
#Protagonistas
Seis perguntas a Nuno Faria
O ultramaratonista português prepara-se para começar amanhã o maior desafio desportivo a que já se propôs. Chamou-lhe “De Caminha a Sagres” e são 650 km em seis dias, ou seja, cerca de 110 km por dia, a atravessar o país de norte a sul. Mas há mais. Nuno, que já sobreviveu a um cancro, decidiu transformar esta aventura num propósito maior. Foi sobre tudo isso que respondeu nas seis perguntas do MOTIVO.
Este desafio de 650 km em seis dias é extremo por definição. Em que momento deixou de ser apenas uma meta desportiva e passou a ser um projeto com propósito?
NUNO FARIA — Este desafio deixou de ser só meu quando percebi que podia aliar um movimento que tivesse como objetivo apoiar os atletas da Guarda. O meu propósito não é só correr, é apoiar outros atletas de diversas modalidades e promover o seu reconhecimento. O projeto nasce da vontade de contribuir para a promoção do desporto na cidade, em todas as suas vertentes.

O Nuno sobreviveu a um cancro e transformou essa experiência numa motivação maior. Como é que isso mudou a forma como olha para limites, físicos e mentais?
N.F. — A doença pela qual passei quando tinha 19 anos, deu-me a possibilidade de viver a 100%. Hoje em dia, arrisco e entrego-me, de forma plena, aos desafios a que me proponho Tenho as minhas limitações físicas, consequência do cancro, mas até a gestão constante que tenho que fazer das mesmas, e adaptações, fazem parte da jornada. Tudo é um processo estratégico para entender cada limitação e encontrar a melhor forma de a contornar ou superar, e tudo isto acaba por se transformar em motivação extra.
O projeto está ligado a um programa de apadrinhamento de atletas. O que é que sentiu que faltava no sistema para decidir criar, ou associar-se, a esta iniciativa?
N.F. — Senti que existe muito potencial na região e que, muitas vezes, pelas questões já muito debatidas, não usufrui de todos os apoios necessários. Penso que posso transformar esta iniciativa no impulso que muitos atletas necessitam para crescer e manter a prática de um desporto, seja ele qual for. Pensei em criar este projeto porque acredito, também, que o apoio deve ser tão dinâmico quanto os próprios atletas. Este desafio tem como propósito apoiar a ADC Alfarazes, por ser um exemplo de dedicação. De futuro, o que se pretende é que este projeto possa ser um impulsionador para atletas que se propõem a grandes desafios e que, para tal, se dedicam, o que pretende é também premiar o esforço e a dedicação.

Correr o país de norte a sul é também um gesto simbólico. O que quer que as pessoas vejam neste percurso para além do esforço físico?
N.F. — O que gostaria que as pessoas vissem neste percurso de 650 km é que a vontade consegue sempre encontrar um caminho. O compromisso e o foco não são dons especiais, são escolhas que fazemos todos os dias. Se este percurso poder inspirar outras pessoas a olhar para os seus próprios desafios, e a trocar a desculpa pela vontade, então já fico satisfeito. Olhando para a realidade do país, gostaria que pudéssemos todos, sobretudo os decisores políticos, olhar para o país como um território pequeno, a distância de norte a sul são apenas 650 quilómetros, onde não faz sentido que existam as disparidades que vamos ouvindo, também na área do desporto.
Preparar um desafio desta dimensão implica método, consistência e disciplina. O que esta preparação lhe ensinou sobre desempenho que pode ser aplicado fora do desporto?
N.F. — A preparação ensinou-me que o entusiasmo é irrelevante se não houver um sistema. Fora do desporto, aplica-se o mesmo: tem que existir método para planear o sucesso, a consistência para honrar o propósito e a disciplina para não aceitar justificações que nos desviem do caminho. A disciplina não deve ser encarada como uma punição, é sim a liberdade de sabermos que vamos cumprir o que prometemos a nós mesmos.
Quando este desafio terminar, o que gostaria que ficasse, enquanto legado, para quem acompanhou e para quem beneficiará deste projeto?
N.F. — Espero que este desafio seja o primeiro capítulo de uma longa história pessoal e de interação com a comunidade. O meu legado não será apenas a distância percorrida, mas sim a consolidação do Programa de Apadrinhamento de Campeões. Quero que, ao olharem para este projeto, vejam a dedicação total que coloquei no mesmo, e que isso sirva de semente para que mais atletas e entidades se unam a nós. O sucesso real será ver os campeões da Guarda atingirem os seus objetivos.

