
#Protagonistas
Esta startup portuguesa quer tirar os dashboards do centro das decisões de marketing
Durante mais de 15 anos, Jorge Cunha trabalhou em projetos de analítica digital para empresas como ANACOM, Via Verde, BMW, Hyundai, Montepio Crédito e GroupM. Ao longo desse percurso, viu repetir-se o mesmo problema: equipas de marketing a tentar decidir com dados dispersos por várias plataformas, relatórios contraditórios e demasiadas horas gastas a perceber qual era, afinal, a versão mais fiável da realidade. Foi dessa experiência que nasceu a IT Tech BuZ e, depois, a IDIRA.chat, apresentada como a primeira plataforma europeia de analítica conversacional para marketing.
A solução liga-se ao Google Analytics 4, Google Ads e Meta Ads, permitindo que os gestores façam perguntas em linguagem natural sobre o desempenho das suas campanhas e recebam respostas sustentadas pelos dados disponíveis.
A oportunidade, explica Jorge Cunha, surgiu quando duas tendências começaram a cruzar-se: por um lado, o acesso mais simples aos dados; por outro, a evolução dos modelos de inteligência artificial. “Isto permitia resolver a frequente necessidade de tempo para conjugar relatórios e a lacuna de conhecimento técnico no marketing”, afirma. A ambição era criar uma ferramenta capaz de identificar problemas nos dados “que, de outra forma, passariam despercebidos”.

Jorge Cunha é o fundador da IT Tech BuZ, start up responsável pelo lançamento da IDIRA.chat
O ponto de partida é conhecido por muitas equipas: Google Analytics de um lado, Google Ads de outro, Meta Ads noutro separador, agências a enviar relatórios, plataformas a reclamar conversões e gestores a tentar perceber em que número devem confiar. Para Jorge Cunha, um dos erros mais frequentes está precisamente na aceitação automática dos dados que chegam das plataformas. “Uma conversão atribuída ao Facebook é frequentemente considerada 100% sua, sem questionar que o contributo real pode ser de apenas 30%, sendo o restante proveniente de outra origem de tráfego”.
É aqui que a IDIRA.chat tenta diferenciar-se. A plataforma não se limita a devolver respostas. Antes de apresentar conclusões, alerta para inconsistências, falhas ou insuficiência de dados. Num momento em que a inteligência artificial generativa se aproxima cada vez mais das rotinas de gestão, essa camada de validação ganha peso. “Muitas plataformas de IA podem ‘alucinar’, gerar informação incorreta ou infundada. A nossa preocupação principal é garantir a coerência e consistência dos dados”, resume o fundador.
Essa preocupação traduz-se numa proteção concreta: a plataforma pode impedir a geração de conclusões quando não existem dados suficientes. A lógica é simples: mais do que acelerar a análise, a IDIRA.chat quer reduzir o risco de decisões tomadas sobre leituras frágeis. “Decidir com dados de qualidade é o que permite aos gestores de marketing tomarem as decisões mais adequadas”, defende Jorge Cunha.

