
#Protagonistas
MARTA BICHO: “A sustentabilidade tem vindo a ser tratada de forma isolada e quase externa”
A sustentabilidade entrou definitivamente no discurso das empresas, mas continua longe de estar integrada na forma como operam. Para Marta Bicho, diretora do IPAM, o maior desafio está na passagem da teoria à prática. Em entrevista ao MOTIVO, a docente universitária explica por que razão muitas organizações continuam a tratar o tema de forma isolada e o que está a mudar.
Foi publicado recentemente o livro Organizações Sustentáveis 360º, coordenado por si. O livro insiste na ideia de interdependência entre clima, desigualdade social, economia, talento. O grande erro das organizações continua a ser tratar sustentabilidade de forma isolada?
MARTA BICHO — A sustentabilidade, embora já tenha alguns anos e tenha evoluído, continua a ser um tema ainda pouco conhecido, sobretudo nas micro e pequenas empresas, que são a base do tecido empresarial português. É uma área que tem vindo a ser tratada de uma forma isolada e quase externa. Quando, na verdade, deve ser integrada no contexto da organização e numa visão mais holística. Diria que, de forma geral, sim a sustentabilidade tem sido tratada de forma isolada, mas também importa referir que há exceções.

Quem está mais avançado neste caminho, as grandes empresas ou PME?
M.B. — As grandes empresas. Têm mais exigências regulamentares para cumprir, sobretudo nos últimos quatro anos, com novas regras a serem implementadas a nível europeu. Isso obriga-as a responder mais rapidamente.
Ainda sente que muitas empresas olham para a sustentabilidade como comunicação e não como transformação estrutural?
M.B. — Sim. Nem sempre se sabe bem o que é a sustentabilidade, o que corresponde ao ambiente, à sociedade e à parte económica. Há ainda ideias pré-formatadas e, muitas vezes, um foco na comunicação externa. Isso pode levar ao greenwashing: fazer algo porque “fica bem”, e não necessariamente porque é o que está certo.
O conceito de triple bottom line — económico, social e ambiental — continua a ser difícil de equilibrar?
M.B. — Continua. Tudo está interligado. As pessoas vivem no ambiente e dependem dele. E a economia está no centro dessa relação, porque organiza a forma como tudo funciona. Nenhuma destas dimensões existe isoladamente.
O contexto económico recente coloca a sustentabilidade em causa ou torna-a mais evidente?
M.B. — Depende. Para alguns, funciona como um despertar. Veja-se a questão da energia: a dependência de combustíveis pode levar as pessoas a pensar em alternativas. Mas também pode gerar medo. Cada pessoa reage de forma diferente.
No que diz respeito à sustentabilidade nas organizações, o maior desafio está na passagem da teoria à prática?
M.B. — Sim, sobretudo na cadeia de valor (supply chain). Quando falamos de produtos, estamos a falar de cadeias globais já montadas, que são difíceis de alterar. Isso implica custos e investimento. E depois há as pessoas. Sem consciência interna, não há alinhamento.
Pode dar um exemplo?
M.B. — Uma empresa pode ter sede em Portugal, mas produzir na Ásia. Temos de questionar: quais são as condições de produção? Qual o impacto do transporte? Toda a cadeia conta, e mudar isso é complexo.
Que papel têm as lideranças nessa questão?
M.B. — Têm de dar o exemplo. Não basta dizer que se é sustentável, é preciso agir nesse sentido.
E as novas gerações? Podem ser motor de mudança?
M.B. — Sim, estão mais despertas para o tema. Mas têm um mindset diferente no trabalho, valorizam mais o equilíbrio entre vida pessoal e profissional e têm maior ligação ao propósito. Muitas vezes, quando não estão de acordo com práticas das organizações, tentam influenciar a mudança. Mas tem de haver um encontro entre organizações e pessoas. Caso contrário, será difícil reter talento.
Como é que se pode comunicar sustentabilidade sem cair em greenwashing?
M.B. — Com rigor. Quem comunica tem de conhecer bem a organização, o público e adaptar a mensagem. Depende muito das pessoas responsáveis pela comunicação.
