
#Motivação
Os livros que vamos ler até ao fim de 2026: estas são as principais apostas das editoras portuguesas
Setembro marca o regresso à rotina e várias editoras portuguesas anunciam o que vão lançar nas próximas semanas e meses. A rentrée literária traz regressos aguardados, autores premiados, novas vozes portuguesas e uma presença forte de temas como política, tecnologia, identidade, saúde mental e história.
Os calendários divulgados nos últimos dias não têm todos a mesma extensão, algumas editoras anteciparam novidades até dezembro, enquanto outras se concentraram sobretudo em setembro. Por isso, mais do que uma lista exaustiva, reunimos alguns dos livros, autores e movimentos editoriais que ajudam a perceber o que se vai ler nos próximos meses.
Porto Editora
Richard Zimler é uma das principais apostas do Grupo Porto Editora para o último quadrimestre, com uma nova trilogia, O Voo dos Anjos Caídos, publicada em três momentos: A Beleza das Coisas Imperfeitas, em setembro, No Abismo das Ilusões, em outubro, e O Último Golpe de Asa, em novembro. Entre os regressos internacionais contam-se ainda Camilla Läckberg, com A Carpideira, Lars Kepler, com Medusa, e Wm. Paul Young, que retorna ao universo de A Cabana com O Regresso à Cabana. Na Livros do Brasil, Yuko Tsushima chega pela primeira vez a Portugal com Territórios de Luz, Hernán Díaz regressa com Fios e Despachos Assinados recupera a escrita jornalística de Ernest Hemingway.
A não-ficção acompanha vários dos debates do presente. Carlos Guimarães Pinto e José Maria Pimentel assinam Caos e Progresso, sobre tecnologia, comunicação, desinformação e conflito; Miguel Herdade estreia-se com Gente como Nós, dedicado ao peso da classe social, da geografia e da família nas oportunidades de vida; Rui Coutinho cruza evolução e organizações em Se Darwin fosse CEO; e o psiquiatra Pedro Morgado aborda a ansiedade em A Sociedade Ansiosa. Na Assírio & Alvim, a poesia ganha espaço com novos livros de Diogo Pires Aurélio, Golgona Anghel e Filipa Leal.

LeYa
No grupo LeYa, um dos acontecimentos literários da temporada será a publicação de Cartas ao Capitão Nemo, inédito de Antonio Tabucchi recuperado numa gaveta da casa do escritor. O grupo prepara também livros de duas vencedoras do Nobel da Literatura: Tinta e Sangue, de Han Kang, e Vento do Oriente, Vento do Ocidente, de Pearl S. Buck. Arturo Pérez-Reverte regressa ao Capitão Alatriste com Missão em Paris, enquanto Mathias Enard, Avni Doshi, Howard Jacobson, Susan Choi, Rabih Alameddine e Chigozie Obiama integram igualmente as novidades internacionais.
A ficção portuguesa traz Do Amor e de Outros Fantasmas, de Joana Bértholo, Os Sapatos de Khatchaturian, de Sandro William Junqueira, Sou Uma Multidão Minúscula, de Susana Amaro Velho, e A Ferreirinha, romance biográfico de Maria João da Câmara sobre Antónia Adelaide Ferreira. Na não-ficção, Carlos Fiolhais estreia-se no catálogo da LeYa com Deus e a Ciência — Diálogos para a Salvação do Mundo, Francis Fukuyama chega com as memórias No Reino do Último Homem e José Milhazes publica Porque Não Sou Comunista. A inteligência artificial surge em duas propostas com perspetivas distintas: Se Alguém a Criar Morremos Todos, de Eliezer Yudkowsky e Nate Soares, e Traduzir a IA, de Ricardo Chaves.

Penguin Random House
A Penguin Random House junta nomes consagrados e várias estreias no catálogo. Entre os internacionais estão Jon Fosse, Karina Sainz Borgo, László Krasznahorkai, Leïla Slimani, Roberto Saviano, Kiran Desai e Mircea Cărtărescu; entre os portugueses, Afonso Cruz, Andreia C. Faria, Hugo Gonçalves, João Tordo, João Zamith e Catarina Barros. Setembro traz, entre outros, Nazarena, de Karina Sainz Borgo, Guerra e Guerra, de Krasznahorkai, e O Império do Fim, de Hugo Gonçalves. Em outubro chegam Nostalgia, estreia de Cărtărescu na Cavalo de Ferro, O Inferno Cheio, de João Tordo, e Canção de Circe, de Afonso Cruz; novembro fica marcado por Hotel Vaim, de Jon Fosse.
Na não-ficção, a oferta percorre política, história, ciência e sociedade. Charles Spencer escreve sobre a irmã em O Canto do Cisne: Diana, a minha irmã; Slavoj Žižek aborda os Fascismos Liberais; Benjamin Moser escreve uma história do antissionismo; e Cory Doctorow olha para a degradação das plataformas e serviços digitais em Merdificação de Quase Tudo. Entre os autores portugueses, Eduardo Sá parte do acidente que mudou a sua vida para escrever Um Pássaro Quando Pousa Nunca Deixa de Voar.

