#Protagonistas

Marca deCÁ nasce para vestir o orgulho português todos os dias

A deCÁ chega ao mercado com uma pergunta desconfortável: “És dos que só veste a camisola quando ganhamos?”. A nova marca portuguesa começa pela roupa, embora se apresente como um projeto mais amplo, criado para dar visibilidade ao talento nacional e transformar identidade, cultura e comunidade em produtos, experiências e iniciativas.

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23 de jul. de 2026, 14:02

A ideia original era bastante diferente. Tiago Melo, fundador da deCÁ, acreditava que Portugal estava perto de viver uma grande vitória desportiva e criou um projeto dependente desse momento. Depois de garantir um investidor, percebeu que todo o negócio assentava num resultado que não podia controlar. “Foi aí que surgiu a pergunta que mudou tudo: porque é que só vestimos a camisola quando ganhamos?”, conta, em entrevista ao MOTIVO. A questão acabou por levar o fundador para lá do futebol.


Tiago Melo é o fundador da deCÁ


Tiago Melo viveu seis anos entre França e Espanha e passou 17 anos a trabalhar na construção de marcas globais. A distância ajudou-o a perceber a relação que outros países mantêm com a própria cultura e a tendência portuguesa para desvalorizar pessoas, empresas e projetos nacionais. “Foi aí que percebi que o futebol nunca foi o problema. Era apenas o espelho. Vivemos tão focados naquilo que nos divide e naquilo que nos falta que deixámos de ver o melhor de nós”.

A provocação tornou-se, assim, o ponto de partida da marca. “Quando a ambição é mudar hábitos, mudar a forma como as pessoas pensam ou provocar uma transformação cultural, a provocação torna-se quase indispensável”, explica. A pergunta de lançamento pretende levar os consumidores a reconhecer um comportamento do qual o próprio fundador admite ter feito parte: guardar os símbolos nacionais para os grandes jogos, as vitórias e as ocasiões especiais.



Uma t-shirt como primeiro símbolo

O primeiro produto é uma t-shirt reversível, verde de um lado e vermelha do outro, sem escudos, textos ou referências diretas a uma modalidade. A peça custa 45 euros, tem um corte oversized e é produzida integralmente em Barcelos, do fio à confeção. A marca apresenta ainda versões apenas em verde e em vermelho.

Tiago Melo explica que a ideia da peça já existia antes da deCÁ. Em momentos de celebração coletiva, encontrava milhares de pessoas vestidas com símbolos, equipamentos e mensagens diferentes, sem uma identidade visual comum. “Percebi que o verdadeiro problema não era a falta de uma t-shirt, era a falta de uma razão para a vestir todos os dias”.

A redução da identidade visual às duas cores procura criar um símbolo suficientemente aberto para incluir diferentes pessoas e contextos. “Esta peça não tem escudos, nem modalidades, nem resultados. Existe para lembrar que há milhares de razões para vestir a camisola para além do futebol”, afirma. Ciência, inovação, empresas, gastronomia, cultura, desporto e solidariedade estão entre os territórios que a marca pretende valorizar.

A roupa deverá ser apenas a primeira categoria de negócio. A deCÁ admite vir a desenvolver outros produtos, experiências, campanhas e iniciativas, desde que contribuam para a sua missão. “Todos os produtos que lançarmos terão sempre um único objetivo: ajudar a comunidade e contribuir para uma transformação cultural. A roupa é apenas a primeira expressão dessa missão".



Do propósito ao modelo de impacto

O lançamento inclui também o tensCÁdisto, um fundo destinado a descobrir talento, apoiar projetos e aproximar boas ideias de empresas, investidores, fundações e mecenas. A marca compromete-se a canalizar automaticamente 3% do valor de cada compra para o programa. Quem partilhar o produto nas redes sociais e identificar a deCÁ poderá receber 2% do valor pago e escolher se fica com esse montante ou se o junta à contribuição, elevando-a até 5%.

O mecanismo ainda está a ser desenvolvido. Segundo o fundador, as regras, os critérios e a aplicação dos apoios serão apresentados no final do ano e, até lá, os valores destinados ao programa ficarão reservados. Perante o risco de o propósito ser interpretado como uma ferramenta promocional, Tiago Melo responde de forma direta: “Deem-nos tempo para provar. Prefiro muito mais que as pessoas nos julguem pelo que fizermos do que pelo que dissermos hoje”.

