
#Protagonistas
Seis perguntas a Inês Abrantes
Inês Abrantes está de volta às emissões da SIC nos festivais de verão, entre diretos, reportagens, entrevistas e o ritmo imprevisível de quem trabalha onde tudo pode acontecer. Foi esse o ponto de partida para as seis perguntas do MOTIVO, que incluíram ainda a rotina de quem vive com diabetes tipo 1 sem dramatismo. Eis as seis respostas.
Este fim de semana, estás de volta às emissões da SIC nos festivais de verão. Como encaras cada novo desafio?
INÊS ABRANTES — Encaro como um desafio individual. Cada festival é sempre diferente. Basta ser em direto para poder acontecer qualquer coisa inesperada que muda logo o alinhamento. Quando é gravado, temos outra margem para nos prepararmos e para sermos mais perfeitos. Os diretos são mais crus, mas também é daí que vêm os melhores momentos. Por isso, sinto que cada desafio é quase como começar do zero: preparar tudo direitinho, estudar bem o cartaz, os artistas, as marcas que vão estar presentes e a própria organização do festival.

Este fim de semana, Inês Abrantes integra a emissão da SIC em direto do MEO Marés
Reportagens com marcas, diretos com público, entrevistas a artistas: o que preferes?
I.A. — Prefiro diretos com o público, sem dúvida. Também gosto de entrevistar artistas, especialmente quando é um artista de quem gosto muito, mas os diretos com o público têm outra energia. As pessoas, quando vão para os festivais, estão livres de qualquer obrigação de trabalho. Estão ali para se divertir, para aproveitar o tempo livre, para estar com amigos ou com a família. Por isso, também estão mais predispostas a participar, a serem simpáticas, divertidas e engraçadas nos diretos e nas reportagens.
Além das horas em frente às câmaras, existem muitas outras de preparação e viagens. Em algum momento, entre tudo isso, és só a Inês a aproveitar um concerto de um artista de quem gosta muito?
I.A. — Sem dúvida. Em todos os festivais tento aproveitar, até porque normalmente há sempre, pelo menos, um artista que quero mesmo ver. Gostava de ter mais tempo livre para ir a mais concertos, até fora de Portugal, porque há artistas de quem gosto muito que não vêm cá, ou vêm poucas vezes. Quando esses artistas estão num festival onde estou a trabalhar, gosto mesmo de ir lá para a frente, dançar, cantar e aproveitar tudo aquilo a que tenho direito. Depois, claro, tenho de voltar ao trabalho, mas vamos tendo pausas e, no final, também temos uma margem maior para aproveitar o evento. É uma das razões pelas quais gosto tanto de trabalhar em festivais. Encontramos amigos, às vezes pessoas que não vemos há imenso tempo, e a própria equipa dá-nos espaço para vivermos um pouco o festival. Acho isso muito fixe.
Partilhaste no Instagram a tua rotina no Rock in Rio Lisboa, tendo diabetes tipo 1. Sentes que faz parte do teu trabalho sensibilizar para esta doença?
I.A. — Inspiro-me em outras pessoas que têm diabetes tipo 1 e que fazem coisas que, se calhar, a maioria das pessoas não faz. Um dos irmãos dos Jonas Brothers, por exemplo, tem diabetes tipo 1, dá concertos de altíssimo nível, faz digressões e tem uma vida completamente ativa. Também há jogadores de futebol, como o Nacho, que jogou nas maiores Ligas e tem diabetes. Gosto de me inspirar em pessoas que têm algum tipo de condição que as poderia limitar, mas que mostram que é possível sermos atletas, cantores, apresentadores. Não creio que essas pessoas vejam isso necessariamente como uma missão, nem que sintam que é imprescindível mostrar que é possível. Estão só a fazer a vida delas, tendo diabetes tipo 1. No fundo, eu faço a mesma coisa. Foi engraçado perceber, depois de partilhar esse vídeo, que muitas pessoas desconheciam completamente como é a rotina de alguém que vive com esta doença. Não sabiam a quantidade de contas de cabeça que é preciso fazer. Essa partilha acaba por criar alguma sensibilização. E, quanto mais pessoas souberem o que é a diabetes tipo 1, como tratar ou como agir em caso de emergência, melhor para todos enquanto sociedade e, obviamente, para nós, pessoas com diabetes tipo 1.

