
#Conhecimento
Comércio do Porto saiu a ganhar ao de Lisboa durante os Santos Populares
O mês de junho está a terminar e, com ele, as festas de Santos Populares nas duas maiores cidades do país. Em jeito de balanço, e de acordo com dados do REDUNIQ Insights, relatório da UNICRE que analisa pagamentos por cartão na sua rede nacional, o Porto registou um aumento da faturação durante o São João, enquanto Lisboa viu crescer o número de transações no Santo António, embora com quebra no valor total faturado. Mas vamos aos números.
Nos dias 23 e 24 de junho, período associado aos festejos de São João, a faturação no Porto aumentou 6,19% face ao mesmo período de 2025. O número de transações cresceu ainda mais, com uma subida de 14,85%, sinal de maior movimento nos negócios. Ainda assim, o valor médio por compra recuou 7,54%, fixando-se nos 21,01 euros.
Em Lisboa, nos dias 12 e 13 de junho, ligados às celebrações de Santo António, o cenário foi diferente. O número de transações aumentou 7,41%, embora a faturação tenha diminuído 4,95%. O ticket médio caiu 11,51%, passando de 33,33 euros para 29,49 euros. Ou seja: houve mais compras, mas de menor valor.
A leitura dos dados aponta para um consumidor mais contido, mesmo em momentos de forte concentração de procura. No Porto, o crescimento foi sobretudo impulsionado pelos cartões nacionais, cuja faturação aumentou 11,86%, acompanhada por uma subida de 14,70% nas transações. Já nos cartões estrangeiros, as transações cresceram 15,14%, embora a faturação tenha registado uma ligeira descida de 0,27%, com o ticket médio a cair 13,38%.
Em Lisboa, os cartões nacionais também explicam parte da tendência: as transações aumentaram 8,22%, enquanto a faturação recuou 10,29%. Pelo contrário, os cartões estrangeiros mostraram maior resistência, com crescimento de 5,70% nas transações e de 4,07% na faturação. O peso da faturação estrangeira na capital aumentou de 37,14% para 40,67%, com Estados Unidos da América, Irlanda e Brasil entre os principais mercados de origem.
Por setores, o Porto destacou-se nos cabeleireiros, acessórios automóveis e oficinas, papelarias, livrarias, revistas e tabaco, gasolineiras e retalho alimentar tradicional. Em Lisboa, os maiores crescimentos surgiram no retalho alimentar tradicional, papelarias, livrarias, revistas e tabaco, perfumarias, hipermercados e supermercados, e saúde.
“Os Santos Populares são um verdadeiro barómetro da vitalidade do comércio local”, afirma Tiago Oom, Head of Merchant Acquiring na UNICRE. Segundo o responsável, os dados confirmam a capacidade destes eventos para gerar movimento e dinamizar negócios, embora mostrem também “um consumidor mais racional no momento da compra”. Para as empresas, acrescenta, o desafio passa por “transformar fluxo em valor”, ajustando a oferta aos diferentes perfis de consumidor e momentos do mercado.
Mais do que medir a animação das ruas, estes dados ajudam a perceber como os grandes momentos populares continuam a ter impacto económico real nas cidades. Em 2026, o Porto saiu à frente na faturação, Lisboa manteve movimento, e ambos os casos revelam a mesma tensão: há mais pessoas a consumir, embora cada compra pese menos.
(C) Foto de Alex Teixeira na Unsplash

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Comércio do Porto saiu a ganhar ao de Lisboa durante os Santos Populares
O mês de junho está a terminar e, com ele, as festas de Santos Populares nas duas maiores cidades do país. Em jeito de balanço, e de acordo com dados do REDUNIQ Insights, relatório da UNICRE que analisa pagamentos por cartão na sua rede nacional, o Porto registou um aumento da faturação durante o São João, enquanto Lisboa viu crescer o número de transações no Santo António, embora com quebra no valor total faturado. Mas vamos aos números.
Nos dias 23 e 24 de junho, período associado aos festejos de São João, a faturação no Porto aumentou 6,19% face ao mesmo período de 2025. O número de transações cresceu ainda mais, com uma subida de 14,85%, sinal de maior movimento nos negócios. Ainda assim, o valor médio por compra recuou 7,54%, fixando-se nos 21,01 euros.
Em Lisboa, nos dias 12 e 13 de junho, ligados às celebrações de Santo António, o cenário foi diferente. O número de transações aumentou 7,41%, embora a faturação tenha diminuído 4,95%. O ticket médio caiu 11,51%, passando de 33,33 euros para 29,49 euros. Ou seja: houve mais compras, mas de menor valor.
