
#Protagonistas
CARINA MEIRELES: “Mais do que saber quantas aulas foram vistas, interessa-me perceber o que foi aplicado”
Conhecer o produto ou serviço não significa, necessariamente, saber gerir uma empresa. Foi a partir dessa diferença que Carina Meireles criou a InRise Business Academy, uma plataforma dirigida a empreendedoras e empresárias que junta formação, acompanhamento, mentoria e comunidade. Com subscrições a partir de 19 euros por mês, a Academia arranca com 30 aulas práticas e seis mentores, em áreas que vão das finanças às vendas, comunicação, LinkedIn, marca pessoal, vídeo e assessoria de imprensa. O percurso começa com um diagnóstico do negócio e inclui conteúdos gravados, sessões ao vivo, acompanhamento e uma comunidade privada. Nesta entrevista ao MOTIVO, Carina Meireles revela tudo o que motivou este novo projeto.
Porque sentiu que fazia falta uma academia pensada especificamente para empreendedoras e empresárias?
CARINA MEIRELES — Porque, ao longo do meu percurso, tenho conhecido muitas mulheres com talento, clientes satisfeitos e bons produtos ou serviços, mas com dificuldades na gestão do negócio. Dominavam o que vendiam, mas nem sempre sabiam quanto ganhavam, como definir preços ou que decisões tomar para crescer. Há também uma questão de confiança. Muitas de nós crescemos a ouvir que não se fala de dinheiro, e isso pode refletir-se na forma como cobramos, negociamos e valorizamos o nosso trabalho.
O que quis criar para responder a essas dificuldades?
C.M. — Quis criar um espaço onde fosse possível falar destes desafios sem julgamentos, encontrar ferramentas práticas e ter acesso a mentores experientes em diferentes áreas, com condições exclusivas para as alunas da Academia. Um lugar para aprender, aplicar, esclarecer dúvidas e criar relações com outras mulheres que também estão a construir os seus negócios, além de terem acesso a mentores especializados em cada área.

Carina Meireles tem mais de 25 anos de percurso profissional ligado às finanças
O que distingue a InRise Business Academy de uma formação online tradicional ou de um programa de mentoria?
C.M. — A InRise reúne formação, acompanhamento e comunidade num único espaço. O objetivo é que cada participante consiga transformar o que aprende em decisões e ações no seu negócio. Temos aulas estruturadas, ferramentas práticas, sessões ao vivo e uma equipa de mentores com experiência em finanças, vendas, comunicação, LinkedIn, marca pessoal, vídeo e assessoria de imprensa. Esta equipa vai continuar a crescer para trazer novas competências à Academia.
Por onde começa uma participante?
C.M. — O percurso começa com um diagnóstico que ajuda a identificar prioridades e a perceber por onde começar. Depois, há conteúdos novos todos os meses e oportunidades regulares para esclarecer dúvidas e partilhar experiências.
Que problemas aparecem com mais frequência nessa primeira análise?
C.M. — Pela experiência que tenho de mais de 25 anos na área financeira, e no acompanhamento de empreendedoras e empresárias, há dificuldades que se repetem: misturar o dinheiro pessoal com o do negócio, não saber quanto sobra realmente no final do mês, definir preços com base na concorrência sem considerar os custos e o tempo dedicado, não reservar dinheiro para impostos ou para meses com menos receitas, vender sem uma estratégia clara ou sem acompanhar os contactos comerciais e comunicar sem um posicionamento definido ou utilizar pouco ferramentas como o LinkedIn.
São problemas independentes uns dos outros?
C.M. — Muitas destas dificuldades estão ligadas. Quando não há clareza sobre os números, os clientes e as prioridades, torna-se mais difícil decidir onde investir tempo e dinheiro. O diagnóstico é um primeiro passo para organizar essas prioridades.
A Academia junta áreas muito diferentes. Como decidiu quais eram as competências essenciais para uma empresária dominar?
C.M. — Parti dos desafios que fui conhecendo ao longo dos anos na banca e no contacto com empresários e empreendedores. Um negócio precisa de conhecer os seus números, mas também de saber chegar aos clientes, comunicar o seu valor e vender com consistência. Escolhi áreas que se complementam. As finanças ajudam a perceber se o negócio é rentável e o que pode suportar. As vendas e a negociação ajudam a transformar oportunidades em receitas. A comunicação, o posicionamento e a visibilidade ajudam a chegar às pessoas certas e a construir confiança.
