#Protagonistas

Monção fez do Alvarinho uma marca da cidade

Chegar à Feira do Alvarinho é perceber depressa toda a identidade de Monção. O Parque das Caldas, junto ao Rio Minho, funciona como cenário natural irrepreensível. Relva, árvores, a muralha, o rio, stands alinhados, o palco, copos na mão, famílias a circular, grupos de amigos, produtores em contacto e uma roda gigante a lembrar que a festa também se constrói pela imagem, pelo ambiente, pela sensação que transmite, e se prolonga além do recinto e dos dias da Feira.

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7 de jul. de 2026, 00:00

Na edição deste ano, a Feira do Alvarinho voltou a ocupar Monção com uma dimensão que já ultrapassa a ideia tradicional de feira vínica. Há vinho, naturalmente, e é ele que dá nome e razão de ser ao evento. Só que, à volta da casta, cresce uma estrutura muito mais ampla: gastronomia, concertos, harmonizações, espaços de descanso, programação para famílias, animação local, circulação turística e um cuidado evidente com toda a organização. A sensação, para quem passa por ali, é a de uma vila que soube transformar o seu produto mais forte numa linguagem de território.

Roberto Lameira, Vereador da Ação Social, Cultura e Desporto da Câmara Municipal de Monção, resume essa dimensão quando diz que “a Feira do Alvarinho de Monção é, neste momento, um evento que ultrapassa muito aquilo que é uma simples feira”. Para o responsável, o certame é também um lugar de encontros e reencontros, sobretudo para muitos emigrantes que organizam as férias em função deste regresso anual. “Aqui, criam-se laços de amizade”, acrescenta.



O Alvarinho é uma casta e, em Monção, tornou-se uma marca. Está nos copos, nos cartazes, nas conversas, nos produtores, nos restaurantes, nas lojas, nos alojamentos, nos percursos que se fazem antes e depois da Feira, no dia a dia vivido todo o ano. É uma palavra que já ultrapassa o setor do vinho. Passou a sintetizar uma ideia de origem, hospitalidade, qualidade e orgulho local. Muito orgulho local.

A verdade é que, quando um produto consegue mobilizar assim uma região inteira, percebemos que estamos perante algo maior.

João Oliveira, Vereador do Planeamento e Promoção Territorial, explica-o a partir dessa ideia de identidade. O Alvarinho, diz, “é muito mais do que um produto agrícola” e mais do que uma uva: é “um elemento de identidade, de orgulho e de exame territorial”. A frase mais forte vem logo a seguir: “Dentro de uma garrafa está muito do que é a nossa história, a nossa vivência”.



A história vê-se no modo como a Feira junta produtores, restauração, hotelaria, associações, voluntários, IPSS, artesanato e comércio local. Durante quatro dias, a cidade parece organizada em torno de um mesmo gesto: receber. E recebe bem. A simpatia de quem está nos stands, a disponibilidade dos produtores, a fluidez do recinto e a relação com o espaço envolvente ajudam a transformar a Feira do Alvarinho numa experiência mais completa do que a simples soma de provas, concertos e refeições.



Promover vinho é apresentar produtores, servir provas, explicar a casta, destacar os detalhes únicos e vender garrafas. Mas o que vimos acontecer na Feira do Alvarinho foi mais uma construção de um território comum, ou a manutenção do que tem vindo a ser construído, fazendo com que, à boleia de uma prova, se faça uma reserva num restaurante, se passe uma noite no concelho, se tenha uma conversa com gente local, se faça uma visita ao centro histórico, se tire uma fotografia junto ao rio, tudo isto enquanto se vai alimentando uma vontade de voltar.

A Feira do Alvarinho é o epítome da ligação entre economia, cultura e pertença.

Quando se fala de Monção como marca, João Oliveira coloca o vinho como ponto de partida. “O nosso vinho Alvarinho é, acima de tudo, o nosso maior embaixador”, afirma. A partir daí, surge uma ideia mais abrangente do concelho: património histórico, paisagens, o Rio Minho, termas, gastronomia, cordeiro, roscas, lampreia, autenticidade, tradições e qualidade de vida. “Quem visita Monção pode, se calhar, inicialmente, vir pelo vinho, mas quando regressa de Monção, acreditamos que regressa com uma experiência muito mais completa”. O MOTIVO esteve lá e confirma.



