
#Conhecimento
Jovens propõem soluções sustentáveis para Loulé, Sintra e Torres Vedras
Melhores transportes públicos, mais ciclovias, hortas urbanas, telhados verdes e novas soluções para a gestão de resíduos. São essas as propostas dos jovens de Loulé, Sintra e Torres Vedras, convidados a pensar em respostas concretas para tornar as suas cidades mais sustentáveis e preparadas para os impactos das alterações climáticas. As propostas entram agora numa nova fase: a votação dos próprios cidadãos.
A iniciativa integra a campanha We Love Solutions, da WWF, desenvolvida no âmbito do projeto europeu LIFE ASAP – Accelerated Sub-national Climate Action and Participation. O objetivo é aproximar cidadãos, comunidades e autoridades locais da definição de respostas para os desafios climáticos, levando a discussão para lá dos técnicos e decisores políticos. Depois de uma edição piloto, em 2024, com Almada, Braga e Cascais, o projeto chegou este ano a três novos municípios.
Que propostas?
Em Loulé, estudantes do 12.º ano da Escola Secundária de Loulé concentraram parte das propostas na mobilidade. Entre as ideias estão a expansão e requalificação da rede ciclável, sobretudo junto às escolas e nos principais eixos urbanos, a criação de um sistema público de bicicletas partilhadas e a melhoria das ligações de transportes públicos entre a cidade e as freguesias periféricas. Os jovens defendem também mais ecopontos e contentores, hortas urbanas e comunitárias e novas áreas verdes, incluindo corredores e telhados verdes.
Em Sintra, as propostas foram desenvolvidas por estudantes do Iscte-Sintra e incluem a criação de estufas em coberturas e jardins verticais hidropónicos, combinados com energia solar e aproveitamento de águas pluviais. A produção local de alimentos surge aqui como forma de reduzir a dependência de cadeias de abastecimento mais longas e, consequentemente, alguns dos custos e impactos ambientais associados.
Os participantes de Sintra propõem ainda uma aplicação móvel dedicada à separação e deposição de resíduos, com sistemas de recompensa destinados a incentivar comportamentos mais sustentáveis. Outra ideia passa pela requalificação de um edifício no centro da vila para criar um espaço sociocultural dirigido à comunidade e, em particular, aos jovens, integrando áreas verdes, produção de energia renovável e atividades educativas e ambientais.
Já em Torres Vedras, estudantes do Instituto Politécnico de Leiria – Núcleo de Torres Vedras colocaram o transporte público entre as prioridades. Propõem maior frequência e cobertura das ligações entre o centro urbano e freguesias periféricas, melhores condições para competir com a utilização do automóvel e uma expansão da infraestrutura de apoio à mobilidade elétrica. A criação e qualificação de espaços verdes aparece também entre as soluções apresentadas.
Votações abertas
As propostas resultaram de workshops com jovens entre os 16 e os 19 anos, dedicados a temas como transporte, energia, mobilidade, alimentação e espaços verdes. A partir de hoje, ficam disponíveis durante 30 dias para votação pública na plataforma da campanha. O objetivo é perceber quais as soluções que encontram maior apoio junto de quem vive nos três municípios e fazer chegar esse resultado às autoridades locais.
“A ação climática ganha força quando quem vive as cidades também participa na construção das soluções. Os jovens têm ideias concretas para os desafios que encontram todos os dias. O nosso papel é criar espaço para que essas ideias sejam ouvidas, cheguem a quem decide e possam transformar-se em ação”, explica Bianca Mattos, Coordenadora de Políticas e Clima da WWF Portugal.
É precisamente nesse último passo que estará o teste ao projeto. Pedir ideias e submetê-las a votação cria participação; perceber quantas conseguem, depois, entrar em políticas, investimentos ou decisões municipais permitirá avaliar o impacto real da iniciativa. Por agora, Loulé, Sintra e Torres Vedras têm em cima da mesa um conjunto de propostas desenhadas por quem irá viver durante mais tempo com as consequências das escolhas climáticas feitas hoje.
