#Protagonistas

Lisbon Coffee Week: como um evento está a transformar o negócio do café em Portugal

Começa hoje e dura até domingo mais uma edição da Lisbon Coffee Week. À primeira vista, trata-se de um festival dedicado ao café. Na prática, é um projeto que está a estruturar um mercado, a educar consumidores e a criar uma nova camada de negócio em torno de um produto historicamente banalizado em Portugal.

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23 de mar. de 2026, 14:00

A geração mais nova consome menos café e encara-o mais como um ingrediente do que como a bebida por completo”, explica Sofia Ferraz, a mentora da Coffee Week. A mudança de comportamento é cultural. Entre lattes aromatizados e novas formas de consumo, o espresso deixa de ser dominante e abre espaço a novas experiências.


Sofia Ferraz e o marido, Hugo Ferraz, são os mentores da Coffe Week


Ao mesmo tempo, cresce o interesse pelo café de especialidade. “Tem-se verificado um crescimento incrível nestes últimos oito anos”, sublinha. Ainda assim, Sofia Ferraz não acredita numa massificação total. “Não acredito que o café de especialidade se venha a tornar mainstream”, diz, apontando dois motivos: a limitação natural da produção e o facto de a experiência, e não apenas o produto, ser parte essencial do conceito.

É precisamente aqui que a Coffee Week encontra o seu papel. “O nosso objetivo principal é educar o consumidor”, afirma. Para a organização, o desconhecimento é um dos principais bloqueios ao desenvolvimento do setor. “Se o consumidor não souber que o café é a semente de uma cereja, que há uma temperatura ideal para extrair o café, ou que a bebida é 98% água, então não vai exigir mais, nem estar disposto a pagar um valor justo”.

Essa dimensão pedagógica estende-se a toda a cadeia. “Queremos trazer respeito pelo produto, pelo equipamento e por todas as profissões ligadas ao café, do barista ao produtor.” A ambição é clara: criar uma cultura de consumo mais informada, capaz de sustentar um mercado mais qualificado.


O evento conta com workshops, conferências, um mercado e muitos cafés para conhecer e provar


Construir esse mercado, porém, não é imediato. Portugal continua a competir com Espanha pela atenção das marcas. “Portugal e Espanha acabam por ser vistos como um único mercado e, sendo muito mais pequeno, acabamos por perder investimento”, admite. Ainda assim, destaca um fator diferenciador: “A comunidade do café em Portugal é muito unida e entreajuda-se imenso”.

Uma das novidades desta edição é o Coffee Market, pensado para aproximar o público deste universo. “Costumo dizer que é o sítio onde posso levar a minha avó”, resume. A ideia é eliminar barreiras, desde o preço à linguagem, e permitir uma experiência mais livre. “Com o bilhete, podemos beber todo o café que quisermos, falar com torradores e baristas, assistir a palestras e ver competições, sem a pressão que existe numa cafetaria”.

Mais do que um evento, a Coffee Week está a consolidar-se como ponto de encontro do setor. “Já somos uma referência de networking no mundo do café”, afirma Sofia Ferraz, destacando a capacidade de ligar marcas, profissionais e espaços.


O café de especialidade é o verdadeiro protagonista da Coffee Week


Por trás do projeto está também um percurso empreendedor. “Sempre fui empreendedora”, conta, recordando a abertura da sua primeira cafetaria de especialidade no Porto aos 25 anos. A Coffee Week nasce, porém, de uma ideia partilhada: “Foi o meu marido, Hugo Ferraz, que sonhou com uma semana dedicada ao café”.

Hoje, a missão é mais ampla. “Quero juntar os dois mundos em que trabalho: a restauração e o café de especialidade”. E há uma referência clara: o vinho. “Deixámos de aceitar o ‘vinho da casa’ e passámos a valorizar origem, notas e processos. Espero que, um dia, façamos o mesmo com o café”.

Se esse caminho se confirmar, a Coffee Week não será apenas um evento no calendário. Será parte ativa na construção de uma nova cultura, onde o café deixa de ser automático e passa a ser escolhido.

