Entre Toy Story e Stranger Things: Esquecemo-nos dos Tweens?
#Motivação
Opinião

Estas férias, numa ida ao cinema com a minha filha de 10 anos, dei por mim a pensar: onde estão os filmes para crianças que já não são pequenas, mas que ainda não são adolescentes ou suficientemente crescidas para filmes de adultos? A oferta passava de Mínimos, Toy Story e afins, para Homem-Aranha, Odisseia ou Carlos Paião.
Passamos de conteúdos claramente infantis e de animação, classificados para maiores de 4 ou 6, para conteúdos para maiores de 12 anos, que são maioritariamente para pessoas adultas. Fomos ver Toy Story. É sempre um valor seguro. Indiscutivelmente divertido, mas já pouco estimulante para esta idade. Do outro lado, temos super-heróis, ação, terror, biopics, romance e outros conteúdos que ainda não me parecem apropriados para uma pré-adolescente, e isto em plenas férias escolares, quando é preciso ocupar os miúdos. Na verdade, esta é uma tendência que já tinha vindo a sentir nas plataformas de streaming. A oferta passa diretamente de filmes e séries de animação, para Stranger Things. Quando procuramos um filme de família, temos invariavelmente animação. Não há intermédio. Até na TV tradicional, o Panda Biggs, canal pensado para esta faixa, desapareceu.
Na minha geração, vibramos com filmes como Libertem Willy, Flipper, As Gémeas, Regresso ao Futuro, ou comédias icónicas como Querido, Encolhi os Miúdos, Dennis, o Pimentinha, O Pestinha, etc. Eram histórias construtivas, sobre a amizade, amor à natureza, a família, aventura, medo, coragem e superação. Histórias em imagem real sobre crianças, para crianças que estavam a começar a descobrir o mundo.
Há até um termo para descrever este vazio: “the missing middle”, com base num estudo do The Joan Ganz Cooney Center, que aborda 2 grupos de idades tweens (10–12) e teens (13–17) e refere a falta de conteúdos de qualidade pensados especificamente para tweens/early teens e para aquilo que estão a viver. Os próprios entrevistados dizem procurar histórias mais próximas da sua realidade, com personagens da sua idade e experiências diversas. À medida que crescem, também procuram narrativas mais maduras e complexas, que não façam reset a cada episódio.
Hoje, sinto que estamos a criar uma geração sem um território cultural de transição, e quanto mais penso nisso, mais percebo que as consequências vão muito além do cinema e entretenimento. O mesmo acontece na música e de, forma mais geral, nos hábitos do consumo. Crianças cada vez mais pequenas são expostas a músicas cujo teor é muitas vezes sexualizado, influencers, tendências e produtos concebidos para adolescentes e adultos. O universo infantil parece estar a encolher e a adolescência a começar cada vez mais cedo. Recentemente também se falou sobre a passagem direta da Toys“R”Us para a Sephora, sem passar pela casa do meio, como foi durante muitos anos a Claire’s.
E de facto não é apenas uma questão de conteúdos apropriados à idade. Este vazio afeta a forma como as crianças veem o mundo, se projetam e se relacionam com os seus pares. Afeta a sua capacidade crítica e de foco. Ainda há pouco tempo, por exemplo, numa festa de pijama com as amigas de 10 anos da minha filha, sugeri um filme. Algumas delas disseram que não conseguiam ver filmes: demoravam muito tempo e perdiam o interesse.
O que nos leva a outro problema: quando a indústria deixa um espaço vazio, o digital e ‘o algoritmo’ ocupam-no. Sei que não podemos negar a evolução tecnológica, mas confesso que sinto que algo está a falhar. Como podemos esperar que estes miúdos desenvolvam capacidade de concentração, leiam, tenham sentido crítico, estudem ou acompanhem uma aula se não têm conteúdos ajustados e diariamente treinam o cérebro para estímulos de poucos segundos?
