
#Protagonistas
CRISTIANA MACHADO: "Liderar na área da saúde é encontrar o equilíbrio entre empatia e estrutura"
Quais os desafios de transformar um método num negócio? A fundadora das clínicas Viver Sem Fumo conta-nos como fez da sua consulta de cessação tabágica um projeto de sucesso nacional, que já conta com presença na Suíça, Reino Unido e França, enquanto se prepara para, este ano, chegar a Espanha e ao Luxemburgo.
Como surgiu a ideia de transformar a sua experiência em gestão clínica e auriculoterapia num negócio focado na cessação tabágica?
CRISTIANA MACHADO – A ideia surgiu da conjugação da minha formação em gestão clínica e do contacto direto com pessoas que queriam deixar de fumar, mas não se reviam nas abordagens tradicionais. Ao longo do tempo, fui acompanhando resultados muito consistentes com a auriculoterapia e percebi que existia espaço para estruturar este método de forma profissional, ética e acessível. Com os anos, fui desenvolvendo e refinando uma abordagem própria, hoje conhecida como o “Choque na Orelha”, e comecei a observar resultados muito consistentes, não apenas na redução da dependência física da nicotina, mas também na componente emocional e comportamental do vício. A Viver Sem Fumo nasce exatamente dessa vontade de transformar uma prática eficaz num serviço organizado, replicável e focado em resultados reais para os pacientes.

Cristiana Machado conta mais de 20 anos de experiência na área da cessação tabágica
A área da saúde é exigente e muito regulada. Que desafios encontrou na fase inicial para transformar um método num serviço clínico sustentável?
C.M. – Um dos principais desafios foi estruturar o método de forma a responder às exigências da área da saúde sem perder a proximidade e a eficácia clínica. Desde o início, ficou claro que a cessação tabágica não poderia ser tratada como um ato isolado, mas como um processo. Por isso, foi essencial integrar um modelo de follow-up contínuo e complementar à auriculoterapia com o apoio da psicologia, garantindo uma abordagem mais completa, segura e sustentada no tempo. Em paralelo, foi necessário navegar num contexto altamente regulado, criando protocolos claros, definindo limites clínicos bem estabelecidos e assegurando que toda a comunicação com o paciente fosse ética, responsável e alinhada com a legislação em vigor. Transformar um método em serviço clínico sustentável implicou investir em processos, formação da equipa e validação contínua dos resultados, para que o crescimento nunca comprometesse a qualidade nem a confiança dos pacientes.
Quando fundou a clínica, qual era o seu objetivo principal em termos de crescimento e impacto?
C.M. – O objetivo inicial foi sempre ajudar o maior número possível de pessoas a deixar de fumar de forma eficaz e com o mínimo de sintomas de abstinência.
Esse objetivo mudou ao longo dos anos?
C.M. – Sim, com o crescimento do projeto, esse objetivo evoluiu. Hoje, além do impacto direto nos pacientes, existe uma missão clara de formação, expansão e criação de um padrão de qualidade que possa ser replicado, tanto em Portugal como noutros países. Essa visão levou à estruturação de equipas terapêuticas e de call center, garantindo que, tanto a comunicação como a abordagem clínica, sejam consistentes e padronizadas. O método Viver Sem Fumo mantém-se assim uniforme, independentemente do profissional que o aplique, assegurando a mesma qualidade de intervenção. Desta forma, pretendemos levar esta abordagem terapêutica além-fronteiras, alcançando o maior número possível de países. Enquanto existir um fumador que queira deixar de fumar e encontre dificuldades nesse processo, a nossa missão não estará concluída.
Muitos negócios de saúde lutam com questões de credibilidade e confiança dos pacientes. Como construiu essa reputação e que papel teve a comunicação nisso?
C.M. – A credibilidade constrói-se com consistência. Resultados reais, acompanhamento próximo e transparência desde o primeiro contacto. Toda a nossa comunicação assenta na precisão e na verdade. Não acreditamos em falsas promessas nem na criação de expectativas irrealistas nos pacientes. Tratando-se o tabaco de uma dependência, desde o primeiro contacto privilegiamos um discurso claro que, embora humanizado, seja objetivo e o mais científico possível. Quando as pessoas sentem que são respeitadas e bem informadas, a confiança surge naturalmente. Esta postura consistente, ao longo do tempo, consolidou a Viver Sem Fumo como uma marca de referência na luta antitabágica.
"A excelência está em fazer bem, mesmo quando ninguém está a ver"
Além de Portugal, a Viver Sem Fumo já chegou à Suíça, Reino Unido e França. Que planos estratégicos definiram para essa internacionalização?