A sustentabilidade está ligada a áreas como tecnologia e finanças. As empresas ainda subestimam essa interligação?
M.B. — Sim. A sustentabilidade tem de ser 360º. A tecnologia pode reduzir o uso de recursos, mas também consome energia. As finanças têm de integrar critérios de sustentabilidade. Tudo está interligado: pessoas, ambiente e economia.
Como se podem convencer líderes de que sustentabilidade não é custo, mas sobrevivência?
M.B. — Porque a sustentabilidade não é uma moda. As organizações que não procurarem alternativas dificilmente vão conseguir sobreviver no futuro. O mundo está a mudar constantemente, muito mais depressa do que antes.
Que tipo de organização quis ajudar com este livro?
M.B. — Todas. Queríamos que fosse um “manual de bolso”, útil tanto para quem já está avançado como para quem está a começar. O livro está organizado por temas, com ideias-chave e estudos de caso, para ser usado de forma prática. Pode ser lido do início ao fim ou pode ser consultado como um manual, à medida que as equipas forem sentido necessidade.

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MARTA BICHO: “A sustentabilidade tem vindo a ser tratada de forma isolada e quase externa”
A sustentabilidade entrou definitivamente no discurso das empresas, mas continua longe de estar integrada na forma como operam. Para Marta Bicho, diretora do IPAM, o maior desafio está na passagem da teoria à prática. Em entrevista ao MOTIVO, a docente universitária explica por que razão muitas organizações continuam a tratar o tema de forma isolada e o que está a mudar.
Foi publicado recentemente o livro Organizações Sustentáveis 360º, coordenado por si. O livro insiste na ideia de interdependência entre clima, desigualdade social, economia, talento. O grande erro das organizações continua a ser tratar sustentabilidade de forma isolada?
MARTA BICHO — A sustentabilidade, embora já tenha alguns anos e tenha evoluído, continua a ser um tema ainda pouco conhecido, sobretudo nas micro e pequenas empresas, que são a base do tecido empresarial português. É uma área que tem vindo a ser tratada de uma forma isolada e quase externa. Quando, na verdade, deve ser integrada no contexto da organização e numa visão mais holística. Diria que, de forma geral, sim a sustentabilidade tem sido tratada de forma isolada, mas também importa referir que há exceções.

Quem está mais avançado neste caminho, as grandes empresas ou PME?
M.B. — As grandes empresas. Têm mais exigências regulamentares para cumprir, sobretudo nos últimos quatro anos, com novas regras a serem implementadas a nível europeu. Isso obriga-as a responder mais rapidamente.
Ainda sente que muitas empresas olham para a sustentabilidade como comunicação e não como transformação estrutural?
M.B. — Sim. Nem sempre se sabe bem o que é a sustentabilidade, o que corresponde ao ambiente, à sociedade e à parte económica. Há ainda ideias pré-formatadas e, muitas vezes, um foco na comunicação externa. Isso pode levar ao greenwashing: fazer algo porque “fica bem”, e não necessariamente porque é o que está certo.
O conceito de triple bottom line — económico, social e ambiental — continua a ser difícil de equilibrar?
M.B. — Continua. Tudo está interligado. As pessoas vivem no ambiente e dependem dele. E a economia está no centro dessa relação, porque organiza a forma como tudo funciona. Nenhuma destas dimensões existe isoladamente.
O contexto económico recente coloca a sustentabilidade em causa ou torna-a mais evidente?
M.B. — Depende. Para alguns, funciona como um despertar. Veja-se a questão da energia: a dependência de combustíveis pode levar as pessoas a pensar em alternativas. Mas também pode gerar medo. Cada pessoa reage de forma diferente.
No que diz respeito à sustentabilidade nas organizações, o maior desafio está na passagem da teoria à prática?
M.B. — Sim, sobretudo na cadeia de valor (supply chain). Quando falamos de produtos, estamos a falar de cadeias globais já montadas, que são difíceis de alterar. Isso implica custos e investimento. E depois há as pessoas. Sem consciência interna, não há alinhamento.
Pode dar um exemplo?