Uma criança de 10 anos pode deixar de querer brinquedos e começar a querer skincare. Pode deixar de procurar personagens e começar a seguir influencers. Pode conhecer tendências de beleza, moda e comportamento dirigidas a adolescentes muito antes de estar preparada para esse universo.
Será que nos esquecemos dos tweens? Aquela fase tão importante entre a infância e a adolescência em que se começa a construir identidade, autonomia, pertença e referências próprias. Não são crianças pequenas. Mas também não precisam de ser adolescentes antes do tempo.
Durante muito tempo, o mercado percebeu que entre a criança e o adolescente existia uma categoria própria. Não era apenas uma classificação etária. Era, e espero que possa continuar a ser, uma fase cultural. Porque, no fundo, entre Toy Story e Stranger Things existe um espaço enorme.
Um espaço onde ainda cabem a amizade, a aventura, o humor, a família, a natureza, a coragem e a descoberta. Personagens com as quais se possam identificar. Música que possam ouvir sem que os pais estejam constantemente a verificar as letras, e experiências que promovam a criatividade, a descoberta e a autonomia.
Entre Toy Story e Stranger Things: Esquecemo-nos dos Tweens?
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Estas férias, numa ida ao cinema com a minha filha de 10 anos, dei por mim a pensar: onde estão os filmes para crianças que já não são pequenas, mas que ainda não são adolescentes ou suficientemente crescidas para filmes de adultos? A oferta passava de Mínimos, Toy Story e afins, para Homem-Aranha, Odisseia ou Carlos Paião.
Passamos de conteúdos claramente infantis e de animação, classificados para maiores de 4 ou 6, para conteúdos para maiores de 12 anos, que são maioritariamente para pessoas adultas. Fomos ver Toy Story. É sempre um valor seguro. Indiscutivelmente divertido, mas já pouco estimulante para esta idade. Do outro lado, temos super-heróis, ação, terror, biopics, romance e outros conteúdos que ainda não me parecem apropriados para uma pré-adolescente, e isto em plenas férias escolares, quando é preciso ocupar os miúdos. Na verdade, esta é uma tendência que já tinha vindo a sentir nas plataformas de streaming. A oferta passa diretamente de filmes e séries de animação, para Stranger Things. Quando procuramos um filme de família, temos invariavelmente animação. Não há intermédio. Até na TV tradicional, o Panda Biggs, canal pensado para esta faixa, desapareceu.
Na minha geração, vibramos com filmes como Libertem Willy, Flipper, As Gémeas, Regresso ao Futuro, ou comédias icónicas como Querido, Encolhi os Miúdos, Dennis, o Pimentinha, O Pestinha, etc. Eram histórias construtivas, sobre a amizade, amor à natureza, a família, aventura, medo, coragem e superação. Histórias em imagem real sobre crianças, para crianças que estavam a começar a descobrir o mundo.
Há até um termo para descrever este vazio: “the missing middle”, com base num estudo do The Joan Ganz Cooney Center, que aborda 2 grupos de idades tweens (10–12) e teens (13–17) e refere a falta de conteúdos de qualidade pensados especificamente para tweens/early teens e para aquilo que estão a viver. Os próprios entrevistados dizem procurar histórias mais próximas da sua realidade, com personagens da sua idade e experiências diversas. À medida que crescem, também procuram narrativas mais maduras e complexas, que não façam reset a cada episódio.
Hoje, sinto que estamos a criar uma geração sem um território cultural de transição, e quanto mais penso nisso, mais percebo que as consequências vão muito além do cinema e entretenimento. O mesmo acontece na música e de, forma mais geral, nos hábitos do consumo. Crianças cada vez mais pequenas são expostas a músicas cujo teor é muitas vezes sexualizado, influencers, tendências e produtos concebidos para adolescentes e adultos. O universo infantil parece estar a encolher e a adolescência a começar cada vez mais cedo. Recentemente também se falou sobre a passagem direta da Toys“R”Us para a Sephora, sem passar pela casa do meio, como foi durante muitos anos a Claire’s.
