#Conhecimento

Trabalho híbrido já pesa mais do que o salário no setor da tecnologia

O salário continua a contar. Perdeu, porém, a exclusividade de critério preponderante. Num mercado onde as empresas disputam perfis ligados à tecnologia, dados e inteligência artificial, o trabalho híbrido começa a surgir como argumento mais forte do que a compensação financeira.

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17 de jul. de 2026, 11:11

Segundo um estudo do International Workplace Group (IWG), o modelo híbrido é agora a estratégia mais usada pelas empresas para competir por talento tecnológico: 37% apontam essa opção, contra 35% que referem salários competitivos.

Isto significa que o trabalho híbrido deixou de ser visto apenas como benefício pós-pandemia. Para muitos profissionais, passou a fazer parte da proposta mínima de uma organização: como se trabalha, onde se trabalha, que margem existe para organizar a vida e que tipo de cultura se está a aceitar quando se assina um contrato.

O estudo indica que 72% dos líderes empresariais consideram importante oferecer trabalho híbrido ou flexível para atrair perfis tecnológicos. Entre líderes da Geração Z e millennials, esse valor sobe para 80% e 79%, respetivamente. Mais de três quartos dos inquiridos acreditam ainda que as empresas com trabalho híbrido têm vantagem clara no recrutamento face às que não oferecem esse modelo.


A retenção conta a mesma história

Mais de dois terços dos líderes reconhecem que salários competitivos já não chegam para manter os melhores profissionais de tecnologia. Entre trabalhadores do setor com menos de 30 anos, o equilíbrio entre vida pessoal e profissional e a flexibilidade aparecem como os aspetos mais importantes da cultura empresarial, com 42%, acima da compensação financeira, referida por 30%.

Em Portugal, esta discussão ganha peso por causa da escassez de perfis. O comunicado cita o Global Talent Shortage Survey 2025, da ManpowerGroup, segundo o qual 84% dos empregadores portugueses dizem ter dificuldade em encontrar o talento de que precisam. IT e Data estão entre as funções mais procuradas e difíceis de contratar, referidas por 22% dos empregadores.


Mas atenção: o problema não é apenas contratar

É também preparar empresas para receber e aproveitar esse talento. Dados da ANACOM, com base no Digital Skills Indicator 2.0 da Comissão Europeia, indicam que três em cada cinco pessoas em Portugal, entre os 16 e os 74 anos, têm competências digitais básicas ou acima de básicas. Ao mesmo tempo, só cerca de 30% das empresas portuguesas com 10 ou mais trabalhadores apresentam um índice de intensidade digital “alto” ou “muito alto”.

A tecnologia está também a mexer na ideia de liderança. O estudo da IWG indica que 83% dos líderes consideram competências avançadas em IA, análise de dados e programação fundamentais para avaliar quem deve progredir para cargos de chefia. Quase um quarto das organizações diz estar a promover profissionais de tecnologia com menos de 30 anos mais cedo do que seria habitual, percentagem que sobe para 45% entre empresas lideradas pela Geração Z.

A leitura para as empresas é simples: atrair talento tecnológico já não se resolve apenas com pacote salarial, promessa de progressão ou mesa de pingue-pongue no escritório. Pede modelos de trabalho coerentes, lideranças menos presas à presença física e culturas capazes de reconhecer que a próxima geração de perfis digitais não está apenas a pedir flexibilidade. Está a escolher onde vale a pena trabalhar.


(C) Foto de Chris Montgomery na Unsplash
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Trabalho híbrido já pesa mais do que o salário no setor da tecnologia

O salário continua a contar. Perdeu, porém, a exclusividade de critério preponderante. Num mercado onde as empresas disputam perfis ligados à tecnologia, dados e inteligência artificial, o trabalho híbrido começa a surgir como argumento mais forte do que a compensação financeira.

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17 de jul. de 2026, 11:11

Segundo um estudo do International Workplace Group (IWG), o modelo híbrido é agora a estratégia mais usada pelas empresas para competir por talento tecnológico: 37% apontam essa opção, contra 35% que referem salários competitivos.

Isto significa que o trabalho híbrido deixou de ser visto apenas como benefício pós-pandemia. Para muitos profissionais, passou a fazer parte da proposta mínima de uma organização: como se trabalha, onde se trabalha, que margem existe para organizar a vida e que tipo de cultura se está a aceitar quando se assina um contrato.

O estudo indica que 72% dos líderes empresariais consideram importante oferecer trabalho híbrido ou flexível para atrair perfis tecnológicos. Entre líderes da Geração Z e millennials, esse valor sobe para 80% e 79%, respetivamente. Mais de três quartos dos inquiridos acreditam ainda que as empresas com trabalho híbrido têm vantagem clara no recrutamento face às que não oferecem esse modelo.


