Alegria Congénita
#Motivação

O Livro da Vida marca o meu nascimento há 43 anos, pelas 21h, do dia de hoje. Não me lembro desse dia, mas hoje sei quem sou e o que cá estou a fazer (sem ter feito nenhum curso de desenvolvimento pessoal para isso) porque me contaram a minha história desde esse primeiro dia, sem filtros, embrulhos em papel bolha, censura ou receio de arranhar susceptibilidades. O poder que reside na verdade, sem falinhas mansas, trouxe-me até aqui. Celebrar-me é, para mim, um exercício de obediência. E, ao contrário do que se apregoa, este tipo de obediência vem da liberdade da informação que me foi dada.
A medicina diz que eu tenho uma doença congénita, as sete ecografias nunca denunciaram o meu corpo frágil, só após a cesariana é que apareceu o diagnóstico, e com ele, o prognóstico, sem esperança média de vida. Logo, a probabilidade, naquela altura, desta história vir a ser contada na primeira pessoa era uma espécie de milagre.
À medida que fui conhecendo a minha história tomei duas decisões, cuja consciência talvez só tenha reconhecido mais tarde com a idade.
Elas ditaram a forma como eu me encaro, com ou sem um espelho à frente. Não me considero um milagre naquele sentido do termo em que acho que sou mais especial do que alguém, apesar de andar com os pés vários palmos acima do solo. O que quero é viver cada dia como se fosse um milagre. Esta atitude não é mantra de auto-ajuda, é agir de acordo com a gratidão que é gerada da dádiva de permanecer no mundo, contra todas as previsões. Eu não sou aquilo que eu faço, mas aquilo que eu faço tem de refletir aquilo que eu sou. E quem eu sou? Uma mulher com alegria congénita!
Somos todos diferentes? Somos. Mas todos nós fomos criados com uma predisposição para a alegria. A diferença é que nem todos a cultivam. Passada a marca dos quarenta, não tenho pressa mas também não quero perder tempo, como escreveu Saramago. Para mim, não perder tempo ganhou uma dimensão filosófica, na medida em que fazer com que o tempo conte é somente ser capaz de ser guardiã da alegria que trouxe de origem, como se fosse mais rara do que a minha própria deficiência. Ao mesmo tempo que a vivo de mãos abertas e a liberto ao meu redor.
Acerca do estado do país e do mundo, ouvimos, volta na volta, “é melhor rir para não chorar”. Dentro do meu mundo interior também fui percebendo com o tempo que rir é mesmo o melhor remédio, porque mingua os problemas e esvazia o balão das preocupações. Quando tudo à nossa volta nos parece do avesso e a nossa impotência humana agudiza, lá soltamos um “valha-nos Deus”, como se esse clamor fosse o derradeiro suspiro.
Afinal, a opção mais frequente é fazermos tudo à nossa maneira.
Contudo, nisto de querer viver cada vez menos à minha maneira, eu tenho constatado que o riso e o choro não são forçosamente uma antítese. As minhas lágrimas podem ser uma expressão física da minha alegria visceral. Uma espécie de contentamento espremido. Ao mesmo tempo que o meu riso pode ser uma arma para abater o desânimo que pretende acampar até descobrir a porta de entrada para o coração. E o perigo que é quando o deixamos entrar…
A alegria é sustentadora, protetora e redentiva e devia ser levada mais a sério.
Porque é por causa da alegria que não enfraquecemos perante as injustiças, os sofrimentos e as loucuras de um mundo que precisa urgentemente de ser curado com e em Amor!
É por decidirmos ser habitados de Alegria que isso nos leva a agir com compaixão, generosidade, empatia e gentileza, seja regado a lágrimas ou salpicado de gargalhadas.
A alegria é sempre génese. Então, que nunca nos separemos dela, mesmo em tempos que nos parecem apocalípticos. A minha alegria não é uma fuga, nem tão pouco uma aspirina que me distrai da minha condição de pessoa que nunca andou, mas que não deixa de ir. De pessoa que tem dores diárias, mas que não é dorida. De pessoa que não é autónoma, mas é totalmente livre. De pessoa que do rés-do-chão do olhar agradece a cada manhã estar do lado de cá do céu.
Viver com um coração alegre é fazer o bem durar e estar sempre disposta a arrancar o mal pela raiz.
