#Motivação

Young Lions Portugal: 30 anos a formar criativos para Cannes

O MOTIVO conversou com Ana Paula Costa, que acompanha esta iniciativa desde 1996, e que afirma: “Se, há três décadas, o foco era a mestria num suporte específico, atualmente a comunicação é omnicanal”, apontando para um ecossistema onde redes sociais, conteúdo, influenciadores e experiências coexistem com os meios tradicionais.

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23 de mar. de 2026, 15:26

Por estes dias, nos setores do design, marketing, relações públicas, imprensa e cinema, há um tópico que vai surgindo na conversa: os Young Lions. Trata-se da competição que seleciona jovens profissionais da criatividade e comunicação para representar o país no Festival Internacional de Criatividade de Cannes. Ao longo de 30 anos, este programa tem funcionado como um espaço de experimentação intensiva, onde ideias são testadas sob pressão real e em contexto de exigência internacional. A acompanhar a iniciativa, desde os primórdios, está Ana Paula Costa que aponta para uma mudança: a criatividade, hoje, é multiplataforma.


Ana Paula Costa acompanha a iniciativa Young Lions há 30 anos


Neste novo cenário, a exigência mudou. Já não se trata apenas de executar bem, trata-se de construir ideias com capacidade de adaptação. “Os jovens profissionais procuram comunicar ideias suficientemente fortes, que sobrevivam em qualquer ecossistema digital ou físico”, refere.

Essa mudança reflete uma alteração mais profunda na forma como a criatividade é entendida. “O que mais mudou foi a consciência de que a criatividade pode impulsionar mudanças reais”, afirma, para de seguida acrescentar que, atualmente, as novas gerações falam de propósito com naturalidade e procuram impacto cultural e social nas ideias que desenvolvem.



A comparação entre gerações torna essa evolução mais evidente. Se os primeiros participantes estavam focados no domínio técnico e num mercado em internacionalização, os mais recentes distinguem-se pela diversidade de percursos e por uma maior consciência de temas como inclusão e sustentabilidade. “Enquanto os primeiros procuravam dominar a técnica, os atuais procuram dominar a relevância num contexto saturado de informação”, resume Ana Paula Costa.

Apesar das mudanças, há elementos que permanecem. “A energia, a curiosidade e a vontade de fazer melhor” continuam a ser traços comuns a todas as gerações, funcionando como base num setor em constante transformação.

Esse equilíbrio entre continuidade e adaptação ajuda também a explicar o desempenho consistente de Portugal em Cannes. Ao longo dos anos, o país afirmou-se como um dos mais premiados nesta categoria, um resultado que, segundo Ana Paula Costa, resulta de vários fatores combinados.

Desde logo, o rigor do processo de seleção, alinhado com a exigência da competição internacional. Depois, o talento criativo e uma característica recorrente: a capacidade de “fazer muito com poucos recursos”, que frequentemente conduz a ideias mais claras e eficazes A isto soma-se a continuidade do ecossistema, com antigos participantes a assumirem hoje papéis de mentoria.

“Portugal não participa apenas, compete para ganhar”.

No terreno, a experiência dos Young Lions aproxima-se de um exercício condensado da realidade profissional. Em 48 horas, os participantes enfrentam briefings reais, prazos exigentes e decisões sob pressão. “Exigem competências fundamentais: leitura rápida de briefing, tomada de decisão, trabalho em equipa e capacidade de apresentar ideias com clareza”, explica.


O ponto alto da iniciativa Young Lions é a competição em Cannes, que este ano decorre entre 22 e 26 de junho


Num momento em que a inteligência artificial está a transformar processos criativos, Ana Paula Costa sublinha que há dimensões que permanecem essenciais. “A IA pode processar dados, gerar padrões, mas o ‘salto criativo’ continua a ser um ato de sensibilidade humana”, afirma.

Para quem quer entrar neste setor, a recomendação mantém-se exigente: ouvir, arriscar e sair da bolha. “A técnica aprende-se, a tecnologia muda, mas a capacidade de observar o mundo e traduzi-lo numa ideia original é o que realmente define um groundbreaker”.

Três décadas depois, os Young Lions continuam a cumprir a mesma função: criar contexto para que novas gerações testem os seus limites. A diferença está no foco: menos domínio técnico isolado, mais relevância num cenário onde comunicar implica, cada vez mais, fazer sentido. As inscrições terminaram a 9 de março e os finalistas serão anunciados dia 1 de abril.


