#Protagonistas

PetriTag: a etiqueta portuguesa que muda de cor quando deteta bactérias

Uma data de validade diz até quando um alimento deverá manter-se em boas condições. A temperatura revela se a cadeia de frio foi respeitada. A inspeção visual permite reconhecer sinais de deterioração quando estes já são evidentes. No entanto, nenhum destes métodos mostra, em tempo real, o que está a acontecer dentro de uma embalagem específica. É precisamente aí que a PetriTag quer intervir.

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3 de ago. de 2026, 14:40

Desenvolvida pela AlmaScience, a tecnologia consiste numa etiqueta colorimétrica à base de papel que torna visível o crescimento bacteriano em alimentos frescos. Existe uma pequena placa de Petri integrada no papel, e a etiqueta absorve o líquido libertado pelo alimento e, caso existam bactérias em crescimento, muda de cor. O resultado funciona como um semáforo que pode ser interpretado sem equipamentos, energia ou formação especializada.



A inovação está tanto na tecnologia como na simplicidade da leitura. “Se exigisse um leitor específico, perderia utilidade precisamente nos momentos em que a decisão sobre o que fazer ao produto é tomada”, explica a equipa ao MOTIVO — Bruno Veigas, João Resende e Tomás Pires, investigadores, e Mafalda Pereira, gestora de projeto. A mudança de cor foi pensada para poder ser reconhecida pelo operador na linha de produção, pelo distribuidor, pelo retalhista e, mais tarde, pelo consumidor.


Saber quando deitar fora e quando conservar

A falta de informação sobre o estado real dos alimentos obriga frequentemente a tomar decisões por precaução. Produtos ainda seguros podem ser descartados porque a data inscrita na embalagem terminou, enquanto outros podem ser consumidos apesar de já apresentarem degradação microbiológica. A PetriTag procura dar uma indicação adicional para distinguir estes dois cenários.

Quando passamos a ter uma leitura do estado real de cada produto, deixa de ser preciso escolher entre uma coisa e outra: mantém-se o que continua bom e retira-se apenas o que representa risco”, defende a equipa. A aplicação com maior potencial está, para já, nos alimentos frescos e perecíveis que percorrem várias etapas da cadeia de frio, como carne, aves, peixe e marisco.

A proposta responde também a um desafio de embalagem. Produzida à base de papel, a etiqueta foi concebida para ser reciclável e compostável e para não comprometer a reciclagem da embalagem onde é aplicada. O projeto nasceu no âmbito da Agenda Mobilizadora do PRR “Embalagem do Futuro” e segue o princípio de desenvolver materiais com uma duração ajustada à função que precisam de cumprir.


A equipa da PetriTag no dia em que o projeto ganhou o Prémio Nacional de Inovação 2026


Do laboratório para as linhas de produção

A PetriTag já demonstrou o princípio que permite transformar o crescimento bacteriano numa mudança de cor. Isso ainda não significa que esteja pronta para chegar às prateleiras. O projeto encontra-se na passagem entre a validação tecnológica e a implementação comercial, uma fase que exige testes em condições reais, adaptação a diferentes alimentos e compatibilidade com linhas de embalamento industriais.

É precisamente nesta fase que muitas boas tecnologias ficam bloqueadas, entre o laboratório e o mercado”, reconhece a equipa. A AlmaScience procura agora produtores alimentares, empresas de embalagem, retalhistas e outros parceiros para desenvolver pilotos ao longo da cadeia de frio e preparar a produção da etiqueta em escala industrial.

A adoção dependerá de três fatores principais: integração nos processos existentes, viabilidade económica e confiança. Num setor de grandes volumes e margens apertadas, o custo de cada etiqueta terá de ser compensado pela redução do desperdício, pelo prolongamento da vida útil ou pela mitigação do risco. Em matéria de segurança alimentar, será também necessária evidência científica robusta e reproduzível antes de a indústria utilizar o sinal como apoio às decisões.

O Prémio Nacional de Inovação, atribuído recentemente ao projeto, ajuda a reduzir o risco percebido e a dar visibilidade à solução. A verdadeira prova acontecerá fora dos concursos: nas fábricas, nos transportes, nas lojas e nas embalagens que chegam a casa. É aí que a PetriTag terá de demonstrar que uma etiqueta aparentemente simples consegue fornecer informação fiável, integrar-se sem criar novos problemas e mudar a forma como avaliamos a segurança e a frescura dos alimentos.


