#Protagonistas

Como a eggs.pt transformou ovos de cerâmica numa marca com universo próprio

Antes de existir uma marca, existia um ovo. Mais precisamente, um ovo de cerâmica a derreter, com uma gema de expressão quase humana, pousado em muros, carros, bancos de jardim e outros lugares improvisados. Esta é a história de onde esse ovo já chegou.

|

3 de jun. de 2026, 11:25

Mariana Gomes levava a sua peça de cerâmica para todo o lado. Fotografava-a como quem tenta perceber se um objeto tem mundo suficiente para existir fora do atelier. “A primeira peça que lancei foram os ovos a derreter. Não tinha mais nenhum produto”, recorda. “Comecei a perceber que havia a possibilidade de criar uma família de peças e conseguir contar uma história através delas”.

Foi assim que nasceu a eggs.pt, marca de peças de cerâmica feitas à mão lançada no final de 2023 por Mariana Gomes, artista formada em Pintura pela Faculdade de Belas-Artes de Lisboa. A marca chamou a atenção, precisamente, pela estranheza encantadora das suas peças: ovos estrelados que parecem derreter, tangerinas ou maças que são castiçais, canecas e outros objetos que se movem entre a decoração, o humor, a cor e uma certa lógica surrealista.



Para Mariana, a passagem de expressão artística a negócio não aconteceu através de uma grande estratégia inicial. Aconteceu quando o imaginário começou a ganhar forma, repetição e possibilidade de continuidade. “A cerâmica foi o culminar de tudo o que mais gosto de fazer. A transformação de uma expressão artística para marca foi uma questão de organização”, explica. Antes da eggs.pt, já existia um percurso ligado ao YouTube (onde soma 85 mil subscritores), à fotografia, ao vídeo, à pintura e a outras experiências criativas.

Essa trajetória ajuda a explicar porque a eggs.pt se parece com um pequeno universo visual. As peças vivem no objeto, mas também na forma como são fotografadas, comunicadas e postas em circulação. “Todas as referências que tenho vindo a colecionar são um elemento essencial no meu trabalho”, vinca Mariana. “Estudei Pintura e depressa me apaixonei pela cerâmica. Desde então, tenho experimentado diferentes técnicas e tenho tentado perceber até onde posso levar este material. Há demasiadas opções e não me faltam ideias”.



Ovos, frutas, expressões, formatos orgânicos e fotografias com uma certa naturalidade doméstica criam uma linguagem reconhecível, mesmo quando as peças mudam. “Um dos aspetos que mais gosto e valorizo é a presença da cor. Talvez seja isso que une todas as minhas criações e a minha forma de comunicar”, afirma.

Transformar criatividade em negócio, porém, trouxe uma dificuldade menos visível: aceitar que aquilo que fazia podia sair das suas mãos e passar a pertencer a outra pessoa. “Decidir vender o meu trabalho foi um processo demorado. Durante muitos anos, fiz milhares de peças e, no máximo, dava a pessoas da minha família”, conta. “Foi difícil aceitar que o meu trabalho ia deixar de ser meu e passar a ser de outra pessoa. Ao mesmo tempo, tinha de dar um valor a uma peça feita por mim”.

Esse ponto é central para muitos pequenos negócios criativos. A fronteira entre criar e vender nem sempre é confortável, sobretudo quando o produto nasce de um gesto manual, lento e muito pessoal. No caso da cerâmica, essa lentidão faz parte do processo.



Mariana reconhece que o ritmo manual choca com a rapidez das redes sociais. “Uma das partes mais difíceis é a velocidade a que consumimos informação. Muitas vezes parece que é difícil acompanhar essa velocidade”, diz. “Ao mesmo tempo, nenhum crescimento é imediato, assim como a criação de uma peça de cerâmica. Leva tempo a criar uma comunidade e que uma marca chegue a um público cada vez mais vasto. É preciso ter muita paciência e não desistir”.

A comunidade tornou-se uma parte importante do crescimento da eggs.pt. Mariana foi fazendo tudo sozinha: cria, produz, comunica, fotografa, filma, publica, vende e ainda dá workshops. “Fica impossível estar em todas as frentes, então já aceitei que são fases. Mas tento manter a consistência”.