C.M. – A internacionalização foi sempre pensada de forma gradual e sustentada. Começámos por validar o método em diferentes contextos culturais e, de seguida, adaptar os processos às exigências locais. Numa fase inicial, a abordagem incidiu sobretudo nas comunidades de língua portuguesa existentes nesses países. Posteriormente, graças aos resultados consistentes e de excelência alcançados, o próprio “passa palavra” dentro dessas comunidades despertou o interesse da população local, que começou naturalmente a procurar a nossa abordagem para deixar de fumar. Este crescimento orgânico transformou-se num efeito progressivo, com um número cada vez maior de pessoas, de diferentes nacionalidades, a recorrer aos nossos serviços.
O sucesso surge como consequência?
C.M. – A excelência está em fazer bem, mesmo quando ninguém está a ver, investindo continuamente em conhecimento, processos, ética e pessoas, sem atalhos nem compromissos com os valores. Na área da saúde, esta postura é ainda mais determinante, traduzindo-se em rigor clínico, comunicação responsável, acompanhamento consistente e respeito absoluto por quem confia em nós. Quando o sucesso nasce desse compromisso, é sustentável. Não depende de modas, promessas fáceis ou crescimento artificial, mas sim de resultados reais, confiança e impacto positivo na vida das pessoas. Ao priorizar a melhoria contínua, o reconhecimento, a reputação e o crescimento acontecem de forma natural. O foco nunca foi “abrir rápido”, mas sim garantir que cada unidade mantinha o padrão de qualidade, acompanhamento e ética clínica. Crescer com excelência foi e continua a ser a base da estratégia. Neste sentido, para o ano de 2026 prevemos continuar a internacionalização para os nossos vizinhos espanhóis e para o Luxemburgo.

Em 2026, a Viver Sem Fumo prevê abrir novas clínicas no Luxemburgo e em Espanha
A clínica funciona através de auriculoterapia combinada com suporte contínuo. Como é que esta abordagem diferenciadora ajuda a fidelizar clientes e gerar resultados repetíveis?
C.M. – Não se trata propriamente de fidelizar, uma vez que o nosso objetivo é que a pessoa deixe de fumar idealmente numa única sessão. No entanto, os resultados de excelência que alcançamos fazem com que, de forma natural, os próprios pacientes nos recomendem a familiares e amigos, algo que valorizamos profundamente. Isso acontece porque não tratamos apenas o hábito, tratamos a pessoa. A auriculoterapia atua na dependência física e emocional, enquanto o acompanhamento estruturado apoia o paciente nas fases mais críticas da cessação tabágica. Esta abordagem integrada gera confiança, aumenta a taxa de sucesso e faz com que as pessoas se sintam verdadeiramente acompanhadas. Resultados consistentes levam à recomendação, e a recomendação é, na área da saúde, o reflexo mais genuíno de um trabalho bem feito.
Que aprendizagens lhe trouxeram mais valor, desde que começou este projeto até hoje, em termos de liderança e gestão de um negócio de saúde?
C.M. – Aprendi que liderar na área da saúde é encontrar o equilíbrio entre empatia e estrutura. Não basta ter vocação ou conhecimento clínico, é essencial criar processos claros, definir métricas, tomar decisões difíceis e garantir consistência em todas as áreas do projeto. Ao longo deste percurso, tornou-se evidente a importância de delegar, formar equipas alinhadas com os valores e a missão da Viver Sem Fumo e, sobretudo, dar-lhes as condições necessárias para que possam ter sucesso. Liderar é também saber partilhar conhecimento, responsabilidades e visão, criando um ambiente de confiança e crescimento contínuo. Esse caminho exige persistência para continuar a evoluir mesmo perante desafios, obstáculos regulatórios ou momentos de incerteza, e prevalência para manter o foco no que realmente importa, que é a qualidade, a ética e o impacto positivo na vida das pessoas. Na área da saúde, os resultados não surgem de imediato nem através de atalhos. Constroem-se com consistência, rigor e uma visão de longo prazo. Tal como na cessação tabágica, a liderança não é um ato isolado, mas um processo contínuo de aprendizagem, adaptação e compromisso com a excelência.
"Na saúde, a reputação constrói-se com consistência e pode perder-se num ápice"
Para um empreendedor que está a pensar criar um negócio na área da saúde, que conselhos práticos daria sobre combinar ciência, ética e sustentabilidade no negócio?
C.M. – A quem pretende empreender na área da saúde, diria que tudo começa por uma decisão clara: colocar a ciência, a ética e as pessoas no centro do negócio. Não basta ter uma boa ideia ou um método promissor, é essencial validá-lo cientificamente, respeitar os limites da prática clínica e comunicar sempre com verdade e responsabilidade. A sustentabilidade surge quando existe rigor nos processos, equipas bem formadas e uma visão de longo prazo. Isso implica resistir a atalhos, a promessas fáceis e a modelos de crescimento que comprometam a confiança dos pacientes. Na saúde, a reputação constrói-se com consistência e pode perder-se num ápice. Costumo resumir esta visão numa frase simples: “pursue the excellence and success will follow”.