(C) Foto de Nerea Martí Sesarino na Unsplash

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Jovens propõem soluções sustentáveis para Loulé, Sintra e Torres Vedras
Melhores transportes públicos, mais ciclovias, hortas urbanas, telhados verdes e novas soluções para a gestão de resíduos. São essas as propostas dos jovens de Loulé, Sintra e Torres Vedras, convidados a pensar em respostas concretas para tornar as suas cidades mais sustentáveis e preparadas para os impactos das alterações climáticas. As propostas entram agora numa nova fase: a votação dos próprios cidadãos.
A iniciativa integra a campanha We Love Solutions, da WWF, desenvolvida no âmbito do projeto europeu LIFE ASAP – Accelerated Sub-national Climate Action and Participation. O objetivo é aproximar cidadãos, comunidades e autoridades locais da definição de respostas para os desafios climáticos, levando a discussão para lá dos técnicos e decisores políticos. Depois de uma edição piloto, em 2024, com Almada, Braga e Cascais, o projeto chegou este ano a três novos municípios.
Que propostas?
Em Loulé, estudantes do 12.º ano da Escola Secundária de Loulé concentraram parte das propostas na mobilidade. Entre as ideias estão a expansão e requalificação da rede ciclável, sobretudo junto às escolas e nos principais eixos urbanos, a criação de um sistema público de bicicletas partilhadas e a melhoria das ligações de transportes públicos entre a cidade e as freguesias periféricas. Os jovens defendem também mais ecopontos e contentores, hortas urbanas e comunitárias e novas áreas verdes, incluindo corredores e telhados verdes.
Em Sintra, as propostas foram desenvolvidas por estudantes do Iscte-Sintra e incluem a criação de estufas em coberturas e jardins verticais hidropónicos, combinados com energia solar e aproveitamento de águas pluviais. A produção local de alimentos surge aqui como forma de reduzir a dependência de cadeias de abastecimento mais longas e, consequentemente, alguns dos custos e impactos ambientais associados.
Os participantes de Sintra propõem ainda uma aplicação móvel dedicada à separação e deposição de resíduos, com sistemas de recompensa destinados a incentivar comportamentos mais sustentáveis. Outra ideia passa pela requalificação de um edifício no centro da vila para criar um espaço sociocultural dirigido à comunidade e, em particular, aos jovens, integrando áreas verdes, produção de energia renovável e atividades educativas e ambientais.
Já em Torres Vedras, estudantes do Instituto Politécnico de Leiria – Núcleo de Torres Vedras colocaram o transporte público entre as prioridades. Propõem maior frequência e cobertura das ligações entre o centro urbano e freguesias periféricas, melhores condições para competir com a utilização do automóvel e uma expansão da infraestrutura de apoio à mobilidade elétrica. A criação e qualificação de espaços verdes aparece também entre as soluções apresentadas.
Votações abertas
As propostas resultaram de workshops com jovens entre os 16 e os 19 anos, dedicados a temas como transporte, energia, mobilidade, alimentação e espaços verdes. A partir de hoje, ficam disponíveis durante 30 dias para votação pública na plataforma da campanha. O objetivo é perceber quais as soluções que encontram maior apoio junto de quem vive nos três municípios e fazer chegar esse resultado às autoridades locais.
“A ação climática ganha força quando quem vive as cidades também participa na construção das soluções. Os jovens têm ideias concretas para os desafios que encontram todos os dias. O nosso papel é criar espaço para que essas ideias sejam ouvidas, cheguem a quem decide e possam transformar-se em ação”, explica Bianca Mattos, Coordenadora de Políticas e Clima da WWF Portugal.
É precisamente nesse último passo que estará o teste ao projeto. Pedir ideias e submetê-las a votação cria participação; perceber quantas conseguem, depois, entrar em políticas, investimentos ou decisões municipais permitirá avaliar o impacto real da iniciativa. Por agora, Loulé, Sintra e Torres Vedras têm em cima da mesa um conjunto de propostas desenhadas por quem irá viver durante mais tempo com as consequências das escolhas climáticas feitas hoje.
