#Conhecimento

3 LIVROS sobre propósito para pensar melhor a vida e o trabalho

Propósito tornou-se uma das palavras mais repetidas quando falamos de carreira, liderança e até de marcas. Encontrá-lo parece quase uma obrigação, embora raramente se discuta onde devemos procurá-lo ou se o trabalho tem, sequer, de ser a sua principal fonte. Estes três livros partem de lugares muito diferentes para fazer precisamente essa pergunta.

|

19 de ago. de 2026, 10:01

A seleção começa com um clássico da psicologia que regressa este mês às livrarias portuguesas, passa por um professor da Nova SBE que estuda o sentido dentro das organizações e termina com um jornalista que propõe uma ideia quase provocatória para os tempos que correm: talvez um emprego possa ser apenas suficientemente bom.


A Falta de Sentido na Vida, Viktor E. Frankl

Publicado originalmente em 1977, A Falta de Sentido na Vida ganhou este mês uma nova edição portuguesa pela Pergaminho, com o subtítulo Caminhos para encontrar a razão de viver. Viktor E. Frankl, psiquiatra e neurologista austríaco e fundador da logoterapia e da análise existencial, parte daquilo a que chamou “vácuo existencial”: a sensação de vazio que surge quando deixamos de encontrar significado na nossa existência. É o livro mais distante do universo empresarial desta seleção e, talvez por isso, seja o melhor ponto de partida. Frankl obriga a retirar o propósito do vocabulário dos objetivos, das carreiras e da produtividade e a colocá-lo numa dimensão anterior a tudo isso: a necessidade humana de encontrar sentido. Numa altura em que propósito aparece tantas vezes associado ao que fazemos profissionalmente, esta leitura recorda que a pergunta é bastante maior do que o emprego que temos.



O Líder pelo Sentido, Milton de Sousa

Se Frankl olha para o indivíduo, Milton de Sousa leva a discussão para dentro das organizações. Professor associado da Nova School of Business and Economics, depois de um percurso que passou também por engenharia, gestão e empreendedorismo, o autor dedica a sua investigação a temas como liderança, motivação e trabalho com sentido. O Líder pelo Sentido, publicado pelas Edições Sílabo em 2024, procura aproximar esse conhecimento científico da prática da gestão. A pergunta que surge é: o que pode fazer um líder para que o trabalho tenha mais significado para quem o desempenha? Com base numa revisão de investigação sobre liderança e motivação, complementada por contributos da psicologia, filosofia e gestão, Milton de Sousa apresenta ferramentas para promover organizações mais humanas e trabalho com maior sentido. Para quem lidera equipas, a leitura ajuda também a separar duas ideias frequentemente confundidas: declarar um propósito numa apresentação institucional e criar condições para que as pessoas encontrem significado no trabalho quotidiano.



The Good Enough Job, Simone Stolzoff

O terceiro livro faz o movimento contrário. Em The Good Enough Job: What We Gain When We Don’t Put Work First, publicado em 2023, Simone Stolzoff questiona a dimensão que o trabalho conquistou na nossa identidade. Jornalista e antigo design lead da IDEO, o autor recorre a investigação e a histórias de profissionais de áreas tão diferentes como restauração, banca ou ensino para perceber o que perdemos quando esperamos que o emprego nos dê rendimento, identidade, comunidade, realização e propósito ao mesmo tempo. Stolzoff não propõe desistir da ambição profissional. O argumento talvez seja um pouco mais desconfortável: o trabalho pode ser importante sem precisar de ocupar o centro de tudo. Em vez de construirmos a vida à volta da profissão, podemos pensar num emprego suficientemente bom para caber numa vida preenchida também por relações, interesses, comunidade e outras fontes de significado. O livro encontra-se nas principais livrarias portuguesas em edição inglesa, em papel e formato digital.



Lidos em conjunto, os três livros evitam uma resposta fácil para uma palavra que passou a aparecer em todo o lado. Frankl pergunta pelo sentido da existência, Milton de Sousa aproxima-o do trabalho e da liderança e Stolzoff coloca um limite nessa aproximação. Procurar propósito talvez seja perceber o que queremos encontrar no trabalho e o que vale a pena continuar a procurar fora dele. Quem concorda e quem discorda?