Inês Abrantes partilha o seu dia a dia no Instagram, onde conta 126 mil seguidores
O teu percurso em televisão já te fez passar por diferentes formatos. Qual gostavas que fosse o próximo desafio?
I.A. — Gostei muito de trabalhar no CC (SIC Radical), porque é um programa que nos dá imensa liberdade para sermos nós próprios. Dá-nos liberdade para escolher alinhamentos, conteúdos e até a forma como nos apresentamos. Nunca houve qualquer tipo de restrição. É um programa muito livre, também do ponto de vista dos temas, e nunca senti que nos colocasse dentro de uma caixinha. Decidi sair do CC porque já estava lá há algum tempo e queria novos desafios, mas gostava que o próximo também assentasse nesses valores. Acredito que ainda existam formatos que permitem isso. Não consigo dizer se seria num programa específico, num canal ou até numa rádio. Acho que, tal como aconteceu até agora na minha vida, tudo o que aparecer e fizer sentido para mim, eu vou agarrar com todas as forças. Desde que goste e me identifique, vou dar o meu melhor.
Sabendo o que sabes hoje, o que dirias à Inês de há 15 anos?
I.A. — Dir-lhe-ia que ela acha que não, mas vai chegar aos 30. Eu, com 15 anos, achava que ia morrer aos 30. É estúpido, mas é verdade. Portanto, já cá estamos. Depois, dizia-lhe que, embora ela queira muito, muito, muito seguir Desporto, o pai dela vai querer que tenha uma profissão melhor e ela vai acabar por ir para Gestão. Como não gosta, vai parar ao Desporto na mesma, porque o Desporto vai continuar sempre presente na vida dela. E depois vai aparecer um desafio totalmente inesperado, que ela nunca imaginou que pudesse acontecer: ser apresentadora de televisão.

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Seis perguntas a Inês Abrantes
Inês Abrantes está de volta às emissões da SIC nos festivais de verão, entre diretos, reportagens, entrevistas e o ritmo imprevisível de quem trabalha onde tudo pode acontecer. Foi esse o ponto de partida para as seis perguntas do MOTIVO, que incluíram ainda a rotina de quem vive com diabetes tipo 1 sem dramatismo. Eis as seis respostas.
Este fim de semana, estás de volta às emissões da SIC nos festivais de verão. Como encaras cada novo desafio?
INÊS ABRANTES — Encaro como um desafio individual. Cada festival é sempre diferente. Basta ser em direto para poder acontecer qualquer coisa inesperada que muda logo o alinhamento. Quando é gravado, temos outra margem para nos prepararmos e para sermos mais perfeitos. Os diretos são mais crus, mas também é daí que vêm os melhores momentos. Por isso, sinto que cada desafio é quase como começar do zero: preparar tudo direitinho, estudar bem o cartaz, os artistas, as marcas que vão estar presentes e a própria organização do festival.

