
#Conhecimento
Coworking em Portugal: 20 espaços para trabalhar em 20 cidades
A 9 de agosto assinalou-se o Dia Internacional do Coworking. No MOTIVO, assinalamos a data numa altura em que os espaços de trabalho partilhado se consolidam entre freelancers e empreendedores, e ganham terreno junto de equipas e empresas à procura de modelos mais flexíveis. A pensar em tudo isso, fizemos esta lista com opções de Norte a Sul, passando pelas Ilhas. (Sem uma ordem específica).
Portugal tem bons argumentos para participar na transformação dos modelos de trabalho. A cidade do Porto ocupa o quarto lugar e Lisboa o nono no Work from Anywhere Index 2026, da International Workplace Group (IWG), que avalia fatores como conectividade, transportes, alojamento, cultura e disponibilidade de espaços de trabalho flexíveis. Ao mesmo tempo, 21,8% da população empregada em Portugal trabalhou a partir de casa no primeiro trimestre deste ano, segundo dados do INE, ou seja, cerca de 1 milhão e 157 mil pessoas.
O mercado acompanha essa mudança. Um relatório da Savills, citado pela IWG, aponta para taxas médias anuais de crescimento de 26% em Lisboa e 20% no Porto no segmento dos escritórios flexíveis, com as duas cidades a concentrarem cerca de 150 mil metros quadrados e 20 mil postos de trabalho em coworking e flex offices. Números impulsionados pelo trabalho híbrido, pela procura de maior flexibilidade imobiliária por parte das empresas e pela descentralização dos locais de trabalho. A própria IWG já alcançou a meta de 30 espaços em Portugal.
Acontece que o universo do cowork, em Portugal, já está longe de se cingir apenas a Lisboa e Porto. De edifícios municipais abertos 24 horas, a antigos conventos, hubs tecnológicos, espaços junto ao mar ou comunidades dedicadas às indústrias criativas, fomos à procura de 20 espaços em 20 cidades portuguesas. Trata-se de uma seleção editorial, não pretende ser um ranking nem esgotar a oferta existente: privilegia espaços cuja atividade conseguimos confirmar através dos respetivos operadores, municípios ou entidades responsáveis.
Lisboa — LACS Santos
Na Avenida 24 de Julho, o LACS Santos integra uma das redes portuguesas mais reconhecidas de espaços de trabalho flexível. A proposta combina coworking, escritórios privados, salas de reunião e espaços para eventos, com uma forte componente de comunidade. A localização, próxima de Santos e da zona ribeirinha, coloca-o também no centro de uma área da cidade cada vez mais associada às indústrias criativas, tecnologia e novos negócios.
Porto — Regus Boavista
No Porto, a escolha recai sobre a Regus, uma das marcas da International Workplace Group. A localização da Boavista, junto à Praça de Mouzinho de Albuquerque, disponibiliza coworking, escritórios privados, salas de reunião e soluções flexíveis para profissionais e empresas. A presença faz particularmente sentido numa cidade que ocupa este ano o quarto lugar mundial no Work from Anywhere Index da própria IWG.
Braga — Factory Braga
Mais próximo de uma comunidade empresarial do que de uma simples sala cheia de secretárias, o Factory Braga disponibiliza escritórios privados e partilhados e reúne empresas e profissionais de diferentes áreas. A lógica passa pelas sinergias entre quem trabalha no espaço e pela concentração, num único local, de diferentes serviços associados à vida de uma empresa.
Guimarães — SITIO Guimarães
Integrado no MITH — Minho Innovation & Technology Hub, junto à Universidade do Minho, o SITIO Guimarães orienta-se particularmente para empresas ligadas à inovação e à tecnologia. O espaço reúne mais de 200 postos de trabalho, entre escritórios privados e soluções flexíveis, aproximando empresas, talento e ambiente académico.
Matosinhos — Seaside Cowork
O nome já revela parte da localização. O Seaside Cowork, em Matosinhos, nasceu com uma forte aposta na ideia de comunidade e disponibiliza hot desks, lugares dedicados, escritórios privados e salas de reunião. O projeto apresenta-se como um cowork criado por e para coworkers, com os próprios membros envolvidos na dinamização de encontros e atividades.
Vila Nova de Gaia — SITIO Gaia
O SITIO Gaia ocupa oito pisos no centro da cidade e tem escala para receber desde profissionais individuais a equipas. São mais de mil metros quadrados, com centenas de postos de trabalho, escritórios privados, zonas de hot desk, salas de reunião e terraço.
Bragança — Brigantia EcoPark
Aqui, o coworking aparece integrado num ecossistema maior. O Brigantia EcoPark é um parque de ciência e tecnologia dedicado ao empreendedorismo e a empresas de base tecnológica, reunindo incubação, laboratórios, áreas colaborativas e soluções de trabalho partilhado.
