#Protagonistas

Seis perguntas aos Twin Docs

Os irmãos gémeos Pedro Barreira e João Vasco Barreira, médicos de Medicina Geral e Familiar e Oncologia, respetivamente, acabam de lançar o livro Saúde dos Pés à Cabeça, com o selo da Contraponto. A dupla respondeu às perguntas do MOTIVO sobre o que continuamos a ignorar, onde falhamos enquanto sociedade e qual a mudança mais urgente no que à saúde diz respeito.

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2 de mai. de 2026, 09:09

Num tempo de excesso de informação sobre saúde, o que vos fez sentir que ainda era preciso escrever este livro?

TWIN DOCS — Porque há muita informação, mas pouca orientação. As pessoas sabem um pouco de tudo, mas não sabem o que fazer com isso. Entre o Google, as redes sociais e os conselhos cruzados, criou-se um ruído enorme. O livro nasce dessa vontade de organizar, de explicar sem alarmismo e de devolver algum bom senso à relação com o corpo.



Sendo dois médicos e dois irmãos, onde termina o consenso clínico e começa a divergência entre vocês?

T.D. — Começa mais cedo do que gostaríamos de admitir. A medicina não é uma ciência exata e isso nota-se nas nossas discussões. Temos formação semelhante, mas especialidades distintas e, por isso mesmo, olhares diferentes. Às vezes, um de nós é mais conservador, o outro mais interventivo. E isso, é uma vantagem, porque acreditamos que o livro ganha com esse confronto, fica mais honesto.

O livro propõe um olhar “dos pés à cabeça”. O que é que continuamos a ignorar no nosso corpo de forma sistemática?

T.D. — Ignoramos sinais simples. Cansaço persistente, alterações no sono, pequenas dores que se tornam crónicas. Há uma tendência para normalizar o desconforto. E, ao mesmo tempo, uma obsessão com coisas muito mais raras. Falta-nos escuta do corpo no essencial.



Qual é o erro mais comum que veem repetir-se nos pacientes, aquele que poderia ser evitado com mais literacia em saúde?

T.D.— A automedicação e o adiamento. As pessoas tentam resolver tudo sozinhas durante demasiado tempo e depois chegam tarde. Ou, então, fazem o contrário: correm para exames e soluções rápidas sem perceber o que está realmente em causa. Falta equilíbrio.

Entre prevenção e reação, onde falhamos mais enquanto sociedade?

T.D. — Falhamos claramente na prevenção, mas não só por desleixo individual. Falta tempo, falta informação clara e falta uma cultura que valorize o cuidado continuado. Vivemos muito em modo reativo, a apagar fogos. E isso paga-se mais tarde.

Se cada leitor pudesse reter apenas um hábito deste livro, qual seria e porquê?

T.D. — Diríamos: criar rotinas de atenção ao corpo. Não é preciso fazer tudo, mas é preciso fazer alguma coisa de forma consistente: dormir melhor, mexer-se mais, estar atento a sinais. A saúde constrói-se em pequenos gestos repetidos, não em decisões radicais.

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Seis perguntas aos Twin Docs

Os irmãos gémeos Pedro Barreira e João Vasco Barreira, médicos de Medicina Geral e Familiar e Oncologia, respetivamente, acabam de lançar o livro Saúde dos Pés à Cabeça, com o selo da Contraponto. A dupla respondeu às perguntas do MOTIVO sobre o que continuamos a ignorar, onde falhamos enquanto sociedade e qual a mudança mais urgente no que à saúde diz respeito.

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2 de mai. de 2026, 09:09

Num tempo de excesso de informação sobre saúde, o que vos fez sentir que ainda era preciso escrever este livro?

TWIN DOCS — Porque há muita informação, mas pouca orientação. As pessoas sabem um pouco de tudo, mas não sabem o que fazer com isso. Entre o Google, as redes sociais e os conselhos cruzados, criou-se um ruído enorme. O livro nasce dessa vontade de organizar, de explicar sem alarmismo e de devolver algum bom senso à relação com o corpo.