LER TAMBÉM:

#Conhecimento

3 LIVROS sobre propósito para pensar melhor a vida e o trabalho

Propósito tornou-se uma das palavras mais repetidas quando falamos de carreira, liderança e até de marcas. Encontrá-lo parece quase uma obrigação, embora raramente se discuta onde devemos procurá-lo ou se o trabalho tem, sequer, de ser a sua principal fonte. Estes três livros partem de lugares muito diferentes para fazer precisamente essa pergunta.

|

19 de ago. de 2026, 10:01

A seleção começa com um clássico da psicologia que regressa este mês às livrarias portuguesas, passa por um professor da Nova SBE que estuda o sentido dentro das organizações e termina com um jornalista que propõe uma ideia quase provocatória para os tempos que correm: talvez um emprego possa ser apenas suficientemente bom.


A Falta de Sentido na Vida, Viktor E. Frankl

Publicado originalmente em 1977, A Falta de Sentido na Vida ganhou este mês uma nova edição portuguesa pela Pergaminho, com o subtítulo Caminhos para encontrar a razão de viver. Viktor E. Frankl, psiquiatra e neurologista austríaco e fundador da logoterapia e da análise existencial, parte daquilo a que chamou “vácuo existencial”: a sensação de vazio que surge quando deixamos de encontrar significado na nossa existência. É o livro mais distante do universo empresarial desta seleção e, talvez por isso, seja o melhor ponto de partida. Frankl obriga a retirar o propósito do vocabulário dos objetivos, das carreiras e da produtividade e a colocá-lo numa dimensão anterior a tudo isso: a necessidade humana de encontrar sentido. Numa altura em que propósito aparece tantas vezes associado ao que fazemos profissionalmente, esta leitura recorda que a pergunta é bastante maior do que o emprego que temos.



O Líder pelo Sentido, Milton de Sousa

Se Frankl olha para o indivíduo, Milton de Sousa leva a discussão para dentro das organizações. Professor associado da Nova School of Business and Economics, depois de um percurso que passou também por engenharia, gestão e empreendedorismo, o autor dedica a sua investigação a temas como liderança, motivação e trabalho com sentido. O Líder pelo Sentido, publicado pelas Edições Sílabo em 2024, procura aproximar esse conhecimento científico da prática da gestão. A pergunta que surge é: o que pode fazer um líder para que o trabalho tenha mais significado para quem o desempenha? Com base numa revisão de investigação sobre liderança e motivação, complementada por contributos da psicologia, filosofia e gestão, Milton de Sousa apresenta ferramentas para promover organizações mais humanas e trabalho com maior sentido. Para quem lidera equipas, a leitura ajuda também a separar duas ideias frequentemente confundidas: declarar um propósito numa apresentação institucional e criar condições para que as pessoas encontrem significado no trabalho quotidiano.



The Good Enough Job, Simone Stolzoff

O terceiro livro faz o movimento contrário. Em The Good Enough Job: What We Gain When We Don’t Put Work First, publicado em 2023, Simone Stolzoff questiona a dimensão que o trabalho conquistou na nossa identidade. Jornalista e antigo design lead da IDEO, o autor recorre a investigação e a histórias de profissionais de áreas tão diferentes como restauração, banca ou ensino para perceber o que perdemos quando esperamos que o emprego nos dê rendimento, identidade, comunidade, realização e propósito ao mesmo tempo. Stolzoff não propõe desistir da ambição profissional. O argumento talvez seja um pouco mais desconfortável: o trabalho pode ser importante sem precisar de ocupar o centro de tudo. Em vez de construirmos a vida à volta da profissão, podemos pensar num emprego suficientemente bom para caber numa vida preenchida também por relações, interesses, comunidade e outras fontes de significado. O livro encontra-se nas principais livrarias portuguesas em edição inglesa, em papel e formato digital.



Lidos em conjunto, os três livros evitam uma resposta fácil para uma palavra que passou a aparecer em todo o lado. Frankl pergunta pelo sentido da existência, Milton de Sousa aproxima-o do trabalho e da liderança e Stolzoff coloca um limite nessa aproximação. Procurar propósito talvez seja perceber o que queremos encontrar no trabalho e o que vale a pena continuar a procurar fora dele. Quem concorda e quem discorda?


LER TAMBÉM:

#Conhecimento

3 LIVROS sobre propósito para pensar melhor a vida e o trabalho

Propósito tornou-se uma das palavras mais repetidas quando falamos de carreira, liderança e até de marcas. Encontrá-lo parece quase uma obrigação, embora raramente se discuta onde devemos procurá-lo ou se o trabalho tem, sequer, de ser a sua principal fonte. Estes três livros partem de lugares muito diferentes para fazer precisamente essa pergunta.

|

19 de ago. de 2026, 10:01

A seleção começa com um clássico da psicologia que regressa este mês às livrarias portuguesas, passa por um professor da Nova SBE que estuda o sentido dentro das organizações e termina com um jornalista que propõe uma ideia quase provocatória para os tempos que correm: talvez um emprego possa ser apenas suficientemente bom.