Aveiro — ATLAS Aveiro
Coworking dentro de uma biblioteca municipal? Em Aveiro, sim. O ATLAS reúne Biblioteca Municipal, Arquivo Histórico, HUB Tech City e Loja do Investidor e inclui zonas de coworking abertas à comunidade. O edifício, no coração da cidade e junto ao Canal Central, foi pensado como ponto de encontro entre conhecimento, criação, empreendedorismo e inovação.
Coimbra — Cowork Pátio
O Espaço Municipal de Cowork Pátio — Criatividade, Inovação e Empreendedorismo é uma iniciativa da Câmara Municipal de Coimbra dirigida a empreendedores e projetos em desenvolvimento. Oferece espaço de trabalho, internet e salas de reunião, funcionando também como instrumento municipal de apoio à criação de novos negócios.
Leiria — Startup Leiria Cowork
No centro da cidade, a Startup Leiria alia o coworking ao trabalho de apoio ao empreendedorismo. O espaço recebe freelancers, empreendedores e empresas em crescimento e beneficia da proximidade a uma comunidade de startups, profissionais e projetos empresariais.
Caldas da Rainha — Prontos
Nas Caldas, o nome faz parte da graça: Prontos. O projeto apresenta-se como um ecossistema de trabalho partilhado e empreendedorismo de impacto da região Oeste e combina secretárias de coworking, salas privadas e espaços de reunião.
Castelo Branco — Study and Work Center
Uma das propostas mais particulares desta seleção é municipal, gratuita e está disponível 24 horas por dia. Criado pelo Município de Castelo Branco, o Study and Work Center dirige-se a estudantes e trabalhadores remotos e inclui uma zona própria de coworking e cabines acústicas para chamadas e videochamadas.
Santarém — Sala do Arco
Um escritório dentro de um antigo convento? Também temos. A Sala do Arco, no Convento das Capuchas, no centro histórico de Santarém, funciona como espaço de coworking e disponibiliza Wi-Fi, salas de reunião, auditório, biblioteca e áreas multifunções.
Setúbal — district.space
Em plena Praça de Bocage, o district.space Setúbal cruza coworking, escritórios privados, café, reuniões e programação comunitária. O projeto assume uma ligação particular ao ecossistema empresarial e empreendedor local, procurando funcionar também como lugar de encontro entre profissionais.
Évora — Centro de Incubação de Évora
Gerido pela ANJE, o Centro de Incubação de Évora está especialmente direcionado para startups tecnológicas e deeptech. A infraestrutura inclui escritórios, espaços de coworking, salas de reunião e áreas comuns, associando o posto de trabalho a serviços de incubação e apoio empresarial.
Faro — Alandra Square
No centro de Faro, o Alandra Square dirige-se sobretudo a freelancers, startups e pequenas empresas. A proposta privilegia uma utilização flexível do espaço e uma atmosfera assumidamente social, em que trabalhar e conhecer outros profissionais fazem parte da mesma experiência.
Portimão — Portimão CoWork
Também os municípios estão a perceber o valor deste tipo de infraestrutura. O Portimão CoWork é promovido pela Câmara Municipal e recebe trabalhadores independentes, profissionais por conta de outrem, projetos e empresas, com o objetivo de fomentar inovação, criatividade, troca de experiências e criação de redes.
Lagos — CENTRO Lagos
No Algarve, trabalho remoto e proximidade do mar encontram-se com facilidade. O CENTRO Lagos disponibiliza coworking, escritórios privados, sala de reuniões e serviços de escritório virtual, numa localização próxima do centro e da frente marítima da cidade.
Funchal, Madeira — Cowork Funchal
No centro da cidade, o Cowork Funchal conta com dezenas de secretárias e aposta num ambiente partilhado sobretudo entre profissionais independentes, empreendedores e criativos. Além de conectividade dedicada, integra outros espaços de apoio para reuniões e trabalho individual.
Ponta Delgada, Açores — StartUp PDL
A StartUp PDL, incubadora do Município de Ponta Delgada instalada no Azores Parque, inclui o coworking entre as modalidades disponíveis aos projetos. A infraestrutura insere-se na estratégia municipal de apoio ao empreendedorismo, inovação e desenvolvimento empresarial.
A lista pode ser extensa, mas ajuda a deixar uma ideia clara: o coworking português já não pertence apenas aos grandes centros urbanos nem responde a um único perfil de trabalhador. Pode estar dentro de um hub tecnológico, de uma incubadora, de uma biblioteca ou de um convento; servir uma startup com vários colaboradores ou alguém que só precisa de uma secretária durante algumas horas.
Quando o local de trabalho deixa de estar obrigatoriamente ligado a uma única morada, as cidades passam também a competir por profissionais através daquilo que oferecem entre uma reunião e outra.
Porto e Lisboa podem estar entre os melhores destinos mundiais para o fazer. A infraestrutura para trabalhar de outra maneira, porém, já se estende muito para lá das duas maiores cidades portuguesas.