Uma empresária tem de dominar todas essas áreas?
C.M. — Não espero que cada empresária seja especialista em tudo. Quero que tenha conhecimentos para decidir melhor, reconhecer o que precisa de melhorar e saber quando procurar apoio especializado.

Os mentores da InRise Business Academy (por ordem alfabética): Carina Meireles, Carla Ascenção, Carlos Carvalho, José Carlos Pereira, Pedro Caramez e Tiago Gonçalves
O acompanhamento ao vivo é uma das componentes centrais do projeto. Que diferença faz ter acesso regular aos mentores em vez de consumir apenas conteúdos gravados?
C.M. — As aulas gravadas permitem aprender ao próprio ritmo, regressar aos conteúdos sempre que necessário e esclarecer dúvidas diretamente com cada mentor sobre as aulas na plataforma. Muitas vezes, uma dúvida é suficiente para adiar uma decisão. Por isso, dentro da Academia, as participantes podem também contratar os serviços dos mentores para um acompanhamento mais direcionado e individual do seu negócio, com condições específicas para os membros.
E a aprendizagem entre participantes?
C.M. — Ouvir os desafios das outras participantes permite, também, reconhecer problemas e encontrar soluções em que ainda não se tinha pensado. É isso que procuramos trabalhar em conjunto.
Que resultados gostaria de conseguir acompanhar junto das participantes?
C.M. — Quero acompanhar mudanças concretas na forma como gerem e desenvolvem os seus negócios: separar e organizar as contas pessoais e da empresa, definir uma remuneração compatível com a capacidade financeira do negócio, rever preços e melhorar margens, criar reservas para impostos e períodos de menor receita, estruturar o processo comercial, acompanhar oportunidades de venda, comunicar com maior clareza, chegar a potenciais clientes, acompanhar a evolução da faturação e do lucro, tomar decisões com mais confiança e utilizar as ferramentas certas para potenciar o crescimento.
Como se mede, então, o sucesso da Academia?
C.M. — Mais do que saber quantas aulas foram vistas, interessa-me perceber o que foi aplicado e que diferença fez no negócio.
O que gostaria que uma empreendedora conseguisse fazer melhor no seu negócio seis meses depois de entrar na InRise?
C.M. — Gostava que tivesse mais clareza sobre quanto o negócio gera, quanto custa mantê-lo e quanto pode retirar ou investir sem comprometer os seus compromissos. Que soubesse definir preços que valorizem o seu trabalho, comunicar melhor o que oferece e acompanhar as oportunidades comerciais. Que utilizasse ferramentas como o LinkedIn com um objetivo claro e se sentisse mais confiante para apresentar o seu negócio e negociar.
E, acima de tudo?
C.M. — Gostava que conseguisse reconhecer o que está a funcionar, o que precisa de mudar e qual deve ser o próximo passo. Se, ao fim de seis meses, as participantes conseguirem tomar decisões mais informadas e transformar a aprendizagem em melhorias concretas, a InRise estará a cumprir o seu propósito.

#Protagonistas
CARINA MEIRELES: “Mais do que saber quantas aulas foram vistas, interessa-me perceber o que foi aplicado”
Conhecer o produto ou serviço não significa, necessariamente, saber gerir uma empresa. Foi a partir dessa diferença que Carina Meireles criou a InRise Business Academy, uma plataforma dirigida a empreendedoras e empresárias que junta formação, acompanhamento, mentoria e comunidade. Com subscrições a partir de 19 euros por mês, a Academia arranca com 30 aulas práticas e seis mentores, em áreas que vão das finanças às vendas, comunicação, LinkedIn, marca pessoal, vídeo e assessoria de imprensa. O percurso começa com um diagnóstico do negócio e inclui conteúdos gravados, sessões ao vivo, acompanhamento e uma comunidade privada. Nesta entrevista ao MOTIVO, Carina Meireles revela tudo o que motivou este novo projeto.
Porque sentiu que fazia falta uma academia pensada especificamente para empreendedoras e empresárias?
