
#Motivação
Instagram Plus: anúncio abre nova discussão sobre alcance, criadores e subscrições
Adam Mosseri, responsável máximo do Instagram, publicou ontem um vídeo para apresentar o Instagram Plus, uma nova proposta de subscrição associada a “pequenos extras” dentro da plataforma. A caixa de comentários incendiou-se.
No vídeo, o responsável descreve funcionalidades como a possibilidade de prolongar stories de 24 para 48 horas, pesquisar na lista de quem viu as stories e pré-visualizar conteúdos através de um toque longo, sem que essa ação seja sinalizada.
A apresentação segue um tom leve, quase casual, com Mosseri a enquadrar o Instagram Plus como um conjunto de ferramentas adicionais para quem “quer um pouco mais do Instagram”. A certa altura, explica que a plataforma está a alargar o programa de subscrição da Meta Verified para “profissionais” do Instagram, dando a entender que o novo modelo se dirige sobretudo a utilizadores que trabalham com a aplicação ou dependem dela para construir presença, comunidade e negócio.
A reação, no entanto, foi pouco entusiasta. Nos comentários ao vídeo, vários utilizadores questionaram a utilidade das novas funcionalidades e apontaram para uma tensão recorrente: antes de vender extras, dizem, o Instagram deveria resolver problemas de base, como o alcance orgânico, a entrega de conteúdos aos seguidores e a relação económica com os criadores.
A crítica mais repetida pode resumir-se numa ideia: os utilizadores querem que os conteúdos cheguem a quem já decidiu segui-los.
Num dos comentários, alguém pergunta se não seria possível ter um “Instagram básico”, onde os seguidores vissem aquilo que é publicado. Noutro, a frustração é ainda mais direta: os stories deveriam chegar primeiro aos seguidores atuais, antes de a plataforma propor novas camadas pagas.
Há também quem veja as novas funcionalidades como pouco prioritárias. A possibilidade de pesquisar listas de quem viu stories de forma mais discreta foi recebida por alguns como uma ferramenta com contornos de “stalking”. Outros classificaram o pacote como pouco útil ou excessivamente focado em comportamentos sociais que não resolvem o problema central de quem cria conteúdo: ser visto.
A discussão ganhou ainda uma dimensão económica. Vários comentários criticam o facto de a plataforma continuar a desenvolver novas formas de monetização sem, segundo esses utilizadores, garantir uma compensação direta aos criadores. A ideia aparece de forma recorrente: são os criadores que alimentam a aplicação, produzem conteúdo e mantêm a atenção dos públicos, enquanto as novas receitas continuam concentradas na própria plataforma.
Para pequenos negócios e profissionais independentes, a questão é especialmente sensível. Um dos comentários defende que muitos estariam dispostos a pagar por uma funcionalidade que aumentasse a visibilidade real dos seus conteúdos, desde que isso se traduzisse em mais pessoas alcançadas e, potencialmente, mais negócio. A crítica implícita é clara: pagar para saber quem reviu stories parece menos relevante do que pagar por ferramentas que ajudem a recuperar distribuição.
O episódio mostra uma tensão cada vez mais difícil de ignorar.
De um lado, empresas tecnológicas procuram novas fontes de receita através de subscrições, funcionalidades premium e serviços pagos. Do outro, criadores e marcas sentem que estão a pagar (em tempo, produção, anúncios e agora possíveis subscrições) para operar dentro de sistemas cujo funcionamento continua opaco.
O problema não está apenas no Instagram Plus. Está na perceção de desalinhamento entre aquilo que a plataforma quer vender e aquilo que a comunidade diz precisar. Mosseri apresentou o produto como uma camada de conveniência e diversão. A caixa de comentários respondeu com um diagnóstico de mercado: menos extras, mais alcance; menos funcionalidades paralelas, mais previsibilidade; menos subscrições, mais retorno para quem cria.
Para marcas, criadores e negócios, a lição é simples. Cada nova funcionalidade lançada por uma plataforma já não é avaliada apenas pelo que permite fazer, mas pelo contexto em que surge. Num ambiente em que o alcance orgânico é instável e a dependência das redes sociais continua elevada, qualquer proposta paga tende a ser lida como mais uma peça numa relação desequilibrada. O Instagram Plus pode até oferecer novas ferramentas, mas a reação ao vídeo mostra que, para muitos utilizadores, a pergunta principal continua por responder: quem beneficia primeiro?