A Falta de Sentido na Vida, Viktor E. Frankl

Publicado originalmente em 1977, A Falta de Sentido na Vida ganhou este mês uma nova edição portuguesa pela Pergaminho, com o subtítulo Caminhos para encontrar a razão de viver. Viktor E. Frankl, psiquiatra e neurologista austríaco e fundador da logoterapia e da análise existencial, parte daquilo a que chamou “vácuo existencial”: a sensação de vazio que surge quando deixamos de encontrar significado na nossa existência. É o livro mais distante do universo empresarial desta seleção e, talvez por isso, seja o melhor ponto de partida. Frankl obriga a retirar o propósito do vocabulário dos objetivos, das carreiras e da produtividade e a colocá-lo numa dimensão anterior a tudo isso: a necessidade humana de encontrar sentido. Numa altura em que propósito aparece tantas vezes associado ao que fazemos profissionalmente, esta leitura recorda que a pergunta é bastante maior do que o emprego que temos.



O Líder pelo Sentido, Milton de Sousa

Se Frankl olha para o indivíduo, Milton de Sousa leva a discussão para dentro das organizações. Professor associado da Nova School of Business and Economics, depois de um percurso que passou também por engenharia, gestão e empreendedorismo, o autor dedica a sua investigação a temas como liderança, motivação e trabalho com sentido. O Líder pelo Sentido, publicado pelas Edições Sílabo em 2024, procura aproximar esse conhecimento científico da prática da gestão. A pergunta que surge é: o que pode fazer um líder para que o trabalho tenha mais significado para quem o desempenha? Com base numa revisão de investigação sobre liderança e motivação, complementada por contributos da psicologia, filosofia e gestão, Milton de Sousa apresenta ferramentas para promover organizações mais humanas e trabalho com maior sentido. Para quem lidera equipas, a leitura ajuda também a separar duas ideias frequentemente confundidas: declarar um propósito numa apresentação institucional e criar condições para que as pessoas encontrem significado no trabalho quotidiano.



The Good Enough Job, Simone Stolzoff

O terceiro livro faz o movimento contrário. Em The Good Enough Job: What We Gain When We Don’t Put Work First, publicado em 2023, Simone Stolzoff questiona a dimensão que o trabalho conquistou na nossa identidade. Jornalista e antigo design lead da IDEO, o autor recorre a investigação e a histórias de profissionais de áreas tão diferentes como restauração, banca ou ensino para perceber o que perdemos quando esperamos que o emprego nos dê rendimento, identidade, comunidade, realização e propósito ao mesmo tempo. Stolzoff não propõe desistir da ambição profissional. O argumento talvez seja um pouco mais desconfortável: o trabalho pode ser importante sem precisar de ocupar o centro de tudo. Em vez de construirmos a vida à volta da profissão, podemos pensar num emprego suficientemente bom para caber numa vida preenchida também por relações, interesses, comunidade e outras fontes de significado. O livro encontra-se nas principais livrarias portuguesas em edição inglesa, em papel e formato digital.



Lidos em conjunto, os três livros evitam uma resposta fácil para uma palavra que passou a aparecer em todo o lado. Frankl pergunta pelo sentido da existência, Milton de Sousa aproxima-o do trabalho e da liderança e Stolzoff coloca um limite nessa aproximação. Procurar propósito talvez seja perceber o que queremos encontrar no trabalho e o que vale a pena continuar a procurar fora dele. Quem concorda e quem discorda?


LER TAMBÉM:

#Conhecimento

3 LIVROS sobre propósito para pensar melhor a vida e o trabalho

Propósito tornou-se uma das palavras mais repetidas quando falamos de carreira, liderança e até de marcas. Encontrá-lo parece quase uma obrigação, embora raramente se discuta onde devemos procurá-lo ou se o trabalho tem, sequer, de ser a sua principal fonte. Estes três livros partem de lugares muito diferentes para fazer precisamente essa pergunta.

|

19 de ago. de 2026, 10:01

A seleção começa com um clássico da psicologia que regressa este mês às livrarias portuguesas, passa por um professor da Nova SBE que estuda o sentido dentro das organizações e termina com um jornalista que propõe uma ideia quase provocatória para os tempos que correm: talvez um emprego possa ser apenas suficientemente bom.


