
#Protagonistas
O The Offline Club Lisbon desafia a nossa dependência do telemóvel
Passamos o dia ligados a tudo, mas é raro estarmos realmente presentes em algum lugar. Foi dessa perceção que nasceu o The Offline Club, em 2024, nos Países Baixos. Trata-se de uma comunidade que propõe encontros onde o gesto mais simples se torna o mais difícil: pousar o telemóvel e, simplesmente, estar. Em setembro do ano passado, o clube chegou a Lisboa e, desde então, é um sucesso.
Trabalho, família, amizades e lazer. Se pensarmos bem, hoje, quase tudo depende de tecnologia para acontecer. Nenhum encontro se marca sem o WhatsApp, nenhuma reunião acontece sem um invite na caixa de e-mail e qualquer plano social fica refém das notificações que nunca param. “No momento em que começámos a falar com amigos e família sobre a forma como passam o tempo, percebemos que quase toda a gente dizia uma versão da mesma coisa: sentia-se constantemente online, constantemente contactável e, honestamente, exausta”. Foi assim que Joëlle Hartog e Lilly Parla começaram o The Offline Club em Lisboa, como resposta direta a uma fadiga coletiva que já não cabe numa pausa de 10 minutos.

Joëlle Hartog e Lilly Parla conheceram-se em Lisboa e tornaram-se amigas
O projeto ganhou forma quando as duas amigas perceberam que Lisboa, apesar de social, agitada e dinâmica, também revelava um certo isolamento silencioso, sentido pelas próprias. Joëlle e Lilly conheceram-se numa dependência da AIMA, enquanto esperavam pelo NIF, e perceberam que moravam muito perto uma da outra. A amizade surgiu ali e levou-as a candidatarem-se como os elementos fundadores do The Offline Club em Lisboa. Escusado será dizer que foram as escolhidas.
O episódio do apagão nacional, registado em abril do ano passado, acabou por funcionar como confirmação de que o offline é, de facto, o novo luxo. “De repente, os ecrãs desapareceram e as pessoas estavam na rua a falar, a rir, a partilhar momentos. A atmosfera parecia mais leve, mais humana”. O The Offline Club tenta recriar, precisamente, esse espírito: pequenos intervalos nos quais a atenção volta a estar apenas no presente.

A Offline Reading Party teve lugar na Ribeira das Naus e foi um sucesso
Estar sozinho, mas acompanhado
Os encontros acontecem em livrarias, cafés, espaços públicos ou culturais, escolhidos pela capacidade de criar o ambiente certo. A estrutura repete-se, mas o efeito raramente é previsível. Primeiro, existe um momento individual: ler, escrever, desenhar ou simplesmente estar em silêncio. Depois, o espaço abre-se à conversa, com desafios que desbloqueiam uma possível estranheza inicial.
“Começar com tempo para nós próprios ajuda as pessoas a assentarem, primeiro”, explicam. “Quando chega o momento social, tudo acontece de forma mais natural”. O resultado é curioso: desconhecidos que começam lado a lado em silêncio acabam frequentemente em conversas longas sem o constrangimento habitual dos eventos sociais.
Mas atenção: não é networking nem um evento pensado para performance social, insistem as dinamizadoras do clube lisboeta. “Queríamos um espaço onde qualquer pessoa pudesse entrar sem sentir que precisava de provar alguma coisa”. Quando os dispositivos desaparecem da mesa, dizem, algo muda quase imediatamente. Regressa o contacto visual, o ritmo abranda e a conversa que está a existir deixa de competir com o mundo inteiro.

Os eventos podem acontecer em diferentes espaços, o importante é o ambiente que se cria
O verdadeiro motivo para aparecer
Embora o conceito possa parecer, à primeira vista, uma reação à dependência digital, as organizadoras acreditam que o sucesso do projeto tem outra explicação. “Desligar os telemóveis traz as pessoas, mas não é o principal motivo para ficarem”. O que surge depois é mais difícil de medir: pertença, identificação, algo concreto em comum.
Sem algoritmos a sugerir interações ou perfis semelhantes, as ligações constroem-se de forma mais orgânica. “A proximidade nasce da repetição, reconhecer rostos, aprender nomes, voltar a encontrar as mesmas pessoas”. Em vez de comunidades digitais baseadas em interação constante, o clube aposta em encontros reais que se repetem ao longo do tempo. O perfil dos membros é diverso, inclui portugueses e estrangeiros de diferentes idades e backgrounds.
Há também um paradoxo assumido: o facto de o projeto crescer através das redes sociais. Para Joëlle e Lilly, isso não é uma contradição. “A tecnologia é uma ferramenta. O problema só começa quando deixa de ser uma escolha”. A intenção não é abandonar o online, mas recuperar equilíbrio, decidir conscientemente quando estar ligado e quando desligar.