(C) Foto de Zhifei Zhou e Euronewsweek Media na Unsplash
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Young Lions Portugal: 30 anos a formar criativos para Cannes

O MOTIVO conversou com Ana Paula Costa, que acompanha esta iniciativa desde 1996, e que afirma: “Se, há três décadas, o foco era a mestria num suporte específico, atualmente a comunicação é omnicanal”, apontando para um ecossistema onde redes sociais, conteúdo, influenciadores e experiências coexistem com os meios tradicionais.

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23 de mar. de 2026, 15:26

Por estes dias, nos setores do design, marketing, relações públicas, imprensa e cinema, há um tópico que vai surgindo na conversa: os Young Lions. Trata-se da competição que seleciona jovens profissionais da criatividade e comunicação para representar o país no Festival Internacional de Criatividade de Cannes. Ao longo de 30 anos, este programa tem funcionado como um espaço de experimentação intensiva, onde ideias são testadas sob pressão real e em contexto de exigência internacional. A acompanhar a iniciativa, desde os primórdios, está Ana Paula Costa que aponta para uma mudança: a criatividade, hoje, é multiplataforma.


Ana Paula Costa acompanha a iniciativa Young Lions há 30 anos


Neste novo cenário, a exigência mudou. Já não se trata apenas de executar bem, trata-se de construir ideias com capacidade de adaptação. “Os jovens profissionais procuram comunicar ideias suficientemente fortes, que sobrevivam em qualquer ecossistema digital ou físico”, refere.

Essa mudança reflete uma alteração mais profunda na forma como a criatividade é entendida. “O que mais mudou foi a consciência de que a criatividade pode impulsionar mudanças reais”, afirma, para de seguida acrescentar que, atualmente, as novas gerações falam de propósito com naturalidade e procuram impacto cultural e social nas ideias que desenvolvem.



A comparação entre gerações torna essa evolução mais evidente. Se os primeiros participantes estavam focados no domínio técnico e num mercado em internacionalização, os mais recentes distinguem-se pela diversidade de percursos e por uma maior consciência de temas como inclusão e sustentabilidade. “Enquanto os primeiros procuravam dominar a técnica, os atuais procuram dominar a relevância num contexto saturado de informação”, resume Ana Paula Costa.

Apesar das mudanças, há elementos que permanecem. “A energia, a curiosidade e a vontade de fazer melhor” continuam a ser traços comuns a todas as gerações, funcionando como base num setor em constante transformação.

Esse equilíbrio entre continuidade e adaptação ajuda também a explicar o desempenho consistente de Portugal em Cannes. Ao longo dos anos, o país afirmou-se como um dos mais premiados nesta categoria, um resultado que, segundo Ana Paula Costa, resulta de vários fatores combinados.

Desde logo, o rigor do processo de seleção, alinhado com a exigência da competição internacional. Depois, o talento criativo e uma característica recorrente: a capacidade de “fazer muito com poucos recursos”, que frequentemente conduz a ideias mais claras e eficazes A isto soma-se a continuidade do ecossistema, com antigos participantes a assumirem hoje papéis de mentoria.

“Portugal não participa apenas, compete para ganhar”.

No terreno, a experiência dos Young Lions aproxima-se de um exercício condensado da realidade profissional. Em 48 horas, os participantes enfrentam briefings reais, prazos exigentes e decisões sob pressão. “Exigem competências fundamentais: leitura rápida de briefing, tomada de decisão, trabalho em equipa e capacidade de apresentar ideias com clareza”, explica.


O ponto alto da iniciativa Young Lions é a competição em Cannes, que este ano decorre entre 22 e 26 de junho


Num momento em que a inteligência artificial está a transformar processos criativos, Ana Paula Costa sublinha que há dimensões que permanecem essenciais. “A IA pode processar dados, gerar padrões, mas o ‘salto criativo’ continua a ser um ato de sensibilidade humana”, afirma.

Para quem quer entrar neste setor, a recomendação mantém-se exigente: ouvir, arriscar e sair da bolha. “A técnica aprende-se, a tecnologia muda, mas a capacidade de observar o mundo e traduzi-lo numa ideia original é o que realmente define um groundbreaker”.

Três décadas depois, os Young Lions continuam a cumprir a mesma função: criar contexto para que novas gerações testem os seus limites. A diferença está no foco: menos domínio técnico isolado, mais relevância num cenário onde comunicar implica, cada vez mais, fazer sentido. As inscrições terminaram a 9 de março e os finalistas serão anunciados dia 1 de abril.