#Protagonistas
Seis perguntas a Nuno Faria
O ultramaratonista português prepara-se para começar amanhã o maior desafio desportivo a que já se propôs. Chamou-lhe “De Caminha a Sagres” e são 650 km em seis dias, ou seja, cerca de 110 km por dia, a atravessar o país de norte a sul. Mas há mais. Nuno, que já sobreviveu a um cancro, decidiu transformar esta aventura num propósito maior. Foi sobre tudo isso que respondeu nas seis perguntas do MOTIVO.
Este desafio de 650 km em seis dias é extremo por definição. Em que momento deixou de ser apenas uma meta desportiva e passou a ser um projeto com propósito?
NUNO FARIA — Este desafio deixou de ser só meu quando percebi que podia aliar um movimento que tivesse como objetivo apoiar os atletas da Guarda. O meu propósito não é só correr, é apoiar outros atletas de diversas modalidades e promover o seu reconhecimento. O projeto nasce da vontade de contribuir para a promoção do desporto na cidade, em todas as suas vertentes.

O Nuno sobreviveu a um cancro e transformou essa experiência numa motivação maior. Como é que isso mudou a forma como olha para limites, físicos e mentais?
N.F. — A doença pela qual passei quando tinha 19 anos, deu-me a possibilidade de viver a 100%. Hoje em dia, arrisco e entrego-me, de forma plena, aos desafios a que me proponho Tenho as minhas limitações físicas, consequência do cancro, mas até a gestão constante que tenho que fazer das mesmas, e adaptações, fazem parte da jornada. Tudo é um processo estratégico para entender cada limitação e encontrar a melhor forma de a contornar ou superar, e tudo isto acaba por se transformar em motivação extra.
O projeto está ligado a um programa de apadrinhamento de atletas. O que é que sentiu que faltava no sistema para decidir criar, ou associar-se, a esta iniciativa?
N.F. — Senti que existe muito potencial na região e que, muitas vezes, pelas questões já muito debatidas, não usufrui de todos os apoios necessários. Penso que posso transformar esta iniciativa no impulso que muitos atletas necessitam para crescer e manter a prática de um desporto, seja ele qual for. Pensei em criar este projeto porque acredito, também, que o apoio deve ser tão dinâmico quanto os próprios atletas. Este desafio tem como propósito apoiar a ADC Alfarazes, por ser um exemplo de dedicação. De futuro, o que se pretende é que este projeto possa ser um impulsionador para atletas que se propõem a grandes desafios e que, para tal, se dedicam, o que pretende é também premiar o esforço e a dedicação.

Correr o país de norte a sul é também um gesto simbólico. O que quer que as pessoas vejam neste percurso para além do esforço físico?
N.F. — O que gostaria que as pessoas vissem neste percurso de 650 km é que a vontade consegue sempre encontrar um caminho. O compromisso e o foco não são dons especiais, são escolhas que fazemos todos os dias. Se este percurso poder inspirar outras pessoas a olhar para os seus próprios desafios, e a trocar a desculpa pela vontade, então já fico satisfeito. Olhando para a realidade do país, gostaria que pudéssemos todos, sobretudo os decisores políticos, olhar para o país como um território pequeno, a distância de norte a sul são apenas 650 quilómetros, onde não faz sentido que existam as disparidades que vamos ouvindo, também na área do desporto.
Preparar um desafio desta dimensão implica método, consistência e disciplina. O que esta preparação lhe ensinou sobre desempenho que pode ser aplicado fora do desporto?
N.F. — A preparação ensinou-me que o entusiasmo é irrelevante se não houver um sistema. Fora do desporto, aplica-se o mesmo: tem que existir método para planear o sucesso, a consistência para honrar o propósito e a disciplina para não aceitar justificações que nos desviem do caminho. A disciplina não deve ser encarada como uma punição, é sim a liberdade de sabermos que vamos cumprir o que prometemos a nós mesmos.
Quando este desafio terminar, o que gostaria que ficasse, enquanto legado, para quem acompanhou e para quem beneficiará deste projeto?
N.F. — Espero que este desafio seja o primeiro capítulo de uma longa história pessoal e de interação com a comunidade. O meu legado não será apenas a distância percorrida, mas sim a consolidação do Programa de Apadrinhamento de Campeões. Quero que, ao olharem para este projeto, vejam a dedicação total que coloquei no mesmo, e que isso sirva de semente para que mais atletas e entidades se unam a nós. O sucesso real será ver os campeões da Guarda atingirem os seus objetivos.