(C) Foto de Shutter Speed na Unsplash

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Instagram Plus: anúncio abre nova discussão sobre alcance, criadores e subscrições
Adam Mosseri, responsável máximo do Instagram, publicou ontem um vídeo para apresentar o Instagram Plus, uma nova proposta de subscrição associada a “pequenos extras” dentro da plataforma. A caixa de comentários incendiou-se.
No vídeo, o responsável descreve funcionalidades como a possibilidade de prolongar stories de 24 para 48 horas, pesquisar na lista de quem viu as stories e pré-visualizar conteúdos através de um toque longo, sem que essa ação seja sinalizada.
A apresentação segue um tom leve, quase casual, com Mosseri a enquadrar o Instagram Plus como um conjunto de ferramentas adicionais para quem “quer um pouco mais do Instagram”. A certa altura, explica que a plataforma está a alargar o programa de subscrição da Meta Verified para “profissionais” do Instagram, dando a entender que o novo modelo se dirige sobretudo a utilizadores que trabalham com a aplicação ou dependem dela para construir presença, comunidade e negócio.
A reação, no entanto, foi pouco entusiasta. Nos comentários ao vídeo, vários utilizadores questionaram a utilidade das novas funcionalidades e apontaram para uma tensão recorrente: antes de vender extras, dizem, o Instagram deveria resolver problemas de base, como o alcance orgânico, a entrega de conteúdos aos seguidores e a relação económica com os criadores.
A crítica mais repetida pode resumir-se numa ideia: os utilizadores querem que os conteúdos cheguem a quem já decidiu segui-los.
Num dos comentários, alguém pergunta se não seria possível ter um “Instagram básico”, onde os seguidores vissem aquilo que é publicado. Noutro, a frustração é ainda mais direta: os stories deveriam chegar primeiro aos seguidores atuais, antes de a plataforma propor novas camadas pagas.
Há também quem veja as novas funcionalidades como pouco prioritárias. A possibilidade de pesquisar listas de quem viu stories de forma mais discreta foi recebida por alguns como uma ferramenta com contornos de “stalking”. Outros classificaram o pacote como pouco útil ou excessivamente focado em comportamentos sociais que não resolvem o problema central de quem cria conteúdo: ser visto.
A discussão ganhou ainda uma dimensão económica. Vários comentários criticam o facto de a plataforma continuar a desenvolver novas formas de monetização sem, segundo esses utilizadores, garantir uma compensação direta aos criadores. A ideia aparece de forma recorrente: são os criadores que alimentam a aplicação, produzem conteúdo e mantêm a atenção dos públicos, enquanto as novas receitas continuam concentradas na própria plataforma.
Para pequenos negócios e profissionais independentes, a questão é especialmente sensível. Um dos comentários defende que muitos estariam dispostos a pagar por uma funcionalidade que aumentasse a visibilidade real dos seus conteúdos, desde que isso se traduzisse em mais pessoas alcançadas e, potencialmente, mais negócio. A crítica implícita é clara: pagar para saber quem reviu stories parece menos relevante do que pagar por ferramentas que ajudem a recuperar distribuição.
O episódio mostra uma tensão cada vez mais difícil de ignorar.
De um lado, empresas tecnológicas procuram novas fontes de receita através de subscrições, funcionalidades premium e serviços pagos. Do outro, criadores e marcas sentem que estão a pagar (em tempo, produção, anúncios e agora possíveis subscrições) para operar dentro de sistemas cujo funcionamento continua opaco.
O problema não está apenas no Instagram Plus. Está na perceção de desalinhamento entre aquilo que a plataforma quer vender e aquilo que a comunidade diz precisar. Mosseri apresentou o produto como uma camada de conveniência e diversão. A caixa de comentários respondeu com um diagnóstico de mercado: menos extras, mais alcance; menos funcionalidades paralelas, mais previsibilidade; menos subscrições, mais retorno para quem cria.
Para marcas, criadores e negócios, a lição é simples. Cada nova funcionalidade lançada por uma plataforma já não é avaliada apenas pelo que permite fazer, mas pelo contexto em que surge. Num ambiente em que o alcance orgânico é instável e a dependência das redes sociais continua elevada, qualquer proposta paga tende a ser lida como mais uma peça numa relação desequilibrada. O Instagram Plus pode até oferecer novas ferramentas, mas a reação ao vídeo mostra que, para muitos utilizadores, a pergunta principal continua por responder: quem beneficia primeiro?