Sendo dois médicos e dois irmãos, onde termina o consenso clínico e começa a divergência entre vocês?

T.D. — Começa mais cedo do que gostaríamos de admitir. A medicina não é uma ciência exata e isso nota-se nas nossas discussões. Temos formação semelhante, mas especialidades distintas e, por isso mesmo, olhares diferentes. Às vezes, um de nós é mais conservador, o outro mais interventivo. E isso, é uma vantagem, porque acreditamos que o livro ganha com esse confronto, fica mais honesto.

O livro propõe um olhar “dos pés à cabeça”. O que é que continuamos a ignorar no nosso corpo de forma sistemática?

T.D. — Ignoramos sinais simples. Cansaço persistente, alterações no sono, pequenas dores que se tornam crónicas. Há uma tendência para normalizar o desconforto. E, ao mesmo tempo, uma obsessão com coisas muito mais raras. Falta-nos escuta do corpo no essencial.



Qual é o erro mais comum que veem repetir-se nos pacientes, aquele que poderia ser evitado com mais literacia em saúde?

T.D.— A automedicação e o adiamento. As pessoas tentam resolver tudo sozinhas durante demasiado tempo e depois chegam tarde. Ou, então, fazem o contrário: correm para exames e soluções rápidas sem perceber o que está realmente em causa. Falta equilíbrio.

Entre prevenção e reação, onde falhamos mais enquanto sociedade?

T.D. — Falhamos claramente na prevenção, mas não só por desleixo individual. Falta tempo, falta informação clara e falta uma cultura que valorize o cuidado continuado. Vivemos muito em modo reativo, a apagar fogos. E isso paga-se mais tarde.

Se cada leitor pudesse reter apenas um hábito deste livro, qual seria e porquê?

T.D. — Diríamos: criar rotinas de atenção ao corpo. Não é preciso fazer tudo, mas é preciso fazer alguma coisa de forma consistente: dormir melhor, mexer-se mais, estar atento a sinais. A saúde constrói-se em pequenos gestos repetidos, não em decisões radicais.

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Seis perguntas aos Twin Docs

Os irmãos gémeos Pedro Barreira e João Vasco Barreira, médicos de Medicina Geral e Familiar e Oncologia, respetivamente, acabam de lançar o livro Saúde dos Pés à Cabeça, com o selo da Contraponto. A dupla respondeu às perguntas do MOTIVO sobre o que continuamos a ignorar, onde falhamos enquanto sociedade e qual a mudança mais urgente no que à saúde diz respeito.

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2 de mai. de 2026, 09:09

Num tempo de excesso de informação sobre saúde, o que vos fez sentir que ainda era preciso escrever este livro?

TWIN DOCS — Porque há muita informação, mas pouca orientação. As pessoas sabem um pouco de tudo, mas não sabem o que fazer com isso. Entre o Google, as redes sociais e os conselhos cruzados, criou-se um ruído enorme. O livro nasce dessa vontade de organizar, de explicar sem alarmismo e de devolver algum bom senso à relação com o corpo.



Sendo dois médicos e dois irmãos, onde termina o consenso clínico e começa a divergência entre vocês?

T.D. — Começa mais cedo do que gostaríamos de admitir. A medicina não é uma ciência exata e isso nota-se nas nossas discussões. Temos formação semelhante, mas especialidades distintas e, por isso mesmo, olhares diferentes. Às vezes, um de nós é mais conservador, o outro mais interventivo. E isso, é uma vantagem, porque acreditamos que o livro ganha com esse confronto, fica mais honesto.

O livro propõe um olhar “dos pés à cabeça”. O que é que continuamos a ignorar no nosso corpo de forma sistemática?

T.D. — Ignoramos sinais simples. Cansaço persistente, alterações no sono, pequenas dores que se tornam crónicas. Há uma tendência para normalizar o desconforto. E, ao mesmo tempo, uma obsessão com coisas muito mais raras. Falta-nos escuta do corpo no essencial.