#Protagonistas
Seis perguntas a Nuno Faria
O ultramaratonista português prepara-se para começar amanhã o maior desafio desportivo a que já se propôs. Chamou-lhe “De Caminha a Sagres” e são 650 km em seis dias, ou seja, cerca de 110 km por dia, a atravessar o país de norte a sul. Mas há mais. Nuno, que já sobreviveu a um cancro, decidiu transformar esta aventura num propósito maior. Foi sobre tudo isso que respondeu nas seis perguntas do MOTIVO.
Este desafio de 650 km em seis dias é extremo por definição. Em que momento deixou de ser apenas uma meta desportiva e passou a ser um projeto com propósito?
NUNO FARIA — Este desafio deixou de ser só meu quando percebi que podia aliar um movimento que tivesse como objetivo apoiar os atletas da Guarda. O meu propósito não é só correr, é apoiar outros atletas de diversas modalidades e promover o seu reconhecimento. O projeto nasce da vontade de contribuir para a promoção do desporto na cidade, em todas as suas vertentes.

O Nuno sobreviveu a um cancro e transformou essa experiência numa motivação maior. Como é que isso mudou a forma como olha para limites, físicos e mentais?
N.F. — A doença pela qual passei quando tinha 19 anos, deu-me a possibilidade de viver a 100%. Hoje em dia, arrisco e entrego-me, de forma plena, aos desafios a que me proponho Tenho as minhas limitações físicas, consequência do cancro, mas até a gestão constante que tenho que fazer das mesmas, e adaptações, fazem parte da jornada. Tudo é um processo estratégico para entender cada limitação e encontrar a melhor forma de a contornar ou superar, e tudo isto acaba por se transformar em motivação extra.
O projeto está ligado a um programa de apadrinhamento de atletas. O que é que sentiu que faltava no sistema para decidir criar, ou associar-se, a esta iniciativa?
N.F. — Senti que existe muito potencial na região e que, muitas vezes, pelas questões já muito debatidas, não usufrui de todos os apoios necessários. Penso que posso transformar esta iniciativa no impulso que muitos atletas necessitam para crescer e manter a prática de um desporto, seja ele qual for. Pensei em criar este projeto porque acredito, também, que o apoio deve ser tão dinâmico quanto os próprios atletas. Este desafio tem como propósito apoiar a ADC Alfarazes, por ser um exemplo de dedicação. De futuro, o que se pretende é que este projeto possa ser um impulsionador para atletas que se propõem a grandes desafios e que, para tal, se dedicam, o que pretende é também premiar o esforço e a dedicação.

Correr o país de norte a sul é também um gesto simbólico. O que quer que as pessoas vejam neste percurso para além do esforço físico?
N.F. — O que gostaria que as pessoas vissem neste percurso de 650 km é que a vontade consegue sempre encontrar um caminho. O compromisso e o foco não são dons especiais, são escolhas que fazemos todos os dias. Se este percurso poder inspirar outras pessoas a olhar para os seus próprios desafios, e a trocar a desculpa pela vontade, então já fico satisfeito. Olhando para a realidade do país, gostaria que pudéssemos todos, sobretudo os decisores políticos, olhar para o país como um território pequeno, a distância de norte a sul são apenas 650 quilómetros, onde não faz sentido que existam as disparidades que vamos ouvindo, também na área do desporto.
Preparar um desafio desta dimensão implica método, consistência e disciplina. O que esta preparação lhe ensinou sobre desempenho que pode ser aplicado fora do desporto?
N.F. — A preparação ensinou-me que o entusiasmo é irrelevante se não houver um sistema. Fora do desporto, aplica-se o mesmo: tem que existir método para planear o sucesso, a consistência para honrar o propósito e a disciplina para não aceitar justificações que nos desviem do caminho. A disciplina não deve ser encarada como uma punição, é sim a liberdade de sabermos que vamos cumprir o que prometemos a nós mesmos.
Quando este desafio terminar, o que gostaria que ficasse, enquanto legado, para quem acompanhou e para quem beneficiará deste projeto?
N.F. — Espero que este desafio seja o primeiro capítulo de uma longa história pessoal e de interação com a comunidade. O meu legado não será apenas a distância percorrida, mas sim a consolidação do Programa de Apadrinhamento de Campeões. Quero que, ao olharem para este projeto, vejam a dedicação total que coloquei no mesmo, e que isso sirva de semente para que mais atletas e entidades se unam a nós. O sucesso real será ver os campeões da Guarda atingirem os seus objetivos.

