
#Conhecimento
IA está a entrar na saúde mas as organizações não estão preparadas
A Inteligência Artificial tem vindo a ganhar espaço no setor da saúde, mas a sua adoção está longe de se traduzir em transformação efetiva. O mais recente estudo CEO Outlook Saúde da KPMG mostra um cenário de forte investimento e expectativa, acompanhado por limitações estruturais que continuam por resolver dentro das organizações.
De acordo com o estudo, baseado num inquérito a 110 CEOs do setor, 85% dos líderes acreditam no crescimento da saúde nos próximos três anos, impulsionado, em grande parte, pelo potencial da IA. No entanto, essa confiança contrasta com dificuldades operacionais: 55% apontam o acesso a dados como principal entrave à implementação da tecnologia, seguido de limitações técnicas e falta de competências especializadas.
A leitura é clara: neste momento, o desafio está na capacidade das organizações para integrar a IA.
Os dados também dizem que o investimento em IA está a acelerar. Segundo o estudo, 87% das organizações prevêem alocar mais de 10% do seu orçamento à tecnologia no próximo ano, com uma parte significativa a admitir investimentos superiores a 20%. Ao mesmo tempo, 83% dos CEOs esperam obter retorno em até três anos, refletindo uma pressão crescente para transformar investimento em resultados.
No entanto, essa expectativa depende de fatores ainda em construção. Entre as prioridades identificadas estão a integração de registos clínicos eletrónicos, o desenvolvimento de plataformas de dados interoperáveis e a criação de infraestruturas digitais mais robustas.
Como sublinha Filipa Fixe, diretora de Advisory da KPMG Portugal, “o ponto crítico está na capacidade de execução, ou seja, na forma como as organizações conseguem integrar os dados, a tecnologia e as pessoas num modelo operativo coerente”. Sem essa base, o risco é claro: investimento elevado com impacto limitado.
A IA está a redesenhar o trabalho na saúde
Além da tecnologia, o impacto já se faz sentir na organização do trabalho. Num contexto em que a Organização Mundial da Saúde estima um défice de 11 milhões de profissionais até 2030, a IA surge, também, como resposta à escassez de talento. O estudo revela que: 71% dos CEOs estão focados na retenção e requalificação de talento; 70% planeiam reformular funções para integrar a colaboração com IA; 56% admitem contratar perfis com competências tecnológicas; 49% já estão a transferir colaboradores para funções ligadas à IA. Ou seja, a transformação é organizacional e humana, mais do que meramente tecnológica.
A cibersegurança, a regulação e a sustentabilidade continuam no centro
Apesar do foco na IA, os CEOs continuam a apontar desafios estruturais como prioridades. A cibersegurança, sobretudo ao nível da proteção de dados de saúde, surge como uma preocupação crítica, a par das exigências regulatórias e da resiliência das cadeias de abastecimento.
No campo da sustentabilidade, o estudo revela também um desfasamento entre intenção e execução: apenas 30% das organizações integram plenamente critérios ESG nas decisões de investimento, e só 12% demonstram elevada confiança no cumprimento das metas de neutralidade carbónica até 2030.
O que está em causa?
O retrato traçado pela KPMG aponta para uma fase intermédia: a IA já entrou nas organizações de saúde, mas ainda não foi incorporada de forma consistente no seu funcionamento. Mais do que uma questão de investimento, trata-se de desenho organizacional. Sistemas fragmentados, dados dispersos e falta de alinhamento entre tecnologia e processos continuam a limitar o impacto. Num setor onde eficiência, qualidade e acesso estão diretamente ligados à forma como as organizações operam, a diferença estará em quem consegue integrar a IA da melhor forma. A mudança está em curso.
(C) Foto de Accuray na Unsplash

#Conhecimento
IA está a entrar na saúde mas as organizações não estão preparadas
A Inteligência Artificial tem vindo a ganhar espaço no setor da saúde, mas a sua adoção está longe de se traduzir em transformação efetiva. O mais recente estudo CEO Outlook Saúde da KPMG mostra um cenário de forte investimento e expectativa, acompanhado por limitações estruturais que continuam por resolver dentro das organizações.
De acordo com o estudo, baseado num inquérito a 110 CEOs do setor, 85% dos líderes acreditam no crescimento da saúde nos próximos três anos, impulsionado, em grande parte, pelo potencial da IA. No entanto, essa confiança contrasta com dificuldades operacionais: 55% apontam o acesso a dados como principal entrave à implementação da tecnologia, seguido de limitações técnicas e falta de competências especializadas.
A leitura é clara: neste momento, o desafio está na capacidade das organizações para integrar a IA.
Os dados também dizem que o investimento em IA está a acelerar. Segundo o estudo, 87% das organizações prevêem alocar mais de 10% do seu orçamento à tecnologia no próximo ano, com uma parte significativa a admitir investimentos superiores a 20%. Ao mesmo tempo, 83% dos CEOs esperam obter retorno em até três anos, refletindo uma pressão crescente para transformar investimento em resultados.
