
#Conhecimento
Insolvências em Portugal estabilizam até agosto, mas serviços e construção agravam
As insolvências empresariais em Portugal ficaram praticamente estáveis nos primeiros oito meses de 2026. Entre janeiro e agosto foram registados 1.451 processos, menos 0,2% do que os 1.454 contabilizados no mesmo período de 2025, segundo dados da Allianz Trade. A estabilidade do total esconde, contudo, diferenças relevantes entre setores, regiões e dimensões de empresas.
Agosto teve um peso importante nesta evolução. No último mês, foram registadas 123 insolvências, contra 170 em agosto do ano passado, uma descida de 27,6%. O comportamento ao longo de 2026 tem sido irregular: janeiro, março, abril e junho registaram aumentos homólogos, enquanto fevereiro, maio, julho e agosto apresentaram reduções.
Os serviços e a construção destacam-se pela tendência contrária à do indicador global. Os serviços somaram 374 insolvências até agosto, mais 10,3% do que no período homólogo, enquanto a construção chegou aos 283 processos, uma subida de 10,5%. Em conjunto, representam 45,3% das insolvências registadas no período. Retalho, agroalimentar, têxteis e transportes apresentaram, por sua vez, reduções.
Também existem diferenças significativas entre regiões. Porto e Lisboa concentram cerca de 46% dos processos, embora com trajetórias distintas: o Porto registou uma redução de 16,5%, para 340 insolvências, enquanto Lisboa aumentou 16,2%, para 322. Setúbal também registou uma subida de 14,1%, enquanto Santarém, Coimbra e Viana do Castelo apresentaram descidas.
As microempresas continuam a ser o grupo mais exposto, com 976 processos, equivalentes a 67,3% do total e mais 2,5% do que há um ano. As empresas com mais de dez anos representam ainda mais de metade das insolvências, embora tenham registado uma ligeira redução. Em sentido inverso, os processos entre empresas com dois a cinco anos de atividade aumentaram 11,9%, sinalizando maior vulnerabilidade numa fase inicial de consolidação dos negócios.
(C) Foto de Melinda Gimpel na Unsplash

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Insolvências em Portugal estabilizam até agosto, mas serviços e construção agravam
As insolvências empresariais em Portugal ficaram praticamente estáveis nos primeiros oito meses de 2026. Entre janeiro e agosto foram registados 1.451 processos, menos 0,2% do que os 1.454 contabilizados no mesmo período de 2025, segundo dados da Allianz Trade. A estabilidade do total esconde, contudo, diferenças relevantes entre setores, regiões e dimensões de empresas.
Agosto teve um peso importante nesta evolução. No último mês, foram registadas 123 insolvências, contra 170 em agosto do ano passado, uma descida de 27,6%. O comportamento ao longo de 2026 tem sido irregular: janeiro, março, abril e junho registaram aumentos homólogos, enquanto fevereiro, maio, julho e agosto apresentaram reduções.
Os serviços e a construção destacam-se pela tendência contrária à do indicador global. Os serviços somaram 374 insolvências até agosto, mais 10,3% do que no período homólogo, enquanto a construção chegou aos 283 processos, uma subida de 10,5%. Em conjunto, representam 45,3% das insolvências registadas no período. Retalho, agroalimentar, têxteis e transportes apresentaram, por sua vez, reduções.
Também existem diferenças significativas entre regiões. Porto e Lisboa concentram cerca de 46% dos processos, embora com trajetórias distintas: o Porto registou uma redução de 16,5%, para 340 insolvências, enquanto Lisboa aumentou 16,2%, para 322. Setúbal também registou uma subida de 14,1%, enquanto Santarém, Coimbra e Viana do Castelo apresentaram descidas.
As microempresas continuam a ser o grupo mais exposto, com 976 processos, equivalentes a 67,3% do total e mais 2,5% do que há um ano. As empresas com mais de dez anos representam ainda mais de metade das insolvências, embora tenham registado uma ligeira redução. Em sentido inverso, os processos entre empresas com dois a cinco anos de atividade aumentaram 11,9%, sinalizando maior vulnerabilidade numa fase inicial de consolidação dos negócios.
(C) Foto de Melinda Gimpel na Unsplash

