#Protagonistas

AGÊNCIA DO MÊS: NOSSA

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11 de fev. de 2026, 11:37

A série de reportagens Agência do Mês parte do imaginário norte-americano do Employee of The Month para destacar o trabalho de uma agência portuguesa. Não é um ranking. Não é um prémio. É um mergulho mais demorado nas estruturas que se revelam essenciais a tantos negócios e que, quase sempre, permanecem na sombra. É o reconhecimento do MOTIVO ao trabalho que desenvolvem. E é mais uma oportunidade de dar a conhecer empresas que merecem.


O caminho para a NOSSA levou-nos até Algés. Um edifício recuperado, onde a criatividade se faz sentir em todos os detalhes, desde a decoração do hall ao ambiente descontraído em que a equipa parece trabalhar. A equipa, essa, é composta por gente jovem, seja de espírito ou de idade. Alguns trabalham a partir de um sofá logo à entrada, porque a criatividade não tem lugar. A sala de reuniões, num andar superior, tem uma vista privilegiada para o encontro entre o Tejo e o mar.


A NOSSA tem uma única morada, e fica em Algés


Há agências que nascem para responder a um briefing. E há outras que nascem para responder a um vazio. A NOSSA pertence claramente ao segundo grupo. Fundada em 2008, em plena turbulência financeira internacional, a agência criada por Duarte Durão, Nuno Cardoso e Maria Posser de Andrade surgiu num momento em que o mercado não pedia novas estruturas, mas em que os fundadores sentiam que o seu tempo pessoal pedia um desafio maior.

A NOSSA cresceu na cabeça de três publicitários que se cruzaram ao longo do caminho. O que nos moveu foi a vontade de criar algo que sentíamos que não existia”, explica Duarte Durão, fundador e managing partner da NOSSA. Mais do que criar outra agência de publicidade num mercado já saturado, o objetivo era aproximar dois mundos que, segundo Duarte, viviam de costas voltadas: o negócio e a criatividade.


Duarte Durão é um dos sócios fundadores da NOSSA e permanece na estrutura da Agência, acumulando a criatividade com a gestão


Na altura, o risco era evidente. Pouco depois de arrancarem, o colapso do Lehman Brothers e a crise financeira global instalaram um longo período de austeridade. “Costumo dizer que foi a nossa altura, não foi a altura do mercado. Se esperarmos pela altura certa, ela provavelmente nunca vem”, assume.

Quase duas décadas depois, Duarte olha para trás com clareza. O mercado mudou profundamente, mas a transformação não foi apenas tecnológica. Foi estrutural. “Houve uma perda de valor grande no setor. As margens encolheram, os custos passaram a ser geridos de forma muito mais apertada e o marketing perdeu espaço dentro das organizações”, analisa. Hoje, diz, o CTO [Chief Technology Officer] ganhou protagonismo em relação ao CMO [Chief Marketing Officer] e a comunicação tornou-se, muitas vezes, uma despesa de corte fácil.

A par disso, a revolução digital alterou completamente a forma como se cria, se consome e se mede impacto. “Em 2008 não havia Facebook. Hoje, vivemos numa economia da atenção, onde tudo é fragmentado, efémero e difícil de fixar. Havia mais tempo para pensar numa campanha ou num anúncio, e mais tempo para o consumir. Hoje, algumas campanhas duram 24 horas. É tudo muito efémero”,  O desafio já não é apenas criar boas ideias, mas garantir que alguém as vê, as recorda e as partilha. “Há estudos que dizem que 80% do trabalho feito não é sequer recordado. Isso é assustador”.


Vasco Teixeira Pinto, Digital Partner; Duarte Durão, Fundador e Managing Partner; Nuno Cardoso, Fundador e Creative Partner


Independência como vantagem competitiva

Num mercado dominado por grandes grupos multinacionais, a NOSSA assume-se orgulhosamente como uma agência independente. Para Duarte, essa independência não é um slogan, é uma forma concreta de trabalhar. “Não temos de reportar a lado nenhum. O centro de decisão está aqui, em Algés. Isso dá-nos agilidade, flexibilidade e capacidade de resposta”.

Essa autonomia reflete-se também na forma como a agência se envolve com os clientes. Em alguns casos, a NOSSA chega a integrar recursos próprios diretamente nas estruturas dos clientes para resolver problemas específicos. “São coisas que dificilmente acontecem em estruturas muito grandes e tradicionais”, explica.

Atualmente, a NOSSA emprega mais de 50 pessoas e é uma estrutura bem mais ampla do que a agência original. Ao longo dos anos, deu origem a outras unidades como a Mossa, focada em ativação e eventos; a Chlick, dedicada à performance digital; e está a desenvolver uma nova área ligada ao marketing desportivo. Uma expansão pensada como ecossistema.



Princípios antes de valores

À medida que a equipa foi crescendo, a NOSSA sentiu necessidade de formalizar aquilo que sempre fez de forma intuitiva. Em vez de valores abstratos, definiu princípios concretos. “Os princípios orientam decisões quando já não estamos na sala”, explica Duarte.

