#Conhecimento

74% dos jovens adultos em Portugal já têm ou ponderam uma segunda fonte de rendimento

Um salário começa a deixar de chegar ou, pelo menos, a deixar de ser suficiente como única garantia de segurança. Em Portugal, 74% dos jovens adultos entre os 18 e os 35 anos já têm ou ponderam vir a ter uma segunda fonte de rendimento, através de outro emprego ou de um projeto paralelo. Quatro em cada dez já o fazem.

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10 de ago. de 2026, 12:42

Os dados, provenientes do estudo Consumo Jovem 2026, do Observador Cetelem, ajudam a desenhar um mercado de trabalho em que a carreira começa a ser pensada de outra forma. Em vez de depender exclusivamente de uma empresa, de uma função e de um salário, uma parte significativa dos jovens procura diversificar rendimentos. Entre os 18 e os 35 anos, 40% já conjugam a atividade principal com outra fonte de receita e 34% admitem fazê-lo no futuro.

A tendência surge num contexto económico pouco confortável para quem está a construir os primeiros anos de carreira. Quase 39% dos trabalhadores portugueses com menos de 30 anos têm contratos temporários e 54% dos portugueses da Geração Z inquiridos pelo Gen Z and Millennial Survey 2025, da Deloitte, afirmaram viver de salário em salário. A segunda atividade pode representar empreendedorismo e vontade de experimentar outros projetos; os dados sugerem também uma procura bastante mais pragmática por segurança financeira.

É neste cenário que ganha espaço aquilo a que a International Workplace Group (IWG) chama de “carreiras de portefólio”: percursos construídos através da combinação de diferentes atividades, projetos e fontes de rendimento. Num estudo realizado junto de mil profissionais da Geração Z no Reino Unido, 33% afirmaram já ter ou ponderar desenvolver uma atividade paralela e, entre estes, 48% apontaram a obtenção de rendimento adicional e maior segurança financeira como motivação. Os valores não são diretamente comparáveis com os portugueses (as amostras, mercados e faixas etárias são diferentes), embora apontem para uma discussão comum sobre a progressiva fragmentação da carreira linear.

A inteligência artificial está a acelerar essa mudança. Em Portugal, 54% dos inquiridos da Geração Z dizem já utilizar IA generativa no trabalho diário e 72% consideram que aumentou a sua produtividade, segundo a Deloitte. Do lado do estudo internacional da IWG, 55% dos jovens profissionais acreditam que a tecnologia irá transformar as suas carreiras, incentivando a aquisição de novas competências e a exploração de outros percursos profissionais.

A consequência pode ser um mercado onde mudar de função, setor ou projeto deixa de ser entendido como falta de estabilidade. Entre os jovens analisados pela IWG no Reino Unido que trocaram de função nos últimos três anos, 43% fizeram-no duas ou três vezes e 30% apontaram a possibilidade de conseguir um salário superior como principal motivo. Mais do que subir um degrau profissional dentro da mesma organização, o percurso pode passar por sucessivos movimentos destinados a aumentar rendimento, experiência ou autonomia.

Em Portugal, a flexibilidade também entra nessa equação. 27,2% dos profissionais da Geração Z recusariam uma proposta de emprego com salário superior se a empresa não permitisse trabalho remoto ou híbrido, segundo um estudo da Randstad citado no documento. O dado ajuda a afastar a ideia de que remuneração e flexibilidade são necessariamente prioridades concorrentes: tempo, custos de deslocação e possibilidade de desenvolver outros projetos passaram a fazer parte da conta económica de uma proposta de trabalho.

Para as empresas, a mudança coloca uma questão menos confortável do que saber quantos dias por semana os colaboradores querem trabalhar a partir de casa. O emprego principal está a deixar de ocupar todo o espaço da identidade e da ambição profissional de uma geração. Um trabalhador pode ser colaborador de uma empresa, freelancer noutra área, desenvolver um pequeno negócio e usar IA para adquirir competências que lhe permitam entrar num setor diferente.

O dado dos 74% dos jovens que já têm ,ou ponderam ter, uma segunda fonte de rendimento talvez seja, por isso, mais interessante pelo que revela sobre o conceito de carreira do que pela dimensão do fenómeno em si. Para muitos jovens adultos portugueses, depender de uma única fonte de rendimento já não parece ser o modelo mais seguro ou suficiente. O percurso profissional começa a assemelhar-se menos a uma linha reta e mais a uma combinação de trabalho, projetos, competências e rendimentos que se vai reorganizando ao longo do tempo.