O próprio caminho até ao lançamento foi usado pela marca como parte da narrativa. De acordo com a informação publicada no site oficial, Tiago Melo apresentou a ideia a 38 potenciais investidores e recebeu 37 respostas negativas. O nome original já estava registado por outra pessoa, obrigando a equipa a reconstruir a identidade num período curto. O projeto acabou por juntar parceiros como Grupo Renascença, JCDecaux, Global Media, Medialivre, IfthenPay e CTT.

A ambição ultrapassa, portanto, a criação de uma marca de vestuário. Tiago Melo espera que a deCÁ ajude mais pessoas a acreditar que podem desenvolver o próprio talento em Portugal, uma preocupação que associa às escolhas profissionais da sua geração e da seguinte. “Se a deCÁ conseguir contribuir, nem que seja um bocadinho, para que mais pessoas possam acreditar que vale a pena seguir o seu talento, já terá valido tudo a pena”.

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Marca deCÁ nasce para vestir o orgulho português todos os dias

A deCÁ chega ao mercado com uma pergunta desconfortável: “És dos que só veste a camisola quando ganhamos?”. A nova marca portuguesa começa pela roupa, embora se apresente como um projeto mais amplo, criado para dar visibilidade ao talento nacional e transformar identidade, cultura e comunidade em produtos, experiências e iniciativas.

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23 de jul. de 2026, 14:02

A ideia original era bastante diferente. Tiago Melo, fundador da deCÁ, acreditava que Portugal estava perto de viver uma grande vitória desportiva e criou um projeto dependente desse momento. Depois de garantir um investidor, percebeu que todo o negócio assentava num resultado que não podia controlar. “Foi aí que surgiu a pergunta que mudou tudo: porque é que só vestimos a camisola quando ganhamos?”, conta, em entrevista ao MOTIVO. A questão acabou por levar o fundador para lá do futebol.


Tiago Melo é o fundador da deCÁ


Tiago Melo viveu seis anos entre França e Espanha e passou 17 anos a trabalhar na construção de marcas globais. A distância ajudou-o a perceber a relação que outros países mantêm com a própria cultura e a tendência portuguesa para desvalorizar pessoas, empresas e projetos nacionais. “Foi aí que percebi que o futebol nunca foi o problema. Era apenas o espelho. Vivemos tão focados naquilo que nos divide e naquilo que nos falta que deixámos de ver o melhor de nós”.

A provocação tornou-se, assim, o ponto de partida da marca. “Quando a ambição é mudar hábitos, mudar a forma como as pessoas pensam ou provocar uma transformação cultural, a provocação torna-se quase indispensável”, explica. A pergunta de lançamento pretende levar os consumidores a reconhecer um comportamento do qual o próprio fundador admite ter feito parte: guardar os símbolos nacionais para os grandes jogos, as vitórias e as ocasiões especiais.



Uma t-shirt como primeiro símbolo

O primeiro produto é uma t-shirt reversível, verde de um lado e vermelha do outro, sem escudos, textos ou referências diretas a uma modalidade. A peça custa 45 euros, tem um corte oversized e é produzida integralmente em Barcelos, do fio à confeção. A marca apresenta ainda versões apenas em verde e em vermelho.

Tiago Melo explica que a ideia da peça já existia antes da deCÁ. Em momentos de celebração coletiva, encontrava milhares de pessoas vestidas com símbolos, equipamentos e mensagens diferentes, sem uma identidade visual comum. “Percebi que o verdadeiro problema não era a falta de uma t-shirt, era a falta de uma razão para a vestir todos os dias”.

A redução da identidade visual às duas cores procura criar um símbolo suficientemente aberto para incluir diferentes pessoas e contextos. “Esta peça não tem escudos, nem modalidades, nem resultados. Existe para lembrar que há milhares de razões para vestir a camisola para além do futebol”, afirma. Ciência, inovação, empresas, gastronomia, cultura, desporto e solidariedade estão entre os territórios que a marca pretende valorizar.