Entre eles, destaca-se a ideia de coletivo, numa indústria frequentemente dominada por egos individuais. “A NOSSA é plural, não é singular”. Outro princípio central é a primazia da ideia. “Ideias, sempre as ideias. São elas que nos juntam enquanto equipa e enquanto cliente”.

Mas talvez o princípio mais difícil de implementar tenha sido a abertura ao erro. “Para mim, errar era o fim do mundo. Hoje, acreditamos que é preciso ousar criar e ousar errar”. Essa abertura é fomentada internamente e também junto dos clientes, num contexto digital onde tudo é mais rápido e efémero. “Um erro hoje também desaparece mais depressa”.

Liberdade e compromisso fecham o conjunto. “As pessoas têm liberdade para gerir a sua vida, mas têm um compromisso com o bom trabalho. Não é uma cultura de horário, é uma cultura de responsabilidade”.


Como nasce o trabalho

O processo da NOSSA começa sempre no mesmo lugar: ouvir. “Ouvir e perguntar muito. Perceber a motivação real por trás de um pedido”, explica Duarte. A estratégia surge, depois, como um momento de escolha consciente de caminho, validado com o cliente antes de avançar para a criatividade.

A partir daí, o processo torna-se mais caótico e livre, até chegar à apresentação, ajustes e produção. A agência atua em publicidade, branding, design, digital e ativação, mantendo a publicidade como eixo central, mas integrando todas as disciplinas necessárias para construir marcas relevantes. No vasto currículo estão a Audi, Abanca, Allianz, SCML e muitas outras. 


“As coisas demoram. O mercado precisa de tempo para confiar”


Clientes que crescem em conjunto

Quando fala de projetos marcantes, Duarte recua até à Somersby. Um trabalho iniciado em 2013 que acompanhou o nascimento de uma categoria inteira em Portugal. “Crescemos muito juntos. Eles desafiaram-nos e nós fomos atrás”. Do posicionamento “É Fruto da Tua Imaginação” à consolidação da sidra como alternativa à cerveja, o percurso é visto como um exemplo de construção consistente ao longo do tempo.

Mais recentemente, a EDP surge como outro marco. “É uma consagração. Quando uma marca dessa dimensão nos entrega essa responsabilidade, é porque fizemos muitas coisas bem ao longo do caminho”. Para Duarte, é também a prova de que não há atalhos. “As coisas demoram. O mercado precisa de tempo para confiar”.

O trabalho de excelência valeu à NOSSA já várias distinções, entre as quais o Prémio de Agência Digital do Ano (SAPO), Melhor Agência Portuguesa (El Ojo) e Agência do Ano Experiências de Marca (CCP). 


As instalações da NOSSA têm várias áreas, todas elas disponíveis para trabalho, porque a criatividade não acontece só à secretária


A inteligência artificial e o ritmo acelerado

É o tema do momento e provoca ambivalência. Por um lado, a IA é vista como uma ferramenta poderosa que acelera processos de pesquisa, criação e execução. Por outro, como mais um fator de pressão num ritmo que já era intenso. “Sinto que já íamos no limite e, agora, obriga-nos a acelerar ainda mais”.

Ainda assim, Duarte acredita que o critério humano continua a ser determinante. “É um acelerador de caminhos, mas o critério é nosso”. O maior desafio mantém-se o mesmo: criar conteúdo relevante, capaz de gerar comunidade e interesse real. “A comunicação tem de entreter, de agregar”.


A equipa da NOSSA conta com mais de 50 colaboradores


Vida, liderança e futuro

Aos 40 anos, Duarte Durão decidiu voltar a estudar. “Desconfio muito de mim próprio e nunca estou satisfeito. A minha formação era em Comunicação, portanto achei que precisava de aprender mais sobre Gestão”. Hoje, tem 52 anos de idade e aplica, no dia a dia, o conhecimento que foi à procura. Diz que, durante muitos, anos não conseguiu distinguir o Duarte pessoa do Duarte manager da NOSSA. Atualmente, tenta fazê-lo de forma mais consciente. Pai de quatro filhos, valoriza o tempo em família e reconhece o papel fundamental da sua mulher nesse equilíbrio. “Não tenho uma receita mágica. É estar atento e não prescindir do equilíbrio”.

Quanto ao futuro, vê a NOSSA como uma entidade que existe além dos fundadores. “Vejo uma geração seguinte a crescer aqui dentro, pessoas capazes de nos representar”. Não sabe se será fácil, nem se acontecerá exatamente assim, mas vê essa possibilidade como sinal de maturidade.

No fim, talvez seja essa a maior prova de independência da NOSSA. Não depender apenas de quem a criou, mas da cultura, das ideias e das pessoas que continuam a fazê-la existir todos os dias.