A retenção conta a mesma história

Mais de dois terços dos líderes reconhecem que salários competitivos já não chegam para manter os melhores profissionais de tecnologia. Entre trabalhadores do setor com menos de 30 anos, o equilíbrio entre vida pessoal e profissional e a flexibilidade aparecem como os aspetos mais importantes da cultura empresarial, com 42%, acima da compensação financeira, referida por 30%.

Em Portugal, esta discussão ganha peso por causa da escassez de perfis. O comunicado cita o Global Talent Shortage Survey 2025, da ManpowerGroup, segundo o qual 84% dos empregadores portugueses dizem ter dificuldade em encontrar o talento de que precisam. IT e Data estão entre as funções mais procuradas e difíceis de contratar, referidas por 22% dos empregadores.


Mas atenção: o problema não é apenas contratar

É também preparar empresas para receber e aproveitar esse talento. Dados da ANACOM, com base no Digital Skills Indicator 2.0 da Comissão Europeia, indicam que três em cada cinco pessoas em Portugal, entre os 16 e os 74 anos, têm competências digitais básicas ou acima de básicas. Ao mesmo tempo, só cerca de 30% das empresas portuguesas com 10 ou mais trabalhadores apresentam um índice de intensidade digital “alto” ou “muito alto”.

A tecnologia está também a mexer na ideia de liderança. O estudo da IWG indica que 83% dos líderes consideram competências avançadas em IA, análise de dados e programação fundamentais para avaliar quem deve progredir para cargos de chefia. Quase um quarto das organizações diz estar a promover profissionais de tecnologia com menos de 30 anos mais cedo do que seria habitual, percentagem que sobe para 45% entre empresas lideradas pela Geração Z.

A leitura para as empresas é simples: atrair talento tecnológico já não se resolve apenas com pacote salarial, promessa de progressão ou mesa de pingue-pongue no escritório. Pede modelos de trabalho coerentes, lideranças menos presas à presença física e culturas capazes de reconhecer que a próxima geração de perfis digitais não está apenas a pedir flexibilidade. Está a escolher onde vale a pena trabalhar.


(C) Foto de Chris Montgomery na Unsplash

#Conhecimento

Trabalho híbrido já pesa mais do que o salário no setor da tecnologia

O salário continua a contar. Perdeu, porém, a exclusividade de critério preponderante. Num mercado onde as empresas disputam perfis ligados à tecnologia, dados e inteligência artificial, o trabalho híbrido começa a surgir como argumento mais forte do que a compensação financeira.

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17 de jul. de 2026, 11:11

Segundo um estudo do International Workplace Group (IWG), o modelo híbrido é agora a estratégia mais usada pelas empresas para competir por talento tecnológico: 37% apontam essa opção, contra 35% que referem salários competitivos.

Isto significa que o trabalho híbrido deixou de ser visto apenas como benefício pós-pandemia. Para muitos profissionais, passou a fazer parte da proposta mínima de uma organização: como se trabalha, onde se trabalha, que margem existe para organizar a vida e que tipo de cultura se está a aceitar quando se assina um contrato.

O estudo indica que 72% dos líderes empresariais consideram importante oferecer trabalho híbrido ou flexível para atrair perfis tecnológicos. Entre líderes da Geração Z e millennials, esse valor sobe para 80% e 79%, respetivamente. Mais de três quartos dos inquiridos acreditam ainda que as empresas com trabalho híbrido têm vantagem clara no recrutamento face às que não oferecem esse modelo.


A retenção conta a mesma história

Mais de dois terços dos líderes reconhecem que salários competitivos já não chegam para manter os melhores profissionais de tecnologia. Entre trabalhadores do setor com menos de 30 anos, o equilíbrio entre vida pessoal e profissional e a flexibilidade aparecem como os aspetos mais importantes da cultura empresarial, com 42%, acima da compensação financeira, referida por 30%.

Em Portugal, esta discussão ganha peso por causa da escassez de perfis. O comunicado cita o Global Talent Shortage Survey 2025, da ManpowerGroup, segundo o qual 84% dos empregadores portugueses dizem ter dificuldade em encontrar o talento de que precisam. IT e Data estão entre as funções mais procuradas e difíceis de contratar, referidas por 22% dos empregadores.