Para março estão previstos dois eventos. Todas as informações estão disponíveis aqui
Uma pausa que começa a crescer
Depois dos primeiros encontros em Lisboa, o objetivo passa por expandir o conceito para outras cidades portuguesas e experimentar novos formatos, como jantares sem telemóveis, caminhadas ou encontros ao ar livre. A ambição, contudo, mantém-se simples: criar contextos onde abrandar seja possível, sempre offline.


#Protagonistas
O The Offline Club Lisbon desafia a nossa dependência do telemóvel
Passamos o dia ligados a tudo, mas é raro estarmos realmente presentes em algum lugar. Foi dessa perceção que nasceu o The Offline Club, em 2024, nos Países Baixos. Trata-se de uma comunidade que propõe encontros onde o gesto mais simples se torna o mais difícil: pousar o telemóvel e, simplesmente, estar. Em setembro do ano passado, o clube chegou a Lisboa e, desde então, é um sucesso.
Trabalho, família, amizades e lazer. Se pensarmos bem, hoje, quase tudo depende de tecnologia para acontecer. Nenhum encontro se marca sem o WhatsApp, nenhuma reunião acontece sem um invite na caixa de e-mail e qualquer plano social fica refém das notificações que nunca param. “No momento em que começámos a falar com amigos e família sobre a forma como passam o tempo, percebemos que quase toda a gente dizia uma versão da mesma coisa: sentia-se constantemente online, constantemente contactável e, honestamente, exausta”. Foi assim que Joëlle Hartog e Lilly Parla começaram o The Offline Club em Lisboa, como resposta direta a uma fadiga coletiva que já não cabe numa pausa de 10 minutos.

Joëlle Hartog e Lilly Parla conheceram-se em Lisboa e tornaram-se amigas
O projeto ganhou forma quando as duas amigas perceberam que Lisboa, apesar de social, agitada e dinâmica, também revelava um certo isolamento silencioso, sentido pelas próprias. Joëlle e Lilly conheceram-se numa dependência da AIMA, enquanto esperavam pelo NIF, e perceberam que moravam muito perto uma da outra. A amizade surgiu ali e levou-as a candidatarem-se como os elementos fundadores do The Offline Club em Lisboa. Escusado será dizer que foram as escolhidas.
O episódio do apagão nacional, registado em abril do ano passado, acabou por funcionar como confirmação de que o offline é, de facto, o novo luxo. “De repente, os ecrãs desapareceram e as pessoas estavam na rua a falar, a rir, a partilhar momentos. A atmosfera parecia mais leve, mais humana”. O The Offline Club tenta recriar, precisamente, esse espírito: pequenos intervalos nos quais a atenção volta a estar apenas no presente.

A Offline Reading Party teve lugar na Ribeira das Naus e foi um sucesso
Estar sozinho, mas acompanhado
Os encontros acontecem em livrarias, cafés, espaços públicos ou culturais, escolhidos pela capacidade de criar o ambiente certo. A estrutura repete-se, mas o efeito raramente é previsível. Primeiro, existe um momento individual: ler, escrever, desenhar ou simplesmente estar em silêncio. Depois, o espaço abre-se à conversa, com desafios que desbloqueiam uma possível estranheza inicial.
“Começar com tempo para nós próprios ajuda as pessoas a assentarem, primeiro”, explicam. “Quando chega o momento social, tudo acontece de forma mais natural”. O resultado é curioso: desconhecidos que começam lado a lado em silêncio acabam frequentemente em conversas longas sem o constrangimento habitual dos eventos sociais.
Mas atenção: não é networking nem um evento pensado para performance social, insistem as dinamizadoras do clube lisboeta. “Queríamos um espaço onde qualquer pessoa pudesse entrar sem sentir que precisava de provar alguma coisa”. Quando os dispositivos desaparecem da mesa, dizem, algo muda quase imediatamente. Regressa o contacto visual, o ritmo abranda e a conversa que está a existir deixa de competir com o mundo inteiro.