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Insolvências em Portugal estabilizam até agosto, mas serviços e construção agravam
As insolvências empresariais em Portugal ficaram praticamente estáveis nos primeiros oito meses de 2026. Entre janeiro e agosto foram registados 1.451 processos, menos 0,2% do que os 1.454 contabilizados no mesmo período de 2025, segundo dados da Allianz Trade. A estabilidade do total esconde, contudo, diferenças relevantes entre setores, regiões e dimensões de empresas.
Agosto teve um peso importante nesta evolução. No último mês, foram registadas 123 insolvências, contra 170 em agosto do ano passado, uma descida de 27,6%. O comportamento ao longo de 2026 tem sido irregular: janeiro, março, abril e junho registaram aumentos homólogos, enquanto fevereiro, maio, julho e agosto apresentaram reduções.
Os serviços e a construção destacam-se pela tendência contrária à do indicador global. Os serviços somaram 374 insolvências até agosto, mais 10,3% do que no período homólogo, enquanto a construção chegou aos 283 processos, uma subida de 10,5%. Em conjunto, representam 45,3% das insolvências registadas no período. Retalho, agroalimentar, têxteis e transportes apresentaram, por sua vez, reduções.
Também existem diferenças significativas entre regiões. Porto e Lisboa concentram cerca de 46% dos processos, embora com trajetórias distintas: o Porto registou uma redução de 16,5%, para 340 insolvências, enquanto Lisboa aumentou 16,2%, para 322. Setúbal também registou uma subida de 14,1%, enquanto Santarém, Coimbra e Viana do Castelo apresentaram descidas.
As microempresas continuam a ser o grupo mais exposto, com 976 processos, equivalentes a 67,3% do total e mais 2,5% do que há um ano. As empresas com mais de dez anos representam ainda mais de metade das insolvências, embora tenham registado uma ligeira redução. Em sentido inverso, os processos entre empresas com dois a cinco anos de atividade aumentaram 11,9%, sinalizando maior vulnerabilidade numa fase inicial de consolidação dos negócios.
(C) Foto de Melinda Gimpel na Unsplash

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Insolvências em Portugal estabilizam até agosto, mas serviços e construção agravam
As insolvências empresariais em Portugal ficaram praticamente estáveis nos primeiros oito meses de 2026. Entre janeiro e agosto foram registados 1.451 processos, menos 0,2% do que os 1.454 contabilizados no mesmo período de 2025, segundo dados da Allianz Trade. A estabilidade do total esconde, contudo, diferenças relevantes entre setores, regiões e dimensões de empresas.
Agosto teve um peso importante nesta evolução. No último mês, foram registadas 123 insolvências, contra 170 em agosto do ano passado, uma descida de 27,6%. O comportamento ao longo de 2026 tem sido irregular: janeiro, março, abril e junho registaram aumentos homólogos, enquanto fevereiro, maio, julho e agosto apresentaram reduções.
Os serviços e a construção destacam-se pela tendência contrária à do indicador global. Os serviços somaram 374 insolvências até agosto, mais 10,3% do que no período homólogo, enquanto a construção chegou aos 283 processos, uma subida de 10,5%. Em conjunto, representam 45,3% das insolvências registadas no período. Retalho, agroalimentar, têxteis e transportes apresentaram, por sua vez, reduções.
Também existem diferenças significativas entre regiões. Porto e Lisboa concentram cerca de 46% dos processos, embora com trajetórias distintas: o Porto registou uma redução de 16,5%, para 340 insolvências, enquanto Lisboa aumentou 16,2%, para 322. Setúbal também registou uma subida de 14,1%, enquanto Santarém, Coimbra e Viana do Castelo apresentaram descidas.
As microempresas continuam a ser o grupo mais exposto, com 976 processos, equivalentes a 67,3% do total e mais 2,5% do que há um ano. As empresas com mais de dez anos representam ainda mais de metade das insolvências, embora tenham registado uma ligeira redução. Em sentido inverso, os processos entre empresas com dois a cinco anos de atividade aumentaram 11,9%, sinalizando maior vulnerabilidade numa fase inicial de consolidação dos negócios.