O Alvarinho pede lugar à mesa, e Monção responde à letra. O Cordeiro à Moda de Monção, Bacalhau à Monção, Costeletão e outras propostas regionais dão contexto ao vinho, retirando-o da lógica isolada da prova e aproximando-o daquilo que o torna mais forte: a convivência. Beber Alvarinho ali é também estar à mesa, ouvir música, cruzar-se com quem cria o vinho, reconhecer sotaques, perceber que a economia local se faz de muitos pequenos gestos acumulados.

O impacto económico é uma das dimensões centrais da Feira.

Segundo João Oliveira, o efeito “vai muito além do recinto” e prolonga-se por produtores, restaurantes, tasquinhas, artesãos, hotéis, alojamentos locais, cafés e comércio. Durante o evento, acrescenta, a hotelaria e o alojamento local atingem “taxas de ocupação de 100%”. O mais importante, defende, é que esse impacto não acaba quando se desmontam os stands: “É um impacto que não é exclusivo durante quatro dias, mas que depois se vai replicando ao longo do ano”.

Essa capacidade de gerar retorno para lá do calendário imediato é, provavelmente, um dos sinais mais importantes da maturidade do evento. A Feira serve para criar memória, reforçar notoriedade, estimular o enoturismo e fazer com que quem veio uma vez encontre razões para regressar. João Oliveira lembra que o primeiro quadrimestre deste ano foi “o melhor quadrimestre da história” do concelho em número de dormidas, sinal de que a aposta na promoção territorial começa a refletir-se fora dos dias da festa.



Roberto Lameira reforça a dimensão alcançada pelo evento. O ano passado, a Feira “ultrapassou largamente as 150 mil pessoas” e, este ano, logo na primeira noite, a venda de copos mais do que duplicou face à edição anterior: de mais de 1.500 copos para mais de 4.000. Para o vereador, estes sinais mostram que Monção caminha “a passos largos para a maior edição de todos os tempos”. A presença de públicos espanhóis, franceses, ingleses e até visitantes vindos da Nova Zelândia confirma que a Feira do Alvarinho já deixou de ser apenas um acontecimento regional. Também por isso, a pergunta sobre a próxima edição surge obrigatoriamente.

Em 2027, a Feira do Alvarinho chega aos 30 anos.

Roberto Lameira adianta que há já “muitas coisas pensadas” e “muitas coisas contratadas” para a celebração, com reforço da programação e a possibilidade de aumentar o tempo da Feira. O desafio será crescer sem perder aquilo que torna o evento reconhecível: o território, a hospitalidade, a qualidade da organização e a sensação de que Monção sabe receber sem artificializar a experiência.

Para o MOTIVO, a Feira do Alvarinho mostra como um lugar pode pensar em grande quando sabe o que tem para oferecer. Monção reconheceu uma força que já existia, organizou-a, deu-lhe palco, um recinto notável, um bom programa e ambição. O resultado é uma Feira que gira em torno do vinho, embora conte uma história maior: a de uma cidade que encontrou no Alvarinho uma forma de se apresentar ao país e ao mundo.

#Protagonistas

Monção fez do Alvarinho uma marca da cidade

Chegar à Feira do Alvarinho é perceber depressa toda a identidade de Monção. O Parque das Caldas, junto ao Rio Minho, funciona como cenário natural irrepreensível. Relva, árvores, a muralha, o rio, stands alinhados, o palco, copos na mão, famílias a circular, grupos de amigos, produtores em contacto e uma roda gigante a lembrar que a festa também se constrói pela imagem, pelo ambiente, pela sensação que transmite, e se prolonga além do recinto e dos dias da Feira.

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7 de jul. de 2026, 00:00

Na edição deste ano, a Feira do Alvarinho voltou a ocupar Monção com uma dimensão que já ultrapassa a ideia tradicional de feira vínica. Há vinho, naturalmente, e é ele que dá nome e razão de ser ao evento. Só que, à volta da casta, cresce uma estrutura muito mais ampla: gastronomia, concertos, harmonizações, espaços de descanso, programação para famílias, animação local, circulação turística e um cuidado evidente com toda a organização. A sensação, para quem passa por ali, é a de uma vila que soube transformar o seu produto mais forte numa linguagem de território.