(C) Foto de Julia Koblitz na Unsplash
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PetriTag: a etiqueta portuguesa que muda de cor quando deteta bactérias

Uma data de validade diz até quando um alimento deverá manter-se em boas condições. A temperatura revela se a cadeia de frio foi respeitada. A inspeção visual permite reconhecer sinais de deterioração quando estes já são evidentes. No entanto, nenhum destes métodos mostra, em tempo real, o que está a acontecer dentro de uma embalagem específica. É precisamente aí que a PetriTag quer intervir.

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3 de ago. de 2026, 14:40

Desenvolvida pela AlmaScience, a tecnologia consiste numa etiqueta colorimétrica à base de papel que torna visível o crescimento bacteriano em alimentos frescos. Existe uma pequena placa de Petri integrada no papel, e a etiqueta absorve o líquido libertado pelo alimento e, caso existam bactérias em crescimento, muda de cor. O resultado funciona como um semáforo que pode ser interpretado sem equipamentos, energia ou formação especializada.



A inovação está tanto na tecnologia como na simplicidade da leitura. “Se exigisse um leitor específico, perderia utilidade precisamente nos momentos em que a decisão sobre o que fazer ao produto é tomada”, explica a equipa ao MOTIVO — Bruno Veigas, João Resende e Tomás Pires, investigadores, e Mafalda Pereira, gestora de projeto. A mudança de cor foi pensada para poder ser reconhecida pelo operador na linha de produção, pelo distribuidor, pelo retalhista e, mais tarde, pelo consumidor.


Saber quando deitar fora e quando conservar

A falta de informação sobre o estado real dos alimentos obriga frequentemente a tomar decisões por precaução. Produtos ainda seguros podem ser descartados porque a data inscrita na embalagem terminou, enquanto outros podem ser consumidos apesar de já apresentarem degradação microbiológica. A PetriTag procura dar uma indicação adicional para distinguir estes dois cenários.

Quando passamos a ter uma leitura do estado real de cada produto, deixa de ser preciso escolher entre uma coisa e outra: mantém-se o que continua bom e retira-se apenas o que representa risco”, defende a equipa. A aplicação com maior potencial está, para já, nos alimentos frescos e perecíveis que percorrem várias etapas da cadeia de frio, como carne, aves, peixe e marisco.

A proposta responde também a um desafio de embalagem. Produzida à base de papel, a etiqueta foi concebida para ser reciclável e compostável e para não comprometer a reciclagem da embalagem onde é aplicada. O projeto nasceu no âmbito da Agenda Mobilizadora do PRR “Embalagem do Futuro” e segue o princípio de desenvolver materiais com uma duração ajustada à função que precisam de cumprir.


A equipa da PetriTag no dia em que o projeto ganhou o Prémio Nacional de Inovação 2026


Do laboratório para as linhas de produção

A PetriTag já demonstrou o princípio que permite transformar o crescimento bacteriano numa mudança de cor. Isso ainda não significa que esteja pronta para chegar às prateleiras. O projeto encontra-se na passagem entre a validação tecnológica e a implementação comercial, uma fase que exige testes em condições reais, adaptação a diferentes alimentos e compatibilidade com linhas de embalamento industriais.

É precisamente nesta fase que muitas boas tecnologias ficam bloqueadas, entre o laboratório e o mercado”, reconhece a equipa. A AlmaScience procura agora produtores alimentares, empresas de embalagem, retalhistas e outros parceiros para desenvolver pilotos ao longo da cadeia de frio e preparar a produção da etiqueta em escala industrial.

A adoção dependerá de três fatores principais: integração nos processos existentes, viabilidade económica e confiança. Num setor de grandes volumes e margens apertadas, o custo de cada etiqueta terá de ser compensado pela redução do desperdício, pelo prolongamento da vida útil ou pela mitigação do risco. Em matéria de segurança alimentar, será também necessária evidência científica robusta e reproduzível antes de a indústria utilizar o sinal como apoio às decisões.

O Prémio Nacional de Inovação, atribuído recentemente ao projeto, ajuda a reduzir o risco percebido e a dar visibilidade à solução. A verdadeira prova acontecerá fora dos concursos: nas fábricas, nos transportes, nas lojas e nas embalagens que chegam a casa. É aí que a PetriTag terá de demonstrar que uma etiqueta aparentemente simples consegue fornecer informação fiável, integrar-se sem criar novos problemas e mudar a forma como avaliamos a segurança e a frescura dos alimentos.