CARINA MEIRELES — Porque, ao longo do meu percurso, tenho conhecido muitas mulheres com talento, clientes satisfeitos e bons produtos ou serviços, mas com dificuldades na gestão do negócio. Dominavam o que vendiam, mas nem sempre sabiam quanto ganhavam, como definir preços ou que decisões tomar para crescer. Há também uma questão de confiança. Muitas de nós crescemos a ouvir que não se fala de dinheiro, e isso pode refletir-se na forma como cobramos, negociamos e valorizamos o nosso trabalho.
O que quis criar para responder a essas dificuldades?
C.M. — Quis criar um espaço onde fosse possível falar destes desafios sem julgamentos, encontrar ferramentas práticas e ter acesso a mentores experientes em diferentes áreas, com condições exclusivas para as alunas da Academia. Um lugar para aprender, aplicar, esclarecer dúvidas e criar relações com outras mulheres que também estão a construir os seus negócios, além de terem acesso a mentores especializados em cada área.

Carina Meireles tem mais de 25 anos de percurso profissional ligado às finanças
O que distingue a InRise Business Academy de uma formação online tradicional ou de um programa de mentoria?
C.M. — A InRise reúne formação, acompanhamento e comunidade num único espaço. O objetivo é que cada participante consiga transformar o que aprende em decisões e ações no seu negócio. Temos aulas estruturadas, ferramentas práticas, sessões ao vivo e uma equipa de mentores com experiência em finanças, vendas, comunicação, LinkedIn, marca pessoal, vídeo e assessoria de imprensa. Esta equipa vai continuar a crescer para trazer novas competências à Academia.
Por onde começa uma participante?
C.M. — O percurso começa com um diagnóstico que ajuda a identificar prioridades e a perceber por onde começar. Depois, há conteúdos novos todos os meses e oportunidades regulares para esclarecer dúvidas e partilhar experiências.
Que problemas aparecem com mais frequência nessa primeira análise?
C.M. — Pela experiência que tenho de mais de 25 anos na área financeira, e no acompanhamento de empreendedoras e empresárias, há dificuldades que se repetem: misturar o dinheiro pessoal com o do negócio, não saber quanto sobra realmente no final do mês, definir preços com base na concorrência sem considerar os custos e o tempo dedicado, não reservar dinheiro para impostos ou para meses com menos receitas, vender sem uma estratégia clara ou sem acompanhar os contactos comerciais e comunicar sem um posicionamento definido ou utilizar pouco ferramentas como o LinkedIn.
São problemas independentes uns dos outros?
C.M. — Muitas destas dificuldades estão ligadas. Quando não há clareza sobre os números, os clientes e as prioridades, torna-se mais difícil decidir onde investir tempo e dinheiro. O diagnóstico é um primeiro passo para organizar essas prioridades.
A Academia junta áreas muito diferentes. Como decidiu quais eram as competências essenciais para uma empresária dominar?
C.M. — Parti dos desafios que fui conhecendo ao longo dos anos na banca e no contacto com empresários e empreendedores. Um negócio precisa de conhecer os seus números, mas também de saber chegar aos clientes, comunicar o seu valor e vender com consistência. Escolhi áreas que se complementam. As finanças ajudam a perceber se o negócio é rentável e o que pode suportar. As vendas e a negociação ajudam a transformar oportunidades em receitas. A comunicação, o posicionamento e a visibilidade ajudam a chegar às pessoas certas e a construir confiança.
Uma empresária tem de dominar todas essas áreas?
C.M. — Não espero que cada empresária seja especialista em tudo. Quero que tenha conhecimentos para decidir melhor, reconhecer o que precisa de melhorar e saber quando procurar apoio especializado.

Os mentores da InRise Business Academy (por ordem alfabética): Carina Meireles, Carla Ascenção, Carlos Carvalho, José Carlos Pereira, Pedro Caramez e Tiago Gonçalves
O acompanhamento ao vivo é uma das componentes centrais do projeto. Que diferença faz ter acesso regular aos mentores em vez de consumir apenas conteúdos gravados?
C.M. — As aulas gravadas permitem aprender ao próprio ritmo, regressar aos conteúdos sempre que necessário e esclarecer dúvidas diretamente com cada mentor sobre as aulas na plataforma. Muitas vezes, uma dúvida é suficiente para adiar uma decisão. Por isso, dentro da Academia, as participantes podem também contratar os serviços dos mentores para um acompanhamento mais direcionado e individual do seu negócio, com condições específicas para os membros.