E de facto não é apenas uma questão de conteúdos apropriados à idade. Este vazio afeta a forma como as crianças veem o mundo, se projetam e se relacionam com os seus pares. Afeta a sua capacidade crítica e de foco. Ainda há pouco tempo, por exemplo, numa festa de pijama com as amigas de 10 anos da minha filha, sugeri um filme. Algumas delas disseram que não conseguiam ver filmes: demoravam muito tempo e perdiam o interesse.
O que nos leva a outro problema: quando a indústria deixa um espaço vazio, o digital e ‘o algoritmo’ ocupam-no. Sei que não podemos negar a evolução tecnológica, mas confesso que sinto que algo está a falhar. Como podemos esperar que estes miúdos desenvolvam capacidade de concentração, leiam, tenham sentido crítico, estudem ou acompanhem uma aula se não têm conteúdos ajustados e diariamente treinam o cérebro para estímulos de poucos segundos?
Uma criança de 10 anos pode deixar de querer brinquedos e começar a querer skincare. Pode deixar de procurar personagens e começar a seguir influencers. Pode conhecer tendências de beleza, moda e comportamento dirigidas a adolescentes muito antes de estar preparada para esse universo.
Será que nos esquecemos dos tweens? Aquela fase tão importante entre a infância e a adolescência em que se começa a construir identidade, autonomia, pertença e referências próprias. Não são crianças pequenas. Mas também não precisam de ser adolescentes antes do tempo.
Durante muito tempo, o mercado percebeu que entre a criança e o adolescente existia uma categoria própria. Não era apenas uma classificação etária. Era, e espero que possa continuar a ser, uma fase cultural. Porque, no fundo, entre Toy Story e Stranger Things existe um espaço enorme.
Um espaço onde ainda cabem a amizade, a aventura, o humor, a família, a natureza, a coragem e a descoberta. Personagens com as quais se possam identificar. Música que possam ouvir sem que os pais estejam constantemente a verificar as letras, e experiências que promovam a criatividade, a descoberta e a autonomia.
Entre Toy Story e Stranger Things: Esquecemo-nos dos Tweens?
#Motivação
Opinião

Estas férias, numa ida ao cinema com a minha filha de 10 anos, dei por mim a pensar: onde estão os filmes para crianças que já não são pequenas, mas que ainda não são adolescentes ou suficientemente crescidas para filmes de adultos? A oferta passava de Mínimos, Toy Story e afins, para Homem-Aranha, Odisseia ou Carlos Paião.
Passamos de conteúdos claramente infantis e de animação, classificados para maiores de 4 ou 6, para conteúdos para maiores de 12 anos, que são maioritariamente para pessoas adultas. Fomos ver Toy Story. É sempre um valor seguro. Indiscutivelmente divertido, mas já pouco estimulante para esta idade. Do outro lado, temos super-heróis, ação, terror, biopics, romance e outros conteúdos que ainda não me parecem apropriados para uma pré-adolescente, e isto em plenas férias escolares, quando é preciso ocupar os miúdos. Na verdade, esta é uma tendência que já tinha vindo a sentir nas plataformas de streaming. A oferta passa diretamente de filmes e séries de animação, para Stranger Things. Quando procuramos um filme de família, temos invariavelmente animação. Não há intermédio. Até na TV tradicional, o Panda Biggs, canal pensado para esta faixa, desapareceu.
Na minha geração, vibramos com filmes como Libertem Willy, Flipper, As Gémeas, Regresso ao Futuro, ou comédias icónicas como Querido, Encolhi os Miúdos, Dennis, o Pimentinha, O Pestinha, etc. Eram histórias construtivas, sobre a amizade, amor à natureza, a família, aventura, medo, coragem e superação. Histórias em imagem real sobre crianças, para crianças que estavam a começar a descobrir o mundo.