Este fim de semana, Inês Abrantes integra a emissão da SIC em direto do MEO Marés
Reportagens com marcas, diretos com público, entrevistas a artistas: o que preferes?
I.A. — Prefiro diretos com o público, sem dúvida. Também gosto de entrevistar artistas, especialmente quando é um artista de quem gosto muito, mas os diretos com o público têm outra energia. As pessoas, quando vão para os festivais, estão livres de qualquer obrigação de trabalho. Estão ali para se divertir, para aproveitar o tempo livre, para estar com amigos ou com a família. Por isso, também estão mais predispostas a participar, a serem simpáticas, divertidas e engraçadas nos diretos e nas reportagens.
Além das horas em frente às câmaras, existem muitas outras de preparação e viagens. Em algum momento, entre tudo isso, és só a Inês a aproveitar um concerto de um artista de quem gosta muito?
I.A. — Sem dúvida. Em todos os festivais tento aproveitar, até porque normalmente há sempre, pelo menos, um artista que quero mesmo ver. Gostava de ter mais tempo livre para ir a mais concertos, até fora de Portugal, porque há artistas de quem gosto muito que não vêm cá, ou vêm poucas vezes. Quando esses artistas estão num festival onde estou a trabalhar, gosto mesmo de ir lá para a frente, dançar, cantar e aproveitar tudo aquilo a que tenho direito. Depois, claro, tenho de voltar ao trabalho, mas vamos tendo pausas e, no final, também temos uma margem maior para aproveitar o evento. É uma das razões pelas quais gosto tanto de trabalhar em festivais. Encontramos amigos, às vezes pessoas que não vemos há imenso tempo, e a própria equipa dá-nos espaço para vivermos um pouco o festival. Acho isso muito fixe.
Partilhaste no Instagram a tua rotina no Rock in Rio Lisboa, tendo diabetes tipo 1. Sentes que faz parte do teu trabalho sensibilizar para esta doença?
I.A. — Inspiro-me em outras pessoas que têm diabetes tipo 1 e que fazem coisas que, se calhar, a maioria das pessoas não faz. Um dos irmãos dos Jonas Brothers, por exemplo, tem diabetes tipo 1, dá concertos de altíssimo nível, faz digressões e tem uma vida completamente ativa. Também há jogadores de futebol, como o Nacho, que jogou nas maiores Ligas e tem diabetes. Gosto de me inspirar em pessoas que têm algum tipo de condição que as poderia limitar, mas que mostram que é possível sermos atletas, cantores, apresentadores. Não creio que essas pessoas vejam isso necessariamente como uma missão, nem que sintam que é imprescindível mostrar que é possível. Estão só a fazer a vida delas, tendo diabetes tipo 1. No fundo, eu faço a mesma coisa. Foi engraçado perceber, depois de partilhar esse vídeo, que muitas pessoas desconheciam completamente como é a rotina de alguém que vive com esta doença. Não sabiam a quantidade de contas de cabeça que é preciso fazer. Essa partilha acaba por criar alguma sensibilização. E, quanto mais pessoas souberem o que é a diabetes tipo 1, como tratar ou como agir em caso de emergência, melhor para todos enquanto sociedade e, obviamente, para nós, pessoas com diabetes tipo 1.

Inês Abrantes partilha o seu dia a dia no Instagram, onde conta 126 mil seguidores
O teu percurso em televisão já te fez passar por diferentes formatos. Qual gostavas que fosse o próximo desafio?
I.A. — Gostei muito de trabalhar no CC (SIC Radical), porque é um programa que nos dá imensa liberdade para sermos nós próprios. Dá-nos liberdade para escolher alinhamentos, conteúdos e até a forma como nos apresentamos. Nunca houve qualquer tipo de restrição. É um programa muito livre, também do ponto de vista dos temas, e nunca senti que nos colocasse dentro de uma caixinha. Decidi sair do CC porque já estava lá há algum tempo e queria novos desafios, mas gostava que o próximo também assentasse nesses valores. Acredito que ainda existam formatos que permitem isso. Não consigo dizer se seria num programa específico, num canal ou até numa rádio. Acho que, tal como aconteceu até agora na minha vida, tudo o que aparecer e fizer sentido para mim, eu vou agarrar com todas as forças. Desde que goste e me identifique, vou dar o meu melhor.
Sabendo o que sabes hoje, o que dirias à Inês de há 15 anos?
I.A. — Dir-lhe-ia que ela acha que não, mas vai chegar aos 30. Eu, com 15 anos, achava que ia morrer aos 30. É estúpido, mas é verdade. Portanto, já cá estamos. Depois, dizia-lhe que, embora ela queira muito, muito, muito seguir Desporto, o pai dela vai querer que tenha uma profissão melhor e ela vai acabar por ir para Gestão. Como não gosta, vai parar ao Desporto na mesma, porque o Desporto vai continuar sempre presente na vida dela. E depois vai aparecer um desafio totalmente inesperado, que ela nunca imaginou que pudesse acontecer: ser apresentadora de televisão.