(C) Foto de Shridhar Gupta na Unsplash

#Conhecimento
Coworking em Portugal: 20 espaços para trabalhar em 20 cidades
A 9 de agosto assinalou-se o Dia Internacional do Coworking. No MOTIVO, assinalamos a data numa altura em que os espaços de trabalho partilhado se consolidam entre freelancers e empreendedores, e ganham terreno junto de equipas e empresas à procura de modelos mais flexíveis. A pensar em tudo isso, fizemos esta lista com opções de Norte a Sul, passando pelas Ilhas. (Sem uma ordem específica).
Portugal tem bons argumentos para participar na transformação dos modelos de trabalho. A cidade do Porto ocupa o quarto lugar e Lisboa o nono no Work from Anywhere Index 2026, da International Workplace Group (IWG), que avalia fatores como conectividade, transportes, alojamento, cultura e disponibilidade de espaços de trabalho flexíveis. Ao mesmo tempo, 21,8% da população empregada em Portugal trabalhou a partir de casa no primeiro trimestre deste ano, segundo dados do INE, ou seja, cerca de 1 milhão e 157 mil pessoas.
O mercado acompanha essa mudança. Um relatório da Savills, citado pela IWG, aponta para taxas médias anuais de crescimento de 26% em Lisboa e 20% no Porto no segmento dos escritórios flexíveis, com as duas cidades a concentrarem cerca de 150 mil metros quadrados e 20 mil postos de trabalho em coworking e flex offices. Números impulsionados pelo trabalho híbrido, pela procura de maior flexibilidade imobiliária por parte das empresas e pela descentralização dos locais de trabalho. A própria IWG já alcançou a meta de 30 espaços em Portugal.
Acontece que o universo do cowork, em Portugal, já está longe de se cingir apenas a Lisboa e Porto. De edifícios municipais abertos 24 horas, a antigos conventos, hubs tecnológicos, espaços junto ao mar ou comunidades dedicadas às indústrias criativas, fomos à procura de 20 espaços em 20 cidades portuguesas. Trata-se de uma seleção editorial, não pretende ser um ranking nem esgotar a oferta existente: privilegia espaços cuja atividade conseguimos confirmar através dos respetivos operadores, municípios ou entidades responsáveis.
Lisboa — LACS Santos
Na Avenida 24 de Julho, o LACS Santos integra uma das redes portuguesas mais reconhecidas de espaços de trabalho flexível. A proposta combina coworking, escritórios privados, salas de reunião e espaços para eventos, com uma forte componente de comunidade. A localização, próxima de Santos e da zona ribeirinha, coloca-o também no centro de uma área da cidade cada vez mais associada às indústrias criativas, tecnologia e novos negócios.
Porto — Regus Boavista
No Porto, a escolha recai sobre a Regus, uma das marcas da International Workplace Group. A localização da Boavista, junto à Praça de Mouzinho de Albuquerque, disponibiliza coworking, escritórios privados, salas de reunião e soluções flexíveis para profissionais e empresas. A presença faz particularmente sentido numa cidade que ocupa este ano o quarto lugar mundial no Work from Anywhere Index da própria IWG.
Braga — Factory Braga
Mais próximo de uma comunidade empresarial do que de uma simples sala cheia de secretárias, o Factory Braga disponibiliza escritórios privados e partilhados e reúne empresas e profissionais de diferentes áreas. A lógica passa pelas sinergias entre quem trabalha no espaço e pela concentração, num único local, de diferentes serviços associados à vida de uma empresa.
Guimarães — SITIO Guimarães
Integrado no MITH — Minho Innovation & Technology Hub, junto à Universidade do Minho, o SITIO Guimarães orienta-se particularmente para empresas ligadas à inovação e à tecnologia. O espaço reúne mais de 200 postos de trabalho, entre escritórios privados e soluções flexíveis, aproximando empresas, talento e ambiente académico.
Matosinhos — Seaside Cowork
O nome já revela parte da localização. O Seaside Cowork, em Matosinhos, nasceu com uma forte aposta na ideia de comunidade e disponibiliza hot desks, lugares dedicados, escritórios privados e salas de reunião. O projeto apresenta-se como um cowork criado por e para coworkers, com os próprios membros envolvidos na dinamização de encontros e atividades.
Vila Nova de Gaia — SITIO Gaia
O SITIO Gaia ocupa oito pisos no centro da cidade e tem escala para receber desde profissionais individuais a equipas. São mais de mil metros quadrados, com centenas de postos de trabalho, escritórios privados, zonas de hot desk, salas de reunião e terraço.
Bragança — Brigantia EcoPark
Aqui, o coworking aparece integrado num ecossistema maior. O Brigantia EcoPark é um parque de ciência e tecnologia dedicado ao empreendedorismo e a empresas de base tecnológica, reunindo incubação, laboratórios, áreas colaborativas e soluções de trabalho partilhado.