A leitura dos dados aponta para um consumidor mais contido, mesmo em momentos de forte concentração de procura. No Porto, o crescimento foi sobretudo impulsionado pelos cartões nacionais, cuja faturação aumentou 11,86%, acompanhada por uma subida de 14,70% nas transações. Já nos cartões estrangeiros, as transações cresceram 15,14%, embora a faturação tenha registado uma ligeira descida de 0,27%, com o ticket médio a cair 13,38%.
Em Lisboa, os cartões nacionais também explicam parte da tendência: as transações aumentaram 8,22%, enquanto a faturação recuou 10,29%. Pelo contrário, os cartões estrangeiros mostraram maior resistência, com crescimento de 5,70% nas transações e de 4,07% na faturação. O peso da faturação estrangeira na capital aumentou de 37,14% para 40,67%, com Estados Unidos da América, Irlanda e Brasil entre os principais mercados de origem.
Por setores, o Porto destacou-se nos cabeleireiros, acessórios automóveis e oficinas, papelarias, livrarias, revistas e tabaco, gasolineiras e retalho alimentar tradicional. Em Lisboa, os maiores crescimentos surgiram no retalho alimentar tradicional, papelarias, livrarias, revistas e tabaco, perfumarias, hipermercados e supermercados, e saúde.
“Os Santos Populares são um verdadeiro barómetro da vitalidade do comércio local”, afirma Tiago Oom, Head of Merchant Acquiring na UNICRE. Segundo o responsável, os dados confirmam a capacidade destes eventos para gerar movimento e dinamizar negócios, embora mostrem também “um consumidor mais racional no momento da compra”. Para as empresas, acrescenta, o desafio passa por “transformar fluxo em valor”, ajustando a oferta aos diferentes perfis de consumidor e momentos do mercado.
Mais do que medir a animação das ruas, estes dados ajudam a perceber como os grandes momentos populares continuam a ter impacto económico real nas cidades. Em 2026, o Porto saiu à frente na faturação, Lisboa manteve movimento, e ambos os casos revelam a mesma tensão: há mais pessoas a consumir, embora cada compra pese menos.
(C) Foto de Alex Teixeira na Unsplash

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Comércio do Porto saiu a ganhar ao de Lisboa durante os Santos Populares
O mês de junho está a terminar e, com ele, as festas de Santos Populares nas duas maiores cidades do país. Em jeito de balanço, e de acordo com dados do REDUNIQ Insights, relatório da UNICRE que analisa pagamentos por cartão na sua rede nacional, o Porto registou um aumento da faturação durante o São João, enquanto Lisboa viu crescer o número de transações no Santo António, embora com quebra no valor total faturado. Mas vamos aos números.
Nos dias 23 e 24 de junho, período associado aos festejos de São João, a faturação no Porto aumentou 6,19% face ao mesmo período de 2025. O número de transações cresceu ainda mais, com uma subida de 14,85%, sinal de maior movimento nos negócios. Ainda assim, o valor médio por compra recuou 7,54%, fixando-se nos 21,01 euros.
Em Lisboa, nos dias 12 e 13 de junho, ligados às celebrações de Santo António, o cenário foi diferente. O número de transações aumentou 7,41%, embora a faturação tenha diminuído 4,95%. O ticket médio caiu 11,51%, passando de 33,33 euros para 29,49 euros. Ou seja: houve mais compras, mas de menor valor.
A leitura dos dados aponta para um consumidor mais contido, mesmo em momentos de forte concentração de procura. No Porto, o crescimento foi sobretudo impulsionado pelos cartões nacionais, cuja faturação aumentou 11,86%, acompanhada por uma subida de 14,70% nas transações. Já nos cartões estrangeiros, as transações cresceram 15,14%, embora a faturação tenha registado uma ligeira descida de 0,27%, com o ticket médio a cair 13,38%.
Em Lisboa, os cartões nacionais também explicam parte da tendência: as transações aumentaram 8,22%, enquanto a faturação recuou 10,29%. Pelo contrário, os cartões estrangeiros mostraram maior resistência, com crescimento de 5,70% nas transações e de 4,07% na faturação. O peso da faturação estrangeira na capital aumentou de 37,14% para 40,67%, com Estados Unidos da América, Irlanda e Brasil entre os principais mercados de origem.