E a aprendizagem entre participantes?
C.M. — Ouvir os desafios das outras participantes permite, também, reconhecer problemas e encontrar soluções em que ainda não se tinha pensado. É isso que procuramos trabalhar em conjunto.
Que resultados gostaria de conseguir acompanhar junto das participantes?
C.M. — Quero acompanhar mudanças concretas na forma como gerem e desenvolvem os seus negócios: separar e organizar as contas pessoais e da empresa, definir uma remuneração compatível com a capacidade financeira do negócio, rever preços e melhorar margens, criar reservas para impostos e períodos de menor receita, estruturar o processo comercial, acompanhar oportunidades de venda, comunicar com maior clareza, chegar a potenciais clientes, acompanhar a evolução da faturação e do lucro, tomar decisões com mais confiança e utilizar as ferramentas certas para potenciar o crescimento.
Como se mede, então, o sucesso da Academia?
C.M. — Mais do que saber quantas aulas foram vistas, interessa-me perceber o que foi aplicado e que diferença fez no negócio.
O que gostaria que uma empreendedora conseguisse fazer melhor no seu negócio seis meses depois de entrar na InRise?
C.M. — Gostava que tivesse mais clareza sobre quanto o negócio gera, quanto custa mantê-lo e quanto pode retirar ou investir sem comprometer os seus compromissos. Que soubesse definir preços que valorizem o seu trabalho, comunicar melhor o que oferece e acompanhar as oportunidades comerciais. Que utilizasse ferramentas como o LinkedIn com um objetivo claro e se sentisse mais confiante para apresentar o seu negócio e negociar.
E, acima de tudo?
C.M. — Gostava que conseguisse reconhecer o que está a funcionar, o que precisa de mudar e qual deve ser o próximo passo. Se, ao fim de seis meses, as participantes conseguirem tomar decisões mais informadas e transformar a aprendizagem em melhorias concretas, a InRise estará a cumprir o seu propósito.

#Protagonistas
CARINA MEIRELES: “Mais do que saber quantas aulas foram vistas, interessa-me perceber o que foi aplicado”
Conhecer o produto ou serviço não significa, necessariamente, saber gerir uma empresa. Foi a partir dessa diferença que Carina Meireles criou a InRise Business Academy, uma plataforma dirigida a empreendedoras e empresárias que junta formação, acompanhamento, mentoria e comunidade. Com subscrições a partir de 19 euros por mês, a Academia arranca com 30 aulas práticas e seis mentores, em áreas que vão das finanças às vendas, comunicação, LinkedIn, marca pessoal, vídeo e assessoria de imprensa. O percurso começa com um diagnóstico do negócio e inclui conteúdos gravados, sessões ao vivo, acompanhamento e uma comunidade privada. Nesta entrevista ao MOTIVO, Carina Meireles revela tudo o que motivou este novo projeto.
Porque sentiu que fazia falta uma academia pensada especificamente para empreendedoras e empresárias?
CARINA MEIRELES — Porque, ao longo do meu percurso, tenho conhecido muitas mulheres com talento, clientes satisfeitos e bons produtos ou serviços, mas com dificuldades na gestão do negócio. Dominavam o que vendiam, mas nem sempre sabiam quanto ganhavam, como definir preços ou que decisões tomar para crescer. Há também uma questão de confiança. Muitas de nós crescemos a ouvir que não se fala de dinheiro, e isso pode refletir-se na forma como cobramos, negociamos e valorizamos o nosso trabalho.
O que quis criar para responder a essas dificuldades?
C.M. — Quis criar um espaço onde fosse possível falar destes desafios sem julgamentos, encontrar ferramentas práticas e ter acesso a mentores experientes em diferentes áreas, com condições exclusivas para as alunas da Academia. Um lugar para aprender, aplicar, esclarecer dúvidas e criar relações com outras mulheres que também estão a construir os seus negócios, além de terem acesso a mentores especializados em cada área.

Carina Meireles tem mais de 25 anos de percurso profissional ligado às finanças
O que distingue a InRise Business Academy de uma formação online tradicional ou de um programa de mentoria?