Os eventos podem acontecer em diferentes espaços, o importante é o ambiente que se cria
O verdadeiro motivo para aparecer
Embora o conceito possa parecer, à primeira vista, uma reação à dependência digital, as organizadoras acreditam que o sucesso do projeto tem outra explicação. “Desligar os telemóveis traz as pessoas, mas não é o principal motivo para ficarem”. O que surge depois é mais difícil de medir: pertença, identificação, algo concreto em comum.
Sem algoritmos a sugerir interações ou perfis semelhantes, as ligações constroem-se de forma mais orgânica. “A proximidade nasce da repetição, reconhecer rostos, aprender nomes, voltar a encontrar as mesmas pessoas”. Em vez de comunidades digitais baseadas em interação constante, o clube aposta em encontros reais que se repetem ao longo do tempo. O perfil dos membros é diverso, inclui portugueses e estrangeiros de diferentes idades e backgrounds.
Há também um paradoxo assumido: o facto de o projeto crescer através das redes sociais. Para Joëlle e Lilly, isso não é uma contradição. “A tecnologia é uma ferramenta. O problema só começa quando deixa de ser uma escolha”. A intenção não é abandonar o online, mas recuperar equilíbrio, decidir conscientemente quando estar ligado e quando desligar.

Para março estão previstos dois eventos. Todas as informações estão disponíveis aqui
Uma pausa que começa a crescer
Depois dos primeiros encontros em Lisboa, o objetivo passa por expandir o conceito para outras cidades portuguesas e experimentar novos formatos, como jantares sem telemóveis, caminhadas ou encontros ao ar livre. A ambição, contudo, mantém-se simples: criar contextos onde abrandar seja possível, sempre offline.


#Protagonistas
O The Offline Club Lisbon desafia a nossa dependência do telemóvel
Passamos o dia ligados a tudo, mas é raro estarmos realmente presentes em algum lugar. Foi dessa perceção que nasceu o The Offline Club, em 2024, nos Países Baixos. Trata-se de uma comunidade que propõe encontros onde o gesto mais simples se torna o mais difícil: pousar o telemóvel e, simplesmente, estar. Em setembro do ano passado, o clube chegou a Lisboa e, desde então, é um sucesso.
Trabalho, família, amizades e lazer. Se pensarmos bem, hoje, quase tudo depende de tecnologia para acontecer. Nenhum encontro se marca sem o WhatsApp, nenhuma reunião acontece sem um invite na caixa de e-mail e qualquer plano social fica refém das notificações que nunca param. “No momento em que começámos a falar com amigos e família sobre a forma como passam o tempo, percebemos que quase toda a gente dizia uma versão da mesma coisa: sentia-se constantemente online, constantemente contactável e, honestamente, exausta”. Foi assim que Joëlle Hartog e Lilly Parla começaram o The Offline Club em Lisboa, como resposta direta a uma fadiga coletiva que já não cabe numa pausa de 10 minutos.

Joëlle Hartog e Lilly Parla conheceram-se em Lisboa e tornaram-se amigas
O projeto ganhou forma quando as duas amigas perceberam que Lisboa, apesar de social, agitada e dinâmica, também revelava um certo isolamento silencioso, sentido pelas próprias. Joëlle e Lilly conheceram-se numa dependência da AIMA, enquanto esperavam pelo NIF, e perceberam que moravam muito perto uma da outra. A amizade surgiu ali e levou-as a candidatarem-se como os elementos fundadores do The Offline Club em Lisboa. Escusado será dizer que foram as escolhidas.
O episódio do apagão nacional, registado em abril do ano passado, acabou por funcionar como confirmação de que o offline é, de facto, o novo luxo. “De repente, os ecrãs desapareceram e as pessoas estavam na rua a falar, a rir, a partilhar momentos. A atmosfera parecia mais leve, mais humana”. O The Offline Club tenta recriar, precisamente, esse espírito: pequenos intervalos nos quais a atenção volta a estar apenas no presente.