#Protagonistas
CRISTIANA MACHADO: "Liderar na área da saúde é encontrar o equilíbrio entre empatia e estrutura"
Quais os desafios de transformar um método num negócio? A fundadora das clínicas Viver Sem Fumo conta-nos como fez da sua consulta de cessação tabágica um projeto de sucesso nacional, que já conta com presença na Suíça, Reino Unido e França, enquanto se prepara para, este ano, chegar a Espanha e ao Luxemburgo.
Como surgiu a ideia de transformar a sua experiência em gestão clínica e auriculoterapia num negócio focado na cessação tabágica?
CRISTIANA MACHADO – A ideia surgiu da conjugação da minha formação em gestão clínica e do contacto direto com pessoas que queriam deixar de fumar, mas não se reviam nas abordagens tradicionais. Ao longo do tempo, fui acompanhando resultados muito consistentes com a auriculoterapia e percebi que existia espaço para estruturar este método de forma profissional, ética e acessível. Com os anos, fui desenvolvendo e refinando uma abordagem própria, hoje conhecida como o “Choque na Orelha”, e comecei a observar resultados muito consistentes, não apenas na redução da dependência física da nicotina, mas também na componente emocional e comportamental do vício. A Viver Sem Fumo nasce exatamente dessa vontade de transformar uma prática eficaz num serviço organizado, replicável e focado em resultados reais para os pacientes.

Cristiana Machado conta mais de 20 anos de experiência na área da cessação tabágica
A área da saúde é exigente e muito regulada. Que desafios encontrou na fase inicial para transformar um método num serviço clínico sustentável?
C.M. – Um dos principais desafios foi estruturar o método de forma a responder às exigências da área da saúde sem perder a proximidade e a eficácia clínica. Desde o início, ficou claro que a cessação tabágica não poderia ser tratada como um ato isolado, mas como um processo. Por isso, foi essencial integrar um modelo de follow-up contínuo e complementar à auriculoterapia com o apoio da psicologia, garantindo uma abordagem mais completa, segura e sustentada no tempo. Em paralelo, foi necessário navegar num contexto altamente regulado, criando protocolos claros, definindo limites clínicos bem estabelecidos e assegurando que toda a comunicação com o paciente fosse ética, responsável e alinhada com a legislação em vigor. Transformar um método em serviço clínico sustentável implicou investir em processos, formação da equipa e validação contínua dos resultados, para que o crescimento nunca comprometesse a qualidade nem a confiança dos pacientes.
Quando fundou a clínica, qual era o seu objetivo principal em termos de crescimento e impacto?
C.M. – O objetivo inicial foi sempre ajudar o maior número possível de pessoas a deixar de fumar de forma eficaz e com o mínimo de sintomas de abstinência.
Esse objetivo mudou ao longo dos anos?
C.M. – Sim, com o crescimento do projeto, esse objetivo evoluiu. Hoje, além do impacto direto nos pacientes, existe uma missão clara de formação, expansão e criação de um padrão de qualidade que possa ser replicado, tanto em Portugal como noutros países. Essa visão levou à estruturação de equipas terapêuticas e de call center, garantindo que, tanto a comunicação como a abordagem clínica, sejam consistentes e padronizadas. O método Viver Sem Fumo mantém-se assim uniforme, independentemente do profissional que o aplique, assegurando a mesma qualidade de intervenção. Desta forma, pretendemos levar esta abordagem terapêutica além-fronteiras, alcançando o maior número possível de países. Enquanto existir um fumador que queira deixar de fumar e encontre dificuldades nesse processo, a nossa missão não estará concluída.
Muitos negócios de saúde lutam com questões de credibilidade e confiança dos pacientes. Como construiu essa reputação e que papel teve a comunicação nisso?
C.M. – A credibilidade constrói-se com consistência. Resultados reais, acompanhamento próximo e transparência desde o primeiro contacto. Toda a nossa comunicação assenta na precisão e na verdade. Não acreditamos em falsas promessas nem na criação de expectativas irrealistas nos pacientes. Tratando-se o tabaco de uma dependência, desde o primeiro contacto privilegiamos um discurso claro que, embora humanizado, seja objetivo e o mais científico possível. Quando as pessoas sentem que são respeitadas e bem informadas, a confiança surge naturalmente. Esta postura consistente, ao longo do tempo, consolidou a Viver Sem Fumo como uma marca de referência na luta antitabágica.
"A excelência está em fazer bem, mesmo quando ninguém está a ver"
Além de Portugal, a Viver Sem Fumo já chegou à Suíça, Reino Unido e França. Que planos estratégicos definiram para essa internacionalização?