Há até um termo para descrever este vazio: “the missing middle”, com base num estudo do The Joan Ganz Cooney Center, que aborda 2 grupos de idades tweens (10–12) e teens (13–17) e refere a falta de conteúdos de qualidade pensados especificamente para tweens/early teens e para aquilo que estão a viver. Os próprios entrevistados dizem procurar histórias mais próximas da sua realidade, com personagens da sua idade e experiências diversas. À medida que crescem, também procuram narrativas mais maduras e complexas, que não façam reset a cada episódio.
Hoje, sinto que estamos a criar uma geração sem um território cultural de transição, e quanto mais penso nisso, mais percebo que as consequências vão muito além do cinema e entretenimento. O mesmo acontece na música e de, forma mais geral, nos hábitos do consumo. Crianças cada vez mais pequenas são expostas a músicas cujo teor é muitas vezes sexualizado, influencers, tendências e produtos concebidos para adolescentes e adultos. O universo infantil parece estar a encolher e a adolescência a começar cada vez mais cedo. Recentemente também se falou sobre a passagem direta da Toys“R”Us para a Sephora, sem passar pela casa do meio, como foi durante muitos anos a Claire’s.
E de facto não é apenas uma questão de conteúdos apropriados à idade. Este vazio afeta a forma como as crianças veem o mundo, se projetam e se relacionam com os seus pares. Afeta a sua capacidade crítica e de foco. Ainda há pouco tempo, por exemplo, numa festa de pijama com as amigas de 10 anos da minha filha, sugeri um filme. Algumas delas disseram que não conseguiam ver filmes: demoravam muito tempo e perdiam o interesse.
O que nos leva a outro problema: quando a indústria deixa um espaço vazio, o digital e ‘o algoritmo’ ocupam-no. Sei que não podemos negar a evolução tecnológica, mas confesso que sinto que algo está a falhar. Como podemos esperar que estes miúdos desenvolvam capacidade de concentração, leiam, tenham sentido crítico, estudem ou acompanhem uma aula se não têm conteúdos ajustados e diariamente treinam o cérebro para estímulos de poucos segundos?
Uma criança de 10 anos pode deixar de querer brinquedos e começar a querer skincare. Pode deixar de procurar personagens e começar a seguir influencers. Pode conhecer tendências de beleza, moda e comportamento dirigidas a adolescentes muito antes de estar preparada para esse universo.
Será que nos esquecemos dos tweens? Aquela fase tão importante entre a infância e a adolescência em que se começa a construir identidade, autonomia, pertença e referências próprias. Não são crianças pequenas. Mas também não precisam de ser adolescentes antes do tempo.
Durante muito tempo, o mercado percebeu que entre a criança e o adolescente existia uma categoria própria. Não era apenas uma classificação etária. Era, e espero que possa continuar a ser, uma fase cultural. Porque, no fundo, entre Toy Story e Stranger Things existe um espaço enorme.
Um espaço onde ainda cabem a amizade, a aventura, o humor, a família, a natureza, a coragem e a descoberta. Personagens com as quais se possam identificar. Música que possam ouvir sem que os pais estejam constantemente a verificar as letras, e experiências que promovam a criatividade, a descoberta e a autonomia.
Entre Toy Story e Stranger Things: Esquecemo-nos dos Tweens?
#Motivação
Opinião

Estas férias, numa ida ao cinema com a minha filha de 10 anos, dei por mim a pensar: onde estão os filmes para crianças que já não são pequenas, mas que ainda não são adolescentes ou suficientemente crescidas para filmes de adultos? A oferta passava de Mínimos, Toy Story e afins, para Homem-Aranha, Odisseia ou Carlos Paião.
Passamos de conteúdos claramente infantis e de animação, classificados para maiores de 4 ou 6, para conteúdos para maiores de 12 anos, que são maioritariamente para pessoas adultas. Fomos ver Toy Story. É sempre um valor seguro. Indiscutivelmente divertido, mas já pouco estimulante para esta idade. Do outro lado, temos super-heróis, ação, terror, biopics, romance e outros conteúdos que ainda não me parecem apropriados para uma pré-adolescente, e isto em plenas férias escolares, quando é preciso ocupar os miúdos. Na verdade, esta é uma tendência que já tinha vindo a sentir nas plataformas de streaming. A oferta passa diretamente de filmes e séries de animação, para Stranger Things. Quando procuramos um filme de família, temos invariavelmente animação. Não há intermédio. Até na TV tradicional, o Panda Biggs, canal pensado para esta faixa, desapareceu.