Aveiro — ATLAS Aveiro
Coworking dentro de uma biblioteca municipal? Em Aveiro, sim. O ATLAS reúne Biblioteca Municipal, Arquivo Histórico, HUB Tech City e Loja do Investidor e inclui zonas de coworking abertas à comunidade. O edifício, no coração da cidade e junto ao Canal Central, foi pensado como ponto de encontro entre conhecimento, criação, empreendedorismo e inovação.
Coimbra — Cowork Pátio
O Espaço Municipal de Cowork Pátio — Criatividade, Inovação e Empreendedorismo é uma iniciativa da Câmara Municipal de Coimbra dirigida a empreendedores e projetos em desenvolvimento. Oferece espaço de trabalho, internet e salas de reunião, funcionando também como instrumento municipal de apoio à criação de novos negócios.
Leiria — Startup Leiria Cowork
No centro da cidade, a Startup Leiria alia o coworking ao trabalho de apoio ao empreendedorismo. O espaço recebe freelancers, empreendedores e empresas em crescimento e beneficia da proximidade a uma comunidade de startups, profissionais e projetos empresariais.
Caldas da Rainha — Prontos
Nas Caldas, o nome faz parte da graça: Prontos. O projeto apresenta-se como um ecossistema de trabalho partilhado e empreendedorismo de impacto da região Oeste e combina secretárias de coworking, salas privadas e espaços de reunião.
Castelo Branco — Study and Work Center
Uma das propostas mais particulares desta seleção é municipal, gratuita e está disponível 24 horas por dia. Criado pelo Município de Castelo Branco, o Study and Work Center dirige-se a estudantes e trabalhadores remotos e inclui uma zona própria de coworking e cabines acústicas para chamadas e videochamadas.
Santarém — Sala do Arco
Um escritório dentro de um antigo convento? Também temos. A Sala do Arco, no Convento das Capuchas, no centro histórico de Santarém, funciona como espaço de coworking e disponibiliza Wi-Fi, salas de reunião, auditório, biblioteca e áreas multifunções.
Setúbal — district.space
Em plena Praça de Bocage, o district.space Setúbal cruza coworking, escritórios privados, café, reuniões e programação comunitária. O projeto assume uma ligação particular ao ecossistema empresarial e empreendedor local, procurando funcionar também como lugar de encontro entre profissionais.
Évora — Centro de Incubação de Évora
Gerido pela ANJE, o Centro de Incubação de Évora está especialmente direcionado para startups tecnológicas e deeptech. A infraestrutura inclui escritórios, espaços de coworking, salas de reunião e áreas comuns, associando o posto de trabalho a serviços de incubação e apoio empresarial.
Faro — Alandra Square
No centro de Faro, o Alandra Square dirige-se sobretudo a freelancers, startups e pequenas empresas. A proposta privilegia uma utilização flexível do espaço e uma atmosfera assumidamente social, em que trabalhar e conhecer outros profissionais fazem parte da mesma experiência.
Portimão — Portimão CoWork
Também os municípios estão a perceber o valor deste tipo de infraestrutura. O Portimão CoWork é promovido pela Câmara Municipal e recebe trabalhadores independentes, profissionais por conta de outrem, projetos e empresas, com o objetivo de fomentar inovação, criatividade, troca de experiências e criação de redes.
Lagos — CENTRO Lagos
No Algarve, trabalho remoto e proximidade do mar encontram-se com facilidade. O CENTRO Lagos disponibiliza coworking, escritórios privados, sala de reuniões e serviços de escritório virtual, numa localização próxima do centro e da frente marítima da cidade.
Funchal, Madeira — Cowork Funchal
No centro da cidade, o Cowork Funchal conta com dezenas de secretárias e aposta num ambiente partilhado sobretudo entre profissionais independentes, empreendedores e criativos. Além de conectividade dedicada, integra outros espaços de apoio para reuniões e trabalho individual.
Ponta Delgada, Açores — StartUp PDL
A StartUp PDL, incubadora do Município de Ponta Delgada instalada no Azores Parque, inclui o coworking entre as modalidades disponíveis aos projetos. A infraestrutura insere-se na estratégia municipal de apoio ao empreendedorismo, inovação e desenvolvimento empresarial.
A lista pode ser extensa, mas ajuda a deixar uma ideia clara: o coworking português já não pertence apenas aos grandes centros urbanos nem responde a um único perfil de trabalhador. Pode estar dentro de um hub tecnológico, de uma incubadora, de uma biblioteca ou de um convento; servir uma startup com vários colaboradores ou alguém que só precisa de uma secretária durante algumas horas.
Quando o local de trabalho deixa de estar obrigatoriamente ligado a uma única morada, as cidades passam também a competir por profissionais através daquilo que oferecem entre uma reunião e outra.
Porto e Lisboa podem estar entre os melhores destinos mundiais para o fazer. A infraestrutura para trabalhar de outra maneira, porém, já se estende muito para lá das duas maiores cidades portuguesas.