Alegria Congénita
#Motivação

O Livro da Vida marca o meu nascimento há 43 anos, pelas 21h, do dia de hoje. Não me lembro desse dia, mas hoje sei quem sou e o que cá estou a fazer (sem ter feito nenhum curso de desenvolvimento pessoal para isso) porque me contaram a minha história desde esse primeiro dia, sem filtros, embrulhos em papel bolha, censura ou receio de arranhar susceptibilidades. O poder que reside na verdade, sem falinhas mansas, trouxe-me até aqui. Celebrar-me é, para mim, um exercício de obediência. E, ao contrário do que se apregoa, este tipo de obediência vem da liberdade da informação que me foi dada.
A medicina diz que eu tenho uma doença congénita, as sete ecografias nunca denunciaram o meu corpo frágil, só após a cesariana é que apareceu o diagnóstico, e com ele, o prognóstico, sem esperança média de vida. Logo, a probabilidade, naquela altura, desta história vir a ser contada na primeira pessoa era uma espécie de milagre.
À medida que fui conhecendo a minha história tomei duas decisões, cuja consciência talvez só tenha reconhecido mais tarde com a idade.
Elas ditaram a forma como eu me encaro, com ou sem um espelho à frente. Não me considero um milagre naquele sentido do termo em que acho que sou mais especial do que alguém, apesar de andar com os pés vários palmos acima do solo. O que quero é viver cada dia como se fosse um milagre. Esta atitude não é mantra de auto-ajuda, é agir de acordo com a gratidão que é gerada da dádiva de permanecer no mundo, contra todas as previsões. Eu não sou aquilo que eu faço, mas aquilo que eu faço tem de refletir aquilo que eu sou. E quem eu sou? Uma mulher com alegria congénita!
Somos todos diferentes? Somos. Mas todos nós fomos criados com uma predisposição para a alegria. A diferença é que nem todos a cultivam. Passada a marca dos quarenta, não tenho pressa mas também não quero perder tempo, como escreveu Saramago. Para mim, não perder tempo ganhou uma dimensão filosófica, na medida em que fazer com que o tempo conte é somente ser capaz de ser guardiã da alegria que trouxe de origem, como se fosse mais rara do que a minha própria deficiência. Ao mesmo tempo que a vivo de mãos abertas e a liberto ao meu redor.
Acerca do estado do país e do mundo, ouvimos, volta na volta, “é melhor rir para não chorar”. Dentro do meu mundo interior também fui percebendo com o tempo que rir é mesmo o melhor remédio, porque mingua os problemas e esvazia o balão das preocupações. Quando tudo à nossa volta nos parece do avesso e a nossa impotência humana agudiza, lá soltamos um “valha-nos Deus”, como se esse clamor fosse o derradeiro suspiro.
Afinal, a opção mais frequente é fazermos tudo à nossa maneira.
Contudo, nisto de querer viver cada vez menos à minha maneira, eu tenho constatado que o riso e o choro não são forçosamente uma antítese. As minhas lágrimas podem ser uma expressão física da minha alegria visceral. Uma espécie de contentamento espremido. Ao mesmo tempo que o meu riso pode ser uma arma para abater o desânimo que pretende acampar até descobrir a porta de entrada para o coração. E o perigo que é quando o deixamos entrar…
A alegria é sustentadora, protetora e redentiva e devia ser levada mais a sério.
Porque é por causa da alegria que não enfraquecemos perante as injustiças, os sofrimentos e as loucuras de um mundo que precisa urgentemente de ser curado com e em Amor!
É por decidirmos ser habitados de Alegria que isso nos leva a agir com compaixão, generosidade, empatia e gentileza, seja regado a lágrimas ou salpicado de gargalhadas.
A alegria é sempre génese. Então, que nunca nos separemos dela, mesmo em tempos que nos parecem apocalípticos. A minha alegria não é uma fuga, nem tão pouco uma aspirina que me distrai da minha condição de pessoa que nunca andou, mas que não deixa de ir. De pessoa que tem dores diárias, mas que não é dorida. De pessoa que não é autónoma, mas é totalmente livre. De pessoa que do rés-do-chão do olhar agradece a cada manhã estar do lado de cá do céu.
Viver com um coração alegre é fazer o bem durar e estar sempre disposta a arrancar o mal pela raiz.