Por setores, o Porto destacou-se nos cabeleireiros, acessórios automóveis e oficinas, papelarias, livrarias, revistas e tabaco, gasolineiras e retalho alimentar tradicional. Em Lisboa, os maiores crescimentos surgiram no retalho alimentar tradicional, papelarias, livrarias, revistas e tabaco, perfumarias, hipermercados e supermercados, e saúde.
“Os Santos Populares são um verdadeiro barómetro da vitalidade do comércio local”, afirma Tiago Oom, Head of Merchant Acquiring na UNICRE. Segundo o responsável, os dados confirmam a capacidade destes eventos para gerar movimento e dinamizar negócios, embora mostrem também “um consumidor mais racional no momento da compra”. Para as empresas, acrescenta, o desafio passa por “transformar fluxo em valor”, ajustando a oferta aos diferentes perfis de consumidor e momentos do mercado.
Mais do que medir a animação das ruas, estes dados ajudam a perceber como os grandes momentos populares continuam a ter impacto económico real nas cidades. Em 2026, o Porto saiu à frente na faturação, Lisboa manteve movimento, e ambos os casos revelam a mesma tensão: há mais pessoas a consumir, embora cada compra pese menos.
(C) Foto de Alex Teixeira na Unsplash

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Comércio do Porto saiu a ganhar ao de Lisboa durante os Santos Populares
O mês de junho está a terminar e, com ele, as festas de Santos Populares nas duas maiores cidades do país. Em jeito de balanço, e de acordo com dados do REDUNIQ Insights, relatório da UNICRE que analisa pagamentos por cartão na sua rede nacional, o Porto registou um aumento da faturação durante o São João, enquanto Lisboa viu crescer o número de transações no Santo António, embora com quebra no valor total faturado. Mas vamos aos números.
Nos dias 23 e 24 de junho, período associado aos festejos de São João, a faturação no Porto aumentou 6,19% face ao mesmo período de 2025. O número de transações cresceu ainda mais, com uma subida de 14,85%, sinal de maior movimento nos negócios. Ainda assim, o valor médio por compra recuou 7,54%, fixando-se nos 21,01 euros.
Em Lisboa, nos dias 12 e 13 de junho, ligados às celebrações de Santo António, o cenário foi diferente. O número de transações aumentou 7,41%, embora a faturação tenha diminuído 4,95%. O ticket médio caiu 11,51%, passando de 33,33 euros para 29,49 euros. Ou seja: houve mais compras, mas de menor valor.
A leitura dos dados aponta para um consumidor mais contido, mesmo em momentos de forte concentração de procura. No Porto, o crescimento foi sobretudo impulsionado pelos cartões nacionais, cuja faturação aumentou 11,86%, acompanhada por uma subida de 14,70% nas transações. Já nos cartões estrangeiros, as transações cresceram 15,14%, embora a faturação tenha registado uma ligeira descida de 0,27%, com o ticket médio a cair 13,38%.
Em Lisboa, os cartões nacionais também explicam parte da tendência: as transações aumentaram 8,22%, enquanto a faturação recuou 10,29%. Pelo contrário, os cartões estrangeiros mostraram maior resistência, com crescimento de 5,70% nas transações e de 4,07% na faturação. O peso da faturação estrangeira na capital aumentou de 37,14% para 40,67%, com Estados Unidos da América, Irlanda e Brasil entre os principais mercados de origem.
Por setores, o Porto destacou-se nos cabeleireiros, acessórios automóveis e oficinas, papelarias, livrarias, revistas e tabaco, gasolineiras e retalho alimentar tradicional. Em Lisboa, os maiores crescimentos surgiram no retalho alimentar tradicional, papelarias, livrarias, revistas e tabaco, perfumarias, hipermercados e supermercados, e saúde.
“Os Santos Populares são um verdadeiro barómetro da vitalidade do comércio local”, afirma Tiago Oom, Head of Merchant Acquiring na UNICRE. Segundo o responsável, os dados confirmam a capacidade destes eventos para gerar movimento e dinamizar negócios, embora mostrem também “um consumidor mais racional no momento da compra”. Para as empresas, acrescenta, o desafio passa por “transformar fluxo em valor”, ajustando a oferta aos diferentes perfis de consumidor e momentos do mercado.
Mais do que medir a animação das ruas, estes dados ajudam a perceber como os grandes momentos populares continuam a ter impacto económico real nas cidades. Em 2026, o Porto saiu à frente na faturação, Lisboa manteve movimento, e ambos os casos revelam a mesma tensão: há mais pessoas a consumir, embora cada compra pese menos.