M.B. — Uma empresa pode ter sede em Portugal, mas produzir na Ásia. Temos de questionar: quais são as condições de produção? Qual o impacto do transporte? Toda a cadeia conta, e mudar isso é complexo.
Que papel têm as lideranças nessa questão?
M.B. — Têm de dar o exemplo. Não basta dizer que se é sustentável, é preciso agir nesse sentido.
E as novas gerações? Podem ser motor de mudança?
M.B. — Sim, estão mais despertas para o tema. Mas têm um mindset diferente no trabalho, valorizam mais o equilíbrio entre vida pessoal e profissional e têm maior ligação ao propósito. Muitas vezes, quando não estão de acordo com práticas das organizações, tentam influenciar a mudança. Mas tem de haver um encontro entre organizações e pessoas. Caso contrário, será difícil reter talento.
Como é que se pode comunicar sustentabilidade sem cair em greenwashing?
M.B. — Com rigor. Quem comunica tem de conhecer bem a organização, o público e adaptar a mensagem. Depende muito das pessoas responsáveis pela comunicação.
A sustentabilidade está ligada a áreas como tecnologia e finanças. As empresas ainda subestimam essa interligação?
M.B. — Sim. A sustentabilidade tem de ser 360º. A tecnologia pode reduzir o uso de recursos, mas também consome energia. As finanças têm de integrar critérios de sustentabilidade. Tudo está interligado: pessoas, ambiente e economia.
Como se podem convencer líderes de que sustentabilidade não é custo, mas sobrevivência?
M.B. — Porque a sustentabilidade não é uma moda. As organizações que não procurarem alternativas dificilmente vão conseguir sobreviver no futuro. O mundo está a mudar constantemente, muito mais depressa do que antes.
Que tipo de organização quis ajudar com este livro?
M.B. — Todas. Queríamos que fosse um “manual de bolso”, útil tanto para quem já está avançado como para quem está a começar. O livro está organizado por temas, com ideias-chave e estudos de caso, para ser usado de forma prática. Pode ser lido do início ao fim ou pode ser consultado como um manual, à medida que as equipas forem sentido necessidade.

#Protagonistas
MARTA BICHO: “A sustentabilidade tem vindo a ser tratada de forma isolada e quase externa”
A sustentabilidade entrou definitivamente no discurso das empresas, mas continua longe de estar integrada na forma como operam. Para Marta Bicho, diretora do IPAM, o maior desafio está na passagem da teoria à prática. Em entrevista ao MOTIVO, a docente universitária explica por que razão muitas organizações continuam a tratar o tema de forma isolada e o que está a mudar.
Foi publicado recentemente o livro Organizações Sustentáveis 360º, coordenado por si. O livro insiste na ideia de interdependência entre clima, desigualdade social, economia, talento. O grande erro das organizações continua a ser tratar sustentabilidade de forma isolada?
MARTA BICHO — A sustentabilidade, embora já tenha alguns anos e tenha evoluído, continua a ser um tema ainda pouco conhecido, sobretudo nas micro e pequenas empresas, que são a base do tecido empresarial português. É uma área que tem vindo a ser tratada de uma forma isolada e quase externa. Quando, na verdade, deve ser integrada no contexto da organização e numa visão mais holística. Diria que, de forma geral, sim a sustentabilidade tem sido tratada de forma isolada, mas também importa referir que há exceções.

Quem está mais avançado neste caminho, as grandes empresas ou PME?
M.B. — As grandes empresas. Têm mais exigências regulamentares para cumprir, sobretudo nos últimos quatro anos, com novas regras a serem implementadas a nível europeu. Isso obriga-as a responder mais rapidamente.
Ainda sente que muitas empresas olham para a sustentabilidade como comunicação e não como transformação estrutural?
M.B. — Sim. Nem sempre se sabe bem o que é a sustentabilidade, o que corresponde ao ambiente, à sociedade e à parte económica. Há ainda ideias pré-formatadas e, muitas vezes, um foco na comunicação externa. Isso pode levar ao greenwashing: fazer algo porque “fica bem”, e não necessariamente porque é o que está certo.
O conceito de triple bottom line — económico, social e ambiental — continua a ser difícil de equilibrar?