A Offline Reading Party teve lugar na Ribeira das Naus e foi um sucesso
Estar sozinho, mas acompanhado
Os encontros acontecem em livrarias, cafés, espaços públicos ou culturais, escolhidos pela capacidade de criar o ambiente certo. A estrutura repete-se, mas o efeito raramente é previsível. Primeiro, existe um momento individual: ler, escrever, desenhar ou simplesmente estar em silêncio. Depois, o espaço abre-se à conversa, com desafios que desbloqueiam uma possível estranheza inicial.
“Começar com tempo para nós próprios ajuda as pessoas a assentarem, primeiro”, explicam. “Quando chega o momento social, tudo acontece de forma mais natural”. O resultado é curioso: desconhecidos que começam lado a lado em silêncio acabam frequentemente em conversas longas sem o constrangimento habitual dos eventos sociais.
Mas atenção: não é networking nem um evento pensado para performance social, insistem as dinamizadoras do clube lisboeta. “Queríamos um espaço onde qualquer pessoa pudesse entrar sem sentir que precisava de provar alguma coisa”. Quando os dispositivos desaparecem da mesa, dizem, algo muda quase imediatamente. Regressa o contacto visual, o ritmo abranda e a conversa que está a existir deixa de competir com o mundo inteiro.

Os eventos podem acontecer em diferentes espaços, o importante é o ambiente que se cria
O verdadeiro motivo para aparecer
Embora o conceito possa parecer, à primeira vista, uma reação à dependência digital, as organizadoras acreditam que o sucesso do projeto tem outra explicação. “Desligar os telemóveis traz as pessoas, mas não é o principal motivo para ficarem”. O que surge depois é mais difícil de medir: pertença, identificação, algo concreto em comum.
Sem algoritmos a sugerir interações ou perfis semelhantes, as ligações constroem-se de forma mais orgânica. “A proximidade nasce da repetição, reconhecer rostos, aprender nomes, voltar a encontrar as mesmas pessoas”. Em vez de comunidades digitais baseadas em interação constante, o clube aposta em encontros reais que se repetem ao longo do tempo. O perfil dos membros é diverso, inclui portugueses e estrangeiros de diferentes idades e backgrounds.
Há também um paradoxo assumido: o facto de o projeto crescer através das redes sociais. Para Joëlle e Lilly, isso não é uma contradição. “A tecnologia é uma ferramenta. O problema só começa quando deixa de ser uma escolha”. A intenção não é abandonar o online, mas recuperar equilíbrio, decidir conscientemente quando estar ligado e quando desligar.

Para março estão previstos dois eventos. Todas as informações estão disponíveis aqui
Uma pausa que começa a crescer
Depois dos primeiros encontros em Lisboa, o objetivo passa por expandir o conceito para outras cidades portuguesas e experimentar novos formatos, como jantares sem telemóveis, caminhadas ou encontros ao ar livre. A ambição, contudo, mantém-se simples: criar contextos onde abrandar seja possível, sempre offline.


#Protagonistas
O The Offline Club Lisbon desafia a nossa dependência do telemóvel
Passamos o dia ligados a tudo, mas é raro estarmos realmente presentes em algum lugar. Foi dessa perceção que nasceu o The Offline Club, em 2024, nos Países Baixos. Trata-se de uma comunidade que propõe encontros onde o gesto mais simples se torna o mais difícil: pousar o telemóvel e, simplesmente, estar. Em setembro do ano passado, o clube chegou a Lisboa e, desde então, é um sucesso.
Trabalho, família, amizades e lazer. Se pensarmos bem, hoje, quase tudo depende de tecnologia para acontecer. Nenhum encontro se marca sem o WhatsApp, nenhuma reunião acontece sem um invite na caixa de e-mail e qualquer plano social fica refém das notificações que nunca param. “No momento em que começámos a falar com amigos e família sobre a forma como passam o tempo, percebemos que quase toda a gente dizia uma versão da mesma coisa: sentia-se constantemente online, constantemente contactável e, honestamente, exausta”. Foi assim que Joëlle Hartog e Lilly Parla começaram o The Offline Club em Lisboa, como resposta direta a uma fadiga coletiva que já não cabe numa pausa de 10 minutos.