Os workshops que lançou mudaram também a relação de Mariana com o negócio. “Ter começado a dar aulas de cerâmica permitiu-me ter mais liberdade. A minha fonte de rendimento não vem só das peças, então posso ser mais livre naquilo que crio e partilho”, explica. Essa liberdade parece ser, neste momento, uma das forças da marca: a eggs.pt pode vender objetos, ensinar cerâmica, criar colaborações, experimentar formatos e continuar a crescer sem ficar presa ao produto que lhe deu origem.

O próprio nome deixa essa porta aberta. “Escolhi o nome eggs por ser pequeno e representar muito as minhas peças iniciais. Agora, significa ovo, mas no futuro pode ser aquilo que eu quiser”, afirma a artista. A frase resume bem a história da marca: começou num objeto muito específico, e encontrou nele uma linguagem suficientemente elástica para continuar. O ovo foi o início, mas a eggs.pt é que vai desenhando o próprio futuro.

#Protagonistas

Como a eggs.pt transformou ovos de cerâmica numa marca com universo próprio

Antes de existir uma marca, existia um ovo. Mais precisamente, um ovo de cerâmica a derreter, com uma gema de expressão quase humana, pousado em muros, carros, bancos de jardim e outros lugares improvisados. Esta é a história de onde esse ovo já chegou.

|

3 de jun. de 2026, 11:25

Mariana Gomes levava a sua peça de cerâmica para todo o lado. Fotografava-a como quem tenta perceber se um objeto tem mundo suficiente para existir fora do atelier. “A primeira peça que lancei foram os ovos a derreter. Não tinha mais nenhum produto”, recorda. “Comecei a perceber que havia a possibilidade de criar uma família de peças e conseguir contar uma história através delas”.

Foi assim que nasceu a eggs.pt, marca de peças de cerâmica feitas à mão lançada no final de 2023 por Mariana Gomes, artista formada em Pintura pela Faculdade de Belas-Artes de Lisboa. A marca chamou a atenção, precisamente, pela estranheza encantadora das suas peças: ovos estrelados que parecem derreter, tangerinas ou maças que são castiçais, canecas e outros objetos que se movem entre a decoração, o humor, a cor e uma certa lógica surrealista.



Para Mariana, a passagem de expressão artística a negócio não aconteceu através de uma grande estratégia inicial. Aconteceu quando o imaginário começou a ganhar forma, repetição e possibilidade de continuidade. “A cerâmica foi o culminar de tudo o que mais gosto de fazer. A transformação de uma expressão artística para marca foi uma questão de organização”, explica. Antes da eggs.pt, já existia um percurso ligado ao YouTube (onde soma 85 mil subscritores), à fotografia, ao vídeo, à pintura e a outras experiências criativas.

Essa trajetória ajuda a explicar porque a eggs.pt se parece com um pequeno universo visual. As peças vivem no objeto, mas também na forma como são fotografadas, comunicadas e postas em circulação. “Todas as referências que tenho vindo a colecionar são um elemento essencial no meu trabalho”, vinca Mariana. “Estudei Pintura e depressa me apaixonei pela cerâmica. Desde então, tenho experimentado diferentes técnicas e tenho tentado perceber até onde posso levar este material. Há demasiadas opções e não me faltam ideias”.



Ovos, frutas, expressões, formatos orgânicos e fotografias com uma certa naturalidade doméstica criam uma linguagem reconhecível, mesmo quando as peças mudam. “Um dos aspetos que mais gosto e valorizo é a presença da cor. Talvez seja isso que une todas as minhas criações e a minha forma de comunicar”, afirma.

Transformar criatividade em negócio, porém, trouxe uma dificuldade menos visível: aceitar que aquilo que fazia podia sair das suas mãos e passar a pertencer a outra pessoa. “Decidir vender o meu trabalho foi um processo demorado. Durante muitos anos, fiz milhares de peças e, no máximo, dava a pessoas da minha família”, conta. “Foi difícil aceitar que o meu trabalho ia deixar de ser meu e passar a ser de outra pessoa. Ao mesmo tempo, tinha de dar um valor a uma peça feita por mim”.

Esse ponto é central para muitos pequenos negócios criativos. A fronteira entre criar e vender nem sempre é confortável, sobretudo quando o produto nasce de um gesto manual, lento e muito pessoal. No caso da cerâmica, essa lentidão faz parte do processo.