#Protagonistas
Seis perguntas a Inês Abrantes
Inês Abrantes está de volta às emissões da SIC nos festivais de verão, entre diretos, reportagens, entrevistas e o ritmo imprevisível de quem trabalha onde tudo pode acontecer. Foi esse o ponto de partida para as seis perguntas do MOTIVO, que incluíram ainda a rotina de quem vive com diabetes tipo 1 sem dramatismo. Eis as seis respostas.
Este fim de semana, estás de volta às emissões da SIC nos festivais de verão. Como encaras cada novo desafio?
INÊS ABRANTES — Encaro como um desafio individual. Cada festival é sempre diferente. Basta ser em direto para poder acontecer qualquer coisa inesperada que muda logo o alinhamento. Quando é gravado, temos outra margem para nos prepararmos e para sermos mais perfeitos. Os diretos são mais crus, mas também é daí que vêm os melhores momentos. Por isso, sinto que cada desafio é quase como começar do zero: preparar tudo direitinho, estudar bem o cartaz, os artistas, as marcas que vão estar presentes e a própria organização do festival.

Este fim de semana, Inês Abrantes integra a emissão da SIC em direto do MEO Marés
Reportagens com marcas, diretos com público, entrevistas a artistas: o que preferes?
I.A. — Prefiro diretos com o público, sem dúvida. Também gosto de entrevistar artistas, especialmente quando é um artista de quem gosto muito, mas os diretos com o público têm outra energia. As pessoas, quando vão para os festivais, estão livres de qualquer obrigação de trabalho. Estão ali para se divertir, para aproveitar o tempo livre, para estar com amigos ou com a família. Por isso, também estão mais predispostas a participar, a serem simpáticas, divertidas e engraçadas nos diretos e nas reportagens.
Além das horas em frente às câmaras, existem muitas outras de preparação e viagens. Em algum momento, entre tudo isso, és só a Inês a aproveitar um concerto de um artista de quem gosta muito?
I.A. — Sem dúvida. Em todos os festivais tento aproveitar, até porque normalmente há sempre, pelo menos, um artista que quero mesmo ver. Gostava de ter mais tempo livre para ir a mais concertos, até fora de Portugal, porque há artistas de quem gosto muito que não vêm cá, ou vêm poucas vezes. Quando esses artistas estão num festival onde estou a trabalhar, gosto mesmo de ir lá para a frente, dançar, cantar e aproveitar tudo aquilo a que tenho direito. Depois, claro, tenho de voltar ao trabalho, mas vamos tendo pausas e, no final, também temos uma margem maior para aproveitar o evento. É uma das razões pelas quais gosto tanto de trabalhar em festivais. Encontramos amigos, às vezes pessoas que não vemos há imenso tempo, e a própria equipa dá-nos espaço para vivermos um pouco o festival. Acho isso muito fixe.
Partilhaste no Instagram a tua rotina no Rock in Rio Lisboa, tendo diabetes tipo 1. Sentes que faz parte do teu trabalho sensibilizar para esta doença?
I.A. — Inspiro-me em outras pessoas que têm diabetes tipo 1 e que fazem coisas que, se calhar, a maioria das pessoas não faz. Um dos irmãos dos Jonas Brothers, por exemplo, tem diabetes tipo 1, dá concertos de altíssimo nível, faz digressões e tem uma vida completamente ativa. Também há jogadores de futebol, como o Nacho, que jogou nas maiores Ligas e tem diabetes. Gosto de me inspirar em pessoas que têm algum tipo de condição que as poderia limitar, mas que mostram que é possível sermos atletas, cantores, apresentadores. Não creio que essas pessoas vejam isso necessariamente como uma missão, nem que sintam que é imprescindível mostrar que é possível. Estão só a fazer a vida delas, tendo diabetes tipo 1. No fundo, eu faço a mesma coisa. Foi engraçado perceber, depois de partilhar esse vídeo, que muitas pessoas desconheciam completamente como é a rotina de alguém que vive com esta doença. Não sabiam a quantidade de contas de cabeça que é preciso fazer. Essa partilha acaba por criar alguma sensibilização. E, quanto mais pessoas souberem o que é a diabetes tipo 1, como tratar ou como agir em caso de emergência, melhor para todos enquanto sociedade e, obviamente, para nós, pessoas com diabetes tipo 1.

