#Protagonistas

Seis perguntas a Elisa

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20 de jun. de 2026, 09:09

O teu novo álbum chama-se Incoerente. Em que momento percebeste que essa palavra traduzia o espírito do disco?

ELISA — É uma palavra que uso para me descrever, não no mau sentido, mas do ponto de vista humano, em que todos os dias sou uma pessoa diferente, em pequenas ou grandes coisas. Acredito que não sou a única a sentir-me assim. Por isso, quando comecei a ouvir as canções que iam fazer parte do álbum, achei que era a palavra certa para descrever a mistura que se tinha criado.



Dizes que este não é um álbum de fórmulas repetidas ou caminhos previstos. Que liberdade é que encontraste ao aceitar essa ideia de incoerência?

E. — Sempre fui muito sincera em relação à minha música, e sempre aceitei bem a minha vontade de querer experimentar novos estilos e cantar várias “coisas”. Este álbum é um culminar de tudo isso.

O disco chega depois de quatro anos de criação, experimentação e silêncio. O que é que esse tempo te permitiu perceber sobre a música que querias fazer?

E. — Praticamente nada, continuo a não querer seguir uma linha, a não saber em qual estilo devo focar-me… E não há problema nenhum nisso, acho importante aceitar que ainda não sei bem onde me devo colocar, tenho muito tempo para ficar parada num só lugar.

As canções parecem aproximar-se e afastar-se umas das outras, entre momentos mais contidos, diretos e leves. Como foi encontrar uma unidade num disco que assume essa diversidade?

E. — Se havia um objetivo com este álbum, era esse mesmo, era criar um universo onde as canções possam existir sem ter uma ligação óbvia. Eu acabo por ser o único elo de ligação.

Estou Bem é o single que acompanha o lançamento do álbum. Porque é que esta canção fazia sentido como porta de entrada para esta nova fase?

E. — Foi uma canção feita após um longo período de bloqueio criativo, e deu-me força para querer criar mais e não desistir. Por isso, para mim, faz todo o sentido ser a canção que dá força ao lançamento do álbum, tal como me deu durante este tempo todo.

Depois da vitória no Festival da Canção e do álbum de estreia, sentiste necessidade de te afastar da expectativa dos outros para descobrir melhor a tua própria voz?

E. — Nem por isso. Creio que o Festival foi uma boa rampa de lançamento, mesmo com todos os impasses do caminho, mas já passou e muitas pessoas já se esqueceram disso. Não vivo com as amarras do que foi ou poderia ter sido, foquei-me em fazer novas músicas e aceitar que foi uma boa experiência. Guardarei memórias felizes dessa fase, mas não me define como pessoa ou artista, e é necessário fazer um caminho paralelo a esse acontecimento.

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20 de jun. de 2026, 09:09

O teu novo álbum chama-se Incoerente. Em que momento percebeste que essa palavra traduzia o espírito do disco?

ELISA — É uma palavra que uso para me descrever, não no mau sentido, mas do ponto de vista humano, em que todos os dias sou uma pessoa diferente, em pequenas ou grandes coisas. Acredito que não sou a única a sentir-me assim. Por isso, quando comecei a ouvir as canções que iam fazer parte do álbum, achei que era a palavra certa para descrever a mistura que se tinha criado.



Dizes que este não é um álbum de fórmulas repetidas ou caminhos previstos. Que liberdade é que encontraste ao aceitar essa ideia de incoerência?

E. — Sempre fui muito sincera em relação à minha música, e sempre aceitei bem a minha vontade de querer experimentar novos estilos e cantar várias “coisas”. Este álbum é um culminar de tudo isso.

O disco chega depois de quatro anos de criação, experimentação e silêncio. O que é que esse tempo te permitiu perceber sobre a música que querias fazer?

E. — Praticamente nada, continuo a não querer seguir uma linha, a não saber em qual estilo devo focar-me… E não há problema nenhum nisso, acho importante aceitar que ainda não sei bem onde me devo colocar, tenho muito tempo para ficar parada num só lugar.

As canções parecem aproximar-se e afastar-se umas das outras, entre momentos mais contidos, diretos e leves. Como foi encontrar uma unidade num disco que assume essa diversidade?

E. — Se havia um objetivo com este álbum, era esse mesmo, era criar um universo onde as canções possam existir sem ter uma ligação óbvia. Eu acabo por ser o único elo de ligação.

Estou Bem é o single que acompanha o lançamento do álbum. Porque é que esta canção fazia sentido como porta de entrada para esta nova fase?

E. — Foi uma canção feita após um longo período de bloqueio criativo, e deu-me força para querer criar mais e não desistir. Por isso, para mim, faz todo o sentido ser a canção que dá força ao lançamento do álbum, tal como me deu durante este tempo todo.

Depois da vitória no Festival da Canção e do álbum de estreia, sentiste necessidade de te afastar da expectativa dos outros para descobrir melhor a tua própria voz?

E. — Nem por isso. Creio que o Festival foi uma boa rampa de lançamento, mesmo com todos os impasses do caminho, mas já passou e muitas pessoas já se esqueceram disso. Não vivo com as amarras do que foi ou poderia ter sido, foquei-me em fazer novas músicas e aceitar que foi uma boa experiência. Guardarei memórias felizes dessa fase, mas não me define como pessoa ou artista, e é necessário fazer um caminho paralelo a esse acontecimento.