Grupo BertrandCírculo
O Grupo BertrandCírculo leva até ao final do ano quase uma centena de títulos, com uma das principais novidades a chegar do Brasil: Um Defeito de Cor, de Ana Maria Gonçalves, é publicado em Portugal pela Bertrand Editora. Francisco Louçã regressa com o segundo volume de Imaginação, dedicado a utopias, ciências e vida quotidiana, enquanto Mariana Mazzucato propõe repensar a economia em Economia do Bem Comum. Em novembro chega ainda História Global da Monarquia Portuguesa, com direção de José Eduardo Franco e coordenação de Paulo Drumond Braga.
Na Quetzal estão previstos novos textos de José Eduardo Agualusa e José Luís Peixoto, uma obra inédita de J. Rentes de Carvalho, Voltas e Disfarces; De Olhos Abertos, de Julian Barnes, e Breves Entrevistas a Homens Hediondos, de David Foster Wallace. Sérgio Godinho regressa também à escrita com Memória de Duas Prisões no Brasil (e outras cenas da vida corrente). Na área do pensamento, Ricardo Paes Mamede publica Política Industrial, dedicado às vantagens, limites e dilemas da intervenção do Estado na economia.

Grupo Infinito Particular
Entre setembro e dezembro, o Grupo Infinito Particular cruza ficção comercial, ficção científica e não-ficção. É Tempo de Morangos de Bruna Martiolli sai para as bancas a 17 de setembro.Continuando com sotaque brasileiro: Carla Madeira, autora de Tudo é Rio, chega às livrarias portuguesas com Quando, enquanto outubro marca a estreia da chancela Asteroide com Leviathan Wakes, de James S. A. Corey, primeiro volume da saga The Expanse. No mesmo mês chegam História de Taipé, de R. F. Kuang, e A Divisão de Antimemética Não Existe, de qntm.
Em novembro, Economia Moral, do Nobel da Economia Alvin E. Roth, procura usar as ferramentas da economia para pensar dilemas morais, enquanto The Message, de Ta-Nehisi Coates, cruza memória, identidade e história. The Thinking Machine, de Stephen Witt, centra-se em Jensen Huang e na Nvidia e acompanha a empresa no contexto da revolução da inteligência artificial. Para dezembro fica, entre outros títulos, Whistler, de Ann Patchett.

Tinta da China
A Tinta da China concentra as novidades já comunicadas em setembro e volta a cruzar história, política, artes e pensamento. José Pedro Castanheira publica o segundo volume de Histórias da PIDE; Bruno Carriço Reis e José Ricardo Carvalheiro coordenam O Pensamento Sociológico da Comunicação; e Pides na Grelha, de Francisco Nicholson, Edgar Gonçalves Preto e Mário Alberto, recupera outro olhar sobre a polícia política. Filipa Lowndes Vicente assina A Arte Sem História, enquanto Tiago Rodrigues publica A Distância, peça estreada no Festival d’Avignon em 2025.

Gradiva
A Gradiva entra na rentrée com uma nova coleção de ficção exclusivamente dedicada a vencedores do Nobel da Literatura. Os primeiros títulos são O Africano, de J. M. G. Le Clézio, inédito em Portugal, e O Muro, de Jean-Paul Sartre, estando já previstos livros de Kazuo Ishiguro e John Steinbeck. Richard Dawkins regressa à Ciência Aberta com O Livro Genético dos Mortos — Um Devaneio Darwiniano, e Kenneth Clark assina Civilização — O Contributo da Europa para a Civilização Universal. A editora estreia ainda a chancela Alquimia, dedicada a novas tendências de ficção, com Coroa-me Morta, de Liv Zander.

Guerra e Paz
Na Guerra e Paz, setembro traz também uma nova coleção: Pensar Português estreia-se com Portugal na Paz dos Bloqueios — Como nos Habituámos a Viver Abaixo das Nossas Capacidades, de Pedro Gomes Sanches, um ensaio que atravessa temas como demografia, habitação, emigração, imigração, saúde e educação. A história surge em Atlas Histórico do Portugal Revolucionário, de José Matos, enquanto a chancela Crisântemo aposta na saúde com Tratamento para Emagrecer: do Neolítico à Nova Era das Injecções, da endocrinologista Isabel do Carmo, e Um Coração sem Segredos, da cardiologista Vânia Ribeiro.

No conjunto, a rentrée de 2026 parece menos marcada por uma única tendência do que pela coexistência de várias. Os grandes nomes internacionais continuam a ocupar espaço, a ficção portuguesa mantém uma presença relevante e a não-ficção acompanha alguns dos assuntos que dominam a conversa pública, da inteligência artificial à política, da desigualdade à saúde mental. Entre novidades absolutas, inéditos recuperados e regressos de autores conhecidos, há matéria para chegar ao final do ano com a mesa de cabeceira cheia.

