#Conhecimento

Quiet ambition: a nova ambição silenciosa que está a mudar a cultura do trabalho

Durante décadas, crescer em contexto profissional significava subir rapidamente, assumir mais responsabilidades, trabalhar mais horas, fazer-se notar e procurar visibilidade. Análises recentes dizem que, hoje, esse modelo está a ser questionado. Começa a ganhar espaço uma nova tendência: a quiet ambition.

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6 de abr. de 2026, 11:41

Se já tínhamos ouvido falar do quiet quitting, que pode ser descrito como a decisão de cumprir apenas as responsabilidades definidas no trabalho, sem assumir tarefas adicionais ou envolvimento extra além do que é exigido, chega agora um novo conceito ao dicionário de mundo do trabalho. Esta nova ambição não implica distanciamento do trabalho ou falta de motivação. Pelo contrário, trata-se de uma redefinição do que significa crescer profissionalmente. Muitos profissionais continuam ambiciosos, mas já não estão dispostos a sacrificar equilíbrio, saúde mental ou identidade pessoal em nome da progressão na carreira.

A ideia tem vindo a ser discutida em meios internacionais, num contexto em que a relação com o trabalho está a mudar de forma significativa. Abby Lerner, cofundadora da agência editorial Revel, descreve esta transformação como uma mudança estrutural na forma como as pessoas constroem as suas carreiras. “Estamos a construir carreiras que se adaptam à nossa vida, e não o contrário”, afirma a especialista, sublinhando que a ambição não desapareceu, apenas se tornou mais consciente e sustentável.

Esta mudança surge depois de vários anos marcados por maior consciência do risco de burnout, instabilidade económica e transformação do mercado de trabalho.

A Harvard Business Review tem vindo a destacar que as organizações enfrentam uma reconfiguração profunda da cultura profissional, com trabalhadores a valorizarem cada vez mais autonomia, propósito e equilíbrio.

Neste contexto, a ambição passa a ser associada a consistência e desenvolvimento a longo prazo, em vez de ser apenas sinónimo de ascensão rápida.

O psicólogo organizacional Bryan Robinson, citado pela Forbes, aponta precisamente para esta mudança. Segundo o especialista, muitos profissionais estão a redirecionar a ambição para objetivos mais sustentáveis, privilegiando crescimento gradual, impacto significativo e qualidade de vida. Esta evolução, defende o especialista, não significa menor compromisso com o trabalho, mas uma forma diferente de encarar o sucesso.

Ao contrário do que se possa pensar, a transformação não se limita às gerações mais jovens, embora seja particularmente visível entre profissionais que entraram recentemente no mercado de trabalho. Mas também profissionais mais experientes estão a reavaliar as suas prioridades, optando por trajetórias menos lineares e mais equilibradas. Em vez de procurarem cargos de liderança, muitos preferem aprofundar competências técnicas, desenvolver projetos com impacto ou encontrar maior autonomia na forma como trabalham.

Esta mudança tem implicações diretas na cultura organizacional. Modelos baseados em competição interna, visibilidade constante e progressão acelerada podem tornar-se menos eficazes num contexto em que os profissionais procuram estabilidade e desenvolvimento sustentável. Em contrapartida, cresce a importância de culturas mais flexíveis, lideranças empáticas e ambientes que valorizem o crescimento contínuo.

No fundo, a quiet ambition não significa menos ambição. Significa uma ambição diferente. Mais silenciosa, menos orientada para o estatuto e mais focada no impacto e na consistência.

A verdade é que os modelos trabalho, as dinâmicas e a visão estão num momento de grande ajuste. Esta tendência pode representar uma mudança mais profunda na forma como as pessoas constroem as suas carreiras, e na forma como as organizações pensam o futuro. Veremos.


(C) Foto de Alex Kotliarskyi na Unsplash
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Quiet ambition: a nova ambição silenciosa que está a mudar a cultura do trabalho

Durante décadas, crescer em contexto profissional significava subir rapidamente, assumir mais responsabilidades, trabalhar mais horas, fazer-se notar e procurar visibilidade. Análises recentes dizem que, hoje, esse modelo está a ser questionado. Começa a ganhar espaço uma nova tendência: a quiet ambition.

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6 de abr. de 2026, 11:41

Se já tínhamos ouvido falar do quiet quitting, que pode ser descrito como a decisão de cumprir apenas as responsabilidades definidas no trabalho, sem assumir tarefas adicionais ou envolvimento extra além do que é exigido, chega agora um novo conceito ao dicionário de mundo do trabalho. Esta nova ambição não implica distanciamento do trabalho ou falta de motivação. Pelo contrário, trata-se de uma redefinição do que significa crescer profissionalmente. Muitos profissionais continuam ambiciosos, mas já não estão dispostos a sacrificar equilíbrio, saúde mental ou identidade pessoal em nome da progressão na carreira.