C.M. — A InRise reúne formação, acompanhamento e comunidade num único espaço. O objetivo é que cada participante consiga transformar o que aprende em decisões e ações no seu negócio. Temos aulas estruturadas, ferramentas práticas, sessões ao vivo e uma equipa de mentores com experiência em finanças, vendas, comunicação, LinkedIn, marca pessoal, vídeo e assessoria de imprensa. Esta equipa vai continuar a crescer para trazer novas competências à Academia.
Por onde começa uma participante?
C.M. — O percurso começa com um diagnóstico que ajuda a identificar prioridades e a perceber por onde começar. Depois, há conteúdos novos todos os meses e oportunidades regulares para esclarecer dúvidas e partilhar experiências.
Que problemas aparecem com mais frequência nessa primeira análise?
C.M. — Pela experiência que tenho de mais de 25 anos na área financeira, e no acompanhamento de empreendedoras e empresárias, há dificuldades que se repetem: misturar o dinheiro pessoal com o do negócio, não saber quanto sobra realmente no final do mês, definir preços com base na concorrência sem considerar os custos e o tempo dedicado, não reservar dinheiro para impostos ou para meses com menos receitas, vender sem uma estratégia clara ou sem acompanhar os contactos comerciais e comunicar sem um posicionamento definido ou utilizar pouco ferramentas como o LinkedIn.
São problemas independentes uns dos outros?
C.M. — Muitas destas dificuldades estão ligadas. Quando não há clareza sobre os números, os clientes e as prioridades, torna-se mais difícil decidir onde investir tempo e dinheiro. O diagnóstico é um primeiro passo para organizar essas prioridades.
A Academia junta áreas muito diferentes. Como decidiu quais eram as competências essenciais para uma empresária dominar?
C.M. — Parti dos desafios que fui conhecendo ao longo dos anos na banca e no contacto com empresários e empreendedores. Um negócio precisa de conhecer os seus números, mas também de saber chegar aos clientes, comunicar o seu valor e vender com consistência. Escolhi áreas que se complementam. As finanças ajudam a perceber se o negócio é rentável e o que pode suportar. As vendas e a negociação ajudam a transformar oportunidades em receitas. A comunicação, o posicionamento e a visibilidade ajudam a chegar às pessoas certas e a construir confiança.
Uma empresária tem de dominar todas essas áreas?
C.M. — Não espero que cada empresária seja especialista em tudo. Quero que tenha conhecimentos para decidir melhor, reconhecer o que precisa de melhorar e saber quando procurar apoio especializado.

Os mentores da InRise Business Academy (por ordem alfabética): Carina Meireles, Carla Ascenção, Carlos Carvalho, José Carlos Pereira, Pedro Caramez e Tiago Gonçalves
O acompanhamento ao vivo é uma das componentes centrais do projeto. Que diferença faz ter acesso regular aos mentores em vez de consumir apenas conteúdos gravados?
C.M. — As aulas gravadas permitem aprender ao próprio ritmo, regressar aos conteúdos sempre que necessário e esclarecer dúvidas diretamente com cada mentor sobre as aulas na plataforma. Muitas vezes, uma dúvida é suficiente para adiar uma decisão. Por isso, dentro da Academia, as participantes podem também contratar os serviços dos mentores para um acompanhamento mais direcionado e individual do seu negócio, com condições específicas para os membros.
E a aprendizagem entre participantes?
C.M. — Ouvir os desafios das outras participantes permite, também, reconhecer problemas e encontrar soluções em que ainda não se tinha pensado. É isso que procuramos trabalhar em conjunto.
Que resultados gostaria de conseguir acompanhar junto das participantes?
C.M. — Quero acompanhar mudanças concretas na forma como gerem e desenvolvem os seus negócios: separar e organizar as contas pessoais e da empresa, definir uma remuneração compatível com a capacidade financeira do negócio, rever preços e melhorar margens, criar reservas para impostos e períodos de menor receita, estruturar o processo comercial, acompanhar oportunidades de venda, comunicar com maior clareza, chegar a potenciais clientes, acompanhar a evolução da faturação e do lucro, tomar decisões com mais confiança e utilizar as ferramentas certas para potenciar o crescimento.
Como se mede, então, o sucesso da Academia?