#Motivação
Os livros que vamos ler até ao fim de 2026: estas são as principais apostas das editoras portuguesas
Setembro marca o regresso à rotina e várias editoras portuguesas anunciam o que vão lançar nas próximas semanas e meses. A rentrée literária traz regressos aguardados, autores premiados, novas vozes portuguesas e uma presença forte de temas como política, tecnologia, identidade, saúde mental e história.
Os calendários divulgados nos últimos dias não têm todos a mesma extensão, algumas editoras anteciparam novidades até dezembro, enquanto outras se concentraram sobretudo em setembro. Por isso, mais do que uma lista exaustiva, reunimos alguns dos livros, autores e movimentos editoriais que ajudam a perceber o que se vai ler nos próximos meses.
Porto Editora
Richard Zimler é uma das principais apostas do Grupo Porto Editora para o último quadrimestre, com uma nova trilogia, O Voo dos Anjos Caídos, publicada em três momentos: A Beleza das Coisas Imperfeitas, em setembro, No Abismo das Ilusões, em outubro, e O Último Golpe de Asa, em novembro. Entre os regressos internacionais contam-se ainda Camilla Läckberg, com A Carpideira, Lars Kepler, com Medusa, e Wm. Paul Young, que retorna ao universo de A Cabana com O Regresso à Cabana. Na Livros do Brasil, Yuko Tsushima chega pela primeira vez a Portugal com Territórios de Luz, Hernán Díaz regressa com Fios e Despachos Assinados recupera a escrita jornalística de Ernest Hemingway.
A não-ficção acompanha vários dos debates do presente. Carlos Guimarães Pinto e José Maria Pimentel assinam Caos e Progresso, sobre tecnologia, comunicação, desinformação e conflito; Miguel Herdade estreia-se com Gente como Nós, dedicado ao peso da classe social, da geografia e da família nas oportunidades de vida; Rui Coutinho cruza evolução e organizações em Se Darwin fosse CEO; e o psiquiatra Pedro Morgado aborda a ansiedade em A Sociedade Ansiosa. Na Assírio & Alvim, a poesia ganha espaço com novos livros de Diogo Pires Aurélio, Golgona Anghel e Filipa Leal.

LeYa
No grupo LeYa, um dos acontecimentos literários da temporada será a publicação de Cartas ao Capitão Nemo, inédito de Antonio Tabucchi recuperado numa gaveta da casa do escritor. O grupo prepara também livros de duas vencedoras do Nobel da Literatura: Tinta e Sangue, de Han Kang, e Vento do Oriente, Vento do Ocidente, de Pearl S. Buck. Arturo Pérez-Reverte regressa ao Capitão Alatriste com Missão em Paris, enquanto Mathias Enard, Avni Doshi, Howard Jacobson, Susan Choi, Rabih Alameddine e Chigozie Obiama integram igualmente as novidades internacionais.
A ficção portuguesa traz Do Amor e de Outros Fantasmas, de Joana Bértholo, Os Sapatos de Khatchaturian, de Sandro William Junqueira, Sou Uma Multidão Minúscula, de Susana Amaro Velho, e A Ferreirinha, romance biográfico de Maria João da Câmara sobre Antónia Adelaide Ferreira. Na não-ficção, Carlos Fiolhais estreia-se no catálogo da LeYa com Deus e a Ciência — Diálogos para a Salvação do Mundo, Francis Fukuyama chega com as memórias No Reino do Último Homem e José Milhazes publica Porque Não Sou Comunista. A inteligência artificial surge em duas propostas com perspetivas distintas: Se Alguém a Criar Morremos Todos, de Eliezer Yudkowsky e Nate Soares, e Traduzir a IA, de Ricardo Chaves.

Penguin Random House
A Penguin Random House junta nomes consagrados e várias estreias no catálogo. Entre os internacionais estão Jon Fosse, Karina Sainz Borgo, László Krasznahorkai, Leïla Slimani, Roberto Saviano, Kiran Desai e Mircea Cărtărescu; entre os portugueses, Afonso Cruz, Andreia C. Faria, Hugo Gonçalves, João Tordo, João Zamith e Catarina Barros. Setembro traz, entre outros, Nazarena, de Karina Sainz Borgo, Guerra e Guerra, de Krasznahorkai, e O Império do Fim, de Hugo Gonçalves. Em outubro chegam Nostalgia, estreia de Cărtărescu na Cavalo de Ferro, O Inferno Cheio, de João Tordo, e Canção de Circe, de Afonso Cruz; novembro fica marcado por Hotel Vaim, de Jon Fosse.
Na não-ficção, a oferta percorre política, história, ciência e sociedade. Charles Spencer escreve sobre a irmã em O Canto do Cisne: Diana, a minha irmã; Slavoj Žižek aborda os Fascismos Liberais; Benjamin Moser escreve uma história do antissionismo; e Cory Doctorow olha para a degradação das plataformas e serviços digitais em Merdificação de Quase Tudo. Entre os autores portugueses, Eduardo Sá parte do acidente que mudou a sua vida para escrever Um Pássaro Quando Pousa Nunca Deixa de Voar.

