
#Conhecimento
Custos impedem jovens portugueses de agir pelo clima
Os jovens portugueses reconhecem a gravidade das alterações climáticas e mostram disponibilidade para mudar comportamentos. A passagem da preocupação à ação continua, porém, limitada pelo custo de vida, pelo preço das soluções sustentáveis e pela falta de condições concretas. As conclusões fazem parte de um estudo nacional da Fundação EDP e da The Equator Company, realizado junto de jovens entre os 18 e os 25 anos.
Mais de 86% dos inquiridos identificam a atividade humana como a principal causa das alterações climáticas, 84% acreditam que estas vão afetar as suas vidas e 80% dizem estar disponíveis para alterar hábitos. Na prática, cada jovem adota, em média, cinco medidas de sustentabilidade e 46% refere ter implementado quatro ou menos.
As barreiras económicas surgem entre as principais explicações para esta diferença. Quase metade dos jovens aponta as preocupações com o custo de vida, enquanto 46% identifica o preço das alternativas sustentáveis como um obstáculo. A maioria entende também que as mudanças mais significativas dependem de decisões políticas e económicas: o Governo é considerado o principal responsável pela resposta climática, seguido pela União Europeia e pelas Nações Unidas.
O estudo revela ainda uma oportunidade para o mercado de trabalho. Cerca de 43% dos jovens afirma que gostaria muito de trabalhar em áreas ligadas à sustentabilidade, embora muitos não conheçam profissões concretas ou percursos de formação associados à transição ecológica. A falta de informação impede, assim, que o interesse pelo tema se transforme em escolhas académicas e profissionais.
A escola e a universidade são reconhecidas como fontes relevantes de conhecimento, com 56% dos participantes a considerar que contribuíram para decisões mais informadas. A abordagem continua, contudo, pouco ligada às dimensões económicas, tecnológicas e profissionais da sustentabilidade, deixando por explicar como a transição pode gerar emprego, novos negócios e oportunidades de carreira.
A comunicação é outro dos desafios identificados. Os jovens rejeitam discursos alarmistas, moralistas ou excessivamente polarizados e procuram informação científica, prática e aplicável às suas rotinas. Para Vanda Martins, diretora de Inovação Social da Fundação EDP, o desafio passa por “criar condições para que essa consciência se transforme em ação”, através de oportunidades mais acessíveis, próximas dos territórios e com resultados visíveis.
(C) Foto de Guillaume de Germain na Unsplash

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Custos impedem jovens portugueses de agir pelo clima
Os jovens portugueses reconhecem a gravidade das alterações climáticas e mostram disponibilidade para mudar comportamentos. A passagem da preocupação à ação continua, porém, limitada pelo custo de vida, pelo preço das soluções sustentáveis e pela falta de condições concretas. As conclusões fazem parte de um estudo nacional da Fundação EDP e da The Equator Company, realizado junto de jovens entre os 18 e os 25 anos.
Mais de 86% dos inquiridos identificam a atividade humana como a principal causa das alterações climáticas, 84% acreditam que estas vão afetar as suas vidas e 80% dizem estar disponíveis para alterar hábitos. Na prática, cada jovem adota, em média, cinco medidas de sustentabilidade e 46% refere ter implementado quatro ou menos.
As barreiras económicas surgem entre as principais explicações para esta diferença. Quase metade dos jovens aponta as preocupações com o custo de vida, enquanto 46% identifica o preço das alternativas sustentáveis como um obstáculo. A maioria entende também que as mudanças mais significativas dependem de decisões políticas e económicas: o Governo é considerado o principal responsável pela resposta climática, seguido pela União Europeia e pelas Nações Unidas.
O estudo revela ainda uma oportunidade para o mercado de trabalho. Cerca de 43% dos jovens afirma que gostaria muito de trabalhar em áreas ligadas à sustentabilidade, embora muitos não conheçam profissões concretas ou percursos de formação associados à transição ecológica. A falta de informação impede, assim, que o interesse pelo tema se transforme em escolhas académicas e profissionais.
A escola e a universidade são reconhecidas como fontes relevantes de conhecimento, com 56% dos participantes a considerar que contribuíram para decisões mais informadas. A abordagem continua, contudo, pouco ligada às dimensões económicas, tecnológicas e profissionais da sustentabilidade, deixando por explicar como a transição pode gerar emprego, novos negócios e oportunidades de carreira.
A comunicação é outro dos desafios identificados. Os jovens rejeitam discursos alarmistas, moralistas ou excessivamente polarizados e procuram informação científica, prática e aplicável às suas rotinas. Para Vanda Martins, diretora de Inovação Social da Fundação EDP, o desafio passa por “criar condições para que essa consciência se transforme em ação”, através de oportunidades mais acessíveis, próximas dos territórios e com resultados visíveis.
(C) Foto de Guillaume de Germain na Unsplash