(C) Foto de Shridhar Gupta na Unsplash

#Conhecimento
Coworking em Portugal: 20 espaços para trabalhar em 20 cidades
A 9 de agosto assinalou-se o Dia Internacional do Coworking. No MOTIVO, assinalamos a data numa altura em que os espaços de trabalho partilhado se consolidam entre freelancers e empreendedores, e ganham terreno junto de equipas e empresas à procura de modelos mais flexíveis. A pensar em tudo isso, fizemos esta lista com opções de Norte a Sul, passando pelas Ilhas. (Sem uma ordem específica).
Portugal tem bons argumentos para participar na transformação dos modelos de trabalho. A cidade do Porto ocupa o quarto lugar e Lisboa o nono no Work from Anywhere Index 2026, da International Workplace Group (IWG), que avalia fatores como conectividade, transportes, alojamento, cultura e disponibilidade de espaços de trabalho flexíveis. Ao mesmo tempo, 21,8% da população empregada em Portugal trabalhou a partir de casa no primeiro trimestre deste ano, segundo dados do INE, ou seja, cerca de 1 milhão e 157 mil pessoas.
O mercado acompanha essa mudança. Um relatório da Savills, citado pela IWG, aponta para taxas médias anuais de crescimento de 26% em Lisboa e 20% no Porto no segmento dos escritórios flexíveis, com as duas cidades a concentrarem cerca de 150 mil metros quadrados e 20 mil postos de trabalho em coworking e flex offices. Números impulsionados pelo trabalho híbrido, pela procura de maior flexibilidade imobiliária por parte das empresas e pela descentralização dos locais de trabalho. A própria IWG já alcançou a meta de 30 espaços em Portugal.
Acontece que o universo do cowork, em Portugal, já está longe de se cingir apenas a Lisboa e Porto. De edifícios municipais abertos 24 horas, a antigos conventos, hubs tecnológicos, espaços junto ao mar ou comunidades dedicadas às indústrias criativas, fomos à procura de 20 espaços em 20 cidades portuguesas. Trata-se de uma seleção editorial, não pretende ser um ranking nem esgotar a oferta existente: privilegia espaços cuja atividade conseguimos confirmar através dos respetivos operadores, municípios ou entidades responsáveis.
Lisboa — LACS Santos
Na Avenida 24 de Julho, o LACS Santos integra uma das redes portuguesas mais reconhecidas de espaços de trabalho flexível. A proposta combina coworking, escritórios privados, salas de reunião e espaços para eventos, com uma forte componente de comunidade. A localização, próxima de Santos e da zona ribeirinha, coloca-o também no centro de uma área da cidade cada vez mais associada às indústrias criativas, tecnologia e novos negócios.
Porto — Regus Boavista
No Porto, a escolha recai sobre a Regus, uma das marcas da International Workplace Group. A localização da Boavista, junto à Praça de Mouzinho de Albuquerque, disponibiliza coworking, escritórios privados, salas de reunião e soluções flexíveis para profissionais e empresas. A presença faz particularmente sentido numa cidade que ocupa este ano o quarto lugar mundial no Work from Anywhere Index da própria IWG.
Braga — Factory Braga
Mais próximo de uma comunidade empresarial do que de uma simples sala cheia de secretárias, o Factory Braga disponibiliza escritórios privados e partilhados e reúne empresas e profissionais de diferentes áreas. A lógica passa pelas sinergias entre quem trabalha no espaço e pela concentração, num único local, de diferentes serviços associados à vida de uma empresa.
Guimarães — SITIO Guimarães
Integrado no MITH — Minho Innovation & Technology Hub, junto à Universidade do Minho, o SITIO Guimarães orienta-se particularmente para empresas ligadas à inovação e à tecnologia. O espaço reúne mais de 200 postos de trabalho, entre escritórios privados e soluções flexíveis, aproximando empresas, talento e ambiente académico.
Matosinhos — Seaside Cowork
O nome já revela parte da localização. O Seaside Cowork, em Matosinhos, nasceu com uma forte aposta na ideia de comunidade e disponibiliza hot desks, lugares dedicados, escritórios privados e salas de reunião. O projeto apresenta-se como um cowork criado por e para coworkers, com os próprios membros envolvidos na dinamização de encontros e atividades.
Vila Nova de Gaia — SITIO Gaia
O SITIO Gaia ocupa oito pisos no centro da cidade e tem escala para receber desde profissionais individuais a equipas. São mais de mil metros quadrados, com centenas de postos de trabalho, escritórios privados, zonas de hot desk, salas de reunião e terraço.
Bragança — Brigantia EcoPark
Aqui, o coworking aparece integrado num ecossistema maior. O Brigantia EcoPark é um parque de ciência e tecnologia dedicado ao empreendedorismo e a empresas de base tecnológica, reunindo incubação, laboratórios, áreas colaborativas e soluções de trabalho partilhado.