No entanto, essa expectativa depende de fatores ainda em construção. Entre as prioridades identificadas estão a integração de registos clínicos eletrónicos, o desenvolvimento de plataformas de dados interoperáveis e a criação de infraestruturas digitais mais robustas.
Como sublinha Filipa Fixe, diretora de Advisory da KPMG Portugal, “o ponto crítico está na capacidade de execução, ou seja, na forma como as organizações conseguem integrar os dados, a tecnologia e as pessoas num modelo operativo coerente”. Sem essa base, o risco é claro: investimento elevado com impacto limitado.
A IA está a redesenhar o trabalho na saúde
Além da tecnologia, o impacto já se faz sentir na organização do trabalho. Num contexto em que a Organização Mundial da Saúde estima um défice de 11 milhões de profissionais até 2030, a IA surge, também, como resposta à escassez de talento. O estudo revela que: 71% dos CEOs estão focados na retenção e requalificação de talento; 70% planeiam reformular funções para integrar a colaboração com IA; 56% admitem contratar perfis com competências tecnológicas; 49% já estão a transferir colaboradores para funções ligadas à IA. Ou seja, a transformação é organizacional e humana, mais do que meramente tecnológica.
A cibersegurança, a regulação e a sustentabilidade continuam no centro
Apesar do foco na IA, os CEOs continuam a apontar desafios estruturais como prioridades. A cibersegurança, sobretudo ao nível da proteção de dados de saúde, surge como uma preocupação crítica, a par das exigências regulatórias e da resiliência das cadeias de abastecimento.
No campo da sustentabilidade, o estudo revela também um desfasamento entre intenção e execução: apenas 30% das organizações integram plenamente critérios ESG nas decisões de investimento, e só 12% demonstram elevada confiança no cumprimento das metas de neutralidade carbónica até 2030.
O que está em causa?
O retrato traçado pela KPMG aponta para uma fase intermédia: a IA já entrou nas organizações de saúde, mas ainda não foi incorporada de forma consistente no seu funcionamento. Mais do que uma questão de investimento, trata-se de desenho organizacional. Sistemas fragmentados, dados dispersos e falta de alinhamento entre tecnologia e processos continuam a limitar o impacto. Num setor onde eficiência, qualidade e acesso estão diretamente ligados à forma como as organizações operam, a diferença estará em quem consegue integrar a IA da melhor forma. A mudança está em curso.
(C) Foto de Accuray na Unsplash

#Conhecimento
IA está a entrar na saúde mas as organizações não estão preparadas
A Inteligência Artificial tem vindo a ganhar espaço no setor da saúde, mas a sua adoção está longe de se traduzir em transformação efetiva. O mais recente estudo CEO Outlook Saúde da KPMG mostra um cenário de forte investimento e expectativa, acompanhado por limitações estruturais que continuam por resolver dentro das organizações.
De acordo com o estudo, baseado num inquérito a 110 CEOs do setor, 85% dos líderes acreditam no crescimento da saúde nos próximos três anos, impulsionado, em grande parte, pelo potencial da IA. No entanto, essa confiança contrasta com dificuldades operacionais: 55% apontam o acesso a dados como principal entrave à implementação da tecnologia, seguido de limitações técnicas e falta de competências especializadas.
A leitura é clara: neste momento, o desafio está na capacidade das organizações para integrar a IA.
Os dados também dizem que o investimento em IA está a acelerar. Segundo o estudo, 87% das organizações prevêem alocar mais de 10% do seu orçamento à tecnologia no próximo ano, com uma parte significativa a admitir investimentos superiores a 20%. Ao mesmo tempo, 83% dos CEOs esperam obter retorno em até três anos, refletindo uma pressão crescente para transformar investimento em resultados.
No entanto, essa expectativa depende de fatores ainda em construção. Entre as prioridades identificadas estão a integração de registos clínicos eletrónicos, o desenvolvimento de plataformas de dados interoperáveis e a criação de infraestruturas digitais mais robustas.
Como sublinha Filipa Fixe, diretora de Advisory da KPMG Portugal, “o ponto crítico está na capacidade de execução, ou seja, na forma como as organizações conseguem integrar os dados, a tecnologia e as pessoas num modelo operativo coerente”. Sem essa base, o risco é claro: investimento elevado com impacto limitado.
A IA está a redesenhar o trabalho na saúde
Além da tecnologia, o impacto já se faz sentir na organização do trabalho. Num contexto em que a Organização Mundial da Saúde estima um défice de 11 milhões de profissionais até 2030, a IA surge, também, como resposta à escassez de talento. O estudo revela que: 71% dos CEOs estão focados na retenção e requalificação de talento; 70% planeiam reformular funções para integrar a colaboração com IA; 56% admitem contratar perfis com competências tecnológicas; 49% já estão a transferir colaboradores para funções ligadas à IA. Ou seja, a transformação é organizacional e humana, mais do que meramente tecnológica.