A roupa deverá ser apenas a primeira categoria de negócio. A deCÁ admite vir a desenvolver outros produtos, experiências, campanhas e iniciativas, desde que contribuam para a sua missão. “Todos os produtos que lançarmos terão sempre um único objetivo: ajudar a comunidade e contribuir para uma transformação cultural. A roupa é apenas a primeira expressão dessa missão".



Do propósito ao modelo de impacto

O lançamento inclui também o tensCÁdisto, um fundo destinado a descobrir talento, apoiar projetos e aproximar boas ideias de empresas, investidores, fundações e mecenas. A marca compromete-se a canalizar automaticamente 3% do valor de cada compra para o programa. Quem partilhar o produto nas redes sociais e identificar a deCÁ poderá receber 2% do valor pago e escolher se fica com esse montante ou se o junta à contribuição, elevando-a até 5%.

O mecanismo ainda está a ser desenvolvido. Segundo o fundador, as regras, os critérios e a aplicação dos apoios serão apresentados no final do ano e, até lá, os valores destinados ao programa ficarão reservados. Perante o risco de o propósito ser interpretado como uma ferramenta promocional, Tiago Melo responde de forma direta: “Deem-nos tempo para provar. Prefiro muito mais que as pessoas nos julguem pelo que fizermos do que pelo que dissermos hoje”.

O próprio caminho até ao lançamento foi usado pela marca como parte da narrativa. De acordo com a informação publicada no site oficial, Tiago Melo apresentou a ideia a 38 potenciais investidores e recebeu 37 respostas negativas. O nome original já estava registado por outra pessoa, obrigando a equipa a reconstruir a identidade num período curto. O projeto acabou por juntar parceiros como Grupo Renascença, JCDecaux, Global Media, Medialivre, IfthenPay e CTT.

A ambição ultrapassa, portanto, a criação de uma marca de vestuário. Tiago Melo espera que a deCÁ ajude mais pessoas a acreditar que podem desenvolver o próprio talento em Portugal, uma preocupação que associa às escolhas profissionais da sua geração e da seguinte. “Se a deCÁ conseguir contribuir, nem que seja um bocadinho, para que mais pessoas possam acreditar que vale a pena seguir o seu talento, já terá valido tudo a pena”.

#Protagonistas

Marca deCÁ nasce para vestir o orgulho português todos os dias

A deCÁ chega ao mercado com uma pergunta desconfortável: “És dos que só veste a camisola quando ganhamos?”. A nova marca portuguesa começa pela roupa, embora se apresente como um projeto mais amplo, criado para dar visibilidade ao talento nacional e transformar identidade, cultura e comunidade em produtos, experiências e iniciativas.

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23 de jul. de 2026, 14:02

A ideia original era bastante diferente. Tiago Melo, fundador da deCÁ, acreditava que Portugal estava perto de viver uma grande vitória desportiva e criou um projeto dependente desse momento. Depois de garantir um investidor, percebeu que todo o negócio assentava num resultado que não podia controlar. “Foi aí que surgiu a pergunta que mudou tudo: porque é que só vestimos a camisola quando ganhamos?”, conta, em entrevista ao MOTIVO. A questão acabou por levar o fundador para lá do futebol.


Tiago Melo é o fundador da deCÁ


Tiago Melo viveu seis anos entre França e Espanha e passou 17 anos a trabalhar na construção de marcas globais. A distância ajudou-o a perceber a relação que outros países mantêm com a própria cultura e a tendência portuguesa para desvalorizar pessoas, empresas e projetos nacionais. “Foi aí que percebi que o futebol nunca foi o problema. Era apenas o espelho. Vivemos tão focados naquilo que nos divide e naquilo que nos falta que deixámos de ver o melhor de nós”.

A provocação tornou-se, assim, o ponto de partida da marca. “Quando a ambição é mudar hábitos, mudar a forma como as pessoas pensam ou provocar uma transformação cultural, a provocação torna-se quase indispensável”, explica. A pergunta de lançamento pretende levar os consumidores a reconhecer um comportamento do qual o próprio fundador admite ter feito parte: guardar os símbolos nacionais para os grandes jogos, as vitórias e as ocasiões especiais.



Uma t-shirt como primeiro símbolo

O primeiro produto é uma t-shirt reversível, verde de um lado e vermelha do outro, sem escudos, textos ou referências diretas a uma modalidade. A peça custa 45 euros, tem um corte oversized e é produzida integralmente em Barcelos, do fio à confeção. A marca apresenta ainda versões apenas em verde e em vermelho.

