
#Conhecimento
Portugal bate recordes de emprego, mas falta de trabalhadores ameaça travar empresas
O mercado de trabalho português chegou ao verão de 2025 com mais de 5,3 milhões de pessoas empregadas e uma taxa de desemprego de 5,8%, o valor mais baixo desde 2020. O aumento do emprego está, contudo, a criar um novo problema para as empresas: encontrar trabalhadores suficientes para manter a atividade e sustentar o crescimento.
Entre 2021 e 2025, Portugal criou cerca de 455 mil postos de trabalho adicionais. No mesmo período, a população ativa aumentou aproximadamente 465 mil pessoas, o que indica que a redução do desemprego aconteceu ao mesmo tempo que o mercado conseguiu integrar novos trabalhadores.
Os dados fazem parte do relatório “Mercado de Trabalho em Portugal — Os cinco verões 2021-2025”, elaborado pelo Grupo EGOR a partir de informação do INE, do IEFP e do Banco de Portugal. A análise compara os principais indicadores laborais registados no terceiro trimestre de cada ano.
O crescimento do emprego concentrou-se, em parte, nos serviços, com destaque para o comércio, os transportes, o alojamento e a restauração. São setores fortemente associados à atividade turística, com necessidades elevadas de contratação sazonal e uma dependência significativa de funções operacionais.
Menos imigração aumenta a pressão sobre o recrutamento
Uma parte importante do crescimento recente da população ativa portuguesa foi suportada pela entrada de trabalhadores estrangeiros. Essa dinâmica começou, porém, a perder força em 2024.
Segundo os dados apresentados no relatório, as saídas de trabalhadores estrangeiros aumentaram cerca de 40% nesse ano, atingindo aproximadamente 45 mil pessoas. Na segunda metade de 2024, as entradas mensais terão diminuído de cerca de 20 mil para 12 mil trabalhadores.
O saldo líquido migratório passou, assim, de aproximadamente 17 mil para sete mil trabalhadores por mês, uma redução próxima de 59%. A mudança poderá ter um impacto direto em setores como hotelaria, restauração, construção, logística, agricultura e indústria alimentar, que têm recorrido à imigração para responder às necessidades de mão de obra.
Escassez deixa de ser um problema sazonal
As perspetivas apresentadas para 2026 e 2027 apontam para um agravamento da falta de trabalhadores, devido à combinação entre a desaceleração da imigração e o envelhecimento da população.
Para as empresas, o efeito deverá traduzir-se numa competição mais intensa por profissionais, maior pressão sobre os salários e dificuldades acrescidas no preenchimento de vagas. O recrutamento deixa, desta forma, de ser apenas uma função operacional e passa a condicionar decisões de expansão, horários, capacidade produtiva e abertura de novos espaços.
“Portugal atingiu máximos históricos de emprego, mas esse sucesso traz um novo desafio, que já não é o de criar emprego, mas o de garantir que as empresas encontram as pessoas de que precisam para crescer”, afirma Alexandre Antunes, CEO do Grupo EGOR.
O relatório defende que as organizações terão de antecipar necessidades, investir no desenvolvimento dos profissionais e reforçar as estratégias de retenção. Num mercado com menos candidatos disponíveis, os salários e benefícios poderão deixar de ser suficientes: condições de trabalho, progressão, flexibilidade e qualidade da liderança tenderão a ganhar peso na decisão de permanecer numa empresa.
Os números mostram um mercado de trabalho mais robusto do que há cinco anos. Revelam também que o principal limite ao crescimento poderá já não estar na falta de procura ou de oportunidades, mas na capacidade das empresas para encontrar e conservar as pessoas necessárias para as concretizar.
(C) Foto de Annie Spratt na Unsplash

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Portugal bate recordes de emprego, mas falta de trabalhadores ameaça travar empresas
O mercado de trabalho português chegou ao verão de 2025 com mais de 5,3 milhões de pessoas empregadas e uma taxa de desemprego de 5,8%, o valor mais baixo desde 2020. O aumento do emprego está, contudo, a criar um novo problema para as empresas: encontrar trabalhadores suficientes para manter a atividade e sustentar o crescimento.
Entre 2021 e 2025, Portugal criou cerca de 455 mil postos de trabalho adicionais. No mesmo período, a população ativa aumentou aproximadamente 465 mil pessoas, o que indica que a redução do desemprego aconteceu ao mesmo tempo que o mercado conseguiu integrar novos trabalhadores.
Os dados fazem parte do relatório “Mercado de Trabalho em Portugal — Os cinco verões 2021-2025”, elaborado pelo Grupo EGOR a partir de informação do INE, do IEFP e do Banco de Portugal. A análise compara os principais indicadores laborais registados no terceiro trimestre de cada ano.
O crescimento do emprego concentrou-se, em parte, nos serviços, com destaque para o comércio, os transportes, o alojamento e a restauração. São setores fortemente associados à atividade turística, com necessidades elevadas de contratação sazonal e uma dependência significativa de funções operacionais.
