#Protagonistas

Casa das Máquinas quer transformar arte imersiva num destino cultural no Porto

Um edifício de 1890, construído para servir o Funicular dos Guindais, ganhou uma nova vida no Porto. A Casa das Máquinas quer transformar aquele património num espaço onde arte imersiva, arquitetura, gastronomia e eventos coexistem, e onde o modelo de negócio depende tanto da capacidade de atrair visitantes como de lhes dar razões para regressar. Conheça o projeto.

|

5 de nov. de 2026, 13:01

A antiga Casa das Máquinas foi reconvertida pelo atelier do arquiteto Nuno Valentim, preservando a memória industrial do edifício e adaptando-o a uma utilização contemporânea. “O património não deve ser visto apenas como algo que temos de preservar, mas também como algo que podemos ativar e integrar na vida contemporânea”, explica Gustavo Fontes, cofundador do projeto. Essa ideia ajuda a perceber a ambição que era de recuperar um lugar histórico sem o transformar numa peça estática da cidade.

No centro do projeto estão três salas imersivas, equipadas com 27 projetores e mais de mil metros quadrados de superfície projetada. Cada visita tem aproximadamente 51 minutos, com entradas em intervalos de 20 minutos e um máximo de 24 pessoas por sessão. Os bilhetes custam 12 euros para crianças e 18 euros para adultos, com condições específicas para famílias e grupos. A capacidade teórica ultrapassa as 500 pessoas por dia, colocando a bilheteira como uma das componentes centrais do negócio.



A estreia do projeto faz-se com Amazonia Immersive Art, exposição que chega ao Porto depois de ter recebido mais de 30 mil visitantes em Belém, no Brasil. É a primeira itinerância internacional do projeto, com curadoria e direção artística de Aíla e Roberta Carvalho, e reúne mais de uma dezena de artistas da Amazónia. Ao contrário de muitas experiências imersivas construídas a partir da digitalização de obras consagradas, aqui a tecnologia serve uma produção artística contemporânea, criada por artistas vivos e ligada a um território específico.



A experiência distribui-se por três espaços. Um deles recebe REFLORESTA, de Roberta Carvalho; outro reúne trabalhos de vários artistas amazónicos; e uma terceira sala cruza ancestralidade, imagem e pensamento, com nomes como Ailton Krenak, Keila Sankofa e Jaider Esbell. A banda sonora é assinada por Nelson D. Para a Casa das Máquinas, esta primeira exposição funciona também como declaração de intenções: a programação não deverá ficar presa a um único tipo de linguagem nem a uma exposição permanente.



“A renovação da programação será essencial para concretizar a nossa ambição de criar um espaço a que o público queira regressar”, assume Gustavo Fontes. A segunda exposição já está definida, embora ainda não tenha sido anunciada. É uma questão particularmente relevante num formato em que o efeito de novidade pode ser forte à abertura, mas onde a sustentabilidade depende de transformar visitantes ocasionais em público recorrente.

A bilheteira é apenas uma das fontes de receita. O projeto integra também o Guindais Garden Bar & Restaurant, desenvolvido em parceria com a Real Companhia Velha e o Grupo Romando, e prevê a utilização dos espaços para eventos privados, ativações de marcas e iniciativas empresariais. “Queremos que a Casa das Máquinas seja muito mais do que um espaço de exposições imersivas: um destino cultural e de experiências, onde a arte, a arquitetura, a paisagem, a gastronomia e os eventos se complementam”, diz o cofundador.



A lógica de recorrência estende-se ainda a um programa de Amigos da Casa das Máquinas, com três modalidades e benefícios que podem incluir prioridade nas reservas, vantagens associadas à programação e entradas ilimitadas. É uma tentativa de construir comunidade à volta de um projeto que poderia facilmente ser visto apenas como atração turística, uma visão que a equipa quer contrariar. “Seria igualmente redutor pensar no projeto apenas como uma atração para quem visita a cidade”, afirma Gustavo Fontes.

Esse será provavelmente um dos principais testes da Casa das Máquinas. O Porto garante fluxo turístico, um edifício singular fornece contexto e a componente imersiva oferece impacto visual imediato. Transformar essa combinação num destino cultural com programação própria, público local e diferentes fontes de receita é uma ambição mais exigente. A Casa das Máquinas quer que o visitante vá pela exposição, fique pela arquitetura ou pela mesa e encontre, meses depois, uma razão diferente para voltar.