C.M. – A internacionalização foi sempre pensada de forma gradual e sustentada. Começámos por validar o método em diferentes contextos culturais e, de seguida, adaptar os processos às exigências locais. Numa fase inicial, a abordagem incidiu sobretudo nas comunidades de língua portuguesa existentes nesses países. Posteriormente, graças aos resultados consistentes e de excelência alcançados, o próprio “passa palavra” dentro dessas comunidades despertou o interesse da população local, que começou naturalmente a procurar a nossa abordagem para deixar de fumar. Este crescimento orgânico transformou-se num efeito progressivo, com um número cada vez maior de pessoas, de diferentes nacionalidades, a recorrer aos nossos serviços.
O sucesso surge como consequência?
C.M. – A excelência está em fazer bem, mesmo quando ninguém está a ver, investindo continuamente em conhecimento, processos, ética e pessoas, sem atalhos nem compromissos com os valores. Na área da saúde, esta postura é ainda mais determinante, traduzindo-se em rigor clínico, comunicação responsável, acompanhamento consistente e respeito absoluto por quem confia em nós. Quando o sucesso nasce desse compromisso, é sustentável. Não depende de modas, promessas fáceis ou crescimento artificial, mas sim de resultados reais, confiança e impacto positivo na vida das pessoas. Ao priorizar a melhoria contínua, o reconhecimento, a reputação e o crescimento acontecem de forma natural. O foco nunca foi “abrir rápido”, mas sim garantir que cada unidade mantinha o padrão de qualidade, acompanhamento e ética clínica. Crescer com excelência foi e continua a ser a base da estratégia. Neste sentido, para o ano de 2026 prevemos continuar a internacionalização para os nossos vizinhos espanhóis e para o Luxemburgo.

Em 2026, a Viver Sem Fumo prevê abrir novas clínicas no Luxemburgo e em Espanha
A clínica funciona através de auriculoterapia combinada com suporte contínuo. Como é que esta abordagem diferenciadora ajuda a fidelizar clientes e gerar resultados repetíveis?
C.M. – Não se trata propriamente de fidelizar, uma vez que o nosso objetivo é que a pessoa deixe de fumar idealmente numa única sessão. No entanto, os resultados de excelência que alcançamos fazem com que, de forma natural, os próprios pacientes nos recomendem a familiares e amigos, algo que valorizamos profundamente. Isso acontece porque não tratamos apenas o hábito, tratamos a pessoa. A auriculoterapia atua na dependência física e emocional, enquanto o acompanhamento estruturado apoia o paciente nas fases mais críticas da cessação tabágica. Esta abordagem integrada gera confiança, aumenta a taxa de sucesso e faz com que as pessoas se sintam verdadeiramente acompanhadas. Resultados consistentes levam à recomendação, e a recomendação é, na área da saúde, o reflexo mais genuíno de um trabalho bem feito.
Que aprendizagens lhe trouxeram mais valor, desde que começou este projeto até hoje, em termos de liderança e gestão de um negócio de saúde?
C.M. – Aprendi que liderar na área da saúde é encontrar o equilíbrio entre empatia e estrutura. Não basta ter vocação ou conhecimento clínico, é essencial criar processos claros, definir métricas, tomar decisões difíceis e garantir consistência em todas as áreas do projeto. Ao longo deste percurso, tornou-se evidente a importância de delegar, formar equipas alinhadas com os valores e a missão da Viver Sem Fumo e, sobretudo, dar-lhes as condições necessárias para que possam ter sucesso. Liderar é também saber partilhar conhecimento, responsabilidades e visão, criando um ambiente de confiança e crescimento contínuo. Esse caminho exige persistência para continuar a evoluir mesmo perante desafios, obstáculos regulatórios ou momentos de incerteza, e prevalência para manter o foco no que realmente importa, que é a qualidade, a ética e o impacto positivo na vida das pessoas. Na área da saúde, os resultados não surgem de imediato nem através de atalhos. Constroem-se com consistência, rigor e uma visão de longo prazo. Tal como na cessação tabágica, a liderança não é um ato isolado, mas um processo contínuo de aprendizagem, adaptação e compromisso com a excelência.
"Na saúde, a reputação constrói-se com consistência e pode perder-se num ápice"
Para um empreendedor que está a pensar criar um negócio na área da saúde, que conselhos práticos daria sobre combinar ciência, ética e sustentabilidade no negócio?
C.M. – A quem pretende empreender na área da saúde, diria que tudo começa por uma decisão clara: colocar a ciência, a ética e as pessoas no centro do negócio. Não basta ter uma boa ideia ou um método promissor, é essencial validá-lo cientificamente, respeitar os limites da prática clínica e comunicar sempre com verdade e responsabilidade. A sustentabilidade surge quando existe rigor nos processos, equipas bem formadas e uma visão de longo prazo. Isso implica resistir a atalhos, a promessas fáceis e a modelos de crescimento que comprometam a confiança dos pacientes. Na saúde, a reputação constrói-se com consistência e pode perder-se num ápice. Costumo resumir esta visão numa frase simples: “pursue the excellence and success will follow”.