A cibersegurança, a regulação e a sustentabilidade continuam no centro
Apesar do foco na IA, os CEOs continuam a apontar desafios estruturais como prioridades. A cibersegurança, sobretudo ao nível da proteção de dados de saúde, surge como uma preocupação crítica, a par das exigências regulatórias e da resiliência das cadeias de abastecimento.
No campo da sustentabilidade, o estudo revela também um desfasamento entre intenção e execução: apenas 30% das organizações integram plenamente critérios ESG nas decisões de investimento, e só 12% demonstram elevada confiança no cumprimento das metas de neutralidade carbónica até 2030.
O que está em causa?
O retrato traçado pela KPMG aponta para uma fase intermédia: a IA já entrou nas organizações de saúde, mas ainda não foi incorporada de forma consistente no seu funcionamento. Mais do que uma questão de investimento, trata-se de desenho organizacional. Sistemas fragmentados, dados dispersos e falta de alinhamento entre tecnologia e processos continuam a limitar o impacto. Num setor onde eficiência, qualidade e acesso estão diretamente ligados à forma como as organizações operam, a diferença estará em quem consegue integrar a IA da melhor forma. A mudança está em curso.
(C) Foto de Accuray na Unsplash

#Conhecimento
IA está a entrar na saúde mas as organizações não estão preparadas
A Inteligência Artificial tem vindo a ganhar espaço no setor da saúde, mas a sua adoção está longe de se traduzir em transformação efetiva. O mais recente estudo CEO Outlook Saúde da KPMG mostra um cenário de forte investimento e expectativa, acompanhado por limitações estruturais que continuam por resolver dentro das organizações.
De acordo com o estudo, baseado num inquérito a 110 CEOs do setor, 85% dos líderes acreditam no crescimento da saúde nos próximos três anos, impulsionado, em grande parte, pelo potencial da IA. No entanto, essa confiança contrasta com dificuldades operacionais: 55% apontam o acesso a dados como principal entrave à implementação da tecnologia, seguido de limitações técnicas e falta de competências especializadas.
A leitura é clara: neste momento, o desafio está na capacidade das organizações para integrar a IA.
Os dados também dizem que o investimento em IA está a acelerar. Segundo o estudo, 87% das organizações prevêem alocar mais de 10% do seu orçamento à tecnologia no próximo ano, com uma parte significativa a admitir investimentos superiores a 20%. Ao mesmo tempo, 83% dos CEOs esperam obter retorno em até três anos, refletindo uma pressão crescente para transformar investimento em resultados.
No entanto, essa expectativa depende de fatores ainda em construção. Entre as prioridades identificadas estão a integração de registos clínicos eletrónicos, o desenvolvimento de plataformas de dados interoperáveis e a criação de infraestruturas digitais mais robustas.
Como sublinha Filipa Fixe, diretora de Advisory da KPMG Portugal, “o ponto crítico está na capacidade de execução, ou seja, na forma como as organizações conseguem integrar os dados, a tecnologia e as pessoas num modelo operativo coerente”. Sem essa base, o risco é claro: investimento elevado com impacto limitado.
A IA está a redesenhar o trabalho na saúde
Além da tecnologia, o impacto já se faz sentir na organização do trabalho. Num contexto em que a Organização Mundial da Saúde estima um défice de 11 milhões de profissionais até 2030, a IA surge, também, como resposta à escassez de talento. O estudo revela que: 71% dos CEOs estão focados na retenção e requalificação de talento; 70% planeiam reformular funções para integrar a colaboração com IA; 56% admitem contratar perfis com competências tecnológicas; 49% já estão a transferir colaboradores para funções ligadas à IA. Ou seja, a transformação é organizacional e humana, mais do que meramente tecnológica.
A cibersegurança, a regulação e a sustentabilidade continuam no centro
Apesar do foco na IA, os CEOs continuam a apontar desafios estruturais como prioridades. A cibersegurança, sobretudo ao nível da proteção de dados de saúde, surge como uma preocupação crítica, a par das exigências regulatórias e da resiliência das cadeias de abastecimento.
No campo da sustentabilidade, o estudo revela também um desfasamento entre intenção e execução: apenas 30% das organizações integram plenamente critérios ESG nas decisões de investimento, e só 12% demonstram elevada confiança no cumprimento das metas de neutralidade carbónica até 2030.
O que está em causa?
O retrato traçado pela KPMG aponta para uma fase intermédia: a IA já entrou nas organizações de saúde, mas ainda não foi incorporada de forma consistente no seu funcionamento. Mais do que uma questão de investimento, trata-se de desenho organizacional. Sistemas fragmentados, dados dispersos e falta de alinhamento entre tecnologia e processos continuam a limitar o impacto. Num setor onde eficiência, qualidade e acesso estão diretamente ligados à forma como as organizações operam, a diferença estará em quem consegue integrar a IA da melhor forma. A mudança está em curso.