(C) Foto de S O C I A L . C U T na Unsplash
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74% dos jovens adultos em Portugal já têm ou ponderam uma segunda fonte de rendimento

Um salário começa a deixar de chegar ou, pelo menos, a deixar de ser suficiente como única garantia de segurança. Em Portugal, 74% dos jovens adultos entre os 18 e os 35 anos já têm ou ponderam vir a ter uma segunda fonte de rendimento, através de outro emprego ou de um projeto paralelo. Quatro em cada dez já o fazem.

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10 de ago. de 2026, 12:42

Os dados, provenientes do estudo Consumo Jovem 2026, do Observador Cetelem, ajudam a desenhar um mercado de trabalho em que a carreira começa a ser pensada de outra forma. Em vez de depender exclusivamente de uma empresa, de uma função e de um salário, uma parte significativa dos jovens procura diversificar rendimentos. Entre os 18 e os 35 anos, 40% já conjugam a atividade principal com outra fonte de receita e 34% admitem fazê-lo no futuro.

A tendência surge num contexto económico pouco confortável para quem está a construir os primeiros anos de carreira. Quase 39% dos trabalhadores portugueses com menos de 30 anos têm contratos temporários e 54% dos portugueses da Geração Z inquiridos pelo Gen Z and Millennial Survey 2025, da Deloitte, afirmaram viver de salário em salário. A segunda atividade pode representar empreendedorismo e vontade de experimentar outros projetos; os dados sugerem também uma procura bastante mais pragmática por segurança financeira.

É neste cenário que ganha espaço aquilo a que a International Workplace Group (IWG) chama de “carreiras de portefólio”: percursos construídos através da combinação de diferentes atividades, projetos e fontes de rendimento. Num estudo realizado junto de mil profissionais da Geração Z no Reino Unido, 33% afirmaram já ter ou ponderar desenvolver uma atividade paralela e, entre estes, 48% apontaram a obtenção de rendimento adicional e maior segurança financeira como motivação. Os valores não são diretamente comparáveis com os portugueses (as amostras, mercados e faixas etárias são diferentes), embora apontem para uma discussão comum sobre a progressiva fragmentação da carreira linear.

A inteligência artificial está a acelerar essa mudança. Em Portugal, 54% dos inquiridos da Geração Z dizem já utilizar IA generativa no trabalho diário e 72% consideram que aumentou a sua produtividade, segundo a Deloitte. Do lado do estudo internacional da IWG, 55% dos jovens profissionais acreditam que a tecnologia irá transformar as suas carreiras, incentivando a aquisição de novas competências e a exploração de outros percursos profissionais.

A consequência pode ser um mercado onde mudar de função, setor ou projeto deixa de ser entendido como falta de estabilidade. Entre os jovens analisados pela IWG no Reino Unido que trocaram de função nos últimos três anos, 43% fizeram-no duas ou três vezes e 30% apontaram a possibilidade de conseguir um salário superior como principal motivo. Mais do que subir um degrau profissional dentro da mesma organização, o percurso pode passar por sucessivos movimentos destinados a aumentar rendimento, experiência ou autonomia.

Em Portugal, a flexibilidade também entra nessa equação. 27,2% dos profissionais da Geração Z recusariam uma proposta de emprego com salário superior se a empresa não permitisse trabalho remoto ou híbrido, segundo um estudo da Randstad citado no documento. O dado ajuda a afastar a ideia de que remuneração e flexibilidade são necessariamente prioridades concorrentes: tempo, custos de deslocação e possibilidade de desenvolver outros projetos passaram a fazer parte da conta económica de uma proposta de trabalho.

Para as empresas, a mudança coloca uma questão menos confortável do que saber quantos dias por semana os colaboradores querem trabalhar a partir de casa. O emprego principal está a deixar de ocupar todo o espaço da identidade e da ambição profissional de uma geração. Um trabalhador pode ser colaborador de uma empresa, freelancer noutra área, desenvolver um pequeno negócio e usar IA para adquirir competências que lhe permitam entrar num setor diferente.

O dado dos 74% dos jovens que já têm ,ou ponderam ter, uma segunda fonte de rendimento talvez seja, por isso, mais interessante pelo que revela sobre o conceito de carreira do que pela dimensão do fenómeno em si. Para muitos jovens adultos portugueses, depender de uma única fonte de rendimento já não parece ser o modelo mais seguro ou suficiente. O percurso profissional começa a assemelhar-se menos a uma linha reta e mais a uma combinação de trabalho, projetos, competências e rendimentos que se vai reorganizando ao longo do tempo.