(C) Foto de Shutter Speed na Unsplash

#Motivação
Instagram Plus: anúncio abre nova discussão sobre alcance, criadores e subscrições
Adam Mosseri, responsável máximo do Instagram, publicou ontem um vídeo para apresentar o Instagram Plus, uma nova proposta de subscrição associada a “pequenos extras” dentro da plataforma. A caixa de comentários incendiou-se.
No vídeo, o responsável descreve funcionalidades como a possibilidade de prolongar stories de 24 para 48 horas, pesquisar na lista de quem viu as stories e pré-visualizar conteúdos através de um toque longo, sem que essa ação seja sinalizada.
A apresentação segue um tom leve, quase casual, com Mosseri a enquadrar o Instagram Plus como um conjunto de ferramentas adicionais para quem “quer um pouco mais do Instagram”. A certa altura, explica que a plataforma está a alargar o programa de subscrição da Meta Verified para “profissionais” do Instagram, dando a entender que o novo modelo se dirige sobretudo a utilizadores que trabalham com a aplicação ou dependem dela para construir presença, comunidade e negócio.
A reação, no entanto, foi pouco entusiasta. Nos comentários ao vídeo, vários utilizadores questionaram a utilidade das novas funcionalidades e apontaram para uma tensão recorrente: antes de vender extras, dizem, o Instagram deveria resolver problemas de base, como o alcance orgânico, a entrega de conteúdos aos seguidores e a relação económica com os criadores.
A crítica mais repetida pode resumir-se numa ideia: os utilizadores querem que os conteúdos cheguem a quem já decidiu segui-los.
Num dos comentários, alguém pergunta se não seria possível ter um “Instagram básico”, onde os seguidores vissem aquilo que é publicado. Noutro, a frustração é ainda mais direta: os stories deveriam chegar primeiro aos seguidores atuais, antes de a plataforma propor novas camadas pagas.
Há também quem veja as novas funcionalidades como pouco prioritárias. A possibilidade de pesquisar listas de quem viu stories de forma mais discreta foi recebida por alguns como uma ferramenta com contornos de “stalking”. Outros classificaram o pacote como pouco útil ou excessivamente focado em comportamentos sociais que não resolvem o problema central de quem cria conteúdo: ser visto.
A discussão ganhou ainda uma dimensão económica. Vários comentários criticam o facto de a plataforma continuar a desenvolver novas formas de monetização sem, segundo esses utilizadores, garantir uma compensação direta aos criadores. A ideia aparece de forma recorrente: são os criadores que alimentam a aplicação, produzem conteúdo e mantêm a atenção dos públicos, enquanto as novas receitas continuam concentradas na própria plataforma.
Para pequenos negócios e profissionais independentes, a questão é especialmente sensível. Um dos comentários defende que muitos estariam dispostos a pagar por uma funcionalidade que aumentasse a visibilidade real dos seus conteúdos, desde que isso se traduzisse em mais pessoas alcançadas e, potencialmente, mais negócio. A crítica implícita é clara: pagar para saber quem reviu stories parece menos relevante do que pagar por ferramentas que ajudem a recuperar distribuição.
O episódio mostra uma tensão cada vez mais difícil de ignorar.
De um lado, empresas tecnológicas procuram novas fontes de receita através de subscrições, funcionalidades premium e serviços pagos. Do outro, criadores e marcas sentem que estão a pagar (em tempo, produção, anúncios e agora possíveis subscrições) para operar dentro de sistemas cujo funcionamento continua opaco.
O problema não está apenas no Instagram Plus. Está na perceção de desalinhamento entre aquilo que a plataforma quer vender e aquilo que a comunidade diz precisar. Mosseri apresentou o produto como uma camada de conveniência e diversão. A caixa de comentários respondeu com um diagnóstico de mercado: menos extras, mais alcance; menos funcionalidades paralelas, mais previsibilidade; menos subscrições, mais retorno para quem cria.
Para marcas, criadores e negócios, a lição é simples. Cada nova funcionalidade lançada por uma plataforma já não é avaliada apenas pelo que permite fazer, mas pelo contexto em que surge. Num ambiente em que o alcance orgânico é instável e a dependência das redes sociais continua elevada, qualquer proposta paga tende a ser lida como mais uma peça numa relação desequilibrada. O Instagram Plus pode até oferecer novas ferramentas, mas a reação ao vídeo mostra que, para muitos utilizadores, a pergunta principal continua por responder: quem beneficia primeiro?
