#Conhecimento

Parlamento Europeu quer regras mais claras para influenciadores

Esta terça-feira, foi aprovada pelos eurodeputados uma proposta que surge no âmbito de uma resolução sobre literacia mediática e aprendizagem digital. O objetivo é preparar os cidadãos para distinguir informação, publicidade, conteúdos manipuladores e materiais gerados por inteligência artificial.

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8 de jul. de 2026, 15:33

A resolução foi aprovada com 447 votos a favor, 128 contra e 78 abstenções, e pede uma melhor coordenação ao nível europeu para proteger cidadãos e democracias no ambiente digital. Para os eurodeputados, a literacia mediática e a aprendizagem digital devem ser consideradas competências básicas, promovidas ao longo do percurso educativo, no local de trabalho e numa lógica de aprendizagem ao longo da vida.

O ponto mais relevante para marcas, agências e comunicação está no papel atribuído aos criadores. O Parlamento Europeu considera que influenciadores e criadores de conteúdos devem estar sujeitos às regras aplicáveis aos conteúdos dos meios de comunicação social, com códigos de conduta e orientações claras, devido ao seu “papel significativo” na forma como os jovens consomem informação.

A preocupação parte de uma mudança evidente: as redes sociais são hoje uma das principais portas de entrada para notícias, opiniões, tendências, recomendações e consumo cultural.

97% dos jovens na União Europeia utilizam diariamente a Internet, e as plataformas sociais estão a tornar-se a principal fonte de informação para pessoas entre os 15 e os 24 anos.

Neste contexto, a fronteira entre conteúdo editorial, publicidade, entretenimento, opinião pessoal e influência comercial tornou-se mais difícil de ler. Um vídeo pode ser uma recomendação espontânea, uma parceria paga, uma campanha de marca, uma opinião sobre atualidade ou uma peça de desinformação. A resolução defende que os cidadãos devem estar mais preparados para identificar técnicas persuasivas, conteúdos emocionalmente manipuladores, conteúdos sintéticos e materiais gerados por IA.

O Parlamento Europeu quer, também, que os utilizadores compreendam melhor a forma como as plataformas são desenhadas para prolongar o tempo de ecrã. A literacia mediática deixa, assim, de estar limitada à capacidade de avaliar notícias ou fontes tradicionais. Passa também por perceber algoritmos, formatos, estímulos, publicidade disfarçada, dinâmicas de dependência e estratégias de captação de atenção.

As democracias não podem deixar os cidadãos sozinhos face à desinformação, à conceção geradora de dependência e aos interesses comerciais das grandes plataformas”, afirmou Marcos Ros Sempere, relator da resolução e eurodeputado espanhol do grupo S&D.

À medida que os criadores ganham peso na comunicação de marcas e na formação de opinião pública, aumenta também a exigência de transparência, responsabilidade e enquadramento.

O problema é perceber que papel têm os criadores num ecossistema onde informar, entreter, vender e influenciar acontecem, muitas vezes, em simultâneo. No fundo, o Parlamento Europeu está a reconhecer aquilo que o mercado já percebeu: os influenciadores são mediadores de atenção, consumo e informação. E, se ocupam esse lugar, a discussão sobre regras, literacia e responsabilidade passa a envolvê-los.


(C) Foto de Guillaume Périgois na Unsplash
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Parlamento Europeu quer regras mais claras para influenciadores

Esta terça-feira, foi aprovada pelos eurodeputados uma proposta que surge no âmbito de uma resolução sobre literacia mediática e aprendizagem digital. O objetivo é preparar os cidadãos para distinguir informação, publicidade, conteúdos manipuladores e materiais gerados por inteligência artificial.

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8 de jul. de 2026, 15:33

A resolução foi aprovada com 447 votos a favor, 128 contra e 78 abstenções, e pede uma melhor coordenação ao nível europeu para proteger cidadãos e democracias no ambiente digital. Para os eurodeputados, a literacia mediática e a aprendizagem digital devem ser consideradas competências básicas, promovidas ao longo do percurso educativo, no local de trabalho e numa lógica de aprendizagem ao longo da vida.

O ponto mais relevante para marcas, agências e comunicação está no papel atribuído aos criadores. O Parlamento Europeu considera que influenciadores e criadores de conteúdos devem estar sujeitos às regras aplicáveis aos conteúdos dos meios de comunicação social, com códigos de conduta e orientações claras, devido ao seu “papel significativo” na forma como os jovens consomem informação.