Alegria Congénita
#Motivação

O Livro da Vida marca o meu nascimento há 43 anos, pelas 21h, do dia de hoje. Não me lembro desse dia, mas hoje sei quem sou e o que cá estou a fazer (sem ter feito nenhum curso de desenvolvimento pessoal para isso) porque me contaram a minha história desde esse primeiro dia, sem filtros, embrulhos em papel bolha, censura ou receio de arranhar susceptibilidades. O poder que reside na verdade, sem falinhas mansas, trouxe-me até aqui. Celebrar-me é, para mim, um exercício de obediência. E, ao contrário do que se apregoa, este tipo de obediência vem da liberdade da informação que me foi dada.
A medicina diz que eu tenho uma doença congénita, as sete ecografias nunca denunciaram o meu corpo frágil, só após a cesariana é que apareceu o diagnóstico, e com ele, o prognóstico, sem esperança média de vida. Logo, a probabilidade, naquela altura, desta história vir a ser contada na primeira pessoa era uma espécie de milagre.
À medida que fui conhecendo a minha história tomei duas decisões, cuja consciência talvez só tenha reconhecido mais tarde com a idade.
Elas ditaram a forma como eu me encaro, com ou sem um espelho à frente. Não me considero um milagre naquele sentido do termo em que acho que sou mais especial do que alguém, apesar de andar com os pés vários palmos acima do solo. O que quero é viver cada dia como se fosse um milagre. Esta atitude não é mantra de auto-ajuda, é agir de acordo com a gratidão que é gerada da dádiva de permanecer no mundo, contra todas as previsões. Eu não sou aquilo que eu faço, mas aquilo que eu faço tem de refletir aquilo que eu sou. E quem eu sou? Uma mulher com alegria congénita!
Somos todos diferentes? Somos. Mas todos nós fomos criados com uma predisposição para a alegria. A diferença é que nem todos a cultivam. Passada a marca dos quarenta, não tenho pressa mas também não quero perder tempo, como escreveu Saramago. Para mim, não perder tempo ganhou uma dimensão filosófica, na medida em que fazer com que o tempo conte é somente ser capaz de ser guardiã da alegria que trouxe de origem, como se fosse mais rara do que a minha própria deficiência. Ao mesmo tempo que a vivo de mãos abertas e a liberto ao meu redor.
Acerca do estado do país e do mundo, ouvimos, volta na volta, “é melhor rir para não chorar”. Dentro do meu mundo interior também fui percebendo com o tempo que rir é mesmo o melhor remédio, porque mingua os problemas e esvazia o balão das preocupações. Quando tudo à nossa volta nos parece do avesso e a nossa impotência humana agudiza, lá soltamos um “valha-nos Deus”, como se esse clamor fosse o derradeiro suspiro.
Afinal, a opção mais frequente é fazermos tudo à nossa maneira.
Contudo, nisto de querer viver cada vez menos à minha maneira, eu tenho constatado que o riso e o choro não são forçosamente uma antítese. As minhas lágrimas podem ser uma expressão física da minha alegria visceral. Uma espécie de contentamento espremido. Ao mesmo tempo que o meu riso pode ser uma arma para abater o desânimo que pretende acampar até descobrir a porta de entrada para o coração. E o perigo que é quando o deixamos entrar…
A alegria é sustentadora, protetora e redentiva e devia ser levada mais a sério.
Porque é por causa da alegria que não enfraquecemos perante as injustiças, os sofrimentos e as loucuras de um mundo que precisa urgentemente de ser curado com e em Amor!
É por decidirmos ser habitados de Alegria que isso nos leva a agir com compaixão, generosidade, empatia e gentileza, seja regado a lágrimas ou salpicado de gargalhadas.
A alegria é sempre génese. Então, que nunca nos separemos dela, mesmo em tempos que nos parecem apocalípticos. A minha alegria não é uma fuga, nem tão pouco uma aspirina que me distrai da minha condição de pessoa que nunca andou, mas que não deixa de ir. De pessoa que tem dores diárias, mas que não é dorida. De pessoa que não é autónoma, mas é totalmente livre. De pessoa que do rés-do-chão do olhar agradece a cada manhã estar do lado de cá do céu.
Viver com um coração alegre é fazer o bem durar e estar sempre disposta a arrancar o mal pela raiz.