Na foto de abertura, da esquerda para a direita: Duarte Durão, Fundador e Managing Partner; Nuno Cardoso, Fundador e Creative Partner; Vasco Teixeira Pinto, Digital Partner
#Protagonistas

AGÊNCIA DO MÊS: NOSSA

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11 de fev. de 2026, 11:37

A série de reportagens Agência do Mês parte do imaginário norte-americano do Employee of The Month para destacar o trabalho de uma agência portuguesa. Não é um ranking. Não é um prémio. É um mergulho mais demorado nas estruturas que se revelam essenciais a tantos negócios e que, quase sempre, permanecem na sombra. É o reconhecimento do MOTIVO ao trabalho que desenvolvem. E é mais uma oportunidade de dar a conhecer empresas que merecem.


O caminho para a NOSSA levou-nos até Algés. Um edifício recuperado, onde a criatividade se faz sentir em todos os detalhes, desde a decoração do hall ao ambiente descontraído em que a equipa parece trabalhar. A equipa, essa, é composta por gente jovem, seja de espírito ou de idade. Alguns trabalham a partir de um sofá logo à entrada, porque a criatividade não tem lugar. A sala de reuniões, num andar superior, tem uma vista privilegiada para o encontro entre o Tejo e o mar.


A NOSSA tem uma única morada, e fica em Algés


Há agências que nascem para responder a um briefing. E há outras que nascem para responder a um vazio. A NOSSA pertence claramente ao segundo grupo. Fundada em 2008, em plena turbulência financeira internacional, a agência criada por Duarte Durão, Nuno Cardoso e Maria Posser de Andrade surgiu num momento em que o mercado não pedia novas estruturas, mas em que os fundadores sentiam que o seu tempo pessoal pedia um desafio maior.

A NOSSA cresceu na cabeça de três publicitários que se cruzaram ao longo do caminho. O que nos moveu foi a vontade de criar algo que sentíamos que não existia”, explica Duarte Durão, fundador e managing partner da NOSSA. Mais do que criar outra agência de publicidade num mercado já saturado, o objetivo era aproximar dois mundos que, segundo Duarte, viviam de costas voltadas: o negócio e a criatividade.


Duarte Durão é um dos sócios fundadores da NOSSA e permanece na estrutura da Agência, acumulando a criatividade com a gestão


Na altura, o risco era evidente. Pouco depois de arrancarem, o colapso do Lehman Brothers e a crise financeira global instalaram um longo período de austeridade. “Costumo dizer que foi a nossa altura, não foi a altura do mercado. Se esperarmos pela altura certa, ela provavelmente nunca vem”, assume.

Quase duas décadas depois, Duarte olha para trás com clareza. O mercado mudou profundamente, mas a transformação não foi apenas tecnológica. Foi estrutural. “Houve uma perda de valor grande no setor. As margens encolheram, os custos passaram a ser geridos de forma muito mais apertada e o marketing perdeu espaço dentro das organizações”, analisa. Hoje, diz, o CTO [Chief Technology Officer] ganhou protagonismo em relação ao CMO [Chief Marketing Officer] e a comunicação tornou-se, muitas vezes, uma despesa de corte fácil.

A par disso, a revolução digital alterou completamente a forma como se cria, se consome e se mede impacto. “Em 2008 não havia Facebook. Hoje, vivemos numa economia da atenção, onde tudo é fragmentado, efémero e difícil de fixar. Havia mais tempo para pensar numa campanha ou num anúncio, e mais tempo para o consumir. Hoje, algumas campanhas duram 24 horas. É tudo muito efémero”,  O desafio já não é apenas criar boas ideias, mas garantir que alguém as vê, as recorda e as partilha. “Há estudos que dizem que 80% do trabalho feito não é sequer recordado. Isso é assustador”.


Vasco Teixeira Pinto, Digital Partner; Duarte Durão, Fundador e Managing Partner; Nuno Cardoso, Fundador e Creative Partner


Independência como vantagem competitiva

Num mercado dominado por grandes grupos multinacionais, a NOSSA assume-se orgulhosamente como uma agência independente. Para Duarte, essa independência não é um slogan, é uma forma concreta de trabalhar. “Não temos de reportar a lado nenhum. O centro de decisão está aqui, em Algés. Isso dá-nos agilidade, flexibilidade e capacidade de resposta”.

Essa autonomia reflete-se também na forma como a agência se envolve com os clientes. Em alguns casos, a NOSSA chega a integrar recursos próprios diretamente nas estruturas dos clientes para resolver problemas específicos. “São coisas que dificilmente acontecem em estruturas muito grandes e tradicionais”, explica.

Atualmente, a NOSSA emprega mais de 50 pessoas e é uma estrutura bem mais ampla do que a agência original. Ao longo dos anos, deu origem a outras unidades como a Mossa, focada em ativação e eventos; a Chlick, dedicada à performance digital; e está a desenvolver uma nova área ligada ao marketing desportivo. Uma expansão pensada como ecossistema.



Princípios antes de valores

À medida que a equipa foi crescendo, a NOSSA sentiu necessidade de formalizar aquilo que sempre fez de forma intuitiva. Em vez de valores abstratos, definiu princípios concretos. “Os princípios orientam decisões quando já não estamos na sala”, explica Duarte.