(C) Foto de Zhifei Zhou e Euronewsweek Media na Unsplash

#Motivação

Young Lions Portugal: 30 anos a formar criativos para Cannes

O MOTIVO conversou com Ana Paula Costa, que acompanha esta iniciativa desde 1996, e que afirma: “Se, há três décadas, o foco era a mestria num suporte específico, atualmente a comunicação é omnicanal”, apontando para um ecossistema onde redes sociais, conteúdo, influenciadores e experiências coexistem com os meios tradicionais.

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23 de mar. de 2026, 15:26

Por estes dias, nos setores do design, marketing, relações públicas, imprensa e cinema, há um tópico que vai surgindo na conversa: os Young Lions. Trata-se da competição que seleciona jovens profissionais da criatividade e comunicação para representar o país no Festival Internacional de Criatividade de Cannes. Ao longo de 30 anos, este programa tem funcionado como um espaço de experimentação intensiva, onde ideias são testadas sob pressão real e em contexto de exigência internacional. A acompanhar a iniciativa, desde os primórdios, está Ana Paula Costa que aponta para uma mudança: a criatividade, hoje, é multiplataforma.


Ana Paula Costa acompanha a iniciativa Young Lions há 30 anos


Neste novo cenário, a exigência mudou. Já não se trata apenas de executar bem, trata-se de construir ideias com capacidade de adaptação. “Os jovens profissionais procuram comunicar ideias suficientemente fortes, que sobrevivam em qualquer ecossistema digital ou físico”, refere.

Essa mudança reflete uma alteração mais profunda na forma como a criatividade é entendida. “O que mais mudou foi a consciência de que a criatividade pode impulsionar mudanças reais”, afirma, para de seguida acrescentar que, atualmente, as novas gerações falam de propósito com naturalidade e procuram impacto cultural e social nas ideias que desenvolvem.



A comparação entre gerações torna essa evolução mais evidente. Se os primeiros participantes estavam focados no domínio técnico e num mercado em internacionalização, os mais recentes distinguem-se pela diversidade de percursos e por uma maior consciência de temas como inclusão e sustentabilidade. “Enquanto os primeiros procuravam dominar a técnica, os atuais procuram dominar a relevância num contexto saturado de informação”, resume Ana Paula Costa.

Apesar das mudanças, há elementos que permanecem. “A energia, a curiosidade e a vontade de fazer melhor” continuam a ser traços comuns a todas as gerações, funcionando como base num setor em constante transformação.

Esse equilíbrio entre continuidade e adaptação ajuda também a explicar o desempenho consistente de Portugal em Cannes. Ao longo dos anos, o país afirmou-se como um dos mais premiados nesta categoria, um resultado que, segundo Ana Paula Costa, resulta de vários fatores combinados.

Desde logo, o rigor do processo de seleção, alinhado com a exigência da competição internacional. Depois, o talento criativo e uma característica recorrente: a capacidade de “fazer muito com poucos recursos”, que frequentemente conduz a ideias mais claras e eficazes A isto soma-se a continuidade do ecossistema, com antigos participantes a assumirem hoje papéis de mentoria.

“Portugal não participa apenas, compete para ganhar”.

No terreno, a experiência dos Young Lions aproxima-se de um exercício condensado da realidade profissional. Em 48 horas, os participantes enfrentam briefings reais, prazos exigentes e decisões sob pressão. “Exigem competências fundamentais: leitura rápida de briefing, tomada de decisão, trabalho em equipa e capacidade de apresentar ideias com clareza”, explica.


O ponto alto da iniciativa Young Lions é a competição em Cannes, que este ano decorre entre 22 e 26 de junho


Num momento em que a inteligência artificial está a transformar processos criativos, Ana Paula Costa sublinha que há dimensões que permanecem essenciais. “A IA pode processar dados, gerar padrões, mas o ‘salto criativo’ continua a ser um ato de sensibilidade humana”, afirma.

Para quem quer entrar neste setor, a recomendação mantém-se exigente: ouvir, arriscar e sair da bolha. “A técnica aprende-se, a tecnologia muda, mas a capacidade de observar o mundo e traduzi-lo numa ideia original é o que realmente define um groundbreaker”.

Três décadas depois, os Young Lions continuam a cumprir a mesma função: criar contexto para que novas gerações testem os seus limites. A diferença está no foco: menos domínio técnico isolado, mais relevância num cenário onde comunicar implica, cada vez mais, fazer sentido. As inscrições terminaram a 9 de março e os finalistas serão anunciados dia 1 de abril.