Para um gestor sem perfil técnico, o impacto esperado está na redução da dependência de dashboards, cruzamentos manuais e interpretações demasiado especializadas. A plataforma permite fazer perguntas em linguagem natural e obter respostas em segundos, apoiadas nos dados disponíveis. Segundo Jorge Cunha, essa agilidade é relevante para a gestão dos investimentos em marketing, sobretudo quando está em causa a otimização de campanhas por canal e a maximização do retorno.
Desenvolvida em Portugal, a IDIRA.chat distingue-se também pela interface criada de raiz em português de Portugal e por uma abordagem centrada na conformidade europeia. A empresa posiciona a solução como preparada para requisitos como residência de dados na União Europeia, alinhamento com a NIS2 e preparação para o EU AI Act. A arquitetura é descrita como multi-LLM e auditável, com foco na integridade da informação.
A vantagem face a soluções internacionais, diz Jorge Cunha, passa menos pela origem geográfica e mais pelo conhecimento acumulado. “Uma das principais vantagens reside na vasta experiência acumulada em analítica de marketing digital, o que garante que a plataforma ofereça funcionalidades perfeitamente alinhadas com as necessidades do nosso mercado e dos seus utilizadores”. A configuração inicial permite ainda adaptar a ferramenta às especificidades e à área de atuação de cada cliente.
Nesta primeira fase, a empresa está a concentrar-se em PME ligadas ao e-commerce e ao retalho especializado. A escolha não é casual. Jorge Cunha acredita que a adoção é mais rápida em organizações com centros de decisão em Portugal, maior agilidade e processos menos pesados. Nas grandes empresas, reconhece, a solução também pode fazer sentido, embora os ciclos de procurement, legal e compliance tendam a ser mais demorados.
A passagem de uma lógica de consultoria para um produto SaaS trouxe outro desafio: transformar conhecimento acumulado em tecnologia escalável. “O maior desafio tem sido a ‘produtização’ da nossa metodologia”, admite. A empresa teve de converter uma experiência antes ajustada a cada cliente num produto autoconfigurável, capaz de preservar uma camada crítica de validação de dados e, ao mesmo tempo, ser usado por gestores sem formação técnica.
O objetivo passa agora por crescer para outros mercados europeus. Para isso, Jorge Cunha considera essencial provar que a camada de coerência e consistência dos dados funciona em diferentes ecossistemas de marketing digital, validar a escalabilidade técnica da plataforma e demonstrar capacidade de localização para outros idiomas. Desde o início, a plataforma trabalha em português e inglês, respondendo no idioma em que a pergunta é feita.
Para competir fora de Portugal, a IDIRA.chat terá ainda de provar product-market fit em mercados maiores e demonstrar retorno de investimento. A proposta parte de uma leitura clara: num contexto em que há cada vez mais dados, mais ferramentas e mais pressão por resultados, o problema das equipas de marketing já não é apenas aceder à informação. É saber em que informação podem confiar.
(C) Foto de Luca Bravo na Unsplash

#Protagonistas
Esta startup portuguesa quer tirar os dashboards do centro das decisões de marketing
Durante mais de 15 anos, Jorge Cunha trabalhou em projetos de analítica digital para empresas como ANACOM, Via Verde, BMW, Hyundai, Montepio Crédito e GroupM. Ao longo desse percurso, viu repetir-se o mesmo problema: equipas de marketing a tentar decidir com dados dispersos por várias plataformas, relatórios contraditórios e demasiadas horas gastas a perceber qual era, afinal, a versão mais fiável da realidade. Foi dessa experiência que nasceu a IT Tech BuZ e, depois, a IDIRA.chat, apresentada como a primeira plataforma europeia de analítica conversacional para marketing.
A solução liga-se ao Google Analytics 4, Google Ads e Meta Ads, permitindo que os gestores façam perguntas em linguagem natural sobre o desempenho das suas campanhas e recebam respostas sustentadas pelos dados disponíveis.
A oportunidade, explica Jorge Cunha, surgiu quando duas tendências começaram a cruzar-se: por um lado, o acesso mais simples aos dados; por outro, a evolução dos modelos de inteligência artificial. “Isto permitia resolver a frequente necessidade de tempo para conjugar relatórios e a lacuna de conhecimento técnico no marketing”, afirma. A ambição era criar uma ferramenta capaz de identificar problemas nos dados “que, de outra forma, passariam despercebidos”.