#Protagonistas

Casa das Máquinas quer transformar arte imersiva num destino cultural no Porto

Um edifício de 1890, construído para servir o Funicular dos Guindais, ganhou uma nova vida no Porto. A Casa das Máquinas quer transformar aquele património num espaço onde arte imersiva, arquitetura, gastronomia e eventos coexistem, e onde o modelo de negócio depende tanto da capacidade de atrair visitantes como de lhes dar razões para regressar. Conheça o projeto.

|

5 de nov. de 2026, 13:01

A antiga Casa das Máquinas foi reconvertida pelo atelier do arquiteto Nuno Valentim, preservando a memória industrial do edifício e adaptando-o a uma utilização contemporânea. “O património não deve ser visto apenas como algo que temos de preservar, mas também como algo que podemos ativar e integrar na vida contemporânea”, explica Gustavo Fontes, cofundador do projeto. Essa ideia ajuda a perceber a ambição que era de recuperar um lugar histórico sem o transformar numa peça estática da cidade.

No centro do projeto estão três salas imersivas, equipadas com 27 projetores e mais de mil metros quadrados de superfície projetada. Cada visita tem aproximadamente 51 minutos, com entradas em intervalos de 20 minutos e um máximo de 24 pessoas por sessão. Os bilhetes custam 12 euros para crianças e 18 euros para adultos, com condições específicas para famílias e grupos. A capacidade teórica ultrapassa as 500 pessoas por dia, colocando a bilheteira como uma das componentes centrais do negócio.



A estreia do projeto faz-se com Amazonia Immersive Art, exposição que chega ao Porto depois de ter recebido mais de 30 mil visitantes em Belém, no Brasil. É a primeira itinerância internacional do projeto, com curadoria e direção artística de Aíla e Roberta Carvalho, e reúne mais de uma dezena de artistas da Amazónia. Ao contrário de muitas experiências imersivas construídas a partir da digitalização de obras consagradas, aqui a tecnologia serve uma produção artística contemporânea, criada por artistas vivos e ligada a um território específico.



A experiência distribui-se por três espaços. Um deles recebe REFLORESTA, de Roberta Carvalho; outro reúne trabalhos de vários artistas amazónicos; e uma terceira sala cruza ancestralidade, imagem e pensamento, com nomes como Ailton Krenak, Keila Sankofa e Jaider Esbell. A banda sonora é assinada por Nelson D. Para a Casa das Máquinas, esta primeira exposição funciona também como declaração de intenções: a programação não deverá ficar presa a um único tipo de linguagem nem a uma exposição permanente.



“A renovação da programação será essencial para concretizar a nossa ambição de criar um espaço a que o público queira regressar”, assume Gustavo Fontes. A segunda exposição já está definida, embora ainda não tenha sido anunciada. É uma questão particularmente relevante num formato em que o efeito de novidade pode ser forte à abertura, mas onde a sustentabilidade depende de transformar visitantes ocasionais em público recorrente.

A bilheteira é apenas uma das fontes de receita. O projeto integra também o Guindais Garden Bar & Restaurant, desenvolvido em parceria com a Real Companhia Velha e o Grupo Romando, e prevê a utilização dos espaços para eventos privados, ativações de marcas e iniciativas empresariais. “Queremos que a Casa das Máquinas seja muito mais do que um espaço de exposições imersivas: um destino cultural e de experiências, onde a arte, a arquitetura, a paisagem, a gastronomia e os eventos se complementam”, diz o cofundador.



A lógica de recorrência estende-se ainda a um programa de Amigos da Casa das Máquinas, com três modalidades e benefícios que podem incluir prioridade nas reservas, vantagens associadas à programação e entradas ilimitadas. É uma tentativa de construir comunidade à volta de um projeto que poderia facilmente ser visto apenas como atração turística, uma visão que a equipa quer contrariar. “Seria igualmente redutor pensar no projeto apenas como uma atração para quem visita a cidade”, afirma Gustavo Fontes.

Esse será provavelmente um dos principais testes da Casa das Máquinas. O Porto garante fluxo turístico, um edifício singular fornece contexto e a componente imersiva oferece impacto visual imediato. Transformar essa combinação num destino cultural com programação própria, público local e diferentes fontes de receita é uma ambição mais exigente. A Casa das Máquinas quer que o visitante vá pela exposição, fique pela arquitetura ou pela mesa e encontre, meses depois, uma razão diferente para voltar.

