma canção precisa de ter intensidade e eu preciso de sentir admiração.
O que é que este disco mostra de si que talvez ainda não tivesse ficado tão evidente no primeiro trabalho a solo?
M.L. — Creio que vai ser evidente. Este disco mostra aquilo que eu aprendi desde o primeiro. Nota-se uma confiança, uma necessidade de me expressar de forma livre, completamente livre, sem pré-conceitos. Tinha o conceito que era um não saber, e esse não saber foi muito livre. Houve uma aprendizagem durante todo este processo, mais uma vez, uma revolução emocional que eu espero que aconteça novamente, e fique mais evidente, com tudo o que preciso de interiorizar, exteriorizar, sentir.
A que personalidade portuguesa, ou do mundo, daria este disco a ouvir?
M.L. — Ao meu pai, se ele cá estivesse.

#Protagonistas
Seis perguntas a Marisa Liz
A cantora acaba de lançar o segundo disco a solo, onde celebra a inquietação e a confusão. Quisemos saber mais sobre a colaboração com Camané, a inspiração brasileira e quem gostava que ouvisse este álbum. Eis as seis respostas de Marisa Liz.
Relatos de um Coração Confuso... Que coração é este que ouvimos no novo disco?
MARISA LIZ — Um coração cheio de emoções intensas, com batimentos inquietos, curiosos, tímidos, inseguros, corajosos, inundado de amor, sonhos, girassóis e tempestades. Um coração fora do tempo, dentro do tom, fora do tom, dentro do tempo. Coração confuso. Coração humano. Um coração em crescimento.

Relatos de um Coração Confuso é o segundo disco a solo de Marisa Liz
O álbum nasce depois de uma viagem ao Rio de Janeiro. O que é que esse encontro com o Brasil trouxe às canções?
M.L. — O meu encontro com o Brasil já vem de longe, bem como a importância da cultura brasileira no meu crescimento. Desde as músicas que ouvia nas novelas e, mais tarde, através de conselhos e discos partilhados. Foi crescendo uma paixão, um amor muito grande pela música brasileira, como por outras culturas. No caso do Brasil, tive uma ligação mais longa, profunda, que persiste e me altera musicalmente. Este disco parte de uma confusão na qual só tinha o título e o próprio título deixava-me confusa. (Risos) Foi o Paulinho Moska que me ajudou a iniciar o caminho. Ajudou-me a ver a confusão como algo que não tem de ser negativo, mostrou-me que eu tinha aí o meu disco, nessa confusão, nesse não saber, nessa indecisão. Isso tornou-se o caminho e não o problema. Com toda a pesquisa emocional que fiz para este disco, tentei que a interpretação destas canções, baseadas nas minhas emoções, no meu coração confuso, nas histórias que já vivi, amores e desamores, muitos deles comigo mesma… Tentei que essas canções tivessem uma sonoridade e uma identidade que fosse o mais parecida possível àquilo que sou enquanto pessoa, e não estivessem ligadas a um país, a uma língua, a um nome. Estes compositores envolveram-se de uma forma desprendida de ego, desprendida de uma sensação de difícil ou complicado. E entraram de uma forma bonita, com uma beleza rara, entraram no meu cérebro, no meu coração, em tudo o que estava confuso. Juntos fomos construindo este caminho. Portanto, o Brasil teve, e tem, um impacto gigante neste disco e na minha vida.
Como surgiu a escolha de Camané e o que a voz dele acrescentou a Gente Aberta?
M.L. — Há muito tempo que tinha vontade de cantar com o Camané, que tinha curiosidade em partilhar música com ele, mas estava à espera da canção, como sempre acontece. Pelo menos comigo, a maior parte das vezes, aconteceu a canção aparecer primeiro. Tenho uma admiração profunda pela autenticidade e pela forma como o Camané se expressa, com aquilo que é naquilo que ele canta. Como interpreta as histórias de uma forma sincera e emocional, na minha opinião. E, quando gravei esta música, a voz do Camané surgiu na minha cabeça. Pensei que seria a oportunidade, que seria esta a canção que nós íamos cantar juntos, se ele aceitasse. E ele aceitou, para grande sorte minha.

Gente Aberta surge de uma vontade de incluir sempre uma versão nos seus trabalhos discográficos, sendo esta canção um dos maiores hinos do cantor e compositor brasileiro Erasmo Carlos. O que é que uma canção de outro artista precisa de ter para passar a fazer sentido na voz da Marisa?
M.L. — Uma história, uma melodia, um conjunto de sensações que me faça sentido e me transmita curiosidade de cantar, de entrar, de interpretar, de viver. Para mim, a música sempre foi, e acho que sempre será, uma revolução emocional que preciso de sentir. Uma revolução — e evolução, espero eu — que me ajude a desbravar emoções e caminhos que, ao longo da vida, vou tendo uma perspectiva diferente. E desde sempre, desde a minha infância, que as canções têm um poder. A arte em geral, mas a música em particular, tem um poder de transformação muito grande em mim. Faz-me querer ter mais autoconsciência. Sempre que ouço uma canção que me desperta emocionalmente, surge uma vontade de a conhecer de uma forma diferente e de a trazer para mim, para nós. Uma coisa é ouvir uma canção, outra coisa é cantar uma canção. Em resumo, e respondendo à pergunta, uma canção precisa de ter intensidade e eu preciso de sentir admiração.
O que é que este disco mostra de si que talvez ainda não tivesse ficado tão evidente no primeiro trabalho a solo?
M.L. — Creio que vai ser evidente. Este disco mostra aquilo que eu aprendi desde o primeiro. Nota-se uma confiança, uma necessidade de me expressar de forma livre, completamente livre, sem pré-conceitos. Tinha o conceito que era um não saber, e esse não saber foi muito livre. Houve uma aprendizagem durante todo este processo, mais uma vez, uma revolução emocional que eu espero que aconteça novamente, e fique mais evidente, com tudo o que preciso de interiorizar, exteriorizar, sentir.
A que personalidade portuguesa, ou do mundo, daria este disco a ouvir?
M.L. — Ao meu pai, se ele cá estivesse.