Roberto Lameira, Vereador da Ação Social, Cultura e Desporto da Câmara Municipal de Monção, resume essa dimensão quando diz que “a Feira do Alvarinho de Monção é, neste momento, um evento que ultrapassa muito aquilo que é uma simples feira”. Para o responsável, o certame é também um lugar de encontros e reencontros, sobretudo para muitos emigrantes que organizam as férias em função deste regresso anual. “Aqui, criam-se laços de amizade”, acrescenta.



O Alvarinho é uma casta e, em Monção, tornou-se uma marca. Está nos copos, nos cartazes, nas conversas, nos produtores, nos restaurantes, nas lojas, nos alojamentos, nos percursos que se fazem antes e depois da Feira, no dia a dia vivido todo o ano. É uma palavra que já ultrapassa o setor do vinho. Passou a sintetizar uma ideia de origem, hospitalidade, qualidade e orgulho local. Muito orgulho local.

A verdade é que, quando um produto consegue mobilizar assim uma região inteira, percebemos que estamos perante algo maior.

João Oliveira, Vereador do Planeamento e Promoção Territorial, explica-o a partir dessa ideia de identidade. O Alvarinho, diz, “é muito mais do que um produto agrícola” e mais do que uma uva: é “um elemento de identidade, de orgulho e de exame territorial”. A frase mais forte vem logo a seguir: “Dentro de uma garrafa está muito do que é a nossa história, a nossa vivência”.



A história vê-se no modo como a Feira junta produtores, restauração, hotelaria, associações, voluntários, IPSS, artesanato e comércio local. Durante quatro dias, a cidade parece organizada em torno de um mesmo gesto: receber. E recebe bem. A simpatia de quem está nos stands, a disponibilidade dos produtores, a fluidez do recinto e a relação com o espaço envolvente ajudam a transformar a Feira do Alvarinho numa experiência mais completa do que a simples soma de provas, concertos e refeições.



Promover vinho é apresentar produtores, servir provas, explicar a casta, destacar os detalhes únicos e vender garrafas. Mas o que vimos acontecer na Feira do Alvarinho foi mais uma construção de um território comum, ou a manutenção do que tem vindo a ser construído, fazendo com que, à boleia de uma prova, se faça uma reserva num restaurante, se passe uma noite no concelho, se tenha uma conversa com gente local, se faça uma visita ao centro histórico, se tire uma fotografia junto ao rio, tudo isto enquanto se vai alimentando uma vontade de voltar.

A Feira do Alvarinho é o epítome da ligação entre economia, cultura e pertença.

Quando se fala de Monção como marca, João Oliveira coloca o vinho como ponto de partida. “O nosso vinho Alvarinho é, acima de tudo, o nosso maior embaixador”, afirma. A partir daí, surge uma ideia mais abrangente do concelho: património histórico, paisagens, o Rio Minho, termas, gastronomia, cordeiro, roscas, lampreia, autenticidade, tradições e qualidade de vida. “Quem visita Monção pode, se calhar, inicialmente, vir pelo vinho, mas quando regressa de Monção, acreditamos que regressa com uma experiência muito mais completa”. O MOTIVO esteve lá e confirma.



O Alvarinho pede lugar à mesa, e Monção responde à letra. O Cordeiro à Moda de Monção, Bacalhau à Monção, Costeletão e outras propostas regionais dão contexto ao vinho, retirando-o da lógica isolada da prova e aproximando-o daquilo que o torna mais forte: a convivência. Beber Alvarinho ali é também estar à mesa, ouvir música, cruzar-se com quem cria o vinho, reconhecer sotaques, perceber que a economia local se faz de muitos pequenos gestos acumulados.

O impacto económico é uma das dimensões centrais da Feira.