Mariana reconhece que o ritmo manual choca com a rapidez das redes sociais. “Uma das partes mais difíceis é a velocidade a que consumimos informação. Muitas vezes parece que é difícil acompanhar essa velocidade”, diz. “Ao mesmo tempo, nenhum crescimento é imediato, assim como a criação de uma peça de cerâmica. Leva tempo a criar uma comunidade e que uma marca chegue a um público cada vez mais vasto. É preciso ter muita paciência e não desistir”.

A comunidade tornou-se uma parte importante do crescimento da eggs.pt. Mariana foi fazendo tudo sozinha: cria, produz, comunica, fotografa, filma, publica, vende e ainda dá workshops. “Fica impossível estar em todas as frentes, então já aceitei que são fases. Mas tento manter a consistência”.



Os workshops que lançou mudaram também a relação de Mariana com o negócio. “Ter começado a dar aulas de cerâmica permitiu-me ter mais liberdade. A minha fonte de rendimento não vem só das peças, então posso ser mais livre naquilo que crio e partilho”, explica. Essa liberdade parece ser, neste momento, uma das forças da marca: a eggs.pt pode vender objetos, ensinar cerâmica, criar colaborações, experimentar formatos e continuar a crescer sem ficar presa ao produto que lhe deu origem.

O próprio nome deixa essa porta aberta. “Escolhi o nome eggs por ser pequeno e representar muito as minhas peças iniciais. Agora, significa ovo, mas no futuro pode ser aquilo que eu quiser”, afirma a artista. A frase resume bem a história da marca: começou num objeto muito específico, e encontrou nele uma linguagem suficientemente elástica para continuar. O ovo foi o início, mas a eggs.pt é que vai desenhando o próprio futuro.

#Protagonistas

Como a eggs.pt transformou ovos de cerâmica numa marca com universo próprio

Antes de existir uma marca, existia um ovo. Mais precisamente, um ovo de cerâmica a derreter, com uma gema de expressão quase humana, pousado em muros, carros, bancos de jardim e outros lugares improvisados. Esta é a história de onde esse ovo já chegou.

|

3 de jun. de 2026, 11:25

Mariana Gomes levava a sua peça de cerâmica para todo o lado. Fotografava-a como quem tenta perceber se um objeto tem mundo suficiente para existir fora do atelier. “A primeira peça que lancei foram os ovos a derreter. Não tinha mais nenhum produto”, recorda. “Comecei a perceber que havia a possibilidade de criar uma família de peças e conseguir contar uma história através delas”.

Foi assim que nasceu a eggs.pt, marca de peças de cerâmica feitas à mão lançada no final de 2023 por Mariana Gomes, artista formada em Pintura pela Faculdade de Belas-Artes de Lisboa. A marca chamou a atenção, precisamente, pela estranheza encantadora das suas peças: ovos estrelados que parecem derreter, tangerinas ou maças que são castiçais, canecas e outros objetos que se movem entre a decoração, o humor, a cor e uma certa lógica surrealista.



Para Mariana, a passagem de expressão artística a negócio não aconteceu através de uma grande estratégia inicial. Aconteceu quando o imaginário começou a ganhar forma, repetição e possibilidade de continuidade. “A cerâmica foi o culminar de tudo o que mais gosto de fazer. A transformação de uma expressão artística para marca foi uma questão de organização”, explica. Antes da eggs.pt, já existia um percurso ligado ao YouTube (onde soma 85 mil subscritores), à fotografia, ao vídeo, à pintura e a outras experiências criativas.

Essa trajetória ajuda a explicar porque a eggs.pt se parece com um pequeno universo visual. As peças vivem no objeto, mas também na forma como são fotografadas, comunicadas e postas em circulação. “Todas as referências que tenho vindo a colecionar são um elemento essencial no meu trabalho”, vinca Mariana. “Estudei Pintura e depressa me apaixonei pela cerâmica. Desde então, tenho experimentado diferentes técnicas e tenho tentado perceber até onde posso levar este material. Há demasiadas opções e não me faltam ideias”.



Ovos, frutas, expressões, formatos orgânicos e fotografias com uma certa naturalidade doméstica criam uma linguagem reconhecível, mesmo quando as peças mudam. “Um dos aspetos que mais gosto e valorizo é a presença da cor. Talvez seja isso que une todas as minhas criações e a minha forma de comunicar”, afirma.