Menos imigração aumenta a pressão sobre o recrutamento
Uma parte importante do crescimento recente da população ativa portuguesa foi suportada pela entrada de trabalhadores estrangeiros. Essa dinâmica começou, porém, a perder força em 2024.
Segundo os dados apresentados no relatório, as saídas de trabalhadores estrangeiros aumentaram cerca de 40% nesse ano, atingindo aproximadamente 45 mil pessoas. Na segunda metade de 2024, as entradas mensais terão diminuído de cerca de 20 mil para 12 mil trabalhadores.
O saldo líquido migratório passou, assim, de aproximadamente 17 mil para sete mil trabalhadores por mês, uma redução próxima de 59%. A mudança poderá ter um impacto direto em setores como hotelaria, restauração, construção, logística, agricultura e indústria alimentar, que têm recorrido à imigração para responder às necessidades de mão de obra.
Escassez deixa de ser um problema sazonal
As perspetivas apresentadas para 2026 e 2027 apontam para um agravamento da falta de trabalhadores, devido à combinação entre a desaceleração da imigração e o envelhecimento da população.
Para as empresas, o efeito deverá traduzir-se numa competição mais intensa por profissionais, maior pressão sobre os salários e dificuldades acrescidas no preenchimento de vagas. O recrutamento deixa, desta forma, de ser apenas uma função operacional e passa a condicionar decisões de expansão, horários, capacidade produtiva e abertura de novos espaços.
“Portugal atingiu máximos históricos de emprego, mas esse sucesso traz um novo desafio, que já não é o de criar emprego, mas o de garantir que as empresas encontram as pessoas de que precisam para crescer”, afirma Alexandre Antunes, CEO do Grupo EGOR.
O relatório defende que as organizações terão de antecipar necessidades, investir no desenvolvimento dos profissionais e reforçar as estratégias de retenção. Num mercado com menos candidatos disponíveis, os salários e benefícios poderão deixar de ser suficientes: condições de trabalho, progressão, flexibilidade e qualidade da liderança tenderão a ganhar peso na decisão de permanecer numa empresa.
Os números mostram um mercado de trabalho mais robusto do que há cinco anos. Revelam também que o principal limite ao crescimento poderá já não estar na falta de procura ou de oportunidades, mas na capacidade das empresas para encontrar e conservar as pessoas necessárias para as concretizar.
(C) Foto de Annie Spratt na Unsplash

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Portugal bate recordes de emprego, mas falta de trabalhadores ameaça travar empresas
O mercado de trabalho português chegou ao verão de 2025 com mais de 5,3 milhões de pessoas empregadas e uma taxa de desemprego de 5,8%, o valor mais baixo desde 2020. O aumento do emprego está, contudo, a criar um novo problema para as empresas: encontrar trabalhadores suficientes para manter a atividade e sustentar o crescimento.
Entre 2021 e 2025, Portugal criou cerca de 455 mil postos de trabalho adicionais. No mesmo período, a população ativa aumentou aproximadamente 465 mil pessoas, o que indica que a redução do desemprego aconteceu ao mesmo tempo que o mercado conseguiu integrar novos trabalhadores.
Os dados fazem parte do relatório “Mercado de Trabalho em Portugal — Os cinco verões 2021-2025”, elaborado pelo Grupo EGOR a partir de informação do INE, do IEFP e do Banco de Portugal. A análise compara os principais indicadores laborais registados no terceiro trimestre de cada ano.
O crescimento do emprego concentrou-se, em parte, nos serviços, com destaque para o comércio, os transportes, o alojamento e a restauração. São setores fortemente associados à atividade turística, com necessidades elevadas de contratação sazonal e uma dependência significativa de funções operacionais.
Menos imigração aumenta a pressão sobre o recrutamento
Uma parte importante do crescimento recente da população ativa portuguesa foi suportada pela entrada de trabalhadores estrangeiros. Essa dinâmica começou, porém, a perder força em 2024.
Segundo os dados apresentados no relatório, as saídas de trabalhadores estrangeiros aumentaram cerca de 40% nesse ano, atingindo aproximadamente 45 mil pessoas. Na segunda metade de 2024, as entradas mensais terão diminuído de cerca de 20 mil para 12 mil trabalhadores.
O saldo líquido migratório passou, assim, de aproximadamente 17 mil para sete mil trabalhadores por mês, uma redução próxima de 59%. A mudança poderá ter um impacto direto em setores como hotelaria, restauração, construção, logística, agricultura e indústria alimentar, que têm recorrido à imigração para responder às necessidades de mão de obra.
Escassez deixa de ser um problema sazonal
As perspetivas apresentadas para 2026 e 2027 apontam para um agravamento da falta de trabalhadores, devido à combinação entre a desaceleração da imigração e o envelhecimento da população.
