#Protagonistas

Cata Vassalo: 11 anos a criar joalharia artesanal portuguesa sem seguir comparações

Durante mais de uma década, a designer portuguesa Catarina Vassalo tem construído um universo criativo próprio, onde a joalharia, a roupa e os acessórios se cruzam numa linguagem profundamente artesanal e pessoal. Nesta entrevista ao MOTIVO, fala sobre o percurso da marca Cata Vassalo, o equilíbrio entre criação e gestão, e a convicção que guia o seu trabalho desde o primeiro dia: fazer o próprio caminho.

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9 de mar. de 2026, 08:37

A marca Cata Vassalo é conhecida por celebrar a individualidade através da joalharia, roupa e acessórios. Mais de dez anos depois do início deste caminho, qual é o balanço?

CATARINA VASSALO — O maior balanço, para mim, é pensar que são já onze anos de fazer o meu próprio caminho. Na Cata Vassalo temos muito esta filosofia de criarmos o nosso próprio espaço, e universo, sem olhar para o lado e sem comparações. Não nos pomos barreiras, nem aos nossos sonhos, e isso é, sem dúvida, o maior balanço que faço deste percurso.

Sabendo o que sabe hoje, o que diria à Catarina de 2015, acabada de chegar de Valência?

C.V. — Que vai valer a pena, que tudo dá muito trabalho e implica muita dedicação, mas para nunca desistir. E espero que a Catarina de 2035 me diga o mesmo.


Catarina Vassalo fotografa no seu atelier, na Beloura, Sintra


A marca que criou atingiu um patamar de elevado reconhecimento. Ainda fica ansiosa com o lançamento de uma nova coleção?

C.V. — Curiosamente, não fico nervosa antes dos lançamentos. Provavelmente, isso acontece porque já conhecemos muito bem o nosso público. Ouvimos sempre as pessoas que nos escolhem e isso faz com que as consigamos conhecer bem.

Com o sucesso que alcançou, e a dimensão que a marca atingiu, como equilibra o lado artesanal com a resposta a todas as solicitações?

C.V. — Para nós, tem sido fácil. É sempre tudo feito à mão e, por isso, o artesanal está sempre presente e não acredito que possa ser de outra forma. No caso da roupa, trabalhamos com peças únicas e isso é uma das principais motivações, para mim, enquanto criativa: estar sempre a fazer coisas diferentes. No que toca às jóias, temos peças de coleção que são designs replicáveis, mas feitas à mão, também, e outras igualmente únicas, e que não queremos reproduzir. O importante é rodearmo-nos de boas pessoas que sejam, também, boas profissionais e detalhistas.

Como costuma ser o processo de criação de uma nova coleção?

C.V. — Inspiro-me em tudo. Sou uma pessoa naturalmente curiosa e observadora, gosto de explorar, combinar materiais e artes diferentes. Não desenhava, mas há alguns anos, comecei a desenhar também e, por isso, geralmente, as coleções nascem de pesquisa, observação e de algum desenho. Diria que são mais os materiais e as texturas que me inspiram para as coleções do que propriamente os conceitos a inspirarem o resultado final.



Além de designer e diretora criativa da marca, há um outro lado empresarial e de gestão. Como equilibra essas duas vertentes?

C.V. — Adoro o que faço, por isso, gosto de estar em tudo. Embora sejam áreas que não me entusiasmam e que divido totalmente, para mim, é normal estar presente. O mais importante, em todas as áreas, é rodearmo-nos das pessoas certas.

Olhando para os próximos anos, quais são os principais desafios e objetivos, enquanto marca portuguesa em crescimento num mercado global competitivo?

C.V. — Se calhar, ao contrário da maioria das marcas, e porque o que me move é fazer o que gosto, não faço grandes planos no que toca a objetivos. Quero continuar a poder fazer o meu próprio caminho, a fazer peças, a criar muitas Utopias e tudo aquilo que me motivar e trouxer empowerment a quem usa. O que me motiva são os sonhos e não os resultados. Espero que isso continue a ser o suficiente.

Em poucas palavras, qual é o seu MOTIVO?

C.V. — Continuar a fazer com que o meu trabalho seja, também, o meu estilo de vida, a minha forma de ver o mundo e viver o dia-a-dia.