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Lisbon Coffee Week: como um evento está a transformar o negócio do café em Portugal

Começa hoje e dura até domingo mais uma edição da Lisbon Coffee Week. À primeira vista, trata-se de um festival dedicado ao café. Na prática, é um projeto que está a estruturar um mercado, a educar consumidores e a criar uma nova camada de negócio em torno de um produto historicamente banalizado em Portugal.

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23 de mar. de 2026, 14:00

A geração mais nova consome menos café e encara-o mais como um ingrediente do que como a bebida por completo”, explica Sofia Ferraz, a mentora da Coffee Week. A mudança de comportamento é cultural. Entre lattes aromatizados e novas formas de consumo, o espresso deixa de ser dominante e abre espaço a novas experiências.


Sofia Ferraz e o marido, Hugo Ferraz, são os mentores da Coffe Week


Ao mesmo tempo, cresce o interesse pelo café de especialidade. “Tem-se verificado um crescimento incrível nestes últimos oito anos”, sublinha. Ainda assim, Sofia Ferraz não acredita numa massificação total. “Não acredito que o café de especialidade se venha a tornar mainstream”, diz, apontando dois motivos: a limitação natural da produção e o facto de a experiência, e não apenas o produto, ser parte essencial do conceito.

É precisamente aqui que a Coffee Week encontra o seu papel. “O nosso objetivo principal é educar o consumidor”, afirma. Para a organização, o desconhecimento é um dos principais bloqueios ao desenvolvimento do setor. “Se o consumidor não souber que o café é a semente de uma cereja, que há uma temperatura ideal para extrair o café, ou que a bebida é 98% água, então não vai exigir mais, nem estar disposto a pagar um valor justo”.

Essa dimensão pedagógica estende-se a toda a cadeia. “Queremos trazer respeito pelo produto, pelo equipamento e por todas as profissões ligadas ao café, do barista ao produtor.” A ambição é clara: criar uma cultura de consumo mais informada, capaz de sustentar um mercado mais qualificado.


O evento conta com workshops, conferências, um mercado e muitos cafés para conhecer e provar


Construir esse mercado, porém, não é imediato. Portugal continua a competir com Espanha pela atenção das marcas. “Portugal e Espanha acabam por ser vistos como um único mercado e, sendo muito mais pequeno, acabamos por perder investimento”, admite. Ainda assim, destaca um fator diferenciador: “A comunidade do café em Portugal é muito unida e entreajuda-se imenso”.

Uma das novidades desta edição é o Coffee Market, pensado para aproximar o público deste universo. “Costumo dizer que é o sítio onde posso levar a minha avó”, resume. A ideia é eliminar barreiras, desde o preço à linguagem, e permitir uma experiência mais livre. “Com o bilhete, podemos beber todo o café que quisermos, falar com torradores e baristas, assistir a palestras e ver competições, sem a pressão que existe numa cafetaria”.

Mais do que um evento, a Coffee Week está a consolidar-se como ponto de encontro do setor. “Já somos uma referência de networking no mundo do café”, afirma Sofia Ferraz, destacando a capacidade de ligar marcas, profissionais e espaços.


O café de especialidade é o verdadeiro protagonista da Coffee Week


Por trás do projeto está também um percurso empreendedor. “Sempre fui empreendedora”, conta, recordando a abertura da sua primeira cafetaria de especialidade no Porto aos 25 anos. A Coffee Week nasce, porém, de uma ideia partilhada: “Foi o meu marido, Hugo Ferraz, que sonhou com uma semana dedicada ao café”.

Hoje, a missão é mais ampla. “Quero juntar os dois mundos em que trabalho: a restauração e o café de especialidade”. E há uma referência clara: o vinho. “Deixámos de aceitar o ‘vinho da casa’ e passámos a valorizar origem, notas e processos. Espero que, um dia, façamos o mesmo com o café”.

Se esse caminho se confirmar, a Coffee Week não será apenas um evento no calendário. Será parte ativa na construção de uma nova cultura, onde o café deixa de ser automático e passa a ser escolhido.