A Falta de Sentido na Vida, Viktor E. Frankl

Publicado originalmente em 1977, A Falta de Sentido na Vida ganhou este mês uma nova edição portuguesa pela Pergaminho, com o subtítulo Caminhos para encontrar a razão de viver. Viktor E. Frankl, psiquiatra e neurologista austríaco e fundador da logoterapia e da análise existencial, parte daquilo a que chamou “vácuo existencial”: a sensação de vazio que surge quando deixamos de encontrar significado na nossa existência. É o livro mais distante do universo empresarial desta seleção e, talvez por isso, seja o melhor ponto de partida. Frankl obriga a retirar o propósito do vocabulário dos objetivos, das carreiras e da produtividade e a colocá-lo numa dimensão anterior a tudo isso: a necessidade humana de encontrar sentido. Numa altura em que propósito aparece tantas vezes associado ao que fazemos profissionalmente, esta leitura recorda que a pergunta é bastante maior do que o emprego que temos.



O Líder pelo Sentido, Milton de Sousa

Se Frankl olha para o indivíduo, Milton de Sousa leva a discussão para dentro das organizações. Professor associado da Nova School of Business and Economics, depois de um percurso que passou também por engenharia, gestão e empreendedorismo, o autor dedica a sua investigação a temas como liderança, motivação e trabalho com sentido. O Líder pelo Sentido, publicado pelas Edições Sílabo em 2024, procura aproximar esse conhecimento científico da prática da gestão. A pergunta que surge é: o que pode fazer um líder para que o trabalho tenha mais significado para quem o desempenha? Com base numa revisão de investigação sobre liderança e motivação, complementada por contributos da psicologia, filosofia e gestão, Milton de Sousa apresenta ferramentas para promover organizações mais humanas e trabalho com maior sentido. Para quem lidera equipas, a leitura ajuda também a separar duas ideias frequentemente confundidas: declarar um propósito numa apresentação institucional e criar condições para que as pessoas encontrem significado no trabalho quotidiano.



The Good Enough Job, Simone Stolzoff

O terceiro livro faz o movimento contrário. Em The Good Enough Job: What We Gain When We Don’t Put Work First, publicado em 2023, Simone Stolzoff questiona a dimensão que o trabalho conquistou na nossa identidade. Jornalista e antigo design lead da IDEO, o autor recorre a investigação e a histórias de profissionais de áreas tão diferentes como restauração, banca ou ensino para perceber o que perdemos quando esperamos que o emprego nos dê rendimento, identidade, comunidade, realização e propósito ao mesmo tempo. Stolzoff não propõe desistir da ambição profissional. O argumento talvez seja um pouco mais desconfortável: o trabalho pode ser importante sem precisar de ocupar o centro de tudo. Em vez de construirmos a vida à volta da profissão, podemos pensar num emprego suficientemente bom para caber numa vida preenchida também por relações, interesses, comunidade e outras fontes de significado. O livro encontra-se nas principais livrarias portuguesas em edição inglesa, em papel e formato digital.



Lidos em conjunto, os três livros evitam uma resposta fácil para uma palavra que passou a aparecer em todo o lado. Frankl pergunta pelo sentido da existência, Milton de Sousa aproxima-o do trabalho e da liderança e Stolzoff coloca um limite nessa aproximação. Procurar propósito talvez seja perceber o que queremos encontrar no trabalho e o que vale a pena continuar a procurar fora dele. Quem concorda e quem discorda?


LER TAMBÉM:

Newsletter

Tenha acesso exclusivo à entrevista semanal em vídeo e a outros conteúdos em primeira mão. A Newsletter do MOTIVO é gratuita, sai às segundas-feiras de manhã e vai dar-lhe muitas razões para começar a semana com a motivação certa.

Newsletter

Tenha acesso exclusivo à entrevista semanal em vídeo e a outros conteúdos em primeira mão. A Newsletter do MOTIVO é gratuita, sai às segundas-feiras de manhã e vai dar-lhe muitas razões para começar a semana com a motivação certa.

Newsletter

Tenha acesso exclusivo à entrevista semanal em vídeo e a outros conteúdos em primeira mão. A Newsletter do MOTIVO é gratuita, sai às segundas-feiras de manhã e vai dar-lhe muitas razões para começar a semana com a motivação certa.

Newsletter

Tenha acesso exclusivo à entrevista semanal em vídeo e a outros conteúdos em primeira mão. A Newsletter do MOTIVO é gratuita, sai às segundas-feiras de manhã e vai dar-lhe muitas razões para começar a semana com a motivação certa.