Grupo BertrandCírculo
O Grupo BertrandCírculo leva até ao final do ano quase uma centena de títulos, com uma das principais novidades a chegar do Brasil: Um Defeito de Cor, de Ana Maria Gonçalves, é publicado em Portugal pela Bertrand Editora. Francisco Louçã regressa com o segundo volume de Imaginação, dedicado a utopias, ciências e vida quotidiana, enquanto Mariana Mazzucato propõe repensar a economia em Economia do Bem Comum. Em novembro chega ainda História Global da Monarquia Portuguesa, com direção de José Eduardo Franco e coordenação de Paulo Drumond Braga.
Na Quetzal estão previstos novos textos de José Eduardo Agualusa e José Luís Peixoto, uma obra inédita de J. Rentes de Carvalho, Voltas e Disfarces; De Olhos Abertos, de Julian Barnes, e Breves Entrevistas a Homens Hediondos, de David Foster Wallace. Sérgio Godinho regressa também à escrita com Memória de Duas Prisões no Brasil (e outras cenas da vida corrente). Na área do pensamento, Ricardo Paes Mamede publica Política Industrial, dedicado às vantagens, limites e dilemas da intervenção do Estado na economia.

Grupo Infinito Particular
Entre setembro e dezembro, o Grupo Infinito Particular cruza ficção comercial, ficção científica e não-ficção. É Tempo de Morangos de Bruna Martiolli sai para as bancas a 17 de setembro.Continuando com sotaque brasileiro: Carla Madeira, autora de Tudo é Rio, chega às livrarias portuguesas com Quando, enquanto outubro marca a estreia da chancela Asteroide com Leviathan Wakes, de James S. A. Corey, primeiro volume da saga The Expanse. No mesmo mês chegam História de Taipé, de R. F. Kuang, e A Divisão de Antimemética Não Existe, de qntm.
Em novembro, Economia Moral, do Nobel da Economia Alvin E. Roth, procura usar as ferramentas da economia para pensar dilemas morais, enquanto The Message, de Ta-Nehisi Coates, cruza memória, identidade e história. The Thinking Machine, de Stephen Witt, centra-se em Jensen Huang e na Nvidia e acompanha a empresa no contexto da revolução da inteligência artificial. Para dezembro fica, entre outros títulos, Whistler, de Ann Patchett.

Tinta da China
A Tinta da China concentra as novidades já comunicadas em setembro e volta a cruzar história, política, artes e pensamento. José Pedro Castanheira publica o segundo volume de Histórias da PIDE; Bruno Carriço Reis e José Ricardo Carvalheiro coordenam O Pensamento Sociológico da Comunicação; e Pides na Grelha, de Francisco Nicholson, Edgar Gonçalves Preto e Mário Alberto, recupera outro olhar sobre a polícia política. Filipa Lowndes Vicente assina A Arte Sem História, enquanto Tiago Rodrigues publica A Distância, peça estreada no Festival d’Avignon em 2025.

Gradiva
A Gradiva entra na rentrée com uma nova coleção de ficção exclusivamente dedicada a vencedores do Nobel da Literatura. Os primeiros títulos são O Africano, de J. M. G. Le Clézio, inédito em Portugal, e O Muro, de Jean-Paul Sartre, estando já previstos livros de Kazuo Ishiguro e John Steinbeck. Richard Dawkins regressa à Ciência Aberta com O Livro Genético dos Mortos — Um Devaneio Darwiniano, e Kenneth Clark assina Civilização — O Contributo da Europa para a Civilização Universal. A editora estreia ainda a chancela Alquimia, dedicada a novas tendências de ficção, com Coroa-me Morta, de Liv Zander.

Guerra e Paz
Na Guerra e Paz, setembro traz também uma nova coleção: Pensar Português estreia-se com Portugal na Paz dos Bloqueios — Como nos Habituámos a Viver Abaixo das Nossas Capacidades, de Pedro Gomes Sanches, um ensaio que atravessa temas como demografia, habitação, emigração, imigração, saúde e educação. A história surge em Atlas Histórico do Portugal Revolucionário, de José Matos, enquanto a chancela Crisântemo aposta na saúde com Tratamento para Emagrecer: do Neolítico à Nova Era das Injecções, da endocrinologista Isabel do Carmo, e Um Coração sem Segredos, da cardiologista Vânia Ribeiro.

No conjunto, a rentrée de 2026 parece menos marcada por uma única tendência do que pela coexistência de várias. Os grandes nomes internacionais continuam a ocupar espaço, a ficção portuguesa mantém uma presença relevante e a não-ficção acompanha alguns dos assuntos que dominam a conversa pública, da inteligência artificial à política, da desigualdade à saúde mental. Entre novidades absolutas, inéditos recuperados e regressos de autores conhecidos, há matéria para chegar ao final do ano com a mesa de cabeceira cheia.