Alegria Congénita
#Motivação

O Livro da Vida marca o meu nascimento há 43 anos, pelas 21h, do dia de hoje. Não me lembro desse dia, mas hoje sei quem sou e o que cá estou a fazer (sem ter feito nenhum curso de desenvolvimento pessoal para isso) porque me contaram a minha história desde esse primeiro dia, sem filtros, embrulhos em papel bolha, censura ou receio de arranhar susceptibilidades. O poder que reside na verdade, sem falinhas mansas, trouxe-me até aqui. Celebrar-me é, para mim, um exercício de obediência. E, ao contrário do que se apregoa, este tipo de obediência vem da liberdade da informação que me foi dada.
A medicina diz que eu tenho uma doença congénita, as sete ecografias nunca denunciaram o meu corpo frágil, só após a cesariana é que apareceu o diagnóstico, e com ele, o prognóstico, sem esperança média de vida. Logo, a probabilidade, naquela altura, desta história vir a ser contada na primeira pessoa era uma espécie de milagre.
À medida que fui conhecendo a minha história tomei duas decisões, cuja consciência talvez só tenha reconhecido mais tarde com a idade.
Elas ditaram a forma como eu me encaro, com ou sem um espelho à frente. Não me considero um milagre naquele sentido do termo em que acho que sou mais especial do que alguém, apesar de andar com os pés vários palmos acima do solo. O que quero é viver cada dia como se fosse um milagre. Esta atitude não é mantra de auto-ajuda, é agir de acordo com a gratidão que é gerada da dádiva de permanecer no mundo, contra todas as previsões. Eu não sou aquilo que eu faço, mas aquilo que eu faço tem de refletir aquilo que eu sou. E quem eu sou? Uma mulher com alegria congénita!
Somos todos diferentes? Somos. Mas todos nós fomos criados com uma predisposição para a alegria. A diferença é que nem todos a cultivam. Passada a marca dos quarenta, não tenho pressa mas também não quero perder tempo, como escreveu Saramago. Para mim, não perder tempo ganhou uma dimensão filosófica, na medida em que fazer com que o tempo conte é somente ser capaz de ser guardiã da alegria que trouxe de origem, como se fosse mais rara do que a minha própria deficiência. Ao mesmo tempo que a vivo de mãos abertas e a liberto ao meu redor.
Acerca do estado do país e do mundo, ouvimos, volta na volta, “é melhor rir para não chorar”. Dentro do meu mundo interior também fui percebendo com o tempo que rir é mesmo o melhor remédio, porque mingua os problemas e esvazia o balão das preocupações. Quando tudo à nossa volta nos parece do avesso e a nossa impotência humana agudiza, lá soltamos um “valha-nos Deus”, como se esse clamor fosse o derradeiro suspiro.
Afinal, a opção mais frequente é fazermos tudo à nossa maneira.
Contudo, nisto de querer viver cada vez menos à minha maneira, eu tenho constatado que o riso e o choro não são forçosamente uma antítese. As minhas lágrimas podem ser uma expressão física da minha alegria visceral. Uma espécie de contentamento espremido. Ao mesmo tempo que o meu riso pode ser uma arma para abater o desânimo que pretende acampar até descobrir a porta de entrada para o coração. E o perigo que é quando o deixamos entrar…
A alegria é sustentadora, protetora e redentiva e devia ser levada mais a sério.
Porque é por causa da alegria que não enfraquecemos perante as injustiças, os sofrimentos e as loucuras de um mundo que precisa urgentemente de ser curado com e em Amor!
É por decidirmos ser habitados de Alegria que isso nos leva a agir com compaixão, generosidade, empatia e gentileza, seja regado a lágrimas ou salpicado de gargalhadas.
A alegria é sempre génese. Então, que nunca nos separemos dela, mesmo em tempos que nos parecem apocalípticos. A minha alegria não é uma fuga, nem tão pouco uma aspirina que me distrai da minha condição de pessoa que nunca andou, mas que não deixa de ir. De pessoa que tem dores diárias, mas que não é dorida. De pessoa que não é autónoma, mas é totalmente livre. De pessoa que do rés-do-chão do olhar agradece a cada manhã estar do lado de cá do céu.
Viver com um coração alegre é fazer o bem durar e estar sempre disposta a arrancar o mal pela raiz.