A preocupação parte de uma mudança evidente: as redes sociais são hoje uma das principais portas de entrada para notícias, opiniões, tendências, recomendações e consumo cultural.

97% dos jovens na União Europeia utilizam diariamente a Internet, e as plataformas sociais estão a tornar-se a principal fonte de informação para pessoas entre os 15 e os 24 anos.

Neste contexto, a fronteira entre conteúdo editorial, publicidade, entretenimento, opinião pessoal e influência comercial tornou-se mais difícil de ler. Um vídeo pode ser uma recomendação espontânea, uma parceria paga, uma campanha de marca, uma opinião sobre atualidade ou uma peça de desinformação. A resolução defende que os cidadãos devem estar mais preparados para identificar técnicas persuasivas, conteúdos emocionalmente manipuladores, conteúdos sintéticos e materiais gerados por IA.

O Parlamento Europeu quer, também, que os utilizadores compreendam melhor a forma como as plataformas são desenhadas para prolongar o tempo de ecrã. A literacia mediática deixa, assim, de estar limitada à capacidade de avaliar notícias ou fontes tradicionais. Passa também por perceber algoritmos, formatos, estímulos, publicidade disfarçada, dinâmicas de dependência e estratégias de captação de atenção.

As democracias não podem deixar os cidadãos sozinhos face à desinformação, à conceção geradora de dependência e aos interesses comerciais das grandes plataformas”, afirmou Marcos Ros Sempere, relator da resolução e eurodeputado espanhol do grupo S&D.

À medida que os criadores ganham peso na comunicação de marcas e na formação de opinião pública, aumenta também a exigência de transparência, responsabilidade e enquadramento.

O problema é perceber que papel têm os criadores num ecossistema onde informar, entreter, vender e influenciar acontecem, muitas vezes, em simultâneo. No fundo, o Parlamento Europeu está a reconhecer aquilo que o mercado já percebeu: os influenciadores são mediadores de atenção, consumo e informação. E, se ocupam esse lugar, a discussão sobre regras, literacia e responsabilidade passa a envolvê-los.


(C) Foto de Guillaume Périgois na Unsplash

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Parlamento Europeu quer regras mais claras para influenciadores

Esta terça-feira, foi aprovada pelos eurodeputados uma proposta que surge no âmbito de uma resolução sobre literacia mediática e aprendizagem digital. O objetivo é preparar os cidadãos para distinguir informação, publicidade, conteúdos manipuladores e materiais gerados por inteligência artificial.

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8 de jul. de 2026, 15:33

A resolução foi aprovada com 447 votos a favor, 128 contra e 78 abstenções, e pede uma melhor coordenação ao nível europeu para proteger cidadãos e democracias no ambiente digital. Para os eurodeputados, a literacia mediática e a aprendizagem digital devem ser consideradas competências básicas, promovidas ao longo do percurso educativo, no local de trabalho e numa lógica de aprendizagem ao longo da vida.

O ponto mais relevante para marcas, agências e comunicação está no papel atribuído aos criadores. O Parlamento Europeu considera que influenciadores e criadores de conteúdos devem estar sujeitos às regras aplicáveis aos conteúdos dos meios de comunicação social, com códigos de conduta e orientações claras, devido ao seu “papel significativo” na forma como os jovens consomem informação.

A preocupação parte de uma mudança evidente: as redes sociais são hoje uma das principais portas de entrada para notícias, opiniões, tendências, recomendações e consumo cultural.

97% dos jovens na União Europeia utilizam diariamente a Internet, e as plataformas sociais estão a tornar-se a principal fonte de informação para pessoas entre os 15 e os 24 anos.

Neste contexto, a fronteira entre conteúdo editorial, publicidade, entretenimento, opinião pessoal e influência comercial tornou-se mais difícil de ler. Um vídeo pode ser uma recomendação espontânea, uma parceria paga, uma campanha de marca, uma opinião sobre atualidade ou uma peça de desinformação. A resolução defende que os cidadãos devem estar mais preparados para identificar técnicas persuasivas, conteúdos emocionalmente manipuladores, conteúdos sintéticos e materiais gerados por IA.