(C) Foto de Nerea Martí Sesarino na Unsplash

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Jovens propõem soluções sustentáveis para Loulé, Sintra e Torres Vedras
Melhores transportes públicos, mais ciclovias, hortas urbanas, telhados verdes e novas soluções para a gestão de resíduos. São essas as propostas dos jovens de Loulé, Sintra e Torres Vedras, convidados a pensar em respostas concretas para tornar as suas cidades mais sustentáveis e preparadas para os impactos das alterações climáticas. As propostas entram agora numa nova fase: a votação dos próprios cidadãos.
A iniciativa integra a campanha We Love Solutions, da WWF, desenvolvida no âmbito do projeto europeu LIFE ASAP – Accelerated Sub-national Climate Action and Participation. O objetivo é aproximar cidadãos, comunidades e autoridades locais da definição de respostas para os desafios climáticos, levando a discussão para lá dos técnicos e decisores políticos. Depois de uma edição piloto, em 2024, com Almada, Braga e Cascais, o projeto chegou este ano a três novos municípios.
Que propostas?
Em Loulé, estudantes do 12.º ano da Escola Secundária de Loulé concentraram parte das propostas na mobilidade. Entre as ideias estão a expansão e requalificação da rede ciclável, sobretudo junto às escolas e nos principais eixos urbanos, a criação de um sistema público de bicicletas partilhadas e a melhoria das ligações de transportes públicos entre a cidade e as freguesias periféricas. Os jovens defendem também mais ecopontos e contentores, hortas urbanas e comunitárias e novas áreas verdes, incluindo corredores e telhados verdes.
Em Sintra, as propostas foram desenvolvidas por estudantes do Iscte-Sintra e incluem a criação de estufas em coberturas e jardins verticais hidropónicos, combinados com energia solar e aproveitamento de águas pluviais. A produção local de alimentos surge aqui como forma de reduzir a dependência de cadeias de abastecimento mais longas e, consequentemente, alguns dos custos e impactos ambientais associados.
Os participantes de Sintra propõem ainda uma aplicação móvel dedicada à separação e deposição de resíduos, com sistemas de recompensa destinados a incentivar comportamentos mais sustentáveis. Outra ideia passa pela requalificação de um edifício no centro da vila para criar um espaço sociocultural dirigido à comunidade e, em particular, aos jovens, integrando áreas verdes, produção de energia renovável e atividades educativas e ambientais.
Já em Torres Vedras, estudantes do Instituto Politécnico de Leiria – Núcleo de Torres Vedras colocaram o transporte público entre as prioridades. Propõem maior frequência e cobertura das ligações entre o centro urbano e freguesias periféricas, melhores condições para competir com a utilização do automóvel e uma expansão da infraestrutura de apoio à mobilidade elétrica. A criação e qualificação de espaços verdes aparece também entre as soluções apresentadas.
Votações abertas
As propostas resultaram de workshops com jovens entre os 16 e os 19 anos, dedicados a temas como transporte, energia, mobilidade, alimentação e espaços verdes. A partir de hoje, ficam disponíveis durante 30 dias para votação pública na plataforma da campanha. O objetivo é perceber quais as soluções que encontram maior apoio junto de quem vive nos três municípios e fazer chegar esse resultado às autoridades locais.
“A ação climática ganha força quando quem vive as cidades também participa na construção das soluções. Os jovens têm ideias concretas para os desafios que encontram todos os dias. O nosso papel é criar espaço para que essas ideias sejam ouvidas, cheguem a quem decide e possam transformar-se em ação”, explica Bianca Mattos, Coordenadora de Políticas e Clima da WWF Portugal.
É precisamente nesse último passo que estará o teste ao projeto. Pedir ideias e submetê-las a votação cria participação; perceber quantas conseguem, depois, entrar em políticas, investimentos ou decisões municipais permitirá avaliar o impacto real da iniciativa. Por agora, Loulé, Sintra e Torres Vedras têm em cima da mesa um conjunto de propostas desenhadas por quem irá viver durante mais tempo com as consequências das escolhas climáticas feitas hoje.