Entre eles, destaca-se a ideia de coletivo, numa indústria frequentemente dominada por egos individuais. “A NOSSA é plural, não é singular”. Outro princípio central é a primazia da ideia. “Ideias, sempre as ideias. São elas que nos juntam enquanto equipa e enquanto cliente”.

Mas talvez o princípio mais difícil de implementar tenha sido a abertura ao erro. “Para mim, errar era o fim do mundo. Hoje, acreditamos que é preciso ousar criar e ousar errar”. Essa abertura é fomentada internamente e também junto dos clientes, num contexto digital onde tudo é mais rápido e efémero. “Um erro hoje também desaparece mais depressa”.

Liberdade e compromisso fecham o conjunto. “As pessoas têm liberdade para gerir a sua vida, mas têm um compromisso com o bom trabalho. Não é uma cultura de horário, é uma cultura de responsabilidade”.


Como nasce o trabalho

O processo da NOSSA começa sempre no mesmo lugar: ouvir. “Ouvir e perguntar muito. Perceber a motivação real por trás de um pedido”, explica Duarte. A estratégia surge, depois, como um momento de escolha consciente de caminho, validado com o cliente antes de avançar para a criatividade.

A partir daí, o processo torna-se mais caótico e livre, até chegar à apresentação, ajustes e produção. A agência atua em publicidade, branding, design, digital e ativação, mantendo a publicidade como eixo central, mas integrando todas as disciplinas necessárias para construir marcas relevantes. No vasto currículo estão a Audi, Abanca, Allianz, SCML e muitas outras. 


“As coisas demoram. O mercado precisa de tempo para confiar”


Clientes que crescem em conjunto

Quando fala de projetos marcantes, Duarte recua até à Somersby. Um trabalho iniciado em 2013 que acompanhou o nascimento de uma categoria inteira em Portugal. “Crescemos muito juntos. Eles desafiaram-nos e nós fomos atrás”. Do posicionamento “É Fruto da Tua Imaginação” à consolidação da sidra como alternativa à cerveja, o percurso é visto como um exemplo de construção consistente ao longo do tempo.

Mais recentemente, a EDP surge como outro marco. “É uma consagração. Quando uma marca dessa dimensão nos entrega essa responsabilidade, é porque fizemos muitas coisas bem ao longo do caminho”. Para Duarte, é também a prova de que não há atalhos. “As coisas demoram. O mercado precisa de tempo para confiar”.

O trabalho de excelência valeu à NOSSA já várias distinções, entre as quais o Prémio de Agência Digital do Ano (SAPO), Melhor Agência Portuguesa (El Ojo) e Agência do Ano Experiências de Marca (CCP). 


As instalações da NOSSA têm várias áreas, todas elas disponíveis para trabalho, porque a criatividade não acontece só à secretária


A inteligência artificial e o ritmo acelerado

É o tema do momento e provoca ambivalência. Por um lado, a IA é vista como uma ferramenta poderosa que acelera processos de pesquisa, criação e execução. Por outro, como mais um fator de pressão num ritmo que já era intenso. “Sinto que já íamos no limite e, agora, obriga-nos a acelerar ainda mais”.

Ainda assim, Duarte acredita que o critério humano continua a ser determinante. “É um acelerador de caminhos, mas o critério é nosso”. O maior desafio mantém-se o mesmo: criar conteúdo relevante, capaz de gerar comunidade e interesse real. “A comunicação tem de entreter, de agregar”.


A equipa da NOSSA conta com mais de 50 colaboradores


Vida, liderança e futuro

Aos 40 anos, Duarte Durão decidiu voltar a estudar. “Desconfio muito de mim próprio e nunca estou satisfeito. A minha formação era em Comunicação, portanto achei que precisava de aprender mais sobre Gestão”. Hoje, tem 52 anos de idade e aplica, no dia a dia, o conhecimento que foi à procura. Diz que, durante muitos, anos não conseguiu distinguir o Duarte pessoa do Duarte manager da NOSSA. Atualmente, tenta fazê-lo de forma mais consciente. Pai de quatro filhos, valoriza o tempo em família e reconhece o papel fundamental da sua mulher nesse equilíbrio. “Não tenho uma receita mágica. É estar atento e não prescindir do equilíbrio”.

Quanto ao futuro, vê a NOSSA como uma entidade que existe além dos fundadores. “Vejo uma geração seguinte a crescer aqui dentro, pessoas capazes de nos representar”. Não sabe se será fácil, nem se acontecerá exatamente assim, mas vê essa possibilidade como sinal de maturidade.

No fim, talvez seja essa a maior prova de independência da NOSSA. Não depender apenas de quem a criou, mas da cultura, das ideias e das pessoas que continuam a fazê-la existir todos os dias.