Jorge Cunha é o fundador da IT Tech BuZ, start up responsável pelo lançamento da IDIRA.chat
O ponto de partida é conhecido por muitas equipas: Google Analytics de um lado, Google Ads de outro, Meta Ads noutro separador, agências a enviar relatórios, plataformas a reclamar conversões e gestores a tentar perceber em que número devem confiar. Para Jorge Cunha, um dos erros mais frequentes está precisamente na aceitação automática dos dados que chegam das plataformas. “Uma conversão atribuída ao Facebook é frequentemente considerada 100% sua, sem questionar que o contributo real pode ser de apenas 30%, sendo o restante proveniente de outra origem de tráfego”.
É aqui que a IDIRA.chat tenta diferenciar-se. A plataforma não se limita a devolver respostas. Antes de apresentar conclusões, alerta para inconsistências, falhas ou insuficiência de dados. Num momento em que a inteligência artificial generativa se aproxima cada vez mais das rotinas de gestão, essa camada de validação ganha peso. “Muitas plataformas de IA podem ‘alucinar’, gerar informação incorreta ou infundada. A nossa preocupação principal é garantir a coerência e consistência dos dados”, resume o fundador.
Essa preocupação traduz-se numa proteção concreta: a plataforma pode impedir a geração de conclusões quando não existem dados suficientes. A lógica é simples: mais do que acelerar a análise, a IDIRA.chat quer reduzir o risco de decisões tomadas sobre leituras frágeis. “Decidir com dados de qualidade é o que permite aos gestores de marketing tomarem as decisões mais adequadas”, defende Jorge Cunha.

Para um gestor sem perfil técnico, o impacto esperado está na redução da dependência de dashboards, cruzamentos manuais e interpretações demasiado especializadas. A plataforma permite fazer perguntas em linguagem natural e obter respostas em segundos, apoiadas nos dados disponíveis. Segundo Jorge Cunha, essa agilidade é relevante para a gestão dos investimentos em marketing, sobretudo quando está em causa a otimização de campanhas por canal e a maximização do retorno.
Desenvolvida em Portugal, a IDIRA.chat distingue-se também pela interface criada de raiz em português de Portugal e por uma abordagem centrada na conformidade europeia. A empresa posiciona a solução como preparada para requisitos como residência de dados na União Europeia, alinhamento com a NIS2 e preparação para o EU AI Act. A arquitetura é descrita como multi-LLM e auditável, com foco na integridade da informação.
A vantagem face a soluções internacionais, diz Jorge Cunha, passa menos pela origem geográfica e mais pelo conhecimento acumulado. “Uma das principais vantagens reside na vasta experiência acumulada em analítica de marketing digital, o que garante que a plataforma ofereça funcionalidades perfeitamente alinhadas com as necessidades do nosso mercado e dos seus utilizadores”. A configuração inicial permite ainda adaptar a ferramenta às especificidades e à área de atuação de cada cliente.
Nesta primeira fase, a empresa está a concentrar-se em PME ligadas ao e-commerce e ao retalho especializado. A escolha não é casual. Jorge Cunha acredita que a adoção é mais rápida em organizações com centros de decisão em Portugal, maior agilidade e processos menos pesados. Nas grandes empresas, reconhece, a solução também pode fazer sentido, embora os ciclos de procurement, legal e compliance tendam a ser mais demorados.
A passagem de uma lógica de consultoria para um produto SaaS trouxe outro desafio: transformar conhecimento acumulado em tecnologia escalável. “O maior desafio tem sido a ‘produtização’ da nossa metodologia”, admite. A empresa teve de converter uma experiência antes ajustada a cada cliente num produto autoconfigurável, capaz de preservar uma camada crítica de validação de dados e, ao mesmo tempo, ser usado por gestores sem formação técnica.
O objetivo passa agora por crescer para outros mercados europeus. Para isso, Jorge Cunha considera essencial provar que a camada de coerência e consistência dos dados funciona em diferentes ecossistemas de marketing digital, validar a escalabilidade técnica da plataforma e demonstrar capacidade de localização para outros idiomas. Desde o início, a plataforma trabalha em português e inglês, respondendo no idioma em que a pergunta é feita.
Para competir fora de Portugal, a IDIRA.chat terá ainda de provar product-market fit em mercados maiores e demonstrar retorno de investimento. A proposta parte de uma leitura clara: num contexto em que há cada vez mais dados, mais ferramentas e mais pressão por resultados, o problema das equipas de marketing já não é apenas aceder à informação. É saber em que informação podem confiar.
(C) Foto de Luca Bravo na Unsplash