Tiago Melo explica que a ideia da peça já existia antes da deCÁ. Em momentos de celebração coletiva, encontrava milhares de pessoas vestidas com símbolos, equipamentos e mensagens diferentes, sem uma identidade visual comum. “Percebi que o verdadeiro problema não era a falta de uma t-shirt, era a falta de uma razão para a vestir todos os dias”.

A redução da identidade visual às duas cores procura criar um símbolo suficientemente aberto para incluir diferentes pessoas e contextos. “Esta peça não tem escudos, nem modalidades, nem resultados. Existe para lembrar que há milhares de razões para vestir a camisola para além do futebol”, afirma. Ciência, inovação, empresas, gastronomia, cultura, desporto e solidariedade estão entre os territórios que a marca pretende valorizar.

A roupa deverá ser apenas a primeira categoria de negócio. A deCÁ admite vir a desenvolver outros produtos, experiências, campanhas e iniciativas, desde que contribuam para a sua missão. “Todos os produtos que lançarmos terão sempre um único objetivo: ajudar a comunidade e contribuir para uma transformação cultural. A roupa é apenas a primeira expressão dessa missão".



Do propósito ao modelo de impacto

O lançamento inclui também o tensCÁdisto, um fundo destinado a descobrir talento, apoiar projetos e aproximar boas ideias de empresas, investidores, fundações e mecenas. A marca compromete-se a canalizar automaticamente 3% do valor de cada compra para o programa. Quem partilhar o produto nas redes sociais e identificar a deCÁ poderá receber 2% do valor pago e escolher se fica com esse montante ou se o junta à contribuição, elevando-a até 5%.

O mecanismo ainda está a ser desenvolvido. Segundo o fundador, as regras, os critérios e a aplicação dos apoios serão apresentados no final do ano e, até lá, os valores destinados ao programa ficarão reservados. Perante o risco de o propósito ser interpretado como uma ferramenta promocional, Tiago Melo responde de forma direta: “Deem-nos tempo para provar. Prefiro muito mais que as pessoas nos julguem pelo que fizermos do que pelo que dissermos hoje”.

O próprio caminho até ao lançamento foi usado pela marca como parte da narrativa. De acordo com a informação publicada no site oficial, Tiago Melo apresentou a ideia a 38 potenciais investidores e recebeu 37 respostas negativas. O nome original já estava registado por outra pessoa, obrigando a equipa a reconstruir a identidade num período curto. O projeto acabou por juntar parceiros como Grupo Renascença, JCDecaux, Global Media, Medialivre, IfthenPay e CTT.

A ambição ultrapassa, portanto, a criação de uma marca de vestuário. Tiago Melo espera que a deCÁ ajude mais pessoas a acreditar que podem desenvolver o próprio talento em Portugal, uma preocupação que associa às escolhas profissionais da sua geração e da seguinte. “Se a deCÁ conseguir contribuir, nem que seja um bocadinho, para que mais pessoas possam acreditar que vale a pena seguir o seu talento, já terá valido tudo a pena”.

#Protagonistas

Marca deCÁ nasce para vestir o orgulho português todos os dias

A deCÁ chega ao mercado com uma pergunta desconfortável: “És dos que só veste a camisola quando ganhamos?”. A nova marca portuguesa começa pela roupa, embora se apresente como um projeto mais amplo, criado para dar visibilidade ao talento nacional e transformar identidade, cultura e comunidade em produtos, experiências e iniciativas.

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23 de jul. de 2026, 14:02

A ideia original era bastante diferente. Tiago Melo, fundador da deCÁ, acreditava que Portugal estava perto de viver uma grande vitória desportiva e criou um projeto dependente desse momento. Depois de garantir um investidor, percebeu que todo o negócio assentava num resultado que não podia controlar. “Foi aí que surgiu a pergunta que mudou tudo: porque é que só vestimos a camisola quando ganhamos?”, conta, em entrevista ao MOTIVO. A questão acabou por levar o fundador para lá do futebol.