A ideia tem vindo a ser discutida em meios internacionais, num contexto em que a relação com o trabalho está a mudar de forma significativa. Abby Lerner, cofundadora da agência editorial Revel, descreve esta transformação como uma mudança estrutural na forma como as pessoas constroem as suas carreiras. “Estamos a construir carreiras que se adaptam à nossa vida, e não o contrário”, afirma a especialista, sublinhando que a ambição não desapareceu, apenas se tornou mais consciente e sustentável.

Esta mudança surge depois de vários anos marcados por maior consciência do risco de burnout, instabilidade económica e transformação do mercado de trabalho.

A Harvard Business Review tem vindo a destacar que as organizações enfrentam uma reconfiguração profunda da cultura profissional, com trabalhadores a valorizarem cada vez mais autonomia, propósito e equilíbrio.

Neste contexto, a ambição passa a ser associada a consistência e desenvolvimento a longo prazo, em vez de ser apenas sinónimo de ascensão rápida.

O psicólogo organizacional Bryan Robinson, citado pela Forbes, aponta precisamente para esta mudança. Segundo o especialista, muitos profissionais estão a redirecionar a ambição para objetivos mais sustentáveis, privilegiando crescimento gradual, impacto significativo e qualidade de vida. Esta evolução, defende o especialista, não significa menor compromisso com o trabalho, mas uma forma diferente de encarar o sucesso.

Ao contrário do que se possa pensar, a transformação não se limita às gerações mais jovens, embora seja particularmente visível entre profissionais que entraram recentemente no mercado de trabalho. Mas também profissionais mais experientes estão a reavaliar as suas prioridades, optando por trajetórias menos lineares e mais equilibradas. Em vez de procurarem cargos de liderança, muitos preferem aprofundar competências técnicas, desenvolver projetos com impacto ou encontrar maior autonomia na forma como trabalham.

Esta mudança tem implicações diretas na cultura organizacional. Modelos baseados em competição interna, visibilidade constante e progressão acelerada podem tornar-se menos eficazes num contexto em que os profissionais procuram estabilidade e desenvolvimento sustentável. Em contrapartida, cresce a importância de culturas mais flexíveis, lideranças empáticas e ambientes que valorizem o crescimento contínuo.

No fundo, a quiet ambition não significa menos ambição. Significa uma ambição diferente. Mais silenciosa, menos orientada para o estatuto e mais focada no impacto e na consistência.

A verdade é que os modelos trabalho, as dinâmicas e a visão estão num momento de grande ajuste. Esta tendência pode representar uma mudança mais profunda na forma como as pessoas constroem as suas carreiras, e na forma como as organizações pensam o futuro. Veremos.


(C) Foto de Alex Kotliarskyi na Unsplash

#Conhecimento

Quiet ambition: a nova ambição silenciosa que está a mudar a cultura do trabalho

Durante décadas, crescer em contexto profissional significava subir rapidamente, assumir mais responsabilidades, trabalhar mais horas, fazer-se notar e procurar visibilidade. Análises recentes dizem que, hoje, esse modelo está a ser questionado. Começa a ganhar espaço uma nova tendência: a quiet ambition.

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6 de abr. de 2026, 11:41

Se já tínhamos ouvido falar do quiet quitting, que pode ser descrito como a decisão de cumprir apenas as responsabilidades definidas no trabalho, sem assumir tarefas adicionais ou envolvimento extra além do que é exigido, chega agora um novo conceito ao dicionário de mundo do trabalho. Esta nova ambição não implica distanciamento do trabalho ou falta de motivação. Pelo contrário, trata-se de uma redefinição do que significa crescer profissionalmente. Muitos profissionais continuam ambiciosos, mas já não estão dispostos a sacrificar equilíbrio, saúde mental ou identidade pessoal em nome da progressão na carreira.

A ideia tem vindo a ser discutida em meios internacionais, num contexto em que a relação com o trabalho está a mudar de forma significativa. Abby Lerner, cofundadora da agência editorial Revel, descreve esta transformação como uma mudança estrutural na forma como as pessoas constroem as suas carreiras. “Estamos a construir carreiras que se adaptam à nossa vida, e não o contrário”, afirma a especialista, sublinhando que a ambição não desapareceu, apenas se tornou mais consciente e sustentável.

Esta mudança surge depois de vários anos marcados por maior consciência do risco de burnout, instabilidade económica e transformação do mercado de trabalho.

A Harvard Business Review tem vindo a destacar que as organizações enfrentam uma reconfiguração profunda da cultura profissional, com trabalhadores a valorizarem cada vez mais autonomia, propósito e equilíbrio.

Neste contexto, a ambição passa a ser associada a consistência e desenvolvimento a longo prazo, em vez de ser apenas sinónimo de ascensão rápida.

O psicólogo organizacional Bryan Robinson, citado pela Forbes, aponta precisamente para esta mudança. Segundo o especialista, muitos profissionais estão a redirecionar a ambição para objetivos mais sustentáveis, privilegiando crescimento gradual, impacto significativo e qualidade de vida. Esta evolução, defende o especialista, não significa menor compromisso com o trabalho, mas uma forma diferente de encarar o sucesso.