(C) Foto de Julia Koblitz na Unsplash

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PetriTag: a etiqueta portuguesa que muda de cor quando deteta bactérias

Uma data de validade diz até quando um alimento deverá manter-se em boas condições. A temperatura revela se a cadeia de frio foi respeitada. A inspeção visual permite reconhecer sinais de deterioração quando estes já são evidentes. No entanto, nenhum destes métodos mostra, em tempo real, o que está a acontecer dentro de uma embalagem específica. É precisamente aí que a PetriTag quer intervir.

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3 de ago. de 2026, 14:40

Desenvolvida pela AlmaScience, a tecnologia consiste numa etiqueta colorimétrica à base de papel que torna visível o crescimento bacteriano em alimentos frescos. Existe uma pequena placa de Petri integrada no papel, e a etiqueta absorve o líquido libertado pelo alimento e, caso existam bactérias em crescimento, muda de cor. O resultado funciona como um semáforo que pode ser interpretado sem equipamentos, energia ou formação especializada.



A inovação está tanto na tecnologia como na simplicidade da leitura. “Se exigisse um leitor específico, perderia utilidade precisamente nos momentos em que a decisão sobre o que fazer ao produto é tomada”, explica a equipa ao MOTIVO — Bruno Veigas, João Resende e Tomás Pires, investigadores, e Mafalda Pereira, gestora de projeto. A mudança de cor foi pensada para poder ser reconhecida pelo operador na linha de produção, pelo distribuidor, pelo retalhista e, mais tarde, pelo consumidor.


Saber quando deitar fora e quando conservar

A falta de informação sobre o estado real dos alimentos obriga frequentemente a tomar decisões por precaução. Produtos ainda seguros podem ser descartados porque a data inscrita na embalagem terminou, enquanto outros podem ser consumidos apesar de já apresentarem degradação microbiológica. A PetriTag procura dar uma indicação adicional para distinguir estes dois cenários.

Quando passamos a ter uma leitura do estado real de cada produto, deixa de ser preciso escolher entre uma coisa e outra: mantém-se o que continua bom e retira-se apenas o que representa risco”, defende a equipa. A aplicação com maior potencial está, para já, nos alimentos frescos e perecíveis que percorrem várias etapas da cadeia de frio, como carne, aves, peixe e marisco.

A proposta responde também a um desafio de embalagem. Produzida à base de papel, a etiqueta foi concebida para ser reciclável e compostável e para não comprometer a reciclagem da embalagem onde é aplicada. O projeto nasceu no âmbito da Agenda Mobilizadora do PRR “Embalagem do Futuro” e segue o princípio de desenvolver materiais com uma duração ajustada à função que precisam de cumprir.


A equipa da PetriTag no dia em que o projeto ganhou o Prémio Nacional de Inovação 2026


Do laboratório para as linhas de produção

A PetriTag já demonstrou o princípio que permite transformar o crescimento bacteriano numa mudança de cor. Isso ainda não significa que esteja pronta para chegar às prateleiras. O projeto encontra-se na passagem entre a validação tecnológica e a implementação comercial, uma fase que exige testes em condições reais, adaptação a diferentes alimentos e compatibilidade com linhas de embalamento industriais.

É precisamente nesta fase que muitas boas tecnologias ficam bloqueadas, entre o laboratório e o mercado”, reconhece a equipa. A AlmaScience procura agora produtores alimentares, empresas de embalagem, retalhistas e outros parceiros para desenvolver pilotos ao longo da cadeia de frio e preparar a produção da etiqueta em escala industrial.

A adoção dependerá de três fatores principais: integração nos processos existentes, viabilidade económica e confiança. Num setor de grandes volumes e margens apertadas, o custo de cada etiqueta terá de ser compensado pela redução do desperdício, pelo prolongamento da vida útil ou pela mitigação do risco. Em matéria de segurança alimentar, será também necessária evidência científica robusta e reproduzível antes de a indústria utilizar o sinal como apoio às decisões.

O Prémio Nacional de Inovação, atribuído recentemente ao projeto, ajuda a reduzir o risco percebido e a dar visibilidade à solução. A verdadeira prova acontecerá fora dos concursos: nas fábricas, nos transportes, nas lojas e nas embalagens que chegam a casa. É aí que a PetriTag terá de demonstrar que uma etiqueta aparentemente simples consegue fornecer informação fiável, integrar-se sem criar novos problemas e mudar a forma como avaliamos a segurança e a frescura dos alimentos.