(C) Foto de S O C I A L . C U T na Unsplash

#Conhecimento

74% dos jovens adultos em Portugal já têm ou ponderam uma segunda fonte de rendimento

Um salário começa a deixar de chegar ou, pelo menos, a deixar de ser suficiente como única garantia de segurança. Em Portugal, 74% dos jovens adultos entre os 18 e os 35 anos já têm ou ponderam vir a ter uma segunda fonte de rendimento, através de outro emprego ou de um projeto paralelo. Quatro em cada dez já o fazem.

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10 de ago. de 2026, 12:42

Os dados, provenientes do estudo Consumo Jovem 2026, do Observador Cetelem, ajudam a desenhar um mercado de trabalho em que a carreira começa a ser pensada de outra forma. Em vez de depender exclusivamente de uma empresa, de uma função e de um salário, uma parte significativa dos jovens procura diversificar rendimentos. Entre os 18 e os 35 anos, 40% já conjugam a atividade principal com outra fonte de receita e 34% admitem fazê-lo no futuro.

A tendência surge num contexto económico pouco confortável para quem está a construir os primeiros anos de carreira. Quase 39% dos trabalhadores portugueses com menos de 30 anos têm contratos temporários e 54% dos portugueses da Geração Z inquiridos pelo Gen Z and Millennial Survey 2025, da Deloitte, afirmaram viver de salário em salário. A segunda atividade pode representar empreendedorismo e vontade de experimentar outros projetos; os dados sugerem também uma procura bastante mais pragmática por segurança financeira.

É neste cenário que ganha espaço aquilo a que a International Workplace Group (IWG) chama de “carreiras de portefólio”: percursos construídos através da combinação de diferentes atividades, projetos e fontes de rendimento. Num estudo realizado junto de mil profissionais da Geração Z no Reino Unido, 33% afirmaram já ter ou ponderar desenvolver uma atividade paralela e, entre estes, 48% apontaram a obtenção de rendimento adicional e maior segurança financeira como motivação. Os valores não são diretamente comparáveis com os portugueses (as amostras, mercados e faixas etárias são diferentes), embora apontem para uma discussão comum sobre a progressiva fragmentação da carreira linear.

A inteligência artificial está a acelerar essa mudança. Em Portugal, 54% dos inquiridos da Geração Z dizem já utilizar IA generativa no trabalho diário e 72% consideram que aumentou a sua produtividade, segundo a Deloitte. Do lado do estudo internacional da IWG, 55% dos jovens profissionais acreditam que a tecnologia irá transformar as suas carreiras, incentivando a aquisição de novas competências e a exploração de outros percursos profissionais.

A consequência pode ser um mercado onde mudar de função, setor ou projeto deixa de ser entendido como falta de estabilidade. Entre os jovens analisados pela IWG no Reino Unido que trocaram de função nos últimos três anos, 43% fizeram-no duas ou três vezes e 30% apontaram a possibilidade de conseguir um salário superior como principal motivo. Mais do que subir um degrau profissional dentro da mesma organização, o percurso pode passar por sucessivos movimentos destinados a aumentar rendimento, experiência ou autonomia.

Em Portugal, a flexibilidade também entra nessa equação. 27,2% dos profissionais da Geração Z recusariam uma proposta de emprego com salário superior se a empresa não permitisse trabalho remoto ou híbrido, segundo um estudo da Randstad citado no documento. O dado ajuda a afastar a ideia de que remuneração e flexibilidade são necessariamente prioridades concorrentes: tempo, custos de deslocação e possibilidade de desenvolver outros projetos passaram a fazer parte da conta económica de uma proposta de trabalho.

Para as empresas, a mudança coloca uma questão menos confortável do que saber quantos dias por semana os colaboradores querem trabalhar a partir de casa. O emprego principal está a deixar de ocupar todo o espaço da identidade e da ambição profissional de uma geração. Um trabalhador pode ser colaborador de uma empresa, freelancer noutra área, desenvolver um pequeno negócio e usar IA para adquirir competências que lhe permitam entrar num setor diferente.

O dado dos 74% dos jovens que já têm ,ou ponderam ter, uma segunda fonte de rendimento talvez seja, por isso, mais interessante pelo que revela sobre o conceito de carreira do que pela dimensão do fenómeno em si. Para muitos jovens adultos portugueses, depender de uma única fonte de rendimento já não parece ser o modelo mais seguro ou suficiente. O percurso profissional começa a assemelhar-se menos a uma linha reta e mais a uma combinação de trabalho, projetos, competências e rendimentos que se vai reorganizando ao longo do tempo.


