#Motivação

Procura-se profundidade na era do scrolling

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16 de jan. de 2026, 17:03

Vivemos numa época em que a nossa atenção é simultaneamente o recurso mais valioso e o mais difícil de manter. Plataformas como o Instagram e o TikTok transformaram a forma como consumimos conteúdo e, nos últimos anos, tornaram-se quase sinónimo de scrolling infinito. Com cerca de 1,6 mil milhões de utilizadores ativos em todo o mundo, o TikTok capta cada vez mais tempo dos nossos dias, com estimativas que apontam para uma média de cerca de uma hora por dia por utilizador a ver vídeos na aplicação.

O formato de vídeos curtos e altamente personalizados tornou-se extremamente sedutor.

Cada swipe leva ao próximo conteúdo, quase sem esforço, numa cadeia de estímulos rápidos que fazem com que percamos a noção do tempo passado a navegar. Nessa dinâmica, a velocidade tornou-se a moeda corrente: conteúdos que prendem a atenção por segundos; que despertam uma emoção instantânea sem hipótese de reflexão prolongada. Há uma vantagem inegável nisto: portas que se abrem a criadores e marcas para chegarem ao grande público com baixos orçamentos; mas também há um preço invisível: a tendência de que as mensagens se tornem tão efémeras quanto o próprio fluxo de conteúdos.

A comunicação empresarial e as narrativas de marca podem sentir-se particularmente desafiadas neste ambiente. Quando uma história é moldada para caber num vídeo de 10 ou 15 segundos, o risco é que o significado profundo se dissipe entre brilhos e efeitos visuais. Mensagens que exigem contexto, análise ou sentido estratégico, que são precisamente as que alimentam relações de confiança e compreensão, tendem a ficar em segundo plano, eclipsadas pela promessa de viralidade instantânea.

É aqui que vale olhar para movimentos aparentemente contraditórios, como o ressurgimento das newsletters, de que falámos hoje no MOTIVO. Numa era em que muitas pessoas se sentem cansadas dos feeds, as newsletters oferecem uma alternativa menos frenética, em que se pode ler com calma, pensar com calma e aprofundar temas sem a urgência imposta por algoritmos.

O contraste entre estas duas formas de comunicação (a efemeridade do scrolling e a regularidade do e-mail) é notório. A primeira captura os nossos olhos, a segunda captura a nossa mente.

O desafio para marcas e empreendedores é encontrar o equilíbrio entre os dois mundos: como ser relevantes nas plataformas rápidas sem abdicar da clareza, da estratégia e da substância das mensagens? Como transformar atenção fugaz em envolvimento duradouro?

Encontrar respostas para estas questões implica aceitar que a profundidade tem um valor que não pode ser medido em likes ou visualizações. Nos negócios, esta profundidade traduz-se na construção de confiança, reputação e ligação emocional, aspetos demasiado valiosos para serem entregues unicamente às lógicas de consumo acelerado das redes sociais.

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Procura-se profundidade na era do scrolling

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16 de jan. de 2026, 17:03

Vivemos numa época em que a nossa atenção é simultaneamente o recurso mais valioso e o mais difícil de manter. Plataformas como o Instagram e o TikTok transformaram a forma como consumimos conteúdo e, nos últimos anos, tornaram-se quase sinónimo de scrolling infinito. Com cerca de 1,6 mil milhões de utilizadores ativos em todo o mundo, o TikTok capta cada vez mais tempo dos nossos dias, com estimativas que apontam para uma média de cerca de uma hora por dia por utilizador a ver vídeos na aplicação.

O formato de vídeos curtos e altamente personalizados tornou-se extremamente sedutor.

Cada swipe leva ao próximo conteúdo, quase sem esforço, numa cadeia de estímulos rápidos que fazem com que percamos a noção do tempo passado a navegar. Nessa dinâmica, a velocidade tornou-se a moeda corrente: conteúdos que prendem a atenção por segundos; que despertam uma emoção instantânea sem hipótese de reflexão prolongada. Há uma vantagem inegável nisto: portas que se abrem a criadores e marcas para chegarem ao grande público com baixos orçamentos; mas também há um preço invisível: a tendência de que as mensagens se tornem tão efémeras quanto o próprio fluxo de conteúdos.

A comunicação empresarial e as narrativas de marca podem sentir-se particularmente desafiadas neste ambiente. Quando uma história é moldada para caber num vídeo de 10 ou 15 segundos, o risco é que o significado profundo se dissipe entre brilhos e efeitos visuais. Mensagens que exigem contexto, análise ou sentido estratégico, que são precisamente as que alimentam relações de confiança e compreensão, tendem a ficar em segundo plano, eclipsadas pela promessa de viralidade instantânea.

É aqui que vale olhar para movimentos aparentemente contraditórios, como o ressurgimento das newsletters, de que falámos hoje no MOTIVO. Numa era em que muitas pessoas se sentem cansadas dos feeds, as newsletters oferecem uma alternativa menos frenética, em que se pode ler com calma, pensar com calma e aprofundar temas sem a urgência imposta por algoritmos.

O contraste entre estas duas formas de comunicação (a efemeridade do scrolling e a regularidade do e-mail) é notório. A primeira captura os nossos olhos, a segunda captura a nossa mente.

O desafio para marcas e empreendedores é encontrar o equilíbrio entre os dois mundos: como ser relevantes nas plataformas rápidas sem abdicar da clareza, da estratégia e da substância das mensagens? Como transformar atenção fugaz em envolvimento duradouro?