Na foto de abertura, da esquerda para a direita: Duarte Durão, Fundador e Managing Partner; Nuno Cardoso, Fundador e Creative Partner; Vasco Teixeira Pinto, Digital Partner

#Protagonistas

AGÊNCIA DO MÊS: NOSSA

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11 de fev. de 2026, 11:37

A série de reportagens Agência do Mês parte do imaginário norte-americano do Employee of The Month para destacar o trabalho de uma agência portuguesa. Não é um ranking. Não é um prémio. É um mergulho mais demorado nas estruturas que se revelam essenciais a tantos negócios e que, quase sempre, permanecem na sombra. É o reconhecimento do MOTIVO ao trabalho que desenvolvem. E é mais uma oportunidade de dar a conhecer empresas que merecem.


O caminho para a NOSSA levou-nos até Algés. Um edifício recuperado, onde a criatividade se faz sentir em todos os detalhes, desde a decoração do hall ao ambiente descontraído em que a equipa parece trabalhar. A equipa, essa, é composta por gente jovem, seja de espírito ou de idade. Alguns trabalham a partir de um sofá logo à entrada, porque a criatividade não tem lugar. A sala de reuniões, num andar superior, tem uma vista privilegiada para o encontro entre o Tejo e o mar.


A NOSSA tem uma única morada, e fica em Algés


Há agências que nascem para responder a um briefing. E há outras que nascem para responder a um vazio. A NOSSA pertence claramente ao segundo grupo. Fundada em 2008, em plena turbulência financeira internacional, a agência criada por Duarte Durão, Nuno Cardoso e Maria Posser de Andrade surgiu num momento em que o mercado não pedia novas estruturas, mas em que os fundadores sentiam que o seu tempo pessoal pedia um desafio maior.

A NOSSA cresceu na cabeça de três publicitários que se cruzaram ao longo do caminho. O que nos moveu foi a vontade de criar algo que sentíamos que não existia”, explica Duarte Durão, fundador e managing partner da NOSSA. Mais do que criar outra agência de publicidade num mercado já saturado, o objetivo era aproximar dois mundos que, segundo Duarte, viviam de costas voltadas: o negócio e a criatividade.


Duarte Durão é um dos sócios fundadores da NOSSA e permanece na estrutura da Agência, acumulando a criatividade com a gestão


Na altura, o risco era evidente. Pouco depois de arrancarem, o colapso do Lehman Brothers e a crise financeira global instalaram um longo período de austeridade. “Costumo dizer que foi a nossa altura, não foi a altura do mercado. Se esperarmos pela altura certa, ela provavelmente nunca vem”, assume.

Quase duas décadas depois, Duarte olha para trás com clareza. O mercado mudou profundamente, mas a transformação não foi apenas tecnológica. Foi estrutural. “Houve uma perda de valor grande no setor. As margens encolheram, os custos passaram a ser geridos de forma muito mais apertada e o marketing perdeu espaço dentro das organizações”, analisa. Hoje, diz, o CTO [Chief Technology Officer] ganhou protagonismo em relação ao CMO [Chief Marketing Officer] e a comunicação tornou-se, muitas vezes, uma despesa de corte fácil.

A par disso, a revolução digital alterou completamente a forma como se cria, se consome e se mede impacto. “Em 2008 não havia Facebook. Hoje, vivemos numa economia da atenção, onde tudo é fragmentado, efémero e difícil de fixar. Havia mais tempo para pensar numa campanha ou num anúncio, e mais tempo para o consumir. Hoje, algumas campanhas duram 24 horas. É tudo muito efémero”,  O desafio já não é apenas criar boas ideias, mas garantir que alguém as vê, as recorda e as partilha. “Há estudos que dizem que 80% do trabalho feito não é sequer recordado. Isso é assustador”.


Vasco Teixeira Pinto, Digital Partner; Duarte Durão, Fundador e Managing Partner; Nuno Cardoso, Fundador e Creative Partner


Independência como vantagem competitiva

Num mercado dominado por grandes grupos multinacionais, a NOSSA assume-se orgulhosamente como uma agência independente. Para Duarte, essa independência não é um slogan, é uma forma concreta de trabalhar. “Não temos de reportar a lado nenhum. O centro de decisão está aqui, em Algés. Isso dá-nos agilidade, flexibilidade e capacidade de resposta”.

Essa autonomia reflete-se também na forma como a agência se envolve com os clientes. Em alguns casos, a NOSSA chega a integrar recursos próprios diretamente nas estruturas dos clientes para resolver problemas específicos. “São coisas que dificilmente acontecem em estruturas muito grandes e tradicionais”, explica.

Atualmente, a NOSSA emprega mais de 50 pessoas e é uma estrutura bem mais ampla do que a agência original. Ao longo dos anos, deu origem a outras unidades como a Mossa, focada em ativação e eventos; a Chlick, dedicada à performance digital; e está a desenvolver uma nova área ligada ao marketing desportivo. Uma expansão pensada como ecossistema.



Princípios antes de valores

À medida que a equipa foi crescendo, a NOSSA sentiu necessidade de formalizar aquilo que sempre fez de forma intuitiva. Em vez de valores abstratos, definiu princípios concretos. “Os princípios orientam decisões quando já não estamos na sala”, explica Duarte.

