E tu, és work wife ou work husband de quem?
#Motivação
Opinião

As séries norte-americanas popularizaram os termos work husband e work wife: aquela pessoa com quem desenhamos uma espécie de projeto de vida profissional. Não é uma relação romântica, muito menos sexualizada, é sim uma relação de proximidade, feita de camadas de cumplicidade, entendimento e incentivo.
São pessoas que, no ambiente de trabalho, se escolhem naturalmente. E, quando damos por isso, entre todos os colegas, há aquele ou aquela que se tornou família.
Para mim, ao longo de uma vida profissional que já leva mais de três décadas, houve duas pessoas que posso categorizar desta forma. A última morreu há pouco mais de um ano. Tínhamos acabado um processo de trabalho insano, com pouco método, muita exigência e quase nenhuma margem para dizer, com veemência: “Não podemos fazer isso agora”.
O meu work husband tinha dificuldade em dizer não aos clientes. Interrompia férias para salvar um cliente, responder a um pedido ou cumprir uma exigência que, fatalmente, acabava por se revelar idiota e escusada, porque alguém, algures na hierarquia, tinha simplesmente mudado de ideias. Era um sonhador e um profissional incrível, com propensão para se dispersar só porque o mundo tinha – e tem – demasiados incentivos.
Trabalhar com alguém que conhecemos muito bem e que sabemos estar do nosso lado traz uma variedade de benefícios e traz, também, poder. Implica capacidade para acomodar defeitos, derivas e limitações, desculpando umas por excesso de afeto e ignorando outras por opção. As relações profissionais, mesmo quando atravessadas por uma certa amorosidade, são complexas.
Estamos juntos, somos dois, ninguém nos vence, parece ser uma possível interpretação. A outra é que não nos deixamos demonizar pelo colega do lado, porque nos estabelecemos como uma espécie de maioria. Se atingirem o meu work husband, atingem-me e isso terá consequências. A psicologia de grupo entende esta parelha e a sua força com alguma facilidade. É da natureza do instinto animal perceber quem está fortalecido por ter um ou uma companheira.
Hoje, deixei de ter um work husband, também porque não tenho trabalhos em mãos que impliquem um parceiro ou um grupo. Tenho aquilo a que gosto de chamar um best buddy, alguém a quem telefono com regularidade para perguntar: “Vê lá o que achas disto?". Alguém que dá a sua opinião e com quem, mesmo quando discordamos, está sempre tudo bem, porque existe uma premissa positiva: ajudamo-nos e não competimos um com o outro.
Aprendi há muito tempo que todos os trabalhos, mesmo os mais solitários, melhoram com um eco. Todos precisamos de ajuda para ver o nosso melhor e o nosso pior, sobretudo aquilo que, sozinhos, não conseguimos ver. Aceitar essa ajuda, na forma de uma opinião, de uma crítica ou simplesmente de uma pergunta, melhora quase sempre o resultado.
Talvez um work husband ou uma work wife seja alguém que nos conhece suficientemente bem para não precisar de concordar connosco. Alguém que está do nosso lado sem ter de nos dar razão. E isso, no trabalho como na vida, é bastante mais raro do que parece.
E tu, és work wife ou work husband de quem?
#Motivação
Opinião

As séries norte-americanas popularizaram os termos work husband e work wife: aquela pessoa com quem desenhamos uma espécie de projeto de vida profissional. Não é uma relação romântica, muito menos sexualizada, é sim uma relação de proximidade, feita de camadas de cumplicidade, entendimento e incentivo.
São pessoas que, no ambiente de trabalho, se escolhem naturalmente. E, quando damos por isso, entre todos os colegas, há aquele ou aquela que se tornou família.
Para mim, ao longo de uma vida profissional que já leva mais de três décadas, houve duas pessoas que posso categorizar desta forma. A última morreu há pouco mais de um ano. Tínhamos acabado um processo de trabalho insano, com pouco método, muita exigência e quase nenhuma margem para dizer, com veemência: “Não podemos fazer isso agora”.