#Protagonistas

Lisbon Coffee Week: como um evento está a transformar o negócio do café em Portugal

Começa hoje e dura até domingo mais uma edição da Lisbon Coffee Week. À primeira vista, trata-se de um festival dedicado ao café. Na prática, é um projeto que está a estruturar um mercado, a educar consumidores e a criar uma nova camada de negócio em torno de um produto historicamente banalizado em Portugal.

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23 de mar. de 2026, 14:00

A geração mais nova consome menos café e encara-o mais como um ingrediente do que como a bebida por completo”, explica Sofia Ferraz, a mentora da Coffee Week. A mudança de comportamento é cultural. Entre lattes aromatizados e novas formas de consumo, o espresso deixa de ser dominante e abre espaço a novas experiências.


Sofia Ferraz e o marido, Hugo Ferraz, são os mentores da Coffe Week


Ao mesmo tempo, cresce o interesse pelo café de especialidade. “Tem-se verificado um crescimento incrível nestes últimos oito anos”, sublinha. Ainda assim, Sofia Ferraz não acredita numa massificação total. “Não acredito que o café de especialidade se venha a tornar mainstream”, diz, apontando dois motivos: a limitação natural da produção e o facto de a experiência, e não apenas o produto, ser parte essencial do conceito.

É precisamente aqui que a Coffee Week encontra o seu papel. “O nosso objetivo principal é educar o consumidor”, afirma. Para a organização, o desconhecimento é um dos principais bloqueios ao desenvolvimento do setor. “Se o consumidor não souber que o café é a semente de uma cereja, que há uma temperatura ideal para extrair o café, ou que a bebida é 98% água, então não vai exigir mais, nem estar disposto a pagar um valor justo”.

Essa dimensão pedagógica estende-se a toda a cadeia. “Queremos trazer respeito pelo produto, pelo equipamento e por todas as profissões ligadas ao café, do barista ao produtor.” A ambição é clara: criar uma cultura de consumo mais informada, capaz de sustentar um mercado mais qualificado.


O evento conta com workshops, conferências, um mercado e muitos cafés para conhecer e provar


Construir esse mercado, porém, não é imediato. Portugal continua a competir com Espanha pela atenção das marcas. “Portugal e Espanha acabam por ser vistos como um único mercado e, sendo muito mais pequeno, acabamos por perder investimento”, admite. Ainda assim, destaca um fator diferenciador: “A comunidade do café em Portugal é muito unida e entreajuda-se imenso”.

Uma das novidades desta edição é o Coffee Market, pensado para aproximar o público deste universo. “Costumo dizer que é o sítio onde posso levar a minha avó”, resume. A ideia é eliminar barreiras, desde o preço à linguagem, e permitir uma experiência mais livre. “Com o bilhete, podemos beber todo o café que quisermos, falar com torradores e baristas, assistir a palestras e ver competições, sem a pressão que existe numa cafetaria”.

Mais do que um evento, a Coffee Week está a consolidar-se como ponto de encontro do setor. “Já somos uma referência de networking no mundo do café”, afirma Sofia Ferraz, destacando a capacidade de ligar marcas, profissionais e espaços.


O café de especialidade é o verdadeiro protagonista da Coffee Week


Por trás do projeto está também um percurso empreendedor. “Sempre fui empreendedora”, conta, recordando a abertura da sua primeira cafetaria de especialidade no Porto aos 25 anos. A Coffee Week nasce, porém, de uma ideia partilhada: “Foi o meu marido, Hugo Ferraz, que sonhou com uma semana dedicada ao café”.

Hoje, a missão é mais ampla. “Quero juntar os dois mundos em que trabalho: a restauração e o café de especialidade”. E há uma referência clara: o vinho. “Deixámos de aceitar o ‘vinho da casa’ e passámos a valorizar origem, notas e processos. Espero que, um dia, façamos o mesmo com o café”.