Inês Abrantes partilha o seu dia a dia no Instagram, onde conta 126 mil seguidores
O teu percurso em televisão já te fez passar por diferentes formatos. Qual gostavas que fosse o próximo desafio?
I.A. — Gostei muito de trabalhar no CC (SIC Radical), porque é um programa que nos dá imensa liberdade para sermos nós próprios. Dá-nos liberdade para escolher alinhamentos, conteúdos e até a forma como nos apresentamos. Nunca houve qualquer tipo de restrição. É um programa muito livre, também do ponto de vista dos temas, e nunca senti que nos colocasse dentro de uma caixinha. Decidi sair do CC porque já estava lá há algum tempo e queria novos desafios, mas gostava que o próximo também assentasse nesses valores. Acredito que ainda existam formatos que permitem isso. Não consigo dizer se seria num programa específico, num canal ou até numa rádio. Acho que, tal como aconteceu até agora na minha vida, tudo o que aparecer e fizer sentido para mim, eu vou agarrar com todas as forças. Desde que goste e me identifique, vou dar o meu melhor.
Sabendo o que sabes hoje, o que dirias à Inês de há 15 anos?
I.A. — Dir-lhe-ia que ela acha que não, mas vai chegar aos 30. Eu, com 15 anos, achava que ia morrer aos 30. É estúpido, mas é verdade. Portanto, já cá estamos. Depois, dizia-lhe que, embora ela queira muito, muito, muito seguir Desporto, o pai dela vai querer que tenha uma profissão melhor e ela vai acabar por ir para Gestão. Como não gosta, vai parar ao Desporto na mesma, porque o Desporto vai continuar sempre presente na vida dela. E depois vai aparecer um desafio totalmente inesperado, que ela nunca imaginou que pudesse acontecer: ser apresentadora de televisão.

#Protagonistas
Seis perguntas a Inês Abrantes
Inês Abrantes está de volta às emissões da SIC nos festivais de verão, entre diretos, reportagens, entrevistas e o ritmo imprevisível de quem trabalha onde tudo pode acontecer. Foi esse o ponto de partida para as seis perguntas do MOTIVO, que incluíram ainda a rotina de quem vive com diabetes tipo 1 sem dramatismo. Eis as seis respostas.
Este fim de semana, estás de volta às emissões da SIC nos festivais de verão. Como encaras cada novo desafio?
INÊS ABRANTES — Encaro como um desafio individual. Cada festival é sempre diferente. Basta ser em direto para poder acontecer qualquer coisa inesperada que muda logo o alinhamento. Quando é gravado, temos outra margem para nos prepararmos e para sermos mais perfeitos. Os diretos são mais crus, mas também é daí que vêm os melhores momentos. Por isso, sinto que cada desafio é quase como começar do zero: preparar tudo direitinho, estudar bem o cartaz, os artistas, as marcas que vão estar presentes e a própria organização do festival.