Transformar criatividade em negócio, porém, trouxe uma dificuldade menos visível: aceitar que aquilo que fazia podia sair das suas mãos e passar a pertencer a outra pessoa. “Decidir vender o meu trabalho foi um processo demorado. Durante muitos anos, fiz milhares de peças e, no máximo, dava a pessoas da minha família”, conta. “Foi difícil aceitar que o meu trabalho ia deixar de ser meu e passar a ser de outra pessoa. Ao mesmo tempo, tinha de dar um valor a uma peça feita por mim”.

Esse ponto é central para muitos pequenos negócios criativos. A fronteira entre criar e vender nem sempre é confortável, sobretudo quando o produto nasce de um gesto manual, lento e muito pessoal. No caso da cerâmica, essa lentidão faz parte do processo.



Mariana reconhece que o ritmo manual choca com a rapidez das redes sociais. “Uma das partes mais difíceis é a velocidade a que consumimos informação. Muitas vezes parece que é difícil acompanhar essa velocidade”, diz. “Ao mesmo tempo, nenhum crescimento é imediato, assim como a criação de uma peça de cerâmica. Leva tempo a criar uma comunidade e que uma marca chegue a um público cada vez mais vasto. É preciso ter muita paciência e não desistir”.

A comunidade tornou-se uma parte importante do crescimento da eggs.pt. Mariana foi fazendo tudo sozinha: cria, produz, comunica, fotografa, filma, publica, vende e ainda dá workshops. “Fica impossível estar em todas as frentes, então já aceitei que são fases. Mas tento manter a consistência”.



Os workshops que lançou mudaram também a relação de Mariana com o negócio. “Ter começado a dar aulas de cerâmica permitiu-me ter mais liberdade. A minha fonte de rendimento não vem só das peças, então posso ser mais livre naquilo que crio e partilho”, explica. Essa liberdade parece ser, neste momento, uma das forças da marca: a eggs.pt pode vender objetos, ensinar cerâmica, criar colaborações, experimentar formatos e continuar a crescer sem ficar presa ao produto que lhe deu origem.

O próprio nome deixa essa porta aberta. “Escolhi o nome eggs por ser pequeno e representar muito as minhas peças iniciais. Agora, significa ovo, mas no futuro pode ser aquilo que eu quiser”, afirma a artista. A frase resume bem a história da marca: começou num objeto muito específico, e encontrou nele uma linguagem suficientemente elástica para continuar. O ovo foi o início, mas a eggs.pt é que vai desenhando o próprio futuro.

#Protagonistas

Como a eggs.pt transformou ovos de cerâmica numa marca com universo próprio

Antes de existir uma marca, existia um ovo. Mais precisamente, um ovo de cerâmica a derreter, com uma gema de expressão quase humana, pousado em muros, carros, bancos de jardim e outros lugares improvisados. Esta é a história de onde esse ovo já chegou.

|

3 de jun. de 2026, 11:25

Mariana Gomes levava a sua peça de cerâmica para todo o lado. Fotografava-a como quem tenta perceber se um objeto tem mundo suficiente para existir fora do atelier. “A primeira peça que lancei foram os ovos a derreter. Não tinha mais nenhum produto”, recorda. “Comecei a perceber que havia a possibilidade de criar uma família de peças e conseguir contar uma história através delas”.

Foi assim que nasceu a eggs.pt, marca de peças de cerâmica feitas à mão lançada no final de 2023 por Mariana Gomes, artista formada em Pintura pela Faculdade de Belas-Artes de Lisboa. A marca chamou a atenção, precisamente, pela estranheza encantadora das suas peças: ovos estrelados que parecem derreter, tangerinas ou maças que são castiçais, canecas e outros objetos que se movem entre a decoração, o humor, a cor e uma certa lógica surrealista.



Para Mariana, a passagem de expressão artística a negócio não aconteceu através de uma grande estratégia inicial. Aconteceu quando o imaginário começou a ganhar forma, repetição e possibilidade de continuidade. “A cerâmica foi o culminar de tudo o que mais gosto de fazer. A transformação de uma expressão artística para marca foi uma questão de organização”, explica. Antes da eggs.pt, já existia um percurso ligado ao YouTube (onde soma 85 mil subscritores), à fotografia, ao vídeo, à pintura e a outras experiências criativas.

