#Protagonistas

Seis perguntas a Sofia Castro Fernandes

É a autora da conta de instagram @asnove, com quase 600 mil seguidores. O que começou como um blogue, depressa se transformou numa comunidade que encontra conforto e coragem nas suas partilhas diárias. O mais recente livro Às Vezes, Mudar é Ficar foi o mote para o MOTIVO fazer seis perguntas a Sofia Castro Fernandes. Eis as suas respostas.

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27 de jun. de 2026, 09:15

Dizes que este livro marca um “salto” na tua escrita. Este salto aconteceu antes ou durante o processo de construção do livro?

SOFIA CASTRO FERNANDES — Aconteceu antes, mas só o reconheci durante. Há um momento em que percebemos que já não somos a pessoa que éramos quando começámos a escrever, e esse momento apanhou-me a meio de uma frase. O salto não foi técnico. Acho que foi de coragem. Deixei entrar coisas que antes guardava demasiado bem.



O livro inclui as perguntas que cada fase te trouxe. Acreditas que, mais do que as respostas, as perguntas podem aproximar-nos, no sentido de estarmos todos a viver anseios semelhantes?

S.C.F. — Tenho a certeza disso. As respostas separam-nos porque cada uma é nossa, intransmissível. Mas as perguntas criam um chão comum. Quando escrevi “e se ficar também for uma forma de avançar?”, não estava a responder a nada. Estava a perceber que muitas pessoas tinham vivido essa dúvida em silêncio, com vergonha, como se não saber fosse uma falha. As perguntas são o lugar onde nos encontramos.

Reivindicas o poder de escolher ficar. Existiu um momento exato em que chegaste a esta conclusão ou ela foi surgindo?

S.C.F. — Foi surgindo, mas há um momento que guardo como o ponto de viragem. Estava prestes a mudar tudo, outra vez, por impulso, por medo de parecer parada. E parei. Olhei à volta e percebi que aquilo que queria construir estava mesmo ali, à minha frente, e que eu é que fugia. Ficar foi o ato mais difícil e mais honesto que já fiz. E, a partir daí, precisei de escrever sobre isso.



Sentes que as pessoas estão suficientemente despertas para a necessidade de fazerem as pazes com a própria pele?

S.C.F. — Estão mais despertas do que estavam, mas despertar não chega. Entre reconhecer que temos uma ferida e sentarmo-nos com ela sem querer tapá-la depressa, há um caminho longo. O que sinto, quando falo com pessoas depois das palestras, formações ou através das mensagens que recebo, é que muitas já sabem o que precisam de fazer. O que ainda não sabem é que merecem fazê-lo. E isso é o que me faz continuar a escrever sobre o corpo, sobre a pele, sobre estar dentro de nós mesmas sem pedir desculpa.



Escrever livros, escrever bilhetes diários no Instagram ou dar palestras: em que momento és a Sofia mais realizada e feliz?

S.C.F. — Nos livros. Sem hesitar. O Instagram é uma conversa que adoro, as palestras têm uma energia que me alimenta, mas o livro é o único lugar onde estou completamente sozinha com o que penso, sem tempo real, sem uma reação imediata, sem a tentação de suavizar. É o único lugar onde não me interrompo.

Que nota escreverias hoje, no dia exato em que estás a responder a esta entrevista?

S.C.F. — Escreveria isto: estás a fazer mais do que parece. Continua.


(C) Daniela Sousa
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Seis perguntas a Sofia Castro Fernandes

É a autora da conta de instagram @asnove, com quase 600 mil seguidores. O que começou como um blogue, depressa se transformou numa comunidade que encontra conforto e coragem nas suas partilhas diárias. O mais recente livro Às Vezes, Mudar é Ficar foi o mote para o MOTIVO fazer seis perguntas a Sofia Castro Fernandes. Eis as suas respostas.

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27 de jun. de 2026, 09:15

Dizes que este livro marca um “salto” na tua escrita. Este salto aconteceu antes ou durante o processo de construção do livro?

SOFIA CASTRO FERNANDES — Aconteceu antes, mas só o reconheci durante. Há um momento em que percebemos que já não somos a pessoa que éramos quando começámos a escrever, e esse momento apanhou-me a meio de uma frase. O salto não foi técnico. Acho que foi de coragem. Deixei entrar coisas que antes guardava demasiado bem.