#Protagonistas

Casa das Máquinas quer transformar arte imersiva num destino cultural no Porto

Um edifício de 1890, construído para servir o Funicular dos Guindais, ganhou uma nova vida no Porto. A Casa das Máquinas quer transformar aquele património num espaço onde arte imersiva, arquitetura, gastronomia e eventos coexistem, e onde o modelo de negócio depende tanto da capacidade de atrair visitantes como de lhes dar razões para regressar. Conheça o projeto.

|

5 de nov. de 2026, 13:01

A antiga Casa das Máquinas foi reconvertida pelo atelier do arquiteto Nuno Valentim, preservando a memória industrial do edifício e adaptando-o a uma utilização contemporânea. “O património não deve ser visto apenas como algo que temos de preservar, mas também como algo que podemos ativar e integrar na vida contemporânea”, explica Gustavo Fontes, cofundador do projeto. Essa ideia ajuda a perceber a ambição que era de recuperar um lugar histórico sem o transformar numa peça estática da cidade.

No centro do projeto estão três salas imersivas, equipadas com 27 projetores e mais de mil metros quadrados de superfície projetada. Cada visita tem aproximadamente 51 minutos, com entradas em intervalos de 20 minutos e um máximo de 24 pessoas por sessão. Os bilhetes custam 12 euros para crianças e 18 euros para adultos, com condições específicas para famílias e grupos. A capacidade teórica ultrapassa as 500 pessoas por dia, colocando a bilheteira como uma das componentes centrais do negócio.



A estreia do projeto faz-se com Amazonia Immersive Art, exposição que chega ao Porto depois de ter recebido mais de 30 mil visitantes em Belém, no Brasil. É a primeira itinerância internacional do projeto, com curadoria e direção artística de Aíla e Roberta Carvalho, e reúne mais de uma dezena de artistas da Amazónia. Ao contrário de muitas experiências imersivas construídas a partir da digitalização de obras consagradas, aqui a tecnologia serve uma produção artística contemporânea, criada por artistas vivos e ligada a um território específico.



A experiência distribui-se por três espaços. Um deles recebe REFLORESTA, de Roberta Carvalho; outro reúne trabalhos de vários artistas amazónicos; e uma terceira sala cruza ancestralidade, imagem e pensamento, com nomes como Ailton Krenak, Keila Sankofa e Jaider Esbell. A banda sonora é assinada por Nelson D. Para a Casa das Máquinas, esta primeira exposição funciona também como declaração de intenções: a programação não deverá ficar presa a um único tipo de linguagem nem a uma exposição permanente.



“A renovação da programação será essencial para concretizar a nossa ambição de criar um espaço a que o público queira regressar”, assume Gustavo Fontes. A segunda exposição já está definida, embora ainda não tenha sido anunciada. É uma questão particularmente relevante num formato em que o efeito de novidade pode ser forte à abertura, mas onde a sustentabilidade depende de transformar visitantes ocasionais em público recorrente.

A bilheteira é apenas uma das fontes de receita. O projeto integra também o Guindais Garden Bar & Restaurant, desenvolvido em parceria com a Real Companhia Velha e o Grupo Romando, e prevê a utilização dos espaços para eventos privados, ativações de marcas e iniciativas empresariais. “Queremos que a Casa das Máquinas seja muito mais do que um espaço de exposições imersivas: um destino cultural e de experiências, onde a arte, a arquitetura, a paisagem, a gastronomia e os eventos se complementam”, diz o cofundador.



A lógica de recorrência estende-se ainda a um programa de Amigos da Casa das Máquinas, com três modalidades e benefícios que podem incluir prioridade nas reservas, vantagens associadas à programação e entradas ilimitadas. É uma tentativa de construir comunidade à volta de um projeto que poderia facilmente ser visto apenas como atração turística, uma visão que a equipa quer contrariar. “Seria igualmente redutor pensar no projeto apenas como uma atração para quem visita a cidade”, afirma Gustavo Fontes.

Esse será provavelmente um dos principais testes da Casa das Máquinas. O Porto garante fluxo turístico, um edifício singular fornece contexto e a componente imersiva oferece impacto visual imediato. Transformar essa combinação num destino cultural com programação própria, público local e diferentes fontes de receita é uma ambição mais exigente. A Casa das Máquinas quer que o visitante vá pela exposição, fique pela arquitetura ou pela mesa e encontre, meses depois, uma razão diferente para voltar.