Segundo João Oliveira, o efeito “vai muito além do recinto” e prolonga-se por produtores, restaurantes, tasquinhas, artesãos, hotéis, alojamentos locais, cafés e comércio. Durante o evento, acrescenta, a hotelaria e o alojamento local atingem “taxas de ocupação de 100%”. O mais importante, defende, é que esse impacto não acaba quando se desmontam os stands: “É um impacto que não é exclusivo durante quatro dias, mas que depois se vai replicando ao longo do ano”.

Essa capacidade de gerar retorno para lá do calendário imediato é, provavelmente, um dos sinais mais importantes da maturidade do evento. A Feira serve para criar memória, reforçar notoriedade, estimular o enoturismo e fazer com que quem veio uma vez encontre razões para regressar. João Oliveira lembra que o primeiro quadrimestre deste ano foi “o melhor quadrimestre da história” do concelho em número de dormidas, sinal de que a aposta na promoção territorial começa a refletir-se fora dos dias da festa.



Roberto Lameira reforça a dimensão alcançada pelo evento. O ano passado, a Feira “ultrapassou largamente as 150 mil pessoas” e, este ano, logo na primeira noite, a venda de copos mais do que duplicou face à edição anterior: de mais de 1.500 copos para mais de 4.000. Para o vereador, estes sinais mostram que Monção caminha “a passos largos para a maior edição de todos os tempos”. A presença de públicos espanhóis, franceses, ingleses e até visitantes vindos da Nova Zelândia confirma que a Feira do Alvarinho já deixou de ser apenas um acontecimento regional. Também por isso, a pergunta sobre a próxima edição surge obrigatoriamente.

Em 2027, a Feira do Alvarinho chega aos 30 anos.

Roberto Lameira adianta que há já “muitas coisas pensadas” e “muitas coisas contratadas” para a celebração, com reforço da programação e a possibilidade de aumentar o tempo da Feira. O desafio será crescer sem perder aquilo que torna o evento reconhecível: o território, a hospitalidade, a qualidade da organização e a sensação de que Monção sabe receber sem artificializar a experiência.

Para o MOTIVO, a Feira do Alvarinho mostra como um lugar pode pensar em grande quando sabe o que tem para oferecer. Monção reconheceu uma força que já existia, organizou-a, deu-lhe palco, um recinto notável, um bom programa e ambição. O resultado é uma Feira que gira em torno do vinho, embora conte uma história maior: a de uma cidade que encontrou no Alvarinho uma forma de se apresentar ao país e ao mundo.

#Protagonistas

Monção fez do Alvarinho uma marca da cidade

Chegar à Feira do Alvarinho é perceber depressa toda a identidade de Monção. O Parque das Caldas, junto ao Rio Minho, funciona como cenário natural irrepreensível. Relva, árvores, a muralha, o rio, stands alinhados, o palco, copos na mão, famílias a circular, grupos de amigos, produtores em contacto e uma roda gigante a lembrar que a festa também se constrói pela imagem, pelo ambiente, pela sensação que transmite, e se prolonga além do recinto e dos dias da Feira.

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7 de jul. de 2026, 00:00

Na edição deste ano, a Feira do Alvarinho voltou a ocupar Monção com uma dimensão que já ultrapassa a ideia tradicional de feira vínica. Há vinho, naturalmente, e é ele que dá nome e razão de ser ao evento. Só que, à volta da casta, cresce uma estrutura muito mais ampla: gastronomia, concertos, harmonizações, espaços de descanso, programação para famílias, animação local, circulação turística e um cuidado evidente com toda a organização. A sensação, para quem passa por ali, é a de uma vila que soube transformar o seu produto mais forte numa linguagem de território.

Roberto Lameira, Vereador da Ação Social, Cultura e Desporto da Câmara Municipal de Monção, resume essa dimensão quando diz que “a Feira do Alvarinho de Monção é, neste momento, um evento que ultrapassa muito aquilo que é uma simples feira”. Para o responsável, o certame é também um lugar de encontros e reencontros, sobretudo para muitos emigrantes que organizam as férias em função deste regresso anual. “Aqui, criam-se laços de amizade”, acrescenta.



O Alvarinho é uma casta e, em Monção, tornou-se uma marca. Está nos copos, nos cartazes, nas conversas, nos produtores, nos restaurantes, nas lojas, nos alojamentos, nos percursos que se fazem antes e depois da Feira, no dia a dia vivido todo o ano. É uma palavra que já ultrapassa o setor do vinho. Passou a sintetizar uma ideia de origem, hospitalidade, qualidade e orgulho local. Muito orgulho local.