#Protagonistas
Seis perguntas a Nuno Faria
O ultramaratonista português prepara-se para começar amanhã o maior desafio desportivo a que já se propôs. Chamou-lhe “De Caminha a Sagres” e são 650 km em seis dias, ou seja, cerca de 110 km por dia, a atravessar o país de norte a sul. Mas há mais. Nuno, que já sobreviveu a um cancro, decidiu transformar esta aventura num propósito maior. Foi sobre tudo isso que respondeu nas seis perguntas do MOTIVO.
Este desafio de 650 km em seis dias é extremo por definição. Em que momento deixou de ser apenas uma meta desportiva e passou a ser um projeto com propósito?
NUNO FARIA — Este desafio deixou de ser só meu quando percebi que podia aliar um movimento que tivesse como objetivo apoiar os atletas da Guarda. O meu propósito não é só correr, é apoiar outros atletas de diversas modalidades e promover o seu reconhecimento. O projeto nasce da vontade de contribuir para a promoção do desporto na cidade, em todas as suas vertentes.

O Nuno sobreviveu a um cancro e transformou essa experiência numa motivação maior. Como é que isso mudou a forma como olha para limites, físicos e mentais?
N.F. — A doença pela qual passei quando tinha 19 anos, deu-me a possibilidade de viver a 100%. Hoje em dia, arrisco e entrego-me, de forma plena, aos desafios a que me proponho Tenho as minhas limitações físicas, consequência do cancro, mas até a gestão constante que tenho que fazer das mesmas, e adaptações, fazem parte da jornada. Tudo é um processo estratégico para entender cada limitação e encontrar a melhor forma de a contornar ou superar, e tudo isto acaba por se transformar em motivação extra.
O projeto está ligado a um programa de apadrinhamento de atletas. O que é que sentiu que faltava no sistema para decidir criar, ou associar-se, a esta iniciativa?
N.F. — Senti que existe muito potencial na região e que, muitas vezes, pelas questões já muito debatidas, não usufrui de todos os apoios necessários. Penso que posso transformar esta iniciativa no impulso que muitos atletas necessitam para crescer e manter a prática de um desporto, seja ele qual for. Pensei em criar este projeto porque acredito, também, que o apoio deve ser tão dinâmico quanto os próprios atletas. Este desafio tem como propósito apoiar a ADC Alfarazes, por ser um exemplo de dedicação. De futuro, o que se pretende é que este projeto possa ser um impulsionador para atletas que se propõem a grandes desafios e que, para tal, se dedicam, o que pretende é também premiar o esforço e a dedicação.

Correr o país de norte a sul é também um gesto simbólico. O que quer que as pessoas vejam neste percurso para além do esforço físico?
N.F. — O que gostaria que as pessoas vissem neste percurso de 650 km é que a vontade consegue sempre encontrar um caminho. O compromisso e o foco não são dons especiais, são escolhas que fazemos todos os dias. Se este percurso poder inspirar outras pessoas a olhar para os seus próprios desafios, e a trocar a desculpa pela vontade, então já fico satisfeito. Olhando para a realidade do país, gostaria que pudéssemos todos, sobretudo os decisores políticos, olhar para o país como um território pequeno, a distância de norte a sul são apenas 650 quilómetros, onde não faz sentido que existam as disparidades que vamos ouvindo, também na área do desporto.
Preparar um desafio desta dimensão implica método, consistência e disciplina. O que esta preparação lhe ensinou sobre desempenho que pode ser aplicado fora do desporto?
N.F. — A preparação ensinou-me que o entusiasmo é irrelevante se não houver um sistema. Fora do desporto, aplica-se o mesmo: tem que existir método para planear o sucesso, a consistência para honrar o propósito e a disciplina para não aceitar justificações que nos desviem do caminho. A disciplina não deve ser encarada como uma punição, é sim a liberdade de sabermos que vamos cumprir o que prometemos a nós mesmos.
Quando este desafio terminar, o que gostaria que ficasse, enquanto legado, para quem acompanhou e para quem beneficiará deste projeto?
N.F. — Espero que este desafio seja o primeiro capítulo de uma longa história pessoal e de interação com a comunidade. O meu legado não será apenas a distância percorrida, mas sim a consolidação do Programa de Apadrinhamento de Campeões. Quero que, ao olharem para este projeto, vejam a dedicação total que coloquei no mesmo, e que isso sirva de semente para que mais atletas e entidades se unam a nós. O sucesso real será ver os campeões da Guarda atingirem os seus objetivos.