#Motivação
Os livros que vamos ler até ao fim de 2026: estas são as principais apostas das editoras portuguesas
Setembro marca o regresso à rotina e várias editoras portuguesas anunciam o que vão lançar nas próximas semanas e meses. A rentrée literária traz regressos aguardados, autores premiados, novas vozes portuguesas e uma presença forte de temas como política, tecnologia, identidade, saúde mental e história.
Os calendários divulgados nos últimos dias não têm todos a mesma extensão, algumas editoras anteciparam novidades até dezembro, enquanto outras se concentraram sobretudo em setembro. Por isso, mais do que uma lista exaustiva, reunimos alguns dos livros, autores e movimentos editoriais que ajudam a perceber o que se vai ler nos próximos meses.
Porto Editora
Richard Zimler é uma das principais apostas do Grupo Porto Editora para o último quadrimestre, com uma nova trilogia, O Voo dos Anjos Caídos, publicada em três momentos: A Beleza das Coisas Imperfeitas, em setembro, No Abismo das Ilusões, em outubro, e O Último Golpe de Asa, em novembro. Entre os regressos internacionais contam-se ainda Camilla Läckberg, com A Carpideira, Lars Kepler, com Medusa, e Wm. Paul Young, que retorna ao universo de A Cabana com O Regresso à Cabana. Na Livros do Brasil, Yuko Tsushima chega pela primeira vez a Portugal com Territórios de Luz, Hernán Díaz regressa com Fios e Despachos Assinados recupera a escrita jornalística de Ernest Hemingway.
A não-ficção acompanha vários dos debates do presente. Carlos Guimarães Pinto e José Maria Pimentel assinam Caos e Progresso, sobre tecnologia, comunicação, desinformação e conflito; Miguel Herdade estreia-se com Gente como Nós, dedicado ao peso da classe social, da geografia e da família nas oportunidades de vida; Rui Coutinho cruza evolução e organizações em Se Darwin fosse CEO; e o psiquiatra Pedro Morgado aborda a ansiedade em A Sociedade Ansiosa. Na Assírio & Alvim, a poesia ganha espaço com novos livros de Diogo Pires Aurélio, Golgona Anghel e Filipa Leal.

LeYa
No grupo LeYa, um dos acontecimentos literários da temporada será a publicação de Cartas ao Capitão Nemo, inédito de Antonio Tabucchi recuperado numa gaveta da casa do escritor. O grupo prepara também livros de duas vencedoras do Nobel da Literatura: Tinta e Sangue, de Han Kang, e Vento do Oriente, Vento do Ocidente, de Pearl S. Buck. Arturo Pérez-Reverte regressa ao Capitão Alatriste com Missão em Paris, enquanto Mathias Enard, Avni Doshi, Howard Jacobson, Susan Choi, Rabih Alameddine e Chigozie Obiama integram igualmente as novidades internacionais.
A ficção portuguesa traz Do Amor e de Outros Fantasmas, de Joana Bértholo, Os Sapatos de Khatchaturian, de Sandro William Junqueira, Sou Uma Multidão Minúscula, de Susana Amaro Velho, e A Ferreirinha, romance biográfico de Maria João da Câmara sobre Antónia Adelaide Ferreira. Na não-ficção, Carlos Fiolhais estreia-se no catálogo da LeYa com Deus e a Ciência — Diálogos para a Salvação do Mundo, Francis Fukuyama chega com as memórias No Reino do Último Homem e José Milhazes publica Porque Não Sou Comunista. A inteligência artificial surge em duas propostas com perspetivas distintas: Se Alguém a Criar Morremos Todos, de Eliezer Yudkowsky e Nate Soares, e Traduzir a IA, de Ricardo Chaves.

Penguin Random House
A Penguin Random House junta nomes consagrados e várias estreias no catálogo. Entre os internacionais estão Jon Fosse, Karina Sainz Borgo, László Krasznahorkai, Leïla Slimani, Roberto Saviano, Kiran Desai e Mircea Cărtărescu; entre os portugueses, Afonso Cruz, Andreia C. Faria, Hugo Gonçalves, João Tordo, João Zamith e Catarina Barros. Setembro traz, entre outros, Nazarena, de Karina Sainz Borgo, Guerra e Guerra, de Krasznahorkai, e O Império do Fim, de Hugo Gonçalves. Em outubro chegam Nostalgia, estreia de Cărtărescu na Cavalo de Ferro, O Inferno Cheio, de João Tordo, e Canção de Circe, de Afonso Cruz; novembro fica marcado por Hotel Vaim, de Jon Fosse.
Na não-ficção, a oferta percorre política, história, ciência e sociedade. Charles Spencer escreve sobre a irmã em O Canto do Cisne: Diana, a minha irmã; Slavoj Žižek aborda os Fascismos Liberais; Benjamin Moser escreve uma história do antissionismo; e Cory Doctorow olha para a degradação das plataformas e serviços digitais em Merdificação de Quase Tudo. Entre os autores portugueses, Eduardo Sá parte do acidente que mudou a sua vida para escrever Um Pássaro Quando Pousa Nunca Deixa de Voar.