M.B. — Continua. Tudo está interligado. As pessoas vivem no ambiente e dependem dele. E a economia está no centro dessa relação, porque organiza a forma como tudo funciona. Nenhuma destas dimensões existe isoladamente.
O contexto económico recente coloca a sustentabilidade em causa ou torna-a mais evidente?
M.B. — Depende. Para alguns, funciona como um despertar. Veja-se a questão da energia: a dependência de combustíveis pode levar as pessoas a pensar em alternativas. Mas também pode gerar medo. Cada pessoa reage de forma diferente.
No que diz respeito à sustentabilidade nas organizações, o maior desafio está na passagem da teoria à prática?
M.B. — Sim, sobretudo na cadeia de valor (supply chain). Quando falamos de produtos, estamos a falar de cadeias globais já montadas, que são difíceis de alterar. Isso implica custos e investimento. E depois há as pessoas. Sem consciência interna, não há alinhamento.
Pode dar um exemplo?
M.B. — Uma empresa pode ter sede em Portugal, mas produzir na Ásia. Temos de questionar: quais são as condições de produção? Qual o impacto do transporte? Toda a cadeia conta, e mudar isso é complexo.
Que papel têm as lideranças nessa questão?
M.B. — Têm de dar o exemplo. Não basta dizer que se é sustentável, é preciso agir nesse sentido.
E as novas gerações? Podem ser motor de mudança?
M.B. — Sim, estão mais despertas para o tema. Mas têm um mindset diferente no trabalho, valorizam mais o equilíbrio entre vida pessoal e profissional e têm maior ligação ao propósito. Muitas vezes, quando não estão de acordo com práticas das organizações, tentam influenciar a mudança. Mas tem de haver um encontro entre organizações e pessoas. Caso contrário, será difícil reter talento.
Como é que se pode comunicar sustentabilidade sem cair em greenwashing?
M.B. — Com rigor. Quem comunica tem de conhecer bem a organização, o público e adaptar a mensagem. Depende muito das pessoas responsáveis pela comunicação.
A sustentabilidade está ligada a áreas como tecnologia e finanças. As empresas ainda subestimam essa interligação?
M.B. — Sim. A sustentabilidade tem de ser 360º. A tecnologia pode reduzir o uso de recursos, mas também consome energia. As finanças têm de integrar critérios de sustentabilidade. Tudo está interligado: pessoas, ambiente e economia.
Como se podem convencer líderes de que sustentabilidade não é custo, mas sobrevivência?
M.B. — Porque a sustentabilidade não é uma moda. As organizações que não procurarem alternativas dificilmente vão conseguir sobreviver no futuro. O mundo está a mudar constantemente, muito mais depressa do que antes.
Que tipo de organização quis ajudar com este livro?
M.B. — Todas. Queríamos que fosse um “manual de bolso”, útil tanto para quem já está avançado como para quem está a começar. O livro está organizado por temas, com ideias-chave e estudos de caso, para ser usado de forma prática. Pode ser lido do início ao fim ou pode ser consultado como um manual, à medida que as equipas forem sentido necessidade.

#Protagonistas
MARTA BICHO: “A sustentabilidade tem vindo a ser tratada de forma isolada e quase externa”
A sustentabilidade entrou definitivamente no discurso das empresas, mas continua longe de estar integrada na forma como operam. Para Marta Bicho, diretora do IPAM, o maior desafio está na passagem da teoria à prática. Em entrevista ao MOTIVO, a docente universitária explica por que razão muitas organizações continuam a tratar o tema de forma isolada e o que está a mudar.
Foi publicado recentemente o livro Organizações Sustentáveis 360º, coordenado por si. O livro insiste na ideia de interdependência entre clima, desigualdade social, economia, talento. O grande erro das organizações continua a ser tratar sustentabilidade de forma isolada?
MARTA BICHO — A sustentabilidade, embora já tenha alguns anos e tenha evoluído, continua a ser um tema ainda pouco conhecido, sobretudo nas micro e pequenas empresas, que são a base do tecido empresarial português. É uma área que tem vindo a ser tratada de uma forma isolada e quase externa. Quando, na verdade, deve ser integrada no contexto da organização e numa visão mais holística. Diria que, de forma geral, sim a sustentabilidade tem sido tratada de forma isolada, mas também importa referir que há exceções.