Tiago Melo é o fundador da deCÁ


Tiago Melo viveu seis anos entre França e Espanha e passou 17 anos a trabalhar na construção de marcas globais. A distância ajudou-o a perceber a relação que outros países mantêm com a própria cultura e a tendência portuguesa para desvalorizar pessoas, empresas e projetos nacionais. “Foi aí que percebi que o futebol nunca foi o problema. Era apenas o espelho. Vivemos tão focados naquilo que nos divide e naquilo que nos falta que deixámos de ver o melhor de nós”.

A provocação tornou-se, assim, o ponto de partida da marca. “Quando a ambição é mudar hábitos, mudar a forma como as pessoas pensam ou provocar uma transformação cultural, a provocação torna-se quase indispensável”, explica. A pergunta de lançamento pretende levar os consumidores a reconhecer um comportamento do qual o próprio fundador admite ter feito parte: guardar os símbolos nacionais para os grandes jogos, as vitórias e as ocasiões especiais.



Uma t-shirt como primeiro símbolo

O primeiro produto é uma t-shirt reversível, verde de um lado e vermelha do outro, sem escudos, textos ou referências diretas a uma modalidade. A peça custa 45 euros, tem um corte oversized e é produzida integralmente em Barcelos, do fio à confeção. A marca apresenta ainda versões apenas em verde e em vermelho.

Tiago Melo explica que a ideia da peça já existia antes da deCÁ. Em momentos de celebração coletiva, encontrava milhares de pessoas vestidas com símbolos, equipamentos e mensagens diferentes, sem uma identidade visual comum. “Percebi que o verdadeiro problema não era a falta de uma t-shirt, era a falta de uma razão para a vestir todos os dias”.

A redução da identidade visual às duas cores procura criar um símbolo suficientemente aberto para incluir diferentes pessoas e contextos. “Esta peça não tem escudos, nem modalidades, nem resultados. Existe para lembrar que há milhares de razões para vestir a camisola para além do futebol”, afirma. Ciência, inovação, empresas, gastronomia, cultura, desporto e solidariedade estão entre os territórios que a marca pretende valorizar.

A roupa deverá ser apenas a primeira categoria de negócio. A deCÁ admite vir a desenvolver outros produtos, experiências, campanhas e iniciativas, desde que contribuam para a sua missão. “Todos os produtos que lançarmos terão sempre um único objetivo: ajudar a comunidade e contribuir para uma transformação cultural. A roupa é apenas a primeira expressão dessa missão".



Do propósito ao modelo de impacto

O lançamento inclui também o tensCÁdisto, um fundo destinado a descobrir talento, apoiar projetos e aproximar boas ideias de empresas, investidores, fundações e mecenas. A marca compromete-se a canalizar automaticamente 3% do valor de cada compra para o programa. Quem partilhar o produto nas redes sociais e identificar a deCÁ poderá receber 2% do valor pago e escolher se fica com esse montante ou se o junta à contribuição, elevando-a até 5%.

O mecanismo ainda está a ser desenvolvido. Segundo o fundador, as regras, os critérios e a aplicação dos apoios serão apresentados no final do ano e, até lá, os valores destinados ao programa ficarão reservados. Perante o risco de o propósito ser interpretado como uma ferramenta promocional, Tiago Melo responde de forma direta: “Deem-nos tempo para provar. Prefiro muito mais que as pessoas nos julguem pelo que fizermos do que pelo que dissermos hoje”.

O próprio caminho até ao lançamento foi usado pela marca como parte da narrativa. De acordo com a informação publicada no site oficial, Tiago Melo apresentou a ideia a 38 potenciais investidores e recebeu 37 respostas negativas. O nome original já estava registado por outra pessoa, obrigando a equipa a reconstruir a identidade num período curto. O projeto acabou por juntar parceiros como Grupo Renascença, JCDecaux, Global Media, Medialivre, IfthenPay e CTT.

A ambição ultrapassa, portanto, a criação de uma marca de vestuário. Tiago Melo espera que a deCÁ ajude mais pessoas a acreditar que podem desenvolver o próprio talento em Portugal, uma preocupação que associa às escolhas profissionais da sua geração e da seguinte. “Se a deCÁ conseguir contribuir, nem que seja um bocadinho, para que mais pessoas possam acreditar que vale a pena seguir o seu talento, já terá valido tudo a pena”.

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