Grupo BertrandCírculo
O Grupo BertrandCírculo leva até ao final do ano quase uma centena de títulos, com uma das principais novidades a chegar do Brasil: Um Defeito de Cor, de Ana Maria Gonçalves, é publicado em Portugal pela Bertrand Editora. Francisco Louçã regressa com o segundo volume de Imaginação, dedicado a utopias, ciências e vida quotidiana, enquanto Mariana Mazzucato propõe repensar a economia em Economia do Bem Comum. Em novembro chega ainda História Global da Monarquia Portuguesa, com direção de José Eduardo Franco e coordenação de Paulo Drumond Braga.
Na Quetzal estão previstos novos textos de José Eduardo Agualusa e José Luís Peixoto, uma obra inédita de J. Rentes de Carvalho, Voltas e Disfarces; De Olhos Abertos, de Julian Barnes, e Breves Entrevistas a Homens Hediondos, de David Foster Wallace. Sérgio Godinho regressa também à escrita com Memória de Duas Prisões no Brasil (e outras cenas da vida corrente). Na área do pensamento, Ricardo Paes Mamede publica Política Industrial, dedicado às vantagens, limites e dilemas da intervenção do Estado na economia.

Grupo Infinito Particular
Entre setembro e dezembro, o Grupo Infinito Particular cruza ficção comercial, ficção científica e não-ficção. É Tempo de Morangos de Bruna Martiolli sai para as bancas a 17 de setembro.Continuando com sotaque brasileiro: Carla Madeira, autora de Tudo é Rio, chega às livrarias portuguesas com Quando, enquanto outubro marca a estreia da chancela Asteroide com Leviathan Wakes, de James S. A. Corey, primeiro volume da saga The Expanse. No mesmo mês chegam História de Taipé, de R. F. Kuang, e A Divisão de Antimemética Não Existe, de qntm.
Em novembro, Economia Moral, do Nobel da Economia Alvin E. Roth, procura usar as ferramentas da economia para pensar dilemas morais, enquanto The Message, de Ta-Nehisi Coates, cruza memória, identidade e história. The Thinking Machine, de Stephen Witt, centra-se em Jensen Huang e na Nvidia e acompanha a empresa no contexto da revolução da inteligência artificial. Para dezembro fica, entre outros títulos, Whistler, de Ann Patchett.

Tinta da China
A Tinta da China concentra as novidades já comunicadas em setembro e volta a cruzar história, política, artes e pensamento. José Pedro Castanheira publica o segundo volume de Histórias da PIDE; Bruno Carriço Reis e José Ricardo Carvalheiro coordenam O Pensamento Sociológico da Comunicação; e Pides na Grelha, de Francisco Nicholson, Edgar Gonçalves Preto e Mário Alberto, recupera outro olhar sobre a polícia política. Filipa Lowndes Vicente assina A Arte Sem História, enquanto Tiago Rodrigues publica A Distância, peça estreada no Festival d’Avignon em 2025.

Gradiva
A Gradiva entra na rentrée com uma nova coleção de ficção exclusivamente dedicada a vencedores do Nobel da Literatura. Os primeiros títulos são O Africano, de J. M. G. Le Clézio, inédito em Portugal, e O Muro, de Jean-Paul Sartre, estando já previstos livros de Kazuo Ishiguro e John Steinbeck. Richard Dawkins regressa à Ciência Aberta com O Livro Genético dos Mortos — Um Devaneio Darwiniano, e Kenneth Clark assina Civilização — O Contributo da Europa para a Civilização Universal. A editora estreia ainda a chancela Alquimia, dedicada a novas tendências de ficção, com Coroa-me Morta, de Liv Zander.

Guerra e Paz
Na Guerra e Paz, setembro traz também uma nova coleção: Pensar Português estreia-se com Portugal na Paz dos Bloqueios — Como nos Habituámos a Viver Abaixo das Nossas Capacidades, de Pedro Gomes Sanches, um ensaio que atravessa temas como demografia, habitação, emigração, imigração, saúde e educação. A história surge em Atlas Histórico do Portugal Revolucionário, de José Matos, enquanto a chancela Crisântemo aposta na saúde com Tratamento para Emagrecer: do Neolítico à Nova Era das Injecções, da endocrinologista Isabel do Carmo, e Um Coração sem Segredos, da cardiologista Vânia Ribeiro.

No conjunto, a rentrée de 2026 parece menos marcada por uma única tendência do que pela coexistência de várias. Os grandes nomes internacionais continuam a ocupar espaço, a ficção portuguesa mantém uma presença relevante e a não-ficção acompanha alguns dos assuntos que dominam a conversa pública, da inteligência artificial à política, da desigualdade à saúde mental. Entre novidades absolutas, inéditos recuperados e regressos de autores conhecidos, há matéria para chegar ao final do ano com a mesa de cabeceira cheia.

