
#Protagonistas
Edições ASA celebram 75 anos com uma coleção dedicada à escolha editorial
Para assinalar a data, foi lançada a Escolha da Editora, uma coleção que cruza títulos históricos do catálogo com novas obras selecionadas para permanecer. A iniciativa acaba por colocar no centro uma questão: para que serve uma editora num mercado dominado por novidades, algoritmos, redes sociais e recomendações instantâneas?
Fundada em 1951, a ASA começou com uma forte vocação para os livros escolares e foi, progressivamente, alargando o catálogo a outras áreas. Hoje, integra o grupo LeYa e mantém presença na literatura, ficção infantil e juvenil e banda desenhada, área em que construiu um catálogo particularmente forte de tradição franco-belga. Setenta e cinco anos depois, é precisamente o fundo editorial acumulado ao longo desse percurso que serve de ponto de partida à nova coleção.
“A coleção Escolha da Editora nasceu da vontade de partilhar alguns dos livros mais emblemáticos do catálogo da ASA e de dar a conhecer novidades editoriais que, esperamos, também perdurem na memória dos leitores e no espólio da editora”, explica ao MOTIVO Carmen Serrano, editora da ASA. Entre as primeiras apostas estiveram novidades de Taffy Brodesser-Akner, e Allegra Goodman, a par de reedições de autores já ligados à história da chancela.
Esta foi a forma escolhida para transformar a efeméride numa reflexão sobre continuidade. Para a editora Carmen Serrano, preservar um catálogo não significa ficar preso a ele. “É essencial dar visibilidade às grandes obras da literatura que continuam a ser relevantes para os leitores, mas essa memória só faz sentido se se mantiver em estreita relação com o presente”, defende. O trabalho editorial está precisamente nesse encontro entre “livros que resistiram ao tempo e livros que têm tudo para o marcar”.

Carmen Serrano é a responsável pela Escolha da Editora
Nomes como E. M. Forster, David Lodge, Claire Messud, Howard Jacobson ou William Somerset Maugham dificilmente cabem numa única categoria de leitor. Carmen Serrano prefere, aliás, fugir dessa ideia: “Mais do que pensar num leitor-tipo, prefiro pensar em leitores curiosos, exigentes e disponíveis para descobrir novas vozes e novas perspetivas”. A editora assume, assim, uma dupla função: acompanhar gostos que já existem e criar oportunidades para descobrir autores que talvez nunca chegassem ao leitor através de uma pesquisa ou recomendação automática.
Essa lógica ajuda, também, a definir aquilo que Carmen Serrano considera ser a identidade da ASA aos 75 anos. “Creio que o que mais define o olhar editorial da ASA é a curiosidade”, afirma. “Publicamos autores consagrados e novas vozes, ficção e não ficção, sempre com a convicção de que um bom catálogo se faz de qualidade e diversidade”. A longevidade deixa, neste contexto, de ser apenas uma soma de anos e passa a depender da capacidade de reconhecer o que deve permanecer e aquilo que merece entrar.

O desafio tornou-se particularmente relevante num mercado onde a descoberta de livros acontece através de uma combinação muito mais fragmentada de livrarias, imprensa, BookTok, Instagram, clubes de leitura, criadores de conteúdo, algoritmos e recomendações entre amigos. Carmen Serrano reconhece que chegar ao leitor se tornou mais complexo, embora mantenha uma ideia particularmente interessante para quem trabalha com marcas: o próprio catálogo também comunica. “Continuamos a acreditar que um catálogo baseado na exigência é uma forma de recomendação em si mesma. Da seleção de títulos às traduções e design, todo o processo tem impacto na forma como a editora se relaciona com os seus leitores”.
É também por isso que Escolha da Editora assume explicitamente a vontade de “ir além do óbvio”. Num setor alimentado por lançamentos constantes e ciclos de atenção cada vez mais curtos, editar implica necessariamente excluir. “O papel de uma editora é fazer escolhas conscientes e sustentadas, e assumir a responsabilidade por elas”, diz Carmen Serrano. A aposta pode passar por um título que domina a conversa naquele momento ou por outro cuja importância só se torne evidente anos mais tarde.
Aos 75 anos, a ASA chega a uma espécie de paradoxo editorial: quanto maior é a quantidade de livros disponível, maior pode ser o valor de alguém escolher. Para Carmen Serrano, o caminho continua a passar por “critério, curiosidade e qualidade”, três ferramentas pouco tecnológicas para uma indústria que também vive cada vez mais de dados, velocidade e descoberta digital, mas que, timidamente, parece continuar a reservar espaço e tempo para um livro marcante.