Este fim de semana, Inês Abrantes integra a emissão da SIC em direto do MEO Marés
Reportagens com marcas, diretos com público, entrevistas a artistas: o que preferes?
I.A. — Prefiro diretos com o público, sem dúvida. Também gosto de entrevistar artistas, especialmente quando é um artista de quem gosto muito, mas os diretos com o público têm outra energia. As pessoas, quando vão para os festivais, estão livres de qualquer obrigação de trabalho. Estão ali para se divertir, para aproveitar o tempo livre, para estar com amigos ou com a família. Por isso, também estão mais predispostas a participar, a serem simpáticas, divertidas e engraçadas nos diretos e nas reportagens.
Além das horas em frente às câmaras, existem muitas outras de preparação e viagens. Em algum momento, entre tudo isso, és só a Inês a aproveitar um concerto de um artista de quem gosta muito?
I.A. — Sem dúvida. Em todos os festivais tento aproveitar, até porque normalmente há sempre, pelo menos, um artista que quero mesmo ver. Gostava de ter mais tempo livre para ir a mais concertos, até fora de Portugal, porque há artistas de quem gosto muito que não vêm cá, ou vêm poucas vezes. Quando esses artistas estão num festival onde estou a trabalhar, gosto mesmo de ir lá para a frente, dançar, cantar e aproveitar tudo aquilo a que tenho direito. Depois, claro, tenho de voltar ao trabalho, mas vamos tendo pausas e, no final, também temos uma margem maior para aproveitar o evento. É uma das razões pelas quais gosto tanto de trabalhar em festivais. Encontramos amigos, às vezes pessoas que não vemos há imenso tempo, e a própria equipa dá-nos espaço para vivermos um pouco o festival. Acho isso muito fixe.
Partilhaste no Instagram a tua rotina no Rock in Rio Lisboa, tendo diabetes tipo 1. Sentes que faz parte do teu trabalho sensibilizar para esta doença?
I.A. — Inspiro-me em outras pessoas que têm diabetes tipo 1 e que fazem coisas que, se calhar, a maioria das pessoas não faz. Um dos irmãos dos Jonas Brothers, por exemplo, tem diabetes tipo 1, dá concertos de altíssimo nível, faz digressões e tem uma vida completamente ativa. Também há jogadores de futebol, como o Nacho, que jogou nas maiores Ligas e tem diabetes. Gosto de me inspirar em pessoas que têm algum tipo de condição que as poderia limitar, mas que mostram que é possível sermos atletas, cantores, apresentadores. Não creio que essas pessoas vejam isso necessariamente como uma missão, nem que sintam que é imprescindível mostrar que é possível. Estão só a fazer a vida delas, tendo diabetes tipo 1. No fundo, eu faço a mesma coisa. Foi engraçado perceber, depois de partilhar esse vídeo, que muitas pessoas desconheciam completamente como é a rotina de alguém que vive com esta doença. Não sabiam a quantidade de contas de cabeça que é preciso fazer. Essa partilha acaba por criar alguma sensibilização. E, quanto mais pessoas souberem o que é a diabetes tipo 1, como tratar ou como agir em caso de emergência, melhor para todos enquanto sociedade e, obviamente, para nós, pessoas com diabetes tipo 1.

Inês Abrantes partilha o seu dia a dia no Instagram, onde conta 126 mil seguidores
O teu percurso em televisão já te fez passar por diferentes formatos. Qual gostavas que fosse o próximo desafio?
I.A. — Gostei muito de trabalhar no CC (SIC Radical), porque é um programa que nos dá imensa liberdade para sermos nós próprios. Dá-nos liberdade para escolher alinhamentos, conteúdos e até a forma como nos apresentamos. Nunca houve qualquer tipo de restrição. É um programa muito livre, também do ponto de vista dos temas, e nunca senti que nos colocasse dentro de uma caixinha. Decidi sair do CC porque já estava lá há algum tempo e queria novos desafios, mas gostava que o próximo também assentasse nesses valores. Acredito que ainda existam formatos que permitem isso. Não consigo dizer se seria num programa específico, num canal ou até numa rádio. Acho que, tal como aconteceu até agora na minha vida, tudo o que aparecer e fizer sentido para mim, eu vou agarrar com todas as forças. Desde que goste e me identifique, vou dar o meu melhor.
Sabendo o que sabes hoje, o que dirias à Inês de há 15 anos?
I.A. — Dir-lhe-ia que ela acha que não, mas vai chegar aos 30. Eu, com 15 anos, achava que ia morrer aos 30. É estúpido, mas é verdade. Portanto, já cá estamos. Depois, dizia-lhe que, embora ela queira muito, muito, muito seguir Desporto, o pai dela vai querer que tenha uma profissão melhor e ela vai acabar por ir para Gestão. Como não gosta, vai parar ao Desporto na mesma, porque o Desporto vai continuar sempre presente na vida dela. E depois vai aparecer um desafio totalmente inesperado, que ela nunca imaginou que pudesse acontecer: ser apresentadora de televisão.