Para as empresas, o efeito deverá traduzir-se numa competição mais intensa por profissionais, maior pressão sobre os salários e dificuldades acrescidas no preenchimento de vagas. O recrutamento deixa, desta forma, de ser apenas uma função operacional e passa a condicionar decisões de expansão, horários, capacidade produtiva e abertura de novos espaços.
“Portugal atingiu máximos históricos de emprego, mas esse sucesso traz um novo desafio, que já não é o de criar emprego, mas o de garantir que as empresas encontram as pessoas de que precisam para crescer”, afirma Alexandre Antunes, CEO do Grupo EGOR.
O relatório defende que as organizações terão de antecipar necessidades, investir no desenvolvimento dos profissionais e reforçar as estratégias de retenção. Num mercado com menos candidatos disponíveis, os salários e benefícios poderão deixar de ser suficientes: condições de trabalho, progressão, flexibilidade e qualidade da liderança tenderão a ganhar peso na decisão de permanecer numa empresa.
Os números mostram um mercado de trabalho mais robusto do que há cinco anos. Revelam também que o principal limite ao crescimento poderá já não estar na falta de procura ou de oportunidades, mas na capacidade das empresas para encontrar e conservar as pessoas necessárias para as concretizar.
(C) Foto de Annie Spratt na Unsplash

#Conhecimento
Portugal bate recordes de emprego, mas falta de trabalhadores ameaça travar empresas
O mercado de trabalho português chegou ao verão de 2025 com mais de 5,3 milhões de pessoas empregadas e uma taxa de desemprego de 5,8%, o valor mais baixo desde 2020. O aumento do emprego está, contudo, a criar um novo problema para as empresas: encontrar trabalhadores suficientes para manter a atividade e sustentar o crescimento.
Entre 2021 e 2025, Portugal criou cerca de 455 mil postos de trabalho adicionais. No mesmo período, a população ativa aumentou aproximadamente 465 mil pessoas, o que indica que a redução do desemprego aconteceu ao mesmo tempo que o mercado conseguiu integrar novos trabalhadores.
Os dados fazem parte do relatório “Mercado de Trabalho em Portugal — Os cinco verões 2021-2025”, elaborado pelo Grupo EGOR a partir de informação do INE, do IEFP e do Banco de Portugal. A análise compara os principais indicadores laborais registados no terceiro trimestre de cada ano.
O crescimento do emprego concentrou-se, em parte, nos serviços, com destaque para o comércio, os transportes, o alojamento e a restauração. São setores fortemente associados à atividade turística, com necessidades elevadas de contratação sazonal e uma dependência significativa de funções operacionais.
Menos imigração aumenta a pressão sobre o recrutamento
Uma parte importante do crescimento recente da população ativa portuguesa foi suportada pela entrada de trabalhadores estrangeiros. Essa dinâmica começou, porém, a perder força em 2024.
Segundo os dados apresentados no relatório, as saídas de trabalhadores estrangeiros aumentaram cerca de 40% nesse ano, atingindo aproximadamente 45 mil pessoas. Na segunda metade de 2024, as entradas mensais terão diminuído de cerca de 20 mil para 12 mil trabalhadores.
O saldo líquido migratório passou, assim, de aproximadamente 17 mil para sete mil trabalhadores por mês, uma redução próxima de 59%. A mudança poderá ter um impacto direto em setores como hotelaria, restauração, construção, logística, agricultura e indústria alimentar, que têm recorrido à imigração para responder às necessidades de mão de obra.
Escassez deixa de ser um problema sazonal
As perspetivas apresentadas para 2026 e 2027 apontam para um agravamento da falta de trabalhadores, devido à combinação entre a desaceleração da imigração e o envelhecimento da população.
Para as empresas, o efeito deverá traduzir-se numa competição mais intensa por profissionais, maior pressão sobre os salários e dificuldades acrescidas no preenchimento de vagas. O recrutamento deixa, desta forma, de ser apenas uma função operacional e passa a condicionar decisões de expansão, horários, capacidade produtiva e abertura de novos espaços.
“Portugal atingiu máximos históricos de emprego, mas esse sucesso traz um novo desafio, que já não é o de criar emprego, mas o de garantir que as empresas encontram as pessoas de que precisam para crescer”, afirma Alexandre Antunes, CEO do Grupo EGOR.
O relatório defende que as organizações terão de antecipar necessidades, investir no desenvolvimento dos profissionais e reforçar as estratégias de retenção. Num mercado com menos candidatos disponíveis, os salários e benefícios poderão deixar de ser suficientes: condições de trabalho, progressão, flexibilidade e qualidade da liderança tenderão a ganhar peso na decisão de permanecer numa empresa.
Os números mostram um mercado de trabalho mais robusto do que há cinco anos. Revelam também que o principal limite ao crescimento poderá já não estar na falta de procura ou de oportunidades, mas na capacidade das empresas para encontrar e conservar as pessoas necessárias para as concretizar.