Aveiro — ATLAS Aveiro
Coworking dentro de uma biblioteca municipal? Em Aveiro, sim. O ATLAS reúne Biblioteca Municipal, Arquivo Histórico, HUB Tech City e Loja do Investidor e inclui zonas de coworking abertas à comunidade. O edifício, no coração da cidade e junto ao Canal Central, foi pensado como ponto de encontro entre conhecimento, criação, empreendedorismo e inovação.
Coimbra — Cowork Pátio
O Espaço Municipal de Cowork Pátio — Criatividade, Inovação e Empreendedorismo é uma iniciativa da Câmara Municipal de Coimbra dirigida a empreendedores e projetos em desenvolvimento. Oferece espaço de trabalho, internet e salas de reunião, funcionando também como instrumento municipal de apoio à criação de novos negócios.
Leiria — Startup Leiria Cowork
No centro da cidade, a Startup Leiria alia o coworking ao trabalho de apoio ao empreendedorismo. O espaço recebe freelancers, empreendedores e empresas em crescimento e beneficia da proximidade a uma comunidade de startups, profissionais e projetos empresariais.
Caldas da Rainha — Prontos
Nas Caldas, o nome faz parte da graça: Prontos. O projeto apresenta-se como um ecossistema de trabalho partilhado e empreendedorismo de impacto da região Oeste e combina secretárias de coworking, salas privadas e espaços de reunião.
Castelo Branco — Study and Work Center
Uma das propostas mais particulares desta seleção é municipal, gratuita e está disponível 24 horas por dia. Criado pelo Município de Castelo Branco, o Study and Work Center dirige-se a estudantes e trabalhadores remotos e inclui uma zona própria de coworking e cabines acústicas para chamadas e videochamadas.
Santarém — Sala do Arco
Um escritório dentro de um antigo convento? Também temos. A Sala do Arco, no Convento das Capuchas, no centro histórico de Santarém, funciona como espaço de coworking e disponibiliza Wi-Fi, salas de reunião, auditório, biblioteca e áreas multifunções.
Setúbal — district.space
Em plena Praça de Bocage, o district.space Setúbal cruza coworking, escritórios privados, café, reuniões e programação comunitária. O projeto assume uma ligação particular ao ecossistema empresarial e empreendedor local, procurando funcionar também como lugar de encontro entre profissionais.
Évora — Centro de Incubação de Évora
Gerido pela ANJE, o Centro de Incubação de Évora está especialmente direcionado para startups tecnológicas e deeptech. A infraestrutura inclui escritórios, espaços de coworking, salas de reunião e áreas comuns, associando o posto de trabalho a serviços de incubação e apoio empresarial.
Faro — Alandra Square
No centro de Faro, o Alandra Square dirige-se sobretudo a freelancers, startups e pequenas empresas. A proposta privilegia uma utilização flexível do espaço e uma atmosfera assumidamente social, em que trabalhar e conhecer outros profissionais fazem parte da mesma experiência.
Portimão — Portimão CoWork
Também os municípios estão a perceber o valor deste tipo de infraestrutura. O Portimão CoWork é promovido pela Câmara Municipal e recebe trabalhadores independentes, profissionais por conta de outrem, projetos e empresas, com o objetivo de fomentar inovação, criatividade, troca de experiências e criação de redes.
Lagos — CENTRO Lagos
No Algarve, trabalho remoto e proximidade do mar encontram-se com facilidade. O CENTRO Lagos disponibiliza coworking, escritórios privados, sala de reuniões e serviços de escritório virtual, numa localização próxima do centro e da frente marítima da cidade.
Funchal, Madeira — Cowork Funchal
No centro da cidade, o Cowork Funchal conta com dezenas de secretárias e aposta num ambiente partilhado sobretudo entre profissionais independentes, empreendedores e criativos. Além de conectividade dedicada, integra outros espaços de apoio para reuniões e trabalho individual.
Ponta Delgada, Açores — StartUp PDL
A StartUp PDL, incubadora do Município de Ponta Delgada instalada no Azores Parque, inclui o coworking entre as modalidades disponíveis aos projetos. A infraestrutura insere-se na estratégia municipal de apoio ao empreendedorismo, inovação e desenvolvimento empresarial.
A lista pode ser extensa, mas ajuda a deixar uma ideia clara: o coworking português já não pertence apenas aos grandes centros urbanos nem responde a um único perfil de trabalhador. Pode estar dentro de um hub tecnológico, de uma incubadora, de uma biblioteca ou de um convento; servir uma startup com vários colaboradores ou alguém que só precisa de uma secretária durante algumas horas.
Quando o local de trabalho deixa de estar obrigatoriamente ligado a uma única morada, as cidades passam também a competir por profissionais através daquilo que oferecem entre uma reunião e outra.
Porto e Lisboa podem estar entre os melhores destinos mundiais para o fazer. A infraestrutura para trabalhar de outra maneira, porém, já se estende muito para lá das duas maiores cidades portuguesas.