Essa trajetória ajuda a explicar porque a eggs.pt se parece com um pequeno universo visual. As peças vivem no objeto, mas também na forma como são fotografadas, comunicadas e postas em circulação. “Todas as referências que tenho vindo a colecionar são um elemento essencial no meu trabalho”, vinca Mariana. “Estudei Pintura e depressa me apaixonei pela cerâmica. Desde então, tenho experimentado diferentes técnicas e tenho tentado perceber até onde posso levar este material. Há demasiadas opções e não me faltam ideias”.



Ovos, frutas, expressões, formatos orgânicos e fotografias com uma certa naturalidade doméstica criam uma linguagem reconhecível, mesmo quando as peças mudam. “Um dos aspetos que mais gosto e valorizo é a presença da cor. Talvez seja isso que une todas as minhas criações e a minha forma de comunicar”, afirma.

Transformar criatividade em negócio, porém, trouxe uma dificuldade menos visível: aceitar que aquilo que fazia podia sair das suas mãos e passar a pertencer a outra pessoa. “Decidir vender o meu trabalho foi um processo demorado. Durante muitos anos, fiz milhares de peças e, no máximo, dava a pessoas da minha família”, conta. “Foi difícil aceitar que o meu trabalho ia deixar de ser meu e passar a ser de outra pessoa. Ao mesmo tempo, tinha de dar um valor a uma peça feita por mim”.

Esse ponto é central para muitos pequenos negócios criativos. A fronteira entre criar e vender nem sempre é confortável, sobretudo quando o produto nasce de um gesto manual, lento e muito pessoal. No caso da cerâmica, essa lentidão faz parte do processo.



Mariana reconhece que o ritmo manual choca com a rapidez das redes sociais. “Uma das partes mais difíceis é a velocidade a que consumimos informação. Muitas vezes parece que é difícil acompanhar essa velocidade”, diz. “Ao mesmo tempo, nenhum crescimento é imediato, assim como a criação de uma peça de cerâmica. Leva tempo a criar uma comunidade e que uma marca chegue a um público cada vez mais vasto. É preciso ter muita paciência e não desistir”.

A comunidade tornou-se uma parte importante do crescimento da eggs.pt. Mariana foi fazendo tudo sozinha: cria, produz, comunica, fotografa, filma, publica, vende e ainda dá workshops. “Fica impossível estar em todas as frentes, então já aceitei que são fases. Mas tento manter a consistência”.



Os workshops que lançou mudaram também a relação de Mariana com o negócio. “Ter começado a dar aulas de cerâmica permitiu-me ter mais liberdade. A minha fonte de rendimento não vem só das peças, então posso ser mais livre naquilo que crio e partilho”, explica. Essa liberdade parece ser, neste momento, uma das forças da marca: a eggs.pt pode vender objetos, ensinar cerâmica, criar colaborações, experimentar formatos e continuar a crescer sem ficar presa ao produto que lhe deu origem.

O próprio nome deixa essa porta aberta. “Escolhi o nome eggs por ser pequeno e representar muito as minhas peças iniciais. Agora, significa ovo, mas no futuro pode ser aquilo que eu quiser”, afirma a artista. A frase resume bem a história da marca: começou num objeto muito específico, e encontrou nele uma linguagem suficientemente elástica para continuar. O ovo foi o início, mas a eggs.pt é que vai desenhando o próprio futuro.

Newsletter

Tenha acesso exclusivo à entrevista semanal em vídeo e a outros conteúdos em primeira mão. A Newsletter do MOTIVO é gratuita, sai às segundas-feiras de manhã e vai dar-lhe muitas razões para começar a semana com a motivação certa.

Newsletter

Tenha acesso exclusivo à entrevista semanal em vídeo e a outros conteúdos em primeira mão. A Newsletter do MOTIVO é gratuita, sai às segundas-feiras de manhã e vai dar-lhe muitas razões para começar a semana com a motivação certa.

Newsletter

Tenha acesso exclusivo à entrevista semanal em vídeo e a outros conteúdos em primeira mão. A Newsletter do MOTIVO é gratuita, sai às segundas-feiras de manhã e vai dar-lhe muitas razões para começar a semana com a motivação certa.

Newsletter

Tenha acesso exclusivo à entrevista semanal em vídeo e a outros conteúdos em primeira mão. A Newsletter do MOTIVO é gratuita, sai às segundas-feiras de manhã e vai dar-lhe muitas razões para começar a semana com a motivação certa.