(C) Foto de Julia Koblitz na Unsplash
#Protagonistas

PetriTag: a etiqueta portuguesa que muda de cor quando deteta bactérias

Uma data de validade diz até quando um alimento deverá manter-se em boas condições. A temperatura revela se a cadeia de frio foi respeitada. A inspeção visual permite reconhecer sinais de deterioração quando estes já são evidentes. No entanto, nenhum destes métodos mostra, em tempo real, o que está a acontecer dentro de uma embalagem específica. É precisamente aí que a PetriTag quer intervir.

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3 de ago. de 2026, 14:40

Desenvolvida pela AlmaScience, a tecnologia consiste numa etiqueta colorimétrica à base de papel que torna visível o crescimento bacteriano em alimentos frescos. Existe uma pequena placa de Petri integrada no papel, e a etiqueta absorve o líquido libertado pelo alimento e, caso existam bactérias em crescimento, muda de cor. O resultado funciona como um semáforo que pode ser interpretado sem equipamentos, energia ou formação especializada.



A inovação está tanto na tecnologia como na simplicidade da leitura. “Se exigisse um leitor específico, perderia utilidade precisamente nos momentos em que a decisão sobre o que fazer ao produto é tomada”, explica a equipa ao MOTIVO — Bruno Veigas, João Resende e Tomás Pires, investigadores, e Mafalda Pereira, gestora de projeto. A mudança de cor foi pensada para poder ser reconhecida pelo operador na linha de produção, pelo distribuidor, pelo retalhista e, mais tarde, pelo consumidor.


Saber quando deitar fora e quando conservar

A falta de informação sobre o estado real dos alimentos obriga frequentemente a tomar decisões por precaução. Produtos ainda seguros podem ser descartados porque a data inscrita na embalagem terminou, enquanto outros podem ser consumidos apesar de já apresentarem degradação microbiológica. A PetriTag procura dar uma indicação adicional para distinguir estes dois cenários.

Quando passamos a ter uma leitura do estado real de cada produto, deixa de ser preciso escolher entre uma coisa e outra: mantém-se o que continua bom e retira-se apenas o que representa risco”, defende a equipa. A aplicação com maior potencial está, para já, nos alimentos frescos e perecíveis que percorrem várias etapas da cadeia de frio, como carne, aves, peixe e marisco.

A proposta responde também a um desafio de embalagem. Produzida à base de papel, a etiqueta foi concebida para ser reciclável e compostável e para não comprometer a reciclagem da embalagem onde é aplicada. O projeto nasceu no âmbito da Agenda Mobilizadora do PRR “Embalagem do Futuro” e segue o princípio de desenvolver materiais com uma duração ajustada à função que precisam de cumprir.


A equipa da PetriTag no dia em que o projeto ganhou o Prémio Nacional de Inovação 2026


Do laboratório para as linhas de produção

A PetriTag já demonstrou o princípio que permite transformar o crescimento bacteriano numa mudança de cor. Isso ainda não significa que esteja pronta para chegar às prateleiras. O projeto encontra-se na passagem entre a validação tecnológica e a implementação comercial, uma fase que exige testes em condições reais, adaptação a diferentes alimentos e compatibilidade com linhas de embalamento industriais.

É precisamente nesta fase que muitas boas tecnologias ficam bloqueadas, entre o laboratório e o mercado”, reconhece a equipa. A AlmaScience procura agora produtores alimentares, empresas de embalagem, retalhistas e outros parceiros para desenvolver pilotos ao longo da cadeia de frio e preparar a produção da etiqueta em escala industrial.

A adoção dependerá de três fatores principais: integração nos processos existentes, viabilidade económica e confiança. Num setor de grandes volumes e margens apertadas, o custo de cada etiqueta terá de ser compensado pela redução do desperdício, pelo prolongamento da vida útil ou pela mitigação do risco. Em matéria de segurança alimentar, será também necessária evidência científica robusta e reproduzível antes de a indústria utilizar o sinal como apoio às decisões.

O Prémio Nacional de Inovação, atribuído recentemente ao projeto, ajuda a reduzir o risco percebido e a dar visibilidade à solução. A verdadeira prova acontecerá fora dos concursos: nas fábricas, nos transportes, nas lojas e nas embalagens que chegam a casa. É aí que a PetriTag terá de demonstrar que uma etiqueta aparentemente simples consegue fornecer informação fiável, integrar-se sem criar novos problemas e mudar a forma como avaliamos a segurança e a frescura dos alimentos.


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