C.M. — Mais do que saber quantas aulas foram vistas, interessa-me perceber o que foi aplicado e que diferença fez no negócio.
O que gostaria que uma empreendedora conseguisse fazer melhor no seu negócio seis meses depois de entrar na InRise?
C.M. — Gostava que tivesse mais clareza sobre quanto o negócio gera, quanto custa mantê-lo e quanto pode retirar ou investir sem comprometer os seus compromissos. Que soubesse definir preços que valorizem o seu trabalho, comunicar melhor o que oferece e acompanhar as oportunidades comerciais. Que utilizasse ferramentas como o LinkedIn com um objetivo claro e se sentisse mais confiante para apresentar o seu negócio e negociar.
E, acima de tudo?
C.M. — Gostava que conseguisse reconhecer o que está a funcionar, o que precisa de mudar e qual deve ser o próximo passo. Se, ao fim de seis meses, as participantes conseguirem tomar decisões mais informadas e transformar a aprendizagem em melhorias concretas, a InRise estará a cumprir o seu propósito.

#Protagonistas
CARINA MEIRELES: “Mais do que saber quantas aulas foram vistas, interessa-me perceber o que foi aplicado”
Conhecer o produto ou serviço não significa, necessariamente, saber gerir uma empresa. Foi a partir dessa diferença que Carina Meireles criou a InRise Business Academy, uma plataforma dirigida a empreendedoras e empresárias que junta formação, acompanhamento, mentoria e comunidade. Com subscrições a partir de 19 euros por mês, a Academia arranca com 30 aulas práticas e seis mentores, em áreas que vão das finanças às vendas, comunicação, LinkedIn, marca pessoal, vídeo e assessoria de imprensa. O percurso começa com um diagnóstico do negócio e inclui conteúdos gravados, sessões ao vivo, acompanhamento e uma comunidade privada. Nesta entrevista ao MOTIVO, Carina Meireles revela tudo o que motivou este novo projeto.
Porque sentiu que fazia falta uma academia pensada especificamente para empreendedoras e empresárias?
CARINA MEIRELES — Porque, ao longo do meu percurso, tenho conhecido muitas mulheres com talento, clientes satisfeitos e bons produtos ou serviços, mas com dificuldades na gestão do negócio. Dominavam o que vendiam, mas nem sempre sabiam quanto ganhavam, como definir preços ou que decisões tomar para crescer. Há também uma questão de confiança. Muitas de nós crescemos a ouvir que não se fala de dinheiro, e isso pode refletir-se na forma como cobramos, negociamos e valorizamos o nosso trabalho.
O que quis criar para responder a essas dificuldades?
C.M. — Quis criar um espaço onde fosse possível falar destes desafios sem julgamentos, encontrar ferramentas práticas e ter acesso a mentores experientes em diferentes áreas, com condições exclusivas para as alunas da Academia. Um lugar para aprender, aplicar, esclarecer dúvidas e criar relações com outras mulheres que também estão a construir os seus negócios, além de terem acesso a mentores especializados em cada área.

Carina Meireles tem mais de 25 anos de percurso profissional ligado às finanças
O que distingue a InRise Business Academy de uma formação online tradicional ou de um programa de mentoria?
C.M. — A InRise reúne formação, acompanhamento e comunidade num único espaço. O objetivo é que cada participante consiga transformar o que aprende em decisões e ações no seu negócio. Temos aulas estruturadas, ferramentas práticas, sessões ao vivo e uma equipa de mentores com experiência em finanças, vendas, comunicação, LinkedIn, marca pessoal, vídeo e assessoria de imprensa. Esta equipa vai continuar a crescer para trazer novas competências à Academia.
Por onde começa uma participante?
C.M. — O percurso começa com um diagnóstico que ajuda a identificar prioridades e a perceber por onde começar. Depois, há conteúdos novos todos os meses e oportunidades regulares para esclarecer dúvidas e partilhar experiências.
Que problemas aparecem com mais frequência nessa primeira análise?