#Motivação
Os livros que vamos ler até ao fim de 2026: estas são as principais apostas das editoras portuguesas
Setembro marca o regresso à rotina e várias editoras portuguesas anunciam o que vão lançar nas próximas semanas e meses. A rentrée literária traz regressos aguardados, autores premiados, novas vozes portuguesas e uma presença forte de temas como política, tecnologia, identidade, saúde mental e história.
Os calendários divulgados nos últimos dias não têm todos a mesma extensão, algumas editoras anteciparam novidades até dezembro, enquanto outras se concentraram sobretudo em setembro. Por isso, mais do que uma lista exaustiva, reunimos alguns dos livros, autores e movimentos editoriais que ajudam a perceber o que se vai ler nos próximos meses.
Porto Editora
Richard Zimler é uma das principais apostas do Grupo Porto Editora para o último quadrimestre, com uma nova trilogia, O Voo dos Anjos Caídos, publicada em três momentos: A Beleza das Coisas Imperfeitas, em setembro, No Abismo das Ilusões, em outubro, e O Último Golpe de Asa, em novembro. Entre os regressos internacionais contam-se ainda Camilla Läckberg, com A Carpideira, Lars Kepler, com Medusa, e Wm. Paul Young, que retorna ao universo de A Cabana com O Regresso à Cabana. Na Livros do Brasil, Yuko Tsushima chega pela primeira vez a Portugal com Territórios de Luz, Hernán Díaz regressa com Fios e Despachos Assinados recupera a escrita jornalística de Ernest Hemingway.
A não-ficção acompanha vários dos debates do presente. Carlos Guimarães Pinto e José Maria Pimentel assinam Caos e Progresso, sobre tecnologia, comunicação, desinformação e conflito; Miguel Herdade estreia-se com Gente como Nós, dedicado ao peso da classe social, da geografia e da família nas oportunidades de vida; Rui Coutinho cruza evolução e organizações em Se Darwin fosse CEO; e o psiquiatra Pedro Morgado aborda a ansiedade em A Sociedade Ansiosa. Na Assírio & Alvim, a poesia ganha espaço com novos livros de Diogo Pires Aurélio, Golgona Anghel e Filipa Leal.

LeYa
No grupo LeYa, um dos acontecimentos literários da temporada será a publicação de Cartas ao Capitão Nemo, inédito de Antonio Tabucchi recuperado numa gaveta da casa do escritor. O grupo prepara também livros de duas vencedoras do Nobel da Literatura: Tinta e Sangue, de Han Kang, e Vento do Oriente, Vento do Ocidente, de Pearl S. Buck. Arturo Pérez-Reverte regressa ao Capitão Alatriste com Missão em Paris, enquanto Mathias Enard, Avni Doshi, Howard Jacobson, Susan Choi, Rabih Alameddine e Chigozie Obiama integram igualmente as novidades internacionais.
A ficção portuguesa traz Do Amor e de Outros Fantasmas, de Joana Bértholo, Os Sapatos de Khatchaturian, de Sandro William Junqueira, Sou Uma Multidão Minúscula, de Susana Amaro Velho, e A Ferreirinha, romance biográfico de Maria João da Câmara sobre Antónia Adelaide Ferreira. Na não-ficção, Carlos Fiolhais estreia-se no catálogo da LeYa com Deus e a Ciência — Diálogos para a Salvação do Mundo, Francis Fukuyama chega com as memórias No Reino do Último Homem e José Milhazes publica Porque Não Sou Comunista. A inteligência artificial surge em duas propostas com perspetivas distintas: Se Alguém a Criar Morremos Todos, de Eliezer Yudkowsky e Nate Soares, e Traduzir a IA, de Ricardo Chaves.

Penguin Random House
A Penguin Random House junta nomes consagrados e várias estreias no catálogo. Entre os internacionais estão Jon Fosse, Karina Sainz Borgo, László Krasznahorkai, Leïla Slimani, Roberto Saviano, Kiran Desai e Mircea Cărtărescu; entre os portugueses, Afonso Cruz, Andreia C. Faria, Hugo Gonçalves, João Tordo, João Zamith e Catarina Barros. Setembro traz, entre outros, Nazarena, de Karina Sainz Borgo, Guerra e Guerra, de Krasznahorkai, e O Império do Fim, de Hugo Gonçalves. Em outubro chegam Nostalgia, estreia de Cărtărescu na Cavalo de Ferro, O Inferno Cheio, de João Tordo, e Canção de Circe, de Afonso Cruz; novembro fica marcado por Hotel Vaim, de Jon Fosse.
Na não-ficção, a oferta percorre política, história, ciência e sociedade. Charles Spencer escreve sobre a irmã em O Canto do Cisne: Diana, a minha irmã; Slavoj Žižek aborda os Fascismos Liberais; Benjamin Moser escreve uma história do antissionismo; e Cory Doctorow olha para a degradação das plataformas e serviços digitais em Merdificação de Quase Tudo. Entre os autores portugueses, Eduardo Sá parte do acidente que mudou a sua vida para escrever Um Pássaro Quando Pousa Nunca Deixa de Voar.