O meu work husband tinha dificuldade em dizer não aos clientes. Interrompia férias para salvar um cliente, responder a um pedido ou cumprir uma exigência que, fatalmente, acabava por se revelar idiota e escusada, porque alguém, algures na hierarquia, tinha simplesmente mudado de ideias. Era um sonhador e um profissional incrível, com propensão para se dispersar só porque o mundo tinha – e tem – demasiados incentivos.
Trabalhar com alguém que conhecemos muito bem e que sabemos estar do nosso lado traz uma variedade de benefícios e traz, também, poder. Implica capacidade para acomodar defeitos, derivas e limitações, desculpando umas por excesso de afeto e ignorando outras por opção. As relações profissionais, mesmo quando atravessadas por uma certa amorosidade, são complexas.
Estamos juntos, somos dois, ninguém nos vence, parece ser uma possível interpretação. A outra é que não nos deixamos demonizar pelo colega do lado, porque nos estabelecemos como uma espécie de maioria. Se atingirem o meu work husband, atingem-me e isso terá consequências. A psicologia de grupo entende esta parelha e a sua força com alguma facilidade. É da natureza do instinto animal perceber quem está fortalecido por ter um ou uma companheira.
Hoje, deixei de ter um work husband, também porque não tenho trabalhos em mãos que impliquem um parceiro ou um grupo. Tenho aquilo a que gosto de chamar um best buddy, alguém a quem telefono com regularidade para perguntar: “Vê lá o que achas disto?". Alguém que dá a sua opinião e com quem, mesmo quando discordamos, está sempre tudo bem, porque existe uma premissa positiva: ajudamo-nos e não competimos um com o outro.
Aprendi há muito tempo que todos os trabalhos, mesmo os mais solitários, melhoram com um eco. Todos precisamos de ajuda para ver o nosso melhor e o nosso pior, sobretudo aquilo que, sozinhos, não conseguimos ver. Aceitar essa ajuda, na forma de uma opinião, de uma crítica ou simplesmente de uma pergunta, melhora quase sempre o resultado.
Talvez um work husband ou uma work wife seja alguém que nos conhece suficientemente bem para não precisar de concordar connosco. Alguém que está do nosso lado sem ter de nos dar razão. E isso, no trabalho como na vida, é bastante mais raro do que parece.
E tu, és work wife ou work husband de quem?
#Motivação
Opinião

As séries norte-americanas popularizaram os termos work husband e work wife: aquela pessoa com quem desenhamos uma espécie de projeto de vida profissional. Não é uma relação romântica, muito menos sexualizada, é sim uma relação de proximidade, feita de camadas de cumplicidade, entendimento e incentivo.
São pessoas que, no ambiente de trabalho, se escolhem naturalmente. E, quando damos por isso, entre todos os colegas, há aquele ou aquela que se tornou família.
Para mim, ao longo de uma vida profissional que já leva mais de três décadas, houve duas pessoas que posso categorizar desta forma. A última morreu há pouco mais de um ano. Tínhamos acabado um processo de trabalho insano, com pouco método, muita exigência e quase nenhuma margem para dizer, com veemência: “Não podemos fazer isso agora”.
O meu work husband tinha dificuldade em dizer não aos clientes. Interrompia férias para salvar um cliente, responder a um pedido ou cumprir uma exigência que, fatalmente, acabava por se revelar idiota e escusada, porque alguém, algures na hierarquia, tinha simplesmente mudado de ideias. Era um sonhador e um profissional incrível, com propensão para se dispersar só porque o mundo tinha – e tem – demasiados incentivos.
Trabalhar com alguém que conhecemos muito bem e que sabemos estar do nosso lado traz uma variedade de benefícios e traz, também, poder. Implica capacidade para acomodar defeitos, derivas e limitações, desculpando umas por excesso de afeto e ignorando outras por opção. As relações profissionais, mesmo quando atravessadas por uma certa amorosidade, são complexas.
Estamos juntos, somos dois, ninguém nos vence, parece ser uma possível interpretação. A outra é que não nos deixamos demonizar pelo colega do lado, porque nos estabelecemos como uma espécie de maioria. Se atingirem o meu work husband, atingem-me e isso terá consequências. A psicologia de grupo entende esta parelha e a sua força com alguma facilidade. É da natureza do instinto animal perceber quem está fortalecido por ter um ou uma companheira.