#Protagonistas
Edições ASA celebram 75 anos com uma coleção dedicada à escolha editorial
Para assinalar a data, foi lançada a Escolha da Editora, uma coleção que cruza títulos históricos do catálogo com novas obras selecionadas para permanecer. A iniciativa acaba por colocar no centro uma questão: para que serve uma editora num mercado dominado por novidades, algoritmos, redes sociais e recomendações instantâneas?
Fundada em 1951, a ASA começou com uma forte vocação para os livros escolares e foi, progressivamente, alargando o catálogo a outras áreas. Hoje, integra o grupo LeYa e mantém presença na literatura, ficção infantil e juvenil e banda desenhada, área em que construiu um catálogo particularmente forte de tradição franco-belga. Setenta e cinco anos depois, é precisamente o fundo editorial acumulado ao longo desse percurso que serve de ponto de partida à nova coleção.
“A coleção Escolha da Editora nasceu da vontade de partilhar alguns dos livros mais emblemáticos do catálogo da ASA e de dar a conhecer novidades editoriais que, esperamos, também perdurem na memória dos leitores e no espólio da editora”, explica ao MOTIVO Carmen Serrano, editora da ASA. Entre as primeiras apostas estiveram novidades de Taffy Brodesser-Akner, e Allegra Goodman, a par de reedições de autores já ligados à história da chancela.
Esta foi a forma escolhida para transformar a efeméride numa reflexão sobre continuidade. Para a editora Carmen Serrano, preservar um catálogo não significa ficar preso a ele. “É essencial dar visibilidade às grandes obras da literatura que continuam a ser relevantes para os leitores, mas essa memória só faz sentido se se mantiver em estreita relação com o presente”, defende. O trabalho editorial está precisamente nesse encontro entre “livros que resistiram ao tempo e livros que têm tudo para o marcar”.

Carmen Serrano é a responsável pela Escolha da Editora
Nomes como E. M. Forster, David Lodge, Claire Messud, Howard Jacobson ou William Somerset Maugham dificilmente cabem numa única categoria de leitor. Carmen Serrano prefere, aliás, fugir dessa ideia: “Mais do que pensar num leitor-tipo, prefiro pensar em leitores curiosos, exigentes e disponíveis para descobrir novas vozes e novas perspetivas”. A editora assume, assim, uma dupla função: acompanhar gostos que já existem e criar oportunidades para descobrir autores que talvez nunca chegassem ao leitor através de uma pesquisa ou recomendação automática.
Essa lógica ajuda, também, a definir aquilo que Carmen Serrano considera ser a identidade da ASA aos 75 anos. “Creio que o que mais define o olhar editorial da ASA é a curiosidade”, afirma. “Publicamos autores consagrados e novas vozes, ficção e não ficção, sempre com a convicção de que um bom catálogo se faz de qualidade e diversidade”. A longevidade deixa, neste contexto, de ser apenas uma soma de anos e passa a depender da capacidade de reconhecer o que deve permanecer e aquilo que merece entrar.

O desafio tornou-se particularmente relevante num mercado onde a descoberta de livros acontece através de uma combinação muito mais fragmentada de livrarias, imprensa, BookTok, Instagram, clubes de leitura, criadores de conteúdo, algoritmos e recomendações entre amigos. Carmen Serrano reconhece que chegar ao leitor se tornou mais complexo, embora mantenha uma ideia particularmente interessante para quem trabalha com marcas: o próprio catálogo também comunica. “Continuamos a acreditar que um catálogo baseado na exigência é uma forma de recomendação em si mesma. Da seleção de títulos às traduções e design, todo o processo tem impacto na forma como a editora se relaciona com os seus leitores”.
É também por isso que Escolha da Editora assume explicitamente a vontade de “ir além do óbvio”. Num setor alimentado por lançamentos constantes e ciclos de atenção cada vez mais curtos, editar implica necessariamente excluir. “O papel de uma editora é fazer escolhas conscientes e sustentadas, e assumir a responsabilidade por elas”, diz Carmen Serrano. A aposta pode passar por um título que domina a conversa naquele momento ou por outro cuja importância só se torne evidente anos mais tarde.
Aos 75 anos, a ASA chega a uma espécie de paradoxo editorial: quanto maior é a quantidade de livros disponível, maior pode ser o valor de alguém escolher. Para Carmen Serrano, o caminho continua a passar por “critério, curiosidade e qualidade”, três ferramentas pouco tecnológicas para uma indústria que também vive cada vez mais de dados, velocidade e descoberta digital, mas que, timidamente, parece continuar a reservar espaço e tempo para um livro marcante.