(C) Foto de Shridhar Gupta na Unsplash

#Conhecimento
Coworking em Portugal: 20 espaços para trabalhar em 20 cidades
A 9 de agosto assinalou-se o Dia Internacional do Coworking. No MOTIVO, assinalamos a data numa altura em que os espaços de trabalho partilhado se consolidam entre freelancers e empreendedores, e ganham terreno junto de equipas e empresas à procura de modelos mais flexíveis. A pensar em tudo isso, fizemos esta lista com opções de Norte a Sul, passando pelas Ilhas. (Sem uma ordem específica).
Portugal tem bons argumentos para participar na transformação dos modelos de trabalho. A cidade do Porto ocupa o quarto lugar e Lisboa o nono no Work from Anywhere Index 2026, da International Workplace Group (IWG), que avalia fatores como conectividade, transportes, alojamento, cultura e disponibilidade de espaços de trabalho flexíveis. Ao mesmo tempo, 21,8% da população empregada em Portugal trabalhou a partir de casa no primeiro trimestre deste ano, segundo dados do INE, ou seja, cerca de 1 milhão e 157 mil pessoas.
O mercado acompanha essa mudança. Um relatório da Savills, citado pela IWG, aponta para taxas médias anuais de crescimento de 26% em Lisboa e 20% no Porto no segmento dos escritórios flexíveis, com as duas cidades a concentrarem cerca de 150 mil metros quadrados e 20 mil postos de trabalho em coworking e flex offices. Números impulsionados pelo trabalho híbrido, pela procura de maior flexibilidade imobiliária por parte das empresas e pela descentralização dos locais de trabalho. A própria IWG já alcançou a meta de 30 espaços em Portugal.
Acontece que o universo do cowork, em Portugal, já está longe de se cingir apenas a Lisboa e Porto. De edifícios municipais abertos 24 horas, a antigos conventos, hubs tecnológicos, espaços junto ao mar ou comunidades dedicadas às indústrias criativas, fomos à procura de 20 espaços em 20 cidades portuguesas. Trata-se de uma seleção editorial, não pretende ser um ranking nem esgotar a oferta existente: privilegia espaços cuja atividade conseguimos confirmar através dos respetivos operadores, municípios ou entidades responsáveis.
Lisboa — LACS Santos
Na Avenida 24 de Julho, o LACS Santos integra uma das redes portuguesas mais reconhecidas de espaços de trabalho flexível. A proposta combina coworking, escritórios privados, salas de reunião e espaços para eventos, com uma forte componente de comunidade. A localização, próxima de Santos e da zona ribeirinha, coloca-o também no centro de uma área da cidade cada vez mais associada às indústrias criativas, tecnologia e novos negócios.
Porto — Regus Boavista
No Porto, a escolha recai sobre a Regus, uma das marcas da International Workplace Group. A localização da Boavista, junto à Praça de Mouzinho de Albuquerque, disponibiliza coworking, escritórios privados, salas de reunião e soluções flexíveis para profissionais e empresas. A presença faz particularmente sentido numa cidade que ocupa este ano o quarto lugar mundial no Work from Anywhere Index da própria IWG.
Braga — Factory Braga
Mais próximo de uma comunidade empresarial do que de uma simples sala cheia de secretárias, o Factory Braga disponibiliza escritórios privados e partilhados e reúne empresas e profissionais de diferentes áreas. A lógica passa pelas sinergias entre quem trabalha no espaço e pela concentração, num único local, de diferentes serviços associados à vida de uma empresa.
Guimarães — SITIO Guimarães
Integrado no MITH — Minho Innovation & Technology Hub, junto à Universidade do Minho, o SITIO Guimarães orienta-se particularmente para empresas ligadas à inovação e à tecnologia. O espaço reúne mais de 200 postos de trabalho, entre escritórios privados e soluções flexíveis, aproximando empresas, talento e ambiente académico.
Matosinhos — Seaside Cowork
O nome já revela parte da localização. O Seaside Cowork, em Matosinhos, nasceu com uma forte aposta na ideia de comunidade e disponibiliza hot desks, lugares dedicados, escritórios privados e salas de reunião. O projeto apresenta-se como um cowork criado por e para coworkers, com os próprios membros envolvidos na dinamização de encontros e atividades.
Vila Nova de Gaia — SITIO Gaia
O SITIO Gaia ocupa oito pisos no centro da cidade e tem escala para receber desde profissionais individuais a equipas. São mais de mil metros quadrados, com centenas de postos de trabalho, escritórios privados, zonas de hot desk, salas de reunião e terraço.
Bragança — Brigantia EcoPark
Aqui, o coworking aparece integrado num ecossistema maior. O Brigantia EcoPark é um parque de ciência e tecnologia dedicado ao empreendedorismo e a empresas de base tecnológica, reunindo incubação, laboratórios, áreas colaborativas e soluções de trabalho partilhado.