(C) Foto de Shutter Speed na Unsplash

#Motivação
Instagram Plus: anúncio abre nova discussão sobre alcance, criadores e subscrições
Adam Mosseri, responsável máximo do Instagram, publicou ontem um vídeo para apresentar o Instagram Plus, uma nova proposta de subscrição associada a “pequenos extras” dentro da plataforma. A caixa de comentários incendiou-se.
No vídeo, o responsável descreve funcionalidades como a possibilidade de prolongar stories de 24 para 48 horas, pesquisar na lista de quem viu as stories e pré-visualizar conteúdos através de um toque longo, sem que essa ação seja sinalizada.
A apresentação segue um tom leve, quase casual, com Mosseri a enquadrar o Instagram Plus como um conjunto de ferramentas adicionais para quem “quer um pouco mais do Instagram”. A certa altura, explica que a plataforma está a alargar o programa de subscrição da Meta Verified para “profissionais” do Instagram, dando a entender que o novo modelo se dirige sobretudo a utilizadores que trabalham com a aplicação ou dependem dela para construir presença, comunidade e negócio.
A reação, no entanto, foi pouco entusiasta. Nos comentários ao vídeo, vários utilizadores questionaram a utilidade das novas funcionalidades e apontaram para uma tensão recorrente: antes de vender extras, dizem, o Instagram deveria resolver problemas de base, como o alcance orgânico, a entrega de conteúdos aos seguidores e a relação económica com os criadores.
A crítica mais repetida pode resumir-se numa ideia: os utilizadores querem que os conteúdos cheguem a quem já decidiu segui-los.
Num dos comentários, alguém pergunta se não seria possível ter um “Instagram básico”, onde os seguidores vissem aquilo que é publicado. Noutro, a frustração é ainda mais direta: os stories deveriam chegar primeiro aos seguidores atuais, antes de a plataforma propor novas camadas pagas.
Há também quem veja as novas funcionalidades como pouco prioritárias. A possibilidade de pesquisar listas de quem viu stories de forma mais discreta foi recebida por alguns como uma ferramenta com contornos de “stalking”. Outros classificaram o pacote como pouco útil ou excessivamente focado em comportamentos sociais que não resolvem o problema central de quem cria conteúdo: ser visto.
A discussão ganhou ainda uma dimensão económica. Vários comentários criticam o facto de a plataforma continuar a desenvolver novas formas de monetização sem, segundo esses utilizadores, garantir uma compensação direta aos criadores. A ideia aparece de forma recorrente: são os criadores que alimentam a aplicação, produzem conteúdo e mantêm a atenção dos públicos, enquanto as novas receitas continuam concentradas na própria plataforma.
Para pequenos negócios e profissionais independentes, a questão é especialmente sensível. Um dos comentários defende que muitos estariam dispostos a pagar por uma funcionalidade que aumentasse a visibilidade real dos seus conteúdos, desde que isso se traduzisse em mais pessoas alcançadas e, potencialmente, mais negócio. A crítica implícita é clara: pagar para saber quem reviu stories parece menos relevante do que pagar por ferramentas que ajudem a recuperar distribuição.
O episódio mostra uma tensão cada vez mais difícil de ignorar.
De um lado, empresas tecnológicas procuram novas fontes de receita através de subscrições, funcionalidades premium e serviços pagos. Do outro, criadores e marcas sentem que estão a pagar (em tempo, produção, anúncios e agora possíveis subscrições) para operar dentro de sistemas cujo funcionamento continua opaco.
O problema não está apenas no Instagram Plus. Está na perceção de desalinhamento entre aquilo que a plataforma quer vender e aquilo que a comunidade diz precisar. Mosseri apresentou o produto como uma camada de conveniência e diversão. A caixa de comentários respondeu com um diagnóstico de mercado: menos extras, mais alcance; menos funcionalidades paralelas, mais previsibilidade; menos subscrições, mais retorno para quem cria.
Para marcas, criadores e negócios, a lição é simples. Cada nova funcionalidade lançada por uma plataforma já não é avaliada apenas pelo que permite fazer, mas pelo contexto em que surge. Num ambiente em que o alcance orgânico é instável e a dependência das redes sociais continua elevada, qualquer proposta paga tende a ser lida como mais uma peça numa relação desequilibrada. O Instagram Plus pode até oferecer novas ferramentas, mas a reação ao vídeo mostra que, para muitos utilizadores, a pergunta principal continua por responder: quem beneficia primeiro?