Se esse caminho se confirmar, a Coffee Week não será apenas um evento no calendário. Será parte ativa na construção de uma nova cultura, onde o café deixa de ser automático e passa a ser escolhido.

#Protagonistas

Lisbon Coffee Week: como um evento está a transformar o negócio do café em Portugal

Começa hoje e dura até domingo mais uma edição da Lisbon Coffee Week. À primeira vista, trata-se de um festival dedicado ao café. Na prática, é um projeto que está a estruturar um mercado, a educar consumidores e a criar uma nova camada de negócio em torno de um produto historicamente banalizado em Portugal.

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23 de mar. de 2026, 14:00

A geração mais nova consome menos café e encara-o mais como um ingrediente do que como a bebida por completo”, explica Sofia Ferraz, a mentora da Coffee Week. A mudança de comportamento é cultural. Entre lattes aromatizados e novas formas de consumo, o espresso deixa de ser dominante e abre espaço a novas experiências.


Sofia Ferraz e o marido, Hugo Ferraz, são os mentores da Coffe Week


Ao mesmo tempo, cresce o interesse pelo café de especialidade. “Tem-se verificado um crescimento incrível nestes últimos oito anos”, sublinha. Ainda assim, Sofia Ferraz não acredita numa massificação total. “Não acredito que o café de especialidade se venha a tornar mainstream”, diz, apontando dois motivos: a limitação natural da produção e o facto de a experiência, e não apenas o produto, ser parte essencial do conceito.

É precisamente aqui que a Coffee Week encontra o seu papel. “O nosso objetivo principal é educar o consumidor”, afirma. Para a organização, o desconhecimento é um dos principais bloqueios ao desenvolvimento do setor. “Se o consumidor não souber que o café é a semente de uma cereja, que há uma temperatura ideal para extrair o café, ou que a bebida é 98% água, então não vai exigir mais, nem estar disposto a pagar um valor justo”.

Essa dimensão pedagógica estende-se a toda a cadeia. “Queremos trazer respeito pelo produto, pelo equipamento e por todas as profissões ligadas ao café, do barista ao produtor.” A ambição é clara: criar uma cultura de consumo mais informada, capaz de sustentar um mercado mais qualificado.


O evento conta com workshops, conferências, um mercado e muitos cafés para conhecer e provar


Construir esse mercado, porém, não é imediato. Portugal continua a competir com Espanha pela atenção das marcas. “Portugal e Espanha acabam por ser vistos como um único mercado e, sendo muito mais pequeno, acabamos por perder investimento”, admite. Ainda assim, destaca um fator diferenciador: “A comunidade do café em Portugal é muito unida e entreajuda-se imenso”.

Uma das novidades desta edição é o Coffee Market, pensado para aproximar o público deste universo. “Costumo dizer que é o sítio onde posso levar a minha avó”, resume. A ideia é eliminar barreiras, desde o preço à linguagem, e permitir uma experiência mais livre. “Com o bilhete, podemos beber todo o café que quisermos, falar com torradores e baristas, assistir a palestras e ver competições, sem a pressão que existe numa cafetaria”.

Mais do que um evento, a Coffee Week está a consolidar-se como ponto de encontro do setor. “Já somos uma referência de networking no mundo do café”, afirma Sofia Ferraz, destacando a capacidade de ligar marcas, profissionais e espaços.


O café de especialidade é o verdadeiro protagonista da Coffee Week


Por trás do projeto está também um percurso empreendedor. “Sempre fui empreendedora”, conta, recordando a abertura da sua primeira cafetaria de especialidade no Porto aos 25 anos. A Coffee Week nasce, porém, de uma ideia partilhada: “Foi o meu marido, Hugo Ferraz, que sonhou com uma semana dedicada ao café”.

Hoje, a missão é mais ampla. “Quero juntar os dois mundos em que trabalho: a restauração e o café de especialidade”. E há uma referência clara: o vinho. “Deixámos de aceitar o ‘vinho da casa’ e passámos a valorizar origem, notas e processos. Espero que, um dia, façamos o mesmo com o café”.

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