#Protagonistas
CRISTIANA MACHADO: "Liderar na área da saúde é encontrar o equilíbrio entre empatia e estrutura"
Quais os desafios de transformar um método num negócio? A fundadora das clínicas Viver Sem Fumo conta-nos como fez da sua consulta de cessação tabágica um projeto de sucesso nacional, que já conta com presença na Suíça, Reino Unido e França, enquanto se prepara para, este ano, chegar a Espanha e ao Luxemburgo.
Como surgiu a ideia de transformar a sua experiência em gestão clínica e auriculoterapia num negócio focado na cessação tabágica?
CRISTIANA MACHADO – A ideia surgiu da conjugação da minha formação em gestão clínica e do contacto direto com pessoas que queriam deixar de fumar, mas não se reviam nas abordagens tradicionais. Ao longo do tempo, fui acompanhando resultados muito consistentes com a auriculoterapia e percebi que existia espaço para estruturar este método de forma profissional, ética e acessível. Com os anos, fui desenvolvendo e refinando uma abordagem própria, hoje conhecida como o “Choque na Orelha”, e comecei a observar resultados muito consistentes, não apenas na redução da dependência física da nicotina, mas também na componente emocional e comportamental do vício. A Viver Sem Fumo nasce exatamente dessa vontade de transformar uma prática eficaz num serviço organizado, replicável e focado em resultados reais para os pacientes.

Cristiana Machado conta mais de 20 anos de experiência na área da cessação tabágica
A área da saúde é exigente e muito regulada. Que desafios encontrou na fase inicial para transformar um método num serviço clínico sustentável?
C.M. – Um dos principais desafios foi estruturar o método de forma a responder às exigências da área da saúde sem perder a proximidade e a eficácia clínica. Desde o início, ficou claro que a cessação tabágica não poderia ser tratada como um ato isolado, mas como um processo. Por isso, foi essencial integrar um modelo de follow-up contínuo e complementar à auriculoterapia com o apoio da psicologia, garantindo uma abordagem mais completa, segura e sustentada no tempo. Em paralelo, foi necessário navegar num contexto altamente regulado, criando protocolos claros, definindo limites clínicos bem estabelecidos e assegurando que toda a comunicação com o paciente fosse ética, responsável e alinhada com a legislação em vigor. Transformar um método em serviço clínico sustentável implicou investir em processos, formação da equipa e validação contínua dos resultados, para que o crescimento nunca comprometesse a qualidade nem a confiança dos pacientes.
Quando fundou a clínica, qual era o seu objetivo principal em termos de crescimento e impacto?
C.M. – O objetivo inicial foi sempre ajudar o maior número possível de pessoas a deixar de fumar de forma eficaz e com o mínimo de sintomas de abstinência.
Esse objetivo mudou ao longo dos anos?
C.M. – Sim, com o crescimento do projeto, esse objetivo evoluiu. Hoje, além do impacto direto nos pacientes, existe uma missão clara de formação, expansão e criação de um padrão de qualidade que possa ser replicado, tanto em Portugal como noutros países. Essa visão levou à estruturação de equipas terapêuticas e de call center, garantindo que, tanto a comunicação como a abordagem clínica, sejam consistentes e padronizadas. O método Viver Sem Fumo mantém-se assim uniforme, independentemente do profissional que o aplique, assegurando a mesma qualidade de intervenção. Desta forma, pretendemos levar esta abordagem terapêutica além-fronteiras, alcançando o maior número possível de países. Enquanto existir um fumador que queira deixar de fumar e encontre dificuldades nesse processo, a nossa missão não estará concluída.
Muitos negócios de saúde lutam com questões de credibilidade e confiança dos pacientes. Como construiu essa reputação e que papel teve a comunicação nisso?
C.M. – A credibilidade constrói-se com consistência. Resultados reais, acompanhamento próximo e transparência desde o primeiro contacto. Toda a nossa comunicação assenta na precisão e na verdade. Não acreditamos em falsas promessas nem na criação de expectativas irrealistas nos pacientes. Tratando-se o tabaco de uma dependência, desde o primeiro contacto privilegiamos um discurso claro que, embora humanizado, seja objetivo e o mais científico possível. Quando as pessoas sentem que são respeitadas e bem informadas, a confiança surge naturalmente. Esta postura consistente, ao longo do tempo, consolidou a Viver Sem Fumo como uma marca de referência na luta antitabágica.
"A excelência está em fazer bem, mesmo quando ninguém está a ver"
Além de Portugal, a Viver Sem Fumo já chegou à Suíça, Reino Unido e França. Que planos estratégicos definiram para essa internacionalização?