Quem está mais avançado neste caminho, as grandes empresas ou PME?
M.B. — As grandes empresas. Têm mais exigências regulamentares para cumprir, sobretudo nos últimos quatro anos, com novas regras a serem implementadas a nível europeu. Isso obriga-as a responder mais rapidamente.
Ainda sente que muitas empresas olham para a sustentabilidade como comunicação e não como transformação estrutural?
M.B. — Sim. Nem sempre se sabe bem o que é a sustentabilidade, o que corresponde ao ambiente, à sociedade e à parte económica. Há ainda ideias pré-formatadas e, muitas vezes, um foco na comunicação externa. Isso pode levar ao greenwashing: fazer algo porque “fica bem”, e não necessariamente porque é o que está certo.
O conceito de triple bottom line — económico, social e ambiental — continua a ser difícil de equilibrar?
M.B. — Continua. Tudo está interligado. As pessoas vivem no ambiente e dependem dele. E a economia está no centro dessa relação, porque organiza a forma como tudo funciona. Nenhuma destas dimensões existe isoladamente.
O contexto económico recente coloca a sustentabilidade em causa ou torna-a mais evidente?
M.B. — Depende. Para alguns, funciona como um despertar. Veja-se a questão da energia: a dependência de combustíveis pode levar as pessoas a pensar em alternativas. Mas também pode gerar medo. Cada pessoa reage de forma diferente.
No que diz respeito à sustentabilidade nas organizações, o maior desafio está na passagem da teoria à prática?
M.B. — Sim, sobretudo na cadeia de valor (supply chain). Quando falamos de produtos, estamos a falar de cadeias globais já montadas, que são difíceis de alterar. Isso implica custos e investimento. E depois há as pessoas. Sem consciência interna, não há alinhamento.
Pode dar um exemplo?
M.B. — Uma empresa pode ter sede em Portugal, mas produzir na Ásia. Temos de questionar: quais são as condições de produção? Qual o impacto do transporte? Toda a cadeia conta, e mudar isso é complexo.
Que papel têm as lideranças nessa questão?
M.B. — Têm de dar o exemplo. Não basta dizer que se é sustentável, é preciso agir nesse sentido.
E as novas gerações? Podem ser motor de mudança?
M.B. — Sim, estão mais despertas para o tema. Mas têm um mindset diferente no trabalho, valorizam mais o equilíbrio entre vida pessoal e profissional e têm maior ligação ao propósito. Muitas vezes, quando não estão de acordo com práticas das organizações, tentam influenciar a mudança. Mas tem de haver um encontro entre organizações e pessoas. Caso contrário, será difícil reter talento.
Como é que se pode comunicar sustentabilidade sem cair em greenwashing?
M.B. — Com rigor. Quem comunica tem de conhecer bem a organização, o público e adaptar a mensagem. Depende muito das pessoas responsáveis pela comunicação.
A sustentabilidade está ligada a áreas como tecnologia e finanças. As empresas ainda subestimam essa interligação?
M.B. — Sim. A sustentabilidade tem de ser 360º. A tecnologia pode reduzir o uso de recursos, mas também consome energia. As finanças têm de integrar critérios de sustentabilidade. Tudo está interligado: pessoas, ambiente e economia.
Como se podem convencer líderes de que sustentabilidade não é custo, mas sobrevivência?
M.B. — Porque a sustentabilidade não é uma moda. As organizações que não procurarem alternativas dificilmente vão conseguir sobreviver no futuro. O mundo está a mudar constantemente, muito mais depressa do que antes.
Que tipo de organização quis ajudar com este livro?
M.B. — Todas. Queríamos que fosse um “manual de bolso”, útil tanto para quem já está avançado como para quem está a começar. O livro está organizado por temas, com ideias-chave e estudos de caso, para ser usado de forma prática. Pode ser lido do início ao fim ou pode ser consultado como um manual, à medida que as equipas forem sentido necessidade.