#Protagonistas
Edições ASA celebram 75 anos com uma coleção dedicada à escolha editorial
Para assinalar a data, foi lançada a Escolha da Editora, uma coleção que cruza títulos históricos do catálogo com novas obras selecionadas para permanecer. A iniciativa acaba por colocar no centro uma questão: para que serve uma editora num mercado dominado por novidades, algoritmos, redes sociais e recomendações instantâneas?
Fundada em 1951, a ASA começou com uma forte vocação para os livros escolares e foi, progressivamente, alargando o catálogo a outras áreas. Hoje, integra o grupo LeYa e mantém presença na literatura, ficção infantil e juvenil e banda desenhada, área em que construiu um catálogo particularmente forte de tradição franco-belga. Setenta e cinco anos depois, é precisamente o fundo editorial acumulado ao longo desse percurso que serve de ponto de partida à nova coleção.
“A coleção Escolha da Editora nasceu da vontade de partilhar alguns dos livros mais emblemáticos do catálogo da ASA e de dar a conhecer novidades editoriais que, esperamos, também perdurem na memória dos leitores e no espólio da editora”, explica ao MOTIVO Carmen Serrano, editora da ASA. Entre as primeiras apostas estiveram novidades de Taffy Brodesser-Akner, e Allegra Goodman, a par de reedições de autores já ligados à história da chancela.
Esta foi a forma escolhida para transformar a efeméride numa reflexão sobre continuidade. Para a editora Carmen Serrano, preservar um catálogo não significa ficar preso a ele. “É essencial dar visibilidade às grandes obras da literatura que continuam a ser relevantes para os leitores, mas essa memória só faz sentido se se mantiver em estreita relação com o presente”, defende. O trabalho editorial está precisamente nesse encontro entre “livros que resistiram ao tempo e livros que têm tudo para o marcar”.

Carmen Serrano é a responsável pela Escolha da Editora
Nomes como E. M. Forster, David Lodge, Claire Messud, Howard Jacobson ou William Somerset Maugham dificilmente cabem numa única categoria de leitor. Carmen Serrano prefere, aliás, fugir dessa ideia: “Mais do que pensar num leitor-tipo, prefiro pensar em leitores curiosos, exigentes e disponíveis para descobrir novas vozes e novas perspetivas”. A editora assume, assim, uma dupla função: acompanhar gostos que já existem e criar oportunidades para descobrir autores que talvez nunca chegassem ao leitor através de uma pesquisa ou recomendação automática.
Essa lógica ajuda, também, a definir aquilo que Carmen Serrano considera ser a identidade da ASA aos 75 anos. “Creio que o que mais define o olhar editorial da ASA é a curiosidade”, afirma. “Publicamos autores consagrados e novas vozes, ficção e não ficção, sempre com a convicção de que um bom catálogo se faz de qualidade e diversidade”. A longevidade deixa, neste contexto, de ser apenas uma soma de anos e passa a depender da capacidade de reconhecer o que deve permanecer e aquilo que merece entrar.

O desafio tornou-se particularmente relevante num mercado onde a descoberta de livros acontece através de uma combinação muito mais fragmentada de livrarias, imprensa, BookTok, Instagram, clubes de leitura, criadores de conteúdo, algoritmos e recomendações entre amigos. Carmen Serrano reconhece que chegar ao leitor se tornou mais complexo, embora mantenha uma ideia particularmente interessante para quem trabalha com marcas: o próprio catálogo também comunica. “Continuamos a acreditar que um catálogo baseado na exigência é uma forma de recomendação em si mesma. Da seleção de títulos às traduções e design, todo o processo tem impacto na forma como a editora se relaciona com os seus leitores”.
É também por isso que Escolha da Editora assume explicitamente a vontade de “ir além do óbvio”. Num setor alimentado por lançamentos constantes e ciclos de atenção cada vez mais curtos, editar implica necessariamente excluir. “O papel de uma editora é fazer escolhas conscientes e sustentadas, e assumir a responsabilidade por elas”, diz Carmen Serrano. A aposta pode passar por um título que domina a conversa naquele momento ou por outro cuja importância só se torne evidente anos mais tarde.
Aos 75 anos, a ASA chega a uma espécie de paradoxo editorial: quanto maior é a quantidade de livros disponível, maior pode ser o valor de alguém escolher. Para Carmen Serrano, o caminho continua a passar por “critério, curiosidade e qualidade”, três ferramentas pouco tecnológicas para uma indústria que também vive cada vez mais de dados, velocidade e descoberta digital, mas que, timidamente, parece continuar a reservar espaço e tempo para um livro marcante.