C.M. – A internacionalização foi sempre pensada de forma gradual e sustentada. Começámos por validar o método em diferentes contextos culturais e, de seguida, adaptar os processos às exigências locais. Numa fase inicial, a abordagem incidiu sobretudo nas comunidades de língua portuguesa existentes nesses países. Posteriormente, graças aos resultados consistentes e de excelência alcançados, o próprio “passa palavra” dentro dessas comunidades despertou o interesse da população local, que começou naturalmente a procurar a nossa abordagem para deixar de fumar. Este crescimento orgânico transformou-se num efeito progressivo, com um número cada vez maior de pessoas, de diferentes nacionalidades, a recorrer aos nossos serviços.
O sucesso surge como consequência?
C.M. – A excelência está em fazer bem, mesmo quando ninguém está a ver, investindo continuamente em conhecimento, processos, ética e pessoas, sem atalhos nem compromissos com os valores. Na área da saúde, esta postura é ainda mais determinante, traduzindo-se em rigor clínico, comunicação responsável, acompanhamento consistente e respeito absoluto por quem confia em nós. Quando o sucesso nasce desse compromisso, é sustentável. Não depende de modas, promessas fáceis ou crescimento artificial, mas sim de resultados reais, confiança e impacto positivo na vida das pessoas. Ao priorizar a melhoria contínua, o reconhecimento, a reputação e o crescimento acontecem de forma natural. O foco nunca foi “abrir rápido”, mas sim garantir que cada unidade mantinha o padrão de qualidade, acompanhamento e ética clínica. Crescer com excelência foi e continua a ser a base da estratégia. Neste sentido, para o ano de 2026 prevemos continuar a internacionalização para os nossos vizinhos espanhóis e para o Luxemburgo.

Em 2026, a Viver Sem Fumo prevê abrir novas clínicas no Luxemburgo e em Espanha
A clínica funciona através de auriculoterapia combinada com suporte contínuo. Como é que esta abordagem diferenciadora ajuda a fidelizar clientes e gerar resultados repetíveis?
C.M. – Não se trata propriamente de fidelizar, uma vez que o nosso objetivo é que a pessoa deixe de fumar idealmente numa única sessão. No entanto, os resultados de excelência que alcançamos fazem com que, de forma natural, os próprios pacientes nos recomendem a familiares e amigos, algo que valorizamos profundamente. Isso acontece porque não tratamos apenas o hábito, tratamos a pessoa. A auriculoterapia atua na dependência física e emocional, enquanto o acompanhamento estruturado apoia o paciente nas fases mais críticas da cessação tabágica. Esta abordagem integrada gera confiança, aumenta a taxa de sucesso e faz com que as pessoas se sintam verdadeiramente acompanhadas. Resultados consistentes levam à recomendação, e a recomendação é, na área da saúde, o reflexo mais genuíno de um trabalho bem feito.
Que aprendizagens lhe trouxeram mais valor, desde que começou este projeto até hoje, em termos de liderança e gestão de um negócio de saúde?
C.M. – Aprendi que liderar na área da saúde é encontrar o equilíbrio entre empatia e estrutura. Não basta ter vocação ou conhecimento clínico, é essencial criar processos claros, definir métricas, tomar decisões difíceis e garantir consistência em todas as áreas do projeto. Ao longo deste percurso, tornou-se evidente a importância de delegar, formar equipas alinhadas com os valores e a missão da Viver Sem Fumo e, sobretudo, dar-lhes as condições necessárias para que possam ter sucesso. Liderar é também saber partilhar conhecimento, responsabilidades e visão, criando um ambiente de confiança e crescimento contínuo. Esse caminho exige persistência para continuar a evoluir mesmo perante desafios, obstáculos regulatórios ou momentos de incerteza, e prevalência para manter o foco no que realmente importa, que é a qualidade, a ética e o impacto positivo na vida das pessoas. Na área da saúde, os resultados não surgem de imediato nem através de atalhos. Constroem-se com consistência, rigor e uma visão de longo prazo. Tal como na cessação tabágica, a liderança não é um ato isolado, mas um processo contínuo de aprendizagem, adaptação e compromisso com a excelência.
"Na saúde, a reputação constrói-se com consistência e pode perder-se num ápice"
Para um empreendedor que está a pensar criar um negócio na área da saúde, que conselhos práticos daria sobre combinar ciência, ética e sustentabilidade no negócio?
C.M. – A quem pretende empreender na área da saúde, diria que tudo começa por uma decisão clara: colocar a ciência, a ética e as pessoas no centro do negócio. Não basta ter uma boa ideia ou um método promissor, é essencial validá-lo cientificamente, respeitar os limites da prática clínica e comunicar sempre com verdade e responsabilidade. A sustentabilidade surge quando existe rigor nos processos, equipas bem formadas e uma visão de longo prazo. Isso implica resistir a atalhos, a promessas fáceis e a modelos de crescimento que comprometam a confiança dos pacientes. Na saúde, a reputação constrói-se com consistência e pode perder-se num ápice. Costumo resumir esta visão numa frase simples: “pursue the excellence and success will follow”.