(C) Foto de Zhifei Zhou e Euronewsweek Media na Unsplash
#Motivação

Young Lions Portugal: 30 anos a formar criativos para Cannes

O MOTIVO conversou com Ana Paula Costa, que acompanha esta iniciativa desde 1996, e que afirma: “Se, há três décadas, o foco era a mestria num suporte específico, atualmente a comunicação é omnicanal”, apontando para um ecossistema onde redes sociais, conteúdo, influenciadores e experiências coexistem com os meios tradicionais.

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23 de mar. de 2026, 15:26

Por estes dias, nos setores do design, marketing, relações públicas, imprensa e cinema, há um tópico que vai surgindo na conversa: os Young Lions. Trata-se da competição que seleciona jovens profissionais da criatividade e comunicação para representar o país no Festival Internacional de Criatividade de Cannes. Ao longo de 30 anos, este programa tem funcionado como um espaço de experimentação intensiva, onde ideias são testadas sob pressão real e em contexto de exigência internacional. A acompanhar a iniciativa, desde os primórdios, está Ana Paula Costa que aponta para uma mudança: a criatividade, hoje, é multiplataforma.


Ana Paula Costa acompanha a iniciativa Young Lions há 30 anos


Neste novo cenário, a exigência mudou. Já não se trata apenas de executar bem, trata-se de construir ideias com capacidade de adaptação. “Os jovens profissionais procuram comunicar ideias suficientemente fortes, que sobrevivam em qualquer ecossistema digital ou físico”, refere.

Essa mudança reflete uma alteração mais profunda na forma como a criatividade é entendida. “O que mais mudou foi a consciência de que a criatividade pode impulsionar mudanças reais”, afirma, para de seguida acrescentar que, atualmente, as novas gerações falam de propósito com naturalidade e procuram impacto cultural e social nas ideias que desenvolvem.



A comparação entre gerações torna essa evolução mais evidente. Se os primeiros participantes estavam focados no domínio técnico e num mercado em internacionalização, os mais recentes distinguem-se pela diversidade de percursos e por uma maior consciência de temas como inclusão e sustentabilidade. “Enquanto os primeiros procuravam dominar a técnica, os atuais procuram dominar a relevância num contexto saturado de informação”, resume Ana Paula Costa.

Apesar das mudanças, há elementos que permanecem. “A energia, a curiosidade e a vontade de fazer melhor” continuam a ser traços comuns a todas as gerações, funcionando como base num setor em constante transformação.

Esse equilíbrio entre continuidade e adaptação ajuda também a explicar o desempenho consistente de Portugal em Cannes. Ao longo dos anos, o país afirmou-se como um dos mais premiados nesta categoria, um resultado que, segundo Ana Paula Costa, resulta de vários fatores combinados.

Desde logo, o rigor do processo de seleção, alinhado com a exigência da competição internacional. Depois, o talento criativo e uma característica recorrente: a capacidade de “fazer muito com poucos recursos”, que frequentemente conduz a ideias mais claras e eficazes A isto soma-se a continuidade do ecossistema, com antigos participantes a assumirem hoje papéis de mentoria.

“Portugal não participa apenas, compete para ganhar”.

No terreno, a experiência dos Young Lions aproxima-se de um exercício condensado da realidade profissional. Em 48 horas, os participantes enfrentam briefings reais, prazos exigentes e decisões sob pressão. “Exigem competências fundamentais: leitura rápida de briefing, tomada de decisão, trabalho em equipa e capacidade de apresentar ideias com clareza”, explica.


O ponto alto da iniciativa Young Lions é a competição em Cannes, que este ano decorre entre 22 e 26 de junho


Num momento em que a inteligência artificial está a transformar processos criativos, Ana Paula Costa sublinha que há dimensões que permanecem essenciais. “A IA pode processar dados, gerar padrões, mas o ‘salto criativo’ continua a ser um ato de sensibilidade humana”, afirma.

Para quem quer entrar neste setor, a recomendação mantém-se exigente: ouvir, arriscar e sair da bolha. “A técnica aprende-se, a tecnologia muda, mas a capacidade de observar o mundo e traduzi-lo numa ideia original é o que realmente define um groundbreaker”.

Três décadas depois, os Young Lions continuam a cumprir a mesma função: criar contexto para que novas gerações testem os seus limites. A diferença está no foco: menos domínio técnico isolado, mais relevância num cenário onde comunicar implica, cada vez mais, fazer sentido. As inscrições terminaram a 9 de março e os finalistas serão anunciados dia 1 de abril.


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