

#Protagonistas
Seis perguntas a Helena Caldeira
Depois de ter ficado conhecida do grande público pela participação em Rabo de Peixe, na Netflix, Helena Caldeira revela agora outra faceta artística: a música. ABALAR apresenta-a em nove músicas que celebram as mulheres e as raízes alentejanas. Nós ouvimos, gostámos e fizemos seis perguntas. Eis as respostas.
ABALAR marca a sua primeira incursão na música. Em que momento percebeu que este projeto precisava mesmo de existir?
HELENA CALDEIRA — Percebi que este projeto precisava mesmo de existir, quando percebi que ele existia dentro de mim. E pô-lo cá fora foi tão necessário quanto ter que correr para um amigo para desabafar. Tinha de sair cá de dentro. Não para cumprir nada, mas por necessidade, por libertação.
O disco é apresentado como uma ode à mulher, ao campo e ao Alentejo. Que imagens, memórias ou pessoas estiveram na origem destas canções?
H.C. — Esteve sempre presente para mim a paisagem visual e sonora Alentejana, os montes e prados, do verde fresco ao amarelo seco, oliveiras e sobreiros, a rugosa cortiça, os chocalhos e os grilos, o sol abrasador e a brisa quente de abafar, mas também o frio de rachar. E, a conviver com estas paisagens todas, as mulheres que me educaram, todas as mulheres que vi ao meu redor enquanto cresci, na pastelaria do meu pai, no salão da minha mãe, as vizinhas. As suas rotinas e necessidades, enquanto mulheres e enquanto mães, no trabalho e em casa. O espaço que ocupavam e não ocupavam.
Alguma mulher, em particular, que a tenha inspirado?
H.C. — A minha avó Margarida foi a mulher-motor-de-arranque disto tudo.

Já era conhecida do grande público enquanto atriz. O que muda quando passa a estar em palco com a sua própria voz, as suas letras e as suas histórias?
H.C. — Muda tudo. Acho maravilhoso e tiro muito prazer de pôr no meu corpo histórias que não são minhas, afastadas da minha realidade. É um jogo! Aqui, as histórias partem de dentro, eu escolho e filtro as palavras e não tenho ninguém a quem obedecer, apenas a mim própria. E faço o exercício de ser o mais justa comigo e próxima do meu eu possível. Mesmo tendo sido inspirada por outras mulheres, é uma realidade que eu vivi e vivo. Conheço e sinto. É o meu retrato delas. Não é um jogo. É real.
Ninguém Sabe fala das mulheres à sua volta e de uma espécie de cura coletiva feminina. Porque é que esta canção era importante dentro do disco?
H.C. — Porque essa é a premissa do disco. Tanto a minha avó como a minha mãe trabalharam no campo. Com elas, começou o meu questionamento sobre o que é isto de ser mulher, de ser mulher exatamente no lugar onde estávamos. Elas foram o começo da dor e da cura.
O projeto cruza sonoridades tradicionais com uma eletrónica mais contemporânea. Como encontrou esse equilíbrio entre herança e experimentação?
H.C. — Para mim, esse cruzamento nunca foi uma questão. Obviamente que a tradicionalidade ganha espaço, e lugar, a partir do momento em que decido pegar no meio que me rodeia e ir para trás, no passado, e para dentro, na sua intimidade. Mas eu sou um corpo que habita e ocupa o contemporâneo, está inerente a mim, não consigo, nem quero, ignorá-lo. Essa foi a razão que me levou a trazer o FOQUE para este projeto. Sabia que ele ia traduzir na música exatamente esta dualidade que me habita.


#Protagonistas
Seis perguntas a Helena Caldeira
Depois de ter ficado conhecida do grande público pela participação em Rabo de Peixe, na Netflix, Helena Caldeira revela agora outra faceta artística: a música. ABALAR apresenta-a em nove músicas que celebram as mulheres e as raízes alentejanas. Nós ouvimos, gostámos e fizemos seis perguntas. Eis as respostas.
ABALAR marca a sua primeira incursão na música. Em que momento percebeu que este projeto precisava mesmo de existir?
HELENA CALDEIRA — Percebi que este projeto precisava mesmo de existir, quando percebi que ele existia dentro de mim. E pô-lo cá fora foi tão necessário quanto ter que correr para um amigo para desabafar. Tinha de sair cá de dentro. Não para cumprir nada, mas por necessidade, por libertação.
O disco é apresentado como uma ode à mulher, ao campo e ao Alentejo. Que imagens, memórias ou pessoas estiveram na origem destas canções?
H.C. — Esteve sempre presente para mim a paisagem visual e sonora Alentejana, os montes e prados, do verde fresco ao amarelo seco, oliveiras e sobreiros, a rugosa cortiça, os chocalhos e os grilos, o sol abrasador e a brisa quente de abafar, mas também o frio de rachar. E, a conviver com estas paisagens todas, as mulheres que me educaram, todas as mulheres que vi ao meu redor enquanto cresci, na pastelaria do meu pai, no salão da minha mãe, as vizinhas. As suas rotinas e necessidades, enquanto mulheres e enquanto mães, no trabalho e em casa. O espaço que ocupavam e não ocupavam.
Alguma mulher, em particular, que a tenha inspirado?
H.C. — A minha avó Margarida foi a mulher-motor-de-arranque disto tudo.