#Protagonistas
Seis perguntas a Marisa Liz
A cantora acaba de lançar o segundo disco a solo, onde celebra a inquietação e a confusão. Quisemos saber mais sobre a colaboração com Camané, a inspiração brasileira e quem gostava que ouvisse este álbum. Eis as seis respostas de Marisa Liz.
Relatos de um Coração Confuso... Que coração é este que ouvimos no novo disco?
MARISA LIZ — Um coração cheio de emoções intensas, com batimentos inquietos, curiosos, tímidos, inseguros, corajosos, inundado de amor, sonhos, girassóis e tempestades. Um coração fora do tempo, dentro do tom, fora do tom, dentro do tempo. Coração confuso. Coração humano. Um coração em crescimento.

Relatos de um Coração Confuso é o segundo disco a solo de Marisa Liz
O álbum nasce depois de uma viagem ao Rio de Janeiro. O que é que esse encontro com o Brasil trouxe às canções?
M.L. — O meu encontro com o Brasil já vem de longe, bem como a importância da cultura brasileira no meu crescimento. Desde as músicas que ouvia nas novelas e, mais tarde, através de conselhos e discos partilhados. Foi crescendo uma paixão, um amor muito grande pela música brasileira, como por outras culturas. No caso do Brasil, tive uma ligação mais longa, profunda, que persiste e me altera musicalmente. Este disco parte de uma confusão na qual só tinha o título e o próprio título deixava-me confusa. (Risos) Foi o Paulinho Moska que me ajudou a iniciar o caminho. Ajudou-me a ver a confusão como algo que não tem de ser negativo, mostrou-me que eu tinha aí o meu disco, nessa confusão, nesse não saber, nessa indecisão. Isso tornou-se o caminho e não o problema. Com toda a pesquisa emocional que fiz para este disco, tentei que a interpretação destas canções, baseadas nas minhas emoções, no meu coração confuso, nas histórias que já vivi, amores e desamores, muitos deles comigo mesma… Tentei que essas canções tivessem uma sonoridade e uma identidade que fosse o mais parecida possível àquilo que sou enquanto pessoa, e não estivessem ligadas a um país, a uma língua, a um nome. Estes compositores envolveram-se de uma forma desprendida de ego, desprendida de uma sensação de difícil ou complicado. E entraram de uma forma bonita, com uma beleza rara, entraram no meu cérebro, no meu coração, em tudo o que estava confuso. Juntos fomos construindo este caminho. Portanto, o Brasil teve, e tem, um impacto gigante neste disco e na minha vida.
Como surgiu a escolha de Camané e o que a voz dele acrescentou a Gente Aberta?
M.L. — Há muito tempo que tinha vontade de cantar com o Camané, que tinha curiosidade em partilhar música com ele, mas estava à espera da canção, como sempre acontece. Pelo menos comigo, a maior parte das vezes, aconteceu a canção aparecer primeiro. Tenho uma admiração profunda pela autenticidade e pela forma como o Camané se expressa, com aquilo que é naquilo que ele canta. Como interpreta as histórias de uma forma sincera e emocional, na minha opinião. E, quando gravei esta música, a voz do Camané surgiu na minha cabeça. Pensei que seria a oportunidade, que seria esta a canção que nós íamos cantar juntos, se ele aceitasse. E ele aceitou, para grande sorte minha.

Gente Aberta surge de uma vontade de incluir sempre uma versão nos seus trabalhos discográficos, sendo esta canção um dos maiores hinos do cantor e compositor brasileiro Erasmo Carlos. O que é que uma canção de outro artista precisa de ter para passar a fazer sentido na voz da Marisa?
M.L. — Uma história, uma melodia, um conjunto de sensações que me faça sentido e me transmita curiosidade de cantar, de entrar, de interpretar, de viver. Para mim, a música sempre foi, e acho que sempre será, uma revolução emocional que preciso de sentir. Uma revolução — e evolução, espero eu — que me ajude a desbravar emoções e caminhos que, ao longo da vida, vou tendo uma perspectiva diferente. E desde sempre, desde a minha infância, que as canções têm um poder. A arte em geral, mas a música em particular, tem um poder de transformação muito grande em mim. Faz-me querer ter mais autoconsciência. Sempre que ouço uma canção que me desperta emocionalmente, surge uma vontade de a conhecer de uma forma diferente e de a trazer para mim, para nós. Uma coisa é ouvir uma canção, outra coisa é cantar uma canção. Em resumo, e respondendo à pergunta, uma canção precisa de ter intensidade e eu preciso de sentir admiração.
O que é que este disco mostra de si que talvez ainda não tivesse ficado tão evidente no primeiro trabalho a solo?
M.L. — Creio que vai ser evidente. Este disco mostra aquilo que eu aprendi desde o primeiro. Nota-se uma confiança, uma necessidade de me expressar de forma livre, completamente livre, sem pré-conceitos. Tinha o conceito que era um não saber, e esse não saber foi muito livre. Houve uma aprendizagem durante todo este processo, mais uma vez, uma revolução emocional que eu espero que aconteça novamente, e fique mais evidente, com tudo o que preciso de interiorizar, exteriorizar, sentir.
A que personalidade portuguesa, ou do mundo, daria este disco a ouvir?
M.L. — Ao meu pai, se ele cá estivesse.