Grupo BertrandCírculo
O Grupo BertrandCírculo leva até ao final do ano quase uma centena de títulos, com uma das principais novidades a chegar do Brasil: Um Defeito de Cor, de Ana Maria Gonçalves, é publicado em Portugal pela Bertrand Editora. Francisco Louçã regressa com o segundo volume de Imaginação, dedicado a utopias, ciências e vida quotidiana, enquanto Mariana Mazzucato propõe repensar a economia em Economia do Bem Comum. Em novembro chega ainda História Global da Monarquia Portuguesa, com direção de José Eduardo Franco e coordenação de Paulo Drumond Braga.
Na Quetzal estão previstos novos textos de José Eduardo Agualusa e José Luís Peixoto, uma obra inédita de J. Rentes de Carvalho, Voltas e Disfarces; De Olhos Abertos, de Julian Barnes, e Breves Entrevistas a Homens Hediondos, de David Foster Wallace. Sérgio Godinho regressa também à escrita com Memória de Duas Prisões no Brasil (e outras cenas da vida corrente). Na área do pensamento, Ricardo Paes Mamede publica Política Industrial, dedicado às vantagens, limites e dilemas da intervenção do Estado na economia.

Grupo Infinito Particular
Entre setembro e dezembro, o Grupo Infinito Particular cruza ficção comercial, ficção científica e não-ficção. É Tempo de Morangos de Bruna Martiolli sai para as bancas a 17 de setembro.Continuando com sotaque brasileiro: Carla Madeira, autora de Tudo é Rio, chega às livrarias portuguesas com Quando, enquanto outubro marca a estreia da chancela Asteroide com Leviathan Wakes, de James S. A. Corey, primeiro volume da saga The Expanse. No mesmo mês chegam História de Taipé, de R. F. Kuang, e A Divisão de Antimemética Não Existe, de qntm.
Em novembro, Economia Moral, do Nobel da Economia Alvin E. Roth, procura usar as ferramentas da economia para pensar dilemas morais, enquanto The Message, de Ta-Nehisi Coates, cruza memória, identidade e história. The Thinking Machine, de Stephen Witt, centra-se em Jensen Huang e na Nvidia e acompanha a empresa no contexto da revolução da inteligência artificial. Para dezembro fica, entre outros títulos, Whistler, de Ann Patchett.

Tinta da China
A Tinta da China concentra as novidades já comunicadas em setembro e volta a cruzar história, política, artes e pensamento. José Pedro Castanheira publica o segundo volume de Histórias da PIDE; Bruno Carriço Reis e José Ricardo Carvalheiro coordenam O Pensamento Sociológico da Comunicação; e Pides na Grelha, de Francisco Nicholson, Edgar Gonçalves Preto e Mário Alberto, recupera outro olhar sobre a polícia política. Filipa Lowndes Vicente assina A Arte Sem História, enquanto Tiago Rodrigues publica A Distância, peça estreada no Festival d’Avignon em 2025.

Gradiva
A Gradiva entra na rentrée com uma nova coleção de ficção exclusivamente dedicada a vencedores do Nobel da Literatura. Os primeiros títulos são O Africano, de J. M. G. Le Clézio, inédito em Portugal, e O Muro, de Jean-Paul Sartre, estando já previstos livros de Kazuo Ishiguro e John Steinbeck. Richard Dawkins regressa à Ciência Aberta com O Livro Genético dos Mortos — Um Devaneio Darwiniano, e Kenneth Clark assina Civilização — O Contributo da Europa para a Civilização Universal. A editora estreia ainda a chancela Alquimia, dedicada a novas tendências de ficção, com Coroa-me Morta, de Liv Zander.

Guerra e Paz
Na Guerra e Paz, setembro traz também uma nova coleção: Pensar Português estreia-se com Portugal na Paz dos Bloqueios — Como nos Habituámos a Viver Abaixo das Nossas Capacidades, de Pedro Gomes Sanches, um ensaio que atravessa temas como demografia, habitação, emigração, imigração, saúde e educação. A história surge em Atlas Histórico do Portugal Revolucionário, de José Matos, enquanto a chancela Crisântemo aposta na saúde com Tratamento para Emagrecer: do Neolítico à Nova Era das Injecções, da endocrinologista Isabel do Carmo, e Um Coração sem Segredos, da cardiologista Vânia Ribeiro.

No conjunto, a rentrée de 2026 parece menos marcada por uma única tendência do que pela coexistência de várias. Os grandes nomes internacionais continuam a ocupar espaço, a ficção portuguesa mantém uma presença relevante e a não-ficção acompanha alguns dos assuntos que dominam a conversa pública, da inteligência artificial à política, da desigualdade à saúde mental. Entre novidades absolutas, inéditos recuperados e regressos de autores conhecidos, há matéria para chegar ao final do ano com a mesa de cabeceira cheia.