C.M. — Pela experiência que tenho de mais de 25 anos na área financeira, e no acompanhamento de empreendedoras e empresárias, há dificuldades que se repetem: misturar o dinheiro pessoal com o do negócio, não saber quanto sobra realmente no final do mês, definir preços com base na concorrência sem considerar os custos e o tempo dedicado, não reservar dinheiro para impostos ou para meses com menos receitas, vender sem uma estratégia clara ou sem acompanhar os contactos comerciais e comunicar sem um posicionamento definido ou utilizar pouco ferramentas como o LinkedIn.
São problemas independentes uns dos outros?
C.M. — Muitas destas dificuldades estão ligadas. Quando não há clareza sobre os números, os clientes e as prioridades, torna-se mais difícil decidir onde investir tempo e dinheiro. O diagnóstico é um primeiro passo para organizar essas prioridades.
A Academia junta áreas muito diferentes. Como decidiu quais eram as competências essenciais para uma empresária dominar?
C.M. — Parti dos desafios que fui conhecendo ao longo dos anos na banca e no contacto com empresários e empreendedores. Um negócio precisa de conhecer os seus números, mas também de saber chegar aos clientes, comunicar o seu valor e vender com consistência. Escolhi áreas que se complementam. As finanças ajudam a perceber se o negócio é rentável e o que pode suportar. As vendas e a negociação ajudam a transformar oportunidades em receitas. A comunicação, o posicionamento e a visibilidade ajudam a chegar às pessoas certas e a construir confiança.
Uma empresária tem de dominar todas essas áreas?
C.M. — Não espero que cada empresária seja especialista em tudo. Quero que tenha conhecimentos para decidir melhor, reconhecer o que precisa de melhorar e saber quando procurar apoio especializado.

Os mentores da InRise Business Academy (por ordem alfabética): Carina Meireles, Carla Ascenção, Carlos Carvalho, José Carlos Pereira, Pedro Caramez e Tiago Gonçalves
O acompanhamento ao vivo é uma das componentes centrais do projeto. Que diferença faz ter acesso regular aos mentores em vez de consumir apenas conteúdos gravados?
C.M. — As aulas gravadas permitem aprender ao próprio ritmo, regressar aos conteúdos sempre que necessário e esclarecer dúvidas diretamente com cada mentor sobre as aulas na plataforma. Muitas vezes, uma dúvida é suficiente para adiar uma decisão. Por isso, dentro da Academia, as participantes podem também contratar os serviços dos mentores para um acompanhamento mais direcionado e individual do seu negócio, com condições específicas para os membros.
E a aprendizagem entre participantes?
C.M. — Ouvir os desafios das outras participantes permite, também, reconhecer problemas e encontrar soluções em que ainda não se tinha pensado. É isso que procuramos trabalhar em conjunto.
Que resultados gostaria de conseguir acompanhar junto das participantes?
C.M. — Quero acompanhar mudanças concretas na forma como gerem e desenvolvem os seus negócios: separar e organizar as contas pessoais e da empresa, definir uma remuneração compatível com a capacidade financeira do negócio, rever preços e melhorar margens, criar reservas para impostos e períodos de menor receita, estruturar o processo comercial, acompanhar oportunidades de venda, comunicar com maior clareza, chegar a potenciais clientes, acompanhar a evolução da faturação e do lucro, tomar decisões com mais confiança e utilizar as ferramentas certas para potenciar o crescimento.
Como se mede, então, o sucesso da Academia?
C.M. — Mais do que saber quantas aulas foram vistas, interessa-me perceber o que foi aplicado e que diferença fez no negócio.
O que gostaria que uma empreendedora conseguisse fazer melhor no seu negócio seis meses depois de entrar na InRise?
C.M. — Gostava que tivesse mais clareza sobre quanto o negócio gera, quanto custa mantê-lo e quanto pode retirar ou investir sem comprometer os seus compromissos. Que soubesse definir preços que valorizem o seu trabalho, comunicar melhor o que oferece e acompanhar as oportunidades comerciais. Que utilizasse ferramentas como o LinkedIn com um objetivo claro e se sentisse mais confiante para apresentar o seu negócio e negociar.
E, acima de tudo?
C.M. — Gostava que conseguisse reconhecer o que está a funcionar, o que precisa de mudar e qual deve ser o próximo passo. Se, ao fim de seis meses, as participantes conseguirem tomar decisões mais informadas e transformar a aprendizagem em melhorias concretas, a InRise estará a cumprir o seu propósito.