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Custos impedem jovens portugueses de agir pelo clima
Os jovens portugueses reconhecem a gravidade das alterações climáticas e mostram disponibilidade para mudar comportamentos. A passagem da preocupação à ação continua, porém, limitada pelo custo de vida, pelo preço das soluções sustentáveis e pela falta de condições concretas. As conclusões fazem parte de um estudo nacional da Fundação EDP e da The Equator Company, realizado junto de jovens entre os 18 e os 25 anos.
Mais de 86% dos inquiridos identificam a atividade humana como a principal causa das alterações climáticas, 84% acreditam que estas vão afetar as suas vidas e 80% dizem estar disponíveis para alterar hábitos. Na prática, cada jovem adota, em média, cinco medidas de sustentabilidade e 46% refere ter implementado quatro ou menos.
As barreiras económicas surgem entre as principais explicações para esta diferença. Quase metade dos jovens aponta as preocupações com o custo de vida, enquanto 46% identifica o preço das alternativas sustentáveis como um obstáculo. A maioria entende também que as mudanças mais significativas dependem de decisões políticas e económicas: o Governo é considerado o principal responsável pela resposta climática, seguido pela União Europeia e pelas Nações Unidas.
O estudo revela ainda uma oportunidade para o mercado de trabalho. Cerca de 43% dos jovens afirma que gostaria muito de trabalhar em áreas ligadas à sustentabilidade, embora muitos não conheçam profissões concretas ou percursos de formação associados à transição ecológica. A falta de informação impede, assim, que o interesse pelo tema se transforme em escolhas académicas e profissionais.
A escola e a universidade são reconhecidas como fontes relevantes de conhecimento, com 56% dos participantes a considerar que contribuíram para decisões mais informadas. A abordagem continua, contudo, pouco ligada às dimensões económicas, tecnológicas e profissionais da sustentabilidade, deixando por explicar como a transição pode gerar emprego, novos negócios e oportunidades de carreira.
A comunicação é outro dos desafios identificados. Os jovens rejeitam discursos alarmistas, moralistas ou excessivamente polarizados e procuram informação científica, prática e aplicável às suas rotinas. Para Vanda Martins, diretora de Inovação Social da Fundação EDP, o desafio passa por “criar condições para que essa consciência se transforme em ação”, através de oportunidades mais acessíveis, próximas dos territórios e com resultados visíveis.
(C) Foto de Guillaume de Germain na Unsplash

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Custos impedem jovens portugueses de agir pelo clima
Os jovens portugueses reconhecem a gravidade das alterações climáticas e mostram disponibilidade para mudar comportamentos. A passagem da preocupação à ação continua, porém, limitada pelo custo de vida, pelo preço das soluções sustentáveis e pela falta de condições concretas. As conclusões fazem parte de um estudo nacional da Fundação EDP e da The Equator Company, realizado junto de jovens entre os 18 e os 25 anos.
Mais de 86% dos inquiridos identificam a atividade humana como a principal causa das alterações climáticas, 84% acreditam que estas vão afetar as suas vidas e 80% dizem estar disponíveis para alterar hábitos. Na prática, cada jovem adota, em média, cinco medidas de sustentabilidade e 46% refere ter implementado quatro ou menos.
As barreiras económicas surgem entre as principais explicações para esta diferença. Quase metade dos jovens aponta as preocupações com o custo de vida, enquanto 46% identifica o preço das alternativas sustentáveis como um obstáculo. A maioria entende também que as mudanças mais significativas dependem de decisões políticas e económicas: o Governo é considerado o principal responsável pela resposta climática, seguido pela União Europeia e pelas Nações Unidas.
O estudo revela ainda uma oportunidade para o mercado de trabalho. Cerca de 43% dos jovens afirma que gostaria muito de trabalhar em áreas ligadas à sustentabilidade, embora muitos não conheçam profissões concretas ou percursos de formação associados à transição ecológica. A falta de informação impede, assim, que o interesse pelo tema se transforme em escolhas académicas e profissionais.
A escola e a universidade são reconhecidas como fontes relevantes de conhecimento, com 56% dos participantes a considerar que contribuíram para decisões mais informadas. A abordagem continua, contudo, pouco ligada às dimensões económicas, tecnológicas e profissionais da sustentabilidade, deixando por explicar como a transição pode gerar emprego, novos negócios e oportunidades de carreira.
A comunicação é outro dos desafios identificados. Os jovens rejeitam discursos alarmistas, moralistas ou excessivamente polarizados e procuram informação científica, prática e aplicável às suas rotinas. Para Vanda Martins, diretora de Inovação Social da Fundação EDP, o desafio passa por “criar condições para que essa consciência se transforme em ação”, através de oportunidades mais acessíveis, próximas dos territórios e com resultados visíveis.