O livro inclui as perguntas que cada fase te trouxe. Acreditas que, mais do que as respostas, as perguntas podem aproximar-nos, no sentido de estarmos todos a viver anseios semelhantes?

S.C.F. — Tenho a certeza disso. As respostas separam-nos porque cada uma é nossa, intransmissível. Mas as perguntas criam um chão comum. Quando escrevi “e se ficar também for uma forma de avançar?”, não estava a responder a nada. Estava a perceber que muitas pessoas tinham vivido essa dúvida em silêncio, com vergonha, como se não saber fosse uma falha. As perguntas são o lugar onde nos encontramos.

Reivindicas o poder de escolher ficar. Existiu um momento exato em que chegaste a esta conclusão ou ela foi surgindo?

S.C.F. — Foi surgindo, mas há um momento que guardo como o ponto de viragem. Estava prestes a mudar tudo, outra vez, por impulso, por medo de parecer parada. E parei. Olhei à volta e percebi que aquilo que queria construir estava mesmo ali, à minha frente, e que eu é que fugia. Ficar foi o ato mais difícil e mais honesto que já fiz. E, a partir daí, precisei de escrever sobre isso.



Sentes que as pessoas estão suficientemente despertas para a necessidade de fazerem as pazes com a própria pele?

S.C.F. — Estão mais despertas do que estavam, mas despertar não chega. Entre reconhecer que temos uma ferida e sentarmo-nos com ela sem querer tapá-la depressa, há um caminho longo. O que sinto, quando falo com pessoas depois das palestras, formações ou através das mensagens que recebo, é que muitas já sabem o que precisam de fazer. O que ainda não sabem é que merecem fazê-lo. E isso é o que me faz continuar a escrever sobre o corpo, sobre a pele, sobre estar dentro de nós mesmas sem pedir desculpa.



Escrever livros, escrever bilhetes diários no Instagram ou dar palestras: em que momento és a Sofia mais realizada e feliz?

S.C.F. — Nos livros. Sem hesitar. O Instagram é uma conversa que adoro, as palestras têm uma energia que me alimenta, mas o livro é o único lugar onde estou completamente sozinha com o que penso, sem tempo real, sem uma reação imediata, sem a tentação de suavizar. É o único lugar onde não me interrompo.

Que nota escreverias hoje, no dia exato em que estás a responder a esta entrevista?

S.C.F. — Escreveria isto: estás a fazer mais do que parece. Continua.


(C) Daniela Sousa

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Seis perguntas a Sofia Castro Fernandes

É a autora da conta de instagram @asnove, com quase 600 mil seguidores. O que começou como um blogue, depressa se transformou numa comunidade que encontra conforto e coragem nas suas partilhas diárias. O mais recente livro Às Vezes, Mudar é Ficar foi o mote para o MOTIVO fazer seis perguntas a Sofia Castro Fernandes. Eis as suas respostas.

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27 de jun. de 2026, 09:15

Dizes que este livro marca um “salto” na tua escrita. Este salto aconteceu antes ou durante o processo de construção do livro?

SOFIA CASTRO FERNANDES — Aconteceu antes, mas só o reconheci durante. Há um momento em que percebemos que já não somos a pessoa que éramos quando começámos a escrever, e esse momento apanhou-me a meio de uma frase. O salto não foi técnico. Acho que foi de coragem. Deixei entrar coisas que antes guardava demasiado bem.



O livro inclui as perguntas que cada fase te trouxe. Acreditas que, mais do que as respostas, as perguntas podem aproximar-nos, no sentido de estarmos todos a viver anseios semelhantes?

S.C.F. — Tenho a certeza disso. As respostas separam-nos porque cada uma é nossa, intransmissível. Mas as perguntas criam um chão comum. Quando escrevi “e se ficar também for uma forma de avançar?”, não estava a responder a nada. Estava a perceber que muitas pessoas tinham vivido essa dúvida em silêncio, com vergonha, como se não saber fosse uma falha. As perguntas são o lugar onde nos encontramos.

Reivindicas o poder de escolher ficar. Existiu um momento exato em que chegaste a esta conclusão ou ela foi surgindo?

S.C.F. — Foi surgindo, mas há um momento que guardo como o ponto de viragem. Estava prestes a mudar tudo, outra vez, por impulso, por medo de parecer parada. E parei. Olhei à volta e percebi que aquilo que queria construir estava mesmo ali, à minha frente, e que eu é que fugia. Ficar foi o ato mais difícil e mais honesto que já fiz. E, a partir daí, precisei de escrever sobre isso.