#Protagonistas
Edições ASA celebram 75 anos com uma coleção dedicada à escolha editorial
Para assinalar a data, foi lançada a Escolha da Editora, uma coleção que cruza títulos históricos do catálogo com novas obras selecionadas para permanecer. A iniciativa acaba por colocar no centro uma questão: para que serve uma editora num mercado dominado por novidades, algoritmos, redes sociais e recomendações instantâneas?
Fundada em 1951, a ASA começou com uma forte vocação para os livros escolares e foi, progressivamente, alargando o catálogo a outras áreas. Hoje, integra o grupo LeYa e mantém presença na literatura, ficção infantil e juvenil e banda desenhada, área em que construiu um catálogo particularmente forte de tradição franco-belga. Setenta e cinco anos depois, é precisamente o fundo editorial acumulado ao longo desse percurso que serve de ponto de partida à nova coleção.
“A coleção Escolha da Editora nasceu da vontade de partilhar alguns dos livros mais emblemáticos do catálogo da ASA e de dar a conhecer novidades editoriais que, esperamos, também perdurem na memória dos leitores e no espólio da editora”, explica ao MOTIVO Carmen Serrano, editora da ASA. Entre as primeiras apostas estiveram novidades de Taffy Brodesser-Akner, e Allegra Goodman, a par de reedições de autores já ligados à história da chancela.
Esta foi a forma escolhida para transformar a efeméride numa reflexão sobre continuidade. Para a editora Carmen Serrano, preservar um catálogo não significa ficar preso a ele. “É essencial dar visibilidade às grandes obras da literatura que continuam a ser relevantes para os leitores, mas essa memória só faz sentido se se mantiver em estreita relação com o presente”, defende. O trabalho editorial está precisamente nesse encontro entre “livros que resistiram ao tempo e livros que têm tudo para o marcar”.

Carmen Serrano é a responsável pela Escolha da Editora
Nomes como E. M. Forster, David Lodge, Claire Messud, Howard Jacobson ou William Somerset Maugham dificilmente cabem numa única categoria de leitor. Carmen Serrano prefere, aliás, fugir dessa ideia: “Mais do que pensar num leitor-tipo, prefiro pensar em leitores curiosos, exigentes e disponíveis para descobrir novas vozes e novas perspetivas”. A editora assume, assim, uma dupla função: acompanhar gostos que já existem e criar oportunidades para descobrir autores que talvez nunca chegassem ao leitor através de uma pesquisa ou recomendação automática.
Essa lógica ajuda, também, a definir aquilo que Carmen Serrano considera ser a identidade da ASA aos 75 anos. “Creio que o que mais define o olhar editorial da ASA é a curiosidade”, afirma. “Publicamos autores consagrados e novas vozes, ficção e não ficção, sempre com a convicção de que um bom catálogo se faz de qualidade e diversidade”. A longevidade deixa, neste contexto, de ser apenas uma soma de anos e passa a depender da capacidade de reconhecer o que deve permanecer e aquilo que merece entrar.

O desafio tornou-se particularmente relevante num mercado onde a descoberta de livros acontece através de uma combinação muito mais fragmentada de livrarias, imprensa, BookTok, Instagram, clubes de leitura, criadores de conteúdo, algoritmos e recomendações entre amigos. Carmen Serrano reconhece que chegar ao leitor se tornou mais complexo, embora mantenha uma ideia particularmente interessante para quem trabalha com marcas: o próprio catálogo também comunica. “Continuamos a acreditar que um catálogo baseado na exigência é uma forma de recomendação em si mesma. Da seleção de títulos às traduções e design, todo o processo tem impacto na forma como a editora se relaciona com os seus leitores”.
É também por isso que Escolha da Editora assume explicitamente a vontade de “ir além do óbvio”. Num setor alimentado por lançamentos constantes e ciclos de atenção cada vez mais curtos, editar implica necessariamente excluir. “O papel de uma editora é fazer escolhas conscientes e sustentadas, e assumir a responsabilidade por elas”, diz Carmen Serrano. A aposta pode passar por um título que domina a conversa naquele momento ou por outro cuja importância só se torne evidente anos mais tarde.
Aos 75 anos, a ASA chega a uma espécie de paradoxo editorial: quanto maior é a quantidade de livros disponível, maior pode ser o valor de alguém escolher. Para Carmen Serrano, o caminho continua a passar por “critério, curiosidade e qualidade”, três ferramentas pouco tecnológicas para uma indústria que também vive cada vez mais de dados, velocidade e descoberta digital, mas que, timidamente, parece continuar a reservar espaço e tempo para um livro marcante.