Entre eles, destaca-se a ideia de coletivo, numa indústria frequentemente dominada por egos individuais. “A NOSSA é plural, não é singular”. Outro princípio central é a primazia da ideia. “Ideias, sempre as ideias. São elas que nos juntam enquanto equipa e enquanto cliente”.

Mas talvez o princípio mais difícil de implementar tenha sido a abertura ao erro. “Para mim, errar era o fim do mundo. Hoje, acreditamos que é preciso ousar criar e ousar errar”. Essa abertura é fomentada internamente e também junto dos clientes, num contexto digital onde tudo é mais rápido e efémero. “Um erro hoje também desaparece mais depressa”.

Liberdade e compromisso fecham o conjunto. “As pessoas têm liberdade para gerir a sua vida, mas têm um compromisso com o bom trabalho. Não é uma cultura de horário, é uma cultura de responsabilidade”.


Como nasce o trabalho

O processo da NOSSA começa sempre no mesmo lugar: ouvir. “Ouvir e perguntar muito. Perceber a motivação real por trás de um pedido”, explica Duarte. A estratégia surge, depois, como um momento de escolha consciente de caminho, validado com o cliente antes de avançar para a criatividade.

A partir daí, o processo torna-se mais caótico e livre, até chegar à apresentação, ajustes e produção. A agência atua em publicidade, branding, design, digital e ativação, mantendo a publicidade como eixo central, mas integrando todas as disciplinas necessárias para construir marcas relevantes. No vasto currículo estão a Audi, Abanca, Allianz, SCML e muitas outras. 


“As coisas demoram. O mercado precisa de tempo para confiar”


Clientes que crescem em conjunto

Quando fala de projetos marcantes, Duarte recua até à Somersby. Um trabalho iniciado em 2013 que acompanhou o nascimento de uma categoria inteira em Portugal. “Crescemos muito juntos. Eles desafiaram-nos e nós fomos atrás”. Do posicionamento “É Fruto da Tua Imaginação” à consolidação da sidra como alternativa à cerveja, o percurso é visto como um exemplo de construção consistente ao longo do tempo.

Mais recentemente, a EDP surge como outro marco. “É uma consagração. Quando uma marca dessa dimensão nos entrega essa responsabilidade, é porque fizemos muitas coisas bem ao longo do caminho”. Para Duarte, é também a prova de que não há atalhos. “As coisas demoram. O mercado precisa de tempo para confiar”.

O trabalho de excelência valeu à NOSSA já várias distinções, entre as quais o Prémio de Agência Digital do Ano (SAPO), Melhor Agência Portuguesa (El Ojo) e Agência do Ano Experiências de Marca (CCP). 


As instalações da NOSSA têm várias áreas, todas elas disponíveis para trabalho, porque a criatividade não acontece só à secretária


A inteligência artificial e o ritmo acelerado

É o tema do momento e provoca ambivalência. Por um lado, a IA é vista como uma ferramenta poderosa que acelera processos de pesquisa, criação e execução. Por outro, como mais um fator de pressão num ritmo que já era intenso. “Sinto que já íamos no limite e, agora, obriga-nos a acelerar ainda mais”.

Ainda assim, Duarte acredita que o critério humano continua a ser determinante. “É um acelerador de caminhos, mas o critério é nosso”. O maior desafio mantém-se o mesmo: criar conteúdo relevante, capaz de gerar comunidade e interesse real. “A comunicação tem de entreter, de agregar”.


A equipa da NOSSA conta com mais de 50 colaboradores


Vida, liderança e futuro

Aos 40 anos, Duarte Durão decidiu voltar a estudar. “Desconfio muito de mim próprio e nunca estou satisfeito. A minha formação era em Comunicação, portanto achei que precisava de aprender mais sobre Gestão”. Hoje, tem 52 anos de idade e aplica, no dia a dia, o conhecimento que foi à procura. Diz que, durante muitos, anos não conseguiu distinguir o Duarte pessoa do Duarte manager da NOSSA. Atualmente, tenta fazê-lo de forma mais consciente. Pai de quatro filhos, valoriza o tempo em família e reconhece o papel fundamental da sua mulher nesse equilíbrio. “Não tenho uma receita mágica. É estar atento e não prescindir do equilíbrio”.

Quanto ao futuro, vê a NOSSA como uma entidade que existe além dos fundadores. “Vejo uma geração seguinte a crescer aqui dentro, pessoas capazes de nos representar”. Não sabe se será fácil, nem se acontecerá exatamente assim, mas vê essa possibilidade como sinal de maturidade.

No fim, talvez seja essa a maior prova de independência da NOSSA. Não depender apenas de quem a criou, mas da cultura, das ideias e das pessoas que continuam a fazê-la existir todos os dias.