A verdade é que, quando um produto consegue mobilizar assim uma região inteira, percebemos que estamos perante algo maior.

João Oliveira, Vereador do Planeamento e Promoção Territorial, explica-o a partir dessa ideia de identidade. O Alvarinho, diz, “é muito mais do que um produto agrícola” e mais do que uma uva: é “um elemento de identidade, de orgulho e de exame territorial”. A frase mais forte vem logo a seguir: “Dentro de uma garrafa está muito do que é a nossa história, a nossa vivência”.



A história vê-se no modo como a Feira junta produtores, restauração, hotelaria, associações, voluntários, IPSS, artesanato e comércio local. Durante quatro dias, a cidade parece organizada em torno de um mesmo gesto: receber. E recebe bem. A simpatia de quem está nos stands, a disponibilidade dos produtores, a fluidez do recinto e a relação com o espaço envolvente ajudam a transformar a Feira do Alvarinho numa experiência mais completa do que a simples soma de provas, concertos e refeições.



Promover vinho é apresentar produtores, servir provas, explicar a casta, destacar os detalhes únicos e vender garrafas. Mas o que vimos acontecer na Feira do Alvarinho foi mais uma construção de um território comum, ou a manutenção do que tem vindo a ser construído, fazendo com que, à boleia de uma prova, se faça uma reserva num restaurante, se passe uma noite no concelho, se tenha uma conversa com gente local, se faça uma visita ao centro histórico, se tire uma fotografia junto ao rio, tudo isto enquanto se vai alimentando uma vontade de voltar.

A Feira do Alvarinho é o epítome da ligação entre economia, cultura e pertença.

Quando se fala de Monção como marca, João Oliveira coloca o vinho como ponto de partida. “O nosso vinho Alvarinho é, acima de tudo, o nosso maior embaixador”, afirma. A partir daí, surge uma ideia mais abrangente do concelho: património histórico, paisagens, o Rio Minho, termas, gastronomia, cordeiro, roscas, lampreia, autenticidade, tradições e qualidade de vida. “Quem visita Monção pode, se calhar, inicialmente, vir pelo vinho, mas quando regressa de Monção, acreditamos que regressa com uma experiência muito mais completa”. O MOTIVO esteve lá e confirma.



O Alvarinho pede lugar à mesa, e Monção responde à letra. O Cordeiro à Moda de Monção, Bacalhau à Monção, Costeletão e outras propostas regionais dão contexto ao vinho, retirando-o da lógica isolada da prova e aproximando-o daquilo que o torna mais forte: a convivência. Beber Alvarinho ali é também estar à mesa, ouvir música, cruzar-se com quem cria o vinho, reconhecer sotaques, perceber que a economia local se faz de muitos pequenos gestos acumulados.

O impacto económico é uma das dimensões centrais da Feira.

Segundo João Oliveira, o efeito “vai muito além do recinto” e prolonga-se por produtores, restaurantes, tasquinhas, artesãos, hotéis, alojamentos locais, cafés e comércio. Durante o evento, acrescenta, a hotelaria e o alojamento local atingem “taxas de ocupação de 100%”. O mais importante, defende, é que esse impacto não acaba quando se desmontam os stands: “É um impacto que não é exclusivo durante quatro dias, mas que depois se vai replicando ao longo do ano”.

Essa capacidade de gerar retorno para lá do calendário imediato é, provavelmente, um dos sinais mais importantes da maturidade do evento. A Feira serve para criar memória, reforçar notoriedade, estimular o enoturismo e fazer com que quem veio uma vez encontre razões para regressar. João Oliveira lembra que o primeiro quadrimestre deste ano foi “o melhor quadrimestre da história” do concelho em número de dormidas, sinal de que a aposta na promoção territorial começa a refletir-se fora dos dias da festa.