Já era conhecida do grande público enquanto atriz. O que muda quando passa a estar em palco com a sua própria voz, as suas letras e as suas histórias?
H.C. — Muda tudo. Acho maravilhoso e tiro muito prazer de pôr no meu corpo histórias que não são minhas, afastadas da minha realidade. É um jogo! Aqui, as histórias partem de dentro, eu escolho e filtro as palavras e não tenho ninguém a quem obedecer, apenas a mim própria. E faço o exercício de ser o mais justa comigo e próxima do meu eu possível. Mesmo tendo sido inspirada por outras mulheres, é uma realidade que eu vivi e vivo. Conheço e sinto. É o meu retrato delas. Não é um jogo. É real.
Ninguém Sabe fala das mulheres à sua volta e de uma espécie de cura coletiva feminina. Porque é que esta canção era importante dentro do disco?
H.C. — Porque essa é a premissa do disco. Tanto a minha avó como a minha mãe trabalharam no campo. Com elas, começou o meu questionamento sobre o que é isto de ser mulher, de ser mulher exatamente no lugar onde estávamos. Elas foram o começo da dor e da cura.
O projeto cruza sonoridades tradicionais com uma eletrónica mais contemporânea. Como encontrou esse equilíbrio entre herança e experimentação?
H.C. — Para mim, esse cruzamento nunca foi uma questão. Obviamente que a tradicionalidade ganha espaço, e lugar, a partir do momento em que decido pegar no meio que me rodeia e ir para trás, no passado, e para dentro, na sua intimidade. Mas eu sou um corpo que habita e ocupa o contemporâneo, está inerente a mim, não consigo, nem quero, ignorá-lo. Essa foi a razão que me levou a trazer o FOQUE para este projeto. Sabia que ele ia traduzir na música exatamente esta dualidade que me habita.


#Protagonistas
Seis perguntas a Helena Caldeira
Depois de ter ficado conhecida do grande público pela participação em Rabo de Peixe, na Netflix, Helena Caldeira revela agora outra faceta artística: a música. ABALAR apresenta-a em nove músicas que celebram as mulheres e as raízes alentejanas. Nós ouvimos, gostámos e fizemos seis perguntas. Eis as respostas.
ABALAR marca a sua primeira incursão na música. Em que momento percebeu que este projeto precisava mesmo de existir?
HELENA CALDEIRA — Percebi que este projeto precisava mesmo de existir, quando percebi que ele existia dentro de mim. E pô-lo cá fora foi tão necessário quanto ter que correr para um amigo para desabafar. Tinha de sair cá de dentro. Não para cumprir nada, mas por necessidade, por libertação.
O disco é apresentado como uma ode à mulher, ao campo e ao Alentejo. Que imagens, memórias ou pessoas estiveram na origem destas canções?
H.C. — Esteve sempre presente para mim a paisagem visual e sonora Alentejana, os montes e prados, do verde fresco ao amarelo seco, oliveiras e sobreiros, a rugosa cortiça, os chocalhos e os grilos, o sol abrasador e a brisa quente de abafar, mas também o frio de rachar. E, a conviver com estas paisagens todas, as mulheres que me educaram, todas as mulheres que vi ao meu redor enquanto cresci, na pastelaria do meu pai, no salão da minha mãe, as vizinhas. As suas rotinas e necessidades, enquanto mulheres e enquanto mães, no trabalho e em casa. O espaço que ocupavam e não ocupavam.
Alguma mulher, em particular, que a tenha inspirado?
H.C. — A minha avó Margarida foi a mulher-motor-de-arranque disto tudo.