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#Conhecimento

74% dos jovens adultos em Portugal já têm ou ponderam uma segunda fonte de rendimento

Um salário começa a deixar de chegar ou, pelo menos, a deixar de ser suficiente como única garantia de segurança. Em Portugal, 74% dos jovens adultos entre os 18 e os 35 anos já têm ou ponderam vir a ter uma segunda fonte de rendimento, através de outro emprego ou de um projeto paralelo. Quatro em cada dez já o fazem.

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10 de ago. de 2026, 12:42

Os dados, provenientes do estudo Consumo Jovem 2026, do Observador Cetelem, ajudam a desenhar um mercado de trabalho em que a carreira começa a ser pensada de outra forma. Em vez de depender exclusivamente de uma empresa, de uma função e de um salário, uma parte significativa dos jovens procura diversificar rendimentos. Entre os 18 e os 35 anos, 40% já conjugam a atividade principal com outra fonte de receita e 34% admitem fazê-lo no futuro.

A tendência surge num contexto económico pouco confortável para quem está a construir os primeiros anos de carreira. Quase 39% dos trabalhadores portugueses com menos de 30 anos têm contratos temporários e 54% dos portugueses da Geração Z inquiridos pelo Gen Z and Millennial Survey 2025, da Deloitte, afirmaram viver de salário em salário. A segunda atividade pode representar empreendedorismo e vontade de experimentar outros projetos; os dados sugerem também uma procura bastante mais pragmática por segurança financeira.

É neste cenário que ganha espaço aquilo a que a International Workplace Group (IWG) chama de “carreiras de portefólio”: percursos construídos através da combinação de diferentes atividades, projetos e fontes de rendimento. Num estudo realizado junto de mil profissionais da Geração Z no Reino Unido, 33% afirmaram já ter ou ponderar desenvolver uma atividade paralela e, entre estes, 48% apontaram a obtenção de rendimento adicional e maior segurança financeira como motivação. Os valores não são diretamente comparáveis com os portugueses (as amostras, mercados e faixas etárias são diferentes), embora apontem para uma discussão comum sobre a progressiva fragmentação da carreira linear.

A inteligência artificial está a acelerar essa mudança. Em Portugal, 54% dos inquiridos da Geração Z dizem já utilizar IA generativa no trabalho diário e 72% consideram que aumentou a sua produtividade, segundo a Deloitte. Do lado do estudo internacional da IWG, 55% dos jovens profissionais acreditam que a tecnologia irá transformar as suas carreiras, incentivando a aquisição de novas competências e a exploração de outros percursos profissionais.

A consequência pode ser um mercado onde mudar de função, setor ou projeto deixa de ser entendido como falta de estabilidade. Entre os jovens analisados pela IWG no Reino Unido que trocaram de função nos últimos três anos, 43% fizeram-no duas ou três vezes e 30% apontaram a possibilidade de conseguir um salário superior como principal motivo. Mais do que subir um degrau profissional dentro da mesma organização, o percurso pode passar por sucessivos movimentos destinados a aumentar rendimento, experiência ou autonomia.

Em Portugal, a flexibilidade também entra nessa equação. 27,2% dos profissionais da Geração Z recusariam uma proposta de emprego com salário superior se a empresa não permitisse trabalho remoto ou híbrido, segundo um estudo da Randstad citado no documento. O dado ajuda a afastar a ideia de que remuneração e flexibilidade são necessariamente prioridades concorrentes: tempo, custos de deslocação e possibilidade de desenvolver outros projetos passaram a fazer parte da conta económica de uma proposta de trabalho.

Para as empresas, a mudança coloca uma questão menos confortável do que saber quantos dias por semana os colaboradores querem trabalhar a partir de casa. O emprego principal está a deixar de ocupar todo o espaço da identidade e da ambição profissional de uma geração. Um trabalhador pode ser colaborador de uma empresa, freelancer noutra área, desenvolver um pequeno negócio e usar IA para adquirir competências que lhe permitam entrar num setor diferente.

O dado dos 74% dos jovens que já têm ,ou ponderam ter, uma segunda fonte de rendimento talvez seja, por isso, mais interessante pelo que revela sobre o conceito de carreira do que pela dimensão do fenómeno em si. Para muitos jovens adultos portugueses, depender de uma única fonte de rendimento já não parece ser o modelo mais seguro ou suficiente. O percurso profissional começa a assemelhar-se menos a uma linha reta e mais a uma combinação de trabalho, projetos, competências e rendimentos que se vai reorganizando ao longo do tempo.


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