#Protagonistas
CRISTIANA MACHADO: "Liderar na área da saúde é encontrar o equilíbrio entre empatia e estrutura"
Quais os desafios de transformar um método num negócio? A fundadora das clínicas Viver Sem Fumo conta-nos como fez da sua consulta de cessação tabágica um projeto de sucesso nacional, que já conta com presença na Suíça, Reino Unido e França, enquanto se prepara para, este ano, chegar a Espanha e ao Luxemburgo.
Como surgiu a ideia de transformar a sua experiência em gestão clínica e auriculoterapia num negócio focado na cessação tabágica?
CRISTIANA MACHADO – A ideia surgiu da conjugação da minha formação em gestão clínica e do contacto direto com pessoas que queriam deixar de fumar, mas não se reviam nas abordagens tradicionais. Ao longo do tempo, fui acompanhando resultados muito consistentes com a auriculoterapia e percebi que existia espaço para estruturar este método de forma profissional, ética e acessível. Com os anos, fui desenvolvendo e refinando uma abordagem própria, hoje conhecida como o “Choque na Orelha”, e comecei a observar resultados muito consistentes, não apenas na redução da dependência física da nicotina, mas também na componente emocional e comportamental do vício. A Viver Sem Fumo nasce exatamente dessa vontade de transformar uma prática eficaz num serviço organizado, replicável e focado em resultados reais para os pacientes.

Cristiana Machado conta mais de 20 anos de experiência na área da cessação tabágica
A área da saúde é exigente e muito regulada. Que desafios encontrou na fase inicial para transformar um método num serviço clínico sustentável?
C.M. – Um dos principais desafios foi estruturar o método de forma a responder às exigências da área da saúde sem perder a proximidade e a eficácia clínica. Desde o início, ficou claro que a cessação tabágica não poderia ser tratada como um ato isolado, mas como um processo. Por isso, foi essencial integrar um modelo de follow-up contínuo e complementar à auriculoterapia com o apoio da psicologia, garantindo uma abordagem mais completa, segura e sustentada no tempo. Em paralelo, foi necessário navegar num contexto altamente regulado, criando protocolos claros, definindo limites clínicos bem estabelecidos e assegurando que toda a comunicação com o paciente fosse ética, responsável e alinhada com a legislação em vigor. Transformar um método em serviço clínico sustentável implicou investir em processos, formação da equipa e validação contínua dos resultados, para que o crescimento nunca comprometesse a qualidade nem a confiança dos pacientes.
Quando fundou a clínica, qual era o seu objetivo principal em termos de crescimento e impacto?
C.M. – O objetivo inicial foi sempre ajudar o maior número possível de pessoas a deixar de fumar de forma eficaz e com o mínimo de sintomas de abstinência.
Esse objetivo mudou ao longo dos anos?
C.M. – Sim, com o crescimento do projeto, esse objetivo evoluiu. Hoje, além do impacto direto nos pacientes, existe uma missão clara de formação, expansão e criação de um padrão de qualidade que possa ser replicado, tanto em Portugal como noutros países. Essa visão levou à estruturação de equipas terapêuticas e de call center, garantindo que, tanto a comunicação como a abordagem clínica, sejam consistentes e padronizadas. O método Viver Sem Fumo mantém-se assim uniforme, independentemente do profissional que o aplique, assegurando a mesma qualidade de intervenção. Desta forma, pretendemos levar esta abordagem terapêutica além-fronteiras, alcançando o maior número possível de países. Enquanto existir um fumador que queira deixar de fumar e encontre dificuldades nesse processo, a nossa missão não estará concluída.
Muitos negócios de saúde lutam com questões de credibilidade e confiança dos pacientes. Como construiu essa reputação e que papel teve a comunicação nisso?
C.M. – A credibilidade constrói-se com consistência. Resultados reais, acompanhamento próximo e transparência desde o primeiro contacto. Toda a nossa comunicação assenta na precisão e na verdade. Não acreditamos em falsas promessas nem na criação de expectativas irrealistas nos pacientes. Tratando-se o tabaco de uma dependência, desde o primeiro contacto privilegiamos um discurso claro que, embora humanizado, seja objetivo e o mais científico possível. Quando as pessoas sentem que são respeitadas e bem informadas, a confiança surge naturalmente. Esta postura consistente, ao longo do tempo, consolidou a Viver Sem Fumo como uma marca de referência na luta antitabágica.
"A excelência está em fazer bem, mesmo quando ninguém está a ver"
Além de Portugal, a Viver Sem Fumo já chegou à Suíça, Reino Unido e França. Que planos estratégicos definiram para essa internacionalização?