Roberto Lameira reforça a dimensão alcançada pelo evento. O ano passado, a Feira “ultrapassou largamente as 150 mil pessoas” e, este ano, logo na primeira noite, a venda de copos mais do que duplicou face à edição anterior: de mais de 1.500 copos para mais de 4.000. Para o vereador, estes sinais mostram que Monção caminha “a passos largos para a maior edição de todos os tempos”. A presença de públicos espanhóis, franceses, ingleses e até visitantes vindos da Nova Zelândia confirma que a Feira do Alvarinho já deixou de ser apenas um acontecimento regional. Também por isso, a pergunta sobre a próxima edição surge obrigatoriamente.

Em 2027, a Feira do Alvarinho chega aos 30 anos.

Roberto Lameira adianta que há já “muitas coisas pensadas” e “muitas coisas contratadas” para a celebração, com reforço da programação e a possibilidade de aumentar o tempo da Feira. O desafio será crescer sem perder aquilo que torna o evento reconhecível: o território, a hospitalidade, a qualidade da organização e a sensação de que Monção sabe receber sem artificializar a experiência.

Para o MOTIVO, a Feira do Alvarinho mostra como um lugar pode pensar em grande quando sabe o que tem para oferecer. Monção reconheceu uma força que já existia, organizou-a, deu-lhe palco, um recinto notável, um bom programa e ambição. O resultado é uma Feira que gira em torno do vinho, embora conte uma história maior: a de uma cidade que encontrou no Alvarinho uma forma de se apresentar ao país e ao mundo.

#Protagonistas

Monção fez do Alvarinho uma marca da cidade

Chegar à Feira do Alvarinho é perceber depressa toda a identidade de Monção. O Parque das Caldas, junto ao Rio Minho, funciona como cenário natural irrepreensível. Relva, árvores, a muralha, o rio, stands alinhados, o palco, copos na mão, famílias a circular, grupos de amigos, produtores em contacto e uma roda gigante a lembrar que a festa também se constrói pela imagem, pelo ambiente, pela sensação que transmite, e se prolonga além do recinto e dos dias da Feira.

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7 de jul. de 2026, 00:00

Na edição deste ano, a Feira do Alvarinho voltou a ocupar Monção com uma dimensão que já ultrapassa a ideia tradicional de feira vínica. Há vinho, naturalmente, e é ele que dá nome e razão de ser ao evento. Só que, à volta da casta, cresce uma estrutura muito mais ampla: gastronomia, concertos, harmonizações, espaços de descanso, programação para famílias, animação local, circulação turística e um cuidado evidente com toda a organização. A sensação, para quem passa por ali, é a de uma vila que soube transformar o seu produto mais forte numa linguagem de território.

Roberto Lameira, Vereador da Ação Social, Cultura e Desporto da Câmara Municipal de Monção, resume essa dimensão quando diz que “a Feira do Alvarinho de Monção é, neste momento, um evento que ultrapassa muito aquilo que é uma simples feira”. Para o responsável, o certame é também um lugar de encontros e reencontros, sobretudo para muitos emigrantes que organizam as férias em função deste regresso anual. “Aqui, criam-se laços de amizade”, acrescenta.



O Alvarinho é uma casta e, em Monção, tornou-se uma marca. Está nos copos, nos cartazes, nas conversas, nos produtores, nos restaurantes, nas lojas, nos alojamentos, nos percursos que se fazem antes e depois da Feira, no dia a dia vivido todo o ano. É uma palavra que já ultrapassa o setor do vinho. Passou a sintetizar uma ideia de origem, hospitalidade, qualidade e orgulho local. Muito orgulho local.

A verdade é que, quando um produto consegue mobilizar assim uma região inteira, percebemos que estamos perante algo maior.

João Oliveira, Vereador do Planeamento e Promoção Territorial, explica-o a partir dessa ideia de identidade. O Alvarinho, diz, “é muito mais do que um produto agrícola” e mais do que uma uva: é “um elemento de identidade, de orgulho e de exame territorial”. A frase mais forte vem logo a seguir: “Dentro de uma garrafa está muito do que é a nossa história, a nossa vivência”.



A história vê-se no modo como a Feira junta produtores, restauração, hotelaria, associações, voluntários, IPSS, artesanato e comércio local. Durante quatro dias, a cidade parece organizada em torno de um mesmo gesto: receber. E recebe bem. A simpatia de quem está nos stands, a disponibilidade dos produtores, a fluidez do recinto e a relação com o espaço envolvente ajudam a transformar a Feira do Alvarinho numa experiência mais completa do que a simples soma de provas, concertos e refeições.