Ao contrário do que se possa pensar, a transformação não se limita às gerações mais jovens, embora seja particularmente visível entre profissionais que entraram recentemente no mercado de trabalho. Mas também profissionais mais experientes estão a reavaliar as suas prioridades, optando por trajetórias menos lineares e mais equilibradas. Em vez de procurarem cargos de liderança, muitos preferem aprofundar competências técnicas, desenvolver projetos com impacto ou encontrar maior autonomia na forma como trabalham.

Esta mudança tem implicações diretas na cultura organizacional. Modelos baseados em competição interna, visibilidade constante e progressão acelerada podem tornar-se menos eficazes num contexto em que os profissionais procuram estabilidade e desenvolvimento sustentável. Em contrapartida, cresce a importância de culturas mais flexíveis, lideranças empáticas e ambientes que valorizem o crescimento contínuo.

No fundo, a quiet ambition não significa menos ambição. Significa uma ambição diferente. Mais silenciosa, menos orientada para o estatuto e mais focada no impacto e na consistência.

A verdade é que os modelos trabalho, as dinâmicas e a visão estão num momento de grande ajuste. Esta tendência pode representar uma mudança mais profunda na forma como as pessoas constroem as suas carreiras, e na forma como as organizações pensam o futuro. Veremos.


(C) Foto de Alex Kotliarskyi na Unsplash
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Quiet ambition: a nova ambição silenciosa que está a mudar a cultura do trabalho

Durante décadas, crescer em contexto profissional significava subir rapidamente, assumir mais responsabilidades, trabalhar mais horas, fazer-se notar e procurar visibilidade. Análises recentes dizem que, hoje, esse modelo está a ser questionado. Começa a ganhar espaço uma nova tendência: a quiet ambition.

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6 de abr. de 2026, 11:41

Se já tínhamos ouvido falar do quiet quitting, que pode ser descrito como a decisão de cumprir apenas as responsabilidades definidas no trabalho, sem assumir tarefas adicionais ou envolvimento extra além do que é exigido, chega agora um novo conceito ao dicionário de mundo do trabalho. Esta nova ambição não implica distanciamento do trabalho ou falta de motivação. Pelo contrário, trata-se de uma redefinição do que significa crescer profissionalmente. Muitos profissionais continuam ambiciosos, mas já não estão dispostos a sacrificar equilíbrio, saúde mental ou identidade pessoal em nome da progressão na carreira.

A ideia tem vindo a ser discutida em meios internacionais, num contexto em que a relação com o trabalho está a mudar de forma significativa. Abby Lerner, cofundadora da agência editorial Revel, descreve esta transformação como uma mudança estrutural na forma como as pessoas constroem as suas carreiras. “Estamos a construir carreiras que se adaptam à nossa vida, e não o contrário”, afirma a especialista, sublinhando que a ambição não desapareceu, apenas se tornou mais consciente e sustentável.

Esta mudança surge depois de vários anos marcados por maior consciência do risco de burnout, instabilidade económica e transformação do mercado de trabalho.

A Harvard Business Review tem vindo a destacar que as organizações enfrentam uma reconfiguração profunda da cultura profissional, com trabalhadores a valorizarem cada vez mais autonomia, propósito e equilíbrio.

Neste contexto, a ambição passa a ser associada a consistência e desenvolvimento a longo prazo, em vez de ser apenas sinónimo de ascensão rápida.

O psicólogo organizacional Bryan Robinson, citado pela Forbes, aponta precisamente para esta mudança. Segundo o especialista, muitos profissionais estão a redirecionar a ambição para objetivos mais sustentáveis, privilegiando crescimento gradual, impacto significativo e qualidade de vida. Esta evolução, defende o especialista, não significa menor compromisso com o trabalho, mas uma forma diferente de encarar o sucesso.

Ao contrário do que se possa pensar, a transformação não se limita às gerações mais jovens, embora seja particularmente visível entre profissionais que entraram recentemente no mercado de trabalho. Mas também profissionais mais experientes estão a reavaliar as suas prioridades, optando por trajetórias menos lineares e mais equilibradas. Em vez de procurarem cargos de liderança, muitos preferem aprofundar competências técnicas, desenvolver projetos com impacto ou encontrar maior autonomia na forma como trabalham.

Esta mudança tem implicações diretas na cultura organizacional. Modelos baseados em competição interna, visibilidade constante e progressão acelerada podem tornar-se menos eficazes num contexto em que os profissionais procuram estabilidade e desenvolvimento sustentável. Em contrapartida, cresce a importância de culturas mais flexíveis, lideranças empáticas e ambientes que valorizem o crescimento contínuo.

No fundo, a quiet ambition não significa menos ambição. Significa uma ambição diferente. Mais silenciosa, menos orientada para o estatuto e mais focada no impacto e na consistência.

A verdade é que os modelos trabalho, as dinâmicas e a visão estão num momento de grande ajuste. Esta tendência pode representar uma mudança mais profunda na forma como as pessoas constroem as suas carreiras, e na forma como as organizações pensam o futuro. Veremos.


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