#Protagonistas
Esta startup portuguesa quer tirar os dashboards do centro das decisões de marketing
Durante mais de 15 anos, Jorge Cunha trabalhou em projetos de analítica digital para empresas como ANACOM, Via Verde, BMW, Hyundai, Montepio Crédito e GroupM. Ao longo desse percurso, viu repetir-se o mesmo problema: equipas de marketing a tentar decidir com dados dispersos por várias plataformas, relatórios contraditórios e demasiadas horas gastas a perceber qual era, afinal, a versão mais fiável da realidade. Foi dessa experiência que nasceu a IT Tech BuZ e, depois, a IDIRA.chat, apresentada como a primeira plataforma europeia de analítica conversacional para marketing.
A solução liga-se ao Google Analytics 4, Google Ads e Meta Ads, permitindo que os gestores façam perguntas em linguagem natural sobre o desempenho das suas campanhas e recebam respostas sustentadas pelos dados disponíveis.
A oportunidade, explica Jorge Cunha, surgiu quando duas tendências começaram a cruzar-se: por um lado, o acesso mais simples aos dados; por outro, a evolução dos modelos de inteligência artificial. “Isto permitia resolver a frequente necessidade de tempo para conjugar relatórios e a lacuna de conhecimento técnico no marketing”, afirma. A ambição era criar uma ferramenta capaz de identificar problemas nos dados “que, de outra forma, passariam despercebidos”.

Jorge Cunha é o fundador da IT Tech BuZ, start up responsável pelo lançamento da IDIRA.chat
O ponto de partida é conhecido por muitas equipas: Google Analytics de um lado, Google Ads de outro, Meta Ads noutro separador, agências a enviar relatórios, plataformas a reclamar conversões e gestores a tentar perceber em que número devem confiar. Para Jorge Cunha, um dos erros mais frequentes está precisamente na aceitação automática dos dados que chegam das plataformas. “Uma conversão atribuída ao Facebook é frequentemente considerada 100% sua, sem questionar que o contributo real pode ser de apenas 30%, sendo o restante proveniente de outra origem de tráfego”.
É aqui que a IDIRA.chat tenta diferenciar-se. A plataforma não se limita a devolver respostas. Antes de apresentar conclusões, alerta para inconsistências, falhas ou insuficiência de dados. Num momento em que a inteligência artificial generativa se aproxima cada vez mais das rotinas de gestão, essa camada de validação ganha peso. “Muitas plataformas de IA podem ‘alucinar’, gerar informação incorreta ou infundada. A nossa preocupação principal é garantir a coerência e consistência dos dados”, resume o fundador.
Essa preocupação traduz-se numa proteção concreta: a plataforma pode impedir a geração de conclusões quando não existem dados suficientes. A lógica é simples: mais do que acelerar a análise, a IDIRA.chat quer reduzir o risco de decisões tomadas sobre leituras frágeis. “Decidir com dados de qualidade é o que permite aos gestores de marketing tomarem as decisões mais adequadas”, defende Jorge Cunha.