Encontrar respostas para estas questões implica aceitar que a profundidade tem um valor que não pode ser medido em likes ou visualizações. Nos negócios, esta profundidade traduz-se na construção de confiança, reputação e ligação emocional, aspetos demasiado valiosos para serem entregues unicamente às lógicas de consumo acelerado das redes sociais.

#Motivação

Procura-se profundidade na era do scrolling

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16 de jan. de 2026, 17:03

Vivemos numa época em que a nossa atenção é simultaneamente o recurso mais valioso e o mais difícil de manter. Plataformas como o Instagram e o TikTok transformaram a forma como consumimos conteúdo e, nos últimos anos, tornaram-se quase sinónimo de scrolling infinito. Com cerca de 1,6 mil milhões de utilizadores ativos em todo o mundo, o TikTok capta cada vez mais tempo dos nossos dias, com estimativas que apontam para uma média de cerca de uma hora por dia por utilizador a ver vídeos na aplicação.

O formato de vídeos curtos e altamente personalizados tornou-se extremamente sedutor.

Cada swipe leva ao próximo conteúdo, quase sem esforço, numa cadeia de estímulos rápidos que fazem com que percamos a noção do tempo passado a navegar. Nessa dinâmica, a velocidade tornou-se a moeda corrente: conteúdos que prendem a atenção por segundos; que despertam uma emoção instantânea sem hipótese de reflexão prolongada. Há uma vantagem inegável nisto: portas que se abrem a criadores e marcas para chegarem ao grande público com baixos orçamentos; mas também há um preço invisível: a tendência de que as mensagens se tornem tão efémeras quanto o próprio fluxo de conteúdos.

A comunicação empresarial e as narrativas de marca podem sentir-se particularmente desafiadas neste ambiente. Quando uma história é moldada para caber num vídeo de 10 ou 15 segundos, o risco é que o significado profundo se dissipe entre brilhos e efeitos visuais. Mensagens que exigem contexto, análise ou sentido estratégico, que são precisamente as que alimentam relações de confiança e compreensão, tendem a ficar em segundo plano, eclipsadas pela promessa de viralidade instantânea.

É aqui que vale olhar para movimentos aparentemente contraditórios, como o ressurgimento das newsletters, de que falámos hoje no MOTIVO. Numa era em que muitas pessoas se sentem cansadas dos feeds, as newsletters oferecem uma alternativa menos frenética, em que se pode ler com calma, pensar com calma e aprofundar temas sem a urgência imposta por algoritmos.

O contraste entre estas duas formas de comunicação (a efemeridade do scrolling e a regularidade do e-mail) é notório. A primeira captura os nossos olhos, a segunda captura a nossa mente.

O desafio para marcas e empreendedores é encontrar o equilíbrio entre os dois mundos: como ser relevantes nas plataformas rápidas sem abdicar da clareza, da estratégia e da substância das mensagens? Como transformar atenção fugaz em envolvimento duradouro?

Encontrar respostas para estas questões implica aceitar que a profundidade tem um valor que não pode ser medido em likes ou visualizações. Nos negócios, esta profundidade traduz-se na construção de confiança, reputação e ligação emocional, aspetos demasiado valiosos para serem entregues unicamente às lógicas de consumo acelerado das redes sociais.

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16 de jan. de 2026, 17:03

Vivemos numa época em que a nossa atenção é simultaneamente o recurso mais valioso e o mais difícil de manter. Plataformas como o Instagram e o TikTok transformaram a forma como consumimos conteúdo e, nos últimos anos, tornaram-se quase sinónimo de scrolling infinito. Com cerca de 1,6 mil milhões de utilizadores ativos em todo o mundo, o TikTok capta cada vez mais tempo dos nossos dias, com estimativas que apontam para uma média de cerca de uma hora por dia por utilizador a ver vídeos na aplicação.

O formato de vídeos curtos e altamente personalizados tornou-se extremamente sedutor.

Cada swipe leva ao próximo conteúdo, quase sem esforço, numa cadeia de estímulos rápidos que fazem com que percamos a noção do tempo passado a navegar. Nessa dinâmica, a velocidade tornou-se a moeda corrente: conteúdos que prendem a atenção por segundos; que despertam uma emoção instantânea sem hipótese de reflexão prolongada. Há uma vantagem inegável nisto: portas que se abrem a criadores e marcas para chegarem ao grande público com baixos orçamentos; mas também há um preço invisível: a tendência de que as mensagens se tornem tão efémeras quanto o próprio fluxo de conteúdos.

A comunicação empresarial e as narrativas de marca podem sentir-se particularmente desafiadas neste ambiente. Quando uma história é moldada para caber num vídeo de 10 ou 15 segundos, o risco é que o significado profundo se dissipe entre brilhos e efeitos visuais. Mensagens que exigem contexto, análise ou sentido estratégico, que são precisamente as que alimentam relações de confiança e compreensão, tendem a ficar em segundo plano, eclipsadas pela promessa de viralidade instantânea.

É aqui que vale olhar para movimentos aparentemente contraditórios, como o ressurgimento das newsletters, de que falámos hoje no MOTIVO. Numa era em que muitas pessoas se sentem cansadas dos feeds, as newsletters oferecem uma alternativa menos frenética, em que se pode ler com calma, pensar com calma e aprofundar temas sem a urgência imposta por algoritmos.

O contraste entre estas duas formas de comunicação (a efemeridade do scrolling e a regularidade do e-mail) é notório. A primeira captura os nossos olhos, a segunda captura a nossa mente.

O desafio para marcas e empreendedores é encontrar o equilíbrio entre os dois mundos: como ser relevantes nas plataformas rápidas sem abdicar da clareza, da estratégia e da substância das mensagens? Como transformar atenção fugaz em envolvimento duradouro?

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