C.M. – A internacionalização foi sempre pensada de forma gradual e sustentada. Começámos por validar o método em diferentes contextos culturais e, de seguida, adaptar os processos às exigências locais. Numa fase inicial, a abordagem incidiu sobretudo nas comunidades de língua portuguesa existentes nesses países. Posteriormente, graças aos resultados consistentes e de excelência alcançados, o próprio “passa palavra” dentro dessas comunidades despertou o interesse da população local, que começou naturalmente a procurar a nossa abordagem para deixar de fumar. Este crescimento orgânico transformou-se num efeito progressivo, com um número cada vez maior de pessoas, de diferentes nacionalidades, a recorrer aos nossos serviços.
O sucesso surge como consequência?
C.M. – A excelência está em fazer bem, mesmo quando ninguém está a ver, investindo continuamente em conhecimento, processos, ética e pessoas, sem atalhos nem compromissos com os valores. Na área da saúde, esta postura é ainda mais determinante, traduzindo-se em rigor clínico, comunicação responsável, acompanhamento consistente e respeito absoluto por quem confia em nós. Quando o sucesso nasce desse compromisso, é sustentável. Não depende de modas, promessas fáceis ou crescimento artificial, mas sim de resultados reais, confiança e impacto positivo na vida das pessoas. Ao priorizar a melhoria contínua, o reconhecimento, a reputação e o crescimento acontecem de forma natural. O foco nunca foi “abrir rápido”, mas sim garantir que cada unidade mantinha o padrão de qualidade, acompanhamento e ética clínica. Crescer com excelência foi e continua a ser a base da estratégia. Neste sentido, para o ano de 2026 prevemos continuar a internacionalização para os nossos vizinhos espanhóis e para o Luxemburgo.

Em 2026, a Viver Sem Fumo prevê abrir novas clínicas no Luxemburgo e em Espanha
A clínica funciona através de auriculoterapia combinada com suporte contínuo. Como é que esta abordagem diferenciadora ajuda a fidelizar clientes e gerar resultados repetíveis?
C.M. – Não se trata propriamente de fidelizar, uma vez que o nosso objetivo é que a pessoa deixe de fumar idealmente numa única sessão. No entanto, os resultados de excelência que alcançamos fazem com que, de forma natural, os próprios pacientes nos recomendem a familiares e amigos, algo que valorizamos profundamente. Isso acontece porque não tratamos apenas o hábito, tratamos a pessoa. A auriculoterapia atua na dependência física e emocional, enquanto o acompanhamento estruturado apoia o paciente nas fases mais críticas da cessação tabágica. Esta abordagem integrada gera confiança, aumenta a taxa de sucesso e faz com que as pessoas se sintam verdadeiramente acompanhadas. Resultados consistentes levam à recomendação, e a recomendação é, na área da saúde, o reflexo mais genuíno de um trabalho bem feito.
Que aprendizagens lhe trouxeram mais valor, desde que começou este projeto até hoje, em termos de liderança e gestão de um negócio de saúde?
C.M. – Aprendi que liderar na área da saúde é encontrar o equilíbrio entre empatia e estrutura. Não basta ter vocação ou conhecimento clínico, é essencial criar processos claros, definir métricas, tomar decisões difíceis e garantir consistência em todas as áreas do projeto. Ao longo deste percurso, tornou-se evidente a importância de delegar, formar equipas alinhadas com os valores e a missão da Viver Sem Fumo e, sobretudo, dar-lhes as condições necessárias para que possam ter sucesso. Liderar é também saber partilhar conhecimento, responsabilidades e visão, criando um ambiente de confiança e crescimento contínuo. Esse caminho exige persistência para continuar a evoluir mesmo perante desafios, obstáculos regulatórios ou momentos de incerteza, e prevalência para manter o foco no que realmente importa, que é a qualidade, a ética e o impacto positivo na vida das pessoas. Na área da saúde, os resultados não surgem de imediato nem através de atalhos. Constroem-se com consistência, rigor e uma visão de longo prazo. Tal como na cessação tabágica, a liderança não é um ato isolado, mas um processo contínuo de aprendizagem, adaptação e compromisso com a excelência.
"Na saúde, a reputação constrói-se com consistência e pode perder-se num ápice"
Para um empreendedor que está a pensar criar um negócio na área da saúde, que conselhos práticos daria sobre combinar ciência, ética e sustentabilidade no negócio?
C.M. – A quem pretende empreender na área da saúde, diria que tudo começa por uma decisão clara: colocar a ciência, a ética e as pessoas no centro do negócio. Não basta ter uma boa ideia ou um método promissor, é essencial validá-lo cientificamente, respeitar os limites da prática clínica e comunicar sempre com verdade e responsabilidade. A sustentabilidade surge quando existe rigor nos processos, equipas bem formadas e uma visão de longo prazo. Isso implica resistir a atalhos, a promessas fáceis e a modelos de crescimento que comprometam a confiança dos pacientes. Na saúde, a reputação constrói-se com consistência e pode perder-se num ápice. Costumo resumir esta visão numa frase simples: “pursue the excellence and success will follow”.