Qual é o erro mais comum que veem repetir-se nos pacientes, aquele que poderia ser evitado com mais literacia em saúde?

T.D.— A automedicação e o adiamento. As pessoas tentam resolver tudo sozinhas durante demasiado tempo e depois chegam tarde. Ou, então, fazem o contrário: correm para exames e soluções rápidas sem perceber o que está realmente em causa. Falta equilíbrio.

Entre prevenção e reação, onde falhamos mais enquanto sociedade?

T.D. — Falhamos claramente na prevenção, mas não só por desleixo individual. Falta tempo, falta informação clara e falta uma cultura que valorize o cuidado continuado. Vivemos muito em modo reativo, a apagar fogos. E isso paga-se mais tarde.

Se cada leitor pudesse reter apenas um hábito deste livro, qual seria e porquê?

T.D. — Diríamos: criar rotinas de atenção ao corpo. Não é preciso fazer tudo, mas é preciso fazer alguma coisa de forma consistente: dormir melhor, mexer-se mais, estar atento a sinais. A saúde constrói-se em pequenos gestos repetidos, não em decisões radicais.

#Protagonistas

Seis perguntas aos Twin Docs

Os irmãos gémeos Pedro Barreira e João Vasco Barreira, médicos de Medicina Geral e Familiar e Oncologia, respetivamente, acabam de lançar o livro Saúde dos Pés à Cabeça, com o selo da Contraponto. A dupla respondeu às perguntas do MOTIVO sobre o que continuamos a ignorar, onde falhamos enquanto sociedade e qual a mudança mais urgente no que à saúde diz respeito.

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2 de mai. de 2026, 09:09

Num tempo de excesso de informação sobre saúde, o que vos fez sentir que ainda era preciso escrever este livro?

TWIN DOCS — Porque há muita informação, mas pouca orientação. As pessoas sabem um pouco de tudo, mas não sabem o que fazer com isso. Entre o Google, as redes sociais e os conselhos cruzados, criou-se um ruído enorme. O livro nasce dessa vontade de organizar, de explicar sem alarmismo e de devolver algum bom senso à relação com o corpo.



Sendo dois médicos e dois irmãos, onde termina o consenso clínico e começa a divergência entre vocês?

T.D. — Começa mais cedo do que gostaríamos de admitir. A medicina não é uma ciência exata e isso nota-se nas nossas discussões. Temos formação semelhante, mas especialidades distintas e, por isso mesmo, olhares diferentes. Às vezes, um de nós é mais conservador, o outro mais interventivo. E isso, é uma vantagem, porque acreditamos que o livro ganha com esse confronto, fica mais honesto.

O livro propõe um olhar “dos pés à cabeça”. O que é que continuamos a ignorar no nosso corpo de forma sistemática?

T.D. — Ignoramos sinais simples. Cansaço persistente, alterações no sono, pequenas dores que se tornam crónicas. Há uma tendência para normalizar o desconforto. E, ao mesmo tempo, uma obsessão com coisas muito mais raras. Falta-nos escuta do corpo no essencial.



Qual é o erro mais comum que veem repetir-se nos pacientes, aquele que poderia ser evitado com mais literacia em saúde?

T.D.— A automedicação e o adiamento. As pessoas tentam resolver tudo sozinhas durante demasiado tempo e depois chegam tarde. Ou, então, fazem o contrário: correm para exames e soluções rápidas sem perceber o que está realmente em causa. Falta equilíbrio.

Entre prevenção e reação, onde falhamos mais enquanto sociedade?

T.D. — Falhamos claramente na prevenção, mas não só por desleixo individual. Falta tempo, falta informação clara e falta uma cultura que valorize o cuidado continuado. Vivemos muito em modo reativo, a apagar fogos. E isso paga-se mais tarde.

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T.D. — Diríamos: criar rotinas de atenção ao corpo. Não é preciso fazer tudo, mas é preciso fazer alguma coisa de forma consistente: dormir melhor, mexer-se mais, estar atento a sinais. A saúde constrói-se em pequenos gestos repetidos, não em decisões radicais.

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