Já era conhecida do grande público enquanto atriz. O que muda quando passa a estar em palco com a sua própria voz, as suas letras e as suas histórias?
H.C. — Muda tudo. Acho maravilhoso e tiro muito prazer de pôr no meu corpo histórias que não são minhas, afastadas da minha realidade. É um jogo! Aqui, as histórias partem de dentro, eu escolho e filtro as palavras e não tenho ninguém a quem obedecer, apenas a mim própria. E faço o exercício de ser o mais justa comigo e próxima do meu eu possível. Mesmo tendo sido inspirada por outras mulheres, é uma realidade que eu vivi e vivo. Conheço e sinto. É o meu retrato delas. Não é um jogo. É real.
Ninguém Sabe fala das mulheres à sua volta e de uma espécie de cura coletiva feminina. Porque é que esta canção era importante dentro do disco?
H.C. — Porque essa é a premissa do disco. Tanto a minha avó como a minha mãe trabalharam no campo. Com elas, começou o meu questionamento sobre o que é isto de ser mulher, de ser mulher exatamente no lugar onde estávamos. Elas foram o começo da dor e da cura.
O projeto cruza sonoridades tradicionais com uma eletrónica mais contemporânea. Como encontrou esse equilíbrio entre herança e experimentação?
H.C. — Para mim, esse cruzamento nunca foi uma questão. Obviamente que a tradicionalidade ganha espaço, e lugar, a partir do momento em que decido pegar no meio que me rodeia e ir para trás, no passado, e para dentro, na sua intimidade. Mas eu sou um corpo que habita e ocupa o contemporâneo, está inerente a mim, não consigo, nem quero, ignorá-lo. Essa foi a razão que me levou a trazer o FOQUE para este projeto. Sabia que ele ia traduzir na música exatamente esta dualidade que me habita.


#Protagonistas
Seis perguntas a Helena Caldeira
Depois de ter ficado conhecida do grande público pela participação em Rabo de Peixe, na Netflix, Helena Caldeira revela agora outra faceta artística: a música. ABALAR apresenta-a em nove músicas que celebram as mulheres e as raízes alentejanas. Nós ouvimos, gostámos e fizemos seis perguntas. Eis as respostas.
ABALAR marca a sua primeira incursão na música. Em que momento percebeu que este projeto precisava mesmo de existir?
HELENA CALDEIRA — Percebi que este projeto precisava mesmo de existir, quando percebi que ele existia dentro de mim. E pô-lo cá fora foi tão necessário quanto ter que correr para um amigo para desabafar. Tinha de sair cá de dentro. Não para cumprir nada, mas por necessidade, por libertação.
O disco é apresentado como uma ode à mulher, ao campo e ao Alentejo. Que imagens, memórias ou pessoas estiveram na origem destas canções?
H.C. — Esteve sempre presente para mim a paisagem visual e sonora Alentejana, os montes e prados, do verde fresco ao amarelo seco, oliveiras e sobreiros, a rugosa cortiça, os chocalhos e os grilos, o sol abrasador e a brisa quente de abafar, mas também o frio de rachar. E, a conviver com estas paisagens todas, as mulheres que me educaram, todas as mulheres que vi ao meu redor enquanto cresci, na pastelaria do meu pai, no salão da minha mãe, as vizinhas. As suas rotinas e necessidades, enquanto mulheres e enquanto mães, no trabalho e em casa. O espaço que ocupavam e não ocupavam.
Alguma mulher, em particular, que a tenha inspirado?
H.C. — A minha avó Margarida foi a mulher-motor-de-arranque disto tudo.

Já era conhecida do grande público enquanto atriz. O que muda quando passa a estar em palco com a sua própria voz, as suas letras e as suas histórias?
H.C. — Muda tudo. Acho maravilhoso e tiro muito prazer de pôr no meu corpo histórias que não são minhas, afastadas da minha realidade. É um jogo! Aqui, as histórias partem de dentro, eu escolho e filtro as palavras e não tenho ninguém a quem obedecer, apenas a mim própria. E faço o exercício de ser o mais justa comigo e próxima do meu eu possível. Mesmo tendo sido inspirada por outras mulheres, é uma realidade que eu vivi e vivo. Conheço e sinto. É o meu retrato delas. Não é um jogo. É real.
Ninguém Sabe fala das mulheres à sua volta e de uma espécie de cura coletiva feminina. Porque é que esta canção era importante dentro do disco?
H.C. — Porque essa é a premissa do disco. Tanto a minha avó como a minha mãe trabalharam no campo. Com elas, começou o meu questionamento sobre o que é isto de ser mulher, de ser mulher exatamente no lugar onde estávamos. Elas foram o começo da dor e da cura.
O projeto cruza sonoridades tradicionais com uma eletrónica mais contemporânea. Como encontrou esse equilíbrio entre herança e experimentação?
H.C. — Para mim, esse cruzamento nunca foi uma questão. Obviamente que a tradicionalidade ganha espaço, e lugar, a partir do momento em que decido pegar no meio que me rodeia e ir para trás, no passado, e para dentro, na sua intimidade. Mas eu sou um corpo que habita e ocupa o contemporâneo, está inerente a mim, não consigo, nem quero, ignorá-lo. Essa foi a razão que me levou a trazer o FOQUE para este projeto. Sabia que ele ia traduzir na música exatamente esta dualidade que me habita.