Na foto de abertura, da esquerda para a direita: Duarte Durão, Fundador e Managing Partner; Nuno Cardoso, Fundador e Creative Partner; Vasco Teixeira Pinto, Digital Partner
#Protagonistas

AGÊNCIA DO MÊS: NOSSA

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11 de fev. de 2026, 11:37

A série de reportagens Agência do Mês parte do imaginário norte-americano do Employee of The Month para destacar o trabalho de uma agência portuguesa. Não é um ranking. Não é um prémio. É um mergulho mais demorado nas estruturas que se revelam essenciais a tantos negócios e que, quase sempre, permanecem na sombra. É o reconhecimento do MOTIVO ao trabalho que desenvolvem. E é mais uma oportunidade de dar a conhecer empresas que merecem.


O caminho para a NOSSA levou-nos até Algés. Um edifício recuperado, onde a criatividade se faz sentir em todos os detalhes, desde a decoração do hall ao ambiente descontraído em que a equipa parece trabalhar. A equipa, essa, é composta por gente jovem, seja de espírito ou de idade. Alguns trabalham a partir de um sofá logo à entrada, porque a criatividade não tem lugar. A sala de reuniões, num andar superior, tem uma vista privilegiada para o encontro entre o Tejo e o mar.


A NOSSA tem uma única morada, e fica em Algés


Há agências que nascem para responder a um briefing. E há outras que nascem para responder a um vazio. A NOSSA pertence claramente ao segundo grupo. Fundada em 2008, em plena turbulência financeira internacional, a agência criada por Duarte Durão, Nuno Cardoso e Maria Posser de Andrade surgiu num momento em que o mercado não pedia novas estruturas, mas em que os fundadores sentiam que o seu tempo pessoal pedia um desafio maior.

A NOSSA cresceu na cabeça de três publicitários que se cruzaram ao longo do caminho. O que nos moveu foi a vontade de criar algo que sentíamos que não existia”, explica Duarte Durão, fundador e managing partner da NOSSA. Mais do que criar outra agência de publicidade num mercado já saturado, o objetivo era aproximar dois mundos que, segundo Duarte, viviam de costas voltadas: o negócio e a criatividade.


Duarte Durão é um dos sócios fundadores da NOSSA e permanece na estrutura da Agência, acumulando a criatividade com a gestão


Na altura, o risco era evidente. Pouco depois de arrancarem, o colapso do Lehman Brothers e a crise financeira global instalaram um longo período de austeridade. “Costumo dizer que foi a nossa altura, não foi a altura do mercado. Se esperarmos pela altura certa, ela provavelmente nunca vem”, assume.

Quase duas décadas depois, Duarte olha para trás com clareza. O mercado mudou profundamente, mas a transformação não foi apenas tecnológica. Foi estrutural. “Houve uma perda de valor grande no setor. As margens encolheram, os custos passaram a ser geridos de forma muito mais apertada e o marketing perdeu espaço dentro das organizações”, analisa. Hoje, diz, o CTO [Chief Technology Officer] ganhou protagonismo em relação ao CMO [Chief Marketing Officer] e a comunicação tornou-se, muitas vezes, uma despesa de corte fácil.

A par disso, a revolução digital alterou completamente a forma como se cria, se consome e se mede impacto. “Em 2008 não havia Facebook. Hoje, vivemos numa economia da atenção, onde tudo é fragmentado, efémero e difícil de fixar. Havia mais tempo para pensar numa campanha ou num anúncio, e mais tempo para o consumir. Hoje, algumas campanhas duram 24 horas. É tudo muito efémero”,  O desafio já não é apenas criar boas ideias, mas garantir que alguém as vê, as recorda e as partilha. “Há estudos que dizem que 80% do trabalho feito não é sequer recordado. Isso é assustador”.


Vasco Teixeira Pinto, Digital Partner; Duarte Durão, Fundador e Managing Partner; Nuno Cardoso, Fundador e Creative Partner


Independência como vantagem competitiva

Num mercado dominado por grandes grupos multinacionais, a NOSSA assume-se orgulhosamente como uma agência independente. Para Duarte, essa independência não é um slogan, é uma forma concreta de trabalhar. “Não temos de reportar a lado nenhum. O centro de decisão está aqui, em Algés. Isso dá-nos agilidade, flexibilidade e capacidade de resposta”.

Essa autonomia reflete-se também na forma como a agência se envolve com os clientes. Em alguns casos, a NOSSA chega a integrar recursos próprios diretamente nas estruturas dos clientes para resolver problemas específicos. “São coisas que dificilmente acontecem em estruturas muito grandes e tradicionais”, explica.

Atualmente, a NOSSA emprega mais de 50 pessoas e é uma estrutura bem mais ampla do que a agência original. Ao longo dos anos, deu origem a outras unidades como a Mossa, focada em ativação e eventos; a Chlick, dedicada à performance digital; e está a desenvolver uma nova área ligada ao marketing desportivo. Uma expansão pensada como ecossistema.



Princípios antes de valores

À medida que a equipa foi crescendo, a NOSSA sentiu necessidade de formalizar aquilo que sempre fez de forma intuitiva. Em vez de valores abstratos, definiu princípios concretos. “Os princípios orientam decisões quando já não estamos na sala”, explica Duarte.