Joëlle Hartog e Lilly Parla conheceram-se em Lisboa e tornaram-se amigas
O projeto ganhou forma quando as duas amigas perceberam que Lisboa, apesar de social, agitada e dinâmica, também revelava um certo isolamento silencioso, sentido pelas próprias. Joëlle e Lilly conheceram-se numa dependência da AIMA, enquanto esperavam pelo NIF, e perceberam que moravam muito perto uma da outra. A amizade surgiu ali e levou-as a candidatarem-se como os elementos fundadores do The Offline Club em Lisboa. Escusado será dizer que foram as escolhidas.
O episódio do apagão nacional, registado em abril do ano passado, acabou por funcionar como confirmação de que o offline é, de facto, o novo luxo. “De repente, os ecrãs desapareceram e as pessoas estavam na rua a falar, a rir, a partilhar momentos. A atmosfera parecia mais leve, mais humana”. O The Offline Club tenta recriar, precisamente, esse espírito: pequenos intervalos nos quais a atenção volta a estar apenas no presente.

A Offline Reading Party teve lugar na Ribeira das Naus e foi um sucesso
Estar sozinho, mas acompanhado
Os encontros acontecem em livrarias, cafés, espaços públicos ou culturais, escolhidos pela capacidade de criar o ambiente certo. A estrutura repete-se, mas o efeito raramente é previsível. Primeiro, existe um momento individual: ler, escrever, desenhar ou simplesmente estar em silêncio. Depois, o espaço abre-se à conversa, com desafios que desbloqueiam uma possível estranheza inicial.
“Começar com tempo para nós próprios ajuda as pessoas a assentarem, primeiro”, explicam. “Quando chega o momento social, tudo acontece de forma mais natural”. O resultado é curioso: desconhecidos que começam lado a lado em silêncio acabam frequentemente em conversas longas sem o constrangimento habitual dos eventos sociais.
Mas atenção: não é networking nem um evento pensado para performance social, insistem as dinamizadoras do clube lisboeta. “Queríamos um espaço onde qualquer pessoa pudesse entrar sem sentir que precisava de provar alguma coisa”. Quando os dispositivos desaparecem da mesa, dizem, algo muda quase imediatamente. Regressa o contacto visual, o ritmo abranda e a conversa que está a existir deixa de competir com o mundo inteiro.

Os eventos podem acontecer em diferentes espaços, o importante é o ambiente que se cria
O verdadeiro motivo para aparecer
Embora o conceito possa parecer, à primeira vista, uma reação à dependência digital, as organizadoras acreditam que o sucesso do projeto tem outra explicação. “Desligar os telemóveis traz as pessoas, mas não é o principal motivo para ficarem”. O que surge depois é mais difícil de medir: pertença, identificação, algo concreto em comum.
Sem algoritmos a sugerir interações ou perfis semelhantes, as ligações constroem-se de forma mais orgânica. “A proximidade nasce da repetição, reconhecer rostos, aprender nomes, voltar a encontrar as mesmas pessoas”. Em vez de comunidades digitais baseadas em interação constante, o clube aposta em encontros reais que se repetem ao longo do tempo. O perfil dos membros é diverso, inclui portugueses e estrangeiros de diferentes idades e backgrounds.
Há também um paradoxo assumido: o facto de o projeto crescer através das redes sociais. Para Joëlle e Lilly, isso não é uma contradição. “A tecnologia é uma ferramenta. O problema só começa quando deixa de ser uma escolha”. A intenção não é abandonar o online, mas recuperar equilíbrio, decidir conscientemente quando estar ligado e quando desligar.

Para março estão previstos dois eventos. Todas as informações estão disponíveis aqui
Uma pausa que começa a crescer
Depois dos primeiros encontros em Lisboa, o objetivo passa por expandir o conceito para outras cidades portuguesas e experimentar novos formatos, como jantares sem telemóveis, caminhadas ou encontros ao ar livre. A ambição, contudo, mantém-se simples: criar contextos onde abrandar seja possível, sempre offline.