O Parlamento Europeu quer, também, que os utilizadores compreendam melhor a forma como as plataformas são desenhadas para prolongar o tempo de ecrã. A literacia mediática deixa, assim, de estar limitada à capacidade de avaliar notícias ou fontes tradicionais. Passa também por perceber algoritmos, formatos, estímulos, publicidade disfarçada, dinâmicas de dependência e estratégias de captação de atenção.

As democracias não podem deixar os cidadãos sozinhos face à desinformação, à conceção geradora de dependência e aos interesses comerciais das grandes plataformas”, afirmou Marcos Ros Sempere, relator da resolução e eurodeputado espanhol do grupo S&D.

À medida que os criadores ganham peso na comunicação de marcas e na formação de opinião pública, aumenta também a exigência de transparência, responsabilidade e enquadramento.

O problema é perceber que papel têm os criadores num ecossistema onde informar, entreter, vender e influenciar acontecem, muitas vezes, em simultâneo. No fundo, o Parlamento Europeu está a reconhecer aquilo que o mercado já percebeu: os influenciadores são mediadores de atenção, consumo e informação. E, se ocupam esse lugar, a discussão sobre regras, literacia e responsabilidade passa a envolvê-los.


(C) Foto de Guillaume Périgois na Unsplash
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Parlamento Europeu quer regras mais claras para influenciadores

Esta terça-feira, foi aprovada pelos eurodeputados uma proposta que surge no âmbito de uma resolução sobre literacia mediática e aprendizagem digital. O objetivo é preparar os cidadãos para distinguir informação, publicidade, conteúdos manipuladores e materiais gerados por inteligência artificial.

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8 de jul. de 2026, 15:33

A resolução foi aprovada com 447 votos a favor, 128 contra e 78 abstenções, e pede uma melhor coordenação ao nível europeu para proteger cidadãos e democracias no ambiente digital. Para os eurodeputados, a literacia mediática e a aprendizagem digital devem ser consideradas competências básicas, promovidas ao longo do percurso educativo, no local de trabalho e numa lógica de aprendizagem ao longo da vida.

O ponto mais relevante para marcas, agências e comunicação está no papel atribuído aos criadores. O Parlamento Europeu considera que influenciadores e criadores de conteúdos devem estar sujeitos às regras aplicáveis aos conteúdos dos meios de comunicação social, com códigos de conduta e orientações claras, devido ao seu “papel significativo” na forma como os jovens consomem informação.

A preocupação parte de uma mudança evidente: as redes sociais são hoje uma das principais portas de entrada para notícias, opiniões, tendências, recomendações e consumo cultural.

97% dos jovens na União Europeia utilizam diariamente a Internet, e as plataformas sociais estão a tornar-se a principal fonte de informação para pessoas entre os 15 e os 24 anos.

Neste contexto, a fronteira entre conteúdo editorial, publicidade, entretenimento, opinião pessoal e influência comercial tornou-se mais difícil de ler. Um vídeo pode ser uma recomendação espontânea, uma parceria paga, uma campanha de marca, uma opinião sobre atualidade ou uma peça de desinformação. A resolução defende que os cidadãos devem estar mais preparados para identificar técnicas persuasivas, conteúdos emocionalmente manipuladores, conteúdos sintéticos e materiais gerados por IA.

O Parlamento Europeu quer, também, que os utilizadores compreendam melhor a forma como as plataformas são desenhadas para prolongar o tempo de ecrã. A literacia mediática deixa, assim, de estar limitada à capacidade de avaliar notícias ou fontes tradicionais. Passa também por perceber algoritmos, formatos, estímulos, publicidade disfarçada, dinâmicas de dependência e estratégias de captação de atenção.

As democracias não podem deixar os cidadãos sozinhos face à desinformação, à conceção geradora de dependência e aos interesses comerciais das grandes plataformas”, afirmou Marcos Ros Sempere, relator da resolução e eurodeputado espanhol do grupo S&D.

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O problema é perceber que papel têm os criadores num ecossistema onde informar, entreter, vender e influenciar acontecem, muitas vezes, em simultâneo. No fundo, o Parlamento Europeu está a reconhecer aquilo que o mercado já percebeu: os influenciadores são mediadores de atenção, consumo e informação. E, se ocupam esse lugar, a discussão sobre regras, literacia e responsabilidade passa a envolvê-los.


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