
Os grandes textos incluem conhecimento proveniente de múltiplas origens. Por isso, é possível estudá-los com grande proveito a partir de diversas perspetivas. Na nossa literatura, um exemplo maior dessa riqueza é Os Lusíadas. Ao longo dos anos, surgiram importantes estudos que analisaram o livro de Camões exclusivamente a partir das suas referências astronómicas, geográficas, botânicas, etc. Isto, referindo apenas matizes científicas; são incontáveis os exemplos do âmbito da teoria da literatura, da retórica, da filologia, da mitologia, da história, etc.
A obra do grande autor português do século XX, desdobrado em heterónimos, é também exemplo de uma imensa riqueza de origens e de referências. O volume O Sábio Árabe traz um novo ponto de vista sobre a obra e o seu autor. Talvez seja surpreendente para muitos a quantidade de elementos da civilização arábico-islâmica na obra de Fernando Pessoa. As escolhas que Fabrizio Boscaglia aqui reúne, assim como a apresentação e a contextualização incluídas, deixam muito clara essa presença. Depois desta leitura, surpreendemo-nos, sim, por não termos reparado nela antes. Este olhar alarga a obra. Esse é poder da leitura. O texto não existe como um objeto impassível e imutável. O texto transforma-se e aumenta com os olhares que o desafiam.

Porque será que existem tantas ligações entre a obra de Fernando Pessoa e essa matriz cultural? Quem ler O Sábio Árabe entenderá que esses vínculos existem porque estamos perante uma obra que fala da nossa identidade profunda e, também, porque a nossa cultura tem uma relação histórica direta com essa cultura, a nossa identidade tem ligações inegáveis com essa identidade. A civilização arábico-islâmica está presente no nosso quotidiano, em fundamentos estruturantes da nossa língua, das nossas referências, da nossa maneira de pensar.
José Luís Peixoto assina a rubrica Os Livros Pensam, quinzenalmente, no MOTIVO.

Os grandes textos incluem conhecimento proveniente de múltiplas origens. Por isso, é possível estudá-los com grande proveito a partir de diversas perspetivas. Na nossa literatura, um exemplo maior dessa riqueza é Os Lusíadas. Ao longo dos anos, surgiram importantes estudos que analisaram o livro de Camões exclusivamente a partir das suas referências astronómicas, geográficas, botânicas, etc. Isto, referindo apenas matizes científicas; são incontáveis os exemplos do âmbito da teoria da literatura, da retórica, da filologia, da mitologia, da história, etc.
A obra do grande autor português do século XX, desdobrado em heterónimos, é também exemplo de uma imensa riqueza de origens e de referências. O volume O Sábio Árabe traz um novo ponto de vista sobre a obra e o seu autor. Talvez seja surpreendente para muitos a quantidade de elementos da civilização arábico-islâmica na obra de Fernando Pessoa. As escolhas que Fabrizio Boscaglia aqui reúne, assim como a apresentação e a contextualização incluídas, deixam muito clara essa presença. Depois desta leitura, surpreendemo-nos, sim, por não termos reparado nela antes. Este olhar alarga a obra. Esse é poder da leitura. O texto não existe como um objeto impassível e imutável. O texto transforma-se e aumenta com os olhares que o desafiam.

Porque será que existem tantas ligações entre a obra de Fernando Pessoa e essa matriz cultural? Quem ler O Sábio Árabe entenderá que esses vínculos existem porque estamos perante uma obra que fala da nossa identidade profunda e, também, porque a nossa cultura tem uma relação histórica direta com essa cultura, a nossa identidade tem ligações inegáveis com essa identidade. A civilização arábico-islâmica está presente no nosso quotidiano, em fundamentos estruturantes da nossa língua, das nossas referências, da nossa maneira de pensar.
José Luís Peixoto assina a rubrica Os Livros Pensam, quinzenalmente, no MOTIVO.

Os grandes textos incluem conhecimento proveniente de múltiplas origens. Por isso, é possível estudá-los com grande proveito a partir de diversas perspetivas. Na nossa literatura, um exemplo maior dessa riqueza é Os Lusíadas. Ao longo dos anos, surgiram importantes estudos que analisaram o livro de Camões exclusivamente a partir das suas referências astronómicas, geográficas, botânicas, etc. Isto, referindo apenas matizes científicas; são incontáveis os exemplos do âmbito da teoria da literatura, da retórica, da filologia, da mitologia, da história, etc.
A obra do grande autor português do século XX, desdobrado em heterónimos, é também exemplo de uma imensa riqueza de origens e de referências. O volume O Sábio Árabe traz um novo ponto de vista sobre a obra e o seu autor. Talvez seja surpreendente para muitos a quantidade de elementos da civilização arábico-islâmica na obra de Fernando Pessoa. As escolhas que Fabrizio Boscaglia aqui reúne, assim como a apresentação e a contextualização incluídas, deixam muito clara essa presença. Depois desta leitura, surpreendemo-nos, sim, por não termos reparado nela antes. Este olhar alarga a obra. Esse é poder da leitura. O texto não existe como um objeto impassível e imutável. O texto transforma-se e aumenta com os olhares que o desafiam.

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José Luís Peixoto assina a rubrica Os Livros Pensam, quinzenalmente, no MOTIVO.

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A obra do grande autor português do século XX, desdobrado em heterónimos, é também exemplo de uma imensa riqueza de origens e de referências. O volume O Sábio Árabe traz um novo ponto de vista sobre a obra e o seu autor. Talvez seja surpreendente para muitos a quantidade de elementos da civilização arábico-islâmica na obra de Fernando Pessoa. As escolhas que Fabrizio Boscaglia aqui reúne, assim como a apresentação e a contextualização incluídas, deixam muito clara essa presença. Depois desta leitura, surpreendemo-nos, sim, por não termos reparado nela antes. Este olhar alarga a obra. Esse é poder da leitura. O texto não existe como um objeto impassível e imutável. O texto transforma-se e aumenta com os olhares que o desafiam.

Porque será que existem tantas ligações entre a obra de Fernando Pessoa e essa matriz cultural? Quem ler O Sábio Árabe entenderá que esses vínculos existem porque estamos perante uma obra que fala da nossa identidade profunda e, também, porque a nossa cultura tem uma relação histórica direta com essa cultura, a nossa identidade tem ligações inegáveis com essa identidade. A civilização arábico-islâmica está presente no nosso quotidiano, em fundamentos estruturantes da nossa língua, das nossas referências, da nossa maneira de pensar.