Entre eles, destaca-se a ideia de coletivo, numa indústria frequentemente dominada por egos individuais. “A NOSSA é plural, não é singular”. Outro princípio central é a primazia da ideia. “Ideias, sempre as ideias. São elas que nos juntam enquanto equipa e enquanto cliente”.

Mas talvez o princípio mais difícil de implementar tenha sido a abertura ao erro. “Para mim, errar era o fim do mundo. Hoje, acreditamos que é preciso ousar criar e ousar errar”. Essa abertura é fomentada internamente e também junto dos clientes, num contexto digital onde tudo é mais rápido e efémero. “Um erro hoje também desaparece mais depressa”.

Liberdade e compromisso fecham o conjunto. “As pessoas têm liberdade para gerir a sua vida, mas têm um compromisso com o bom trabalho. Não é uma cultura de horário, é uma cultura de responsabilidade”.


Como nasce o trabalho

O processo da NOSSA começa sempre no mesmo lugar: ouvir. “Ouvir e perguntar muito. Perceber a motivação real por trás de um pedido”, explica Duarte. A estratégia surge, depois, como um momento de escolha consciente de caminho, validado com o cliente antes de avançar para a criatividade.

A partir daí, o processo torna-se mais caótico e livre, até chegar à apresentação, ajustes e produção. A agência atua em publicidade, branding, design, digital e ativação, mantendo a publicidade como eixo central, mas integrando todas as disciplinas necessárias para construir marcas relevantes. No vasto currículo estão a Audi, Abanca, Allianz, SCML e muitas outras. 


“As coisas demoram. O mercado precisa de tempo para confiar”


Clientes que crescem em conjunto

Quando fala de projetos marcantes, Duarte recua até à Somersby. Um trabalho iniciado em 2013 que acompanhou o nascimento de uma categoria inteira em Portugal. “Crescemos muito juntos. Eles desafiaram-nos e nós fomos atrás”. Do posicionamento “É Fruto da Tua Imaginação” à consolidação da sidra como alternativa à cerveja, o percurso é visto como um exemplo de construção consistente ao longo do tempo.

Mais recentemente, a EDP surge como outro marco. “É uma consagração. Quando uma marca dessa dimensão nos entrega essa responsabilidade, é porque fizemos muitas coisas bem ao longo do caminho”. Para Duarte, é também a prova de que não há atalhos. “As coisas demoram. O mercado precisa de tempo para confiar”.

O trabalho de excelência valeu à NOSSA já várias distinções, entre as quais o Prémio de Agência Digital do Ano (SAPO), Melhor Agência Portuguesa (El Ojo) e Agência do Ano Experiências de Marca (CCP). 


As instalações da NOSSA têm várias áreas, todas elas disponíveis para trabalho, porque a criatividade não acontece só à secretária


A inteligência artificial e o ritmo acelerado

É o tema do momento e provoca ambivalência. Por um lado, a IA é vista como uma ferramenta poderosa que acelera processos de pesquisa, criação e execução. Por outro, como mais um fator de pressão num ritmo que já era intenso. “Sinto que já íamos no limite e, agora, obriga-nos a acelerar ainda mais”.

Ainda assim, Duarte acredita que o critério humano continua a ser determinante. “É um acelerador de caminhos, mas o critério é nosso”. O maior desafio mantém-se o mesmo: criar conteúdo relevante, capaz de gerar comunidade e interesse real. “A comunicação tem de entreter, de agregar”.


A equipa da NOSSA conta com mais de 50 colaboradores


Vida, liderança e futuro

Aos 40 anos, Duarte Durão decidiu voltar a estudar. “Desconfio muito de mim próprio e nunca estou satisfeito. A minha formação era em Comunicação, portanto achei que precisava de aprender mais sobre Gestão”. Hoje, tem 52 anos de idade e aplica, no dia a dia, o conhecimento que foi à procura. Diz que, durante muitos, anos não conseguiu distinguir o Duarte pessoa do Duarte manager da NOSSA. Atualmente, tenta fazê-lo de forma mais consciente. Pai de quatro filhos, valoriza o tempo em família e reconhece o papel fundamental da sua mulher nesse equilíbrio. “Não tenho uma receita mágica. É estar atento e não prescindir do equilíbrio”.

Quanto ao futuro, vê a NOSSA como uma entidade que existe além dos fundadores. “Vejo uma geração seguinte a crescer aqui dentro, pessoas capazes de nos representar”. Não sabe se será fácil, nem se acontecerá exatamente assim, mas vê essa possibilidade como sinal de maturidade.

No fim, talvez seja essa a maior prova de independência da NOSSA. Não depender apenas de quem a criou, mas da cultura, das ideias e das pessoas que continuam a fazê-la existir todos os dias.


Na foto de abertura, da esquerda para a direita: Duarte Durão, Fundador e Managing Partner; Nuno Cardoso, Fundador e Creative Partner; Vasco Teixeira Pinto, Digital Partner

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