Mas atenção: o problema não é apenas contratar

É também preparar empresas para receber e aproveitar esse talento. Dados da ANACOM, com base no Digital Skills Indicator 2.0 da Comissão Europeia, indicam que três em cada cinco pessoas em Portugal, entre os 16 e os 74 anos, têm competências digitais básicas ou acima de básicas. Ao mesmo tempo, só cerca de 30% das empresas portuguesas com 10 ou mais trabalhadores apresentam um índice de intensidade digital “alto” ou “muito alto”.

A tecnologia está também a mexer na ideia de liderança. O estudo da IWG indica que 83% dos líderes consideram competências avançadas em IA, análise de dados e programação fundamentais para avaliar quem deve progredir para cargos de chefia. Quase um quarto das organizações diz estar a promover profissionais de tecnologia com menos de 30 anos mais cedo do que seria habitual, percentagem que sobe para 45% entre empresas lideradas pela Geração Z.

A leitura para as empresas é simples: atrair talento tecnológico já não se resolve apenas com pacote salarial, promessa de progressão ou mesa de pingue-pongue no escritório. Pede modelos de trabalho coerentes, lideranças menos presas à presença física e culturas capazes de reconhecer que a próxima geração de perfis digitais não está apenas a pedir flexibilidade. Está a escolher onde vale a pena trabalhar.


(C) Foto de Chris Montgomery na Unsplash
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Trabalho híbrido já pesa mais do que o salário no setor da tecnologia

O salário continua a contar. Perdeu, porém, a exclusividade de critério preponderante. Num mercado onde as empresas disputam perfis ligados à tecnologia, dados e inteligência artificial, o trabalho híbrido começa a surgir como argumento mais forte do que a compensação financeira.

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17 de jul. de 2026, 11:11

Segundo um estudo do International Workplace Group (IWG), o modelo híbrido é agora a estratégia mais usada pelas empresas para competir por talento tecnológico: 37% apontam essa opção, contra 35% que referem salários competitivos.

Isto significa que o trabalho híbrido deixou de ser visto apenas como benefício pós-pandemia. Para muitos profissionais, passou a fazer parte da proposta mínima de uma organização: como se trabalha, onde se trabalha, que margem existe para organizar a vida e que tipo de cultura se está a aceitar quando se assina um contrato.

O estudo indica que 72% dos líderes empresariais consideram importante oferecer trabalho híbrido ou flexível para atrair perfis tecnológicos. Entre líderes da Geração Z e millennials, esse valor sobe para 80% e 79%, respetivamente. Mais de três quartos dos inquiridos acreditam ainda que as empresas com trabalho híbrido têm vantagem clara no recrutamento face às que não oferecem esse modelo.


A retenção conta a mesma história

Mais de dois terços dos líderes reconhecem que salários competitivos já não chegam para manter os melhores profissionais de tecnologia. Entre trabalhadores do setor com menos de 30 anos, o equilíbrio entre vida pessoal e profissional e a flexibilidade aparecem como os aspetos mais importantes da cultura empresarial, com 42%, acima da compensação financeira, referida por 30%.

Em Portugal, esta discussão ganha peso por causa da escassez de perfis. O comunicado cita o Global Talent Shortage Survey 2025, da ManpowerGroup, segundo o qual 84% dos empregadores portugueses dizem ter dificuldade em encontrar o talento de que precisam. IT e Data estão entre as funções mais procuradas e difíceis de contratar, referidas por 22% dos empregadores.


Mas atenção: o problema não é apenas contratar

É também preparar empresas para receber e aproveitar esse talento. Dados da ANACOM, com base no Digital Skills Indicator 2.0 da Comissão Europeia, indicam que três em cada cinco pessoas em Portugal, entre os 16 e os 74 anos, têm competências digitais básicas ou acima de básicas. Ao mesmo tempo, só cerca de 30% das empresas portuguesas com 10 ou mais trabalhadores apresentam um índice de intensidade digital “alto” ou “muito alto”.

A tecnologia está também a mexer na ideia de liderança. O estudo da IWG indica que 83% dos líderes consideram competências avançadas em IA, análise de dados e programação fundamentais para avaliar quem deve progredir para cargos de chefia. Quase um quarto das organizações diz estar a promover profissionais de tecnologia com menos de 30 anos mais cedo do que seria habitual, percentagem que sobe para 45% entre empresas lideradas pela Geração Z.

A leitura para as empresas é simples: atrair talento tecnológico já não se resolve apenas com pacote salarial, promessa de progressão ou mesa de pingue-pongue no escritório. Pede modelos de trabalho coerentes, lideranças menos presas à presença física e culturas capazes de reconhecer que a próxima geração de perfis digitais não está apenas a pedir flexibilidade. Está a escolher onde vale a pena trabalhar.


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