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Cata Vassalo: 11 anos a criar joalharia artesanal portuguesa sem seguir comparações

Durante mais de uma década, a designer portuguesa Catarina Vassalo tem construído um universo criativo próprio, onde a joalharia, a roupa e os acessórios se cruzam numa linguagem profundamente artesanal e pessoal. Nesta entrevista ao MOTIVO, fala sobre o percurso da marca Cata Vassalo, o equilíbrio entre criação e gestão, e a convicção que guia o seu trabalho desde o primeiro dia: fazer o próprio caminho.

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9 de mar. de 2026, 08:37

A marca Cata Vassalo é conhecida por celebrar a individualidade através da joalharia, roupa e acessórios. Mais de dez anos depois do início deste caminho, qual é o balanço?

CATARINA VASSALO — O maior balanço, para mim, é pensar que são já onze anos de fazer o meu próprio caminho. Na Cata Vassalo temos muito esta filosofia de criarmos o nosso próprio espaço, e universo, sem olhar para o lado e sem comparações. Não nos pomos barreiras, nem aos nossos sonhos, e isso é, sem dúvida, o maior balanço que faço deste percurso.

Sabendo o que sabe hoje, o que diria à Catarina de 2015, acabada de chegar de Valência?

C.V. — Que vai valer a pena, que tudo dá muito trabalho e implica muita dedicação, mas para nunca desistir. E espero que a Catarina de 2035 me diga o mesmo.


Catarina Vassalo fotografa no seu atelier, na Beloura, Sintra


A marca que criou atingiu um patamar de elevado reconhecimento. Ainda fica ansiosa com o lançamento de uma nova coleção?

C.V. — Curiosamente, não fico nervosa antes dos lançamentos. Provavelmente, isso acontece porque já conhecemos muito bem o nosso público. Ouvimos sempre as pessoas que nos escolhem e isso faz com que as consigamos conhecer bem.

Com o sucesso que alcançou, e a dimensão que a marca atingiu, como equilibra o lado artesanal com a resposta a todas as solicitações?

C.V. — Para nós, tem sido fácil. É sempre tudo feito à mão e, por isso, o artesanal está sempre presente e não acredito que possa ser de outra forma. No caso da roupa, trabalhamos com peças únicas e isso é uma das principais motivações, para mim, enquanto criativa: estar sempre a fazer coisas diferentes. No que toca às jóias, temos peças de coleção que são designs replicáveis, mas feitas à mão, também, e outras igualmente únicas, e que não queremos reproduzir. O importante é rodearmo-nos de boas pessoas que sejam, também, boas profissionais e detalhistas.

Como costuma ser o processo de criação de uma nova coleção?

C.V. — Inspiro-me em tudo. Sou uma pessoa naturalmente curiosa e observadora, gosto de explorar, combinar materiais e artes diferentes. Não desenhava, mas há alguns anos, comecei a desenhar também e, por isso, geralmente, as coleções nascem de pesquisa, observação e de algum desenho. Diria que são mais os materiais e as texturas que me inspiram para as coleções do que propriamente os conceitos a inspirarem o resultado final.



Além de designer e diretora criativa da marca, há um outro lado empresarial e de gestão. Como equilibra essas duas vertentes?

C.V. — Adoro o que faço, por isso, gosto de estar em tudo. Embora sejam áreas que não me entusiasmam e que divido totalmente, para mim, é normal estar presente. O mais importante, em todas as áreas, é rodearmo-nos das pessoas certas.

Olhando para os próximos anos, quais são os principais desafios e objetivos, enquanto marca portuguesa em crescimento num mercado global competitivo?

C.V. — Se calhar, ao contrário da maioria das marcas, e porque o que me move é fazer o que gosto, não faço grandes planos no que toca a objetivos. Quero continuar a poder fazer o meu próprio caminho, a fazer peças, a criar muitas Utopias e tudo aquilo que me motivar e trouxer empowerment a quem usa. O que me motiva são os sonhos e não os resultados. Espero que isso continue a ser o suficiente.

Em poucas palavras, qual é o seu MOTIVO?