#Protagonistas

Casa das Máquinas quer transformar arte imersiva num destino cultural no Porto

Um edifício de 1890, construído para servir o Funicular dos Guindais, ganhou uma nova vida no Porto. A Casa das Máquinas quer transformar aquele património num espaço onde arte imersiva, arquitetura, gastronomia e eventos coexistem, e onde o modelo de negócio depende tanto da capacidade de atrair visitantes como de lhes dar razões para regressar. Conheça o projeto.

|

5 de nov. de 2026, 13:01

A antiga Casa das Máquinas foi reconvertida pelo atelier do arquiteto Nuno Valentim, preservando a memória industrial do edifício e adaptando-o a uma utilização contemporânea. “O património não deve ser visto apenas como algo que temos de preservar, mas também como algo que podemos ativar e integrar na vida contemporânea”, explica Gustavo Fontes, cofundador do projeto. Essa ideia ajuda a perceber a ambição que era de recuperar um lugar histórico sem o transformar numa peça estática da cidade.

No centro do projeto estão três salas imersivas, equipadas com 27 projetores e mais de mil metros quadrados de superfície projetada. Cada visita tem aproximadamente 51 minutos, com entradas em intervalos de 20 minutos e um máximo de 24 pessoas por sessão. Os bilhetes custam 12 euros para crianças e 18 euros para adultos, com condições específicas para famílias e grupos. A capacidade teórica ultrapassa as 500 pessoas por dia, colocando a bilheteira como uma das componentes centrais do negócio.



A estreia do projeto faz-se com Amazonia Immersive Art, exposição que chega ao Porto depois de ter recebido mais de 30 mil visitantes em Belém, no Brasil. É a primeira itinerância internacional do projeto, com curadoria e direção artística de Aíla e Roberta Carvalho, e reúne mais de uma dezena de artistas da Amazónia. Ao contrário de muitas experiências imersivas construídas a partir da digitalização de obras consagradas, aqui a tecnologia serve uma produção artística contemporânea, criada por artistas vivos e ligada a um território específico.



A experiência distribui-se por três espaços. Um deles recebe REFLORESTA, de Roberta Carvalho; outro reúne trabalhos de vários artistas amazónicos; e uma terceira sala cruza ancestralidade, imagem e pensamento, com nomes como Ailton Krenak, Keila Sankofa e Jaider Esbell. A banda sonora é assinada por Nelson D. Para a Casa das Máquinas, esta primeira exposição funciona também como declaração de intenções: a programação não deverá ficar presa a um único tipo de linguagem nem a uma exposição permanente.



“A renovação da programação será essencial para concretizar a nossa ambição de criar um espaço a que o público queira regressar”, assume Gustavo Fontes. A segunda exposição já está definida, embora ainda não tenha sido anunciada. É uma questão particularmente relevante num formato em que o efeito de novidade pode ser forte à abertura, mas onde a sustentabilidade depende de transformar visitantes ocasionais em público recorrente.

A bilheteira é apenas uma das fontes de receita. O projeto integra também o Guindais Garden Bar & Restaurant, desenvolvido em parceria com a Real Companhia Velha e o Grupo Romando, e prevê a utilização dos espaços para eventos privados, ativações de marcas e iniciativas empresariais. “Queremos que a Casa das Máquinas seja muito mais do que um espaço de exposições imersivas: um destino cultural e de experiências, onde a arte, a arquitetura, a paisagem, a gastronomia e os eventos se complementam”, diz o cofundador.



A lógica de recorrência estende-se ainda a um programa de Amigos da Casa das Máquinas, com três modalidades e benefícios que podem incluir prioridade nas reservas, vantagens associadas à programação e entradas ilimitadas. É uma tentativa de construir comunidade à volta de um projeto que poderia facilmente ser visto apenas como atração turística, uma visão que a equipa quer contrariar. “Seria igualmente redutor pensar no projeto apenas como uma atração para quem visita a cidade”, afirma Gustavo Fontes.

Esse será provavelmente um dos principais testes da Casa das Máquinas. O Porto garante fluxo turístico, um edifício singular fornece contexto e a componente imersiva oferece impacto visual imediato. Transformar essa combinação num destino cultural com programação própria, público local e diferentes fontes de receita é uma ambição mais exigente. A Casa das Máquinas quer que o visitante vá pela exposição, fique pela arquitetura ou pela mesa e encontre, meses depois, uma razão diferente para voltar.

Newsletter

Inscreva-se para receber a Newsletter do MOTIVO, com todas as novidades e conteúdos exclusivos. Deixe o seu e-mail.

Newsletter

Inscreva-se para receber a Newsletter do MOTIVO, com todas as novidades e conteúdos exclusivos. Deixe o seu e-mail.

Newsletter

Inscreva-se para receber a Newsletter do MOTIVO, com todas as novidades e conteúdos exclusivos. Deixe o seu e-mail.

Newsletter

Inscreva-se para receber a Newsletter do MOTIVO, com todas as novidades e conteúdos exclusivos. Deixe o seu e-mail.