Promover vinho é apresentar produtores, servir provas, explicar a casta, destacar os detalhes únicos e vender garrafas. Mas o que vimos acontecer na Feira do Alvarinho foi mais uma construção de um território comum, ou a manutenção do que tem vindo a ser construído, fazendo com que, à boleia de uma prova, se faça uma reserva num restaurante, se passe uma noite no concelho, se tenha uma conversa com gente local, se faça uma visita ao centro histórico, se tire uma fotografia junto ao rio, tudo isto enquanto se vai alimentando uma vontade de voltar.

A Feira do Alvarinho é o epítome da ligação entre economia, cultura e pertença.

Quando se fala de Monção como marca, João Oliveira coloca o vinho como ponto de partida. “O nosso vinho Alvarinho é, acima de tudo, o nosso maior embaixador”, afirma. A partir daí, surge uma ideia mais abrangente do concelho: património histórico, paisagens, o Rio Minho, termas, gastronomia, cordeiro, roscas, lampreia, autenticidade, tradições e qualidade de vida. “Quem visita Monção pode, se calhar, inicialmente, vir pelo vinho, mas quando regressa de Monção, acreditamos que regressa com uma experiência muito mais completa”. O MOTIVO esteve lá e confirma.



O Alvarinho pede lugar à mesa, e Monção responde à letra. O Cordeiro à Moda de Monção, Bacalhau à Monção, Costeletão e outras propostas regionais dão contexto ao vinho, retirando-o da lógica isolada da prova e aproximando-o daquilo que o torna mais forte: a convivência. Beber Alvarinho ali é também estar à mesa, ouvir música, cruzar-se com quem cria o vinho, reconhecer sotaques, perceber que a economia local se faz de muitos pequenos gestos acumulados.

O impacto económico é uma das dimensões centrais da Feira.

Segundo João Oliveira, o efeito “vai muito além do recinto” e prolonga-se por produtores, restaurantes, tasquinhas, artesãos, hotéis, alojamentos locais, cafés e comércio. Durante o evento, acrescenta, a hotelaria e o alojamento local atingem “taxas de ocupação de 100%”. O mais importante, defende, é que esse impacto não acaba quando se desmontam os stands: “É um impacto que não é exclusivo durante quatro dias, mas que depois se vai replicando ao longo do ano”.

Essa capacidade de gerar retorno para lá do calendário imediato é, provavelmente, um dos sinais mais importantes da maturidade do evento. A Feira serve para criar memória, reforçar notoriedade, estimular o enoturismo e fazer com que quem veio uma vez encontre razões para regressar. João Oliveira lembra que o primeiro quadrimestre deste ano foi “o melhor quadrimestre da história” do concelho em número de dormidas, sinal de que a aposta na promoção territorial começa a refletir-se fora dos dias da festa.



Roberto Lameira reforça a dimensão alcançada pelo evento. O ano passado, a Feira “ultrapassou largamente as 150 mil pessoas” e, este ano, logo na primeira noite, a venda de copos mais do que duplicou face à edição anterior: de mais de 1.500 copos para mais de 4.000. Para o vereador, estes sinais mostram que Monção caminha “a passos largos para a maior edição de todos os tempos”. A presença de públicos espanhóis, franceses, ingleses e até visitantes vindos da Nova Zelândia confirma que a Feira do Alvarinho já deixou de ser apenas um acontecimento regional. Também por isso, a pergunta sobre a próxima edição surge obrigatoriamente.

Em 2027, a Feira do Alvarinho chega aos 30 anos.

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Para o MOTIVO, a Feira do Alvarinho mostra como um lugar pode pensar em grande quando sabe o que tem para oferecer. Monção reconheceu uma força que já existia, organizou-a, deu-lhe palco, um recinto notável, um bom programa e ambição. O resultado é uma Feira que gira em torno do vinho, embora conte uma história maior: a de uma cidade que encontrou no Alvarinho uma forma de se apresentar ao país e ao mundo.

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