C.V. — Continuar a fazer com que o meu trabalho seja, também, o meu estilo de vida, a minha forma de ver o mundo e viver o dia-a-dia.

#Protagonistas

Cata Vassalo: 11 anos a criar joalharia artesanal portuguesa sem seguir comparações

Durante mais de uma década, a designer portuguesa Catarina Vassalo tem construído um universo criativo próprio, onde a joalharia, a roupa e os acessórios se cruzam numa linguagem profundamente artesanal e pessoal. Nesta entrevista ao MOTIVO, fala sobre o percurso da marca Cata Vassalo, o equilíbrio entre criação e gestão, e a convicção que guia o seu trabalho desde o primeiro dia: fazer o próprio caminho.

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9 de mar. de 2026, 08:37

A marca Cata Vassalo é conhecida por celebrar a individualidade através da joalharia, roupa e acessórios. Mais de dez anos depois do início deste caminho, qual é o balanço?

CATARINA VASSALO — O maior balanço, para mim, é pensar que são já onze anos de fazer o meu próprio caminho. Na Cata Vassalo temos muito esta filosofia de criarmos o nosso próprio espaço, e universo, sem olhar para o lado e sem comparações. Não nos pomos barreiras, nem aos nossos sonhos, e isso é, sem dúvida, o maior balanço que faço deste percurso.

Sabendo o que sabe hoje, o que diria à Catarina de 2015, acabada de chegar de Valência?

C.V. — Que vai valer a pena, que tudo dá muito trabalho e implica muita dedicação, mas para nunca desistir. E espero que a Catarina de 2035 me diga o mesmo.


Catarina Vassalo fotografa no seu atelier, na Beloura, Sintra


A marca que criou atingiu um patamar de elevado reconhecimento. Ainda fica ansiosa com o lançamento de uma nova coleção?

C.V. — Curiosamente, não fico nervosa antes dos lançamentos. Provavelmente, isso acontece porque já conhecemos muito bem o nosso público. Ouvimos sempre as pessoas que nos escolhem e isso faz com que as consigamos conhecer bem.

Com o sucesso que alcançou, e a dimensão que a marca atingiu, como equilibra o lado artesanal com a resposta a todas as solicitações?

C.V. — Para nós, tem sido fácil. É sempre tudo feito à mão e, por isso, o artesanal está sempre presente e não acredito que possa ser de outra forma. No caso da roupa, trabalhamos com peças únicas e isso é uma das principais motivações, para mim, enquanto criativa: estar sempre a fazer coisas diferentes. No que toca às jóias, temos peças de coleção que são designs replicáveis, mas feitas à mão, também, e outras igualmente únicas, e que não queremos reproduzir. O importante é rodearmo-nos de boas pessoas que sejam, também, boas profissionais e detalhistas.

Como costuma ser o processo de criação de uma nova coleção?

C.V. — Inspiro-me em tudo. Sou uma pessoa naturalmente curiosa e observadora, gosto de explorar, combinar materiais e artes diferentes. Não desenhava, mas há alguns anos, comecei a desenhar também e, por isso, geralmente, as coleções nascem de pesquisa, observação e de algum desenho. Diria que são mais os materiais e as texturas que me inspiram para as coleções do que propriamente os conceitos a inspirarem o resultado final.



Além de designer e diretora criativa da marca, há um outro lado empresarial e de gestão. Como equilibra essas duas vertentes?

C.V. — Adoro o que faço, por isso, gosto de estar em tudo. Embora sejam áreas que não me entusiasmam e que divido totalmente, para mim, é normal estar presente. O mais importante, em todas as áreas, é rodearmo-nos das pessoas certas.

Olhando para os próximos anos, quais são os principais desafios e objetivos, enquanto marca portuguesa em crescimento num mercado global competitivo?

C.V. — Se calhar, ao contrário da maioria das marcas, e porque o que me move é fazer o que gosto, não faço grandes planos no que toca a objetivos. Quero continuar a poder fazer o meu próprio caminho, a fazer peças, a criar muitas Utopias e tudo aquilo que me motivar e trouxer empowerment a quem usa. O que me motiva são os sonhos e não os resultados. Espero que isso continue a ser o suficiente.

Em poucas palavras, qual é o seu MOTIVO?