Aveiro — ATLAS Aveiro
Coworking dentro de uma biblioteca municipal? Em Aveiro, sim. O ATLAS reúne Biblioteca Municipal, Arquivo Histórico, HUB Tech City e Loja do Investidor e inclui zonas de coworking abertas à comunidade. O edifício, no coração da cidade e junto ao Canal Central, foi pensado como ponto de encontro entre conhecimento, criação, empreendedorismo e inovação.
Coimbra — Cowork Pátio
O Espaço Municipal de Cowork Pátio — Criatividade, Inovação e Empreendedorismo é uma iniciativa da Câmara Municipal de Coimbra dirigida a empreendedores e projetos em desenvolvimento. Oferece espaço de trabalho, internet e salas de reunião, funcionando também como instrumento municipal de apoio à criação de novos negócios.
Leiria — Startup Leiria Cowork
No centro da cidade, a Startup Leiria alia o coworking ao trabalho de apoio ao empreendedorismo. O espaço recebe freelancers, empreendedores e empresas em crescimento e beneficia da proximidade a uma comunidade de startups, profissionais e projetos empresariais.
Caldas da Rainha — Prontos
Nas Caldas, o nome faz parte da graça: Prontos. O projeto apresenta-se como um ecossistema de trabalho partilhado e empreendedorismo de impacto da região Oeste e combina secretárias de coworking, salas privadas e espaços de reunião.
Castelo Branco — Study and Work Center
Uma das propostas mais particulares desta seleção é municipal, gratuita e está disponível 24 horas por dia. Criado pelo Município de Castelo Branco, o Study and Work Center dirige-se a estudantes e trabalhadores remotos e inclui uma zona própria de coworking e cabines acústicas para chamadas e videochamadas.
Santarém — Sala do Arco
Um escritório dentro de um antigo convento? Também temos. A Sala do Arco, no Convento das Capuchas, no centro histórico de Santarém, funciona como espaço de coworking e disponibiliza Wi-Fi, salas de reunião, auditório, biblioteca e áreas multifunções.
Setúbal — district.space
Em plena Praça de Bocage, o district.space Setúbal cruza coworking, escritórios privados, café, reuniões e programação comunitária. O projeto assume uma ligação particular ao ecossistema empresarial e empreendedor local, procurando funcionar também como lugar de encontro entre profissionais.
Évora — Centro de Incubação de Évora
Gerido pela ANJE, o Centro de Incubação de Évora está especialmente direcionado para startups tecnológicas e deeptech. A infraestrutura inclui escritórios, espaços de coworking, salas de reunião e áreas comuns, associando o posto de trabalho a serviços de incubação e apoio empresarial.
Faro — Alandra Square
No centro de Faro, o Alandra Square dirige-se sobretudo a freelancers, startups e pequenas empresas. A proposta privilegia uma utilização flexível do espaço e uma atmosfera assumidamente social, em que trabalhar e conhecer outros profissionais fazem parte da mesma experiência.
Portimão — Portimão CoWork
Também os municípios estão a perceber o valor deste tipo de infraestrutura. O Portimão CoWork é promovido pela Câmara Municipal e recebe trabalhadores independentes, profissionais por conta de outrem, projetos e empresas, com o objetivo de fomentar inovação, criatividade, troca de experiências e criação de redes.
Lagos — CENTRO Lagos
No Algarve, trabalho remoto e proximidade do mar encontram-se com facilidade. O CENTRO Lagos disponibiliza coworking, escritórios privados, sala de reuniões e serviços de escritório virtual, numa localização próxima do centro e da frente marítima da cidade.
Funchal, Madeira — Cowork Funchal
No centro da cidade, o Cowork Funchal conta com dezenas de secretárias e aposta num ambiente partilhado sobretudo entre profissionais independentes, empreendedores e criativos. Além de conectividade dedicada, integra outros espaços de apoio para reuniões e trabalho individual.
Ponta Delgada, Açores — StartUp PDL
A StartUp PDL, incubadora do Município de Ponta Delgada instalada no Azores Parque, inclui o coworking entre as modalidades disponíveis aos projetos. A infraestrutura insere-se na estratégia municipal de apoio ao empreendedorismo, inovação e desenvolvimento empresarial.
A lista pode ser extensa, mas ajuda a deixar uma ideia clara: o coworking português já não pertence apenas aos grandes centros urbanos nem responde a um único perfil de trabalhador. Pode estar dentro de um hub tecnológico, de uma incubadora, de uma biblioteca ou de um convento; servir uma startup com vários colaboradores ou alguém que só precisa de uma secretária durante algumas horas.
Quando o local de trabalho deixa de estar obrigatoriamente ligado a uma única morada, as cidades passam também a competir por profissionais através daquilo que oferecem entre uma reunião e outra.
Porto e Lisboa podem estar entre os melhores destinos mundiais para o fazer. A infraestrutura para trabalhar de outra maneira, porém, já se estende muito para lá das duas maiores cidades portuguesas.