Para um gestor sem perfil técnico, o impacto esperado está na redução da dependência de dashboards, cruzamentos manuais e interpretações demasiado especializadas. A plataforma permite fazer perguntas em linguagem natural e obter respostas em segundos, apoiadas nos dados disponíveis. Segundo Jorge Cunha, essa agilidade é relevante para a gestão dos investimentos em marketing, sobretudo quando está em causa a otimização de campanhas por canal e a maximização do retorno.
Desenvolvida em Portugal, a IDIRA.chat distingue-se também pela interface criada de raiz em português de Portugal e por uma abordagem centrada na conformidade europeia. A empresa posiciona a solução como preparada para requisitos como residência de dados na União Europeia, alinhamento com a NIS2 e preparação para o EU AI Act. A arquitetura é descrita como multi-LLM e auditável, com foco na integridade da informação.
A vantagem face a soluções internacionais, diz Jorge Cunha, passa menos pela origem geográfica e mais pelo conhecimento acumulado. “Uma das principais vantagens reside na vasta experiência acumulada em analítica de marketing digital, o que garante que a plataforma ofereça funcionalidades perfeitamente alinhadas com as necessidades do nosso mercado e dos seus utilizadores”. A configuração inicial permite ainda adaptar a ferramenta às especificidades e à área de atuação de cada cliente.
Nesta primeira fase, a empresa está a concentrar-se em PME ligadas ao e-commerce e ao retalho especializado. A escolha não é casual. Jorge Cunha acredita que a adoção é mais rápida em organizações com centros de decisão em Portugal, maior agilidade e processos menos pesados. Nas grandes empresas, reconhece, a solução também pode fazer sentido, embora os ciclos de procurement, legal e compliance tendam a ser mais demorados.
A passagem de uma lógica de consultoria para um produto SaaS trouxe outro desafio: transformar conhecimento acumulado em tecnologia escalável. “O maior desafio tem sido a ‘produtização’ da nossa metodologia”, admite. A empresa teve de converter uma experiência antes ajustada a cada cliente num produto autoconfigurável, capaz de preservar uma camada crítica de validação de dados e, ao mesmo tempo, ser usado por gestores sem formação técnica.
O objetivo passa agora por crescer para outros mercados europeus. Para isso, Jorge Cunha considera essencial provar que a camada de coerência e consistência dos dados funciona em diferentes ecossistemas de marketing digital, validar a escalabilidade técnica da plataforma e demonstrar capacidade de localização para outros idiomas. Desde o início, a plataforma trabalha em português e inglês, respondendo no idioma em que a pergunta é feita.
Para competir fora de Portugal, a IDIRA.chat terá ainda de provar product-market fit em mercados maiores e demonstrar retorno de investimento. A proposta parte de uma leitura clara: num contexto em que há cada vez mais dados, mais ferramentas e mais pressão por resultados, o problema das equipas de marketing já não é apenas aceder à informação. É saber em que informação podem confiar.
(C) Foto de Luca Bravo na Unsplash

#Protagonistas
Esta startup portuguesa quer tirar os dashboards do centro das decisões de marketing
Durante mais de 15 anos, Jorge Cunha trabalhou em projetos de analítica digital para empresas como ANACOM, Via Verde, BMW, Hyundai, Montepio Crédito e GroupM. Ao longo desse percurso, viu repetir-se o mesmo problema: equipas de marketing a tentar decidir com dados dispersos por várias plataformas, relatórios contraditórios e demasiadas horas gastas a perceber qual era, afinal, a versão mais fiável da realidade. Foi dessa experiência que nasceu a IT Tech BuZ e, depois, a IDIRA.chat, apresentada como a primeira plataforma europeia de analítica conversacional para marketing.
A solução liga-se ao Google Analytics 4, Google Ads e Meta Ads, permitindo que os gestores façam perguntas em linguagem natural sobre o desempenho das suas campanhas e recebam respostas sustentadas pelos dados disponíveis.
A oportunidade, explica Jorge Cunha, surgiu quando duas tendências começaram a cruzar-se: por um lado, o acesso mais simples aos dados; por outro, a evolução dos modelos de inteligência artificial. “Isto permitia resolver a frequente necessidade de tempo para conjugar relatórios e a lacuna de conhecimento técnico no marketing”, afirma. A ambição era criar uma ferramenta capaz de identificar problemas nos dados “que, de outra forma, passariam despercebidos”.