Hoje, deixei de ter um work husband, também porque não tenho trabalhos em mãos que impliquem um parceiro ou um grupo. Tenho aquilo a que gosto de chamar um best buddy, alguém a quem telefono com regularidade para perguntar: “Vê lá o que achas disto?". Alguém que dá a sua opinião e com quem, mesmo quando discordamos, está sempre tudo bem, porque existe uma premissa positiva: ajudamo-nos e não competimos um com o outro.
Aprendi há muito tempo que todos os trabalhos, mesmo os mais solitários, melhoram com um eco. Todos precisamos de ajuda para ver o nosso melhor e o nosso pior, sobretudo aquilo que, sozinhos, não conseguimos ver. Aceitar essa ajuda, na forma de uma opinião, de uma crítica ou simplesmente de uma pergunta, melhora quase sempre o resultado.
Talvez um work husband ou uma work wife seja alguém que nos conhece suficientemente bem para não precisar de concordar connosco. Alguém que está do nosso lado sem ter de nos dar razão. E isso, no trabalho como na vida, é bastante mais raro do que parece.
E tu, és work wife ou work husband de quem?
#Motivação
Opinião

As séries norte-americanas popularizaram os termos work husband e work wife: aquela pessoa com quem desenhamos uma espécie de projeto de vida profissional. Não é uma relação romântica, muito menos sexualizada, é sim uma relação de proximidade, feita de camadas de cumplicidade, entendimento e incentivo.
São pessoas que, no ambiente de trabalho, se escolhem naturalmente. E, quando damos por isso, entre todos os colegas, há aquele ou aquela que se tornou família.
Para mim, ao longo de uma vida profissional que já leva mais de três décadas, houve duas pessoas que posso categorizar desta forma. A última morreu há pouco mais de um ano. Tínhamos acabado um processo de trabalho insano, com pouco método, muita exigência e quase nenhuma margem para dizer, com veemência: “Não podemos fazer isso agora”.
O meu work husband tinha dificuldade em dizer não aos clientes. Interrompia férias para salvar um cliente, responder a um pedido ou cumprir uma exigência que, fatalmente, acabava por se revelar idiota e escusada, porque alguém, algures na hierarquia, tinha simplesmente mudado de ideias. Era um sonhador e um profissional incrível, com propensão para se dispersar só porque o mundo tinha – e tem – demasiados incentivos.
Trabalhar com alguém que conhecemos muito bem e que sabemos estar do nosso lado traz uma variedade de benefícios e traz, também, poder. Implica capacidade para acomodar defeitos, derivas e limitações, desculpando umas por excesso de afeto e ignorando outras por opção. As relações profissionais, mesmo quando atravessadas por uma certa amorosidade, são complexas.
Estamos juntos, somos dois, ninguém nos vence, parece ser uma possível interpretação. A outra é que não nos deixamos demonizar pelo colega do lado, porque nos estabelecemos como uma espécie de maioria. Se atingirem o meu work husband, atingem-me e isso terá consequências. A psicologia de grupo entende esta parelha e a sua força com alguma facilidade. É da natureza do instinto animal perceber quem está fortalecido por ter um ou uma companheira.
Hoje, deixei de ter um work husband, também porque não tenho trabalhos em mãos que impliquem um parceiro ou um grupo. Tenho aquilo a que gosto de chamar um best buddy, alguém a quem telefono com regularidade para perguntar: “Vê lá o que achas disto?". Alguém que dá a sua opinião e com quem, mesmo quando discordamos, está sempre tudo bem, porque existe uma premissa positiva: ajudamo-nos e não competimos um com o outro.
Aprendi há muito tempo que todos os trabalhos, mesmo os mais solitários, melhoram com um eco. Todos precisamos de ajuda para ver o nosso melhor e o nosso pior, sobretudo aquilo que, sozinhos, não conseguimos ver. Aceitar essa ajuda, na forma de uma opinião, de uma crítica ou simplesmente de uma pergunta, melhora quase sempre o resultado.
Talvez um work husband ou uma work wife seja alguém que nos conhece suficientemente bem para não precisar de concordar connosco. Alguém que está do nosso lado sem ter de nos dar razão. E isso, no trabalho como na vida, é bastante mais raro do que parece.