Sentes que as pessoas estão suficientemente despertas para a necessidade de fazerem as pazes com a própria pele?

S.C.F. — Estão mais despertas do que estavam, mas despertar não chega. Entre reconhecer que temos uma ferida e sentarmo-nos com ela sem querer tapá-la depressa, há um caminho longo. O que sinto, quando falo com pessoas depois das palestras, formações ou através das mensagens que recebo, é que muitas já sabem o que precisam de fazer. O que ainda não sabem é que merecem fazê-lo. E isso é o que me faz continuar a escrever sobre o corpo, sobre a pele, sobre estar dentro de nós mesmas sem pedir desculpa.



Escrever livros, escrever bilhetes diários no Instagram ou dar palestras: em que momento és a Sofia mais realizada e feliz?

S.C.F. — Nos livros. Sem hesitar. O Instagram é uma conversa que adoro, as palestras têm uma energia que me alimenta, mas o livro é o único lugar onde estou completamente sozinha com o que penso, sem tempo real, sem uma reação imediata, sem a tentação de suavizar. É o único lugar onde não me interrompo.

Que nota escreverias hoje, no dia exato em que estás a responder a esta entrevista?

S.C.F. — Escreveria isto: estás a fazer mais do que parece. Continua.


(C) Daniela Sousa
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Seis perguntas a Sofia Castro Fernandes

É a autora da conta de instagram @asnove, com quase 600 mil seguidores. O que começou como um blogue, depressa se transformou numa comunidade que encontra conforto e coragem nas suas partilhas diárias. O mais recente livro Às Vezes, Mudar é Ficar foi o mote para o MOTIVO fazer seis perguntas a Sofia Castro Fernandes. Eis as suas respostas.

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27 de jun. de 2026, 09:15

Dizes que este livro marca um “salto” na tua escrita. Este salto aconteceu antes ou durante o processo de construção do livro?

SOFIA CASTRO FERNANDES — Aconteceu antes, mas só o reconheci durante. Há um momento em que percebemos que já não somos a pessoa que éramos quando começámos a escrever, e esse momento apanhou-me a meio de uma frase. O salto não foi técnico. Acho que foi de coragem. Deixei entrar coisas que antes guardava demasiado bem.



O livro inclui as perguntas que cada fase te trouxe. Acreditas que, mais do que as respostas, as perguntas podem aproximar-nos, no sentido de estarmos todos a viver anseios semelhantes?

S.C.F. — Tenho a certeza disso. As respostas separam-nos porque cada uma é nossa, intransmissível. Mas as perguntas criam um chão comum. Quando escrevi “e se ficar também for uma forma de avançar?”, não estava a responder a nada. Estava a perceber que muitas pessoas tinham vivido essa dúvida em silêncio, com vergonha, como se não saber fosse uma falha. As perguntas são o lugar onde nos encontramos.

Reivindicas o poder de escolher ficar. Existiu um momento exato em que chegaste a esta conclusão ou ela foi surgindo?

S.C.F. — Foi surgindo, mas há um momento que guardo como o ponto de viragem. Estava prestes a mudar tudo, outra vez, por impulso, por medo de parecer parada. E parei. Olhei à volta e percebi que aquilo que queria construir estava mesmo ali, à minha frente, e que eu é que fugia. Ficar foi o ato mais difícil e mais honesto que já fiz. E, a partir daí, precisei de escrever sobre isso.



Sentes que as pessoas estão suficientemente despertas para a necessidade de fazerem as pazes com a própria pele?

S.C.F. — Estão mais despertas do que estavam, mas despertar não chega. Entre reconhecer que temos uma ferida e sentarmo-nos com ela sem querer tapá-la depressa, há um caminho longo. O que sinto, quando falo com pessoas depois das palestras, formações ou através das mensagens que recebo, é que muitas já sabem o que precisam de fazer. O que ainda não sabem é que merecem fazê-lo. E isso é o que me faz continuar a escrever sobre o corpo, sobre a pele, sobre estar dentro de nós mesmas sem pedir desculpa.



Escrever livros, escrever bilhetes diários no Instagram ou dar palestras: em que momento és a Sofia mais realizada e feliz?

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