Jorge Cunha é o fundador da IT Tech BuZ, start up responsável pelo lançamento da IDIRA.chat
O ponto de partida é conhecido por muitas equipas: Google Analytics de um lado, Google Ads de outro, Meta Ads noutro separador, agências a enviar relatórios, plataformas a reclamar conversões e gestores a tentar perceber em que número devem confiar. Para Jorge Cunha, um dos erros mais frequentes está precisamente na aceitação automática dos dados que chegam das plataformas. “Uma conversão atribuída ao Facebook é frequentemente considerada 100% sua, sem questionar que o contributo real pode ser de apenas 30%, sendo o restante proveniente de outra origem de tráfego”.
É aqui que a IDIRA.chat tenta diferenciar-se. A plataforma não se limita a devolver respostas. Antes de apresentar conclusões, alerta para inconsistências, falhas ou insuficiência de dados. Num momento em que a inteligência artificial generativa se aproxima cada vez mais das rotinas de gestão, essa camada de validação ganha peso. “Muitas plataformas de IA podem ‘alucinar’, gerar informação incorreta ou infundada. A nossa preocupação principal é garantir a coerência e consistência dos dados”, resume o fundador.
Essa preocupação traduz-se numa proteção concreta: a plataforma pode impedir a geração de conclusões quando não existem dados suficientes. A lógica é simples: mais do que acelerar a análise, a IDIRA.chat quer reduzir o risco de decisões tomadas sobre leituras frágeis. “Decidir com dados de qualidade é o que permite aos gestores de marketing tomarem as decisões mais adequadas”, defende Jorge Cunha.

Para um gestor sem perfil técnico, o impacto esperado está na redução da dependência de dashboards, cruzamentos manuais e interpretações demasiado especializadas. A plataforma permite fazer perguntas em linguagem natural e obter respostas em segundos, apoiadas nos dados disponíveis. Segundo Jorge Cunha, essa agilidade é relevante para a gestão dos investimentos em marketing, sobretudo quando está em causa a otimização de campanhas por canal e a maximização do retorno.
Desenvolvida em Portugal, a IDIRA.chat distingue-se também pela interface criada de raiz em português de Portugal e por uma abordagem centrada na conformidade europeia. A empresa posiciona a solução como preparada para requisitos como residência de dados na União Europeia, alinhamento com a NIS2 e preparação para o EU AI Act. A arquitetura é descrita como multi-LLM e auditável, com foco na integridade da informação.
A vantagem face a soluções internacionais, diz Jorge Cunha, passa menos pela origem geográfica e mais pelo conhecimento acumulado. “Uma das principais vantagens reside na vasta experiência acumulada em analítica de marketing digital, o que garante que a plataforma ofereça funcionalidades perfeitamente alinhadas com as necessidades do nosso mercado e dos seus utilizadores”. A configuração inicial permite ainda adaptar a ferramenta às especificidades e à área de atuação de cada cliente.
Nesta primeira fase, a empresa está a concentrar-se em PME ligadas ao e-commerce e ao retalho especializado. A escolha não é casual. Jorge Cunha acredita que a adoção é mais rápida em organizações com centros de decisão em Portugal, maior agilidade e processos menos pesados. Nas grandes empresas, reconhece, a solução também pode fazer sentido, embora os ciclos de procurement, legal e compliance tendam a ser mais demorados.
A passagem de uma lógica de consultoria para um produto SaaS trouxe outro desafio: transformar conhecimento acumulado em tecnologia escalável. “O maior desafio tem sido a ‘produtização’ da nossa metodologia”, admite. A empresa teve de converter uma experiência antes ajustada a cada cliente num produto autoconfigurável, capaz de preservar uma camada crítica de validação de dados e, ao mesmo tempo, ser usado por gestores sem formação técnica.
O objetivo passa agora por crescer para outros mercados europeus. Para isso, Jorge Cunha considera essencial provar que a camada de coerência e consistência dos dados funciona em diferentes ecossistemas de marketing digital, validar a escalabilidade técnica da plataforma e demonstrar capacidade de localização para outros idiomas. Desde o início, a plataforma trabalha em português e inglês, respondendo no idioma em que a pergunta é feita.
Para competir fora de Portugal, a IDIRA.chat terá ainda de provar product-market fit em mercados maiores e demonstrar retorno de investimento. A proposta parte de uma leitura clara: num contexto em que há cada vez mais dados, mais ferramentas e mais pressão por resultados, o problema das equipas de marketing já não é apenas aceder à informação. É saber em que informação podem confiar.