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20 de jun. de 2026, 09:09

O teu novo álbum chama-se Incoerente. Em que momento percebeste que essa palavra traduzia o espírito do disco?

ELISA — É uma palavra que uso para me descrever, não no mau sentido, mas do ponto de vista humano, em que todos os dias sou uma pessoa diferente, em pequenas ou grandes coisas. Acredito que não sou a única a sentir-me assim. Por isso, quando comecei a ouvir as canções que iam fazer parte do álbum, achei que era a palavra certa para descrever a mistura que se tinha criado.



Dizes que este não é um álbum de fórmulas repetidas ou caminhos previstos. Que liberdade é que encontraste ao aceitar essa ideia de incoerência?

E. — Sempre fui muito sincera em relação à minha música, e sempre aceitei bem a minha vontade de querer experimentar novos estilos e cantar várias “coisas”. Este álbum é um culminar de tudo isso.

O disco chega depois de quatro anos de criação, experimentação e silêncio. O que é que esse tempo te permitiu perceber sobre a música que querias fazer?

E. — Praticamente nada, continuo a não querer seguir uma linha, a não saber em qual estilo devo focar-me… E não há problema nenhum nisso, acho importante aceitar que ainda não sei bem onde me devo colocar, tenho muito tempo para ficar parada num só lugar.

As canções parecem aproximar-se e afastar-se umas das outras, entre momentos mais contidos, diretos e leves. Como foi encontrar uma unidade num disco que assume essa diversidade?

E. — Se havia um objetivo com este álbum, era esse mesmo, era criar um universo onde as canções possam existir sem ter uma ligação óbvia. Eu acabo por ser o único elo de ligação.

Estou Bem é o single que acompanha o lançamento do álbum. Porque é que esta canção fazia sentido como porta de entrada para esta nova fase?

E. — Foi uma canção feita após um longo período de bloqueio criativo, e deu-me força para querer criar mais e não desistir. Por isso, para mim, faz todo o sentido ser a canção que dá força ao lançamento do álbum, tal como me deu durante este tempo todo.

Depois da vitória no Festival da Canção e do álbum de estreia, sentiste necessidade de te afastar da expectativa dos outros para descobrir melhor a tua própria voz?

E. — Nem por isso. Creio que o Festival foi uma boa rampa de lançamento, mesmo com todos os impasses do caminho, mas já passou e muitas pessoas já se esqueceram disso. Não vivo com as amarras do que foi ou poderia ter sido, foquei-me em fazer novas músicas e aceitar que foi uma boa experiência. Guardarei memórias felizes dessa fase, mas não me define como pessoa ou artista, e é necessário fazer um caminho paralelo a esse acontecimento.

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20 de jun. de 2026, 09:09

O teu novo álbum chama-se Incoerente. Em que momento percebeste que essa palavra traduzia o espírito do disco?

ELISA — É uma palavra que uso para me descrever, não no mau sentido, mas do ponto de vista humano, em que todos os dias sou uma pessoa diferente, em pequenas ou grandes coisas. Acredito que não sou a única a sentir-me assim. Por isso, quando comecei a ouvir as canções que iam fazer parte do álbum, achei que era a palavra certa para descrever a mistura que se tinha criado.



Dizes que este não é um álbum de fórmulas repetidas ou caminhos previstos. Que liberdade é que encontraste ao aceitar essa ideia de incoerência?

E. — Sempre fui muito sincera em relação à minha música, e sempre aceitei bem a minha vontade de querer experimentar novos estilos e cantar várias “coisas”. Este álbum é um culminar de tudo isso.

O disco chega depois de quatro anos de criação, experimentação e silêncio. O que é que esse tempo te permitiu perceber sobre a música que querias fazer?

E. — Praticamente nada, continuo a não querer seguir uma linha, a não saber em qual estilo devo focar-me… E não há problema nenhum nisso, acho importante aceitar que ainda não sei bem onde me devo colocar, tenho muito tempo para ficar parada num só lugar.

As canções parecem aproximar-se e afastar-se umas das outras, entre momentos mais contidos, diretos e leves. Como foi encontrar uma unidade num disco que assume essa diversidade?

E. — Se havia um objetivo com este álbum, era esse mesmo, era criar um universo onde as canções possam existir sem ter uma ligação óbvia. Eu acabo por ser o único elo de ligação.

Estou Bem é o single que acompanha o lançamento do álbum. Porque é que esta canção fazia sentido como porta de entrada para esta nova fase?

E. — Foi uma canção feita após um longo período de bloqueio criativo, e deu-me força para querer criar mais e não desistir. Por isso, para mim, faz todo o sentido ser a canção que dá força ao lançamento do álbum, tal como me deu durante este tempo todo.

Depois da vitória no Festival da Canção e do álbum de estreia, sentiste necessidade de te afastar da expectativa dos outros para descobrir melhor a tua própria voz?

E. — Nem por isso. Creio que o Festival foi uma boa rampa de lançamento, mesmo com todos os impasses do caminho, mas já passou e muitas pessoas já se esqueceram disso. Não vivo com as amarras do que foi ou poderia ter sido, foquei-me em fazer novas músicas e aceitar que foi uma boa experiência. Guardarei memórias felizes dessa fase, mas não me define como pessoa ou artista, e é necessário fazer um caminho paralelo a esse acontecimento.

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