(C) Foto de Nerea Martí Sesarino na Unsplash

#Conhecimento
Jovens propõem soluções sustentáveis para Loulé, Sintra e Torres Vedras
Melhores transportes públicos, mais ciclovias, hortas urbanas, telhados verdes e novas soluções para a gestão de resíduos. São essas as propostas dos jovens de Loulé, Sintra e Torres Vedras, convidados a pensar em respostas concretas para tornar as suas cidades mais sustentáveis e preparadas para os impactos das alterações climáticas. As propostas entram agora numa nova fase: a votação dos próprios cidadãos.
A iniciativa integra a campanha We Love Solutions, da WWF, desenvolvida no âmbito do projeto europeu LIFE ASAP – Accelerated Sub-national Climate Action and Participation. O objetivo é aproximar cidadãos, comunidades e autoridades locais da definição de respostas para os desafios climáticos, levando a discussão para lá dos técnicos e decisores políticos. Depois de uma edição piloto, em 2024, com Almada, Braga e Cascais, o projeto chegou este ano a três novos municípios.
Que propostas?
Em Loulé, estudantes do 12.º ano da Escola Secundária de Loulé concentraram parte das propostas na mobilidade. Entre as ideias estão a expansão e requalificação da rede ciclável, sobretudo junto às escolas e nos principais eixos urbanos, a criação de um sistema público de bicicletas partilhadas e a melhoria das ligações de transportes públicos entre a cidade e as freguesias periféricas. Os jovens defendem também mais ecopontos e contentores, hortas urbanas e comunitárias e novas áreas verdes, incluindo corredores e telhados verdes.
Em Sintra, as propostas foram desenvolvidas por estudantes do Iscte-Sintra e incluem a criação de estufas em coberturas e jardins verticais hidropónicos, combinados com energia solar e aproveitamento de águas pluviais. A produção local de alimentos surge aqui como forma de reduzir a dependência de cadeias de abastecimento mais longas e, consequentemente, alguns dos custos e impactos ambientais associados.
Os participantes de Sintra propõem ainda uma aplicação móvel dedicada à separação e deposição de resíduos, com sistemas de recompensa destinados a incentivar comportamentos mais sustentáveis. Outra ideia passa pela requalificação de um edifício no centro da vila para criar um espaço sociocultural dirigido à comunidade e, em particular, aos jovens, integrando áreas verdes, produção de energia renovável e atividades educativas e ambientais.
Já em Torres Vedras, estudantes do Instituto Politécnico de Leiria – Núcleo de Torres Vedras colocaram o transporte público entre as prioridades. Propõem maior frequência e cobertura das ligações entre o centro urbano e freguesias periféricas, melhores condições para competir com a utilização do automóvel e uma expansão da infraestrutura de apoio à mobilidade elétrica. A criação e qualificação de espaços verdes aparece também entre as soluções apresentadas.
Votações abertas
As propostas resultaram de workshops com jovens entre os 16 e os 19 anos, dedicados a temas como transporte, energia, mobilidade, alimentação e espaços verdes. A partir de hoje, ficam disponíveis durante 30 dias para votação pública na plataforma da campanha. O objetivo é perceber quais as soluções que encontram maior apoio junto de quem vive nos três municípios e fazer chegar esse resultado às autoridades locais.
“A ação climática ganha força quando quem vive as cidades também participa na construção das soluções. Os jovens têm ideias concretas para os desafios que encontram todos os dias. O nosso papel é criar espaço para que essas ideias sejam ouvidas, cheguem a quem decide e possam transformar-se em ação”, explica Bianca Mattos, Coordenadora de Políticas e Clima da WWF Portugal.
É precisamente nesse último passo que estará o teste ao projeto. Pedir ideias e submetê-las a votação cria participação; perceber quantas conseguem, depois, entrar em políticas, investimentos ou decisões municipais permitirá avaliar o impacto real da iniciativa. Por agora, Loulé, Sintra e Torres Vedras têm em cima da mesa um conjunto de propostas desenhadas por quem irá viver durante mais tempo com as consequências das escolhas climáticas feitas hoje.