Na minha geração, vibramos com filmes como Libertem Willy, Flipper, As Gémeas, Regresso ao Futuro, ou comédias icónicas como Querido, Encolhi os Miúdos, Dennis, o Pimentinha, O Pestinha, etc. Eram histórias construtivas, sobre a amizade, amor à natureza, a família, aventura, medo, coragem e superação. Histórias em imagem real sobre crianças, para crianças que estavam a começar a descobrir o mundo.
Há até um termo para descrever este vazio: “the missing middle”, com base num estudo do The Joan Ganz Cooney Center, que aborda 2 grupos de idades tweens (10–12) e teens (13–17) e refere a falta de conteúdos de qualidade pensados especificamente para tweens/early teens e para aquilo que estão a viver. Os próprios entrevistados dizem procurar histórias mais próximas da sua realidade, com personagens da sua idade e experiências diversas. À medida que crescem, também procuram narrativas mais maduras e complexas, que não façam reset a cada episódio.
Hoje, sinto que estamos a criar uma geração sem um território cultural de transição, e quanto mais penso nisso, mais percebo que as consequências vão muito além do cinema e entretenimento. O mesmo acontece na música e de, forma mais geral, nos hábitos do consumo. Crianças cada vez mais pequenas são expostas a músicas cujo teor é muitas vezes sexualizado, influencers, tendências e produtos concebidos para adolescentes e adultos. O universo infantil parece estar a encolher e a adolescência a começar cada vez mais cedo. Recentemente também se falou sobre a passagem direta da Toys“R”Us para a Sephora, sem passar pela casa do meio, como foi durante muitos anos a Claire’s.
E de facto não é apenas uma questão de conteúdos apropriados à idade. Este vazio afeta a forma como as crianças veem o mundo, se projetam e se relacionam com os seus pares. Afeta a sua capacidade crítica e de foco. Ainda há pouco tempo, por exemplo, numa festa de pijama com as amigas de 10 anos da minha filha, sugeri um filme. Algumas delas disseram que não conseguiam ver filmes: demoravam muito tempo e perdiam o interesse.
O que nos leva a outro problema: quando a indústria deixa um espaço vazio, o digital e ‘o algoritmo’ ocupam-no. Sei que não podemos negar a evolução tecnológica, mas confesso que sinto que algo está a falhar. Como podemos esperar que estes miúdos desenvolvam capacidade de concentração, leiam, tenham sentido crítico, estudem ou acompanhem uma aula se não têm conteúdos ajustados e diariamente treinam o cérebro para estímulos de poucos segundos?
Uma criança de 10 anos pode deixar de querer brinquedos e começar a querer skincare. Pode deixar de procurar personagens e começar a seguir influencers. Pode conhecer tendências de beleza, moda e comportamento dirigidas a adolescentes muito antes de estar preparada para esse universo.
Será que nos esquecemos dos tweens? Aquela fase tão importante entre a infância e a adolescência em que se começa a construir identidade, autonomia, pertença e referências próprias. Não são crianças pequenas. Mas também não precisam de ser adolescentes antes do tempo.
Durante muito tempo, o mercado percebeu que entre a criança e o adolescente existia uma categoria própria. Não era apenas uma classificação etária. Era, e espero que possa continuar a ser, uma fase cultural. Porque, no fundo, entre Toy Story e Stranger Things existe um espaço enorme.
Um espaço onde ainda cabem a amizade, a aventura, o humor, a família, a natureza, a coragem e a descoberta. Personagens com as quais se possam identificar. Música que possam ouvir sem que os pais estejam constantemente a verificar as letras, e experiências que promovam a criatividade, a descoberta e a autonomia.