C.V. — Continuar a fazer com que o meu trabalho seja, também, o meu estilo de vida, a minha forma de ver o mundo e viver o dia-a-dia.

#Protagonistas

Cata Vassalo: 11 anos a criar joalharia artesanal portuguesa sem seguir comparações

Durante mais de uma década, a designer portuguesa Catarina Vassalo tem construído um universo criativo próprio, onde a joalharia, a roupa e os acessórios se cruzam numa linguagem profundamente artesanal e pessoal. Nesta entrevista ao MOTIVO, fala sobre o percurso da marca Cata Vassalo, o equilíbrio entre criação e gestão, e a convicção que guia o seu trabalho desde o primeiro dia: fazer o próprio caminho.

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9 de mar. de 2026, 08:37

A marca Cata Vassalo é conhecida por celebrar a individualidade através da joalharia, roupa e acessórios. Mais de dez anos depois do início deste caminho, qual é o balanço?

CATARINA VASSALO — O maior balanço, para mim, é pensar que são já onze anos de fazer o meu próprio caminho. Na Cata Vassalo temos muito esta filosofia de criarmos o nosso próprio espaço, e universo, sem olhar para o lado e sem comparações. Não nos pomos barreiras, nem aos nossos sonhos, e isso é, sem dúvida, o maior balanço que faço deste percurso.

Sabendo o que sabe hoje, o que diria à Catarina de 2015, acabada de chegar de Valência?

C.V. — Que vai valer a pena, que tudo dá muito trabalho e implica muita dedicação, mas para nunca desistir. E espero que a Catarina de 2035 me diga o mesmo.


Catarina Vassalo fotografa no seu atelier, na Beloura, Sintra


A marca que criou atingiu um patamar de elevado reconhecimento. Ainda fica ansiosa com o lançamento de uma nova coleção?

C.V. — Curiosamente, não fico nervosa antes dos lançamentos. Provavelmente, isso acontece porque já conhecemos muito bem o nosso público. Ouvimos sempre as pessoas que nos escolhem e isso faz com que as consigamos conhecer bem.

Com o sucesso que alcançou, e a dimensão que a marca atingiu, como equilibra o lado artesanal com a resposta a todas as solicitações?

C.V. — Para nós, tem sido fácil. É sempre tudo feito à mão e, por isso, o artesanal está sempre presente e não acredito que possa ser de outra forma. No caso da roupa, trabalhamos com peças únicas e isso é uma das principais motivações, para mim, enquanto criativa: estar sempre a fazer coisas diferentes. No que toca às jóias, temos peças de coleção que são designs replicáveis, mas feitas à mão, também, e outras igualmente únicas, e que não queremos reproduzir. O importante é rodearmo-nos de boas pessoas que sejam, também, boas profissionais e detalhistas.

Como costuma ser o processo de criação de uma nova coleção?

C.V. — Inspiro-me em tudo. Sou uma pessoa naturalmente curiosa e observadora, gosto de explorar, combinar materiais e artes diferentes. Não desenhava, mas há alguns anos, comecei a desenhar também e, por isso, geralmente, as coleções nascem de pesquisa, observação e de algum desenho. Diria que são mais os materiais e as texturas que me inspiram para as coleções do que propriamente os conceitos a inspirarem o resultado final.



Além de designer e diretora criativa da marca, há um outro lado empresarial e de gestão. Como equilibra essas duas vertentes?

C.V. — Adoro o que faço, por isso, gosto de estar em tudo. Embora sejam áreas que não me entusiasmam e que divido totalmente, para mim, é normal estar presente. O mais importante, em todas as áreas, é rodearmo-nos das pessoas certas.

Olhando para os próximos anos, quais são os principais desafios e objetivos, enquanto marca portuguesa em crescimento num mercado global competitivo?

C.V. — Se calhar, ao contrário da maioria das marcas, e porque o que me move é fazer o que gosto, não faço grandes planos no que toca a objetivos. Quero continuar a poder fazer o meu próprio caminho, a fazer peças, a criar muitas Utopias e tudo aquilo que me motivar e trouxer empowerment a quem usa. O que me motiva são os sonhos e não os resultados. Espero que isso continue a ser o suficiente.

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